História Uma história de amor melhor do que Crepúsculo - Capítulo 1


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Categorias Doutor Estranho
Personagens Stephen Vincent Strange / Doutor Estranho
Tags Capa De Levitação, Cloack Of Levitation, Doctor Strange, Doutor Estranho, El Tango De Roxanne, Marvel
Visualizações 96
Palavras 1.965
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Comédia, Musical (Songfic), Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Cá estou eu com mais um pensamento insano dessa minha mente ociosa transformado em fic sdfghjksdsdf Dessa vez o melhor relacionamento que vocês vão ver na Marvel, e teje dito. Espero que gostem 💙

Capítulo 1 - Um Homem e sua Capa (capítulo único)


Fanfic / Fanfiction Uma história de amor melhor do que Crepúsculo - Capítulo 1 - Um Homem e sua Capa (capítulo único)

Se você não posa na frente do espelho com a sua roupa de herói e ensaia para saber em qual ângulo fica melhor ser captado pelas câmeras, você está sendo herói do jeito errado, pode começar de novo. O Gavião Arqueiro sabe muito bem disso, e são dele as melhores fotos nas capas de notícias mundiais sobre os super heróis. Mas não é dele que estou falando, ao menos não por hora. Hoje, eu estou falando de Stephen Vicent Strange.

Doutor Estranho é um herói do jeito… bem, estranho, mas nem por isso o jeito errado de se ser herói. E como todo herói, ele também tem uma vida normal – ou o mais normal possível.

Quando o Mago Supremo fazia suas caras e bocas, treinando posições que o deixassem favoravelmente fotogênico para a passagem inesperada do carro do Google Earth, era ela quem ajudava nas fotos, indicando poses e captando as imagens, como uma verdadeira fã: sua Capa de Levitação. Sim, Capa, e não Manto. E se acostumem, pois ela sempre será citada diretamente com letras maiúsculas. Sempre.

A história toda começou quando a Capa, por vontade própria, decidiu proteger o Doutor dos ataques de Kaecilius, até mesmo indicando o que Strange deveria fazer para contê-lo. Depois distraiu um dos discípulos do vilão e jogou para Stephen um Anel de Acesso, para que o homem pudesse abrir um portal e então buscar a ajuda necessária para suturar o ferimento que lhe seria letal sem um socorro. E mais tarde, com a morte da Anciã, depois de um breve e intenso momento de reflexão, secou as lágrimas de seu escolhido.

Escolhido era a palavra perfeita.

A Capa, volúvel e instável havia escolhido o Doutor como seu mestre, e daquele dia em diante, seu comportamento para com ele passou a ser de extrema devoção.

Incontáveis eram as situações em que, ao lado de Wong, o homem arriscava sua pele para salvar o mundo, e ela arriscava a sua… o seu… tecido para salvá-lo, única e exclusivamente por amor e devoção a ele. De início, o ocultista estava receoso com as atitudes da Capa, o que era perfeitamente compreensível. Afinal, que pessoa no mundo conseguiria agir normalmente com uma pedaço de pano vermelho e flutuante o seguindo para todo e qualquer lugar? No entanto, com o passar do tempo, o relacionamento do homem e do artefato mágico melhorou e muito, deixando no feiticeiro alguns sentimentos estranhos a respeito de toda a situação.

Com a nova responsabilidade, Strange havia se tornado um leitor assíduo dos livros e pergaminhos do Sanctum de Nova York, e ocasionalmente dormia nas cadeiras da biblioteca durante seus estudos; mas sempre acordava com a Capa lhe envolvendo os ombros para protegê-lo do frio, isso quando não despertava na cama, completamente envolto por ela. E ela era extremamente confortável e aconchegante.

Quando Wong não estava, era ela quem o acordava, com um bom e velho café da manhã nova yorkino – o que por vezes fez o homem se perguntar como uma capa poderia saber o modo que ele gostava do café, e ainda levar a bandeja para a cama com tudo o que ele tinha direito. Capas sabiam fazer sanduíche? Ela até mesmo já lhe serviu como toalha de banho, mas essa é uma situação um tanto embaraçosa, que em respeito a Capa eu não vou registrar aqui. Porém digamos que foi exatamente aí que ela deixou de ser uma capa e se tornou A Capa para o ex neurocirurgião. Sem conclusões precipitadas, por favor.

Durante os testes de magia e treinamento de círculos arcanos, Stephen adorava ouvir música. Era um homem feliz agora que Wong conhecia a magia de Beyoncé, e ainda mais feliz pela Capa poder dançar com ele os passos de Single Ladies. Ela tinha um ótimo gosto musical, e isso só tornava mais incrível o fato de tê-la ao seu lado. Ou sobre seus ombros, como queira. Da última vez ensaiaram juntos El Tango de Roxanne, e como era difícil para ela os passos femininos de intercalar as pernas em movimentos complexos com os de seu parceiro, Strange lhe prometeu que teria toda a paciência do mundo para encontrarem juntos uma forma de executar perfeitamente aquela dança.

Sempre que acabavam de dançar, Stephen beijava a gola da Capa. Era um gesto inocente, um agrado pela companhia e um elogio pelo bom desempenho, expressando com leveza o quão agradecido o homem estava por tê-la ao seu lado em momentos como aquele.

Mas era assim que a Capa se apaixonava cada vez mais pelo Doutor.

Se tivesse olhos, tinha certeza que eles iriam brilhar para o homem, com toda a sua admiração e orgulho do que ele se tornou. Se tivesse braços, os usaria para envolvê-lo no melhor abraço que ele recebeu na vida, e se tivesse mãos, iria arrumar aquela mecha inquieta de seu cabelo, que insistentemente saía do lugar sempre que ele executava uma mínima dobra de magia. No mais alto sacrifício, se tivesse uma vida, sem pensar duas vezes a daria por ele. Mas no mais simples dos desejos, se tivesse uma boca… Se tivesse uma boca, diria para ele o que sentia, em alto e bom tom; explanando o sentimento que aprendeu a nomear. E aquilo, para Capa, era a mais pura e genuína demonstração de amor.

Mas nunca seria o suficiente. Quem era ela, senão apenas uma capa arcaica de tecido vermelho, velha e gasta? Cujo contato mais próximo e íntimo que teria com o Doutor era ficar sobre seus ombros e protegê-lo de todo o mal que tentasse contra sua existência? Chegou a conclusão de que, se não fosse por isso, seria completamente inútil. E mesmo que não pudesse expressar sentimentos, sabia que era tristeza o que sentia naquele momento.

Observador, Stephen notou a mudança repentina no comportamento de sua companheira, mas infelizmente um pouco depois que ela sumiu. Eram tempos amenos e sem batalhas travadas, então poderia fingir ter uma vida normal em Greenwich Village. Desde que ela o escolheu como seu mestre, Strange nunca havia dado mais de três passos na residência sem trocar palavras com sua estimada Capa, mesmo que ela não lhe respondesse da forma convencional. Mas quando saiu do banho, ela não estava lá. Ao comer seu almoço, ela não lhe fez companhia, e mesmo quando fingiu dormir na biblioteca, ela não o envolveu em um abraço acolhedor, como costumava fazer.

Havia falhado tantas vezes com as pessoas que amava que temia ter feito algo de errado e falhado com sua Capa também. Se fizesse algo do tipo, não iria se perdoar. E foi por isso que subiu e desceu as escadas do Sanctum atrás do artefato, sendo capaz até de ativar os selos arcanos para meditar e checar se ela não estava presa em alguma das dimensões por onde passou, mas não obteve sucesso. O último lugar que precisava ir era o mais óbvio de todos, e onde provavelmente ela poderia estar, mas não questionou as ordens do tempo. Ele melhor do que ninguém sabia que as coisas eram como precisavam ser.

Como esperado, ela levitava em frente ao Selo de Vishanti que formava a janela da mansão. Uma música instrumental tocava baixo na caixa de som, e a luz que atravessava os vidros se tornava cada vez mais fraca, anunciando o fim do dia. Os dedos do homem pausaram a música, mas a Capa sequer se moveu ao notar sua presença. Cada fio de seu tecido estava eriçado naquele momento, e ela agradecia à Trindade de Vishanti pelo Doutor não saber apontar diferenças.

— Achei que a tivesse perdido – começou ele – Você me deixou preocupado quando não a encontrei. Procurei por você no passado e no futuro, e por deslize não busquei no presente onde poderia estar. Por favor, não faça isso de novo. Eu… eu não sei o que faria sem você.

A Capa se virou. Tremulou como se houvesse vento, e se posicionou como costumava fazer sobre os ombros do feiticeiro, mas não saiu do lugar. O homem não sabia mais o que fazer. Seria tudo tão mais fácil se houvesse uma voz para lhe guiar!

— Eu fiz algo de errado a você? – perguntou temeroso. Era a primeira vez em tempos que ela o via daquela maneira; com os olhos transbordando culpa – Se eu fiz, por favor, me perdoe, ok? Eu não tive a intenção. – o mago se ajoelhou ao lado da mesa com o rádio, estendendo a mão para ela como quem suplicava por algo – Por favor, me perdoe.

Por um momento, a Capa hesitou. O homem que amava estava de joelhos à sua frente, pedindo perdão por um erro que sequer havia cometido, se redimindo de um problema inexistente só para que ela não ficasse indiferente com ele outra vez. Como poderia não amá-lo e protegê-lo com tudo o que tinha?

Atravessou a distância que os separava em dois segundos, o envolvendo da mesma maneira que fazia quando viajavam por entre as dimensões. O apertou tão forte que o homem quase não conseguiu se mover ou respirar, mas mesmo assim achou uma brecha para poder retribuir o carinho, passando os dedos pela extensão do tecido e acariciando da melhor maneira que podia, numa tentativa de acalmá-la. Era bom tê-la de volta junto a si.

— Dance comigo, Capa. – pediu a ela, afastando-a de seu corpo e ligando o aparelho de música outra vez, para selecionar no visor a faixa que havia prometido de ensaiarem juntos.

El Tango de Roxanne começou a ecoar na sala com uma acústica digna de teatro, e a esfera de tristeza foi substituída por um clima sensual. Capa levitou surpresa para trás quando notou a rosa que o Doutor carregava na boca, tirada de um jarro de flores ao lado da caixa de som. O olhar que recebeu era extremamente sedutor e convidativo. A ponta de seu tecido se encaixou de forma delicada nas mãos maltratadas de Stephen, que segurou a Capa com firmeza quando os primeiros acordes do violino se fizeram presentes no recinto.

A voz rouca do cantor deu início à letra da música, e Strange conduzia sua parceira com elegância. A letra narrava sobre uma mulher que saía para dançar sob as luzes vermelhas de um bordel, caminhando pela noite em busca de dinheiro, e em como o homem não suportava a ideia de vê-la com outro. Cada frase que correspondia a um ato era executada por Strange com maestria, e a Capa se sentia leve enquanto rodopiava nas mãos do Doutor. Os passos de dança nunca foram tão fáceis como naquele momento, e ao som daquele tango, diante do selo da Trindade Mágica, eles eram um.

O ápice da canção foi marcado pelo olhar intenso do Doutor na direção da gola da Capa, e o desfecho foi pontuado com extrema perfeição, num passo típico de Moulin Rouge. Haviam conseguido. Porém estavam tão concentrados em sustentar a pose final da melodia que sequer notaram a chegada de Wong. O mago chinês veio direto do Sanctum de Hong Kong e estava com alguns pergaminhos em mãos, olhando boquiaberto para a cena congelada à sua frente.

— O que está acontecendo aqui, Strange?

O susto fez com que o homem caísse no chão, e nem a Capa foi capaz de segurá-lo. Mas nem por isso perdeu a compostura. Se levantou de súbito, mago e capa se recompondo da maneira mais natural – o Homem ajeitando o cabelo bagunçado e abandonando a rosa; Capa limpando os ombros da roupa azul de seu mestre, ensaiando uma massagem no pescoço do arcano e depois dando tapinhas gentis em sua bochecha.

— Nada demais.

— Nada demais? E o que foi isso que acabei de ver aqui?

— Apenas um Homem e sua Capa, Wong. – respondeu ao mover o grosso tecido vermelho pelos ombros, criando um portal no chão que o levaria direto para a Dimensão dos Espelhos – Isso é tudo o que precisa saber.

E então pulou ali, sumindo diante dos olhos do bibliotecário de Kamar-Taj.


Notas Finais


DORMAMMU, EU VIM BARGANHAR!
– Zelda da cena do tango: https://pinterest.com/pin/476044623096916262/?source_app=android
– Zelda da música dançada pelo casal do ano, embora eu prefira a versão por Roxanne Del (Invictus) no Spotify: https://youtu.be/egYUpyU-GxU
Meu objetivo na terra é fazer vocês se questionarem se Doctor Strange and The Cloack of Levitation é um shipp errado rs
Até a próxima 💙


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