História Uma Inconstante Mulher. - Capítulo 21


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Categorias Amor Doce
Tags Amor Doce, Castiel
Visualizações 40
Palavras 3.411
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Parte 3 da premiação, o próximo capítulo em Uma Surpreendente Mulher será o último na premiação!
Boa Leitura!

Capítulo 21 - Talvez.


Fanfic / Fanfiction Uma Inconstante Mulher. - Capítulo 21 - Talvez.

Ponto de vista: Lia Blancherd.

O frio se sobressaia aos sentimentos, ele cobria minha pele, dava um ar diferente a cena, o mesmo complementava a expressão de reflexão que meu rosto exibia enquanto ganhava as ruas de NY com meus passos rápidos. Sendo assim, fazendo isso, só sou uma cidadã dos Estados Unidos indo em direção a um shopping local, mas, no fim a realidade é diferente, sou uma Gilbert, minha vida, as decisões dela são tão fora dos padrões quanto posso definir. O sobre tudo enrola o corpo em busca de calor, mas, não camufla a face de culpa que exibo quando me lembro do meu encontro com Trevor McGriver, os instintos que quis seguir, as vontades nunca admitidas, a queimação nos lábios que queriam ser tocados pelos dele, as mãos que queriam se seguradas por esse, não de modo delicado ou sonhador, de modo firme, enquanto o beijo profundo aconteceria.

Me encostei na vitrine de uma loja qualquer, enquanto ofegava por tantas afirmações verdadeiras, por tantas coisas desejosas. Pelas mentiras sobre quem digo ser, sobre as farsas a respeito do que achei querer. Faz poucas horas que me comuniquei com Aaron, a primeira vez desde a viagem do mesmo, e nessa ligação com certeza não consegui fingir que estava normal, mesmo tentando.

Sou uma pessoa terrível. Não por não conseguir mentir. Mas, por ter acendido a esperança quando não sabia de fato se podia preenchê-la. Conheci Aaron na situação mais insana possível, me encantei pela aparência, depois pelo mistério, movi nossos caminhos em direção a algo parecido com uma história de amor. Mas, a verdade é que querer algo não te faz preparado o suficiente para ter. Aaron diz não saber como amar alguém, ele admite isso, e eu achei que soubesse. Que quisesse amar alguém com tanta força que isso me completasse. Então uma única noite, alguns momentos me fizeram notar que eu quero amar alguém completamente. Quero amar a mim mesma com todas as forças. Um bar. Uma música. Um desafio. Foram essas coisas que me fizeram notar que eu não sei que eu sou, sei que eu gosto da versão que ri, que se diverte que se libera.

Talvez Luna estivesse certa; como Aaron pode me amar se ele não sabe de fato quem eu sou? Se nem eu sei quem sou?

Sinto algumas lágrimas se formando a medida que reflito, mas, ela são enxugadas tão rápidas quanto se formam, e isso acontece porque avisto Landon e Luigi vindo até mim, marcamos aqui, então é comum que me encontrem. Os dois riem, com a cumplicidade que tem, quando me olham coloco um sorriso na face, não exagerado, apenas para não haver desconfianças.

— Então escolheu seu smoking da premiação? — indago para o meu irmão, foi para isso que Landon veio da faculdade; para ajudá-lo a encontrar uma roupa para a festa, esse seria um compromisso do nosso pai, mas, o lance fashion é mais para um Dilaurentis do que para Castiel Blancherd.

— Acho que o smoking que me escolheu. — fala de modo sério, uma careta destaca seus olhos oceânicos, não resisto, assim como Landon, ignoro toda a confusão anterior e dou uma risada pela falsa modéstia do meu irmão. Se Castiel não se importa com seus trajes Luigi se importa demais.

— Sim, porque qualquer peça de roupa se atrai por um garoto egocêntrico de 16 anos. — concordo com desdém e ele arqueia uma sobrancelha.

— Egocêntrico sim. Mas, rico, charmoso, atleta, e um Gilbert. — continua a se auto divulgar.

— Porém não bom o suficiente para Olivia Parker sentir algo além de ódio latente. — devolvo porque sou uma irmã mais velha esperta.

— Ouch. — Landon finge dor entrando na brincadeira.

— Sim, não sou tão irresistível quanto você que fez Trevor McGriver virar um babaca apaixonado. — Luigi é irmão de Luna Blancherd, o mesmo é ótimo em argumentos. Landon arqueia uma sobrancelha sobre isso, uma pergunta obvia sobre o que meu irmão quer dizer.

— Você perdeu o fio da meada, por seus próprios interesses Luigi tornou-se o maior do McGriver e eu juntos. — não deixo de destacar essa parte, meu irmão finge-se de inocente, ele é um ator entanto.

— Amo você o suficiente para só ter te colocado nessa situação por ter certeza dos sentimentos dele e você me ama o suficiente para saber disso. — não preciso concordar com palavras, todos os envolvidos na conversa sabem que é verdade.

Um conhecido de Luigi passa em frente a nós em uma cafeteria e ele diz que vai cumprimentá-lo, me deixando a sós com Landon e mais uma das conversas que tentei evitar. Sem nem entender o porquê, Landon é meu melhor amigo, evitá-lo não está no pacote da nossa amizade. Quando não me entendo, talvez ele possa entender.

— Fui a um encontro com o McGriver há alguns dias.  — admito desabafando em um tom calmo, meu melhor amigo me observa me dando o tempo de continuar. — Não disse a você, porque sinceramente não queria ir, Luigi ficou devendo um favor a ele e eu tive que resolver seu problema. — justifico ambas as ações como se elas fossem completamente erradas.  Suspiro. — Mas, eu não esperava, honestamente, que passar um tempo com ele fosse...me fazer ter dúvidas, causar coisas...Ele passou boa parte da noite me falando sobre passado, futuro, e eu mal sabia o que sentia no presente, fomos a um bar, e normalmente eu consideraria isso uma loucura, mas, ele fez da minha noite uma das melhores, eu ri tanto Landon, me senti... — falo esse tanto de frases desconexas e em nenhum momento Landon me interrompe, está me olhando como uma expressão que diz exatamente o que falar quando eu acabar. — Eu. Essa é a palavra. Eu me senti eu. — estou aflita quando admito e surpreendentemente sem eu nem ter notado que a situação pedia isso, Landon me puxou para seus braços e acomodou meus problemas.

— Pessoas aparecem em nossas vidas, nos fazem sentir tudo, ao mesmo tempo, com uma força constante, pessoas nos amam, causam dor, nos ensinam, nos quebram, nos consertam, e isso é no plural Lia, pessoas, várias delas, não é errado aceitar nenhuma delas quando te fazem gostar de si mesma, não pode culpar ele por te fazer descobrir um lado bom seu, assim como não pode culpar a si mesma por gostar desse lado e dele por fazer isso por você. Seu coração tem espaço o suficiente para todas suas versões e para todos os seus amores. — como era possível que mesmo que não soubesse minha situação com Aaron ele ainda soubesse o que falar para que eu me sentisse melhor?

— Está dizendo que também acha Trevor bom o suficiente para mim? — não sei porque essa pergunta sai divertida em meio as lágrimas que voltaram a aparecer, Landon se afasta de mim e sorri.

— Ninguém é bom o suficiente para você, você é boa demais para qualquer um. O que estou dizendo é que se divertir, encher a cara, rir sem se preocupar com o amanhã, nada disso faz de você uma vaga egoísta, e se o McGriver te faz fazer essas coisas, ótimo, gosto do cara. Assim como gosto do Aaron, por ter fazer sorrir envergonhada quando fala dele, gosto da sua felicidade, com qualquer pessoa, sem qualquer pessoa. Amo você, Lia, desde sempre, e esse amor engloba uma capacidade de aceitar suas escolhas e defeitos melhor do que você mesma o faz. — os olhos dele me fornecem tanto carinho que somente me abrigo novamente em seus braços quente, inspirando o cheiro da minha casa, do meu lar. Solto uma risada emocionada quando ele beija meu pescoço e em seguida minha bochecha para me abraçar mais forte.

 

 

[...]

 

Ajeito o vestido que demorei tanto tempo para escolher, o puxo na cintura e me pergunto mais uma vez se o decote não é exagerado demais para a ocasião. Quando me olho mais uma vez no espelho concluo que não, estou elegante o suficiente para a situação. É engraçado como o tempo é um instrumento que nos faz decidir coisas diferentes, há alguns dias atrás eu estava nervosa, assustada sobre como me portei quando sai com o McGriver, me perguntando quem eu era, como podia seguir com Aaron sem saber, tais sensações até me fizeram ignorar as declarações sinceras dele sobre mim, então o relógio fez seu trabalho e a vida seguiu seu curso, nada de encontros inesperados com Trevor que possam me fazer questionar o que não devo. Hoje, Aaron e eu admitiremos para todos que estamos juntos e tudo dará certo.

Quando estou retocando meu batom minha mãe entra no meu quarto e se aproxima de mim. Ela está tão linda, tão orgulhosa do que conseguiu e eu como filha dela só posso me sentir honrada. Não diz nada, nem uma palavra com diversão típica dela, a mesma ajeita um cacho meu que foge da ordem que coloquei e me olha como se eu valesse a pena mais do que qualquer outra coisa no mundo.

— Aurora não esteve no dia do meu baile, sabia? — não entendo a razão dela colocar esse assunto a tona nesse momento, mas, ela fala essas palavras com a voz um tanto embargada. — Ela não me disse que eu estava linda, nem quis tirar uma foto comigo e Nathaniel perto da lareira. — diz como se ainda conseguisse sentir aquela dor.  Meu coração se aperta com isso. — Disse a mim mesma que quando você e sua irmã fossem a um baile eu diria isso e tiraria a foto. — sim, ela o fez, lembro de chorar emocionada, enquanto papai queria bater em nossos acompanhantes. — Disse a mim mesma que seria diferente com você e sua irmã, que seria a melhor mãe que pudesse. — fala sorrindo com lágrimas nos olhos. — Na verdade eu disse a mim mesma que seria melhor que Aurora e que Liam, por mim, por Castiel, por vocês e uma parte por Steve, e hoje terei que fazer um discurso sobre ele e não sei o que dizer. Não quero que seu pai ache que...Que de alguma forma Steve é mais importante que ele. — mostra sua fragilidade e eu não me surpreendo com isso, minha mãe agora tem com quem contar não precisa se fingir de forte o tempo todo.

— Tente...Falar a verdade, porque o papai odeia mentiras e segredos, fale sobre o quão bom o Steve era, Castiel Blancherd é o melhor homem que conhecemos, você me disse isso ao longo de toda minha vida, então por míseros segundos por sua insegurança ele pode até duvidar da intensidade dos seus sentimentos por ele, mas, ele olhará para o lado e me verá, verá Luna, Luigi, em seguida olhará no fundo dos seus olhos, os mesmos que ele se apaixonou pela primeira vez e vai notar que a verdade que está nas suas palavras é tão real quanto a que está em seus olhos, sua boca falará sobre como amou Steve, seus olhos dirão sobre como escolher Castiel Blancherd foi a melhor escolha. — garanto isso a ela com todo meu coração e Lynn ri levemente.

— Aquelas horas de parto valeram tanto a pena. — ambas rimos emocionadas.  — Sou tão sortuda por escolher logo Castiel Blancherd para juntar meus genes. — mais risadas.

— Obrigada por isso. — agradeço rindo mais.

— Certo, vou ser o foco de uma grande festa em Manhattan não posso passar a imagem que tenho sentimentos. — enxuga seu rosto com cuidado para não manchar a maquiagem. Concordo por costume e a mesma sorri. — Vou deixar você acabando de se arrumar. — me diz como se tivesse voltado a ser ela mesma, quando está quase alcançando a porta a chamo. — Sim? — arqueia a sobrancelha.

— Você está linda essa noite. — seu rosto se ilumina com o elogio. — E eu realmente gostaria de tirar uma foto sua com o papai em frente a lareira. — quando entende o que estou fazendo a mesma sorri ainda mais, com outras lágrimas se formando. Estou aqui por ela, por eles, por todos que amo, não sou capaz de abandoná-los.

Quando a mesma sai do quarto, guardo o celular na bolsa sem mesmo checar as mensagens e me olho mais uma vez no espelho. Sei quem sou. Não vou deixar as palavras de qualquer outra pessoa me definirem.

Assim que chego no andar debaixo dou de cara com uma cena maravilhosa;  Lindsay conversa com meu pai sobre algo aos risos, enquanto ele tenta amarrar o nó da gravata de Luigi. Aquela é a verdade sobre eles; O amor que demonstram ao simplesmente se falarem, com suas ironias, seus deboches. Às vezes penso como seria voltar no tempo, como seria ver eles se apaixonando, queria saber se a sensação de que tudo está certo quando estão assim já existia desde o começo.

Digo que estou pronta para ir e saímos do loft. No carro a caminho do evento enchemos o ambiente com risadas. Elas não cessam nem quando chegamos a festa e os repórteres nos enchem de perguntas, o Blancherd mais velho presente responde algumas com deboche, Luigi presta atenção em Olivia que acaba de chegar com Parker. Dou um sorriso para a cena, meu irmão pode não saber, mas, o jeito que ele a olha mostra um sentimento tão sincero. O foco está em nós quando adentramos ao lugar. Quando isso acontece também arranjo algo em que prestar atenção, meu olhar encontra o de Aaron depois de tanto tempo, e ambos ficamos saciados sobre a saudade. Ao lado de Landon ele parece bem em estar aqui.

Não vou de cara até ele, espero que o discurso de minha mãe comece, não quero que parem de prestar atenção nela. Luna ri para mim e eu arregalo os olhos também rindo quando noto que nossos vestidos estão iguais, Luigi faz o mesmo e para aproveitar esse momento fraternal sem palavras encosto minha cabeça no ombro dele e observo nossa mãe falar sobre Steve e sobre o que ele significou para ela. Tudo estaria lindo, e correto, se mais uma ação não tivesse definido a noite, Luna se aproxima de alguém, ela simplesmente vai para o lado de Oliver Ward e entrelaça sua mão a dele.

Minhas sobrancelhas se franzem, meus questionamento começam, agradeço por meu irmão não perceber meu desconforto e torço para que o olhar que minha mãe lança para eles não afetá-la muito. O que a minha irmã está fazendo com um cara que tem a pior fama da atualidade? Se ele fosse um galinha tudo bem, mas, o cara é quase um...O cara se inspirou em Jean-Louis para criar sua empresa. Ele não é uma boa pessoa.

Todos aplaudimos quando Lindsay acaba, ainda estou preocupada, mas, finjo que não. Luigi dispensa minha presença dizendo que vai atrás do tio Logan e eu me ocupo falando com o papai sobre qualquer coisa, apenas para que ele não veja sua filha do meio com aquele cara. Isso faz com que eu não tenha tempo de falar com Aaron, mesmo que observe ele me pedindo isso com o olhar várias vezes.

Só é necessário um segundo para que eu perca Luna de vista, e o tal Ward também, invento uma desculpa para Castiel e começo a me infiltrar no meio dos convidados importantes a procura dela. Não sou tão cultural como a mesma, não finjo me importar com nenhum milionário daqueles, meu objetivo é encontrar minha irmã e descobrir a razão da sua proximidade com o cara com a fama ruim. Meu braço é puxado quando estou próxima a escadaria e eu me viro dando de cara com o McGriver. É obvio que ele estaria aqui, esse evento é conhecido por trazer convidados indesejados.

— Você está me ignorando desde o dia do nosso encontro. — fala com seriedade, olho ofegante para ele. Mesmo que não tenha corrido, sinto como se realmente tivesse fugindo da verdade. — Por que? Por que eu fui o babaca que você pediu que eu fosse? Ou por que você gostou dessa versão de mim? — são questionamentos demais para esse momento.

— Você não foi o babaca que eu pedi que fosse, você foi o babaca que você sempre é quando não está comigo. — defendo como se fosse um argumento fora de série e o mesmo arqueia uma sobrancelha.

— Por que você está fazendo isso agora? Arranjando motivos para não sair comigo quando um dia falamos sobre primeiros encontros e beijos e você praticamente gritou que eu merecia uma chance com você. — questiona parecendo com raiva do fato de eu ser inconstante. Antes que eu diga as palavras ele as descobre. — Tem outro cara na jogada. — ri com escárnio. — E você está apaixonada por ele. — complementa rindo ainda mais.

— E eu me sinto culpada por...Estar apaixonada por ele, ao mesmo tempo que... — admito com alguma coragem e os olhos de McGriver me dão esperança. — Não importa. Estou apaixonada por ele. — afirmo antes de suspirar.

— O que poderia mudar isso? — me surpreendo que ele ainda questione tal coisa.

— Você ter dito antes...Sobre seus sentimentos por mim,  talvez eu podia ter corrido o risco, de amar você. — é o que acho.

— Odeio esse “talvez.” — o McGriver diz em um sussurro.

— Eu também. — sussurro de volta, quase sorrindo por essa situação.

— Um dia eu não te disse sobre como eu me sentia por você, sobre como eu amava te ver no fim do corredor saindo da sua sala de música sorrindo para qualquer um que passasse na sua frente, sobre como amava te ver defendendo a Luna, ou sobre como achei perfeito a primeira vez que vi você cantar no festival da escola, e eu não vou cometer esse erro de novo. Sair em um encontro com você foi incrível, porque eu descobri um lado seu que me fez mais convicto de estar certo em ter gostado de você desde o inicio. Ver você dançar naquele balcão foi o ápice da minha satisfação, ver você sendo livre me fez ficar gratificado. Então eu vou dizer; vou fazer você se apaixonar por mim Lia, vou fazer você me amar, e vou fazer com que a sua resposta seja um “sim” quando eu te oferecer um anel te pedindo em casamento. E vou conseguir isso tudo te mostrando como a sua versão ao meu lado é a versão da qual você gosta mais de si mesma. — tremo sob tanta intensidade, meus olhos lacrimejam com aquelas palavras, e uma lágrima escapa logo que o McGriver beija minha bochecha lentamente.

Quando ele se afastou, suspirei, aceitando o fato de que mesmo que eu não procurasse isso minha vida era repleta de emoções. Voltando a mim estava pronta para continuar minha procura a Luna quando um garçom se aproximou de mim simpaticamente, parecia ter atingindo a maior idade agora.

— Você é a Lia? — questiona calmamente e eu assinto. — Aaron pediu para você encontrá-lo na biblioteca. — concordei com isso um pouco confusa, antes de vê-lo se afastar. Aaron não parecia o tipo de cara que vinha a eventos em lugares como esse, como ele poderia ter descoberto tão rápido sobre essa biblioteca? Suspirei, considerando que Landon pudesse ter dito a ele.

Resolvi que era aconselhável que eu lhe desse ao menos um pouco de atenção e fui em direção ao cômodo mencionado. O fluxo de pessoas próximo a porta era menor que em outros lugares, por isso foi mais fácil chegar a ela. No entanto antes de abri-la, parei, ouvindo sussurros suspeitos e barulhos constrangedores. Pensei em dar meia volta, mas, me convenci de que aquilo podia estar vindo de outro lugar.

Girei a maçaneta e arregalei os olhos com o que vi. Ofegando, surpresa, observei o momento que Landon e minha irmã se viraram para mim totalmente amarrotados, meu melhor amigo tinha vários botões da sua camisa abertos, os cabelos bagunçados e marcas do batom de Luna no rosto. Ele teve a decência de parecer assustado com minha descoberta, enquanto ela me olhou como se aquilo não fosse nada. Quis perguntar se isso é um momento, se aconteceu só agora, mas, a resposta estava a minha frente muito antes de eu ousar dizê-la; nunca quis ver o que havia entre eles, que os segredos que Landon guardava eram sobre minha gêmea, que as palavras de amor frustrado eram sobre ela.

Me sentia traída.

Enganada por eles. Por mim mesma.

Mas, não a ponto de chorar de decepção.

Sentia raiva.

A emoção forte tomando conta de mim como a euforia tomou no bar com o McGriver.

Então eu descobrir o lado que eu lutava para não mostrar era o Gilbert.

E ele sairia agora.

E Luna parecia querer isso, porque ela sorriu o desafiando.


Notas Finais


A treta será entre a Lia e a Luna hahaha.


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