História Uma doce vingança - Capítulo 14


Escrita por:

Postado
Categorias Ranma 1/2
Tags Kuno, Nabiki
Visualizações 8
Palavras 2.177
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 14 - Um final feliz?


 

Desconfiado, Kuno sorriu para o homem e a garotinha que estavam a sua frente. O cunhado de Nabiki não parecia muito satisfeito com sua presença ali e a garotinha o olhava com curiosidade.

_ E então, você e a Nabiki estão namorando?_ Alfinetou o médico.

Kuno não hesitou e respondeu:

_Não. Estamos noivos, pretendemos nos casar o mais rápido possível.

A filha do médico agitou-se com entusiasmo:

_ Oba! A titia vai casar.

Nabiki esticou-se de onde estava para ver o que se passava na sala e sorriu ao ver que Tatewaki interagia com o cunhado e a sobrinha.

Tofu pareceu bastante surpreso com a resposta dada pelo homem que julgava um completo playboy.

_ E por que a pressa? _ Quis saber ele.

_Bem… _Hesitou Tatewaki.

_ Estou grávida_ Respondeu Nabiki com um sorriso, surgindo da cozinha com uma bandeja de sushi.

_Você fez exames para ter certeza?_ Perguntou ele surpreso.

_ Bem, Kasumi sugeriu que eu fizesse um teste de farmácia.

_Oba! A titia vai ter um bebê_Pulava a garotinha pela sala_ Papai, de onde os bebês vêm? _Quis saber a menina.

_ Da barriga das mamães _ Respondeu ele sem titubear.

Akemi pareceu refletir sobre aquela estranha revelação e logo perguntou a seguir:

_ Mas como eles vão parar lá?

Tofu engasgou-se com o chá, o que provocou uma gargalhada em Kuno por conta do embaraço do médico.

_ Isso é assunto para outro dia, minha garotinha. Por que você não vai ver como estão as suas boencas? Aposto que elas estão morrendo de saudade de você_ Tentou ele dissuadi-la.

E lá foi ela, ainda saltitando.

Kuno parecia se divertir com aquela cena familiar, talvez até imaginasse como seria ele dentro de alguns meses como pai.

_ Mesmo fazendo o teste de farmácia é bom que você passe amanhã no meu consultório para fazer uns exames e para eu te transcrever algumas vitaminas, você me parece um pouco pálida e isso não é bom para sua gravidez.

Tatewaki concordou com o médico e disse-lhe que a levaria amanhã no consultório. Ele mostrava-se muito satisfeito com o cuidado que a família de Nabiki tinha com ela, isso o fazia lembrar-se da sua família, tão diferente daquela.

_ Vocês ficam para o jantar?_ Questionou Kodachi, pois fizera muita comida. 

_ Sim, nós vamos ficar_ Respondeu Nabiki pelos dois, pois notava que aquele homem de negócios destemido ficava sem fala com um convite tão simples.

A jovem parecia sentir um desconforto de seu antigo chefe e agora futuro marido. Mal ela sabia que ele não tinha refeições com a família, pois desde cedo se acostumara a fazer suas refeições sozinho ou apenas com a irmã, uma vez que os pais deles sempre estavam no trabalho ou viajando. Mas, naquela noite, Kuno pode desfrutar de uma refeição simples e deliciosa, preparada pela cunhada e por sua amada. Ele desejou repetir aquela oportunidade outras vezes.

Na hora do casal se despedir, Akemi surgiu na sala, sonolenta e pediu para que a tia ficasse.

_ A titia vai como titio_ Disse ela olhando para Tatewaki_ , mas volta assim que possível. Eu não vou ficar morando aqui, mas sempre que você sentir saudade eu venho aqui para te apertar_ Disse isso e começou a fazer cécegas na garota até arrancar gargalhadas dela. Deu-lhe um beijo de boa noite, despediu-se na irmã e do cunhado, ainda ouvindo os conselhos de ambos e partiu com Kuno.

...

Durante todo o trajeto, Nabiki esperou para que ele lhe falasse algo, todavia ele se mantinha mudo. Ela então ficou quietinha, observando as feições dele vez ou outra para tentar adentrar nos pensamentos dele.

A jovem parou no hall do apartamento e olhou todos os cantos, num reconhecimento daquele espaço. Foi surpreendida por um abraço forte e um sussurro provocante:

_Quarto…

Um arrepio inebriante percorreu sua coluna. Ela sorriu e arfou quando foi suspensa e carregada até o quarto.

Ele depositou-a no chão e murmurou:

_ Como eu senti sua falta. 

Puxou-a para si, fazendo-a sentir a evidência de seu desejo.

_Calma, calma_Articulou ela.

_ Você me pede o impossível, minha querida.

Ela o empurrou e ele caiu de costas na cama. Em seguida começou a desabotoar a blusa, depois abriu o zíper da saia e a desceu pelas pernas e tirou a meia-calça. Tatewaki apenas a observava, louco de vontade de ajudá-la e se despir para rapidamente tomá-la em seus braços.

Ela parecia não ter pressa, pegou as roupas espalhadas no chão e se dirigiu até o banheiro. O jovem esperou por alguns minutos, mas como ela demorava, decidiu ir buscá-la. A porta estava fechada, ele resmungou algo e tentou ser paciente. Decidiu esperá-la, pois acreditava que a espera poderia lhe render muito. Despiu-se sem pressa e meteu-se debaixo doa lençóis. O celular alertou que havia chegado uma mensagem:

Maninho, passei hoje no seu apartamento, mas você não estava. Não esqueça daquele compromisso importante às oito.

Ele desligou o celular e o deixou sobre o criado-mudo. Ouviu um barulho de porta se abrindo e virou-se prontamente, era Nabiki que surgia deslumbrante ainda enrolada no robe.

_Com ou sem? _ Perguntou ela brincando com os cordões da saída de banho.

_ Isso deve ser algum tipo de teste. Por que não me surpreende?_ Insinuou ele se aproximando da borda da cama.

Ela então abriu o roupão e exibiu uma lingerie que deixava muito pouco para a imaginação. Aproximou-se dele, brincou com seus cabelos já bagunçados e o beijou ardentemente. Sedento. Ele correspondeu ao beijo.

Seus corpos estavam muitos próximos, mas eles faziam de tudo para se aproximar ainda mais. As mãos exploravam o corpo um do outro, sentiam, ardiam, queimavam. Os lábios dele passeavam pelo corpo dela e esta sentia um frenesi intenso que se espalhava por todo o seu corpo e depois voltava a se concentrar em uma único ponto. Ela segurou-lhe os ombros para acalmá-lo e impedir que ambos perdessem completamente o controle. Tomou o comando da situação e o montou, deslizou as mãos por sobre o torso dele e logo após o cobriu de beijos e mordidas.

Ele ofegava enquanto era assaltado por carícias que quase o faziam perder a cabeça. No momento em que ela lhe segurou uma parte vital de sua anatomia e foi massageando, isso foi a gota d’água. Trincou os dentes e resistiu aquele delicioso tormento. Mais um pouco e seria seu fim, pensou ele e, de supetão, tomou-lhe o turno.

Ele ouviu um resmungo baixinho que foi logo substituído por choramingo no momento mesmo momento em que ele sugava-lhe os seios, também friccionava seu membro entre as pernas dela.

O jovem não resistiu a necessidade de tocá-la e estimulá-la ainda mais ali. Puxou a minúscula peça e a encarou se perguntando se aquilo cobria alguma coisa ou se era apenas para brincadeira de esconde-esconde. Logo a seguir escorregou os dedos em uma flor que se abria em pétalas, convidando-o e incitando-o a beber de seu mel. Daí ele desceu a cabeça e lambeu uma pequena protuberância entre as pétalas.

Nabiki gemeu e segurou Kuno pelo cabelo, tentando tirá-lo dali:
_ Kuno..._ Rogava ela, mas até mesmo falar era difícil naquele momento.

Kuno….

Ele a encarou sem parar de fazer o que estava fazendo. Aquele foi o momento mais erótico para ela.

_Kuno… seu bastardo. Eu… não estou aguentando mais.

Ele encarou-a e teve que conter o riso quando a ouviu dizer aquilo. Posicionou-se para tomá-la, olhou bem dentro dos seus lhos e com uma só estocada se aferrou dentro dela, levando-a a dar um gemido alto que logo ele silenciou com um beijo.

Ondas de uma conhecido prazer se intensificavam. Olhos nos olhos se conectavam assim com os corpos. Eles seguiam o mesmo ritmo, a mesma sintonia, iam lento...intenso... Até o momentos em que sucumbiram a um êxtase não apenas de corpos, mas também de almas.

Muitos minutos depois, quando Nabiki estava aninhada nos braços de Tatewaki ela perguntou, rompendo por um momento a magia daquele momento:

_ E sua irmã?  O que você pretende fazer com ela?

Kuno, meio sonolento, ouviu aquilo como um despertador e lhe garantiu:

_ Ela vai ter que acertar suas contas com a justiça, por mais que ela seja minha irmã.

_ Eu acho que não precisamos chegar a este extremo, não?_ Disse a jovem lhe dando um terno beijo na bochecha.

_ Você é bondosa demais, meu amor, mas minha irmã tem que pagar pelo que ela te fez.

_ Não, eu sou egoísta, porque o que é de mais precioso para ela eu tomei: você.

Ele a abraçou, sentindo o desejo se renovando e falou-lhe ao ouvido:

_Tenho um plano para fazê-la pagar pelo que fez, mas preciso de sua ajuda.

...

 

Kodachi estava muito otimista com a quantidade de possíveis futuras-cunhadas estavam circulando no grande salão de festa. O Desfile havia terminado há alguns minutos e o irmão ainda se encontrava conversando com outros homens de negócios. Ele estava bastante charmoso em seu terno preto. Ela o chamou e este viera ao seu lado em grandes passos.

_ Irmãozinho, sabe aquelas minhas amigas..._ Começou ela.

_ Agora tenho um comunicado importante para fazer a todos_ Disse ele e bateu na taça com uma colher para chamar a atenção.

Imediatamente todos no salão estavam atentos ao que ele tinha a dizer.

_ Quero compartilhar com todos uma das maiores alegrias da minha vida: o meu noivado.

Todos deram um “Oh!”, surpresos com a notícia, principalmente  Kodachi que não sabia de nada. Ele prosseguiu sem se importar se estava causando falatórios ou não:

_Sim, depois de muito tempo sozinho e no celibato.

Todos riram, pois conheciam bem a fama de mulherengo de Tatewaki Kuno.

_Eu_ Continuou ele _ reencontrei a mulher da minha vida, a mulher mais linda, bondosa, generosa, esforçada, maravilhosa e infinitas outras qualidades que vocês conseguem pensar ou não.

Todos riram novamente perante ao claro exagero dele.

Eu apresento a todos a mulher que é a pessoa mais importante para mim e minha futura esposa, a mãe dos meus filhos.

Nabiki saiu da multidão em meio a uma salva de palmas acaloradas, pedindo licença a todos. Ela estava com as abochechas muito vermelhas, mas estava radiante em seu vestido verde esmeralda com calda de sereia. Todos a olhavam tentando reconhecê-la de algum lugar.

Kodachi estava ainda ali, ao lado do irmão, sem entender nada, ou melhor, entendendo tudo, mas sem acreditar.

_ O que você faz aqui? _ Kodachi perguntou para Nabiki, olhando-a de cima a baixo.

_ Fui convidada para este evento, não sabia?_ Esclareceu Nabiki reluzente, arrumando uma mecha de cabelo para mostrar o anel de noivado repleto de brilhantes.

_ Kuno, você sabe o que essa mulher fez há cinco anos? _ Perguntou a jovem sem tirar os olhos de Nabiki.

_ Na realidade, sei o que você fez, mas esse não é o lugar apropriado para revelar suas falcatruas, não é mesmo?

A irmã de Kuno piscou os olhos várias vezes como se não acreditasse no que estava acontecendo.

Ele segurou no braço dela de uma maneira pouco gentil e a levou até uma sala privativa que era guardada por dois seguranças enormes.

_ Acho que você cometeu um equivoco muito grande _ Ela tentou dizer.

_ Acredito que a única equivocada aqui é você e não adianta mentir, tenho todas as provas que te incriminam_  Mostrou ele as cópias dos documentos.

Vendo aquelas provas ela ficou branca:

_ Kuno, eu peço mil desculpas, mas por favor, não mostra isso para o meu marido. Ele não vai me perdoar.

_ Eu já fiz isso. Agora ele quer ouvir a sua versão, mas acho pouco provável que a sua versão o convença. Além disso, acho que ele deixou de ser um idiota e vai parar de bancar sua vidinha luxuosa.

O segurança bateu à porta, avisando a Tatewaki que alguém queria entrar, ele assentiu. Quando Kodachi viu Nabiki rasgou os papéis num ímpeto de raiva. Junto com as lágrimas, o rímel descia pela face da jovem. Ela virou as costas para o irmão e já ia indo embora quando ainda ouviu:

_ Eu te perdoou, Kodachi.

Ela virou-se prontamente e falou com raiva:

_ Eu não preciso do seu perdão.

_ Mas eu preciso te perdoar. Vivo melhor sem pensar em você, sem odiá-la.

Kodachi fechou a porta com força e saiu esbarrando nas pessoas que estavam no caminho.

_ O que vai acontecer com ela? _ Nabiki quis saber.

_ Acho que vai fazer algo que ela detesta muito: trabalhar.

_ Mas isso não é ruim_ Disse ela, abraçando-o e encostando a cabeça em seu ombro.

_ Mas para ela é a pior coisa_ Revelou ele e aspirou o cheiro dos cabelos de Nabiki.

Ela o olhou nos olhos e falou:

_ Vamos voltar para a festa? Eu queria tanto dançar.

_ Dá para ouvir o som daqui. Vamos dançar aqui, assim ninguém nos incomoda.

Ela concordou e ele segurou a estreita cintura dela e a conduziu pelo espaço da sala, movendo-a no ritmo da música enquanto sussurrava-lhe promessas para um futuro imediato.


Notas Finais


Obrigada a todos os leitores. Espero que tenham apreciado esta novela escrita no estilo de romance de banca de jornal.
Talvez as próximas postagens sejam escritas no formato de conto com nas fanfctions: Dia de São Valentim e O natal de Ranma e Akane.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...