História Uma jornada inesperada - Capítulo 24


Escrita por: ~

Postado
Categorias Hunter x Hunter
Personagens Chrollo Lucilfer, Kurapika
Visualizações 117
Palavras 2.613
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Lemon, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Canibalismo, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Spin off que conta a historia dos pais do Kuroro. Como não deu para contar sobre eles na fanfic eu achei que deveria escrever o spin off para deixar a fic mais completa.
Vai ser dividido em duas partes.

Capítulo 24 - A primeira maldição


Havia 10 guerreiros em volta de um bicho muito parecido com um T-rex.

-Grupo 2, distraia ele.

-Grupo 3, pule é derrube.

Grupo 1, pegue as flores.

Os grupos entram em formação, mas antes de conseguir executar alguma ordem, uma centopeia gigante se enrola no pescoço do animal e o mata sufocado.

O bicho tomba sem vida ao lado dos guerreiros quando a nuvem de fumaça baixa revela uma figura parada segurando umas flores.

Era um rapaz, tinha cabelos pretos lisos e esvoaçantes na altura do pescoço, era forte, tinha olhos cinza profundo.

´-Herdeiro o que faz aqui?

-Eu soube que tinha crianças doentes e que uma expedição havia sido organizada para pegar essas flores e eu vim ajudar. –O jovem sorrir.

-Muito obrigado. Mas esse não é o dever do herdeiro seu pai será avisando.

O sorriso do rapaz é desfeito.

XXX

Ele é levado até uma casa enorme no formato de semiesfera, onde duas pessoas estavam esperando.

-Sacerdote, eu trouxe seu filho. –O chefe dos guerreiros fala.

-Muito obrigado, agora saia!

O chefe sai, mas não sem antes receber um olhar feio do herdeiro.

-Kai, o que você foi fazer lá?

O jovem olha para o lado ignorando seu pai.

-Kai!

-Querido não o pressione, assim ele nunca vai falar nada. –Uma mulher de cabelos azuis diz. –Meu filho, diga para seu pai o que fazia lá.

-Eu só queria ajudar as crianças. Fazer alguma coisa.

-De novo isso. Você um sacerdote Lucifer. Sua função é proteger a vila daqueles Kurutas maltidos, só isso. Os outros trabalhos devem ser deixados para os Lucifers guerreiros, médicos e professores.

Kai revira os olhos ele sabia o que estava por vim.

Oh, cêus! O conto dos guardiões não.

-No inicio todos os seres humanos de Cernark viviam unidos. Só que alguns possuíam olhos vermelhos e outros não. Aqueles que possuíam olhos vermelhos eram mais fortes e discriminavam os outros. Até que aqueles malditos expulsaram os que possuíam olhos normais e fomos obrigados a viver numa parte que era muito mais perigosa de Cernark. Já que nenhuma parte daqui é totalmente segura.

-Até que um dia com a ajuda das fadas, 5 bravos guerreiros foram abençoados e ganharam o poder de invocar guardiões e...

-Chega querido! Ele não está mais aqui.

O pai de Kai olha para o local onde seu filho estava há minutos atrás.

-Moleque atrevido!

-O deixe Hide.

-E tudo culpa sua Kaori. Você o mima demais, ele não demostra nenhum respeito pela posição que possui.

-Kai é um bom garoto. Ele é um líder nato e querido, só que é independente demais, mais isso é por causa da idade. Quando for mais velho ele verá que o melhor para a aldeia e ele seguir seu destino.

Do lado de fora Kai olhava para um médico cuidado das crianças feridas.

-Kai

O rapaz vira a cabeça e ver sua irmã parada com cara de raiva.

-Haru.

-Que historia é essa de sair com os guerreiros para pegar as flores?

-Não precisa me dar sermão. Papai já fez isso.

-Kai eu sei que você queria ter mais liberdade, mas tem que entender que sua função na aldeia é...

-Eu não quero ser livre só quero ser mais útil. Estou de saco cheio de ficar sentado dando ordem enquanto os outros trabalham de verdade.

-Os sacerdotes trabalham quando os Kurutas atacam.

-Há anos que a gente não é mais atacado por eles, admita que os sacerdotes viraram uns parasitas inúteis.

Haru da um tapa em Kai.

-Mais cuidado com que fala. Honre a cruz que carrega em seu corpo.

-Eu não vou honra coisa nenhum. Eu nem queria ter ela

Kai sai correndo para longe de sua vila.

XXX

Num ponto distante, uma bela e jovem mulher treinava junto de vários homens.

-Kaira! Uma voz a chama.

-Ela pega sua lança e vai à direção da voz

-Oi pai. Como vai a vida?

-Vamos logo, tem que se arrumar.

XXX

Os anciões estavam reunidos para discuti coisas da vila.

-Ancião chefe eu trouxe a princesa.

-E ai vovô!

-Kaira estamos em reunião, use os títulos corretos.

-Mas ele é meu avô! E é seu pai, não acha estranho o chamar de ancião chefe?

-A princesa está muito brincalhona ultimamente. Sente Kaira.

-A princesa, eu sou sua filha.

-Sente.

Os dois sentam-se ao lado do ancião chefe.

-O que estamos discutindo dessa vez? –Pergunta Kaira

-Eu estava elogiando o chefe dos guerreiros por seus incríveis trabalhos que ele fez durantes anos.

-E o que mais?

-Estávamos falando que o filho dele tem tudo para ser tornar um guerreiro muito melhor do que ele.

-E o que mais? –Kaira bebé um pouco de água.

-E estávamos preparando a proposta de casamento entre a nossa princesa e o filho do chefe dos guerreiros.

Kaira cospe o liquido de dentro de sua boca.

-Mas a princesa sou eu! ?

-Sabemos disso.

-Pai!

-Eu estou de acordo com seu avô, já está na idade de casar tem 19 anos.

-Mas eu não quero casar!

-Chega Kaira, já está decidido.

-Quero ver quem vai me obrigar!

A garota sai correndo para fora de sua aldeia.

XXX

Deitado na beira de um lago, Kai olhava a marca de cruz em sua mão.

-E tudo culpa sua, se eu não tivesse você a minha vida seria bem melhor. O garoto vira para a centopeia que estava ao lado dele.

-Desculpe Sentury, eu sei que se eu não tivesse a marca eu também não teria você, mas você entendeu né?

Sim, entendo o seu sentimento de inutilidade.

-Obrigado! Como uma centopeia gigante consegue me entender e o meu povo não?

Kai ouve gritos

-Tem alguém em perigo!

A centopeia cresce, Kai sobe em cima dela e vai à direção dos gritos.

XXX

Idiotas! Quem aqueles dois pensam que são para decidir com quem vou me casar? Ta eles são meu pai é avô, mas mesmo assim eles não têm esse direito.

Kaira resmungava enquanto andava pela floresta com sua lança.

*Grito*

-Alguém está em perigo!

XXX

Uma mulher com cabelos laranja estava sendo atacada por Bizius, monstro que parecem abelhas.

Kaira atira sua lança num Bizius que estavam para alcançar a mulher.

-Você está bem?

-Sim mas...

Um Bizius surge do nada pronto para atacar, mas aparece uma centopeia e o mata antes que ele consiga tocar nas moças.

Logo depois aparece um homem muito bonito, Kaira até se impressionaria com a beleza dele, se não soubesse que ele era.

-Lucifer. –Ela diz baixinho.

-As duas estão bem?

A jovem de cabelos laranja fala que sim, mas Kaira apenas o ignora.

-Muito obrigado a vocês que me salvaram.

-De nada. Fala Kai, porém Kaira ainda mantinha se calada.

-Qual o problema dela?

-Ela não gosta de mim.

-Não gosto mesmo e tenho motivos para isso.

-Engraçado, eu acho que tenho mais motivo para odiar você.

-O que está insinuando com isso? Kaira tenta socar o moreno, mas tem o seu pulso segurado.

-O que ela tem de bonita tem de forte.

A garota enrubesce

-Não entendo. Vocês não gostam um do outro?

-Ela não gosta mim. Eu não tenho nenhuma opinião formada.

-Kaira olha para Kai. –Até parece, eu sou uma Kuruta e você é um Lucifer. Nós nos odiamos.

-Eu não ligo a mínima para essa lei que nossos clãs imporem, eu faço o que quero e pronto. Kai sobe na Centopeia.

-Adeus moças!

Kaira atira sua lança em Kai, mas ele desvia.

-Não tenho nada contra Kurutas, mas se me atacar vou atacar também.

Um brilho de luz acerta o coração de Kai e a cabeça de Kaira.

-O que foi isso? –Os dois perguntam.

A mulher que eles salvaram revela um par de asas.

-Você é uma fada!?

-Sim, eu sou.

-O que faz tão longe de seu lar? Pelo o que eu sei o meio de Cernark é muito longe.

-Verdade. Mas eu queria ver como eram as outras criaturas que vivem aqui, e também queria ver como as criaturas que apesar de frágeis estão dominado tantos territórios.

-Se é uma fada, por que não se livrou sozinha do Bizius? Pergunta Kai

-Você é um moleque atrevido. Eu vim para cá sem permissão, então não posso usar meus poderes para qualquer coisa.

-Se não pode usar seus poderes para qualquer coisa, por que amaldiçoou a gente?

A fada olha para as duas pessoas. –Por que eu quis.

Kaira e Kai entram em posição de ataque

-Acha mesmo que podem derrotar uma fada? Não derrota nem os guardiões que foram criados pela gente. Sem falar que eu estou muito decepcionada com vocês. Anos se passaram é não conseguiram deixar as diferenças de lado.

Os Kurutas sabem deixar as diferenças de lado. Afinal, eles expulsam todos aqueles que são diferentes deles.

Kaira olha para Kai.

-Me olhe da forma que quiser, mas sabe que é verdade. Os Kurutas expulsaram aqueles que não possuíam olhos vermelhos.

-Não fala de meu clã!

-Sabe que é verdade!

-Chega! Parem de brigar ou os dois morrem.

-Como assim? Ambos perguntam.

-Eu coloquei uma maldição em vocês. A partir de agora suas vidas estão interligadas, se um morrer o outro morre.

-O que?

-A maldição só pode ser retirada se vocês superarem a diferença e ficarem amigos.

-Isso é impossível.

-Bem, vocês podem retirar a maldição de outro jeito. Se obrigarem a fada que lançou o feitiço a retirar ou achar outra fada mais forte para retirar o feitiço. Mas eu sou Vivene a princesa das fadas, vocês não serão capazes de cumprir nenhuma outra condição além da que eu impus.

Vivene desaparece num clarão.

Kaira olha para Kai, suspira e vira de costa.

-Espere!

-O que?

-Não ouviu? Ela nos amaldiçoou.

-E dai?

-Temos que retirar a maldição.

-Não seja ridículo. Até parece que sou capaz de cumprir essa condição.

Kai fica olhando a jovem sumir entre as arvores. –Sentury, vamos embora, tenho que relatar o que aconteceu para meu pai.

XXX

Como é Kai?

-Eu já disse. Uma fada amaldiçoou a princesa Kuruta e eu.

-O que estava fazendo com ela? A mãe de Kai pergunta.

-Eu a encontrei por um acaso, discutimos e a fada lançou a maldição, acho que ela não gosta de brigas.

Haru da um tapa em seu irmão.

-Como pode ser tão imprudente?

-Kai olha para Haru. Sua irmã tinha uma personalidade forte, era fiel às leis do clã e obedece cegamente ao seu pai.

-Kai sorrir. –Ainda falta muito para seu tapa doer.

A morena se irrita.

-Basta! Fala o sacerdote chefe. -Kai o que disse é grave, porém já é de noite, amanhã resolveremos isso. –Dispensados.

XXX

Mais tarde alguns Kurutas invadem a vila do Lucifers.

Os sacerdotes se reúnem com seus guardiões e os guerreiros da vila.

Um homem alto, forte com cabelos ruivos espetados levanta a mão em sinal de rendição.

-Não queremos brigar! Viemos apenas conversar com o herdeiro do clã de vocês.

Haru aparece e invoca um besouro.

-Meu irmão não tem nada para falar com vocês. Retirem-se!

-Nos só queremos confirma da maldição.

Haru estremece. –Não sei do que falam, fora daqui!

-Nossa princesa falou que foi amaldiçoada.

-Ele deve ter mentido não se pode confiar num Kuruta.

-Olha como fala

Um guincho altíssimo ecoa pela vila fazendo todos ao seu redor taparem os ouvidos.

Kai chega ao centro da vila juntamente com Sentury

-O que querem comigo?

-E verdade que foi amaldiçoado?

-Sim

O ruivo entrega um papel.

-O que é isso?

-Um pedido formal para unirmos nossas forças.

Um som de risada se alastra pela vila.

-Está sugerindo uma trégua entre os Kurutas e os Lucifers?

-Seria mais fácil de explicar numa reunião formal.

Kai olha para seu pai.

-Certo

-Mande o líder entrar.

O ancião chefe dos Kurutas entra junto com seu filho e com Kaira.

XXX

Dentro da cúpula estavam todos os sacerdotes Lucifers, o ancião chefe dos Kurutas, seu filho a princesa Kuruta, sem falar de alguns guerreiros Lucifers e Kurutas.

Pode começar a falar

Minha neta disse que foi amaldiçoada por uma fada, e agora possui a vida interligada a de seu filho.

-Eu sei disso.

-Ela me contou que a maldição só pode ser retirada caso ambos se tornem amigos.

Hide olha para seu filho.

-Você não me deixou chegar nessa parte da explicação. –Kai fala em sua defesa.

-Continue.

-Como sabemos essa amizade é impossível , queremos juntar nossas forças para capturar a fada e faze-la retirar a maldição. Com os nossos olhos e o seus guardiões nos teremos uma chance.

Hide reflete um pouco. O clã Lucifer devia as fadas, porém, não queria a vida de seu filho ligada a da princesa Kuruta -O que acham? –Perguntam para os outros sacerdotes.

-Nos concordamos!

-Temos um acordo.

XXX

Como assim eu não posso ir?

-Isso mesmo Kaira. Fizemos um acordo com o clã Lucifer e uniremos nossas forças, mas não podemos levar os amaldiçoados na jornada.

-Por quê?

-Não é obvio?

Kaira fecha a cara. Ela sabia a resposta, mas não aceitava.

Ela sai correndo da aldeia dela.

-Ela é tão impulsiva. Onde foi que eu errei pai?

-Não se culpe filho. Ela tem o mesmo temperamento da mãe dela.

XXX

A jovem caminha por horas até chegar num lugar especial. Ela senta-se na beirada da cachoeira e suspira.

-Idiotas! Nunca me deixam fazer nada.

-Só avisando que eu estava aqui primeiro

Kaira olha para cima de uma arvore.

-Você! ?

-Com raiva? Deixa-me adivinhar. O seu povo não permitiu você ir à jornada.

Kaira vira a cabeça para o lado. –Não é da sua conta.

Kai desce de cima da árvore e acompanha a menina na beirada da cachoeira.

-Eu estou certo, né? O meu clã também não me deixou ir.

-Parece que estamos cercados de otarios.

-No meu caso eu nem me impressiono mais, eles sempre foram assim. Meu dever e ficar parado fazendo nada.

Meu caso e quase parecido. O meu avô e meu pai até me deixa treinar e tal, mas na hora da ação de verdade eles sempre me deixam de fora. Eu sou a princesa Kuruta, meu dever e ser amável com todos, sorrir, fazer um monte de coisa de mulherzinha, e ser a esposa perfeita.

-E também ser uma boa líder.

-Na verdade não. Apesar de eu ter o sangue nobre, somente homens governam em minha aldeia, eu vou ser a rainha, mas é meu marido que vai reinar.

-Sua aldeia também não permite mulheres governantes? A minha vila também não.

Os dois suspiram.

Kaira joga uma pedra no lago. –Eles vão se arrepender, eu sou muito melhor que vários guerreiros que eles estão levando.

Eu também sou. Dominei meu guardião com sete anos, eu fui o Lucifer mais jovem a fazer isso.

Os dois ficam refletindo por um tempo.

-E se a gente for mesmo assim! –Fala Kai

-Como é?

-Eles vão iniciar a jornada daqui ha três meses, certo?

-Sim.

-E se nesse tempo a gente ficar treinando escondido, e quando eles iniciarem a jornada a gente vai atrás deles escondido.

-Acha que vai dar certo?

-Claro! Um grupo enorme é fácil de seguir.

-Não sei, não.

-Ok, se você quiser ficar aqui fazendo nada, tudo bem. Mas eu vou nessa jornada, meus pais querendo ou não.

-Eu também quero ir, mas... Acha que vai ser fácil treinar só nos dois. A morada das fadas e muito longe, e ainda tem todos os guardiões delas.

-Não sabia que era tão covarde Kuruta

Uma veia salta da testa da jovem.

-Não sou!

-Então me acompanhe na jornada, vamos nós mesmos tirarmos a nossa maldição e mostrar para todos.

Kai estende sua mão para Kaira.

-Está bem.


 


Notas Finais


A parte dois será postada ainda nessa semana


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...