História Uma história de amor e música - Capítulo 51


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Musical
Visualizações 51
Palavras 2.358
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Harem, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 51 - Caminhos sem volta


Fanfic / Fanfiction Uma história de amor e música - Capítulo 51 - Caminhos sem volta

-Sabe que sempre pode contar comigo, não é? -ele falou já sem aquele sorriso que a fazia acreditar no melhor das pessoas.

Anna sabia que agora não tinha mais volta. Nada do que ela tinha feito ultimamente tinha mais volta, mas ela realmente desejava que suas decisões não a destruíssem mais do que deveriam.

-Quando formos a Busan... eu precisarei de seu apoio em uma coisa. -ela começou e aproximou-se ainda mais atenciosamente. -Eu tenho um encontro... mas ninguém além de você pode saber, entendeu?

-Hum... -ele franziu o cenho, confuso. -Um encontro? Tipo... um cara?

-Claro que não, Jimin! -ela sorriu, mas a situação não tinha graça. -O encontro é com uma mulher.

Ele aprumou-se cruzando os braços e Anna percebeu que não estava melhorando a situação.

-É com a Lílian, sabe? Aquela pessoa de quem eu te falei. De alguma maneira ela sabe que eu irei para Busan e insistiu em falar comigo. E me deu um endereço. Como eu não tenho ideia de como fazer para chegar lá eu vou precisar que você me guie.

-Quer dizer que você decidiu falar com ela. -ele assentiu começando a compreender. -Mas porque exatamente escolheu a mim para te levar? Não é como se eu pudesse fazer alguma diferença.

Ela suspirou e deu uma olhada pelo quarto do garoto enquanto procurava pelas palavras certas.

-Digamos que há uma série de fatores que me levaram a concluir que você é a melhor pessoa para me acompanhar.

-Ou talvez não. -ele sorriu divertido. -Você sempre pode convidar o Gukkie para ir com você, já que vocês estão um tanto quanto... íntimos.

-Não viaja, Chimchim! -ela brincou. -Desse jeito eu acabo pensando que você não quer ir comigo. E aquele papo de passarmos mais tempo juntos? E de onde você tirou essa ideia de que o Jung-kook e eu estamos mais íntimos?

-Hum... Tirando as marcas de chupão que você tem agora e que não estavam aí quando chegamos em casa? -ele estreitou ainda mais os olhos o que fez a garota por reflexo levar a mão ao pescoço. -E levando em conta que vocês dois passaram horas sozinhos enquanto saímos e quando voltamos ele estava com uma cara de quem chupou limão...

-Tá bom, já chega! -ela gritou, vermelha como um tomate. -Já entendi.

Ele continuava olhando para o pescoço dela pensando em sabe-se lá o quê.

-Jimin, eu estou te chamando porque você é o único que sabe aquele lado negro da minha história. Tem gente que trabalha comigo a anos e para quem eu nunca contei, mas de alguma forma... eu confio em você e sei que se não for você para me segurar e não me deixar arrastar a cara daquela cretina no asfalto, então eu não sei de mais nada.

-Caramba! -ele arregalou os olhos. -Você não é tão boazinha assim, não é?

-Eu não sou nem um pouco boazinha. -ela respondeu com um olhar sombrio. -Exceto quando estou com você. De todos, você é a pessoa que consegue me fazer mudar de humor instantaneamente.

Ele sorriu e então Anna teve certeza de que tomou a decisão correta.

-Jimin, você é minha âncora... meu porto seguro. -ela declarou. -Mesmo que o Yoongi nunca me deixe cair, ou o Jin sinta as minhas dores, ou o Nam me mostre como as coisas são simples, ou Hobi me mostre o lado bom da vida, o Tae me inspire e o Jung-kook... me faça sentir viva... dentre todos eu sei que nunca terei vergonha de ser quem sou na sua frente, de contar os meus medos, meus segredos. Você entende o que significa para mim a sua presença naquele momento?

-Você é minha noona e se você precisa de mim, então estarei lá. -ele falou sem pestanejar. -Apesar se você estar mais para dongseng...

-Só certifique-se de que mais ninguém saiba disso. Nem a Milla e muito menos a Angie. -ela falou levantando-se da cama sem esperar que ele criasse alguma piada pelo fato de ela ser mais nova.

-Quer dormir aqui? -ele perguntou.

-Não dá... Tenho que arrumar minha mala de itens críticos.

-Hum... O que é isso?

-Só alguns itens de higiene pessoal, roupa íntima e algumas mudas de roupa. O restante a equipe leva em uma bagagem separada. -ela explicou. -Você devia começar a fazer a sua também.

Anna deitou-se em sua própria cama na esperança de conseguir pegar no sono dessa vez, embora bem no fundo de seu subconsciente sua intuição feminina ou algo equivalente insistisse em atormentá-la de que algo muito ruim estava para acontecer. Mas, por outro lado, devia ser só a adrenalina acumulada por um dia tão cheio de emoções e revelações.

Enquanto isso, Jimin pensava no que o aguardava para o futuro nessa tal viagem. Se Anna queria tanto que ele a acompanhasse no encontro com sua mãe é porque a garota estava prevendo problemas substanciais e do jeito que a conhecia provavelmente alguém acabaria saindo machucado daquela história, fisicamente ou não.

Agora só restava ver a reação de Jung-kook ao saber disso. Seria melhor que ele fosse junto já que era mais forte e tinha de alguma forma alguma ligação com a amiga.

Sorriu ao lembrar a cara de surpresa de Anna quando ele comentou sobre as marcas de chupões no pescoço da mesma.

-Será que vocês dois andaram se pegando? -ele perguntou com um olhar matreiro. -Então o Gukkie resolveu se mexer. Enfim, antes tarde do que nunca.

Angie praticamente acampara na porta dos garotos, pois quando os primeiros funcionários chegaram ela já estava lá torcendo para que a pequena tivesse se lembrado de arrumar-se. Apesar da ressaca, dispensara seu acompanhante a fim de ocupar-se de alguns compromissos antes de pegarem a estrada.

-Está atrasada. -Anna falou tão logo ela cruzou a soleira da porta.

-Bom dia também se usa. -ela reclamou.

-Não. Aqui na Coreia se usa joh-eun achim! -ela brincou.

-Os outros estão esperando. -ela falou. -Despeça-se dos meninos.

-Mas o Jung-kook ainda não terminou de arrumar as malas. -Anna reclamou.

Angie revirou os olhos e caminhou em direção ao sofá.

-Por que exatamente você teve que convidá-los? Quero dizer, Busan fica a apenas uns... trinta minutos de voo daqui. Eles podem ir a hora que bem entenderem.

-Eu preciso mesmo, Angie. Por favor não me peça para explicar. -ela falou sentando-se ao seu lado.

A morena apenas deu de ombros e começou a mexer no celular quando os meninos enfim resolveram descer e juntar-se a elas.

-Já não era sem tempo. -ela falou levantando-se.

-Por que você preferiu levar só eles dois, Anna-yah? -Suga perguntou fazendo bico.

-O avião não caberia seu ego. -brincou Hobi. -E você não mora em Busan.

Anna deu um abraço em cada um antes de sair pela porta acompanhada pelos amigos e por Angie que ainda não estava totalmente convencida daquela ideia. Hyuk havia lhe ligado tarde da noite querendo uma explicação que ela não pôde dar e a intimando que se algum dos meninos voltassem com um arranhão sequer ela seria responsabilizada.

Era típico de Angie ter que arcar com os possíveis prejuízos causados pela pequena. Não que fosse algo ruim ter aqueles meninos por perto já que desde que os mesmos entraram na vida da sua pupila ela meio que estava se esforçando para fazer um bom trabalho. Era o mesmo quando Fabrício viajava com o grupo e Anna fazia de tudo para que o pai a aprovasse. Angie se perguntava a que nível Anna havia criado laços com os garotos a ponto de querer tanto agradá-los. Já não haviam tantos bate-bocas, tantas fugas desnecessárias, tantos rompantes de mau-humor, tantos olhos revirando. Era apenas uma adolescente normal fazendo coisas normais.

De repente ela ainda não fosse uma causa perdida, pensou ao ver a garota dormindo com a cabeça apoiada no ombro de Jimin e se não tivesse olhado naquela direção naquele momento não teria visto as marcas no pescoço da garota que antes estiveram escondidas pela trança folgada que ela fizera.

Amadores, ela pensou. Por que não usou uma base para esconder aquilo? Algum paparazzo descobre, fotografa e pronto, a mídia cobre em cima feito urubu na carniça.

Mas enquanto nenhuma bomba explodia o melhor era aproveitar a onda de bom humor e boa sorte que estavam tendo na Coreia. Ao contrário do que todos pensavam, aquele sim foi um negócio promissor, dada a quantidade de pessoas que passaram a curtir o trabalho de Anna. O mundo estava diferente, sem fronteiras para a música, quase sem barreiras para a maioria das boas ideias, afinal, ali estava bem à frente de todos a prova viva de que os pequenos podiam sim ser uma boa influência para as pessoas.

Sua menina havia se tornado uma mulher e com as influências corretas poderia sim ser muito melhor do que havia imaginado. Não havia negligenciado a própria carreira para ver Anna fracassar e apesar da menina muitas vezes não entender, queria muito que o mundo visse quão boa era ela e que apesar dos pesares Lílian não tinha motivos para se envergonhar da filha.

-Chupa essa, Lílian. -murmurou abrindo um sorriso triunfante.

-Então foi aqui que vocês cresceram? -Anna perguntou maravilhada com o visual da cidade que era quase tão grande quanto Seul.

-Isso porque você ainda não viu as praias. -Jimin falava animado.

Anna pegou as mãos dos dois garotos, um de cada lado e os puxou para algumas fotos.

-Ela quase nem lembra de você, não é? -Thom falou ironicamente para Mark que observava a cena com um ar misterioso.

-Ela fez o que disse que faria. Seguiria em frente. -ele rebateu de mau humor.

-Por que exatamente você quer continuar no grupo? -Thom continuou. -Tenho certeza de que não tem nada a ver comigo.

Só então Mark o encarou já mudando o semblante para algo mais adorável.

-Ninguém é de ferro, amor. -ele falou e puxou o namorado pela mão em direção a um dos carros que os estava esperando.

De fato, nem mesmo Anna era. Na verdade, a garota era feita de gelo que apesar de frio, não era inquebrável. E mais frágil ainda era a sua imagem que como de qualquer artista em ascensão a qualquer momento pode ruir.

No quarto do hotel Anna digitava uma mensagem rápida. Na hora do almoço, um dia após o show ela estaria pronta para quebrar ou para ser quebrada. Que Jimin a perdoasse por tê-lo envolvido naquilo. A incerteza como sua companheira ao apertar o botão de enviar.

“Me ponho de pé à beira do penhasco

Apenas esperando um sinal

Para que eu possa saltar

Em direção ao nada

Acreditando que no momento certo

Minhas asas se abrirão

Em direção ao nada eu corro

De braços abertos estou

A mão que me segura aqui

Que faz meus pés se firmarem

Que me impede de avançar

É a mesma mão que me empurra

Quando eu me viro

Só para ver ninguém

A sombra do que um dia eu fui

Lá estão as marcas

Onde antes estavam minhas asas

Outrora arrancadas

Sem que eu nem percebesse

Eu salto

E caio eternamente

No abismo escuro

E não haverá nenhuma mão

Que me segure”

 

-Por que ela precisa vestir-se assim? -perguntava Jimin quando Anna cantou a primeira música.

-Faz parte desse arco. -explicava Angie enquanto arrumava a gravata do rapaz. -Se eu soubesse com antecedência que vocês viriam eu teria incluído um número com vocês. Acredito que o Hyuk adoraria. Mas deixa para a próxima.

Anna continuava sua performance quando um ursinho saltou do meio da multidão de fãs bem aos seus pés.

Como alguém sabia que ela queria tanto um, ela nem sequer tentou perguntar. Apenas o pegou no colo e o abraçou enquanto Shawna solava a próxima música.

 

“Tropeçando estou

Caindo cada vez mais fundo

Em direção ao meu eu

No escuro ele se esconde

Do escuro ele me chama

Uma garra ensanguentada

Me chama

Um grito

Estou enlouquecendo?

De cabeça para baixo estou

Girando

Tentando superar

O que eu não posso ser

Tentando sobreviver

À queda no escuro

Em direção ao escuro

Tentando me encontrar

Onde foi que eu me perdi?

Ao me virar descubro

Que já não posso chorar

Não tente me impedir

Já não sei onde me encontrar

Mesmo caminhando com meus pés

Já não sei o que é real

O mundo me esmaga

Quando eu caio no chão

Mas eu ainda sei como levantar

Eu sei

Que não posso mais chorar

Quando o mundo desabar

Lembrarei

Que não sei mais chorar.”

 

Em seu celular Angie recebe uma mensagem de um número desconhecido.

“Cheque-mate”, estava escrito.

Que tipo de piada era aquela?, ela se perguntou olhando para os lados a fim de descobrir o autor da mensagem.

-Está tudo bem, Ângela? -Lewis perguntou enquanto colocava a alça da guitarra já que faria um número no intervalo de trocas de roupas.

-Lembre-me de fazer uma varredura no meu celular quando este show acabar. -ela falou com raiva.

Ninguém poderia tentar intimidá-la. Ninguém tinha poder para fazer coisas daquele tipo. Nem se fosse um hate qualquer querendo chamar atenção.

-Você estava incrível, noona! -Jimin falou eufórico.

-Achei meio depressivo. -Jung-kook rebateu.

-Isso porque este arco é assim. -ela respondeu ainda sem soltar o ursinho. -No próximo é um pouco menos tenso.

-Haviam outros presentes no palco. -Jung-kook insistiu.

-Mas eu gostei deste. -ela respondeu apertando o bichinho.

-Eu te compro outro se você soltar esse. -ele insistiu mais uma vez.

-Você me compra outro e eu coloco junto com este e com o que o Jimin me deu, que tal? -ela brincou e saiu em direção ao camarote para se trocar.

-Está com ciúmes de um ursinho? -Jimin brincou.

Jung-kook preferiu ignorar e ver o quão talentoso era Lewis usando nada mais que uma guitarra sendo acompanhado pelo backing vocal que mais parecia um coral de alguma igreja gótica medieval.

-Você não vai a muitos shows de rock, né?

-E nem você, Jiminnie.

-Mas o Tae me obrigou a ver pela internet então nada do que acontecer aí me assusta.

Só que ele falou um pouco cedo demais quando viu os bailarinos que caminhavam em direção ao palco principal e suas roupas.

 

 

 

 


Notas Finais


Olá! Como prometido aqui vai mais um pouquinho. Gente desculpem se alguns capítulos não têm muita ação, mas é que algumas perguntas requerem respostas e algumas partes requerem explicações para que a história seja concisa embora eu faça diversas quebras temporais, mas daqui a pouco tem mais. Beijin no coração para todas e em especial para minha querida ~Ohhiee que sempre acompanha e comenta bem como à minhas outras coelhinhas:
Ana01army
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~army_12kookie
Natayane e
Joyce_Hyuga

Vocês são a razão para eu continuar.


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