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História Uma historinha yaoi BL gay muito ruim - Capítulo 39


Escrita por:


Notas do Autor


Oh! Mas autora-senpai, você não lançou capítulo ontem? Porque tem outro hoje?

Porque a criatividade manda, minha criança, meus dedos são meros escravos do meu cérebro...

De qualquer modo, a foto mais abaixo também foi publicada em meu twitter é um desenho que eu fiz do Shiroto. É isso.

Agora que eu percebi que os títulos só falam de bicho, pqp cadê minha criatividade????

Boa leitura~~~

Capítulo 39 - O mais legal de ter um bichinho, é que você tem um bichinho.


Fanfic / Fanfiction Uma historinha yaoi BL gay muito ruim - Capítulo 39 - O mais legal de ter um bichinho, é que você tem um bichinho.

Nem ele mesmo sabia como tinha aguentado a presença daquele ser em sua casa, mas ele aguentou firme e forte usando o mantra "mesmo se eu quebrar ele na porrada, não vou ganhar nada com isso".

Yumi também se segurou fortemente no chão da sala enquanto atirava o cadarço do seu tênis pra Kuro caçar, tentando se distrair.

Acabou que a garota teve que dormir na casa dos Kira, pois estava muito tarde pra ela voltar, mesmo que morasse apenas do outro lado da rua.

A manhã de sábado foi normal: Saiki não acordou, Rei estava com sono, Saiko estava puto com alguma coisa, as mais velhas estavam de bom humor e conversando alegremente com a visitante.

— Ah, que bom, finalmente você está andando com as pessoas certas, né, Rei? – Keiko cutucou o ombro do filho.

— é – ele nem sabia o que estava respondendo.

Kuro miou alto próximo a mesa, exigindo que alguém colocasse mais comida em seu pote, embora ainda houvesse ração ali.

— come o que tem no teu pote, quando acabar eu boto mais – o dono explicou pacientemente ao animal, que fez uma cara indignada quando ele não fez o que havia ordenado.

Depois do café da manhã, Yumi e Saiko ficaram no sofá, lendo BL/yaoi e conversando sobre isso.

Na casa dos Nikitaka, a manhã foi iniciada com um sonolento dono de um coelho acordando de manhã pra cuidar de seu amado Shiroto, depois de tomar café, é claro.

Trocou a serragem da "caixa de areia" que fica no fundo da gaiola, embaixo de uma grade; ainda havia bastante feno no lugar de botar feno, então não foi necessário colocar mais. O potinho de comida era daqueles que você coloca comida em cima e ela cai pra baixo conforme o seu animal se alimenta, então também não precisou de nada, o mesmo pro bebedouro, que estava com bastante água.

Então, depois de tudo estar pronto, ele acompanhou aquela fofura em uma expedição pelos arredores.

Shiroto saiu pela porta do quarto e pulou todo bonitinho pelo corredor, olhando para algumas portas fechadas que ele não foi autorizado a entrar e, quando chegou na primeira porta aberta, não hesitou em invadir.

Estava explorando o quarto de seu dono, cheirou a mochila que estava no chão, a cadeira de rodinhas, os pés da mesa, a prateleira mais baixa, o guarda-roupa, o criado mudo e a cama com o cobertor azul.

Nikitaka sentia que podia morrer de ataque de fofura a cada momento.

Depois que Shiroto terminou de analisar o quarto, saiu e descobriu a escada.

Primeiramente, cheirou o chão próximo e, depois de estudar bem o que deveria fazer, levou as duas patinhas dianteiras que tem "luvinhas" pretas até o degrau de baixo e começou a descer. Seu dono vinha ao seu lado, preparado pra ajudá-lo caso perdesse o equilíbrio.

Quando chegaram ao andar de baixo, ele levantou o a cabeça e olhou para a mulher que saía de uma porta próxima calçando lindos sapatos vermelhos.

— Já está acordado? – ela perguntou ao filho.

— Eu tenho um coelho agora – sorriu.

Ela olhou pra baixo e viu que estava seu pé estava sob análise.

— Ah – se abaixou pra acariciar Shiroto – que bom, filho, agora você finalmente vai criar uma rotina e responsabilidade – sorriu.

Sentindo-se um pouco ofendido, ele apenas respondeu um "Ah tá".

— Então, tem uma coisa que eu queria falar com você – mudou de assunto – pode ser?

Nunca acontecia coisa boa quando ela vinha com esse papinho, mas ele não tem como recusar.

— Tá – respondeu um pouco hesitante – mas eu tô passeando com o Shiroto.

— Tudo bem, podemos conversar andando – afastou uma mecha de cabelo que caiu pra frente – então, filho, você sabe que nós estamos com um projeto novo lá na empresa, né?

— na verdade não – foi atrás de Shiroto quando viu que ele já tinha pulado pra outros lados.

— Estamos organizando uma festa beneficente pra doar dinheiro pros países pobres que sofrem com a fome – explicou seguindo o filho – aí nós precisamos de uma publicidade, precisamos chamar a atenção dos ricos, principalmente.

— Hm – abriu a porta da cozinha e entrou com o coelho.

— E eu não me agradei de nada pra ser a imagem publicitária...

— Me diz, o que isso tem haver comigo? – já estava sentindo que alguma merda ia acontecer.

— Então, a minha colega de departamento me deu uma ideia brilhante – sorriu – só que não gostei da escolha de modelos, nenhum deles me agradou, na verdade.

— Não vou ser seu modelo – abriu a geladeira e foi catar alguma coisa pra dar pra Shiroto comer.

— Mas você vai ficar tão bonitinho de terninho azul – ela se aproximou e apertou suas bochechas – e eu acho que a filha dela ia ficar linda ao seu lado, os dois vestindo azul, claro, porque é essa a cor que é associada a gente rica e poderosa, na minha opinião.

— Não vou – insistiu – e me deixa cuidar do Shiroto – percebeu que ele estava quase entrando na geladeira.

— Ah, por favor... – largou o rosto dele e continuou insistindo – vamos fazer muitas edições na foto, não vai parecer que são vocês, eu juro! – juntou as mãos como se estivesse pedindo algo a uma entidade divina.

— Não – afastou o coelho pra abrir a gaveta da geladeira, logo pegou uma folha de couve.

— Só esse favor e eu não te peço mais nada!

— Você nunca me pede nada – fechou a gaveta e a geladeira.

— Isso mesmo – seguiu os dois que agora iam pra fora da cozinha, Nikitaka guiando Shiroto com a couve – e quando eu peço, você recusa!

Sentindo que estava sem muitos argumentos válidos e que seria mais fácil se concordasse, apenas bufou.

— E o que eu ganho se fizer isso? – estava andando na direção das escadas, o coelho logo atrás.

— Não sei, o que você quer ganhar?

O garoto se sentou no degrau, seu bichinho pulou para o seu colo buscando o alimento que lhe foi entregue prontamente.

— Depende do que eu posso pedir – sorriu.

— O que quiser – também sorriu.

* * *

Pela parte da tarde, a aula de reforço foi bem interessante.

A professora-tia-rica-e-chata era uma ótima profissional, embora seus métodos não fossem tão efetivos: deu uma folha com metade explicação e metade exercícios, exigiu silêncio e mandou que lessem bem, com calma e atenção antes de responderem.

Nikitaka, é claro, não teve dificuldade nenhuma em resolver aquelas perguntas, afinal ele é o aluno prodígio.

Mas atrás dele, Saiko mastigava o lápis de escrever com tanto ódio que parecia querer ou quebrar os dentes ou quebrar o lápis. Quando a professora foi até ele esclarecer algumas coisas, pareceu que ela simplesmente abriu uma porta na cabeça do Kira e ele magicamente entendeu como entender o que os autores de poema querem passar, porque eu não entendo nada.

— E você, meu rapaz, como está indo? – ele pode sentir o bafo de cigarro caro dela.

— Ah, j-já fiz – respondeu sentindo um pequeno desconforto por ter acabado tão rápido.

— Já? – ela puxou a folha da mesa e analisou o que tinha lá – ué, você fez tudo certinho! Da onde que tem dificuldade em física?

Nikitaka sorriu sem graça, sentiu alguns olhares raivosos contra ele.

Depois que a aula acabou e eles foram liberados, o que era pra ser uma tarde agradável que ele pretendia passar com Saiko, se tornou um pouco ruim.

— Oi filho! – lá estava ela, camisa cinza escuro, gravata vermelha, saia vermelha, meia calça cinza e sapato de salto alto vermelho, de pé encostada em seu carro caro e também vermelho.

— É a sua mãe? – Saiko lhe perguntou.

— é – seu rosto estava competindo com o carro da sua progenitora.

Se aproximaram da mulher, que estava sorrindo.

— você não disse que vinha me buscar – estava nervoso com os olhares dos outros.

— Ué, eu disse que depois que você saísse era pra ir direto pro estúdio, não disse?

— mas não falou que era você que ia me levar.

— É mesmo – riu – mas e você, é amigo do Nikitaka? – falou com o garoto que estava praticamente colado ao seu filho.

Nikitaka jurou ouvir um "namorado" saindo dos lábios de Saiko, mas foi só na sua mente mesmo.

— Sou sim – por dentro ele queria dar outra resposta, mas não sabia se o namorado pensava igual, então se segurou – meu nome é Hara... digo, Kira Saiko...

— Você é tão fofo, não se interessaria em ser modelo? – indagou enquanto analisava o rosto dele.

— que? – estava um pouco envergonhado.

— Mãe, não começa, por favor.

— Ah, nunca se sabe, né? – riu.

— vamo de uma vez – suspirou.

— Ok – entrou no carro.

— Depois a gente se fala – Saiko se limitou a dar um tapinha nas costas de Nikitaka.

— te mando uma mensagem quando sair – falou baixinho.

— Tá – ele sorriu lindamente, seu rosto pareceu se iluminar de repente.

— a-até – seu coração errou uma batida.

* * *

Estava um caos. Um inferno.

— Ah, mas eu gostei dela assim – sorria meio forçado – afinal, ela tem que se sentir bem com ela mesma...

— Mas é que ela nunca reclamou do cabelo, e agora me inventou essa! – a voz fina e familiar cortava os tímpanos de todos, até as maquiadoras faziam cara feia quando a mãe de Yuri falava.

— Ah, mas é que chega em um ponto que cansa, sabe? – a sra. Nikitaka estava um pouquinho desconfortável – não teve nenhuma vez na sua vida que você fez alguma loucura na aparência?

— Não, o que eu poderia fazer?

— Ah...

Até pra quem estava ouvindo, aquela conversa era chata.

Atrás dele, em uma cadeira igual a sua, estava Yuri de cabelos curtos.

— como você aguenta? – uma maquiadora de cabelos coloridos perguntou a ele.

— nem eu sei...

Depois que estavam prontos, foram liberados pra fazer as fotos.

Era visível o descontentamento no olhar sorridente de sua mãe, mas Nikitaka tava pouco se fodendo.

Yuri estava mil vezes pior. Estava vestindo um vestido azul escuro extremamente colado em seu corpo e com um decote que deixava visível que Yumi não era a única peituda do quarteto, salto alto de um material duvidoso e um colar de pedras que estavam visivelmente incomodando.

— que merda – comentou com o loiro.

— se você tá achando ruim... – respondeu.

Foram posicionados de um jeito muito íntimo, parecendo um casal.

— Aí! Perfeito! – sua gravata deu um pulinho sincronizado com seus peitos quando ela achou que estava bom.

Não demorou muito e finalmente tinha acabado.

— merda de gravata apertada da porra – xingou baixinho quando foi liberado.

— bota um salto alto pra você ver a merda que é – infelizmente Yuri ouviu as reclamações.

— Filha, você ficou linda nas fotos – se aproximou.

— mãe, nós já conversamos sobre isso...

— Sobre o que? – a outra mãe se intrometeu.

— ah... Tratamento – ele se atrapalhou nas palavras.

— Tratamento?

— Já conversamos sobre isso mesmo, e você sabe o que eu penso – sua voz estava ainda mais estridente.

— Você não escuta, não adianta nada – se afastou.

— Yuri-chan, eu estou disposta a escutar – os sapatos vermelhos bateram no piso e fizeram um som um pouco desnecessário.

— Nikitaka-san? – a loira estava um pouco confusa.

— Mesmo? – o loiro se sentou.

— Pode falar que eu escuto – puxou um banquinho e também sentou.

— Tudo bem – tirou os sapatos.

— eu vou indo... – Nikitaka apontou pra saída.

— Eu te dou uma carona daqui a pouco, filho, pode sentar aí por enquanto – sorriu – Yuri, se quiser conversar em outro lugar...

— Não, não, tudo bem, eu quero que ela escute também – se acomodou na cadeira – minha mãe não entende que eu não me identifico como mulher.

— Ah, é isso? – parecia um pouco desapontada – Arisu, você estava toda depressiva por que descobriu que tinha um filho ao invés de uma filha?

— Ela não...

— Não, Arisu, escuta – se levantou – você está sendo chata.

Uma maquiadora prendeu uma risadinha.

— Você está tentando transformar seu filho em uma coisa que ele não quer ser, é isso? – se virou pro loiro pra ter certeza de que não estava falando merda.

— Isso mesmo – confirmou.

— Então, Arisu-chan, eu sei que vai ser difícil, mas você tem que fazer um esforço – sorriu – que tal ouvir o que ele tem a dizer?

— Você não entende, Tomiko – sua voz estava ainda mais fina – eu criei a minha filha toda a minha vida pra chegar agora, no momento que eu tinha toda uma carreira preparada pra ela e ela vem e me faz isso! – apontou pro cabelo cortado.

— Se o meu filho me chamasse pra conversar e explicasse pra mim que não se sente um homem, sabe o que eu faria? – segurou os ombros da outra, que era bem baixa comparada à sra. Nikitaka – Eu iria apoiar ele, porque já é bem difícil contar uma coisa dessas pros pais e fica ainda pior quando não se tem apoio, sabia? Pense assim: ele é seu filho ou seu bonequinho que você pode trocar as peças pra ficar mais bonito pra você?

Então a loira se calou e Nikitaka sentiu que sua mãe não era tão mimadinha assim.

Yuri não conseguiu reprimir um sorriso de puro sentimento.

* * *

Finalmente estava livre.

Chegou em casa, quase tropeçou no coelho e que corria energizado pelo corredor, sentou na sua cadeira de rodinhas no quarto e pegou o celular pela primeira vez no dia.

Ignorou aquele "Oi" daquele número e mandou um "finalmente estou em casa" para seu namorado e se pôs a esperar uma resposta.

"To indo aí" foi o que recebeu depois que Shiroto deu mais três voltas no corredor "to levando o Kuro, tem algum problema?".

"Provavelmente não" respondeu.

E se pôs a esperar mais.

Saiko chegou alguns minutos depois, trazia seu gato em seu colo e um sorriso em seu rosto.

— E aí? – entrou – como foi lá?

— foi uma desgraça.

— Tenho certeza que você se saiu bem – falou enquanto subia as escadas.

— Ah, cuidado – apontou pro coelho que deu outra volta pelo corredor – ele tá se exercitando.

— Meu Deus – riu – ele parece tão quietinho – largou Kuro no chão quando chegaram ao topo da escada.

— Só parece – observou o gato cheirar o chão antes de Shiroto parar perto dele e eles se encararem.

— Kuro, seja bonzinho com o seu irmão – se agachou pra vê-los mais de perto.

Os bichinhos não se aproximaram muito, primeiramente apenas Kuro deu um passinho a frente, reconhecendo o cheiro do coelho, logo foi Shiroto que deu um passo pra trás.

— Shiroto segue relutante – narrou – será que esse gato é um amigo?

Nikitaka riu.

Kuro se aproximou mais, agora estava a poucos centímetros de distância do pelo branquinho.

— Kuro arriscou uma aproximação mais... Próxima – adjetivos, onde estão?

O gatinho levantou uma patinha pra tocar o colega quadrúpede, mas este deu um pulo pra trás causando um susto coletivo que afetou até os humanos.

— Aparentemente esse coelho é tímido, deve ser o que nosso felino pensa – continuou narrando.

Ainda muito curioso sobre aquele animal desconhecido, o gato insistiu em dar um tapinha nele. E deu, mas Shiroto pulou pra frente e o intimidou, fazendo ele ficar na defensiva e abaixar as orelhas.

— Ok, Kuro, sem estresse – pegou o gato no colo e se levantou.

— Você também, Shiroto – Nikitaka fez o mesmo com o coelho – vamos tratar bem os amiguinhos – acariciou suas costas mas largou ele de volta ao chão de novo, que voltou a saltitar pelo corredor.

Entraram no quarto e largaram Kuro ali dentro, deixaram a porta aberta e ficaram só cuidando.

A diversão da noite foi observar os dois animais se conhecendo e, depois de muito cheirar, brincando de correr pelo corredor.


Notas Finais


Chegamos no final de mais um capítulo moçada

E se você é um fodinha, vai deixando logo seu coraçãozinho, yeah (to brincando, se vc deixar seu coração aqui vc literalmente morre)

Bem, não tenho muito a comentar sobre esse capítulo, então vou aproveitar que tô com um pouco menos de dormência cerebral e vou tentar iniciar o próximo (que já tenho planejado)

Boa noite <3


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