1. Spirit Fanfics >
  2. Uma esposa, e grávida? - Supercorp >
  3. Capítulo 05 - Um dia de cada vez, certo?

História Uma esposa, e grávida? - Supercorp - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


E aí, beleza?
Bom, fiquei sem celular e por isso a demora, mas vou tentar postar com mais frequência porque já quero escrever outra história hehehehe.

Espero que estejam gostando e obrigada pelos comentários, me ajudam a continuar e a desistir da ideia de desistir disso.

Capítulo 5 - Capítulo 05 - Um dia de cada vez, certo?


Lena se debruçou sobre as folhas da contabilidade de sua empresa e tentou se concentrar. Não era fácil. Uma hora depois, o corpo ainda pulsava com o calor febril que Kara lhe despertara.

"Não pense nisso."

Ora, não conseguia pensar em mais nada. Se dependesse de sua atual concentração os negócios estariam arruinados antes que Kara recupere a memória.

"Pense no bebê."

Mordeu a ponta do lápis e fitou o vazio. Sempre quisera filhos, e todos os dias se defrontava com cenas que faziam-na se lembrar disso. Filhos, mulheres grávidas e crianças com macacões e babadores.

Assim, decidira resolver a questão por conta própria. Embora fosse algo incomum ter um bebê por intermédio de inseminação artificial, tudo lhe parecera lógico na ocasião. Claro, antes de Kara cair do alpendre. Antes que ela a beijasse e colocasse em curto-circuito todas as células de seu corpo.

Ouviu o tão conhecido miado.

- Desça já da mesa, Lua!

Enxotou a gata, que havia pulado para cima de seu trabalho como se houvesse sido convidada.

Lua ronronou. Distraída, Lena afagou-lhe o queixinho.

-O que está fazendo? - perguntou Kara, surpreendendo-a, Lena levou a mão ao pescoço, lutando contra a excitação que a aproximação dela lhe provocava. Já fora bastante ruim fingir que mantinham um casamento normal. Por que Kara precisava fazê-la sentir-se tão... quente? Nunca sentira nada tão intenso na vida. Nem com Jack, nem com nenhuma outra pessoa. Durante o correr dos anos, aceitara o fato de não ser passional. Gostava das preliminares, mas não havia muitos fogos de artifício...
Agora sofria um ataque de luxúria pelo último ser humano com quem deveria ir para a cama: sua melhor amiga.

"E esposa", sussurrou-lhe uma voz interior que Lena decidiu ignorar. Era mais seguro assim.

- Eu cuido de uma empresa de tecnologia dos meus pais há uns dois anos. Criamos de vendemos de tudo. um pouco, desde a área da saúde até ao entretenimento. - Explicou, puxando uma folha de baixo do gata. - Só preciso cuidar de alguns papéis.

- Posso ajudar?

- É um trabalho entediante, Kara. Vá dar uma volta pela casa. Talvez a ajude a se lembrar de algo.

- Já fiz isso. - disse Kara, claramente entediada. - É uma bela residência. Incrível, eu diria. Perfeita para criarmos um bando de filhos. Mas você é minha esposa, e eu gostaria de passar meu tempo a seu lado.

Lena lançou-lhe um olhar furioso.

-Você jamais gostou deste lugar, Kara. Disse que seria uma idiotice comprá-lo.

Descansando as palmas sobre a mesa, Kara se inclinou para a frente até seus rostos estarem quase colados.

- Vamos estabelecer algumas regras, querida. Não vou mentir para você. E de sua parte, não deve ressuscitar nenhuma discussão antiga, da qual eu não possa me defender. Quando recuperar a memória, poderemos brigar.

- Você falou que...

- Não me importo com o que falei. Estou apaixonada pela casa. Loucamente, eu diria. Mas ficaria ainda mais se tivéssemos continuado o que a gente começou na última hora lá em cima.

Lena engoliu em seco e sentiu o calor se espalhar pelo corpo, com a lembrança do desejo que até então não se apagara.

-Foi você quem quis parar. - sussurrou-lhe ela, sem refletir.

Kara afundou na poltrona.

-Nem me lembre disso.

Lena esfregou a testa, confusa demais para entender a si própria, quanto mais Kara. Era a gravidez. Lera sobre isso nos livros. Às vezes as mulheres ficavam mais... excitadas, por causa do aumento do fluxo sanguíneo na região do abdômen.

Na verdade, não queria dormir com Kara, sua velha amiga. Era só uma reação biológica. Uma dose de libido induzida pelo estado pré-natal. É, parecia fazer sentido.

Ou não.

Naquele instante, Kara sorriu para ela.

- Você poderia ver algumas fotos, Kara. Tenho alguns álbuns de família, com fotografias que tirou antes que nós... nos casássemos.

- Posso fazer isso mais tarde. - Estendeu a mão para afagar Lua, que, de imediato, lhe mostrou as presas. - O que foi, gatinho?

Lua deu mostra de irritação e arrepiou o pêlo.

-Ela age como se eu fosse uma completa estranha. - comentou Kara, intrigado com o comportamentodo felino.

Lena arregalou os olhos.

-Lua, seja bonzinha. O que está acontecendo com você?

Com um ar decidido, a gata se levantou, deu-lhe as costas e pulou da mesa. Um baque fortíssimo ressoou pelos ares, pois a gata, que jamais sofrera de falta de apetite, pesava mais de dez quilos.

Kara coçou a cabeça. Outro mistério. Mas pelo menos daquela vez Lena também parecera bastante intrigada.

- Parece que Lua está me esnobando, Lee.

- Ela nunca agiu assim antes! Gatos são estranhos, e você a assustou muito quando caiu do telhado. Talvez ainda esteja zangada. Eles detestam perder a pose.

- Acho que a Lua percebe que estou diferente. Tenho pensado muito nisso. Talvez eu não a tenha tocado do jeito certo.

Lena não disse nada, e Kara suspirou.

-Anjo? - Acariciou-lhe o rosto, fitando-a. - Também para você eu pareço diferente. Isto é parte do problema, não é?

Ela piscou.

- Não há nenhum problema, Kara.

- Claro, claro. E eu sou a Lady Gaga.

- Quem sabe? Sempre quis um autógrafo.

Rindo, Kara puxou-a para o colo e beijou-lhe a ponta do nariz.

- Ponto para você, garota. Diga, não pode tirar uma folga do trabalho? Por que não vamos andar de barco?

- De barco? - Lena a olhou com atenção. Teria se lembrado de alguma coisa? - Por que de barco?

- Parece divertido, e há uma foto de nós duas num iate. Ali. - Apontou para uma fotografia emoldurada, tirada em barco: The Moonshine.

É mais do que uma simples embarcação, Kara: são dez metros de comprimento e potência.

- Ah, é?

- Você gosta da velocidade - disse ela, escorregando para longe do colo da loira e ajeitando a roupa. - Mas optou por menos velocidade e mais luxo. Sempre foi inquieta. Aprecia viajar e experimentar coisas e comidas novas, tudo novo. Mal podia esperar para sair de National City.

- Quando foi que mudei de ideia?

- Como assim?

-Estou morando em National agora. Quando passei a achar que não era tão ruim assim?

Lena ficou gelada. Era isso o que acontecia quando ganhava confiança e falava sem pensar. Contara mais mentiras nos últimos dois dias do que em toda sua vida.
Bem, na maioria das vezes, deixava que Kara acreditasse no que queria acreditar. O que era interessante, porque ela jamais quisera casar-se ou ter filhos. Só interferira em seus planos porque era superprotetora em relação a uma pessoa que considerava da família.

- De certa forma - respondeu ela, com cuidado -, você não mudou. Continua a viajar bastante, a trabalho. E está sempre me fazendo comer pratos exóticos. Por mais que eu reclame. Detesto polvo e escargot, mas você adora esse tipo de coisa.

- Me desculpe. - Deu-lhe um beijo no rosto e levou a mão à barriga saliente, acariciando-a de leve.

O calor penetrou através do tecido fino do vestido, fazendo-a conter um gemido de culpa e prazer ao mesmo tempo. Seria maravilhoso se Kara fosse mesmo tão apaixonada e quisesse tanto o bebê.

- Não é tão ruim assim, Kara.

- Eu não devia obrigá-la a fazer algo que não quer. Muito menos agora.

Kara parecia sincera e amorosa, tão preocupada com ela e o filho que a comovia. Pensou em como se preocupara em ser mãe solteira e assumir um passo tão arriscado. Não podia conversar sobre aquilo com a família, pois eles iriam lhe dizer: "Nós a avisamos". E também não se animara em compartilhar seus temores com Kara. Não seria justo, depois de tudo o que ela fizera.

-Pensei que você queria ir andar de iate, Kara.- Distanciou-se.

Lena não podia se tornar dependente de Kara. Quando recuperasse a memória, teria sorte se a repórter voltasse a falar com a ela. Até a ideia de ficar enjoada era melhor do que a de responder a perguntas embaraçosas.

-É tão simples assim?

-É, quando você, tem um. Está ancorado no porto. - Diante de sua expressão radiante, Lena sorriu. -Vou preparar um lanche, depois iremos até o ancoradouro para eu apresentá-la a seu outro bebê.

"Isso é que é vida!", pensou Kara, afundando no banco do leme enquanto deslizavam pela costa acidentada do estreito de NC. Era maravilhoso estar com Lena, cruzando as águas e desfrutando o sol. Mas não se interessava pela velocidade e pela potência, como sua mulher dissera, e sim pela intimidade e liberdade proporcionadas pela embarcação.

Descobrira que sabia, por instinto, pilotar, tirando-as com facilidade do porto. Várias pessoas lhe haviam acenado, e ela acenara de volta, ao mesmo tempo que Lena sussurrava-lhe os nomes ao ouvido.

A amnésia era algo estranho. Conseguia se lembrar dos sinais da guarda costeira e da marinha, mas não recordava como chamavam os amigos.

- Podemos ancorar por alguns minutos, anjo? - perguntou, fitando-a. Não tirava os olhos dela, preocupada com a leve palidez e as olheiras.

- Claro.

Kara virou o iate até uma enseada calma e sombreada. Não queria que Lena tomasse sol demais. Ela se recusara a passar creme protetor, com medo de prejudicar o bebê. Kara não protestara, porque não sabia se o produto químico, ainda que aplicado sobre a pele, podia ou não causar danos à criança.
Teria que pesquisar depois.

- Quer comer agora ou depois? - perguntou Lena, enquanto a loira ancorava.

- Depois. A não ser que você esteja com fome. Afinal, tem de comer por dois.

- Estou bem - garantiu-lhe, fazendo uma careta. - Tomei um copo de leite antes de sairmos. Você se preocupa demais. Sou capaz de me alimentar bem. Não precisa ficar me vigiando.

- Eu não... - Kara deixou a frase de protesto morrer, com uma expressão de aborrecimento. - Tudo bem. Vamos descansar um pouco. Depois comeremos.
Abriram duas cadeiras de armar sobre a popa e se sentaram. Mesmo de olhos fechados, Kara percebia cada movimento de Lena. A respiração dela se tornava cada vez mais lenta e rítmica, embalada pelo ondular do barco parado. Ao ter certeza de que adormecera, Kara se virou de lado para observá-la.

Era a primeira vez que conseguia olhar para a esposa com serenidade. Era tão linda que a deixava sem fôlego.

"Minha mulher."

As palavras aninharam-se em seu coração, satisfazendo-a.

"Vou ser mãe." Essa ideia também a satisfazia. Era fácil imaginar-se apaixonada por Lena. O que a surpreendia era o tempo que havia levado para ficarem juntas: ela estava com trinta e três anos, Kara, trinta e seis. Casaram-se havia apenas alguns meses, mas se conheciam desde a infância. Por que tinham esperado tanto tempo? Por que Lua a tratava como a uma estranha? Cada vez surgiam mais perguntas sem respostas.

Abriu a caixa de isopor e pegou um refrigerante. Um vento leve vindo do norte agitava as águas da enseada. O ambiente tranquilo contrastava com o redemoinho interior.

Por que estava se preocupando tanto? A julgar pelo luxuoso barco que possuíam, era bem-sucedida na carreira. Tinha uma ótima casa, uma bela esposa e um bebê a caminho. Segundo Lena, havia até um Porsche na garagem da residência. Era uma bela vida, por que estragar tudo com preocupações inúteis?

Depois de cerca de uma hora, Lena abriu os olhos e bocejou, perturbada pela agitação provocada pelas lanchas que passavam em alta velocidade.

- Está ficando movimentado aqui - resmungou. Gotas de suor umedeciam-lhe a testa.

- Você está. se sentindo bem, anjo?

- Mais ou menos. Trouxe umas bolachas de água e sal, para o caso de meu estômago ficar agitado.

- Água e sal?

- Deus do céu, Kara, não sabe mesmo de nada, não é? As bolachas de água e sal são boas para quando fico enjoada. E não culpe a amnésia, você nunca se interessou por "assuntos de grávidas".

- Kara franziu o cenho. No momento, Lena levava uma injusta vantagem sobre a loira e sabia disso.

-Não me importa o que eu fazia ou não antes, mocinha. Você vai ter um filho meu, e quero ajudar.Vi alguns livros sobre bebês em casa. Vou lê-los o mais cedo possível.

Lena corou. Se não tivesse cuidado, ia começar a parecer uma tirana.

-Perdoe-me, Kara. Na verdade, aprendi muito sobre a gravidez com a Sam, além de. médica ela também tem uma filhinha.

Kara respirou fundo, tentando se acalmar.

-Vocês são amigas da época da faculdade, certo?

Ela assentiu. Kara parecia se lembrar de tudo o que lhe contava, até os menores detalhes de suas existências.

-Sim, ela é como uma irmã pra mim.

Era agradável estarem no barco, apesar do estômago revolto. Fazia um mês que não passeavam, pois Kara estivera no exterior.
Desde que acordara desmemoriada, Kara parecia pensar que seu dever mais importante era amar de Lena de todas as maneiras, inclusive da formal mais sexual possível. Se fosse uma esposa comum, ela poderia ter se aproveitado do momento. No entanto, não conseguia deixar de pensar em como Kara ficaria arrasada quando recuperasse a memória e percebesse que quisera fazer amor com a mulher que era como sua irmã caçula.

Arrasada? Na verdade, ficaria furiosa. Ou então morreria de rir, o que seria ainda pior.

A ponta da língua de Kara tocou-lhe a pele, fazendo-a se encolher na cadeira.

Miserável! Ali estava ela, com uma barriga gigantesca, e a loirs a fazia sentir-se sensual e desejável.

O olhar de Kara era incrível. Suave, amoroso, preocupado, com toques de paixão contida, ardente e profunda. Era um novo lado, estranho para ela, que jamais esperara ver.

- Kara - sussurrou, impotente, derretendo-se enquanto ela se sentava a seu lado e acariciava-lhe com extrema delicadeza o ventre.

Notou, então, que a barriga não estava tão volumosa quanto pensara. Era apenas uma leve elevação, que Nicholas conseguia cobrir com a mão.

"Ela só pensa no bebê, sua tonta. E está com amnésia! Kara não é responsável por seus atos. Lembre-se disso. Está interpretando um papel, porque quer acreditar que sua vida volta aos poucos ao normal."

Lena quis afastar para bem longe a voz persistente, que ficava lhe lembrando de que havia milhares de razões lógicas para Kara achar que a desejava, nenhuma das quais tinha nada a ver com ela. Que tortura!

- Você ainda está cansada, querida. - Kara acompanhava a curva de sua boca carnuda com o dedo. - Sei que tem sido difícil.

- Como já falei, posso estar exausta, mas sou...

- ...forte. É também minha esposa e vai ter um filho meu. Tenho o direito de me preocupar, não? - Passou a mão pelos cabelos e se apoiou contra a lateral do barco.

Lena fechou os olhos. Não queria ver Kara ali, tão linda, tão atraente, com sua camisa simples branca e um jeans velho. O mesmo que ela lavara e remendara tantas vezes porque sempre fora apegada demais a ele.
Ótimo! Precisava pensar em algo seguro, como lavar roupas. Como naquela vez em que um besouro imenso fizera suas necessidades sobre a mochila da loira, na Bolívia. Lena morrera de rir ao vê-la lavando aquilo, fazendo-a se perguntar se tudo não passara de uma brincadeira.

- De que está rindo, Lena?

- Estava pensando nas roupas sujas. Você costuma chegar com manchas exóticas, de outros países. Como voltou para casa há poucos dias, ainda não abriu sua bagagem.

- Eu devia ter deixado tudo de molho.

Kara a observou com atenção.

Embaraçada, Lena se remexeu. O que ela estaria querendo?

De repente, veio-lhe à mente a imagem de duas pessoas entrelaçadas numa cama.
Certo. Era isso que ela queria. Ir para a cama com sua esposa. Só podia ser isso.

- Nós costumamos passear bastante de barco? - perguntou Kara, depois de um longo instante.

- Sempre que você está em casa.

Mais dois iates passaram, velozes, rumo à enseada, e The Moonshine balançou com as ondas levantadas por elas, perturbando o estômago já revolto de Lena. A náusea afastou-lhe as outras conjecturas da cabeça.

Levantando-se, inclinou-se, colocando metade do corpo para fora, quase caindo nas águas devido à pressa.

- Céus! - Kara a agarrou enquanto a náusea tomava conta de Lena. - Está tudo bem, anjo.

- Tudo bem?! -Se Emily não estivesse tão mal, teria lhe dado um pontapé. Embora fosse ilógico, quis gritar que estava enjoada por causa do bebê dela, do barco dela, da amnésia dela. Mas não pôde, porque se sentia mais segura e confortável com Kara segurando-a, amparando-lhe a testa com uma das mãos e enlaçando-lhe a cintura com a outra.

Quando os espasmos cessaram, Kara a fez sentar-se de novo na cadeira. Desapareceu na galé por um instante e retornou com uma toalha molhada.

- Desculpe-me, Lena. Foi culpa minha - murmurou, enxugando-lhe o rosto, com delicadeza. - Foi egoísmo meu vir passear de barco com você se sentindo assim. Só achei que...

- Achou o quê?

- Que seria uma boa oportunidade de nos conhecermos melhor.

Ela estremeceu.

-Por que se preocupar com isso? Você vai recuperara memória. Em um dia ou dois, não mais. E o barco foi uma boa ideia. Sam disse que devia retomar atividades habituais, Kara, porque isso a ajudaria na sua recuperação.

Kara franziu o cenho, pensativa. Limpou os pulsos de Lena. Ela parecia muito pequena e frágil, por mais que tentasse parecer forte e independente. Talvez não tivesse confiança nela para entregar-se a seus cuidados.

- Temos de enfrentar a possibilidade de que eu nunca mais voltarei a me lembrar.

- Não diga isso! - gritou Lena. Os olhos azuis se arregalaram de medo. - Você vai recordar tudo. Precisa conseguir!

- Calma, meu anjo! Um dia de cada vez, certo?

- Um dia de... Não era disso que estávamos falando quando você disse... - Deixou a frase morrer. A cor voltou-lhe às faces. Kara beijou-lhe a palma da mão. Quando falara em "um dia de cada vez", referira-se a seu relacionamento.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...