História Uma Grande Família - Capítulo 48


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Notas do Autor


Boa noite pessoal. Mais um capítulo para vocês. Espero que gostem.
Tenho novidades.
Nos vemos lá em baixo.

Capítulo 48 - Paternidade


Pov. Derek

Confesso, ver a alegria dos meus filhos pela autorização para namorar me deixou contente também. Só torço para que de certo.

Bater na Elena foi de longe uma das piores coisas da minha vida. Deus queira que nunca mais precise fazer isso. 

Agora, a conversa com Stefan não vai ser fácil, não envolve apenas a fuga, tem toda a situação com o Jack também. Não é só o fato dele ter reencontrado o "pai", mas por considerar a possibilidade de conviver com ele, como se nada tivesse acontecido.

Suspiro fundo antes de entrar no quarto da minha ex esposa. Stefan está sentado na cama com os cotovelos apoiados  nos joelhos e as mãos na cabeça. Ele me olha rapidamente e logo volta para a posição que estava. Fecho os olhos e faço uma prece rápida. Terei que ser cuidadoso nessa conversa e peço sabedoria a Deus. 

Puxo uma poltrona e sento na frente dele, que não se mexe.

- Filho, olha pra mim.

Falo suave, mas ele permanece imóvel. 

- Stefan! Olha pra mim!

Dessa vez usei mais severidade e lentamente me obedece. Os olhos me evitam.

- Precisamos conversar e eu prometo que vai ser tranquilo. Eu quero te ouvir, mas quero que você me ouça também. Certo?

Ele concorda com a cabeça. 

- Ótimo! Como você se sente com a volta do seu pai e a possível futura interação de vocês?

Deixei claro o "possível", pois não pretendo facilitar ess momento. Sem me olhar ele começa a falar.

- Senti muito medo no começo, logo que o vi. Mas quando ele se explicou, mostrou as fotos, certificados, como ele vive e trabalha, sei lá, fiquei orgulhoso? Acho que é isso. Fiquei orgulhoso, pois ele chegou no fundo do poço, percebeu as merdas que fez e decidiu mudar e dar a volta por cima. Minha mãe e ele voltaram, você acha que ela voltaria pro mesmo babaca que abandonou? Eles mudaram, são pessoas melhores e só querem um tempo comigo e com o Damon.

Ouço tudo, mantenho a calma e pergunto. 

- Dependendo de como tudo caminhar, se em algum momento algum juiz perguntar se você aceitaria Morar com eles, o que diria?

Ele fica parado, respira apressado e mexendo as mãos nervoso, responde. 

- Não digo Morar, mas não ligaria de passar algumas noites com eles.

Aquilo me destrói. Parece que levei um soco no estômago e meu coração foi partido em mil pedaços. Jamais imaginei isso. Mas mantendo a mesma calma, falo tudo que ele precisa ouvir. 

- Entendo você, era muito novo quando tudo aconteceu e talvez nem se lembre de como as coisas eram. Imagino que sinta que deve se dar o direito de conhecer e conviver com eles. Não vou te impedir, nem eu, nem sua mãe. Mas antes que você decida qualquer coisa, saiba que eles não te merecem, nem Mandy, nem o Jack. Ela escolheu abandonar você e seu irmão ainda pequenos. Deixou viverem embaixo do mesmo teto de um bêbado agressivo e não fez nada para impedir depois. Ela não merece conhecer o rapaz bonito, inteligente, carinhoso que você se tornou, não graças a ela. O Jack, não consigo nem falar sem ter vontade de socar alguma coisa. Mesmo ali diante dos policiais, dos médicos, com vocês dois internados com inúmeros hematomas e machucados, ele não conseguia mostrar arrependimento, ele disse com todas as letras: "se vocês levarem, é um favor que me fazem!" bêbado o ou não, foi o que ele disse.

Stefan derramava lágrimas silenciosas. Pra mim era cruel falar essas coisas, mas se ele quer conviver com essas pessoas, tem que saber toda a história. Continuei o discurso. 

- Quando levaram ele preso, analisaram a ficha e inúmeros casos de agressão já tinham sido registrados. Por isso a pena foi maior. Quando fomos na casa que vocês moravam buscar algumas de suas coisas, minha vontade era de chorar, porque nunca aquele seria ambiente para qualquer pessoa. Ele pode até ter mudado filho, mas não apaga o que ele fez a vocês. No mínimo deve a vida dele para se desculpar com vocês dois.

Mesmo chorando, ele tenta falar em tom audível.

- Mas eles são meus pais. Eu quero poder conhecer os gostos, as características. Ver de onde vem algumas manias minhas, ou porque o Damon é tão explosivo. Eles são meus pais.

Até então estava entendendo o ponto dele, biologicamente eles podem ter explicações que eu não tenho. Mas a última frase, foi falada para me ferir, me ofender, e a calma que estava mantendo começou a sumir. 

- Eles não são seus pais Stefan! Pai e mãe não fazem o que eles fizeram. Eu sou seu pai! Eu cuidei de você quando ficou doente. Eu te ensinei a andar de bicicleta e jogar futebol. Eu te ensinei a lutar. Eu te ensinei a tabuada e regras de inglês. Eu Stefan, não o Jack!

- Mas...

Ele tentou me cortar, mas com a mão levantada o silenciei e continuei. 

- Mãe não abandona. Mãe é a Addisson que mesmo distante se fez presente no dia a dia de vocês. Foi a Addisson quem te ouviu madrugadas a dentro com insônia. Foi a Addisson quem te ajudou a superar crises de ansiedade. Foi ela quem te ensinou a cozinhar. A respeitar e tratar as mulheres como iguais e com carinho, respeito. É por causa dela, que confio em você para namorar com a Elena! Graças a Addisson, não a Mandy!

Ele tinha abaixado a cabeça e colocado as mãos no rosto. Imagino que esteja confuso, mas jamais vou aceitar que ele diminua a nossa relação com ele. Ele precisa compreender que paternidade não é sobre colocar filho no mundo. É se anular para fazer o melhor para seus filhos. E nós escolhemos isso. Nos anulamos para adotar doos meninos incríveis. Cheios de traumas e com. Nossa ajuda foram melhorando. 

Continuo meu discirso

- Não aceito que você chame aquelas pessoas de pais, não por ciúmes, mas por saber que eles não são dignos de tal título. Sim, eles fizeram vocês, graças a eles vocês dois estão no mundo, mas Stefan, eles não são pais! Não sabem o que é isso. Eu e a Addisson escolhemos vocês e nada do que fizemos foi esperando algo em troca. Fizemos por que amamos vocês. Amamos tanto vocês, que se deciderem se encontrar, conviver e morar com aquelas pessoas, não vamos impedir. Mesmo que doa em nós, vamos deixar. Quem ama não prende, deixa livre, mas sempre estará aqui caso as coisas deem errado. Eu sempre vou estar aqui para você filho. Sempre! Não importa sua escolha! Eu te amo incondicionalmente.

Nesse momento eu também já estava chorando. Doía ver ele dessa forma, mas era bom, colocar pra fora. Em meio aos soluços e gemidos, escuto ele dizer.

- Eu não sei o que fazer! Eu só... Me desculpa...

Abraço ele com toda minha força e todo o amor que tinha dentro de mim. Sentia ele molhar minha camiseta, mas não me importava. Ele era meu e estava ali comigo, de novo. Não precisamos falar nada, ficamos abraçados até que os dois estivessem calmos. 

Quando nos afastamos, ele está com os olhos inchados e direciona seu olhar para mim. 

- Eu errei, me expressei completamente errado. Desculpa. Não tenho nem como agradecer você e a mamãe. Não tenho dúvidas de que vocês são meus pais. Me perdoe se dei a entender outra coisa. Desculpa pai!

- Tá tudo bem campeão! Tá tudo bem!

Respondo acariciando sua bochecha e ele continua. 

- O que eu quis dizer, é que tem assuntos que envolvem, infelizmente, laços sanguíneos, e eles podem ter respostas. E eu quero de verdade acreditar que ele mudou e que quer algo legal comigo. Parece errado, mas é o que sinto.

- Não é um erro acreditar em mudanças, fico feliz que você pense dessa forma. Mas é meu papel me preocupar e zelar pela sua segurança. Vou achar tudo bem vocês interagirem, quando um advogado estiver envolvido. Certo?

Ele concorda com a cabeça.

- Eu não quero te impedir de falar com eles, não quero que você fique com raiva. O que eu quero é que você tome cuidado, por favor. Não se jogue, faça tudo com prudência. Me promete isso?

Ele sorri e concorda com a cabeça. 

- Última coisa antes de irmos pra outra conversa. Respeite o Damon. Se ele não quiser falar, sair, ou se quer discutir sobre esse assunto, não o obrigue. Vou falar com ele para respeitar sua decisão também, certo?

Ele fica triste ao falar no irmão, mas acaba concordando. 

Suspiro baixo, agora é a hora da punição, e isso não é mais fácil. 

- Bom, conversados e acertados sobre isso, temos o lance da fuga. Filho, você não faz ideia de como foi horrível não saber onde vocês estavam. Foi doloroso. Não quero passar por isso nunca mais. Você e a Elena inciaram algo que vai servir de exemplo pros demais. Sendo assim, o castigo também vai servir de exemplo.

- Pai, eu sei que você quer que eu me arrependa, mas não consigo, porque foi bom e querendo ou não, serviu para a gente ficar junto.

Era isso que eu queria evitar, eles acharem que fugir é solução. 

- Não senhor, não deixamos vocês namorarem por conta da fuga. Foi porque sua avó conversou com a gente e mostrou que proibir seria pior. Mas aí de vocês se outra fuga acontecer. Coloco um em cada canto do mundo e nunca mais vão se ver. É isso que quer? 

Ele nega com a cabeça freneticamente. 

- Ótimo! O castigo vai ser o mesmo da sua irmã. Vai ficar de castigo por um mês, sobre nossa supervisão o dia todo, exceto na escola. Mesada está cortada por tempo indeterminado, uma vez que não sabem usar o dinheiro para o bem. E para te ajudar a não cometer a burrada de fugir novamente, vai levar uma surra com o cinto.

Ele suspira em derrota mas não me questiona. 

Levanto da poltrona e começo a desafivelar o cinto. 

- Qurero que você levante, tire sua calça e se apoie na escrivaninha.

Falei com severidade e ele levantou lentamente. 

- Precisa mesmo disso? O castigo só não basta?

Ele começou a pedir, mas já estou acostumado.

- Primeiro, é sim necessário, vai te ajudar a pensar melhor se isso chegar a passar pela sua cabeça. Segundo, Elena apanhou, nada mais justo que o mesmo acontecer com você.

Ele baixa a cabeça em derrota e faz o que pedi. Quando está na posição, pergunto. 

- Por que vai levar essa surra Stefan?

- Por ter fugido com a Elena.

Sem falar mais nada, coloco uma das mãos em suas costas e levanto o cinto, descendo ele com força no bumbum coberto apenas pela boxer azul que ele usava. Já na primeira ele levanta os pés de dor, essa vai ser para ficar guardada na memória.

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- Pai eu já entendi, não faço mais! Para por favor.

Ele começou a implorar, mas dava para ver que estava de segurando para não chorar.

- Sei a hora de parar. Você sabe que merece. Isso é pra você aprender a pensar bem antes de decidir agir por impulso.

Puxo a cueca dele para baixo e volto com a surra. 

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- Pai, eu não aguento mais! Por favor! Chega!!!!

Ele começa a chorar alto e meu coração dói, mas ainda não terminamos.

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Paro com as cintadas e começo a acariciar suas costas. Conforme percebe que acabou vai se acalmando, se levantando e arrumando a roupa. Viro ele na linha direção e obrigo que olhe em meus olhos. 

- Eu te amo incondicionalmente. Não sei o que faria sem você na minha vida. Você é parte de mim Stefan, lembre sempre disso! Nunca mais fuja filho, nunca mais!

Falei o que precisava ouvir. Não vou deixar de amar ele, independente do que escolha no futuro. Meu filho me abraça forte e o choro se intensifica

- Nunca papai! Nunca mais faço isso! Me perdoa. Eu te amo! Eu te amo demais!

- Está perdoado meu pequeno, já passou!

Ficamos abraçados por um bom tempo, sinto que o corpo dele começa a relaxar e acredito que o sono esteja chegando.

Deito ele na minha cama, cubro com o lençol e acariciou sua cabeça até que durma. 

Várias lágrimas escorrem pelo meu rosto. Alegria por ter meus filhos em casa. Tristeza por ter causado dor aos mesmos. Medo e preocupação com esse aparecimento do Jack. Eu acredito em mudanças, mas não quer dizer que acredite que ele seja capaz de conviver com meus filhos. E vou lutar para que isso nunca aconteça.

Acabo adormecendo com Stefan. Acordo com meu celular tocando e percebo que é o despertador. Dormimos a noite toda. Levanto, tomo banho e desço para tomar café.

A casa continua super movimentada. Minha mãe está fazendo panquecas e minha esposa conversa com Kai sobre a viagem de férias. 

Só de pensar, que em menos de um mês, esse povo todo vai estar desocupado, dentro de casa, me da um desespero. 

Porém a viagem depende do desempenho deles na escola, era isso que Meredith enfiava na cabeça do filho. 

- Kai, pela última vez! Se tiver reclamações de você na reunião de pais de hoje, nem que você tire A em todas as matérias, não tem viagem, não tem casa dos seus avós, não tem nada!

Ele dá um soco na mesa de frustração e leva um tapa no braço da mãe. 

- Aí! Você, não pode me impedir de ver meu pai, é crime!

Ela revira os olhos, levanta e fala.

- Crime nada, nós dois estamos de acordo quanto à isso. Agora vai se arrumar antes que a paciência acabe de vez.

Ele sobe resmungando e eu sorrio para minha esposa. 

- Dormi sem falar com você, desculpa.

- Fica tranquilo. Vocês dois precisavam descansar. Vai na reunião hoje ou tem plantão?

Tinha esquecido completamente disso. 

- Tô de folga ainda, vamos juntos sim. Deus queira que seja uma reunião tranquila. Quero me ver livre desse povo nas férias.

Dou risada e ela me acompanha.

- Não tem problema, se eles não puderem viajar por terem vacilando com a escola, manda lá pra casa, já endireito todo mundo.

Minha mãe fala sorrindo e eu devolvo da mesma forma. 

- Endireita nada, vai é disvirtuar eles de vez.

Damos risada e logo a cozinha vai enchendo. 

Fico em silêncio e novamente faço uma oração, mas dessa vez é para que não tenha nenhum problema na escola. Por favor Deus, preciso de folga! 


Notas Finais


Espero que tenham gostado.
Comentem se puderem..
Seguintes amados leitores, estamos nos encaminhando para o fim! Ahhhh
Eu sei, é triste. Mas a ideia nao é por um ponto final, mas dar continuidade numa segunda temporada.
Vou fazer isso apenas para organizar e não deixar muitos capítulos numa mesma história.
À ideia é trazer o mesmo formato, mas com o pessoal mais adaptado, ou seja, mais confusões desse povo junto kkkkkkk.
Seria logo após as férias e antes de iniciar, faria um especial, mostrando as férias de cada. Para onde foram, o que fizeram, com quem fizeram!
Vou dar continuidade no spin-off também.
Tudo isso, se vocês aceitarem.
Conto com a opinião de vocês, afinal, isso é para vocês!
Bom, é isso. Até o próximo!
😘 😘 😘


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