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História Uma história de princesa - Capítulo 3


Escrita por: AndyeGW

Notas do Autor


Oi, pessoal! Tudo bem?
Antes do tudo, obrigada pelos favoritos que recebi durante a semana é animador. Mais animador são os comentários, então, se puderem faze-los, agradeço muito!

Capítulo 3 - Capítulo 3


Henry mal conseguiu dormir durante aquela noite. Ficou preocupado com Hermione e em que condições ela estava. Não conseguir entrar em contato com a mulher havia feito com que ele pensasse sobre as várias possibilidades e que ficasse nervoso com todas elas.

Ainda estava confuso sobre a voz que o atenderam ao telefone. Sentia que conhecia aquele homem de algum lugar, porém não consegui identificar de onde. Acordado, viu que ainda era cedo. Deitado em sua cama, pegou o celular e enviou uma mensagem para Hermione perguntando onde ela estava e a que horas voltaria para casa.

Sentiu-se culpado, mais uma vez, por tudo o que ela vinha passando em sua vida desde que assumiu Liz como sua filha. Ele sabia que não poderia, jamais, esperar qualquer coisa vinda de Hermione para ele, pois ele fazia da vida dela uma loucura constante, mas ele preocupava-se com ela e sentia-se bem em vê-la bem. Às vezes pensava no quanto era egoísta em relação a ela, mas não tinha coragem de se afastar.

Com a cabeça cheia de pensamentos confusos, percebeu que ela não havia respondido a sua mensagem e decidiu ligar. Após duas tentativas sem êxito, levantou-se de sua cama e seguiu em direção aos seus afazeres diários. Precisava almoçar com Angelle mais tarde e aquelas rotinas com a noiva o deixavam cada vez mais frustrado.

***

Hermione sentiu o celular vibrar algumas vezes dentro da bolsa, mas estava a caminho do hospital ao lado de Marie e não queria se desconcentrar para o plano que executaria a seguir. O coração estava apertado e palpitava com agitação com aquela situação, mas ela precisava tentar ao menos uma vez.

Quando chegou ao hospital avistou, assim que saiu do táxi, o vizinho ruivo esperando por ela, mais adiante. Ele estava de costas e não a viu chegar ao lado de Marie e Liz, porém, enquanto ela se aproximava dele, ele virou-se instintivamente e acenou com a cabeça, cumprimentando-a. Ela sorriu com nervosismo e, segurando a filha pela mão, avançou até o estranho que já não era mais tão estranho. .

— Bom dia — ela cumprimentou com aparente vergonha — Obrigada por ter vindo me encontrar aqui.

— Eu que agradeço e me desculpo pelo incômodo — o ruivo respondeu enquanto Marie seguia com Liz para o quarto da senhora Clark.

— Incômodo? — ela se exasperou lembrando da noite passada e do terno vomitado depois de um excepcional vexame — Eu trouxe o seu celular — ela continuou, abrindo a bolsa e pegando o aparelho.

— Obrigado por trazer — ele respondeu com gentileza e pegou o telefone na mão, despedindo-se em seguida — Até qualquer dia.

— Por favor — ela se apressou antes que ele partisse — Gostaria de te pedir um favor.

O ruivo olhou com estranheza, uma sobrancelha erguida acusadoramente, os olhos azuis tão profundos que pareciam penetrar a sua mente enquanto a observava. Hermione, por algum motivo, sentiu-se transparente diante dele.

— Eu não vou te pedir nenhum dinheiro pelo celular… Não precisa se preocupar.

— Então o que seria? — ele parecia muito direto.

— Hoje eu vim visitar a senhora Clark. Ela é uma pessoa muito importante na minha vida e me fez um pedido que, talvez, eu não possa realizar…

— Poderia ser mais objetiva? — pediu lembrando-se das conversas dela, ouvidas nos momentos mais inoportunos.

— Você poderia, por favor, fingir ser o meu marido por alguns instantes? — falou de uma vez, hesitante, temerosa.

— Você ainda está bêbada ou é louca?

Hermione piscou várias vezes, a boca aberta sem saber o que responder. O homem olhava para ela acusadoramente e ela sentiu-se ainda mais intimidada. Talvez sua muita altura a deixasse temerosa ou talvez fosse a situação inesperada. Reuniu forças, olhou fixamente nos olhos dele e continuou, unindo a verdade a uma dose de atuação.

— Eu gostaria muito de apresentar o meu marido à senhora Clark. Ela é muito importante para mim.

— E por que ele não está aqui com você? — foi certeiro e ela forçou a sua expressão mais digna de pena.

— Eu não sou casada — respondeu envergonhada.

— E o pai da Liz?

— Não posso apresentá-lo à senhora Clark — queria encontrar um buraco para se esconder.

— Por que não? Ele é o pai da sua filha.

— Porque ele tem uma noiva — a expressão do ruivo fez com que ela se sentisse ainda mais envergonhada — Ele é noivo de outra mulher.

— Você é a amante de alguém? — ele perguntou sem acreditar naquela possibilidade.

— Não! Nós não somos amantes! — ela sentia-se cada vez mais nervosa e envergonhada — Quando eu soube da Liz, ele já estava noivo dessa mulher. Não estávamos juntos. Desde então eu tenho sido mãe e pai da Liz e ele só aparece para nos ajudar financeiramente. Para a Liz, ele é como um tio ou um amigo próximo. Como eu poderia pedir que ele se aproximasse da senhora Clark? Ele irá se casar em breve!

— E como você pode imaginar que eu faria isso?

— Porque você parece uma boa pessoa e a Liz também é próxima de você. Não precisa se preocupar, porque não iremos nos encontrar novamente depois disto. É apenas um favor que você não terá de fazer novamente. Uma ajuda a uma mulher em apuros.

— Você é louca.

— Eu só não quero que a senhora Clark pense que eu estou sofrendo nem que saiba da minha atual situação. Não gostaria que, se talvez ela venha a partir, que pense que eu fui uma mãe solteira. São apenas alguns instantes… Nunca mais você precisará se incomodar comigo.

— Minha querida! — a senhora Clark comentou com um sorriso estampando o seu rosto — Nunca em minha vida pensei que você pudesse encontrar um marido tão bonito. Agora sei porquê a Liz é tão lindinha.

— Eu disse que a senhora não precisava se preocupar professora — Hermione continuou com a mentira, sorrindo displicentemente — O meu marido é um ótimo pai e um companheiro exemplar. Me trata muito bem e faz tudo o que pode por nossa família.

— Fico feliz em ver que você está feliz, minha querida — a senhora comentou e Hermione sorriu para o ruivo que sorriu de volta. Ele parecia desconfortável — A Hermione foi uma moça que sofreu muito em sua vida. Ainda pequena, ela perdeu os pais e foi forçada, mesmo na infância, a trabalhar para poder se manter.

"Ela é uma guerreira digna de admiração porque, mesmo diante de todas as dificuldades que a vida lhe deu, ela nunca reclamou da sua situação, mas sempre lutou por suas ambições. Você está ao lado de uma mulher extraordinária e fico feliz por, finalmente, ela ter encontrado o amor verdadeiro em alguém".

As palavras da mulher atingiram em fundo o coração do homem ali presente. Sentindo-se consternado com aquela situação, olhou fixamente para Hermione e sorriu para ela passando o braço em volta da sua cintura, trazendo-a para perto de si.

— Ela é uma mulher maravilhosa, senhora Clark, e uma mãe admirável. Não poderia ser diferente, afinal, ela foi criada junto com a senhora — ele falou diretamente para a mulher acamada surpreendendo Hermione e Marie. Liz, que brincava pelo quarto, parou por alguns instantes e olhou para o homem também.

— Além de bonito, é gentil e cavalheiro — a senhora comentou com um sorriso satisfeito — Mas qual é o seu nome? Vocês não me apresentaram ele pelo nome — Hermione abriu um sorriso forçado e olhou para ele, apreensiva. Ela não sabia o seu nome.

— Peço desculpas pela falta com a senhora — ele disse se aproximando com a mão estendida. O sorriso era galanteador — Meu nome é Ronald Wesley e é um grande prazer conhecer a senhora.

— Um belo nome que combina perfeitamente com você — a mulher disse e os dois conversaram brevemente. Marie e Hermione se olhavam vitoriosas.

— Muito obrigada por sua ajuda, senhor Weasley. Nunca vou conseguir agradecer por isto — Hermione parecia realmente agradecida e, mais uma vez, o fazia para o homem.

— A senhora Clark realmente ficou muito feliz — Marie juntou-se à amiga em agradecimento — Muito obrigada por seu apoio. Não poderia ter sido mais convincente.

— Não precisam agradecer e desejo, de coração, que a senhora Clark se recupere logo.

— É tudo o que mais queremos — Marie comentou e Hermione concordou acenando com a cabeça.

— Por favor, Marie, cuide muito bem dela e não deixa de me avisar caso precise de alguma coisa.

— Não se preocupe, Hermione. Ela vai ficar bem! Façam uma boa viagem de volta para casa e, mais uma vez, muito obrigada, senhor Weasley.

Marie se despediu dos dois e deu um abraço na pequena antes de voltar em direção ao quarto da senhora Clark. Os dois, em silêncio, caminharam em direção à saída do hospital, Hermione com a menina nos braços e o senhor Weasley com as mãos nos bolsos.

— Mais uma vez, muito obrigada por sua ajuda. Desejo uma boa viagem de volta para Londres.

— Não precisa agradecer. Faça uma boa viagem também — desejou e observou a mulher se afastar desajeitada. A filha sonolenta sustentada em um dos braços, a bolsa atravessada em seu corpo, a mão livre puxando a mala de viagem — Hermione!

Ela virou-se para ele com uma expressão curiosa. Já haviam se despedido e ela não imaginava o que ele poderia querer ao chamá-la. Voltando rapidamente para a porta do hospital, caminhou em direção ao ruivo.

— Você vai voltar para Londres no voo das três horas? — perguntou desinteressado.

— Sim — ela respondeu de prontidão — Vamos almoçar e, em seguida, iremos para o aeroporto.

— Gostaria de uma carona? — ele ofereceu e ela surpreendeu-se — Afinal, iremos para o mesmo lugar, no mesmo avião, para o mesmo prédio. Não me custa te oferecer uma carona depois de tudo o que se passou por hoje.

— Eu agradeço muito, senhor Weasley — ela falou com alívio na voz.

— Também não precisa me chamar de senhor Weasley. Somos vizinhos. E casados — sorriu brevemente da própria piada e ela o acompanhou, constrangida — Pode me chamar de Ronald.

— Tudo bem, Ronald — ela respondeu com gentileza — Muito obrigada pela carona. Vai ser muito bom ter companhia para voltar para casa.

Os dois seguiram para o carro de Ronald, a menina nos braços da mãe, o homem ocupando-se com a bagagem. Foram em direção ao restaurante que havia ali perto e almoçaram tranquilamente. Ronald, muito gentil, pagou tudo. Ao final do almoço, perceberam que ainda faltava algum tempo para o voo e decidiram passear um pouco pela cidade.

Hermione estranhou, porém não achou ruim, a aproximação entre Ronald e Liz. Eles pareciam bem próximos e conhecidos, o que facilitou muito aquele momento de interação. A menina brincava com ele com bastante tranquilidade e parecia confiar naquele homem. Por muitas vezes, Hermione se pegou sorrindo ao observar os momentos que eles trocavam juntos.

— É interessante como vocês são tão próximos — comentou quando o homem sentou-se ao seu lado depois de trazer um copo de suco para a pequena.

— Eu vejo a Liz na brinquedoteca do prédio praticamente todos os dias e ela é muito gentil — ele respondeu observando a menina que negou o suco e brincava mais adiante — Você tem feito um excelente trabalho, Hermione, e tem criado sua filha muito bem.

— Obrigada…

— Imagino que não seja nada fácil criar uma menina sem pai.

— Não… Realmente não é — ela comentou com tristeza observando a menina também — O pai dela não nos deixa faltar nada, mas o mais importante a minha filha não tem… Alô!

Ela foi interrompida ao sentir a vibração do celular. Sabia que Henry estava tentando entrar em contato com ela durante todo o dia, porém ignorou as suas tentativas, porque estava muito preocupada em como convencer o vizinho a se passar para o seu marido diante da senhora Clark. Agora, finalmente, poderia saber o que ele tanto queria.

De que horas você volta?

— Vou embarcar às três.

Hermione… Eu quero te pedir desculpas por tudo o que tenho feito você passar. Eu sei que você não merece nada disso, mas eu não sei o que fazer para resolver essa situação.

— Tudo bem… Deixa isso para lá! — suspirou, cansada.

Eu vou te encontrar no aeroporto

— Não precisa. Nós estamos bem.

Então não jante até chegar em casa. Vou comprar algo bem gostoso para nós três. Estou com saudades da Liz.

— Tudo bem, então. Nos encontramos em casa. Era ele — sentiu a necessidade de se explicar.

— Pude perceber... Deve ser estranho manter um relacionamento desse tipo...

— É, sim... Não posso esperar nada dele. Ele é noivo e faz o que pode pela filha. A verdade é que, às vezes eu queria sumir, mas preciso me manter próxima por minha filha.

— Eu te entendo — o olhar do homem pareceu distante por um momento — Não é facil perder alguém a quem se ama... É ainda mais difícil ter que manter contato com alguém que já não pode se ser.

Hermione se viu imaginando o que aquelas palavras queriam dizer realmente. Sentiu vontade de falar algo para tentar consolá-lo, mas imaginou que qualquer coisa que dissesse não seria suficientemente bom para consolar aquele coração que parecia tão magoado.

***

A viagem de volta para Londres foi tranquila. Hermione descobriu que o vizinho parecia bem mais calmo e feliz do que a sua expressão facial transmitia.

Ficou feliz e satisfeita por ter alguém ao seu lado durante a viagem para que pudesse auxiliá-la com a filha, ajuda esta que o vizinho fez de bom grado sem reclamar nenhuma única vez. "Nós temos algum tipo de conexão”, ele falava frequentemente.

Depois de alguns instantes, Liz estava totalmente tranquila ao seu lado. Hermione sorria cada vez que eu olhava os dois brincando, vendo algum vídeo no celular ou quando ela, vez ou outra, abraçava-se ao pescoço do homem. Ele não parecia preocupado com isto e aceitava todas as interações da menina com um sorriso satisfeito.

— Muito obrigada por ter nos acompanhado até aqui, senhor Weasley, digo… Ronald — ela agradeceu mais uma vez enquanto entravam no saguão do prédio. Liz dormia em seus braços e Ronald trazia as malas — Henry… Por que não nos esperou lá em cima?

Hermione dirigiu-se a Henry que esperava as duas na entrada do prédio, porém ele não ouviu uma única palavra proferida pela boca dela. Os olhos assustados estavam fixos em algo atrás de Hermione. Ela, estranhando tal atitude, virou-se para trás enquanto Ronald se aproximava. Sorrindo, ela os apresentou.

— Ronald, este é o Henry, pai da Liz.

— Henry? — Ronald colocou as malas no chão e se aproximou do homem diante de Hermione — Você é o pai da Liz?

— Rony… — Henry parecia estranhamente assustado — Eu posso explicar tudo!



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