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História Uma Dama - Capítulo 9


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Notas do Autor


Mais um capítulo meio atrasado meu povo, mais relevem. Aqui a real treta tá começando, então se preparem! Na capa temos Philip.
Bjs, @JennaTheGirl

Capítulo 9 - Capítulo VIII - Os Greens


Fanfic / Fanfiction Uma Dama - Capítulo 9 - Capítulo VIII - Os Greens

A pacata cidade de Evergreen recebia de volta o jovem Philip Green, herdeiro mais jovem de toda a dinastia Green (ou clã, como a maioria diz). Trata-se de um jovem viril de cabelos dourados e porte físico excelente -uma das maiores características da tradicional família- Que retornava para casa após sua temporada nos Países Baixos, onde esteve negociando com futuros investidores. Isso desde que tinha onze anos, contando com o fato de que aprendeu a maioria das coisas que sabe sobre economia naquele lugar, que quase chamava de casa, se não fosse por uma coisa:

Sua amada loira, Cornélia.

Sempre crescera com a loira, e desde que saíra de Evergreen, ela foi à única coisa que de fato fez o loiro querer retornar para a mesma cidadezinha, onde o maior evento do ano era o Festival das Flores, que ocorria todo 16 de Maio, faltando cerca de um mês. Todas as pessoas que participavam do festival já começavam a checar como suas flores estavam, organizar de maneira correta os matérias e, deixando tudo perfeitamente preparado para quando o grande dia chegasse. Era essa espécie de feriado, que faziam todos deixarem seus postos, abandonarem os empregos e a escola para assistir, que enchia a cidadezinha de visitantes, coisas que apenas aconteciam uma vez por ano.

A cidade inteira estava envolta nos preparativos e nas festividades da proximidade do Festival e do segundo evento mais esperado do ano: o Casamento da jovem Cornélia e do herdeiro dos White, James. Isso animava os ânimos de todos, até daqueles que mal os conhecem. O clima ensolarado apenas intensificava mais ainda essa felicidade eminente em toda a cidade, isso até que o loiro passasse, ai todos estremeciam, como se o jovem levasse consigo uma aura negra e pesada, que colocava o dia de todos para baixo, mesmo sem ter culpa nenhuma de toda essa tristeza que carregava consigo.

Ele realmente não tinha culpa alguma de ser um Green, culpa alguma de ter perdido os pais cedo e ser obrigado a ir morar com seus pais em Evergreen, culpa alguma das ações de sua família, culpa alguma dos boatos que corriam soltos pela cidadezinha, que de tão pequena todos já estavam á par da situação. Ele não tinha culpa alguma da existência dos Anjos Sagrados, ou como o povo os conheciam, Anjos Sangrentos.

Os Anjos Sangrentos eram nada mais nada menos que uma organização clandestina de mercenários devotos ao seu líder, mais conhecido como Stuart Green, o tio de Philip. Eles faziam trabalhos variados, tudo baseado nas vontades do homem, indo de extorquir nobres para passagem de mercadorias até assassinato daqueles que expressavam opiniões negativas sobre a família, descumpriam ordens ou presenciavam o que não deviam. Todos esses crimes eram cometidos a sangue frio, bordando com as linhas da vida como se as mesmas fossem apenas nada, como se uma vida não se igualasse à vontade de seu Líder.

E as pessoas da cidade sabiam.

E por isso tinham medo de se quer respirar os mesmo ares que um Green.

Por isso todos se escondiam dentro de suas casas ou lojas, e os mais destemidos lançavam olhares desconfiados sobre o loiro, como se o mesmo fosse retirar uma espada de seu casaco grosso de lã e matar alguém com um só golpe, o que de fato não aconteceria. Pois Philip Green cresceu sobre a influência de Cornélia Willians, que praticamente lhe ensinou os princípios básicos e como ser uma pessoa decente, respeitando o próximo e suas decisões e opiniões, assim como os Antigos Deuses faziam, há milênios.

Era esse tipo de influência na qual os outros Green necessitavam, mais não recebiam, pois em seu círculo de amizades, estavam pessoas tão ruins quanto os Green, ou até piores. Matar era pouco para as amizades de Stuart Green, isso é claro, se não houver tortura e obtenção de informações antes, e esquartejamento, é claro.

Essas informações porém, nunca se quer chegaram a ser do conhecimento de Philip, que via o tio apenas como um homem rígido e difícil de lidar, e a tia apenas como uma mulher traumatizada pela inúmera perda de filhos que sofrera, o que de fato não era uma completa mentira. Gianna Green de fato perdera três filhos na guerra e uma filha no parto de seu único neto, Jean, uma das únicas razões pela qual a mulher não tirara sua vida, além do filho de sua cunhada que lhe foi tão boa em épocas passadas, Philip.

Gianna tivera que engolir diversas informações traumatizantes após se casar com Stuart, sendo uma delas a existência dos Anjos Sagrados. Ela teve de ouvir diversas reuniões que aconteceram em sua casa, enquanto seu marido lhe fez fingir-se de empregada, enquanto a mulher que fora contratada para essa função estava na cama de Stuart, apenas esperando pela chegada do mais velho. É claro que sabia que o homem não era fiel, ingênua a mulher não era, porém deveria fingir que sim, caso o pior pudesse ocorrer. Sempre que o homem lhe perguntava descaradamente se ouvira algum barulho, ela lhe vinha com a desculpa que as paredes eram grossas, o que o velho Green engolia sem muita insistência.

Philip, antes do nascimento de Jean, era sua única companhia naquela enorme casa, e ela a dele, até que a mulher o encorajou a aproximar-se da filha dos parceiros de negócio de seu tio, Cornélia, e ele o fez. A presença da menina deixava a casa inteira mais leve, livrando-a da tensão que ficava após as inúmeras discussões que ocorriam dentro daquela casa, entre quatro paredes, e que ficariam lá, esquecidas pelas espessas camadas de concreto negro, apodrecendo junto com a virtude que um dia pertenceu a aquela família, perdida no tempo.

Philip saiu da estação de trem e pegou uma carruagem que o levou até sua casa na infância, que permanecera a mesma coisa. Suas paredes de concreto preto estavam sendo cada vez mais invadidas pelas plantas que lhe subiam as paredes, mais o jardineiro dos Green parecia fazer um bom trabalho para conter o avanço das mesmas e conservar a beleza da mansão Gótica, uma das únicas naquele lado do Reino. Suas portas e janelas foram confeccionadas à mão por um artesão famoso, e levavam como matéria prima uma madeira quase similar ao preto, o que deixava tudo com uma sensação mais pesada, além dos vidros com aparência empoeirada e fosca. A casa em si possuía três torres principais bem próximas umas das outras, onde se localizavam os quartos principais, sendo direcionados aos homens, já que a Senhora Gianna conseguiu, anos mais tarde, a permissão de deitar-se com seu marido. O jardim era bem cuidado, mais as plantas da região cresciam em um tom de verde musgo, fortalecendo a aparência assustadora que tanto assustava as crianças. Os cômodos em si levavam uma decoração vitoriana, que era o orgulho da falecida mãe de Stuart, a assustadora Senhora Green e seus sete maridos, conhecida também como Viúva Negra.

O som dos toques de Philip ecoaram pela casa inteira, chamando a atenção da criada regente na ausência da governanta (a concubina predileta do Senhor Green), e a mesma atendeu a porta, mudando sua expressão de tédio para ânimo no exato momento que viu o loiro acompanhado de suas fiéis bagagens. Ela retirou quase à força a espessa camada de pele animal do loiro, sorrindo sem mostrar-lhe os dentes:

-Sua tia ficará radiante Senhor, radiante!- Exclamou logo após pendurar o casaco do jovem, e logo começou a retira a poeira do velho par de calças que o loiro vestia- Devo ter certeza que está no mínimo apresentável senhor- Explicou-se- O pequeno senhor Jean ficará tão animado, não vem alguém nessa casa faz séculos, sinto como se aqui fosse amaldiçoado.

-E de fato é Wendy, pelo meu marido e suas concubinas- Interrompeu uma voz doce, porém cansada, essa era Gianna Green. Seus cabelos, antes fortemente ruivos, agora estavam em uma tonalidade escura de loiro, e seus olhos verdes expressavam angústia e depressão, além de noites mal dormidas. Philip correu e abraçou sua tia, que estava mais magra do que da última vez que a vira, mais isso fazia tempo demais.

-Titia- Ele disse, com a cabeça afundada no pescoço da tia, cheirando o doce aroma de menta que saía de seus cabelos- Você parece tão cansada- O loiro observou, colocando sua mão no queixo de Gianna e girando seu rosto para ambos os lados com delicadeza, como se procurasse resquícios de algo.

-É a velhice chegando meu querido- A loira falou, colocando ambas as mãos nas bochechas do jovem- Olha como está grande, um homem feito! Da última vez que o vi você estava aqui- Ela disse, apontando para um pouco abaixo de seus pequenos seios- Jean ficará tão feliz em ver que você não esqueceu o pequenino.

-Como esqueceria?- Ele perguntou, abrindo espaço para os criados passarem com suas bagagens- Como o meu quarto está?

-Intacto desde que o meu loirinho foi embora- Ela disse, com emoção em sua voz- Meu menininho indo tão jovem, agora Jean possuí nove aninhos e mal se lembra como você era meu sobrinho, se não viesse logo era capaz dele lhe esquecer- Disse, acariciando o ombro de seu sobrinho, que agora era certamente mais alto que a loira- Olha onde está, daqui a algum tempo terei que levantar meu rosto para conversar com você.

-Não seja boba tia- Philip disse, passando seu braço pelo ombro da tia- Você nem é tão baixa assim, mais quero muito ver Jean.

-Philip?- A atenção de ambos foi centrada em uma figura menor que o loiro, de olhos aveludados e cabelos da mesma cor. Ele segurava um pequeno urso que o loiro havia lhe presenteado quando pequeno, e que nunca largou- É você mesmo?

-Jean!- O maior exclamou, correndo em direção ao pequeno, que antes estava hesitante, mais agora abria um sorriso de orelha a orelha- Achou mesmo que iria se livrar de mim tão rapidamente?- Perguntou, enquanto erguia o moreno no ar e o devolvia ao chão.

-Vovó, o Philip vai me contar tudo sobre os Países Baixos não é?- O menino perguntou, dando pulinhos de alegria- Para mim e para a Ingrid, para mim e para ela não é?- A velha mulher assentiu com a cabeça, mais recebeu um olhar de dúvida do sobrinho.

-A mais nova protegida do seu tio. Wendy não está autorizada a falar sobre ela com ninguém, nem mesmo você, pois a menina é de uma família foragida dos Países do alto da fronteira Sudeste- Ela logo cruzou os braços e fitou os pés, uma ação infantil que nunca saíra de seu ser, demonstrando que ela estava constrangida ou decepcionada- Eu tenho medo do futuro que ele almeja para a menina...

-Ela vai casar comigo!- Exclamou o pequeno moreno, convicto- Então eu vou poder proteger ela que nem o papai fez com a mamãe, e que nem o titio fez com a titia.

-Bom saber campeão- Disse o loiro, afagando carinhosamente o topo da cabeça do moreno- Agora tia- Virou para observar os olhos da mulher à sua frente- Onde está meu tio?

-Eu posso chamar o vovô no quarto dele- E o jovem menino foi interrompido.

-Não se atreva a ir para a Torre Norte Jean, o senhor está proibido de botar seus pés lá, me entendeu- Ela falou de modo agressivo, o que assustou o sobrinho e fez o neto mover a cabeça em um sinal de concordância- Seu tio está ocupado no momento- O grande suspiro que ela soltou, enquanto apoiava sua mão no topo de sua testa denunciou para a mente madura do loiro o paradeiro do tio.

* * *

O estrondoso barulho de corpos se cochando ecoava por toda Torre Norte da casa dos Green, enquanto a Governanta gemia descontroladamente ao ter o membro de seu patrão dentro de si. Aquela não era uma cena nova para Stuart, já que desde o momento que contratara a menina, ela virou sua concubina particular, que já vem durando há dois anos. Ele já conhece todos os pontos fracos na menina, o que a fazia chegar ao orgasmo rapidamente. Cada gemido da menina o fazia se sentir mais excitado.

Todavia seu momento de prazer foi interrompido por um barulho no corredor, passos. Ele colocou a mão na boca da governanta, que percebeu o mesmo do patrão, que parou de fazer seus movimentos repetitivos. Ele se vestiu assim como ela e aproximou seu ouvido da porta:

-Você vai ficar bem tia?- Os olhos acinzentados de Stuart se arregalaram quando ele ouviu a voz de seu sobrinho, que estava de volta.

-Sim querido- Ela deu um suspiro- Você recebeu algumas cartas da Cornélia e da Safiya, ambas estão sobre a mesa do seu quarto.

-Tudo bem- Ele disse, e o tio percebeu o quão animado o menino estava- Tchau!

-Adeus- Ele ouviu a voz de sua esposa se aproximar da porta, e logo viu que a governanta já fingia que arrumava as coisas. Ele logo se jogou na cama e fingiu que estava dormindo, enquanto sentiu o colchão afundar ao seu lado e duas mãos acariciarem seu cabelo, e o calor do corpo dela ficou cada vez mais próximo, até ela sussurrar.

-Por que você não pode me amar?- Ele se assustou, mais escondeu aquilo, e corou um pouco.

* * *

Assim que Philip adentrou seu quarto, ele se deparou com uma pequena pilha de cartas, e logo se aproximou lendo a primeira, a mais recente:

“Querido Phill,

Eu sei que você provavelmente só vai ler isso daqui há anos, se você ler, mais eu me sinto no direito de lhe avisar sobre isso. Eu estou completamente ciente da promessa que fizemos, mais infelizmente não poderei esperar mais para você, pois o meu prometido inicial já fez uma proposta irrecusável para a minha família, então eu logo irei me casar.

Não fique bravo comigo, eu realmente te esperaria se pudesse Philip, eu te esperaria. Mais infelizmente não há o que eu possa fazer, sinto muito mesmo.

Aqui está uma foto recente minha, para que você tenha do que se lembrar.

Com carinho,

Cornélia”

Junto com a carta feio uma fotografia um pouco maior da que ela tinha, e ele as comparou. O corpo dela estava muito mais definido, e seus seios aumentados. Seu cabelo crescera e ela continuava com o costumeiro sorriso agradável, que fez todos apaixonarem-se por ela, inclusive ele. Ele viu naquela mulher crescida a criança que ele conhecia, e sorriu.

Aproximou-se para ver as outras cartas, e viu que praticamente tratavam do mesmo assunto: saudades e amor. Ficou lendo todas as maravilhosas cartas da sua loira, quando percebeu uma carta preta escrita com uma tinta branca e a assinatura de sua amiga Safiya. Pegou a carta e a abriu, percebendo que a mesma era mais recente que a de Cornélia.

“Phillip,

Eu venho por meio dessa carta lhe informar que as perseguições da família do James aumentaram, e aumentaram, porque eu achei algo que não devia:

Um documento falando quais foram as pessoas que os White mataram juntamente com os Green, e agora estão atrás de mim, e eu tenho as minhas suspeitas de que a Cornélia corre risco de vida.

Venha na minha casa que eu te explico tudo,

Safiya”

Ele logo deixou a carta cair no chão e disparou em direção à porta. Apesar de Cornélia estar noiva, ele nunca deixaria de ama-la apenas por isso, e faria de tudo para protege-la mesmo que morresse tentando, pois ele simplesmente não conseguia viver sem ela apesar de não a ver há anos.

Continua...

 

 

 


Notas Finais


Então foi isso meu povo, espero que vocês curtam.
Bjs, @JennaTheGirl


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