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História Uma grande e gorda alma - Capítulo 2


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Notas do Autor


Espero que gostem.

Desculpa qualquer erro.

Capítulo 2 - A Segunda Grande Queda.


Fanfic / Fanfiction Uma grande e gorda alma - Capítulo 2 - A Segunda Grande Queda.


Um mês avia se passado desde que o Stephen morreu, e a mansão Lewis virou uma cripta mórbida. Meus pais vagavam de um lado para o outro triste e melancólicos. Eu não tive coragem de contar pra eles o que aconteceu, então só saio do meu quarto para comer e ou pegar um novo Livro da estante na sala de estar e volto as pressas para não encontra ninguém pelo caminho.

Ta Tudo uma merda sem sentido depois do funeral. Não consigo dormir direito, pois toda vez que fecho os olhos eu o vejo esparramado naquele chão frio e com uma poça de sangue ao seu redor. Eu não sei mais o que fazer pra tirar aquele maldito da minha cabeça, eu nem sequer consigo me olhar no espelho, pois ele aparece no meu lugar com os olhos fechados, lábios em um tom roxo, sua pele branca sem sangue, seu corpo gordo apertado em um terno enorme, em uma caixão maior ainda feito de ferro, do mesmo geito que foi enterrado.

Quando eu estava lendo A Prisão do Tempo o primeiro livro públicado do meu irmão, eu moro que o vi de Costas na estrada do meu banheiro, seu corpo tapando totalmente a passagem e sua roupa branca molhada de sangue e grudada em sua pele flácida. Ele sumiu assim que pisquei. Isso foi no segundo dia após seu enterro.

No outro dia eu ouvir o som dele comendo vindo do meu closet, eu fiquei agoniado, então o som parou.

No quarto dia eu estava indo para a cozinha pegar alguma coisa pra não morrer de fome e juro que vi uma sombra grande e gorda correr para a sala de estar muito rapidamente, eu fiquei paralisando.

Nada aconteceu no quinto dia.

No sexto dia eu estava olhando para cada canto do quarto com medo, então acabei adormecendo e quando acordei toda a comida que eu evia trago para o quarto avia sido comida por alguém, até as que tavam no meu frigobar.

Sétimo dia ao agordar eu me deparei com o espelho em pedaços e minhas mãos estavam cortadas.

No oitavo dia nada aconteceu.

No nono dia a palavra "Gordo" apareceu na parede acima da cabeceira da minha cama.

No décimo dia eu recebi a noticia que a Michelle avia sido estrangulada até a morte e estuprada na própria casa, ainda teve o estômago parcialmente devorado pelo agressor.

No décimo primeiro dia eu fui no enterro dela e chorei muito, quando voltei pra casa acabei dormindo muito. Quando acordei tinha a palavra "Baleia" escrita ao lado do gordo na minha cabeceira.

No décimo terceiro dia nada aconteceu.

No décimo quarto dia nada aconteceu.

No décimo quinto dia as minhas roupas aviam sido rasgadas, como se alguém gordo tentassem colocá-las e elas estouraram e apareceu a palavra "Aberração" na minha cabeceira.

No décimo sexto dia eu ouvir o sorriso do Stephen em baixo de minha cama, não tive coragem de verificar e surgiu a palavra "Desprezível" na minha cabeceira.

No décimo sétimo dia eu ouvir passos lentos e pesados enquanto eu "dormia", também não tive coragem de olhar quem era e a palavra da vez foi "Bolota".

No décimo oitavo dia nada aconteceu.

No décimo nono dia minha mãe teve uma overdose com medicamentos controlados. Não foi ao seu enterro, e vaguei pela mansão Lewis tentando me distrair, mais novamente um vuto gordo vagou correndo pela casa, quando retornei para meu quarto a noite a palavra" Abominação" tava escrita.

E assim se seguiu meus dias, a cada dia um novo xingamento aparecia em minha cabeceira, xingamentos esses que eu chamava o Stephen ainda vivo. Várias outras coisas bizaras aconteceram e eu sentia a minha sanidade indo embora a cada nascer do sol trancado naquele quarto. Eu tentei contar que estava sendo persequido por uma força maligna, mais não ligaram pra mim como sempre.

Ontem meu pai foi encontrado pela empregada pendurado pelo pescoço no local onde ouve a fatídica queda de Stephen. Hoje tá tenho outro enterro e eu estou aqui, sentado na cadeira do meu irmão gêmio comendo uma coisa que nem sei o que é, sem roupa, com olheiras profundas, pele branca, olhos esbugalhados, dor de cabeça que não passa e olhando meu irmão parado com os olhos fechados, os lábios em um tom roxo, com a pele pálida, fria e molenga, olhando pra mim no canto da sala de jantar.

Ele ainda usa a roupa do enterro e não se move, todo dia ele fica ai me olhando comer sem fazer nada, ai quando toda a comida do meu pra acaba ele some. Mais seus passos ecoam pela mansão, suas risadas em baixo de minha cama tida noite, sua respiração pesada em meu rosto me acordado de madrugada e não vendo nada, as comidas sumindo tido dia e eu tendo que mandar comprar mais, e os gritos aleatórios vindo de lugares aleatórios da mansão todo dia.

Eu não consigo mais sair desta casa, e também acho que não quero, pois essa é minha punição.

Já se passou um ano e tudo contua do mesmo geito. Eu já li e reli tudo que meu irmão escreveu e a prisão do tempo é boa, mais pra mim a sua melhor obra foi a continuação de Sangue Mitológico, Morte Mitologica. O mais interessante é que toda vez que eu terminava de ler algo dele, um novo Livro com sua escrita e assinatura aparecia em meu criado mudo.

Não tinha mais espelhos na casa, as janelas estavam sempre trancadas, ninguém nunca me visitava, eu só queria tinha a minha empregada que jurava que não via e nem ouvia o Stephen.

Bem agora eu estou com 188 quilos, pareço um balão velho e melancólico, a barba gigante, olheiras terríveis, pele fria e flácida como borracha, olhos esbugalhados e sem vida, eu virei uma forma horrendo e mal feita do meu irmão, e agora aqui estou eu, apoiando na cerca que separava o corredor da queda para o térreo, o mesmo lugar que meu irmão morreu por minha culpa.

E ele está do meu lado, parado do mesmo geito que na hora do almoço, olho pra frente é vejo papai pendurado pela corda em seu pescoço e com um sorriso horripilante no lábios estourados, olho pro corredor e minha mãe está deitada com a boa espumante, os olhos revirados e um sinal de positivo com o dedão levantado pra cima.

Então dou um sorriso largo.

- Estão todos reunidos aqui!- exclamo friu.

Olho para a porta e ela se abre, e dela entra, Michelle Tompins com o pescoço do marcado, cabelos desgrelhados, um olho está torto, um filete de sangue descendo de seus lábios carnudos, sua saia levantada e a causinha abaixada até as canelas, e de sua vagina saia sangue que escorria pelas suas pernas, sua barriga avia sido devorada e as tripas balançavam a cada passo dado. Ela me encarou sorriu e disse:

- Pronto para pagar ?- apontou para o pescoço, para a barriga e para a vagina sangrenta.

Eu afirmei com a cabeça.

-Pronto para pagar? - Perguntou meu pai todo tronxo e apontou para a corda.

Eu afirmei com a cabeça.

- Pronto para pagar?- esbravejou minha mãe com a boca parecendo uma chafariz e apontou para as pílulas ao seu lado.

Eu afirmei com a cabeça.

- Pronto para pagar eternamente no inferno? - Perguntou Stephen com uma voz tão calma e acolhedora que me fez chorar.

Eu afirmei com a cabeça.

Todos sumiram e eu impulsionei meu grande corpo gordo para frente, a grande sedeu e eu cai no térreo, não morri com a queda, minha empregada chamou a ambulância e eu fui "salvo", mais acabei ficando sem poder me mexer todos os músculos do pescoço pra baixo. Passei o resto da minha longa e terrível vida na cama que antes pertencia ao meu irmão, o vendo com os olhos fechados no canto, vendo a Michelle na porta, vendo minha mãe no chão meu pai pendurado no teto. Todos rindo de mim, todos zombando de mim, todos se vingando de mim.

Eu morri com incríveis setenta anos, e desdo dia da morte do Stephen, eu nunca mais tive paz. E quando meu coração falhou, eu não os vi e pude novamente sorrir antes de deixar este mundo e ir para o inferno.


Notas Finais


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