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História Uma Díade na Força: O Poder da Vida - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Oi, meus queridos. O capítulo de hoje é focado no queridíssimo FN-2187, também conhecido como Finn, e em seus pensamentos quando pôde sentir que sua amiga Rey estava viva.

Vejo vocês nas "notas finais". Até mais! :)

Capítulo 3 - Quebra de Expectativa.


Dentro da Millennium Falcon, Finn pôde sentir Rey viva... E acompanhada. O sorriso no rosto do guerreiro sumiu em questão de segundos ao perceber que se tratava de Kylo Ren, ou pelo menos, da mesma pessoa que costumava ser o vilão mascarado.

Ele estava ficando louco? Ou melhor, ela estava ficando louca? Finn preferiu não pensar mais sobre isso... Relembrar tudo o que a Primeira Ordem representou para ele era delicado e duro... Mas um ar de extrema indignação continuava a pairar sobre a sua consciência. E, de repente, um turbilhão de pensamentos começaram a surgir, ocasionados por um fator muito curioso: o modo como Rey nunca falava sobre Kylo Ren.

Finn e Rey eram muito próximos. Sempre que podia, ela contava muito sobre sua vida em Jakku e compartilhava com ele seus pensamentos. Ela o via como um amigo confidente, e isso o confortava numa escala incomensurável. A primeira pessoa que olhou para ele de uma forma diferente, enxergando muito mais do que apenas um soldado da Resistência (até porque ele mentiu para ela sobre isso quando a conheceu). E mesmo após ela descobrir a verdade, suas primeiras palavras foram para pedir que ele não fosse embora. Finn era grato à Rey por sua relação de amizade, da mesma forma que ela também era grata e, por isso, o via como um confidente, uma pessoa na qual ela poderia confiar os seus segredos mais íntimos e os seus medos mais perturbadores, e assim ela o fez, e Finn sempre esteve ali, ouvindo e confortando a jovem Jedi o máximo que ele conseguia.

O rapaz, então, se lembrou de sua primeira conversa com Rey, após reencontrá-la em Crait. Ela estava diferente, talvez triste, talvez decepcionada... Ou talvez ambas as coisas. Não demorou para que ele pudesse receber a notícia de que Luke Skywalker havia morrido, e sua primeira reação foi ir ao encontro de sua amiga, após checar se Rose estava confortável na cama da Millennium Falcon.

Estendendo sua mão direita sobre o ombro de Rey, que estava sentada, com o sabre de luz que ganhara de Maz rachado no meio, ele disse:

- Sinto muito, Rey... Imagino o quão importante Luke foi para você nestes últimos dias.

A garota abriu um pequeno sorriso no canto de seu rosto, mas não respondeu, o que deixou Finn angustiado.

- Há algo que eu possa fazer para tentar te distrair um pouco? - ele perguntou.

- Eu creio que não, Finn, mas obrigada por sua preocupação. - ela respondeu quase que instantâneamente.

O rapaz, então, compreendeu que sua amiga precisava de um tempo só para ela. Como resposta, depositou um beijo em sua testa e se levantou, até que Rey o segurou pelo braço, e disse:

- Na verdade, há algo que você possa fazer por mim, sim... Isto é, apenas se você quiser. - ela disse, voltando um olhar carente para ele.

- Pois me diga.

Ela hesitou. Não apenas uma, mas várias vezes até finalmente conseguir dizer o que queria.

- Suponhamos que você esteja "conectado" com uma outra pessoa. Ou seja, você pode vê-la onde quer que ela esteja e vice-versa. - ela disse.

- Certo... Aonde quer chegar? - ele perguntou, confuso.

- Bem, imagine que essa mesma pessoa te causou uma dor insuportável pouco tempo antes de você descobrir que podia se conectar com ela. O que você faria? - perguntou ela, curiosa com a resposta.

- Eu receio não saber... O que de tão ruim ela poderia ter feito ao ponto de causar tanto sofrimento? - perguntou Finn.

- Considere, neste caso, que ela tenha matado o seu pai. - respondeu Rey, com a tristeza evidente em seu tom, o que deixou Finn preocupado.

- Certo, por que está me perguntando isso? - ele perguntou. Não estava entendendo onde sua amiga queria chegar.

- Por favor, Finn... Apenas me responda. Eu prometo te explicar isso... Em uma outra oportunidade. - ela respondeu instantâneamente, segurando a mão do amigo, num gesto simbólico de "eu não estou bem".

O rapaz fez um gesto afirmativo com a cabeça, e então disse:

- Eu nunca mais me "conectaria" com essa pessoa. Acho que não vê-la mais seria o melhor para que essa dor pudesse passar.

Rey não pode conter a expressão de confusão que floresceu em seu rosto, e Finn percebeu, mas antes que pudesse dizer, Rey o perguntou:

- Posso te fazer mais uma última pergunta? E, depois, falamos sobre o que quisermos, ok?

- Isso vai te deixar melhor? - ele perguntou, preocupado.

- Vai sim. - respondeu ela, esboçando um sorriso por conta da preocupação do amigo.

- Então, pode mandar. - disse Finn, no seu característico tom de brincadeira, esperando a pergunta.

Rey hesitou, novamente, mas não tanto quanto da primeira vez. Tomou fôlego, e disse:

- Pense na mesma situação, porém, com um fator importante em jogo: nem você e nem a pessoa tem controle sobre essa conexão, sendo assim, não há como impedí-la de ocorrer. - disse ela. - Como você lidaria com isso?

Finn ainda não fazia ideia do porquê Rey estava perguntando algo tão específico para ele. Deduziu, então, que poderia ser mais um dos inúmeros aspectos da Força. Estaria Rey "conectada" a alguém? Seria esse alguém, que havia "causado uma dor insuportável" a ela, Kylo Ren? Ele pensou, mas não perguntou.

- Bom... Neste caso, já que não há como evitar, eu tentaria entender o porquê de ela ter feito tal ato. Por mais doloroso que possa ser, ainda há a possibilidade de tal ato ter tido uma "motivação", ou alguém por trás que a obrigou a fazer o que fez. Eu, mais do que ninguém, posso ter uma ideia de como isso é... - respondeu Finn, e suas últimas palavras machucaram Rey por dentro. Ele nunca matou ninguém pela Primeira Ordem, mas seus "colegas de trabalho" sim, e ele poderia facilmente imaginar o fardo de carregar o sangue de vidas inocentes em suas mãos por conta de sua "devoção" aos seus "superiores", entre eles General Hux, Capitã Phasma e Kylo Ren.

- É uma boa alternativa, Finn. Obrigada por me ouvir. - ela respondeu, e dessa vez, com um sorriso sincero em seu rosto. - Bem, agora, me conte, como foi que você acordou do coma?

- Ah, é uma história engraçada... - ele respondeu rindo, e assim os dois passaram quase que todo aquele dia assim. Rindo, conversando, brincando, cuidando um do outro.

E assim era a relação entre os dois. Confiança, amizade e harmonia. E, mesmo assim, ainda havia um assunto que ela mantinha em sigilo: Kylo Ren. Sim, ela havia contado para ele de que os dois haviam derrotado Snoke juntos. Mas apenas isso. Não contou como isso ocorreu, nem o que aconteceu após isso. Toda vez que o assunto poderia ser direcionado a ele, ou ela se calava, ou mudava o assunto. Nem ele, nem ninguém da Resistência entendia o porquê, o que incluía a General Leia. Isto é, talvez ela pudesse entender, afinal, ela continuou o treinamento de Rey e, por mais bizarro que isso fosse, Kylo Ren era seu filho, mas ela nunca deixou isso evidente.

Voltando para o tempo presente, Finn, agora, se mostrava preocupado. Aquela "outra oportunidade" que sua amiga Jedi havia mencionado nunca apareceu. Suspeitava que Rey tivesse uma forma de manter "contato" com Kylo Ren, devido aos últimos acontecimentos em Pasaana e em Kijimi, onde a garota mudava drasticamente de comportamento ao "perceber" a presença do vilão. E este pensamento o atormentava, mas não tanto quanto o seu pensamento seguinte.

Ele havia sentido a garota morrer, e logo depois, a sentiu viva, e antes que pudesse se questionar sobre como isso era possível, sentiu uma presença semelhante à de Kylo Ren, porém, desta vez, sem o ódio e a brutalidade que o cercavam. "Isso não faz sentido, é bizarro... É insano", ele pensou.

Jannah percebeu a frustração e o olhar preocupação de Finn, e perguntou:

- O que houve?

- Rey está no templo junto de Ren... Porém, algo está diferente. - Respondeu Finn.

- Como assim diferente? - perguntou Jannah, curiosa.

- Eu acredito que ela só esteja viva neste momento por conta dele. E isso é bizarro. - disse Finn, incrédulo com o que acabara de dizer.

- Espera... O quê? Como chegou a essa conclusão? - perguntou Jannah, ainda mais curiosa, mas também confusa.

- E-eu não sei... - respondeu ele. - Era isso o que eu estava tentando falar para a Rey. Esperava que ela pudesse me ajudar.

- Acredita que seja a Força? - Jannah perguntou.

- Tenho quase certeza...

- É, eu acho que faz sentido. Mas... Por que Ren salvaria a vida dela?

Finn não respondeu, e Jannah levou o silêncio como a melhor forma que ele pôde encontrar para dizer que não fazia ideia do porquê.

Lando ouviu a pequena conversa entre os dois na cabine do piloto, e não pôde conter um sorriso em seu rosto ao imaginar que Ben Solo, o seu querido "sobrinho de consideração", retornou para o que seu amigo Luke costumava chamar de "luz". Chewbacca percebeu o olhar de Lando e resmungou.

- Ah, perdão. Me perdi em meus próprios pensamentos. - respondeu o piloto, ainda sorrindo.

Chewie não compreendeu o motivo, e soltou um rugido de dúvida.

- Se eu te contasse o que estou pensando, você provavelmente me chamaria de maluco, meu bom amigo. - respondeu Lando, com seu característico sorriso de malandro no rosto.

Chewie estava confuso. Muito confuso. Ele também havia escutado a conversa entre os dois ex-stormtroopers, mas não acreditava que aquilo poderia ser possível.

- Lando, Chewie, então na escuta? - a voz de Poe Dameron surgiu através do comunicador presente no painel do cargueiro corelliano.

- Afirmativo, Poe. O que houve?

- O templo onde Palpatine estava pode cair a qualquer momento devido ao impacto da explosão... E Rey ainda está lá, não está? - perguntou o piloto, não tendo certeza se a Jedi havia sobrevivido ao confronto contra o Imperador. Um beep de preocupação vindo de R2-D2 também pode ser ouvido.

- Ela está! Está sim! Precisamos encontrar alguma forma de avisá-la. - respondeu Finn, entrando na cabine dos pilotos após escutar a voz de Poe.

- Ótimo, só me diga como. E rápido! Se demorarmos mais, aquele lugar vai se transformar em pedacinhos! - respondeu Poe.

Finn, então, se lembrou de quando observava Rey em seu treinamento, especialmente em seus dias de meditação. Ele achava incrível a ideia de que, através da meditação, um usuário da Força poderia encontrar paz, fortaleza e respostas. Sim, respostas. Ele, então, decide voltar para o canto que costumava chamar de "sala de estar" da Millennium Falcon. Se sentou ao chão, tentando imitar a posição de sua amiga em seu treinamento, e fechou os olhos, se esforçando ao máximo para tentar conseguir uma forma de entender como seria possível salvar a sua amiga.

"Rey, me escute..."


Notas Finais


Oi de novo.
Já que essa história se trata de um universo alternativo em que Ben vive, considero justo, desde já, dar indícios de como seriam as reações dos personagens mais ligados à Rey e a ele. Teremos mais capítulos assim, talvez numa mesma sequência: 2 capítulos sobre Rey e Ben, 1 capítulo sobre a visão de um personagem externo. O que acham?

Novamente, se curtiu ou não curtiu o capítulo de hoje, comente aqui embaixo (se quiser, claro :D). Estou aqui para interagir com vocês, da mesma forma que estou escrevendo essa fanfic para vocês.

Abraços, e que a Força esteja convosco. :)


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