História Uma história de amor e música - Capítulo 55


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Musical
Visualizações 19
Palavras 2.405
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Harem, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 55 - Virada no Jiraya -parte 2


Fanfic / Fanfiction Uma história de amor e música - Capítulo 55 - Virada no Jiraya -parte 2

Jung-kook e Jimin até tentaram fazer Anna sorrir, mas no momento em que pôs o primeiro pé dentro do metrô, ela simplesmente se fechou. Sequer retribuiu o abraço que Jimin lhe deu e o vácuo lhe doeu muito mais do que se ela lhe tivesse esbofeteado, então contentou-se a apenas segurar-lhe a mão. Algumas pessoas que passavam por eles ou sentavam-se próximos os encaravam com estranheza já que não era muito comum uma cena assim. Felizmente, àquele horário, o movimento era mínimo e, portanto, também eram mínimas as chances de serem reconhecidos.

Milla continuava ligando insistentemente como se eles tivessem tido a brilhante ideia de esquecer-se o que os aguardava ou desistir de voltar para o hotel. Ambos sabiam que estavam prestes a ver com seus próprios olhos aquilo que um dia Yoongi lhes contou sobre o comportamento de Angie para com a garota.

Quando os três finalmente conseguiram chegar no hotel após terem a muito custo conseguido um táxi desocupado e rápido o suficiente para abrir espaço entre o intenso trânsito nas ruas de Busan, Jimin resolveu tentar quebrar o gelo puxando o cabelo de Jung-kook passando o braço por cima da cabeça de Anna.

-Pelo visto não será desta vez que você vai visitar sua família, Gukkie. -Jimin cochichou e pela primeira vez Anna demonstrou não ter abandonado o próprio corpo.

-A não ser que caia um meteoro aqui, o Kookie vai sim. Eu prometi e pretendo cumprir. -ela falou olhando com seriedade para Jimin. -E vamos na sua também.

-Mas pode não dar tempo. -ele respondeu. -Não tem problema. A gente vem uma outra vez. Apesar de sermos da mesma cidade, nossas casas nem são próximas.

-Aquele avião só vai ao ar se eu estiver dentro dele, então foda-se o resto. -ela falou baixinho.

Os garotos se entreolharam e entenderam que aquela agressividade toda tinha na verdade outro nome e eles estavam sentindo o mesmo. Talvez não na mesma proporção que Anna.

Nem precisaram chegar na portaria do hotel para ver o movimento de vários staffs da Nuclear andando de um lado para o outro um tanto quanto perdidos.

Anna passou por todas aquelas pessoas que olhavam em sua direção com um misto de alívio com apreensão pelo que estava para acontecer na ala reservada à equipe principal. Ela, por sua vez sentiu que à medida que caminhava não conseguia ouvir sequer o ruído da menor respiração. Não ouvia nem o toc-toc de seus sapatos no piso do hotel. Precisou olhar para trás para ter certeza de que Jimin e Jung-kook continuavam seguindo-a.

Antes mesmo de pôr a mão na maçaneta já dava para ouvir o estardalhaço que Angie fazia do lado de dentro da sala de reuniões. Ela respirou fundo e adentrou no recinto. Por um instante lhe passou pela cabeça pedir para os amigos esperarem do lado de fora, mas como que adivinhando seus pensamentos, ambos passaram por ela e postaram-se um de cada lado.

Se fosse para alguém sofrer as consequências que fossem os três e não apenas sua noona, Jimin pensou confiante.

-Que lindo! -Angie falou encarando Anna com os olhos saltados, suas roupas sempre tão arrumadas estavam amassadas e seus cabelos soltavam-se do coque que fizera às pressas. -Posso saber para onde a senhorita levou estes dois?

Mas antes que Anna esboçasse alguma explicação, Angie interrompeu-a e continuou falando, aliás o seu tom de voz conseguiu ficar muito mais alto do que já estava.

-Você tem ideia da merda que acabou de fazer, garota? Você tem algum cérebro aí dentro? É impressionante como quando a gente pensa que você não pode ser mais sem noção aí você inventa mais uma só para provar para o mundo que sim, você pode.

-Angie, acalme-se... -Lewis falou.

-Cala a boca Lewis! Não se meta. Eu vou falar tudo o que eu tenho para falar aqui nessa porra e vai ser agora.

-Mas tem criança aqui. -ele insistiu já um pouco amedrontado mesmo com seus quase dois metros de altura.

-Estou pouco me fodendo para quantas crianças há aqui. O que esta moça fez é um ato de pura irresponsabilidade. -ela falava e apontava na direção de Anna de uma forma quase insana. -Vocês são testemunhas de que eu tenho me esforçado para que ela não se meta em confusão. Qual a necessidade de você dar um perdido nos seguranças e levar os meninos para o raio que os parta? E o pior, sem deixar nenhum recado... O que custava dizer “ei trouxa, vou ali rapidinho ostentar os amigos gatinhos para a cidade”? Custava ter avisado antes de sair? Sabe há quantas horas nós estamos aqui afogados em preocupação por causa dessa insanidade de vocês? Eu te ligo e esse caralho desse celular só dá desligado! Para que infernos você tem uma coisa dessas se não usa, Anna? Já basta o fato de eu ter que me responsabilizado por você trazer os dois nessa viagem. Eu cheguei a pensar o pior! Já fomos em hospitais, delegacias, necrotérios... E se alguém tivesse assaltado vocês, sequestrado, matado? Como é que eu ia resolver isso? O que eu ia responder para o Hyuk? Ou pior, para os pais de você? Eu pensei que você fosse um pouquinho mais inteligente, mas eu estava enganada, viu Anna? Você extrapola as fronteiras do bom senso exercitando essa “filhadaputice” que vocês insistem em esfregar na minha cara só para me irritar.

-Vai com calma, Angie. Eles voltaram e estão bem. -Milla interveio também amedrontada. -Além do mais os meninos conhecem a cidade...

-Cala a boca, Milla! Eu ainda não esqueci que você também só tem feito merda. -ela esbravejou. -Acha que eu já me esqueci que você obrigou os meninos a irem para aquela boate e depois dar perdido nos seguranças? Você tem sido um péssimo exemplo para a Anna. Onde já se viu pegar cinco... não, seis garotos no meio da noite e sair correndo feito uma doida no meio da rua? Você esqueceu que eles são k-idols e que alguma coisa ruim podia ter acontecido a eles?

-Você já disse isso, eu já entendi. -ela resmungou constrangida.

-Entendeu um caralho, garota. É sempre assim. Por sorte, o mais novo não estava junto porque senão teria virado caso para a embaixada resolver. Você pode não se preocupar com assaltos e sequestros porque só de olhar para essa árvore de Natal ambulante que você chama de roupa as pessoas já saem correndo, mas a partir do momento em que você arrasta os filhos dos outros junto para as suas loucuras, eles passam a ser sua responsabilidade. -ela quase nem parava para respirar de tão irritada que estava e virou de volta para Anna que encarava Jimin especulando quais travessuras eles aprontaram no dia da tal festa. -E você, Anna não está muito diferente. É sério, não vejo a hora de chegar o fim do mês, vocês gravarem esse MV para eu te mandar de volta para o seu pai no primeiro avião que eu encontrar no aeroporto, porque sinceramente, eu não aguento mais.

Os três arregalaram os olhos.

-Angie, mas ela não teve culpa... -Jimin começou.

-Cala a boca, Jimin! -ela gritou irritada e o garoto arregalou os olhos ainda mais.

-Ei, não grita com o Jimin! -Anna reclamou pela primeira vez desde que entrou naquele recinto.

-O caralho que eu não vou gritar. Eu grito até com o presidente da Coreia se ele tiver feito merda. -ela rebateu. -Ele, assim como todos vocês são minha responsabilidade e se tivesse acontecido alguma coisa com ele? Ou com qualquer um de vocês?

-Mas não aconteceu. -Anna insistiu.

-Cala a boca, Anna! Eu ainda não terminei.

Ainda tem mais?, Jung-kook pensou olhando para o amigo que estava à beira das lágrimas.

-A Anna só saiu porque teve que encontrar-se com a mãe dela. -Jung-kook falou na esperança de que isso fizesse sentido na cabeça de Angie e ela recuperasse a razão.

Só que o que ele não sabia é que aquilo só pioraria a situação conforme pôde ver no semblante assustado de Anna e em Milla que estava petrificada.

-Como é? -Angie parou enfim de gritar e estreitou os olhos em direção à garota. -Isso é verdade?

Anna não sabia o que mais queria naquele momento, se era dar um beliscão bem dado no garoto ao lado ou pular da janela mais próxima. Pelo menos ela parou de gritar, pois Anna já sentia que suas orelhas começariam a sangrar a qualquer momento.

-Então é isso? -Angie sorriu e quem estava de pé deu um passo para trás.

Acontece que o local mais calmo durante uma tempestade é justamente no olho do furacão. O fato de Angie ter parado de gritar era só um prelúdio de que coisa pior estava por vir.

-Então quer dizer que você foi apresentar seus namoradinhos para a puta sem sal da sua mãe?

Jung-kook apenas sentiu que havia feito besteira quando Anna apertou-lhe a mão com tanta força que o fez ver estrelinhas. Aquele gesto foi o único sinal de que apesar de sua fachada de indiferença, ela ainda estava ali certamente remoendo-se por dentro.

Por que ela não revida?, se perguntava Jimin quase caindo em desespero.

-E ela disse também para você amarrar uma venda nos olhos e cruzar a linha do trem? Porque ela não aproveitou e te levou junto? Porque essa mulher ainda insiste em criar inferno? Só me diz se encontro valeu a pena você ter se exposto tanto? Se ela se importasse assim com você não teria te abandonado entre a vida e a morte com a sua tia. Essa mulher não presta. Ela destruiu a sua vida e acha que tem o direito de voltar com um sorriso no rosto cheia de dedos para cima de você?

-Já vi que não vou conseguir me explicar aqui. -Anna bufou já sem paciência. -Esse é um assunto meu. Será que dá para liberar os meninos?

-Por quê? -Angie ironizou. -Agora ficou com vergonha? Mas não ficou com vergonha de se expor daquele jeito, não é? Se alguém descobre sobre a Lílian você está muito encrencada. E ainda me leva junto, já estou até vendo. Se ela quer aparecer que procure brilhar feito estrela não feder feito lixo embora seja isso que ela venha fazendo nos últimos anos. Nada do que sai da boca daquela mulher é verdade, Anna! Aquela mulher só traz problemas. Eu que estou com você desde sempre você não escuta, mas basta ela te chamar e você perde a sanidade e sai correndo, não é? Eles não sabem nem metade da história.

Ela olhou de Jimin para Jung-kook que estavam lívidos.

-Ela não contou para vocês, não é? O que aquele pedaço de merda fez com ela, não é? Me dá nojo só de pensar que ela teve a audácia de sair do quinto dos infernos para vir te procurar aqui.

-Angie... -Lewis falou calmamente aproximando-se. -Já chega.

Mas Angie já não estava ouvindo mais nada. Ela simplesmente mexia no celular nervosamente como se há pouco não tivesse dado o maior dos surtos quase estilhaçando as vidraças do cômodo com sua gritaria.

-Era só o que me faltava agora, Meu Deus. -ela resmungou.

-Angie... -Lewis insistiu.

-Caiam todos fora daqui. -ela falou entredentes com raiva ainda contida enquanto lia algo na tela e tentava conter a respiração.

Lewis foi o primeiro correr na direção da porta esquecendo-se de seu avantajado tamanho, mas Milla não fez o mesmo, apenas ficou ali parada prevendo o que mais estaria por vir.

-Isso inclui você, Milla. Cai fora. -Angie falou. -Você fica, Anna.

Anna tinha dado mais um passo atrás na direção da porta e estranhou quando ouviu seu nome. Ainda tinha mais? Ficou um tempo tentando lembrar se tinha feito alguma outra travessura.

-Você sabe que tudo o que acontecer aqui a Anna vai me contar, não é? -Milla arriscou.

-Foda-se. -a morena falou sem tirar os olhos da tela do aparelho.

Quando levantou a vista arqueou uma das sobrancelhas:

-Jimin, querido. A ordem te inclui. Eu preciso ter uma conversa a sós com esta moça.

-Seja lá o que for, eu assumo que sou cúmplice do que aconteceu hoje cedo. -ele adiantou-se ainda um pouco amedrontado.

-Não tem nada a ver com hoje cedo, lindinho. -ela falou com um sorriso que o fez pensar que ela estava prestes a dar uma mordida em alguém.

O garoto ficou na dúvida entre sair de perto daquela mulher assustadora ou ficar e proteger sua amiga das garras dela. Ele olhou na direção de Jung-kook que acenou em sua direção e caminhou em direção à porta.

-Você não, Jung-kook. -ela falou de repente. -Você fica.

Ele ficou paralisado no mesmo lugar onde estava não acreditando no que seus ouvidos ouviram, mas ele não era o único. Anna saíra de seu espírito de indiferença e o encarou confusa.

Angie fechou a porta assim que todos se retiraram, mesmo assustados, ainda teimavam em permanecer ali, mas ela sabia que o que tinha para conversar com os dois, era ainda mais sério do que uma simples bronca.

-Anna, você desligou o celular de propósito, não foi? -ela começou tentando manter o controle de sua voz sabendo que apesar de ter expulsado os outros da sala eles certamente estariam logo ali atrás da porta tentando ouvir tudo. -Acessou a internet hoje?

A garota negou com a cabeça e viu que Angie caminhou na direção da tv de led que estava estrategicamente acoplada na parede e conectou o celular.

-De repente eu tenha visto errado, mas eu acho importante que vocês me expliquem isto:

Ela deu play no aparelho e o que Anna viu na tela da tv quase a fez desmaiar. Jung-kook ainda teve a decência de engasgar-se com o próprio fôlego enquanto Angie batia o pé esperando por uma explicação.

-O Philipe acabou de me mandar esse link e quer uma resposta para a seguinte pergunta. -ela falou e começou a ler no celular. –“Por que isso está sendo veiculado na internet?”

Mas nem Anna nem Jung-kook conseguiam responder já que estavam petrificados diante da cena que se passava à sua frente.

Na tv, um casal se beijava com tanta volúpia enquanto suas mãos exploravam o corpo um do outro que desavisados acreditariam se tratar de algum filme pornô. Mas ambos os jovens sabiam exatamente do que se tratava: o beijo que eles deram no dia do ensaio.

E para piorar: alguém filmou e postou na internet.

 



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