História Uma história de amor e música - Capítulo 50


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Musical
Visualizações 44
Palavras 2.014
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Harem, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 50 - Rejeição número três


Fanfic / Fanfiction Uma história de amor e música - Capítulo 50 - Rejeição número três

Jung-kook viu quando os amigos chegaram da festa, já adiantado da noite e o encontraram sentado no sofá da sala refletindo.

-Por que ainda está acordado, Kookie? -Jin perguntou preocupado. -Aconteceu alguma coisa com a Anna?

Ele bem que poderia responder que ela estava bem depois da noite convulsiva que ambos tiveram, mas tinha certeza de que a garota não aprovaria tal indiscrição. Ela era uma caixinha de mistérios, cheia de coisas que não podia falar, não podia fazer, não podia tocar...

O rapaz lembrava-se muito bem de ter se levantado alguma hora depois que ela adormecera e ido até o banheiro. Na volta, totalmente desperto e ciente de sua proximidade com a garota ele pegou-se observando seu lindo corpo desnudo inocentemente adormecido entre os lençóis. Em suas costas a famosa tatuagem que tanto o intrigou desde cedo da manhã, embora na hora do ato sexual sequer tivesse visto as costas dela, agora a tinha bem próximo para ser esmiuçada por seus olhos curiosos. Bem típico dela, um par de asas angelicais, só que negras como um anjo caído, despedaçado. Seus olhos iam divisando aquela dual obra de arte enquanto seus dedos acariciavam a pele delicadamente até que mais ou menos na altura dos quadris ele viu e sentiu uma divisão onde a pele deixava de ser macia e demonstrava possuir inúmeras protuberâncias como se ali não mais fizesse parte do corpo de Anna. Ele até tentou aproximar-se para olhar mais de perto, mas ela levantou-se bruscamente e o flagrou espionando-lhe sem autorização.

Seus lábios nada disseram, mas em seus olhos estava estampada a vergonha, mas não do ato em si, disso ele tinha certeza. Ela cobriu-se imediatamente como se aquilo fosse suficiente para fazê-lo esquecer.

-Noona, o que houve com as suas costas? -ele perguntou quase num sussurro.

Ela não se deu ao trabalho de responder à pergunta preferindo esquivar-se:

-É melhor você ir. Os outros não demorarão a chegar. -ela falou sem muita confiança, em seu olhar uma súplica silenciosa para que não comentasse nada.

-Algum dia você deixará que eu me aproxime o suficiente de seu coração? -ele perguntou e por um instante pensou ter visto lágrimas em seus olhos, mas era apenas impressão.

Ele saiu e acabou batendo a porta com força. Sono mesmo ele não teria então não viu outra solução a não ser esperar pelas novidades que os amigos trariam. E foi desse jeito que os mais velhos o encontraram, enfezado e carrancudo.

-Ela deve estar fazendo o dever de casa ou dormindo. -ele falou dando de ombros.

Talvez tenha sido apenas Jin que notara que Jung-kook não estava falando a verdade, mas aquele não era o momento de insistir. De repente deixar os dois mais novos sozinhos não tivesse sido uma boa ideia.

No quarto, Anna já tinha se revirado na cama uma centena de vezes sem conseguir pegar no sono. Toda a emoção do que tinha acontecido a poucas horas com o garoto do quarto ao lado havia sumido deixando em seu lugar um sentimento de vazio e solidão. Não conseguia entender o que estava acontecendo com ela e porque agira feito uma idiota quando ele lhe perguntou sobre sua cicatriz. Ela mesma não tinha contado a Jimin outro dia? O que havia de errado contar a ele também?

Significava que quanto mais gente soubesse mais vulnerável ela ficaria. De um jeito estranho ela não queria que ele conhecesse esse seu lado frágil ou pensasse menos dela por causa disso. Ela espantou-se por perceber que tinha em grande conta a opinião daquele garoto de temperamento instável e de ávidos lábios.

Tomou um banho e trocou de roupa escondendo entre as roupas sujas as outras que ela estivera usando. Não queria pensar que o cheiro dele estava impregnado nelas. Por fim, sentou-se à frente do computador e acessou o fansite da Nuclear onde já estava postado o vídeo que fora feito pela manhã com todos ensaiando. O que ela não sabia é que também foi filmado o making-off da bagunça que eles fizeram. Quem filmou fez questão de mostrar Angie explorando seu lado roqueira, Milla batendo cabelo feito uma drag queen e ela dançando de forma quase sensual com Jung-kook. Ela pôs a mão na boca ao perceber que no momento ela nem tinha notado que estiveram assim tão próximos.

Haviam um monte de comentários bastante inconvenientes sobre o quão curto estava o short de Milla ou o quão talentoso era o Jimin dançando, mas o que mais comentavam era sobre a dança sensual do casalzinho. Tinha quem falava com exagerado ciúme sobre o coreano que estava se aproveitando da rainha, ou alguém que resolveu shippar os dois e por aí vai.

Ela rapidamente gravou um vídeo cumprimentando a todos os que assistiram ao off, desculpou-se por demorar tanto a postar vídeos e outras coisinhas mais antes que sua caixa de e-mails começasse a piscar insistentemente.

-Quem estaria me mandando mensagens a essa hora? -ela se perguntou. -Só pode ser do Brasil. Papai!

Mas quando ela abriu percebeu que não era Fabrício. Era na verdade a mesma pessoa que a importunava a meses: Lílian.

Ela ainda levou o mouse até a primeira mensagem, dividida entre abrir e ver logo do que se tratava ou simplesmente mandar direto para a caixa de spam, mas uma batida na porta a interrompeu.

-Pode entrar! -ela falou sem tirar os olhos da tela.

-Noona! -era Jimin com seu cabelo bagunçado e um sorriso imenso. -Senti sua falta!

-Hey! -ela virou-se e o abraçou. -Faz tanto tempo que não o vejo! Olha só como você cresceu!

Ele a encarou com os olhos cerrados por causa da brincadeira.

-Estava vendo o que as pessoas estavam falando sobre o ensaio de hoje. -ela explicou. -As brasileiras adoraram te ver rebolando.

Ele ficou vermelho e ela começou a rir. Era impressionante como Jimin conseguia fazê-la ficar de bom humor de uma hora para outra sem a menor dificuldade.

-Você sabe que eu estou só brincando. -ela bagunçou ainda mais os cabelos dele. -Como foi lá na boate?

-Você é uma traidora! -ele reclamou. -Devia ter nos avisado que a Milla-noona era louca.

-O que ela fez? -Anna perguntou alarmada.

-Nos fez fugir dos nossos seguranças e saiu correndo e puxando o Jin-hyung pela mão para um monte de lugares. Quando eu dei por mim, ela tinha entrado por uma porta de um táxi e saído pela outra. Só que eu contei foram treze infrações cometidas em menos de uma hora.

-Ainda bem que o Jin tinha vocês para cuidarem dele. -ela falou sorrindo.

-Jung-kook disse que você provavelmente estaria dormindo então eu vim desejar boa-noite. Amanhã você viaja para Busan, não é?

Ela percebeu que ela a encarava com olhinhos esperançosos e por isso sentiu uma imensa vontade de apertar-lhe as bochechas.

-Fala logo o que você está inventando aí nessa cabecinha. -ela atirou.

-Como eu faço para sobreviver sem você todos esses dias? -ele fez bico.

-Ok, eu prometo que ligo todos os dias, três... quatro vezes por dia. Está bom assim?

-Na verdade... eu queria muito ir com você, noona. Só que o Bang PD não vai concordar. -ele falou olhando para o chão.

-Se esse é o problema, eu posso pedir para ele te liberar. Vai ser só um dia.

-E desde quando ele te tem em tão alto grau assim? -Jimin perguntou curioso.

-Não sei. Mas eu posso tentar. O que acha? -ela perguntou animada. -Posso fazer isso amanhã cedo.

Ele abriu um sorriso e antes que criasse qualquer outra ideia maluca ela inventou uma desculpa para que ele a deixasse sozinha. De alguma forma sentiu-se corajosa o suficiente para ver o que havia nos tais e-mails. Na hora em que os abrisse o remetente saberia e cobraria por uma resposta.

Assim que Jimin saiu ela virou-se novamente para a tela e clicou em cima da primeira mensagem.

“Já faz um tempo que eu venho te mandando mensagens sem receber nenhuma resposta em troca. Sei dos seus motivos, mas há algo urgente para tratar com você. Quanto antes você responder mais cedo poderemos resolver a situação.

Afetuosamente,

Lílian Ulysses”

Anna sentiu vontade de jogar o notebook no chão de tanta raiva que sentiu. Que petulância escrever a palavra afetuosamente no fim da mensagem! E desde quando ela foi afetuosa? E quem ela pensava que era para intimá-la a fazer ou não alguma coisa?

Bufou de raiva, mas como já tinha começado a ler era melhor abrir as outras mensagens. A próxima lhe foi enviada quando ainda estava em Dublin:

“Ainda estou aguardando por sua resposta. Desculpe-me a insistência, não é de minha natureza, mas se não fosse algo real e urgente eu não a importunaria.

Afetuosamente,

Lílian Ulysses”

Novamente aquela palavra. Novamente aquele tom petulante. Desculpar a insistência? Será que ela não percebia que essa era menor coisa da qual ela deveria pedir desculpas?

Passou para a próxima e depois a subsequente. Todas tinham o mesmo teor, a mesma urgência, o mesmo contexto. Nenhuma explicação, apenas alguns pedidos de desculpas pelo incômodo e aquela palavra no final. Anna então notou que aquela palavra não devia significar nada para ela já que a usava com tanta frequência e com tamanha banalidade.

A última havia chegado a alguns minutos:

“Anna eu sei que é pedir demais que pelo menos você abra as minhas mensagens, mas creio que eu não tenha muito tempo para solicitar uma adequada audiência com você. Eu sei que em breve você partirá para Busan, e querendo ou não eu a encontrarei e nós conversaremos. Só peço que me dê esta chance para que eu lhe dê algumas explicações. Se porventura ainda assim não conseguir convencê-la então saberei que não há mais esperança de dias melhores para mim. Eu sei que você não é a Ice Queen que todos dizem.

No aguardo,

Lílian Ulysses”

No rodapé da mensagem havia um endereço, certamente era um restaurante ou algum outro lugar neutro onde Lílian propôs que se encontrassem. Anna perdeu as contas de quantas vezes leu aquela mensagem. O que ela queria dizer sobre não ter muito tempo? Como ela sabia que ela estava de malas prontas para Busan? Ela parecia saber mais de Anna do que ela mesma queria admitir. Então quer dizer que Lílian queria mesmo falar com ela, mas sequer adiantou o assunto. Podia estar enrolada em dívidas de jogo, ou nas mãos de agiotas, ou envolvida com a máfia.

-Que se dane! -ela esbravejou para o aparelho. -Não estou nem aí.

Alguns minutos depois ela pegou o telefone e procurou por um nome.

-Eu sei que já é tarde, mas eu queria muito falar com o senhor. -ela começou meio sem graça.

-Senhorita Anna? -a voz sonolenta falou do outro lado.

-Eu mesma. -ela respirou fundo e continuou.

Era muita coisa acontecendo para que ela pudesse digerir sozinha. Tomou coragem e bateu na porta do quarto.

-Eu não quero jogar com você Tae. – uma voz falou do outro lado da porta.

-Não é o Tae. -ela respondeu e logo em seguida a porta se abriu.

-Anna! -Jimin a encarou assustado. -Teve algum pesadelo?

-Não. -ela respondeu enquanto olhava para os dois lados do corredor. -Eu posso entrar?

Ele abriu um pouco mais a porta e ela seguiu direto para a cama do garoto, sentando-se:

-Eu consegui uma licença com o senhor Bang para que você vá comigo para Busan. -ela explicou sem no entanto adicionar o fato de que tal licença não sairia de graça para ela.

-Sério? -ele exclamou com os olhos arregalados. -Você é incrível! Da última vez que tivemos uma folga um pouco mais longa ele não deixou o Kookie ir para casa ver a família apesar de um monte de gente insistir. Bang PD costuma ser muito inflexível em suas decisões.

-Jura? -ela se espantou. -Então talvez eu devesse convidar o Kookie para ir conosco. Assim ele poderia visitar a família dele e você a sua. O que acha?

-Anna-yah você é muito boazinha! -ele a abraçou. -Não precisava fazer tudo isso.

-Na verdade... -ela desvencilhou-se do abraço. -Eu preciso de um favor seu.


Notas Finais


Calma que ainda vem muito mais pela frente. E como eu não poderia deixar passar, só quero soprar uma beijoca apaixonada para as minhas coelhinhas preferidas:
Ana01army
Army_Mabling
~rianna2017
Emylli_Silva
Izzy_Piaggio
anaLaura120
Annah348
Taqueopariu
Ledyana
Lucy345678
Moon19
Kpop2016
YoonginaMinmi
SwagHyung4ever
~Femiystique
Docinhokpop
Eloseok
Kim_cute-yu
Komory
GirlsBadCL10
MukamiJenny
Analuisaborges
~army_12kookie
Natayane e
Joyce_Hyuga


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