História Uma doce vingança - Capítulo 13


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Categorias Ranma 1/2
Tags Kuno, Nabiki
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Palavras 2.068
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 13 - Um acerto de contas com o passado.


_Ainda não encontramos a senhorita Tendo, Sr. Kuno_ Disse o temeroso funcionário e, logo em seguida, saiu da sala o mais depressa possível.

Kuno começou então a pensar onde Nabiki estaria. Ela não se encontrava na empresa, muito menos no apartamento que dividia com a amiga, até mesmo na casa do pai dela já havia procurado. O homem até fizera de tudo para que a amiga de Nabiki lhe revelasse o paradeiro dela, mas ela jurou que também não sabia de notícias dela.

Tatewaki sabia que a jovem mentia, mas acreditava que ela ainda poderia lhe contar toda a verdade. Não acreditava que Nabiki o deixaria sem sequer avisá-lo. Mas ela havia sumido sem deixar rastros, algo não fazia sentido.

_ Você ainda está procurando sua amante?_ Quis saber Kodachi.

_ Isso não lhe diz respeito_ Foi-lhe ríspido.

_Nossa irmãozinho. Isso é jeito de tratar a sua irmã?

_ Vá para a sua casa_Disse ele sem lhe levantar o olhar da tela do computador.

_Você não precisa ficar tão chateado. Essa não é a primeira vez que aquela mulher te abandona, não? Você acredita que seria diferente agora? Possivelmente, ela já deve ter alguém que seja mais generoso que você.

Kuno levantou-se do assento, impaciente, e acertou um soco na mesa.

Kodachi não recuou, já estava acostumada com aquele comportamento do irmão, ela apenas o olhou com satisfação e cruzou as pernas.

_ Se não tem mais nada o que dizer, vá para casa agora_ Rugiu Kuno.

Ela assim o fez, mas não antes de lhe dedicar um sorriso de contentamento. Depois, pegou a bolsa e saiu cantarolando.

Kuno, que sempre achou muito estranho a antipatia que Kodachi sentia por Nabiki, achou ainda mais estranho o interesse que ela tinha por vê-lo longe da sua ex-noiva. Ele se dirigiu à janela, de onde se via o poente e começou a se questionar os reais motivos de sua irmã não suportar a mínima aproximação entre ele e Nabiki. Lembrou-se de uma vez que Nabiki lhe pedira para que não contasse a Kodachi que ela trabalhava lá e muito menos que mencionasse o seu nome para ela. No memento daquele pedido, ele achara um pouco estranho e não dera muita importância.

Tatewaki apanhou o celular e ligou para seu advogado, pedindo-lhe que contratasse imediatamente um bom investigador. Algo o estava incomodando e precisava pôr tudo em pratos limpos.

Kodachi fez de tudo para encontrar Nabiki, mas parece que ela havia sumido do mapa, talvez até mesmo já houvesse saído do Japão. Entretanto, não podia relaxar enquanto não tivesse a certeza de que ela estaria bem longe do irmão. A mulher então pôs a cabeça para funcionar e teve uma ideia: a solução para seus problemas não seria afastar Nabiki de Kuno, mas dar a pobre garota a certeza de nunca mais tê-lo. A melhor maneira de desiludi-la, sem sombra de dúvidas, seria fazê-la enxergar com próprios olhos o seu querido e amado Tatewaki casado com outra.

A jovem se congratulou pela perfeita ideia e decidiu pô-la em prática. Pegou um lápis e uma caderneta e começou a escrever nomes de possíveis candidatas para Kuno. Certamente seriam as mais ricas da sociedade japonesa. Beldades que já viessem acompanhadas de boas relações de negócios ou de relações políticas. Já sabia até mesmo o evento que reuniria tantas candidatas, agora só faltava arrumar uma boa desculpa para arrastar o irmão e, principalmente, jogá-lo para cima de alguma delas.

_Tem certeza que não quer sair com a gente? _ Perguntou Kasumi enquanto colocava o chapéu na cabeça da filha.

_Sim, estarei bem sozinha.

_Vamos titia_ Insistiu a pequena Akemi.

_ Vamos, ouça sua sobrinha_ Ainda persistiu Kasumi.

Nabiki sorriu para a menina que a fazia lembrar de Kasumi quando criança e lhe disse:

_ Se a titia sair pode encontrar com pessoas que ela não quer ver, entende?

A criança não compreendeu qual era o receio de sua tia e lhe sugeriu:

_Você pode usar a minha peruca rosa.

Nabiki sorriu ante a possibilidade de usar uma peruca cor-de-rosa e não ser reconhecida ou notada na rua.

_Obrigada, minha linda, mas a titia prefere ficar em casa. Quem sabe outro dia a gente não sai para tomar um sorvete.

_Promete?

_Prometo_ Respondeu Nabiki.

Quando a irmã e a sobrinha saíram, Nabiki correu até o banheiro para fazer um teste de gravidez de farmácia. Há dias estava se sentindo enjoada, mas não podia deixar transparecer seus sintomas, pois seu cunhado, Tofu ou sua irmã desconfiariam de sua gravidez. No entanto, para que essa suspeita não se tornasse um fardo insuportável, ela decidiu falar com Kasumi que a aconselhara a fazer um teste de gravidez de farmácia.

Agora ela estava ali, no banheiro, com o teste em mãos, apenas esperando o tempo certo para confirmar suas suspeitas. Deu um grande suspiro quando viu as duas faixas vermelhas, sinal de que estava grávida. Suas pernas estavam bambas, sentou-se no vaso e fixou o olhar no teste para ver se não estava enganada.

E agora? O que faria para cuidar da criança que estava esperando?

...

_Senhor Kuno, o que achou das informações que encontrei sobre sua irmã?_Curioso, perguntou o investigador.

Kuno parecia um pouco preocupado com o que acabara de ler, mas respondeu com passividade:

_ Estou satisfeito com essas informações. O senhor será muito bem recompensado pelo seu serviço e descrição.

_Quanto a descrição, não precisa se preocupar. Descrição é a minha marca. O senhor me paga apenas pelo meu serviço_Disse o homem que já se apressava em se levantar para ir embora, alegando ter muito trabalho.

Tatewaki estava com as provas que organizava as peças do quebra-cabeça do seu passado e presente. Tudo naquele momento fazia sentido para ele. Perdera cinco anos de sua vida acreditando que Nabiki o havia deixado por egoísmo e a culpada da sua infelicidade e, principalmente, a de Nabiki, era sua própria irmã. Mas ele iria fazê-la se arrepender do que fizera com Nabiki.

_Irmãozinho_ Disse Kodachi se anunciando, sem sequer bater à porta.

Por falar no diabo, pensou ele. Mesmo não gostando das visitas da irmã no trabalho, Kuno lhe sorriu, tentando imaginar o que ela iria lhe pedir.

_Você me pegou num bom dia, pode dizer o que você quer e prometo que não vou ouvir_ Falou ele fingindo interesse no que ela tinha a dizer.

_Hum...Conseguiu algo importante na empresa? _ Inquiriu ela sentando-se a sua frente.

_Quase isso. Mas me fale, o que te traz aqui?

_Vai haver um desfile beneficente promovido por uma grande amiga minha e eu quero que você vá. Vai ser uma boa oportunidade para ampliar seus negócios, pois haverá muitas pessoas influentes no mundo dos negócios.

Kuno até conseguia imaginar as tais pessoas influentes: mulheres, em sua grande maioria preocupadas apenas em se exibir.

_ Não se preocupe com acompanhante, lá vai ter muitas conhecidas minhas que quero te apresentar_ Completou ela sem piscar.

_Hum... amigas, é?

Ela assentiu e ele, sem lhe olhá-la nos olhos, disse que não tinha compromisso naquele dia.

A jovem saiu de lá muito sorridente, acreditando que tudo estava indo conforme planejado.

Kuno pegou o celular e procurou em seus contatos o número do detetive:

_Detetive, preciso que encontre uma pessoa imediatamente.

Após muitos dias sem sair da casa, Nabiki já estava cansada, queria sair um pouco, ver outra coisa além das paredes. Decidira então seguir o conselho da sobrinha, pegar uma peruca, não a rosa que ela brincava, mas uma que Kasumi lhe arranjara e óculos de sol. Ela saiu se sentindo uma atriz de algum drama das nove.

Depois de dois dias tentando arrumar um emprego, conseguiu um em café. Nenhum colega de trabalho reparava na peruca que usava, acreditavam que era cabelo natural. Só precisava ser cuidadosa e não revelar seu nome, por isso, pedira que lhe chamassem de Minori em vez de Nabiki. Ela havia inventado uma história a respeito da escolha do nome e todos acreditaram nela. Na realidade, aquele seria o nome de seu bebê se por acaso fosse menina. Só de pensar naquele pequeno ser que crescia dentro de si era tomada por uma estranha ternura.

_Minori, tem um senhor na mesa catorze, por favor vá atendê-lo_ Exigiu o gerente do café.

A jovem pôs o seu melhor sorriso e foi atender o cliente, mas quando contemplou o rosto dele, quase teve um desmaio. Encostou-se imediatamente na parede enquanto observava e era observada por ele: Tatewaki Kuno.

_Olá Nabiki_ Disse ele com um sorriso_ Ou devo lhe chamar de Minori,? Bonito nome, mas acho que você combina mais com Nabiki.

Ele levantou-se e a ajudou a sentar-se ao seu lado.

_Co-como você me encontrou aqui?_ Questionou ela ainda tomada pelo susto.

_Confesso que não foi fácil, tive que contratar um detetive_ Confessou ele.

Ela parecia muito pensativa, talvez tentando encontrar uma manira de fugir dele.

_Nabiki,_Continuou ele_ Eu já sei de toda a verdade, você não precisa de preocupar com nada. Eu estou aqui, ao seu lado.

Ele percebeu que o lábio dele tremeu, talvez sentindo alguma comoção. Ela ia falar alguma coisa, mas ele não permitiu e continuou:

_Não, por favor, deixa eu falar tudo o que eu tenho a dizer.

Ela concordou.

_ Está tudo bem? _ Quis saber ele notando a palidez dela, fazendo-o pensar que talvez sua amada não estivesse se alimentando bem ou que estivesse doente.

Ela assentiu e disse-lhe:

_Acho que aqui não é um bom lugar para conversarmos.

_Tem razão, vou pedir para o seu gerente te dar o resto do dia de folga, você não me parece bem, está pálida_ Confessou ele.

Minutos depois ela estava no automóvel dele, tentando não olhá-lo. De repente, uma mão segurou a sua. Ela teve que olhar para ter a certeza do que estava sentindo, de que isso não se tratava apenas de sua imaginação. Era realmente a mão de Tatewaki que segurava a sua. Depois que ela se tornara amante dele ele nunca havia lhe segurado a mão, aquilo a fazia lembrar de quando eram noivos.

Kuno a levou para um restaurante conhecido e pediu o menu ao garçom. Quando os pratos chegaram, Nabiki sentiu uma forte náusea por conta do cheiro do salmão defumado. Pediu licença e foi correndo para o banheiro.

Algum tempo depois, sentou-se novamente à mesa, estava branca feito papel e bastante consciente do olhar avaliador do homem a sua frente.

_Você não me parece bem. O que você tem? _ Perguntou ele.

Muito séria, ela o encarou e lhe disse:

_Eu estou grávida.

Ele parecia surpreso, mas, ao mesmo tempo, feliz. Apertou-lhe a mão e trouxe-a até os lábios onde depositou um terno beijo.

Nabiki tremeu diante daquela demonstração de afeto e puxou a mão, mas ele a segurou com força.

_ E quando você pretendia me contar isso?

Antes dela explicar-se ele se adiantou:

_Talvez quando você se matasse de trabalhar apara pagar uma dívida que não é sua.

Ela arregalou os olhos e ficou muda.

_Não foi isso que aconteceu? Kodachi usou o seu nome e a sua ingenuidade para fazê-la cair em uma armadilha?

Ela baixou a cabeça e assentiu dizendo:

_Eu não tive outra opção, ela me ameaçou. Ameaçou contar tudo para o meu pai que estava com grave problema no coração.

_ Eu sei de toda a história e sinto muito por tudo o que minha irmã fez por você_ Confessou-lhe.

_ Você não precisa se desculpar. Acho que, sem querer, fiz você sofrer muito naquela época. Você deve ter pensado o pior de mim_ Obtemperou ela.

_Não pensei o pior de você, mas fiquei desolado com o final do nosso relacionamento e a maneira como você saiu da minha vida_ Revelou ele, abandonando o assento e sentando-se ao lado dela.

_Eu deveria ter te contado tudo naquela época, teria evitado todo o sofrimento. Deveria ter confiado mais em você.

Ele a trouxe mais perto de si, não se importando se as pessoas olhavam ou não para aquela demonstração de amor e sussurrou:

_ Éramos muito jovens naquela época. O que tínhamos de mais consistente era o nosso amor, e, infelizmente este não foi suficiente para nos livrar da maldade da minha irmã.

Nabiki levantou-se, preparando-se para despedir-se dele e voltar para a casa da irmã. Mas ele insistiu em acompanhá-la até lá. Ela aceitou, já prevendo e prevenindo-o da reação de Kasumi e de Tofu ao vê-la em companhia de dele.


Notas Finais


Este seria o último capítulo, mas achei que ficou muito grande, por isso resolvi dividi-lo. Amanhã estarei postando a última parte e, consequentemente, o último capítulo.


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