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História Uma Escola Anormal - Capítulo 28


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Capítulo 28 - O Fim Está Próximo


Diane acorda puxando o fôlego, logo olhando a sua volta, hiperventilando. Ela vê Marcos ainda sentado no banco a sua frente, porém com a cabeça apoiada no cabo de sua espada, a qual estava cravada no chão, ele estava desacordado. Ela olha para sua esquerda, lá estava Clara recém acordando, sentada no chão e encostada na parede, ainda com suas mãos algemadas nas correntes da parede. Diane abaixa a cabeça tentando controlar sua respiração, pois estava tendo uma crise de ansiedade pelo seu sonho ou pesadelo. Ela fecha os olhos e repete as mesmas palavras:

Diane: Não é real. Não é real. Não é real. - o líquido das trevas começa a vazar dos seus olhos -

Diane pode sentir uma queimação interna em seu peito o que lhe faz gritar. De repente tudo a sua volta começa a tremer, isso era um terremoto, consequentemente, a cadeira a qual estava amarrada por correntes se desfaz, deixando-a livre. Marcos já acordado tenta ataca-la, porém ele é jogado para trás, batendo suas costas na mesa de trabalho.

Clara: Diane!

Diane já de pé olha para Clara,  com os olhos completamente escuros. Clara consegue se libertar com sua magia, apenas abrindo, sem destruir nada.

Diane: Você... - os tremores começam a ficar menos agressivos -

Clara: Você não precisa fazer isso. - Clara se aproxima cambaleando -

E então tudo para de tremer. Diane se encontrava parada, encarando Clara, sem saber ao certo o que fazer.

Clara já conseguindo andar normalmente, se aproxima devagar. Quando já bem próxima de Diane, ela a puxa e a abraça fortemente, Diane age de forma recíproca. Porém já se afasta sabendo que seu dever seria matar sua melhor amiga.

Clara: Eu me lembro de tudo...

Diane permanece em silêncio.

Clara: Você não vai falar nada??

Diane: Eu tô assustada.

Clara: O que houve?

Diane: Tô assustada de mais pra falar sobre isso.

Clara: Aff.

Diane: Ah qual é, seja compreensiva. Você tava numa versão do Éden e eu tava literalmente no inferno.

Clara: Mas você é minha mana, nós temos que nos contar tudo.

Diane: Eu te conto mais tarde... - Diane olha para Marcos, já com seus olhos normais. Marcos estava desacordado, jogado em cima de sua mesa de trabalho agora quebrada -

As duas se aproximam de Marcos. Clara põe a mão em sua testa, jogando-lhe um feitiço de cura. Marcos começa a abrir seus olhos devagar. Por reflexo, ao ver os chifres de Diane, puxa sua espada e aponta na cara dela. Diane dá um sorriso de canto de boca, logo depois disso põe a boca na ponta da espada, ela puxa a espada engolindo toda sua lâmina.

Clara: Ahhh, Diane, para com isso. - Clara tapa os olhos e vira seu corpo ao lado oposto de Diane - 

Marcos permanece em silêncio com a expressão de espanto. Diane tira toda a lâmina de dentro de sua boca.

Diane: Ksksksk. Isso foi divertido. - ela olha com os olhos brilhando avermelhado para Marcos -

Marcos engole seco. Clara se vira de volta para ela descobrindo seus olhos devagar:

Clara: Você consegue se controlar?

Diane: Talvez... Vamos testar?

Clara: Como?

Diane olha para Marcos sorrindo.

Clara: Diane, não.

Diane se aproxima do garoto que apenas a observava com uma expressão séria. Quando ela tenta segura-lo, ele consegue se esquivar e segurar suas mãos e nuca por trás contra a mesa de trabalho quebrada. Com esse movimento, ela acaba soltando a espada, deixando-a cair no chão.

Diane: Ughh. Me larga, Marcos.

Marcos: Ah claro, então você vai poder me matar.

Diane: Eu não vou te matar, só vou fazer alguns testes.

Marcos: Não.

Diane o chuta, acertando no seu testículo. Ele a larga, levando sua mão ao local cujo foi machucado. Clara leva sua mão a própria boca. 

Diane: Sem drama.

Marcos: Grrrr.

Diane pega a espada dele e sai correndo.

Clara: Diane!!

Marcos: Nãooo.

Os dois saem correndo atrás de Diane. Ela  começa a desacelerar os passos olhando fixamente para a espada. 

Marcos: Devol...

Marcos é interrompido por Diane, ela lança um feitiço de paralisação. Ela continua olhando para a espada, até que então ela consegue fazer a lâmina pegar fogo.

Diane: Uóóó. - Diane se diverte balançando a espada de um lado para o outro -

Clara: Diane, isso não é brinquedo.

Ela sai correndo com a espada na mão em direção a porta da frente, já revertendo o feitiço que jogou em Marcos. Ele cai por falta de equilíbrio. Diane abre a porta e vai para o quintal da frente, ela começa a bater o seu grande par de asas pretas. 

Diane: Ahhhh. - ela voa baixo desgovernadamente, mexendo suas pernas e braços -

Clara a segura pela panturrilha, tentando fazê-la parar, porém as asas de Diane foram mais fortes e as duas saíram voando. 

Marcos: Merda. - Marcos sai correndo até o carro, dando a partida, começa a segui-las -

Clara: Ahhhh. Desce! Desce!

Diane gritava e gargalhava ao mesmo tempo. Ela começa a voar mais baixo no teto do shopping Zineriz, assim, Clara solta sua panturrilha e cai de pé no teto do shopping, já Diane acaba caindo de cara. Clara a levanta:

Clara: Puta merda, Diane! O que você tem?

Antes de Diane poder falar qualquer coisa, uma flecha acerta seu ombro. 

Diane: Ahhhhh.

Clara olha para o lugar da onde veio a flecha, parecia haver um grupo de caçadores atrás de uma caçamba de lixo. Ela puxa sua amiga e vai para o lado oposto dos caçadores, já chegando nos fundos do shopping, elas se encontram com mais caçadores.

Clara: Por que tem que ter tanto caçador de demônios nessa cidade?

Diane se afasta de Clara que estava a carregando, ela estava com os olhos completamente escuros, assim, ela arranca a flecha do seu ombro, olhando com fúria para os caçadores. Antes que ela pudesse fazer alguma coisa, surge um carro buzinando com o farol alto fazendo os caçadores abrirem alas. 

Marcos: Entrem rápido. - ele usava uma máscara, mas as garotas puderam reconhecer sua voz -

Eles saem com o carro derrapando do lugar. Clara põe a mão sob o machucado de Diane, desse jeito curando. Já chegando na casa de Marcos, o mesmo toma sua espada da mão de Diane e a algema. Ela suspira e não reclama.

Clara: Você tá bem?

Diane: Não... - ela olha fixamente para o céu -

Percebendo a distração de Diane, Clara e Marcos olham para o mesmo ponto, era a lua. Era a lua de sangue.

Diane: O fim está próximo.



Notas Finais


Atenção: Erros gramaticais são propositais.


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