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História Uma Dama - Capítulo 6


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Notas do Autor


Mais um capítulo para arrasar os corações de todos nós! Aqui nesse capítulo eu cito uma pessoa muito importante para o desenvolvimento da fic, que será dividida em duas partes. Resumidamente Parte I - Antes do Casamento, e Parte II - Pós Casamento. Eu dei algumas dicas sobre o que acontecerá futuramente na fic, então prestem bastante atenção. Na capa temos Edward, Felicity e Layla.
Espero que amem demais,
@JennaTheGirl

Capítulo 6 - Capítulo V - Uma Carta Bem Escrita


Fanfic / Fanfiction Uma Dama - Capítulo 6 - Capítulo V - Uma Carta Bem Escrita

O ruivo olha para a menininha muitos centímetros mais baixa que ele, que assentia a afirmação dele. Ele pega a pequena no colo e abraça a morena, que retribuí o abraço. Mais atrás, Felicity estava em lágrimas enquanto Cornélia se perguntava o que estava acontecendo.

-Filha!- A morena gritou, correndo em direção á pequena, que já estava no chão. A menininha se jogou contra os braços da mãe, assim que os tateou, que soluçava enquanto dava diversos beijos no topo da sua cabeça- Meu amor, que saudade meu bebê!

O que Cornélia de fato não sabia é que Felicity e Edward tiveram uma filha chamada Layla, que é cega, por isso passou os últimos anos em uma academia para garotinhas deficientes, e por isso seus olhos são de um azul tão claro. Ela foi ensinada na academia a compreender o mundo sem poder vê-lo, e agora o seu pai finalmente conseguiu contratar uma professora para ensina-la na mansão.

James percebeu a expressão da sua noiva, foi cumprimenta-la com um beijo e explicar o ocorrido. Deu um leve selinho em seus lábios, que retribui o mesmo contente- A Layla é a filha cega que a Felicity e o Edward tiveram- Explicou- Ela foi enviada para uma academia feita para cegos até que meu irmão achasse uma professora para ela, o que deve ter acontecido.

-Mais como ela sabia onde você estava?- A loira perguntou, agarrada ao braço do ruivo enquanto o mesmo olhava para a cena de reencontro familiar, na qual Edward se juntou.

-Meu pai provavelmente a disse, e ela apenas correu até encostar em algo- Disse- Ela fazia muito isso quando era pequena.

-Aa... –Cornélia disse, aproveitando a atenção que Felicity estava dando a filha para fugir e ir em direção à casa da sua amiga, Madison.

Cornélia correu pelos corredores, e desceu as escadas brutalmente, já que usava saltos altos. Pediu ofegante para Lyon lhe levar até o endereço indicado, e ele aceitou.

* * *

Assim que Lyon lhe deixou na mansão da amiga, após lhe levar em uma loja para comprar o presente do bebê –Um ursinho amarelo- que se localizava no centro da cidade, Cornélia se aproximou da porta de madeira e deu três toques educados na porta, esperando uma resposta. Logo uma empregada, trajada como uma, atendeu a porta, reconhecendo à loira e permitindo a entrada da mesma. Cornélia ficou esperando a amiga na sala de espera, até a mesma aparecer entrando na divisão.

-Oi- Cornélia disse, levantando-se em um pulo para ajudar sua amiga grávida a se sentar na poltrona onde ela estava sentada posteriormente- Eu trouxe um presente para você!- Exclamou, pegando uma grande caixa de presente branca com uma fita amarela e entregando-a para Madison.

-Ah! Obrigada Nélia- A grávida disse, puxando a fita da caixa e revelando o ursinho de pelúcia amarelo- Awn!- Ela deixou o ursinho ao lado, e se virou para conversar com a amiga- Como anda a sua vida de noiva? Já aconteceu alguma coisa?- A malícia era presente em sua voz.

-Madison eu sou uma DAMA- A loira respondeu, ressaltando a última palavra- E como uma DAMA, eu só farei “coisas” após estar oficialmente casada- Toda vez que dizia a palavra “dama”, ressaltava-a- Mais tirando isso, está tudo bem. Hoje eu descobri que ele tem uma sobrinha cega, linda por acaso. E nós estamos até nos beijando de vez em quando.

-Que bom amiga!- Ela exclamou, animada- A Ellie e Lizzie não possuem nenhum assunto interessante- Ela afundou seu rosto na almofada que estava em seu colo- E o Peter então. Ele quer arrumar tudo de uma vez só, e no final não arruma nada.

-Então vamos arrumar tudo, um pouquinho de cada vez- A loira disse animada, estendendo a mão para a amiga, que aceitou a ajuda e se levantou com o ursinho em mãos- Você já arrumou o quartinho?

-Nós já limpamos e colocamos os móveis, mais temos que dobrar todas as roupinhas e guarda-las de uma forma que eu consiga achar sozinha- Maddie explicou.

-Então vamos fazer isso- Cornélia disse, subindo as escadas na companhia da amiga.

* * *

Naquela tarde, onde as nuvens faziam questão de esconder o brilho do Sol, deixando todos à mercê do mormaço, Cornélia passou o dia inteiro ajudando sua amiga de infância Madison a arrumar o quarto do bebê (e consequentemente ganhando alguns pontos para a competição que ela e as amigas faziam sobre quem seria a madrinha do batismo do futuro recém-nascido). Já James e os White passaram a tarde toda com a menina Layla, que finalmente voltara para casa após três longos anos em uma academia para meninas com deficiências, pois a mesma é cega.

Todavia não eram todos que aproveitavam aquela tarde de tempo estranho, já que enquanto isso, na capital do Reino de Asgard –Onde se localiza o principal porto do Reino todo, o palácio Real e as plantações eram escassas- O Rei Ezra encarava difíceis reuniões o dia todo, tendo que se dar como presente das reuniões da Bancada Religiosa, até conferências com o exército.

O Rei –Um jovem homem, no auge de seus trinta anos, de boa fisionomia, cabelos dourados e olhos acinzentados- Ainda precisava arcar com disputas internas, como meras brigas de comerciantes locais, precisava se preocupar com os Reinos vizinhos, para evitar guerras com os mesmos. Mais o principal problema era a falta de um herdeiro para o trono. Desde seu casamento há anos, a sua esposa, Iris –Uma jovem mulher, que ainda não chegara aos trinta anos, sendo mais nova que o Rei, de cabelos albinos e olhos esverdeados- Ainda não gerara nenhum herdeiro se quer. Todas as vezes que a mesma ficava grávida, sofria de abortos espontâneos, o que vem a deixado em um constante estado de fragilidade, a beira da depressão –Motivo pelo qual o Rei ainda continua com a mulher, pois não quer carregar o fardo de ser responsável por alguma mudança drástica na saúde da mesma.

Ezra é um homem bom, qualidade bem valorizada por seus súditos, e ultimamente vem percebendo que o quadro clínico de sua mulher só vem se agravando cada vez mais, deixando-a a maior parte dos dias de cama, tossindo (algumas vezes sangue) e vomitando sempre que alguma comida era forçada em seu estômago. Isso preocupa o loiro, porque apesar de não amar legitimamente a mulher (e a mesma ser ciente deste fato), criou ao longo dos anos uma relação de companheirismo, que substituiu a falta do amor verdadeiro.

O Rei costumava passar o tempo em seu escritório quando não tinha reuniões, e era lá onde ele estava, quando três toques ecoaram pelo quarto, sinalizando a presença de alguém do lado de fora que gostaria de entrar. O loiro viu no reflexo de um retrato que possuía em sua mesa –Dele e de sua “mulher”- Como estava sua aparência, e logo permitiu a entrada da pessoa:

-Entre- Sua voz máscula ecoou como os toques pelo quarto, e assim a porta foi aberta, revelando seu braço direito, Theodoro. Ezra o encarregava de observar e relatar tudo aquilo que ocorria com Rose e com Cornélia (sua filha e a mulher que ele ama, e nunca deixou de amar), sendo ele o único do castelo que sabe sobre a existência da futura marquesa- Alguma novidade no caso?- Perguntou, se ajeitando na cadeira de uma forma mais relaxada.

-Sim senhor- Theodoro disse, fazendo uma reverência em sinal de respeito e indo se sentar à frente do Rei- A senhorita sua filha começou a morar com o noivo, filho da família nobre White, há alguns dias. Se conheceram em um baile que o “pai” da menina fez para anunciar oficialmente o noivado.

-Prossiga- O loiro sentado ao lado contrário da mesa falou, deixando de lado a papelada na qual cuidava a pouco para prestar atenção no assunto falado, que era de seu interesse pessoal.

-São vistos publicamente beijando-se como um casal apaixonado, pelo menos é essa a imagem que passam para o público. Ela parece perfeitamente bem com o homem, e meus informantes relataram que o mesmo nunca dormiu no mesmo quarto que ela, tendo casa um seu aposento próprio- Ele retirou de seu bolso uma foto amassada e a entregou ao Rei- Essa é sua filha senhor, e o menino White.

-Algo a mais?- Perguntou, acariciando discretamente a face da menina na foto, que sorria lindamente ao lado de um homem, que parecia igualmente feliz. Ambos vestidos formalmente, e o homem com seu braço envolto na cintura da mesma.

-Houve um acidente há alguns dias atrás, no qual a sua filha desmaiou no jardim da casa, e machucou-se um pouco por culpa de espinhos em uma roseira. O noivo dela passou o tempo todo ao lado da mesma, mostrando-se preocupado- O loiro olhou, mais interessado ainda- Ela está bem, se recuperou faz um pouco mais de dois dias.

-Está bem Theodoro- Ezra falou, levantando-se para um aperto de mãos amigável com o outro- Por favor me mantenha informado sobre o estado da minha preciosa Cornélia.

-Sim senhor- Theodoro respondeu, interpretando aquilo como um sinal para se retirar, e ele o fez.

Assim que o “detetive” se recolheu, Ezra jogou-se contra a cadeira de couro marrom, e massageou suas têmporas, com o intuito de afastar o estresse que o parlamento vem impondo em sua mente sobre um herdeiro. “Eles querem me matar lentamente” suspirou mentalmente, enquanto via uma caixa sobre sua mesa. Na caixa continha os documentos que ainda não vira, já que os já revisados formavam um monte no outro lado de sua mesa. Abriu a caixa lentamente, e retirou o primeiro documento. Esse documento, para a surpresa do Rei, era uma das cartas que tinha escrito para Rose, mais nunca endereçado e enviado, todavia essa era uma carta recente, na qual ele havia escrito tinha menos de uma semana.

“Querida Rose,

Sinto muito sua falta e mal posso esperar para nos vermos novamente, se isso for possível, naturalmente. Eu amo-lhe muito e almejo fazer um baile onde nossa amada filha pudesse participar, já que nunca tive a chance de vê-la  em minha vida, e gostaria de fazê-lo logo, antes que o pior aconteça...”

Percebeu que a mesma estava pela metade, e logo precipitou-se a termina-la:

“[...] Eu soube que ela irá se casar e isso me dói muito. Me dói saber que eu não estarei lá para entregar minha filha a vida de casada, ao amor, a vida adulta, a tudo que nós nunca pudemos ter ou fazer. Nem que eu tivesse que observa-la ser levada por outro homem ao altar, só gostaria de viver para ver minha princesa subir no altar e pronunciar a palavra “sim” à frente de todos.

Eu necessito de sua opinião em algo. Recentemente a saúde de Iris vem ficado cada vez mais delicada, tendo apenas um resfriado a derrubado por completo. Sinto –e isso me dói mais do que eu gostaria que- Os dias da Rainha estão chegando ao fim, e ela não conseguiu gerar uma criança. O meu real desejo, e o do parlamento, era que um herdeiro aparecesse para tomar-me o trono quando chegar o meu dia, e a única pessoa propícia a isso seria Cornélia.

Como um Rei casar-se duas vezes em Asgard é mal visto, o trono passaria diretamente para meu irmão, Paul. Gostaria de ressaltar que o mesmo nunca de fato amadureceu, possuindo pensamentos infantis, assim como suas ações. Como lhe conheço, tenho certeza que Cornélia é uma dama educada, culta e inteligente, o que faria uma esplendida Rainha, e é isso que o Parlamento e o Reino precisam.

Adoraria a sua benção, isso após nossa filha estar casada, para revelar para ela e o Reino inteiro quem será a sucessora ao trono.

Espero que pense com carinho e cogite o meu desejo,

Ezra”

Fechou a carta em um envelope, lacrando-o com o símbolo real (o que evitava que alguém abrisse aquela encomenda por engano). Endereçou a carta e chamou Theodoro de volta, pedindo para o mesmo entregar a carta para Rose, como ele sempre fazia.

Após a saída de Theodoro, Ezra sentou-se novamente na cadeira confortável e ficou horas a fio fitando o adorável rosto de sua filha, guardando o retrato depois desse “curto” período de tempo, no álbum de fotos que preservava em segredo, com retratos da pequena. Apenas desejava que Rose dissesse sim, pois era apenas isso que desejou sua vida inteira, poder finalmente reunir-se com as duas mulheres que mais ama.

Continua...

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Como vocês podem perceber, cartas é o que não falta nessa fic. Bom, beijinhos para todos vocês e espero que gostem da fic, e comentem se quiserem, é claro. @JennaTheGirl


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