História Uma Estranha No Meu Quarto - Capítulo 36


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá fantasminhas!! Chegamos a ultima parte dos Capítulos bônus, o desfecho da história do trio (. O capitulo está muito violento, não recomendo a pessoas sensíveis. Capítulo opcional, não influencia na historia principal, que vai continuar firme e forte. "Mas qual o sentido de ler isso tia?" quem ler os opcionais vai ganhar mais uma profundidade dos dois vilões principais, o Roosevet (que ta mais pra mocinho) e o que conhecemos oficialmente no capitulo 30, Carlisle. Quem não quiser ter essa profundidade não irá sofrer perdas por assim dizer. Desejo a vocês uma boa leitura..

Capítulo 36 - Mini Capitulo Bonus - Parte Final (Opcional ler nota)


        Alana fitava a barriga através do espelho de seu quarto. Pelos seus cálculos estava grávida a uns três meses, no entanto a protuberância que deveria em seu corpo era quase inexistente. Sua aparência no sentido geral estava terrível, fundas bolsas pretas pairavam em seus olhos, seus cabelos estavam embaraçados e a palidez excessiva indicava que estava muito anêmica. Se sentia tão fraca que era difícil para ela ficar em pé ali, exigia muito esforço. Alana caminhou até a penteadeira e pegou um pente, mas logo baixou a cabeça e começou a soluçar. 

        Era sempre assim quando lembrava que seu filho cresceria sem pai por sua causa.

– Senhora lhe trouxe umas maçãs. - Alana levantou a cabeça a assustada e encarou sua governanta. A mulher depositou uma vasilha ao lado da condessa com as maçãs mais vistosas que achara, há meses vinha tentando fazer com que alana comesse pelo menos três vezes ao dia. - Desculpe senhora, não queria assustá-la. Apenas coma uma delas, por favor. Sei que a senhora ainda está muito abalada, mas que não quer prejudicar seu bebê, está tão magrinha..

         A condessa assentiu e Roosevelt bufou, sentado na cadeira ao seu lado. Ela não iria comer, já assistira a mesma cenas diversas vezes. Ia acabar morrendo desta forma, levando consigo seu filho. Duvidava mesmo que ainda tivesse algo vivo dentro dela. Ele fitou seu ventre procurando a mesma protuberância que ela havia procurado minutos atrás. A condessa se levantou, deitando-se na cama.

         O fantasma ainda estava assustado com toda essa história de ser pai. Suas emoções com fantasmas eram amplificadas e ele se sentia sempre a beira de um abismo, num misto de pura felicidade e imensa tristeza. Poderia vê-lo crescer, mas nunca interagir com ele, ou com ela. 

          Fora que essa gravidez de Alana frustrara drasticamente seus planos de vingança. Roosevelt se esforçava incessantemente para tentar interagir com os objetos da casa, mas não havia obtido muito sucesso; tudo que conseguia era entortar um quadro, erguer uma folha por alguns instantes. E mesmo que conseguisse segurar uma faca ou algo mais pesado teria de esperar uns vinte anos até poder assassinar de fato sua esposa e quem sabe descansar em paz. Por mais que a odiasse profundamente, seu filho não poderia crescer órfão de ambos os pais. 

          Contudo o que mais lhe enfurecia era não poder assassinar Carlisle também. Bem ou mal, ele era o único que poderia cuidar do seu filho. Para seu azar a família de Alana a estava repudiando, por suspeitar da verdade, que ela sempre tivera um caso com Carlisle. Se ele fizesse algo contra o irmão Alana e o bebê ficariam a mercê da própria sorte. Não tinha alternativa teria de engolir todo seu ódio pelos dois. Ver o estado do casamento deles apaziguava um pouco seu desejo de vingança. 

          Carlisle não estava conseguindo aceitar bem o fato de que sua mulher esperava um filho do seu irmão, e não seu. Que teria de criá-lo fingindo que está tudo bem. Dormindo em outro quarto, ele mal falava com Alana. E sempre que a raiva lhe consumia, entrava no quarto da Condessa e a espancava. Os funcionários que não pediram demissão fingiam que não percebiam o lado sombrio de seu novo senhor. A governanta foi uma delas, não queria deixar Alana sozinha, pelo seu bondoso senhor que havia falecido

          Roosevelt outro soluço de Alana e suspirou, estava muito preocupado com a saúde dela e com a depressão profunda em que ela entrara. 

– Coma algo Alana pelo amor de Deus - Sussurrou mesmo sabendo que ela não poderia lhe ouvir. 

         Irritado com a entrega dela e o descaso com a saúde do bebê, Roosevelt tentou pegar uma maçã, queria enfiar a maçã em sua garganta. A fruta ficou em suas mãos por alguns segundos, não o suficiente para que ele chegasse até a cama, mas o suficiente para percorrer boa parte do caminhos, e caiu ruidosamente no chão, fazendo com que Alana, que antes observava o objeto flutuar estarrecida, se sentasse em um sobressalto. O resto da cor lhe sumira do rosto e seus olhos nervosos percorreram todo ambiente.

– Roosevelt, é você??

         Alana sabia que aquilo parecia loucura mas desde que aquele vaso caíra meses atrás, outras coisas estranhas aconteciam; os quadros se moviam, as coisas caíam.. E ela sentia a presença de Roosevelt a todo instante, por mais que não pudesse vê-lo tinha certeza que ele a seguia. Isso lhe perturbava e acabava com o seu sono. Queria uma forma de se comunicar com o Conde morto, pedir perdão. Ele também desejava se comunicar com ela, ordenar que ela se cuidasse. Com esse desejo em mente, o conde acabou tendo uma ideia que poderia dar certo.

        Aproveitando da sua força/concentração  repentina Roosevelt foi até a escravinha próximo a penteadeira e pegou a pena disposta sobre a madeira, molhando-a no pequeno pote de tinta. Alana acompanhava tudo com olhos bem abertos, não queria perder um segundo daquele evento sobrenatural. Com muito esforço para manter o leve objeto em seu controle, o conde desenhou quatro letras no bloco de papel amarelado que sempre ficava à disposição da Condessa.  

          Assim que a pena voltou a repousar Alana pulou da cama e correu de forma debilitada, arrancando a folha do bloco de anotações. Ela arfou ao ver as quatro letras, numa caligrafia tremida, porém bem desenhada e bela. Aquela definitivamente era letra de Roosevelt. Seus olhos brilharam, como não brilhavam em muito tempo.

          Coma. 

– Ah meu Deus, é você mesmo!!! Você tem me observado esse tempo todo, não tem? Eu sinto...

          Alana ficou olhando fixamente para a escrivaninha, entretanto Roosevelt não conseguiu segurar a pena e escrever uma resposta. Sem saber se o fantasma ainda estava a lhe observar, ela pegou a maçã e o obedeceu. A fruta doce lhe preencheu a boca e sua barriga roncou, estava faminta e nem percebera. Ela comera quatro das cinco, e quando a governanta voltara já esperando recolher a fruteira intocada, abriu um largo sorriso.

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          Sabendo que Roosevelt a observava e que demonstrara preocupação com o modo com que ela vinha se alimentando, Alana passou a se arrumar e comer melhor. Roosevelt por outro lado percebendo sua ligeira melhora, passou a focar seu treinamento em segurar exclusivamente à pena, para conversar com Alana. A condessa estava penteando os cabelos quando viu pela visão periférica o objeto se erguer e florear novamente o papel. Ela nem se espantou, mal podia esperar para ver o que Roosevelt escreveria. 

         Ele passara alguns dias escrevendo algumas letras e palavras sem sentido e ela sabia que ele estava treinando seu estranhos poderes, as vezes ele conversava com ela, mas não escrevia mais do que duas ou três palavras.  Ela achava que ele ainda não conseguia.

         Se sente melhor?

– Em relação aos enjoos que tive hoje ou num sentido geral?

        Ambos.

– Estou bem melhor! Sua companhia me faz bem. - Respondeu com um sorriso. Roosevelt se limitava a poucas palavras, mesmo assim lhe fazia bem, ela não se sentia mais tão depressiva nesses últimos dias e até sua cor e aparência haviam melhorado. Alana baixou o olhar meia receosa. - Eu quero perguntar uma coisa... não sei se devo.

         Roosevelt revirou os olhos e pegou a caneta se preparando para fazer um esforço dobrado.

         Pergunte.

– Você sabe que vai ser pai, não sabe? Esse bebê não é de Carlisle.

         Sim. Vejo-o com raiva. Você deveria fazer as pazes com sua família e deixar essa casa. Tenho medo que ele lhe faça mal.

          Alana ficou olhando o papel por um tempo, ele nunca escrevera tanto. Ficou pensando no que ele dissera. Carlisle não a batia mais, parecia estar lentamente voltando a ser o que era antes de enlouquecer, no entanto mal parava em casa. E sua família não queria vê-la, mesmo sabendo de sua gravidez.

– Não tenho muita escolha.

         Entendo.

– Mas ele está bem melhor, você não acha?

        Roosevelt não respondeu, não tinha certeza se seu irmão estava melhor ou fingindo. Para ele Carlisle não era doente e sim malvado por natureza. Alana queria perguntar mais coisas, aproveitar que ele estava escrevendo bastante.

– Se eu sair, você iria comigo?

        Não tenho certeza se posso deixar a casa, nunca tentei. Acho que não, só me sinto existir aqui, é dificil de explicar.

– Ah... - Ela resolveu que ficaria ali, tanto por Roosevelt quanto por Carlisle. Queria que ele acompanhasse a criação de seu filho e que Carlisle melhorasse de vez de sua loucura. - E já que você sabe, que o bebê o é seu... - Roosevelt assentiu mesmo sabendo que ela não poderia ver. - O que você acha? Você está feliz? Na medida do possível, claro...

        Roosvelt suspirou, aquela era uma pergunta muito difícil. No vendaval de emoções que assolavam sua alma era difícil distinguir o que sentia, cada mísero segundo ele se sentia de uma forma diferente. Pegou o papel e tentou ordenar aquela bagunça, tentando ser o mais sincero possível. Ele demorou bastante, tentando não soltar a pena mas conseguiu escrever.

        Estou feliz que vou ser pai e emocionado, ansioso. Havia pedido a você um filho e não me arrependo. Estaria mais feliz se eu pudesse participar da vida dele, no entanto ainda posso assistir e enquanto estiver por aqui irei. Mas isso não anula em nada o ódio que sinto de vocês dois. Um dia Alana, você e Carlisle morrerão por minhas mãos. Pode ser daqui a vinte anos ou trinta, mas vai acontecer. Vocês me tiraram a oportunidade de conhecer nosso filho e viver uma vida plena.  Enquanto ambos estão aí, em plena saúde. Não consigo me livrar do desejo de vingança que sinto e isso me queima até alma.

        O olhos de Alana se encheram, contudo quando ela responder a  maçaneta se mexeu. Rapidamente Alana secou os olhos e correu para a cama, sentando-se em cima do papel. Um Carlisle estranhamente radiante adentrou no aposento, fazendo com que Alana e Roosevelt franzissem o cenho.

– Amor!!

        Carlisle sentou ao seu lado na cama e lhe deu um beijo fervoroso. depois fitou o pedaço de papel em baixo da esposa.

– O que é isso?

– Nada, é só um desenho bobo. -Carlisle fez menção de pegá-lo, e o coração de Alana disparou, escondendo o papel ainda mais embaixo de seu vestido. - Ainda não está pronto. depois lhe mostrarei...

– Que bom que você está se sentindo melhor! Esta mais corada.. - Constatou, checando-lhe a cor da pele. - Sei que estou muito distante, mas quero resolver as coisas entre nós. Marquei uma consulta médica para você e o bebê!

       Algo estava errado, Roosevelt sentia no jeito que Carlisle falava. Alana não pareceu perceber, pois encarou brevemente a escrivaninha onde supunha que Roosevelt estaria sentado e voltou a fitar Carlisle com um sorriso no rosto.

–  Que bom Carlisle. Quando será esta consulta?

– Esta noite!

– Nossa que estranho, por que a noite? Não tem outro horário.

– O médico é muito ocupado amor, mas é excelente. Se arrume e, assim que der seis horas partiremos. - Ele se ergueu e caminhou em direção a porta. - Irei confirmar nossa presença.

– Está bem. - respondeu Alana enquanto ele desaparecia.

        Roosevelt o seguiu porta afora. Acompanhou de perto o irmão descer as escadas, e se encontrar com um rapaz franzino com aparência de mensageiro no hall central. 

– Diga ao Doutor que estaremos lá as sete. - Ele dera uma excelente gorjeta. - Conto com sua discrição.

        O rapaz saiu sorridente pela porta principal, mas não tanto quanto Carlisle. O Atual Conde abriu um sorriso diabólico, que preencheu grande parte de seu rosto.

– Finalmente essa coisa vai sair de dentro dela!

– Essa coisa.... - Sussurrou Roosevelt confuso. Então a verdade lhe atingiu como um soco no estômago. - O Bebê!!! 

         Roosevelt subiu as escadas correndo e adentrou o quarto de Alana como um furacão. Carlisle havia surtado de uma vez, ele precisava fazer alguma coisa. Repleto de adrenalina e desespero, o fantasma  abriu o guarda roupa da condessa e, pegou sua mala, jogando-a no chão e atirando seu vestidos de forma desordenada.  Ele nem percebera o que de fato estava fazendo. Alana fitava suas coisas flutuando com curiosidade. 

–  Roosevelt! Você consegue segurar as coisas!!! Desde quando?

          A voz de Alana o fizera parar e olhar para suas mãos, assustado. O vestido que ele segurava deslizou para o chão. Ele tentou pegar a peça novamente, mas seus dedos a ultrapassaram. Então ficou parado, em pânico. Alana esperou ele respondê-la pelo papel, entretanto Roosevelt não o fez. Um mal pressentimento percorreu suas entranhas.

– Por que está arrumando minhas malas? - Perguntou com a voz falhada, um pouco preocupada.

        Roosevelt lembrou que ela não o via e finalmente pegou a pena em cima da mesa. Escreveu as pressas com as mãos trêmulas. Alana correu para perto da escrivaninha e leu cada palavra que se formava no papel.

        Não é uma consulta, Carlisle vai te forçar a fazer um aborto! Saia daqui imediatamente!

       Alana fitou o papel amarelado espantada. Não acreditava que Carlisle chegasse a tal extremo por pura inveja do irmão. Ela botou a mão na boca e começou a chorar, horrorizada. Imagens dela deitada em uma maca numa sala escura lhe preencheram  a mente, seu bebê lhe sendo arrancado a força. Sentiu suas pernas fraquejarem. Roosevelt pegou novamente a pena.

        Alana, por favor!!! Se mexa! Vá para a escócia, em Edimburgo. Lá  siga ao norte da cidade, pergunte pelo clâ McDonald e diga que é minha esposa. Eles vão lhe ajudar, são a família de minha mãe. Carlisle nunca vai imaginar que você os conheça, e eles mal o conhecem direito. Mas você precisa ir agora.

– Vem comigo. - Pediu desesperada. 

         Eu vou tentar, prometo. Mas vá.

         Alana rasgou o papel, colocando- o na cama. Ia precisar recordar as instruções que Roosevelt lhe dera mais tarde. Ela tratou de botar  o resto das coisas rapidamente na mala e abrir a pequena gaveta de sua penteadeira. Do fundo dela, Alana retirou bastante ouro  e joias, jogando na mala. O suficiente para comprar outra casa e viver uma outra vida. Era melhor viver para sempre fugida do que viver na sociedade de Londres sem seu bebê.

        De seu aposento, Carlisle ouviu uma movimentação atípica no quarto de Alana. Sem avisar, ele entrou no cômodo e se deparou com um confusão de coisas pelo chão. A condessa fazia uma grande mala e um papel amarelo, semelhante ao que ele vira embaixo dela. Ele caminhou direto até o papel e o leu, pensando que ela fugiria com algum amante. Carlisle arfou ao ver a letra conhecida do seu irmão. Ele lia atentamente cada palavra quando Alana se virou, gritando pelo susto de ver seu atual marido tão próximo. Carlisle chacoalhou o papel no ar com raiva.

– Que brincadeira de mal gosto é esta Alana? -Gritou, atirando o papel no chão. 

– Eu que lhe pergunto! - Alana se muniu de uma coragem repentina e gritou com ele. - Uma consulta é?

        Carlisle encarava o papel no chão com incredulidade. Contudo ele sabia que Alana não o havia seguido e que não teria como ela copiar a letra perfeitinha do seu irmão, não com tanta perfeição. Ele percorreu os olhos pelo quarto com um sorriso divertido nos lábios. Nunca acreditara em fantasmas, mas era a unica explicação para aquele bilhete

– Roose! Então você ainda está por aqui! Apareça, vamos.. só quero conversar.

– Ele é invisivel aos nosso olhos. - Alana fechou a mala, e encarou Carlisle com seriedade. - Estou indo embora, você passou dos limites. considere esse casamento acabado, e espero que respeite minha decisão.

        Alana pegou a mala e se voltou para a porta, entretanto Carlisle a bloqueou com seu corpo. Roosevelt fitava a tudo com as mãos fechadas em punho, se sentindo impotente.

– Você achou mesmo que eu ia criar um filho do meu irmão! Esse filho era para ser meu! - Esbravejou, segurando-a pelo braço. então a arrastou até a cama e lhe deu um soco tão forte que Alana caiu de mal jeito, soprando um sibilo de dor. - Eu vou dizer o que você irá fazer, Alana Mackenzie: Você irá se arrumar e ir ao médico comigo, como uma mulher comportada. Falará que não quer essa lembrança do seu finado marido. E quando voltar vai tratar de ser minha esposa de verdade, sem esses estorvos em nosso caminho. Então lhe darei todos os filhos que quiser. Todos meus! Anda, levante e vá se arrumar.

– Não, nunca!

– Não vou falar de novo, Alana!

        Alana permaneceu deitada, se encolhendo de medo. Carlisle a ergue pelo braço e a jogou com força no chão, deferindo diversos socos em sua barriga. Roosevelt arregalou os olhos, quando ele achava que havia visto tudo de seu irmão ele infelizmente o surpreendia. Ele deus graças aos seus pais terem falecido antes de conhecem o verdadeiro filho que possuíam . Alana gritou de forma angustiante.

– Roosevelt socorro! - Suplicou

–Grite mais Alana pelo porra do meu irmão. Grite pelos funcionários também, eu os dispensei. Ninguém além de um fantasma medíocre pode te ouvir. Está vendo isso Roosevelt? A culpa é sua. Ao invés de ir embora de uma vez, fica depositando ideias turvas na cabeça de minha esposa.  - Ele deu outro chute em Alana, fazendo-a gemer e abriu os braços. -  Vamos faça, alguma coisa! Você não prometeu me matar?!! Acho que me lembro de ter ouvido algo assim da sua boca sangrenta.

         Roosevelt gritou com tanto ódio que os espelhos e os vidros das janelas se quebraram em sintonia, causando um estrondo ensurdecedor. Estilhaços se espalharam por todos os lados e alguns deles atingiram o rosto de Carlsile. Alana se protegeu, usando a lateral cama como escudo. Carlisle removeu os estilhaços, o sangue lhe escorrendo livremente pela face.

– É só isso Roosevelt? Você é patético! Eu...

       Antes que Carlisle pudesse completar a sentença Roosevelt lhe acertara um soco no rosto, fazendo-o cambalear para trás. Ele não sabia como tinha conseguido acertar o irmão, mas olhou pro seu punho com perversidade e aproveitou sua oportunidade para deferir outro soco. Carlisle caiu e Roosevelt o chutou com força. Carlsile gritou, tentando acertar um chute na direção em que achava que Roosevelt estava, contudo a perna do fantasma se desfez em fumaça e se refez. Ele não podia ser acertado, além de invisível, era de certa forma imortal.

         Percebendo isso, Carlisle mudou se alvo, focando em Alana, iria morrer, entretanto a levaria consigo. Roosvelt, percebendo que ele a atacaria, pegou rapidamente uma faca que Alana guardava juntos de suas telas e esfaqueou as costas do irmão. Alana viu Carlisle ser acertado diversas vezes pela faca, tão próximo que o sangue respingara em seu rosto. Ela abraçou os joelhos chorando e extravasando a dor que estava sentindo; tanto física pelos chutes que Carlisle lhe dera, quando emocional por ver que tudo aquilo era sua culpa.

– Vai por inferno seu monstro. - Gritava Roosevelt em meio aos golpes.

          O sangue escorrera com vontade pelo tapete, formando um desenho abstrato. rosevelt virou o irmão de frente e esfaqueou várias vezes toda extensão de seu tórax e seu rosto. Os olhos de carlisle saíram de suas órbitas, desfalecendo, entretanto Roosevelt estava com tanta raiva que não conseguia parar. A cada facada ele se lembrava dos anos que em que fora enganado, do jeito frio como carlisle o matara, das vezes em que teve que assistir seu irmão espancando sua ex-esposa. 

          Ele só parou ao ouvir o grito agudo e desesperado de Alana. Roosvelt se virou na direção a ela e largou a faca ao ver o quanto ela sangrava. Alana sentia uma dor terrível enquanto observava o sangue brotar de suas pernas. Carlisle havia conseguido o que queria, afinal.

– Eu não aguento mais isso. - Soluçou. - Me perdoe, Roosevelt. Por tudo que eu te fiz passar, por ter te feito de você um assassino.. Você é homem mais gentil que eu já conheci.

         Antes que Roosevelt pudesse assimilar o que ela iria fazer, Alana pegou a faca que ele soltara e cortou o próprio pescoço. O sangue espirrou por cima do corpo de carlisle e seu corpo pendeu para frente. 

– Alana! Não!

        Londres inteira ficou chocada com o acontecido. Para todos os efeitos Alana, depressiva pela morte do Conde Roosevelt Mackenzie, havia esfaqueado seu novo marido, o irmão bondoso que a acolhera como esposa, e depois se matado. Ninguém jamais saberia o que realmente aconteceu.


Notas Finais


E aí o que acharam do desfecho? sei que foi triste,mas todo mundo já imaginava que uma hora eles iriam morrer né, por causa da história principal :'( Mas vocês imaginavam que seria assim? quero saber... Amaram, odiaram? beijos e obrigada por acompanhar os capitulos especiais, se quiserem me xingar, fazer o que né kkkkkkk


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