História Uma história engraçada - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Engraçado, Originais, Terror
Visualizações 11
Palavras 1.089
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Mutilação, Self Inserction, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Bem-vindo! Você gosta de histórias engraçadas, né?
Ora, está no lugar certo!

Capítulo 1 - Capítulo Único


“Oh, olá, leitor! Então você finalmente chegou. O que o traz aqui? Sabe, é raro receber visitantes. Oh, você veio aqui para ler a minha história? Pois bem, eu tenho uma bem engraçada! Você quer ouvi-la? Ou melhor, lê-la?

               Pois, muito bem então! Aqui vai, prometo que vai ser bem engraçado!”

Era uma vez uma menina alegre e fofa. Essa menina tinha dois pais excelentes e uma vida cheia de amigos. Ela também tinha um gatinho chamado Peludo.

 

“Eu adoro gatos! E você, leitor? Oh, desculpe. Vou continuar a história.”

 

Todos os dias a menina ia para a escola e brincava com os amigos. Quando ela chegava em casa, brincava com Peludo, pois os pais dela tinham que trabalhar. Essa rotina se repetia dia após dia, e a garota não podia ser mais feliz. Entretanto, todas as noites Peludo olhava para a janela e miava alto, em posição de alerta.

- Ora, seu gato bobo! Não tem nada na janela. Você tem medo de morcegos, por acaso? – dizia a menina, rindo da preocupação do gato.

               “Ei, leitor, você checa suas janelas com frequência? Eu amo janelas! Elas sempre te mostram um mundo a explorar do lado de fora!”

               Descontando os deboches da menina, Peludo continuava a miar alto para a janela por todas as noites. Até que uma vez o pai da menina veio reclamar do constante barulho do gato.

               - Esse animal não nos deixa dormir! O que está acontecendo? -  gritava ele, apontando para o gato branco e fofinho, e depois para a janela.

               - Não sei, pai! Talvez ele esteja respondendo outro gato! – retrucava a menina, todas as vezes que o pai reclamava.

               Mas, removendo esse fato, todos os dias dela eram normais. Continuava indo à escola, brincando com os colegas e Peludo, sem problemas. Às vezes, era tão normal que a menina se entediava, e então ela ia passear com Peludo por sua pacata vila. Uma vez, depois de uma caminhada, ela voltou para casa e encontrou a janela de seu quarto aberta! Ela achou estranho, pois era uma janela que estava sempre fechada.

               Apesar dos pensamentos, ela fechou a janela sem ligar muito, e foi dormir com Peludo. Também notou que o gato não miou mais.

 

               “Leitor, eu menti para você. Eu odeio gatos, na verdade.”

 

               Então, a garota acordou no meio da noite e se deparou com uma cena curiosa: Peludo estava sentado, olhando com atenção para um canto da parede. Ela tentou chamá-lo, mas o animal não obedeceu.  

               - Vamos, Peludo. Você está me assustando! – falava ela, mas Peludo não desviava a atenção um segundo sequer. Nem balançava o rabo.

 

“.... eles alertam, sabe.”

 

               Ao amanhecer, o animal ainda estava apresentando comportamentos estranhos. Arranhava o chão, desesperado, como se quisesse se esconder de alguma coisa. A menina tentou se aproximar dele.

               - Mãe, o Peludo está muito esquisito! – reclamou a garota para a mãe, que estava sentada no sofá. A mulher olhou para ela com uma cara estranha.

               - Quem? – perguntou, claramente em dúvida

               - Peludo! O gato! Ele está muito estranho!

               - ... filha, nós não temos um gato. – ela franziu a testa – Você não está levando seus amigos imaginários a sério demais?

               - Mas... o papai até reclamou do barulho dele. Ele apontou para ele!

               - O gato do vizinho realmente estava fazendo muito barulho, e eu tenho certeza que ele apontou pra você. – retrucava a mãe – Chega de brincadeiras, menina.

 

“Haha! Ela realmente pensou que o gato era de verdade!”

 

               Alarmada, a menina voltou para o quarto. Peludo ainda estava ali, arranhando o chão com fervor.

               - Será que mamãe finalmente está ficando caduca? – se perguntava

               E mais uma vez, ela repetiu a rotina de sempre, mas agora com uma certa dúvida no coração. O que o gato estava tentando fazer, afinal?

               Quando chegou em casa, Peludo já não estava mais lá. Só as marcas de unhas do animal no chão de madeira. Gritou por ele, mas nada adiantou.

E mais tarde, prestes a dormir, percebeu uma coisa.

 

“Ei, leitor, posso te perguntar uma coisa?...

... o que você gostaria de ver atrás de você agora?”

 

               No chão, bem aonde o tal Peludo estivera uma vez arranhando, as marcas formavam uma frase.

               “Ele vem.”

               Quando ela leu aquilo, já sabia que era tarde demais. A janela estava aberta.

               E ninguém havia aberto.

 

Sabe, humanos são engraçados.

São tão fáceis de enganar.”

 

               Na janela, havia uma silhueta. Como um gato sentado no parapeito. Mas apenas uma silhueta.

               - Peludo? – pergunta a menina, se aproximando da janela.

 

Leitor, você acha que tudo que você vê pode ser uma ilusão?”

 

               No dia seguinte, o pai estava fazendo café, e a mãe sentada na mesa da cozinha próximo a ele. Carregava uma expressão preocupada.

               - Onde aquela garota se meteu? – se perguntou ela, com as mãos na cabeça

               - Do que está falando, querida? – ele perguntou de volta

 

“Memórias são tão fáceis de apagar.”

 

               - Nossa filha, de quem mais eu estaria falando? – gritava a mulher – Ela não aparece já fazem horas. A última vez que a vi, estava desenhando ao lado da janela.

               O homem parou e foi até a mulher, apoiando a mão na mesa.

               - ...Nós não temos uma filha. – disse ele – Se você quer ter uma criança, me diga. Mas inventar algo desse calibre?

               - Como nós não temos uma filha? Você até reclamou com ela sobre o gato do vizinho!

               - Eu reclamei disso com você. Ei, pare um pouco e tome o café... onde você está indo?

               A mulher saiu apressada da cozinha para ir até o quarto de sua suposta filha, para conferir suas ideias. Como aquele homem poderia esquecer da própria menina de oito anos?

               Mas o quarto estava vazio. Exceto por um único papel no meio do quarto.

               A mãe, alucinada, foi pegá-lo. Nele, havia uma criança e um gato desenhados com giz de cera, e atrás, uma mensagem escrita em letras infantis.

               “Ele observa.”

               No outro dia, um homem, acusado de assassinato, estava sendo levado pela polícia. Haviam encontrado três corpos em um quarto de escritório, totalmente mutilados, todos eles sem olhos nem ouvidos. O homem gritava que era inocente, que aquela era sua esposa, mas o vizinho confirmou que ele estava solteiro já a anos.

 

“Fim da história! Não achou engraçado? O homem foi preso por ter assassinado pessoas que nem existem!

Todo mundo vai se perder no tempo mesmo.

 

               Mas sabe o que é mais engraçado dessa história toda?

 

                              Você caiu direitinho.

Nem percebeu eu me aproximar por trás de você."

              

 

               


Notas Finais


A propósito, seu pescoço cheira bem.


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