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História Uma Linda Mulher Particular - Capítulo 16


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Notas do Autor


Oiee beleza 😘😘
Fiz por carinho 🤭🤗
Espero que vc gosta ❤️❤️
Boa leitura 🤩😍

Capítulo 16 - Era o certo a fazer?



Sesshoumaru – O que é? Quem é? O que aconteceu? – levou o telefone ao ouvido e entendeu o que havia acontecido.

Seu corpo se contraiu por desconforto. Abaixou a mirada, e quando levantou os olhos já não havia mais ninguém no quarto.

Marcela – Nossa! Quem era no telefone? Que empregada sem educação, Sesshoumaru...

Sesshoumaru – Era a minha mulher, Marcela. – se levantou com pressa e abriu a porta com o lençol enrolado na cintura.

Correu pelo corredor, a pegando pelo braço. Rin tentou se soltar, mais ele era mais forte a pegou pela cintura a arrastando novamente até o quarto. Desligou o telefone o jogando em cima da cama.

Sesshoumaru – Senta aí... Mas senta agora, Rin! – Rin percebeu que as mãos dele estavam suadas.

Ele estava nervoso. Estava com medo. Se sentou na cama lentamente, o olhando nos olhos. Sesshoumaru abriu o guarda-roupa, pegando uma calça das tantas que tinha de abrigo a vestiu, enquanto Rin desviava o olhar de seu corpo nu. Logo depois disso, entrou no banheiro, escovando os dentes e fazendo o mesmo que ela havia feito. Voltou ao quarto ficando de pé na frente de Rin.

Sesshoumaru - Tudo bem, comece! Pode me bater, me socar, me xingar, pode o fazer o que quiser, desde que você não se cale e continue me olhando dessa maneira.

Se a situação não fosse tão infeliz, Rin pensou, estaria rindo nesse momento da cara de pânico que Sesshoumaru levava, pronto para dar sua cara a tapas porque sua amante havia o chamado, e Rin havia cometido o engano de ter atendido.

Rin – Não vou lhe dizer nada, Sesshoumaru... – respirou fundo pensando – Na realidade, preciso que mandem fazer suas malas.

Sesshoumaru – Prometi ao Hiroshi que não viajaria. – Então Sesshoumaru se virou incrédulo pela calmaria a o desvio de assunto de Rin – Que Diabos você está fazendo?

Rin – Sesshoumaru, não é a primeira vez que Marcela, ou Lara ou até mesmo Sara liga aqui procurando por você... – Sesshoumaru se virou de costas procurando a janela. Não sabia onde enfiar a cara. Rin sorriu, desgostosa, e com seu orgulho acima de ferido – Com o tempo eu me acostumei apenas a dizer que “O Senhor Taisho não está, gostaria de deixar algum recado senhora?” Foi divertido, foi divertido ouvir elas perguntando se havia saído sozinho ou com sua esposa.

Sesshoumaru se virou para Rin, que agora estava de pé com os olhos inexpressivos.

Rin – Você o faz muito bem, Sesshoumaru, porque Marcela, principalmente, ficava apavorada quando eu lhe dizia que havia saído com a Senhora Taisho. – Sesshoumaru se aproximou, tentando conter sua fúria e seu desgosto por seu casamento e por si mesmo.

Sesshoumaru – Só havia Marcela, Rin... – Confessou, se sentando na cama.

Rin sorriu tristemente, se dando por vencida.

Rin – Sempre haverá qualquer uma, Sesshoumaru.

Sesshoumaru – Eu apenas...

Rin – Estava certo. – completou, agora ela indo até a janela – Nada mais certo do que procurar na rua o que você não tem em casa.

Sesshoumaru – Não é a mesma coisa...

Rin – É claro que não é. – sorriu irônica – É muito melhor ouvir uma mulher gritando em seu ouvido que é sua, Sesshoumaru.

Sesshoumaru – Marcela...

Rin – Eu não quero saber de Marcela, Lara ou Sara. Você fez o que lhe pedi, e fico grata por isso... Não meteu nenhuma delas na minha casa, ou na minha cama. Você foi um grande homem, Sesshoumaru, sinta-se lisonjeado por isso. – Ele se levantou, a pegando pelos braços até a encostar à parede, prendendo seu corpo na parede, para que ela nem ao menos pudesse se movimentar.

Sesshoumaru – Nunca, Rin, eu nunca senti com....

Rin – Nenhuma delas – completou – o que eu sinto com você! Sabe, na realidade, você não foi o último homem com quem dormi...

Sesshoumaru – Está mentindo, Rin.

Rin – Então minta para mim também, e quem sabe essa noite eu me meta na sua cama novamente. – Ele se calou, a livrando da pressão que seu corpo exercia.

Sesshoumaru – Meu Deus!

Rin – Não se culpe, e nem deixe que sua consciência pese, quando eu fui a única que fracassei. Mas isso não me faz tola, Sesshoumaru, e nem menos arrogante.

Hiroshi – Mamãe, papai, o café já está pronto. – gritou Hiroshi do andar de baixo.

Rin – Estamos descendo, querido. – Rin respondeu, olhando nos olhos de Sesshoumaru. – Há sobre algo mais que queira falar?

Sesshoumaru não respondeu. Simplesmente se virou de costas, entrando no banheiro.





Rin.......


Ela fechou os olhos quando a porta bateu. Olhou o telefone e a cama totalmente revirada, com os lençóis desarrumados denunciando o que havia acontecido até algumas horas antes. Levou as mãos à cabeça. Sesshoumaru estava certo: era hora de ser algo a mais do que uma perfeita e exemplar mãe.

Indo até seu quarto, abriu o guarda roupa, colocando uma roupa intima e seu roupão por cima. Passou um pouco de pó no rosto e penteou melhor o cabelo. Mesmo descalça, desceu até a mesa de café. Kikyo a mirou e se despediu, alegando que realmente tinha compromissos. Rin agradeceu e se desculpou pelo constrangimento. Kikyo sorriu, tomando seu rumo.

Hiroshi tomava seu leite e comia a metade de um pãozinho. Rin abriu um sorriso, que ele correspondeu, parando para observá-la.

Rin – Há algo errado? – perguntou, acariciando os cabelos cor de bronze e desarrumados do filho, para depois lhe beijar as bochechas.

Hiroshi – Você é a mulher mais linda que eu já vi, mamãe. – Rin arregalou os olhos, sorrindo ainda mais.

Rin – Obrigada! Porque você também é o garoto mais lindo que eu já vi. – O abraçou afastando a cadeira.

Hiroshi pulou em seu colo, continuando a tomar o leite quente e o pãozinho. Rin se encostou ao respaldo da cadeira, fechando levemente os olhos.

Rin – Como dormiu essa noite?

Hiroshi – Bem. A tia Sango foi até a casa da vovó com o tio Miroku. Estavam bastante animados e empolgados. Assistimos um desenho e tomei uma tacinha bem pequenininha – gesticulou com os dedos – de sorvete.

Rin – Hum sei... E a tia Sango, está bem? – se perguntou porquê Sesshoumaru ainda não desceu.

Hiroshi – Sim, está ótima! Perguntou de você e o papai. Eu disse que estava tudo como sempre... – Hiroshi baixou o tom de voz, entristecendo a mesma – Cadê o papai? Já estou quase terminando de comer e ele ainda nem desceu...

No mesmo momento, Sesshoumaru havia descido, já vestido com uma camiseta pólo preta e uma calça jeans escura. Os cabelos estavam molhados. Estava com a chave do carro e a carteira. Rin desviou o olhar.

Sesshoumaru – Vou precisar sair... – apenas informou – Não me espere acordado, Hiroshi. – estava sério. O rosto de Hiroshi se contorceu de tristeza.

Hiroshi – Mais aonde você vai? Tínhamos combinado de sair nós três hoje, se lembra? O jogo na televisão, pai... Mas, além do mais, você nem tomou café com a gente.

Sesshoumaru – Sua mãe vai tomar café com você... Eu preciso sair, filho. Amanhã assistiremos ao jogo...

Hiroshi – Amanhã eu vou jogar futebol com o Inuyasha. Quer saber, pai? Esquece! - se levantou, saindo da mesa e subindo as escadas com pressa e zangado.

Rin – Hiroshi, você ainda não terminou de... – não pode terminar de falar, se assustando com o barulho da porta batendo, se calou se servindo de suco.

Umedeceu os lábios, se sentando direito na grande mesa. Ele continuava lá, parado. Então, o celular de Sesshoumaru tocou e, em poucas palavras, ele respondeu que não se demoraria. Rin sorriu ironicamente enquanto passava requeijão na fina torrada. Viu que ele se aproximava e, com uma das mãos, levantou seu queixo lhe dando um beijo na boca. Foi tudo tão rápido que Rin não teve tempo de hesitar. Abriu bem os olhos, e pode ouvir quando ele lhe disse, em um sussurro, se aproximando de seu ouvido:

Sesshoumaru – Nada mudou da noite passada, Rin, e essa noite eu faço questão de te lembrar novamente.

Rin – A onde você vai, Sesshoumaru? – perguntou entre os dentes, de forma ameaçadora.

Sesshoumaru – Terminar o que nunca deveria ter começado. Me espera acordada, há coisas que ainda preciso lhe mostrar. – Sem que ela pudesse ter a chance de responder, ou praguejar, ele saiu da habitação, subindo as escadas rapidamente até o quarto de Hiroshi, onde se demorou 10 minutos, depois desceu novamente e, jogando uma última mirada em Rin, saiu.

Uns 45 minutos depois a campainha tocou. Era Kagome, que trajava uma calça jeans apertada e uma bata solta da cor verde clara. Sorriu tirando os óculos escuros.

Rin – Sua sumida! Faz semanas que não nos falamos. – se abraçara com força, enquanto Kagome entrava na grande sala de estar.

Kagome – Alguma coisa aconteceu... – Rin parou de sorrir, olhando Kagome com um ponto de interrogação na testa – Seus olhos, estão brilhando. – gargalhou.

Rin – Não estão não. – foi até o espelho no corredor.

Kagome – Estão sim! Agora, olha os meus... Nota? Sou a mulher mais feliz desse mundo. - soltou um gritinho de excitação, abraçando Rin novamente. Se sentaram as duas de volta na mesa, e Rin tomou mais outro copo de suco.

Rin – Hiroshi, a Kagome ta aqui em baixo. – não ouviu resposta, olhou chateada para Kagome.

Kagome – O que aconteceu?

Rin – Sesshoumaru havia marcado de assistir um jogo de futebol com ele hoje, mais teve um compromisso...

Kagome – Que compromisso?– Já se colocava furiosa. Se havia uma pessoa que Kagome não confiava, era Sesshoumaru.

Rin – Eu não sei. - baixou a mirada.

Kagome – Eu já disse o que acho sobre isso, não disse, Rin? Linda, pelo amor de Deus! Acaba logo com isso, ou vai ou fica. Isso já dura tantos anos e... – Hiroshi desceu as escadas lentamente, segurando seu ursinho favorito de pelúcia e com um bico enorme nos lábios.

Rin – Oh filho! Vem cá com a mamãe... – Rin afastou a cadeira novamente e Hiroshi se escondeu em seus braços, enquanto Kagome só sorria, olhando para Rin que fazia o mesmo.

Kagome – Hey mocinho, não vai falar comigo hoje não?

Hiroshi – Oi Kagome. – sua voz saiu abafada por estar tão abraçado a Rin.

Kagome sorriu e Rin começou a dizer.

Rin – O papai me disse que era algo muito importante. Ele tinha um serviço muito sério na empresa, filho... – Kagome torceu o nariz. Odiava as mentiras que Rin dava quando Hiroshi notava que Sesshoumaru não estava em casa.

Hiroshi – Ele me falou... Mas, mesmo assim, promessa é promessa, mãe. Posso tomar um sorvete? - Rin sorriu.

Rin – Pode, mais óh, só um pouco. Não quero ninguém no pronto socorro de madrugada. – Hiroshi levantou em um pulo, indo até a cozinha.

Kagome – Inuyasha mandou um beijo e disse que ta de pé o futebol de amanhã.

Rin – Ah ok! E você, como foi a viagem?

Kagome – Maravilhosa! Sem comentários. Os detalhes íntimos ficam para outro dia. E você, o que fez essa noite?

Rin – Dormi com o Sesshoumaru – Kagome arregalou os olhos, quase caindo da cadeira.

Kagome – Você só pode estar brincando! Como? Por que?

Rin – Aconteceu. Quando eu dei por mim, já havia acontecido.

Kagome – Rin, você sabe onde está pisando, não vou lhe dar palpites mais...

Rin – Eu sei, Kagome, eu sei. Mas, por favor, não quero falar sobre isso agora.

Kagome – Ta, tudo bem. Mas de qualquer maneira, deixa para lá! Estou de saída, marquei com o Inuyasha de ir até a casa de não sei quem da família dele. – Rin se levantou com um sorriso triste – Hey, se liga, Rin! Não deixe que, jamais, homem nenhum volte a te dobrar, ok? – Rin assentiu.

Sentia uma grande admiração por sua amiga. Se abraçaram novamente. Se despedindo de Hiroshi, Kagome partiu.

Rin – To te vendo, pequeno Taisho... Essa é a segunda vez que vejo essa taça cheia. – Hiroshi sorriu sapeca, pulando no sofá para começar a assistir o desenho que passava naquele horário.

Rin subiu, entrando no banho e depois colocando uma roupa. Olhou a janela e viu que o dia não estava nublado, ao contrário, se fazia um radiante e iluminado sol. Vestiu uma calça fuso, preta, e uma bata da mesma cor. Se olhou no espelho, e não gostou do que viu. Penteou os cabelos e fez uma bela maquiagem natural. Colocou uma rasteirinha baixa, com pequenos pontinhos de luz que dava um grande charme e se perfumou, descendo. Precisava fazer o almoço.

Rin – Macarrão com molho branco e filé de frango. O que acha, Hiroshi? – Hiroshi assentiu, voltando a prestar atenção o desenho, enquanto Rin cozinhava com gosto e com o rádio ligado em baixo volume.

Sorriu. Adorava cozinhar, e se sentia à vontade no dia de hoje. Olhou a foto de Sesshoumaru e Hiroshi jogados na grama grudada a geladeira, novamente sorriu, deu uma espiada no filho sentado no sofá para se concentrar na gostosa comida, o dia se passou tranqüilo e com um almoço muito empolgante.

Hiroshi adorava quando Rin cozinhava nos finais de semana. Logo depois, saíram para dar um passeio e tomar um sorvete. Eram quase cinco quando, carregando o filho no colo, que havia dormido no carro, Rin subiu as escadas depositando Hiroshi em sua cama. Sabia que ele adorava dormir lá. Desceu novamente. Logo depois de um tempo, o telefone tocou: era Sango.

Conversaram cerca de uma hora, então cansada, Rin se deitou no sofá, bebendo um cálice de vinho. Mordeu os lábios olhando o relógio. Já eram quase 21:00. Não pôde evitar pensar em Sesshoumaru. Levantou-se, caminhando ao redor da piscina, agora iluminada deixando a água quase transparente. Mexeu em sua aliança e no anel de noivado. Ficou ali por longos e longos minutos. Olhou para trás e sorriu ao ver Hiroshi coçando os olhinhos.

Levantou-se o pegando novamente no colo, lhe deu um banho e colocando o pijama fez o leite que o pequeno tomava antes de deitar, caindo de sono novamente Hiroshi tomou o copo inteiro no colo da mãe adormeceu novamente. Depois de o colocar, agora em seu quarto, Rin tirou as sandálias ficando descalça. Ligou a televisão, estava tão cansada. Fechou os olhos e assim, de rápido, adormeceu.

Abriu os olhos sentindo ser profundamente observada. Piscou ao ver Sesshoumaru, abaixado em sua altura, já que estava deitada sobre o sofá. Piscou novamente, coçando os olhos. Olhou o relógio: já eram quase 01:00.

Sesshoumaru – Está acabado! – Ela não disse nada, então Sesshoumaru continuou – Preciso te confessar algo. – Rin se sentou imaginando que viria bomba, se preparou escutando o que ele tinha a dizer.

Sesshoumaru – Naquele domingo, que dormimos juntos na sua casa, que concebemos o nosso filho... – fez uma pausa – Eu sabia o que estava fazendo, que não estávamos nos protegendo. – Rin arregalou os olhos.

Rin – O que? – Sesshoumaru respirou fundo contendo o nervosismo .

Sesshoumaru – Assim como no hotel, em Londres, quando também não nos protegemos... – Rin se levantou caminhando de um lado para o outro – Eu queria que você estivesse grávida quando, juntos, abrimos o exame.– Rin, com o queixo trêmulo, mirou Sesshoumaru esperando que ele continuasse a falar, o mesmo se levantou se aproximando dela – Eu sabia que você ficaria grávida, e também sabia que se casaria comigo, porque fazia parte do nosso jogo... Nós éramos o jogo. Era o meu jogo, desde que você entrou na sala de reuniões, quando nos vimos novamente pela primeira vez. – engoliu seco – Ou era isso, ou não era nada.

Rin – Sesshoumaru... O que você...? – sussurrou.

Sesshoumaru – Me escuta. Eu não me casei contigo pelo fato de você estar grávida... – Mordeu os lábios, mirando os olhos apavorados de Rin. Começou a dizer sem parar – E eu calculei cada coisa que houve entre nós, a viagem que não teria sido feita por nós dois, mais sim por dois assistentes competentes, a suíte, o quarto, o nosso filho, o nosso casamento... Tudo, Rin. – levou as mãos na cabeça – Porque eu pensei que você também me amasse, porque eu pensei que daria certo e que, com o tempo, seriamos extremamente felizes. Eu me casei com você porque eu amava você, Rin... Eu me casei com você, porque eu amo você! – seus lábios, trêmulos, aguardavam que ela dissesse alguma coisa. Santo Deus! qualquer coisa...

Rin deu um passo para trás, para logo depois, atormentada, se virar de costas para ele, apoiando as duas mãos na mesa. Lhe faltava o ar e a respiração. Sua cabeça rodou e sentiu por, alguns segundos, que iria desmaiar.

Ele o que?

Inclinou seu corpo, na espera que o repentino enjôo passasse. Fechou os olhos com força.

Rin – Você falou que algo estava acabado... – respirou fundo, virando-se para ele com a expressão atormentada – O que? O que estava acabado?

Sesshoumaru – Marcela e eu. – se aproximou, seu estomago parecia querer saltar pela boca.

Rin – Marcela e você. – tentou recuperar o controle – Você me diz que terminou seu caso com a sua secretária, e depois disse que me ama, é isso?

Sesshoumaru – Eu não acredito que você vai fazer isso, Rin... – Levou as mãos à cabeça se aproximando dela – Eu não acredito!

Rin – Por que agora, depois de tanto tempo? - também se aproximou, inclinando a cabeça e contendo as lágrimas – Eu esperei tanto tempo por isso, e você me diz agora assim, enquanto confessa que...

Sesshoumaru – Vamos conversar de igual para igual, certo? – mordeu os lábios contendo o nervosismo.

Rin – Você me traiu, de simples, em todos os sentidos... Porque você é um egoísta, Sesshoumaru, um maldito bastardo egoísta.

Sesshoumaru – Você está certa, Ok?! Eu fui mesmo egoísta em querer que tudo relacionado à você fosse meu, eu confesso...

Rin – Eu tinha a minha vida...

Sesshoumaru – E eu queria você junto à minha. – gritou, e Rin arregalou os olhos se pondo ainda mais nervosa – Se você se arrepende de ter tido o nosso...

Rin – Não fale uma besteira dessas, porque o Hiroshi é a única coisa que eu realmente amo nessa vida. Droga, Sesshoumaru, Droga! – se sentou na cadeira, levando as mãos na testa – Eu deveria saber que era um jogo, eu deveria saber que...

Sesshoumaru – Foi o seu jogo, Rin. – pegou uma cadeira, se sentando na frente dela. Suava frio. -- Eu estava atordoado, porque, a cada dia, estava mais e mais distante, e eu não sabia de que maneira... De que maneira que eu poderia manter você junto a mim, pelo resto da vida.

Rin – Era só você ter falado que me amava e, de simples, eu cairia rendida aos seus pés, como a cada vez que você me tocava. Não era amor...

Sesshoumaru – Era amor. É amor!

Rin – Não era. Sesshoumaru, é essa sua maldita obsessão, era desejo, Sesshoumaru, era fome, mais não amor.

Sesshoumaru – Como você pode ter tanta certeza disso? Eu disse a você que te amava uma vez, mas você nem me prestou atenção, Rin... Eu tentei dizer tantas vezes, e você... E você engravidou, e se casou, e se fechou para mim, como se eu nunca tivesse feito parte da sua vida. Você queria o que? Eu tinha meu orgulho ferido...

Rin - E PRECISAVA DE SEXO COM ALGUMA OUTRA MULHER. Você me usou, Sesshoumaru, para obter o que podia ter, até hoje, sem todo esse sofrimento e desencontro.

Sesshoumaru – Eu disse que AMO VOCÊ! RIN, VOCÊ É SURDA? EU DISSE QUE AMO... QUE EU AMO VOCÊ.

Rin – Eu também amava você... Eu amei você na semana que nos conhecemos, eu amei você durante meu casamento, eu amei você enquanto você dormia com outra, eu amei você por tudo e por todos os sentidos da palavra amar. – finalmente deixou uma lágrima cair fechou os olhos, engolindo a saliva – Eu não... Eu não te amo mais, Sesshoumaru. – Ele se levantou com a testa franzida.

Sesshoumaru – Você ta mentindo! RIN, EU SEI QUE VOCÊ ESTÁ MENTINDO. ANDA... ANDA, VEM CÁ... – fechou os olhos controlando o choro contido em sua voz – Ainda dá tempo... Temos tempo, querida. – Ela balançou a cabeça negativamente se levantando também.

Rin – A garotinha já não sente o mesmo. - Sesshoumaru se lembrou das palavras dela enquanto, deitada sobre ele na cama, contava sobre o que Hiroshi havia lhe dito.

Estendeu a mão na direção dela. Perdeu a fala, olhando nos olhos vazios e cheios de lágrimas de Rin. Esperou até que ela lhe pegasse a mão, se abraçasse a ele e dissesse que tudo o que havia falado era mentira.

Sesshoumaru – Não o faça, Rin...

Rin – Você jogou o seu jogo, meu amor... – sua voz era terna, e um sorriso triste apareceu em seus lábios – Você tem razão, eu estava mentindo, eu amo você, mais não confio em você. – negou com a cabeça sem parar.

Sesshoumaru – Eu era egoísta, Rin, eu precisava estar seguro de que você nunca me deixaria... Além do mais, tinha Inuyasha... Tinha ele, sempre tão junto de você e... – baixou a cabeça – Rin? Eu não sei o que dizer.

Rin – Vá embora, Sesshoumaru. – mordeu os lábios trêmulos – Desaparece daqui, por favor. – levou as mãos à cabeça, olhando para mão dele que continuava estendida.

Sesshoumaru – Eu não vou a lugar nenhum. Essa é a minha casa e você é a minha mulher. Eu não fiz nada de mal, eu apenas me enganei ao pensar que você também me amava, e que pode... – Rin o interrompeu.

Rin – Eu amava você. Eu amo você! Mas, os meios não justificam os fins, Sesshoumaru... E nós fomos tão infelizes nesses anos. Porque foram cinco anos, Sesshoumaru, que o meu marido, pai do meu filho, nunca havia me dito que me amava...

Sesshoumaru - EU ESTOU DIZENDO AGORA. – se remexeu inquieto, tentando fazer com que ela entendesse.

Ouviram um choro forte e agudo do andar de cima. Rin correu, subindo as escadas. Era Hiroshi que, sentado na cama, já estava vermelho de tanto que gritava e chorava. Rin o ergueu nos braços. O que acontecia? Qual era o motivo pelo qual ele chorava daquela maneira?

Rin – O que foi filho? Dói alguma coisa? - olhou os olhos vermelhos de Hiroshi. Estava assustada, nunca havia o visto assim.

Sesshoumaru logo em seguida apareceu feito um trovão no quarto, com o semblante ainda atordoado.

Sesshoumaru – O que está acontecendo? – Rin franziu a testa, começando a chorar junto com Hiroshi que se abraçava com força a ela.

Rin – E-E-euu, não sei... Ele está vermelho e... – Sesshoumaru pegou o filho no colo, o colocando deitado na cama, percorreu o olhar por todos os lugares do corpo do menino tentando saber se sentia alguma dor.

Sesshoumaru – Filho? – Hiroshi parecia não ouvir – FILHO? HIROSHI?

Rin – SESSHOUMARU! – gritou apavorada, enquanto Sesshoumaru chacoalhava Hiroshi para que ele pudesse lhe escutar.

Sesshoumaru – HEY, ESTÁ TUDO BEM? – Por fim, o menino havia se acalmado – Está com dor? Dói em algum lugar? Hiroshi? – limpava as lágrimas do pequeno, que agora chorava baixinho.

Rin – Filho? Está sentindo alguma coisa? Alguma dor? – Hiroshi estendeu os bracinhos para Rin que o pegou no colo – Teve um sonho ruim foi isso? – Sesshoumaru se levantou, preocupado, se mantendo próximo ao filho e a Rin.

Hiroshi – Eu ouvi gente brigando... Vocês estavam gritando. O papai estava gritando alto... – fez um enorme bico.

Então, Sesshoumaru entendeu o que havia acontecido. Respirou fundo. Por sua irresponsabilidade, ele havia acordado assustado e, na certa, enquanto escutava o próprio pai gritar, chamava por Rin, que também gritava e, o pior, nenhum dos dois haviam o acudido.

Rin fechou os olhos, se sentindo inválida. Olhou Sesshoumaru, negando continuar a discussão. Deitou novamente o filho na cama se deitando ao lado dele. Sesshoumaru fez o mesmo, do outro lado, ambos o abraçando até que Hiroshi novamente adormecesse. Se levantaram, caminhando para o quarto, onde Sesshoumaru fechou a porta e se sentou ao Rin, sem dizer uma única palavra, por longos minutos.

Sesshoumaru – Não dá mais, Rin... – negou com a cabeça, a mirando – Agora foi à gota. Ou acaba aqui ou começa aqui. – Rin se virou o mirando. Mordeu os lábios, controlando o impulso e, finalmente, respondeu:

Rin – Começa aqui! – franziu a testa – Vai ser pior sem você... Eu não vou conseguir. – ele sorriu, fechando os olhos, como se tivesse vencido a mais longa das batalhas internas e externas. Abriu os olhos, a olhando nos mesmos.

Sesshoumaru – Olá,Doce  – recordou à ela a maneira de como haviam se conhecido.

Rin – Olá, Doce – respondeu Rin, como se, depois de tanto tempo, pela primeira vez pudesse enxergar seu marido à sua frente.

Então, Rin olhou para frente e se levantou, caminhando até a janela. Afastou as cortinas, tendo a visão da noite estrelada e da grande lua sobre ela. Fechou os olhos. Era o certo a fazer?

Era certo fechar os olhos, como uma mulher submissa, e começar agora, como se nada estivesse acontecido, como se aqueles cinco anos não tivessem feito nada com ela, ou até mesmo com ele? Tantas coisas que haviam sido ditas, na intensidade que haviam sido ditas. Poderia ela abrir os olhos agora e agir como se nada tivesse acontecido? Como se ele não tivesse dormido com outras mulheres enquanto ela era uma boa mãe e uma boa empresária? Sentiu uma respiração forte em sua nuca, e as mãos de Sesshoumaru apareceram por cima de sua cintura.

Sesshoumaru – Você não pode esquecer, Rin, eu a conheço. – Agora, foi a vez dele fechar os olhos e respirar fundo – Toda vez que fizemos amor, você vai se lembrar dela... – Se afastou.

Abrindo a porta do guarda roupa, pegou sua mala, colocando algumas roupas. Sem dizer nada, Rin permaneceu lá. Quando se virou, se assustou. Onde ele estava indo? As roupas estavam em grande parte na mala. Ele caminhava de um lado para o outro, pegando suas coisas e as colocando em outra maleta de mão: objetos pessoais de uso pessoal. Ela continuou ali, parada, sem dizer nenhuma palavra. Sesshoumaru foi até o banheiro e lavou o rosto, voltando para o quarto, se aproximou de Rin.

Sesshoumaru – Eu preciso ir viajar. – Rin ficou sem reação.

Viajar? Mas para onde? Por que? Como assim?

Sesshoumaru – Você precisa disso, eu preciso disso... – Pegou sua carteira – Vou para Londres. São algumas coisas, que levariam meses para serem feitas, que eu farei em apenas algumas semanas...

Rin – Você prometeu para o Hiroshi. Quando ele acordar, e não te ver aqui, vai associar o que houve hoje com o fato de você não estar em casa amanhã... – Começou a tremer violentamente – Você vai sozinho? – Sesshoumaru sorrir tristemente.

Sesshoumaru – Eu sempre fui sozinho, Rin. – Rin abaixou a cabeça.

Ótimo! pensou ela, começamos com uma viajem de semanas e uma nova mentira.

Rin – Ok! - se distanciou, indo de volta à frente da janela.

Sesshoumaru se aproximou e, mais como uma caricia, afastou para os lados o cabelo de Rin, lhe dando um beijo na nuca, enquanto suas mãos apertavam levemente a cintura dela. Rin fechou os olhos, mordendo os lábios e continuou lá, parada. De repente, assim como entraram, ele saiu mais uma vez do quarto.

Sesshoumaru entrou no quarto de Hiroshi, se sentando na cama. Havia chegado ao seu limite àquela noite, e ainda podia ouvir o choro e o lamento de Marcela ao fechar a porta, a deixando sozinha no quarto de Hotel. Fechou os olhos, acariciando levemente a cabeça do filho em movimentos suaves e ondulado, fazendo com que Hiroshi se mexesse, mais logo depois dormisse reconhecendo as mãos do pai. Sesshoumaru lhe deu um beijo na testa e outro na bochecha, fez mais outro carinho e o cobriu saindo do quarto.

Passando pelo seu, para descer as escadas, viu a porta entreaberta e Rin continuava no mesmo lugar, mais agora ela se abraçava para valer, e com a cabeça baixa enxugava as lágrimas que tinha certeza que ela não pode segurar. Era hora de ir. E que Deus permita que eu volte! pensou Sesshoumaru, ao descer as escadas saindo da casa.



Rin....


Rin abriu a janela, deixando o vento da noite bater em seu rosto, enquanto Sesshoumaru entrava no maravilhoso carro esporte, prata, e arrancava. Mordeu os lábios e caminhou até o quarto de Hiroshi, se sentando ao lado dele na cama. O acariciou, não reprimindo o pranto. Franziu a testa contraindo o estomago com força para não fazer nenhum barulho que pudesse acordar o pequeno. Se deitou ao lado de Hiroshi que, como se percebesse a presença de Rin, se aproximou deitando entre os braços da mãe, que com cuidado deixou as lágrimas escaparem. Adormeceu em tão pouco tempo que, quando acordou, os raios de luz que passavam pela cortina de carrinho fez com que seus olhos ardessem.

Hiroshi estava deitado de frente para ela, com os olhos bem abertos e compenetrados no rosto de Rin, enquanto uma mãozinha lhe acariciava os cabelos. Sentiu vontade de chorar... E chorou, deixando algumas lágrimas caírem. Hiroshi, de simples, sorriu. E Rin não entendeu, se repreendendo pelo fato de que assustaria o garoto, mais ao contrário, ele permaneceu a olhando, com os olhos cravados nos seus, como Sesshoumaru fazia, com um leve sorriso nos lábios. Rin sorriu de volta, se acalmando aos poucos até parar completamente de chorar.

Hiroshi – O Papai não está em casa...

Rin – Eu sei, querido.

Hiroshi – Aonde ele foi mãe? – Rin fechou os olhos e, sendo sincera consigo mesma, ela não sabia, não sabia para onde ele realmente havia ido, por onde havia ido.

Rin – Eu não sei, meu amor.

Hiroshi – Acho que ele foi trabalhar. Deve ter ficado bravo comigo porque eu não quis desculpar ele pelo jogo de futebol...

Rin – Não, meu amor, o papai está bravo comigo, não com você. – sorriu, agora fazendo carinho no rosto de Hiroshi.

Hiroshi – Eu acho que você não gosta dele como ele gosta de você, mamãe. Quando você dorme, às vezes, ele fica um montão de minutos te observando. – Rin se levantou, sentindo dores no corpo por ter ficado tão encolhida em uma cama menor que a sua. Enxugou o rosto molhado se recompondo.

Rin separou a roupa que Hiroshi colocaria para o jogo de futebol e logo depois o vestiu, para depois lhe pentear de leve os cabelos. Preparou o café da manhã após escovar seus dentes. Em perfeito silêncio, comeram.

Enquanto Hiroshi jogava algo na televisão, Rin subiu, entrando no chuveiro. Molhou-se por completo. Tomou um longo banho. Logo depois, ao abrir a porta do seu guarda roupa, sua testa se franziu ao passar os dedos por cada cabide: blusa preta, saia preta, calças e milhares de terninhos pretos. A maioria de suas peças era da cor preta ou marrom. Sentou-se na cama, levando as mãos à boca.

Por Deus! Onde havia parado sua vida para que ela se perdesse daquela maneira? Com a toalha enrolada no corpo, escolheu uma calça jeans bem apertada e uma bata, preta, com alguns detalhes em prata, calçou as sandálias de salto, fez sua maquiagem e, com os cabelos naturalmente secos, desceu com sua bolsa e colocou os óculos escuros. Sorriu para Hiroshi que, de pé com a bola na mão, aguardava Rin. O jogo de futebol terminou em muita conversa e um delicioso almoço. Rin teve que explicar o motivo pelo qual Sesshoumaru, mais uma vez, não havia ido. Hiroshi esqueceu um pouco do assunto, se liberando e conversando a vontade com os amigos e com Inuyasha.






Duas Semanas....


Rin contou nos dedos, sentada ao lado de Sango, que estava deslumbrante em seu aniversário, no qual Rin havia se ocupado em ajudá-la em tudo que estivesse em seu alcance. Havia passado alguns dias na casa de Kikyo, onde iria ser a festa, com mais de 100 convidados, incluindo a família de Miroku, seu marido que, muito apaixonado havia dado a idéia da festa.

O salão estava todo decorado em azul e branco, como a cor do vestido de gala de Sango, para o luxuoso jantar que viria ao mais entardecer. Sorriu ao ver o amor que ela e Miroku compartilhavam enquanto conversavam e se acariciavam, para quem quer que quisessem ver.

A festa estava linda. Kikyo estava linda, conversando em um canto da casa com alguns convidados que já haviam recebido sua atenção e a atenção de Sango. Hiroshi corria de lá para cá com as demais crianças enquanto Rin, sentada, aguardava seu marido chegar de uma viagem que chegou a pensar que não teria volta. Percebeu que um primo de Miroku e mais outros homens solteiros na festa a olhavam de cima a baixo. Caminhou até o banheiro. Fazia tanto tempo... Tanto tempo.

Olhou-se no espelho. Estava com um vestido vermelho, de seda brilhante, longo e cheio de pequenos brilhantes, que irradiavam qualquer lugar que ela passasse, com um decote em “v” na frente e as costas completamente abertas. Os cabelos, presos em um firme coque alto, onde sua franja lisa caia levemente sobre seus olhos. As sandálias, de salto alta prata, e os diamantes que havia ganhado de Sesshoumaru nas orelhas e no pescoço.

Recordava aquela noite, a festa de Kikyo, e maquiada daquela forma, se esqueceu de como havia amanhecido no dia depois que Sesshoumaru havia partido.

Seu perfume doce era sentindo por qualquer homem presente na sala. Molhou os lábios para retocar, então, depois o batom. Quase todos os convidados haviam chegado. Até mesmo Sara havia chegado. E Sesshoumaru não havia dado sinal de vida. Na realidade, não falou nem sobre negociações com ele nas duas semanas que se passaram. Sango apenas havia ligado de sua sala, relembrando o convite.

Abaixou a cabeça, arrumando o vestido colado pela seda brilhante no corpo. Saiu do banheiro e pôde ouvir que as conversas haviam ficado mais altas; na certa o jantar já seria servido e os convidados todos já deveriam ter chegado. Caminhou de volta ao salão.


Sesshoumaru sorriu ao ter Hiroshi novamente em seus braços. O abraçou com força enquanto o menino, Sango e Kikyo o enchiam de perguntas, o abraçando e dizendo haviam sentido saudades. Afinal, contando com a outra vigem, fazia mais de meses que Kikyo, Sango e Miroku não viam Sesshoumaru. Sorriu, cumprimentando um por um no salão, enquanto a festa ficava cada vez mais e mais agradável.

Enquanto beijava e abraçava Hiroshi mais uma vez, explicando porque ele havia viajado com tanta pressa, seus olhos encontraram os de Sara, que lhe sorriu tristemente, levantando a taça. Ele sorriu, para então voltar ao que buscava com tanto esforço.

E quando, finalmente, saindo sobre o salto e com aquela seda maravilhosa cobrindo o corpo de vermelho, caminhando como se nenhuma outra mulher estivesse na festa, como se nenhuma mulher pudesse ser o que ela era, ele viu Rin. Na realidade, o salão inteiro esperava por esse encontro, já que haviam surgido boatos que o casamento não ia muito bem. Sango, assim como Kikyo, sorriu ao observar a cena.

Sesshoumaru parecia incrédulo. Se era possível, seus olhos brilhavam em uma intensidade fora de série enquanto, em seu corpo, ondas de calor eram lançadas por todas as veias. Nesse mesmo instante, ela sorriu a alguém que, na certa, havia a cumprimentado, subiu a mão, onde levava a grossa aliança, no rosto tirando sensualmente a franja dos olhos. Ele estremeceu, engolindo seco. Parecia paralisado, parecia que não havia ninguém mais no salão. Foi então que os olhos dela se encontraram com os seus, e Rin parou no salão, no meio do salão, encontrando aquele imã que havia sentindo desde a hora que havia pisado no salão iluminado.

Umedeceu os lábios, sentindo as contrações do seu corpo dizendo que sua outra metade havia chegado. Seu coração bateu tão rápido que o sentiu parar logo em seguida, quando seus olhos fecharam em alivio, dizendo a si mesma que ele estava de volta. Sim, ele estava de volta! Abriu os olhos brilhantes e mordeu os lábios. Sorriu para Hiroshi e depois, ainda séria, cruzou o salão. Com os olhos, de pura saudade e desejo, chamou Sesshoumaru, sem dizer nenhuma única palavra. Chamou por ele enquanto cruzava o salão rumo ao corredor que dava para a entrada dos jardins da casa.

Sesshoumaru colocou Hiroshi no chão e sorriu ao menino, mais a vista de todos não teve como controlar.

Um tanto afastados, mais ainda no corredor que dava vista para o salão principal, ele pegou Rin pelos braços a virando, no corredor escuro, assim a fazendo se chocar com seu corpo, deixando evidente seu desejo por ela em sua intimidade. Logo a seguir, aproximou seus olhos, a encostou com força na parede para então lamber seus lábios, subindo as mãos fortemente até a nuca de Rin, a trazendo ainda mais perto da boca dele, e a outra descia por suas costas nuas pelo decote, até por fim chegar a sua cintura, e, com outro puxão, a colou ainda mais ao seu corpo.

Rin tremeu. Santo Deus! Como tremeu. Fechou os olhos ao sentir a respiração dele tão próxima a sua. Subiu as mãos, o pegando pelos cabelos. Sesshoumaru mordeu os lábios, para logo em seguida morder os dela, subiu uma das mãos, a colocando do lado da cabeça de Rin, abriu os olhos, molhados pelo desejo, e franziu a testa enquanto ela lutava para não gemer e lhe gritar que precisava tanto dele.

Sesshoumaru – O que você quer, Rin? – perguntou com certa fúria contida na voz.

Fechou os lábios, esperando que ela não respondesse, mas foi mais, muito mais do que ele podia suportar:

Rin – Eu quero você, Sesshoumaru! – então, o puxou pelos cabeços colando seus lábios em um beijo jamais visto por alguém da espécie humana.

Suas línguas dançavam e se procuravam com rapidez e desespero. Por fim, quando se encontram, o choque de seus corpos foi ainda maior. Rin arqueou as costas mordendo os lábios de Sesshoumaru, para então recomeçarem a se beijar, sem nenhum pudor ou reservas. Santo Deus! Aquilo era rendição, aquilo era entrega mútua para qualquer um que quisesse ver, e, na realidade, quase todos enxergavam. Uns discretamente, outros maravilhados. Não tinha como notar, se sentia o calor de longe.

Após cerca de 15 minutos, Sesshoumaru descolou seus lábios para então poderem respirar. Rin quase gritou. Lhe faltava tanto a respiração. Abaixou as mãos até o peito de Sesshoumaru, sentindo o coração dele bater rápido, até mais rápido do que o seu próprio coração batia.

Ele desceu a mão, que estava, até então, ao lado da cabeça dela, para suas costas, e Rin, mais uma vez, arqueou as costas ao sentir toque traiçoeiro dos dedos quentes de Sesshoumaru. Abriu os olhos, encontrando os olhos dele cravados nos seus. Não podia falar, ela não tinha palavras.

Sesshoumaru – Há pessoas demais olhando para que eu te faça amor aqui mesmo, de pé, sem nem mesmo tirar sua roupa ou a minha... Rin, estou a um fio de perder qualquer controle que resta em mim. – Ela mordeu os lábios pela intensidade que as palavras a atingiram.

Apertou as coxas, tentando reprimir o calor que seu corpo sentia através de sua feminilidade. Seus olhos desafiaram os deles, seus lábios o convidaram novamente, e Sesshoumaru teve a plena certeza, ela estava de volta, mas agora havia uma diferença: quem tinha o controle não era ele, mas sim ela. Rin novamente aproximou seus lábios e, antes de os grudar, o olhou nos olhos, então sem que ele percebesse conseguiu sair de seus braços, e novamente Sesshoumaru apoiou a mão na parede mantendo seu corpo levemente inclinado para frente. Rin se aproximou de seu ouvido e lhe sussurrou:

Rin – Tem razão! Há coisas que eu preciso lhe mostrar, que nenhum outro homem jamais vai ver. – e, caminhando da mesma forma que havia entrado no salão, encontrou o banheiro não tão longe no qual entrou e, com rapidez, trancou a porta se encostando à mesma.

Respirou fundo. Seu corpo ardia em chamas, seu sangue parecia borbulhar dentro de suas veias. Ar. Ela precisava, com toda certeza, de muito, e frio, ar.

Sesshoumaru, ainda com os olhos apertados, tentava controlar ao máximo os locais que ardiam em seu corpo. Na verdade, tudo ardia. Pensou estar louco. Seu sangue parecia borbulhar por suas veias. Respirou com calma, uma e duas vezes. Como ela podia ter feito isso? Sorriu, mordendo os lábios. Se estivessem sozinhos, com toda certeza a teria feito se arrepender.

Sentindo, por fim, que seu corpo voltava ao normal se endireitou. Passou os dedos pelos lábios tirando o batom vermelho dos mesmos. Na mesma hora, Rin saia do banheiro. Passou a língua pelos lábios, dando um sorriso sensual de canto de boca, enquanto suas mãos limpavam o batom que havia restado dos lábios de Sesshoumaru.

Céus! Ele quase havia se derretido e ela continuava lá, com toda a maquiagem e o batom como se jamais tivessem sido borrados. Como há muito tempo, a pegou pela cintura, indicando posse, dizendo a todos que os viram e desejavam naquele momento por um segundo a ter em seus braços, que ela era sua, Sorriu à Inuyasha que, sério abraçava Kagome de modo que ela ficasse de costas para ele, que não notava a forma como ele ainda olhava Rin.

A abraçou ainda mais quando Hiroshi, pulando, chegou perto deles, contando algumas novidades. Animado, gesticulava e fazia com que Rin gargalhasse pelo modo que ele falava. Aos poucos, as pessoas, ainda maravilhadas, deixaram de observar o casal. Sango sorriu, olhando Kikyo e aproximando de Rin e Sesshoumaru quando Hiroshi novamente correu para os jardins da casa.

Sango – Senti saudades, maninho... – Sesshoumaru a abraçou lhe dando um belo beijo no rosto .

Sesshoumaru – Meu presente já está na sua casa, me liga depois dizendo o que você achou. Boa noite, Miroku.

Miroku – Boa noite, Sesshoumaru. Os negócios, como andam?

Sesshoumaru – Em perfeito estado. E por aqui, tudo sob controle?

Miroku – Tudo, sem nenhum problema. Que bom que você está de volta, não agüentava mais a Rin choramingando pelos cantos... - Rin arregalou os olhos dando um tapinha no braço de Miroku.

Rin – Seu trapaceiro! Era você que ficava todo tristonho quando a Sango tinha que ir para o interior, duas vezes por semana... Olha! Esse seu marido Sango... – os quatro na roda sorriram a gargalhadas, e Rin os deixou matando a saudade quando avistou Kagome e Inuyasha. Aproximou-se, cumprimentando a ambos.

Sesshoumaru, enquanto sorria pelo agradável assunto que se formava, olhou em direção a Hiroshi que, seguro, brincava com os demais filhos dos convidados. Mirou Rin, que mantinha uma conversa bem animada com os amigos. Mordeu os lábios, voltando a prestar total atenção no que a irmã e o cunhado falavam animados.

Kikyo se aproximou, entrando também na conversa, gargalharam mais um pouco, antes do jantar ser servido ao som de uma música agradável. Sesshoumaru ajudou Hiroshi, sentado ao seu lado, a comer. Dançaram e brincaram. Enfim, uma festa maravilhosa e digna de Sango, que se divertiu e sorriu ao lado de seu marido o tempo todo.

O relógio já apontava mais de duas da manhã. Sango sorriu, se despedindo do ultimo convidado. Sentou-se, tirando as sandálias às jogando longe. Miroku sorria, a abraçando. Lhe deu um beijo nos lábios, para então começar a massagear os pés de Sango.

Kikyo – Ta para nascer marido melhor que esse, heim Sango! – sorriam e Rin desceu as escadas, com os sapatos de Hiroshi, enquanto Sesshoumaru o trazia adormecido nos braços. Rin jogou a manta de Hiroshi em cima do mesmo, o cobrindo por inteiro – Pensei que ficariam por aqui. – sorriu Kikyo, ao beijar o neto na testa com cuidado – Já é tarde.

Sesshoumaru – Fica para uma próxima vez. Estou morto de cansaço.

Sango – Sesshoumaru, conta outra vai, até parece que você ou a Rin vão dormir agora...

Kikyo – Olha o respeito, menina. – brincou.

Sango – Desculpa, tia. – sorriu como uma menina travessa enquanto Rin se ruborizava até o último fio de cabelo.

Miroku lançou um olhar a Sango, como dizendo a ela que também não dormiria e, em poucos segundos, se colocaram de pé e se despediram, subindo para o quarto do segundo andar.

Kikyo – Vão com cuidado! - Rin assentiu.

Se despediram, com mais sorrisos e beijos, esperando até que Kikyo se recolhesse. Rin colocou seu sobretudo preto, o jogou nas costas caminhando com Sesshoumaru até o carro. Chegaram em casa. Rin pegou o filho no colo, colocou um pijama delicadamente, deitou Hiroshi na cama e, com um beijo de Boa noite dos pais, o menino voltou a adormecer.

Sesshoumaru voltou para o quarto enquanto Rin guardava o pequeno Smoking de Hiroshi. Sorriu, o beijando novamente. Tirou as sandálias, caminhando para seu quarto. Seu ventre ardeu ao chegar à porta. Abriu com cuidado, entrando no quarto que estava escuro. O Smoking de Sesshoumaru estava pelo chão. Mirou a janela e não viu nada, percorreu o olhar sobre a cama e segurou-se na parede para que não caísse.

Suas pernas bambearam. Com um sorriso sensual no canto dos lábios, os olhos dele estavam cravados em Rin, sentado na ponta da cama com o cotovelo apoiado no joelho, Sesshoumaru estava irresistível, e completamente nu.

Sesshoumaru – Consegue respirar, querida? – perguntou ironicamente, a fazendo soltar um gemido baixinho. Aquele homem a colocava completamente fora de ar – Vem, Rin... – estendeu a mão, passando a língua pelos lábios, repetindo propositalmente o que ela havia lhe falado - Há coisas que eu preciso te mostrar, que nenhuma outra mulher pode ver... – completou – Ou sentir! – ela mordeu os lábios, tentando recuperar os movimentos enquanto ele fazia o mesmo, a devorando com os olhos.

Sua respiração se acelerou ainda mais, se era possível. Ele novamente sorriu, para logo depois sério se levantar, trancou a porta a prensando na parede.

Sesshoumaru – Senti sua falta.

Rin – Percebi. – sentiu a excitação de Sesshoumaru em seu ventre.

Arqueou as costas levantando a cabeça. Ofereceu seus lábios, molhados e trêmulos, para que ele os devorasse sem dó nem piedade nenhuma. Gemeu ao sentir sua língua pelando encontrando a língua dele, que estava até mesmo pior que a sua. Suas mãos criaram vida, descendo e subindo por todo o corpo de Sesshoumaru, arranhado as costas e nádegas.

Agora foi a vez de ele gemer enquanto Rin lhe beijava o pescoço, queixo e mais uma vez os lábios. Sesshoumaru levou suas mãos até o fecho do vestido, deixando toda a parte traseira do mesmo aberta. Com os lábios ainda colados nos lábios de Rin, abaixou lentamente as alças, ela não usava sutiã, assim suas mãos acariciaram cada seio para logo sua boca iniciar o delicioso trabalho de caricias nos mesmos, enquanto Rin arqueava na parede com os olhos firmemente fechados, controlando a vontade de gritar.

Mordeu os lábios ao ver como a língua dele brincava com os bicos, já doloridos de prazer, de seus seios. Torceu as pernas e o vestido, junto com a calcinha, desceu em um passe de mágica. Ele a segurou com firmeza, voltando a beijar seus lábios, colando suas intimidades em um leve esfregar. Caíram na cama, com Rin por cima do quadril de Sesshoumaru, pronta para uma conexão mais afundo. Ela se abaixou, o beijando nos mamilos, no abdômen, e foi descendo e descendo, enquanto Sesshoumaru se contorcia e mordia arrancando sangue dos próprios lábios.

Ela lhe beijou a virilha. Sorriu pela cara de desespero que ele fez e voltou a subir os beijos, até novamente se sentar em cima dele, para retomar a lhe beijar os lábios, enquanto suas mãos lhe agarravam e puxavam os cabelos. Sesshoumaru subiu as pernas e levou as mãos debaixo das axilas de Rin, como se fosse pegar um bebê, a levantou para logo depois abaixá-la, a penetrando lentamente, bem lentamente.


Rin parou de beijá-lo, ficando estática, ainda com os lábios abertos enquanto recebia Sesshoumaru por inteiro dentro de si. Seu estomago se contraiu e seu ventre ardeu pela intensidade das descargas elétricas de prazer que aquela profunda conexão jogava em sua corrente sangüínea. Mordeu os próprios lábios, segurando com mais força ainda os cabelos de Sesshoumaru que, também com os olhos fechados, se aprofundava dentro dela, o quanto ela pudesse agüentar.

Sesshoumaru – Relaxe... – Rin gemeu baixinho, relaxando por completo todos os músculos do corpo.

O beijou para abafar o gemido agudo que brotou em sua garganta quando, por fim, e inteiro, ele se encontrava dentro dela. Sesshoumaru subiu as mãos, percorrendo todas as costas de Rin. Lhe beijou com fúria os lábios enquanto nenhum movimento fazia.

Sesshoumaru – Não se mova...

Rin – Não posso suportar... – mordeu os lábios. O suor que pingava de seu rosto, umedecendo seus cabelos, denunciava que o prazer a tomava como louca, a deixando completamente sem sentidos.

Ele segurou um pouco mais os movimentos, até seu corpo não suportar a pressão do corpo de Rin para que ele se movesse, se aprofundasse, para depois voltar a sair, dando prazer total a ambos os corpos. Se virou bruscamente, ficando por cima de Rin. Lhe abriu um pouco mais as pernas e deu inicio ao primeiro movimento, e logo depois outro, e outro...

Rin arqueou as costas arregalando os olhos. Jamais o havia sentido tão profundamente. Era como se ela mesma não tivesse fim. Cravou as unhas e os dentes no ombro de Sesshoumaru, para que não gritasse em quanto seus corpos subiam e desciam para depois novamente voltar a subir com mais força. Ele pingava e os cabelos já estavam molhados, assim como os dela. Se movimentava sem parar, lhe beijando lábios, pescoço e tudo o que era possível.


Rin – Sesshoumaru... – Ela lhe gemeu no ouvido, se contraindo ainda mais quando ele a apertou com força na cintura.

Sesshoumaru – Não consigo me conter... – Rin mordeu os lábios.

Faltava algo... Faltava algo para que finalmente alcançassem o prazer absoluto. Estava perto, Rin podia sentir as ondas vindo de seu ventre, avisando que não só seu corpo mais o corpo dele também explodiria em êxtase.

Puxou os cabelos de Sesshoumaru com mais força. Sentiu que já não podia respirar e que não agüentaria por muito tempo. Rolaram pela cama novamente, em movimentos bruscos, fazendo com que Rin ficasse por cima. Sesshoumaru se sentou na cama se encostando ao respaldo da mesma. Seus corpos agora colados, e as pernas de Rin rodeando a cintura de Sesshoumaru, dando uma maior permissão para que seu corpo se fundisse a ela. Olharam-se, se movimentando, os olhos de Rin estavam semi-fechados, os cabelos espalhados pelo rosto, assim como os dele.

Sesshoumaru – Rin... Abre os olhos... – Pediu, quando sentiu que finalmente seus corpos explodiriam. – Está sentindo? – lhe mordiscou os lábios, para logo depois a pegar pela nuca, puxando levemente seu cabelo.

Ela respondeu com um gemido, e se beijaram de imediato quando por fim seus corpos, exaustos e suados, alcançaram o prazer absoluto e final. Apertaram-se forte, para não gritarem alto, mais mesmo assim um gemido escapou da boca de Rin, que se abraçou com ainda mais força a Sesshoumaru, sentindo seus corpos tremerem dos pés a cabeça. Tudo girava. Mais uma vez, o quarto girava e as luzes coloridas relembraram que ela ainda estava sobre total efeito do prazer. Sesshoumaru, cuidadosamente, a deitou em seu lado, e fez o mesmo, puxando o edredom dós pés para cobrir seus corpos.

Rin – Me sinto pegando fogo. – tentou afastar a coberta mas, mesmo assim, Sesshoumaru insistiu em cobri-los.

Sesshoumaru – Também me sinto, mais a noite é fria, seu corpo está quente... É melhor que evitemos uma doença, certo?- ela assentiu, se enrolando nele, o abraçando.

O quarto agora estava tão escuro, e a noite começava, depois de longos minutos, dar sinal que estava mesmo fria. Rin se arrepiou. Sesshoumaru se levantou e, com pressa, pegou uma camisola comprida, preta, e uma calça de abrigo para si. Se vestiram com pressa, voltando para o quente debaixo das cobertas. Silêncio. Aquele maldito silêncio. Rin respirou fundo.

Rin – Como foi de viagem? – relaxou fechando os olhos.

Sesshoumaru – Cansativa, mas boa. Não precisarei voltar para Londres tão cedo. Preciso tirar essa semana inteira para ficar com o Hiroshi. A segunda coisa que me falou foi sobre o maravilhoso jogo de futebol com Inuyasha... – Rin abriu os olhos – Às vezes ele fica mais tempo com Hiroshi do que eu. Esse trabalho exige tanto de nós. Antes havia tanta graça, mas, agora, tudo o que eu quero, são 6 horas por dia em um escritório, voltar para a minha casa para ficar com o Hiroshi e contigo.

Rin – Não é verdade, Sesshoumaru. Vemos Inuyasha em alguns finais de semana do mês, você trabalha... Combinados assim, se lembra? Eu fico aqui, cuidando do Hiroshi, e você resolve o que teríamos que resolver os dois juntos, em Londres. Além do mais, quando você está em casa, faz até com que ele se enjoe de tantos beijos abraços. – Sesshoumaru sorriu.

Era verdade, quando mais Hiroshi fugia dos beijos e abraços de brincadeiras, significava o quanto ele gostava de ser amado na intensidade que era amado pelos pais.

Sesshoumaru – De qualquer jeito, farei um novo horário para mim. Sango logo, logo terá um filho, precisará trabalhar menos também. De qualquer maneira, não quero falar de serviço, não quero falar de nada, a não ser sobre nós... Quando te perguntei, alguns horas antes, o que queria, eu falava sério, Rin.

Rin – Recomeçar! Começar de novo é impossível, Sesshoumaru, foi tanta coisa dita, tanta coisa feita. Além do mais... – se calou.

Sesshoumaru – Além do mais o que?

Rin – Além do mais, preciso confiar plenamente em você. Eu sinto muito, mais é algo que foge do meu controle. – Sesshoumaru fechou os olhos com força. Aí estava a falha: CONFIANÇA.

Sesshoumaru – Eu quero que dê certo dessa vez, porque, se for para se enganar novamente, é melhor nem começarmos, Rin...

Rin – Tarde de mais. – também fechou os olhos – Há coisas, Sesshoumaru, que ficam marcadas para sempre, e há outras que se apagam, como pó quando o vento sopra...

Sesshoumaru – Você quer tempo?

Rin – Não, eu quero você! – olhou para cima e Sesshoumaru baixou a cabeça, a mirando nos olhos – Na realidade, eu quero tudo o que pertence a você. Seu amor, seu respeito, seu carinho e, acima de tudo, seu controle!

Sesshoumaru – Ele já é seu.

Rin – Não, você apenas o compartilha comigo, mais se entregar o jeito que eu me entrego à você, Sesshoumaru, você jamais o fez por completo... – fechou os olhos voltando a se deitar sobre o peito nu – Mais eu te ensino.

Sesshoumaru – E quando começa minhas aulas? – sorriu, a abraçando com mais delicadeza.

Rin – Amanhã. Hoje eu só preciso dormir...

Sesshoumaru – Diga que me ama.

Rin - O quê?

Sesshoumaru - Diga agora, sem pensar, que me ama.

Rin – Eu amo você. – sentindo os lábios de Sesshoumaru lhe beijarem a testa, respirou profundamente.

Sesshoumaru – Eu também amo você. - Rin franziu a testa não entendendo.

Rin - O que foi?

Sesshoumaru - Nada, só queria ter certeza que não havia ouvido errado. Aquela noite, no hotel, você disse que me amava... - Rin sorriu, agora finalmente se lembrando, mas se pôs séria e curiosa, perguntando à Sesshoumaru:

Rin - Você também me disse algo, sussurrou algo no meu ouvido... Eu estava tão louca de prazer que não ouvi.

Sesshoumaru - Eu sei que você não ouviu. – sorriu.

Rin - O que você disse?

Sesshoumaru - O que é obvio e simples: que eu amo você! Aquela noite, eu disse que amava você... – Rin arregalou os olhos, segurando o queixo para não cair. Na velocidade da luz, seu coração voltou a bater rápido e sua testa se franziu em sinal de confusão. – Você também o disse e, sem perceber, eu também disse... E depois rezei para que você não estivesse escutado. Seria o fim!

Rin – O fim do que? – se recuperou o mirando incrédula.

Sesshoumaru – De tudo! Eu não poderia dizer que te amava se você também não me amasse e, logo depois, notei que você não havia ouvido, e muito menos se dado conta do que tinha falado... Um momento de prazer. – sorriu tristemente – Para você havia sido um momento no qual você disse a primeira coisa que veio em sua cabeça...

Rin – Você não sabe o que diz...

Sesshoumaru – Você não me amava aquela noite, amava?

Rin – Nesses cinco anos não foi que eu comecei amar você, concorda?

Sesshoumaru – Concordo! De qualquer jeito, eu falei o que eu sentia naquela hora, porque quando você o disse eu me senti seguro para dizer, mas quando acordei você não estava por lado nenhum, e deduzi...

Rin – Que eu havia falado da boca para fora?

Sesshoumaru – É, exatamente.

Rin - E você é tão orgulhoso a ponto de nunca admitir que ama uma mulher, sem que ela diga o mesmo?

Sesshoumaru – Você queria o que, Rin? – se levantou, aumentando levemente a voz – Que eu dissesse que te amava, se você estava tão horrorizada pelo fato de ter um filho meu? No nosso casamento...

Rin – Eu estava confusa.

Sesshoumaru – Não, você estava infeliz, como é agora. E você queria o que, me responda? Se, cada vez que eu me aproximava, você fugia. Na nossa lua de mel você se quer olhou na minha cara. Dormimos em quarto separados, até o Hiroshi crescer e ficar esperto o suficiente para notar que pais não dormiam em quarto separados... Eu não vi o meu filho nascer...

Rin – Sesshoumaru...

Sesshoumaru – Você não suportava nem que eu segurasse a sua mão no dia em que o Hiroshi nasceu! – exclamou, exaltado.

Rin – Eu estava magoada...

Sesshoumaru – Eu também estava. O que eu mais havia planejado e desejado havia escorrido pelo ralo no momento em que você entrou na igreja. Você me dava provas vivas que não me suportava e, mesmo assim, queria que eu dissesse que te amava? Para receber o que em troca, Rin? Você me daria o que em troca, Rin? – Ela mirou a janela e se levantou da cama, caminho até a frente da mesma e se sentando no pequeno espaço de frente para a mesma.

Rin – Eu amei você, na última vez que fizemos amor naquela maldita semana... Você estava dormindo.

Sesshoumaru – Eu não estava dormindo. – Rin engoliu a saliva continuando.

Rin – Você tinha o que para me oferecer, Sesshoumaru? Eu era uma prostituta, que sonhava em me casar com um bilionário que amava meu sexo, não a mim... – respirou fundo – Se você me dissesse para que eu não partisse, que queria ficar comigo, eu ficaria com você, com dinheiro ou sem dinheiro. Porque, quando chegou o meio da semana, eu havia me esquecido que era por dinheiro que eu estava ali. Você era o mais arrogante e o mais detestável dos homens, mas mesmo assim me punha louca a cada palavra que você dizia. Sesshoumaru, eu comecei a amar você na segunda vez que dormimos juntos... E agora sou eu que te pergunto: o que me daria em troca?

Rin - Me colocaria em um dos seus apartamentos luxuosos e me visitaria duas vezes por mês, quando viajasse a negócios. Faríamos amor, para logo depois você deixar o dinheiro e partir? Na realidade, você foi o único que me fez me sentir como uma verdadeira meretriz. Era mais fácil fazer, pegar o dinheiro e cair fora, mais o pior era esperar para ver se você notava e me suplicasse para que não o deixasse sozinho.

Sesshoumaru – Eu pensei que fosse só dinheiro...

Rin – Na realidade, eu acho que nunca quis o seu dinheiro. Para ser sincera, eu pensei três vezes antes de o pegar e colocar na minha bolsa no domingo... – jogou os cabelos para trás, agora o mirado nos olhos – Eu tinha tudo para te oferecer e você, para me oferecer, só tinha dinheiro. – Sesshoumaru se remexeu inquieto na cama. Havia tomado um belo de um tapa na cara, isso sim – Depois de  quatro anos que eu passei provando a mim mesma que eu não merecia ser o que era, então estudei e me tornei a dama que você havia me tornado aquela semana, e recomecei do zero.

Sesshoumaru – Foi quando eu voltei.

Rin – É, foi quando você voltou, me fez um filho e logo depois casou comigo. O que eu tinha para te dar em troca? Eu não tinha nada, porque não sobrou nada depois que você partiu. Na realidade, eu tinha sim... – sorriu tristemente – O que você estava cansado de ter e me oferecer: dinheiro! – Ela, então, se levantou caminhando novamente até a cama onde Sesshoumaru, sentado, calado e com a cabeça baixa, aguardava as próximas palavras dela.

Sesshoumaru – Eu fui sincero com você, Rin. – levantou a cabeça – Só havia uma mulher da qual eu tinha me apaixonado...

Rin – Sara.

Sesshoumaru –Isso, Sara, e ela havia preferido o Inuyasha. – Rin o mirou, surpresa – Eu havia te dito que aquilo ia além de negócios! E, depois de me tirar a Sara, ele queria você, e isso nenhum outro homem, ou ele, teria naquela semana, ou pelo resta da vida, compreende? Era a minha obsessão por você que não permitia que eu visse que te amava... E, essa semana, quando eu cheguei de viagem, percebi que todos os meus planos e desejos haviam dado errados, e que você não passava de uma estranha que dormia na minha cama... Contra a própria vontade. Essa é a nossa segunda chance, e eu ainda estou esperando para ver se você, novamente, não vai desistir.

Rin – Eu não vou desistir, eu quero você...

Sesshoumaru – Não basta me querer.

Rin – E amo você.

Sesshoumaru – Não basta me amar. – Ela sorriu, franzindo a testa.

Rin – O que você quer de mim?

Sesshoumaru – Eu quero tudo o que você tiver a me oferecer! Cinco anos são demais para um homem que te ama como eu te amo. Santo Deus, Rin! Você nem calcula a falta... A falta que me faz... E o medo que eu tive que, quando eu voltasse de alguma viagem, você não estivesse mais em casa, no quarto ao lado do meu. Eu... – Rin aproximou, colando seus lábios no dele, impedindo que ele continuasse de falar.

Permaneceu assim durante alguns segundos, até que se afastou o tanto para que pudesse pronunciar algumas palavras.

Rin – Não, não diga nada mais. – Aproximou seus corpos. Sesshoumaru reagiu de imediato, a olhando nos olhos, a pegou pela cintura a deitando sobre seu corpo – Não diga que você sente muito, porque eu não vou dizer o mesmo... Diga-me que sou sua. - o beijou, passando a língua pelo lábio interior de Sesshoumaru – Diga que eu pertenço a você, e me ponha a ver estrelas novamente... Enquanto eu sussurro o mesmo ao pé do seu ouvido, dessa maneira, Sesshoumaru... – lhe mordeu o nódulo da orelha delicadamente enquanto sua respiração o fazia se arrepiar por completo.

Ele não pôde dizer nada. Só depois de seus corpos unidos profundamente, se movimentando com leveza e delicadeza. Sesshoumaru lhe mordeu os lábios enquanto, com sua voz rouca e inconfundível, dizia e repetia que ela pertencia a ele.

Rin levantou na manhã clara. Hiroshi a essa altura ela já teria acordado, e estaria com fome. Como poderia ter sido tão descuidada? Colocou rapidamente sua camisola e prendeu os cabelos em um rabo de cavalo alto. Escovou os dentes e, mesmo descalça, lavou o rosto voltando para o quarto. Ficou lá, parada, por uns segundos, observando Sesshoumaru, completamente nu, deitado de bruços esparramado pela cama. Seu corpo rapidamente protestou, lhe dando arrepios e lhe enviando ondas de calor. Afastou a mirada, se recordando da movimentada - em todos os sentidos – madrugada. Seu corpo protestava. Ambos os corpos protestavam por um descanso.

Sorriu novamente, jogando um lençol por cima de Sesshoumaru que, exausto, nem se movimentou. Indo até o quarto de Hiroshi, viu que ele estava realmente acordado, deitado na cama.

Sorriu à mãe, quando a viu, se levantou rapidamente indo até o colo de Rin, que lhe beijou várias vezes o rosto indo até a cozinha enquanto conversavam. Rin preparou o café da manhã para o filho e para si mesma. Alimentou muito bem Hiroshi com um enorme copo de achocolatado com panquecas com mel e logo depois algumas frutas. Sentando na cadeira ao lado, começou a comer enquanto o filho tagarelava sem parar. Rin se divertia. Hiroshi era sempre bom humorado de manhã, especialmente quando sabia que Sesshoumaru estava em casa, e que logo desceria para um domingo maravilhoso de piquenique, futebol e muita diversão.

Logo depois de satisfeita, Rin subiu com Hiroshi, lhe deu um bom banho, vestindo a adorada roupa de domingo: o uniforme de futebol. Lhe bagunçou os cabelos com gel para logo depois o ajudar a escovar os dentinhos.

Hiroshi – Já ia me esquecendo... O tio Inuyasha e a tia Kagome me disseram que viriam para o jogo hoje. – Rin se preocupou.

Rin – Hoje o papai vai com você, meu amor.

Hiroshi – Eu sei. – seus olhos brilharam por recordar do fato de ter Sesshoumaru presente nos domingos de futebol – Achei que seria legal jogar com o papai e com Inuyasha hoje... – Rin assentiu, sorrindo preocupada.

Sesshoumaru e Inuyasha juntos? Nunca saia boa coisa, ainda mais quando os sentidos de posse de Sesshoumaru por ela haviam sido demoradamente lembrado por toda à noite. Sorriu ao ver Hiroshi a observando profundamente, tentando entrar em sua mente.

Rin – Não sei quem é mais observador, você ou seu pai... – Hiroshi riu com o comentário, correndo pelas escadas até chegar ao jardim, onde começou a treinar pequenos dribles com a bola quase maior que ele. Rin o olhou pela varanda, para ver se ele não estava muito próximo a piscina. - Fique longe da piscina ouviu, Hiroshi?

Hiroshi – Ouvi, mãe.

Rin – Olhe para mim e diga que você promete. – as promessas de mãe e filho eram assim, olhos nos olhos. Desde pequeno, tanto Sesshoumaru como Rin, haviam ensinado à Hiroshi que não mentisse a ninguém.

Hiroshi – Eu prometo, mãe! – Rin sorriu satisfeita, entrando em seu quarto.

Se sentou na cama observando Sesshoumaru que, como um lobo com sentidos afiados, abriu os olhos, a mirando direto nos olhos. Rin sorriu, lhe beijando de leve os lábios. E o instinto paternal o obrigou a perguntar imediatamente de de.

Rin – Lá em baixo, esperando por nós...

Sesshoumaru – Passaremos o dia inteiro fora... Jogaremos futebol, eu você e ele. – Rin franziu a testa divertida – Depois, sairemos para almoçar. Depois, iremos para o clube da empresa... Depois, faremos o tão esperado piquenique, voltamos para a casa tomamos banho e sairemos para comer pizza.

Rin – Nossa! Mais que homem mais programado, e que domingo maravilhoso em Família. – Rin fechou o sorriso – Inuyasha e Kagome irão com a gente.

Sesshoumaru – Poxa, Rin! - se levantou, nu, caminhando até o banheiro. – Eu, você e o Hiroshi, ninguém mais. Além do mais, você sabe...

Rin – Não entendo essa sua implicação com eles, principalmente pela Kagome. Ela é tão boa, nunca fez nada para você. – Sesshoumaru se calou, a olhando, para logo depois desviar o olhar entrando no chuveiro enquanto escovava os dentes.

Rin tirou a camisola, também entrando no chuveiro e se aproximando de Sesshoumaru, que parecia irritado ou cauteloso, ela não conseguiu distinguir.

Rin - E se for por Inuyasha...

Sesshoumaru – Não gosto do jeito que olha para você. - A mirou, terminando de escovar bem os dentes – E muito menos suporto Rosalie.

Rin – Larga de bobeira! Ele e Kagome estão apaixonados. Inuyasha não olha de jeito nenhum para mim. Além do mais, já faz tanto tempo...

Sesshoumaru – É faz muito tempo, e eu continuo a desejando como se não tivesse passado nenhum segundo, porque com ele seria diferente?

Rin – Porque ela ama a Kagome, e ela o ama... – Sesshoumaru se calou, não adiantaria em nada discutir. Tomou seu banho junto com Rin.

Se beijaram lentamente enquanto a água escorria. Então, Sesshoumaru saiu da ducha, deixando Rin terminar seu banho, se vestiu para mais um domingo futebol de pais e filhos, das empresas Onigumo e Taisho's e desceu, recebendo um forte abraço de Hiroshi. Conversaram sobre futebol e começaram a brincar com a bola. Sesshoumaru fingia tomar vários olés de Hiroshi, se atacando no chão, simulando quedas de goleiros, fazendo o garoto delirar de tanta alegria.

Rin gargalhou com a última queda no chão de ambos, terminando de fazer uma linda e natural maquiagem abusando, deixando seus cílios longos e os olhos bem maquiados. Abriu seu guarda roupa e sorriu ao tirar um shortinho branco de bolsos e uma camiseta bem coladinha ao corpo, lilás. Calçou um tênis branco, com os cabelos soltos, colocou um boné também branco. Céus! Fazia tanto tempo que não se vestia daquela maneira. Pegou seus óculos escuros, sua bolsa branca, de couro e grande. Já na cozinha e perfumada, separou algumas frutas e uma mamadeira para Hiroshi, trancou a casa, correndo até o carro onde Sesshoumaru e o filho a esperavam, ouvindo um rock no último volume.

Rin gargalhou ao ver como eles, animados, cantavam e fingiam bater a cabeça contra algo. Ao sentar no banco do carro, o som se abaixou e os dois pareciam a olhar hipnotizados.

Rin – Se preferem o preto básico e social, eu posso trocar... Sei que todas as esposas vão, mais é que hoje está um dia tão lindo...

Sesshoumaru – Não, você irá dessa maneira! - sorriu – Sem salto ou preto... Assim, dessa forma. – Rin se pôs vermelha quando os olhos do marido lhe percorreram de cima abaixo - Não acha, filho?

Hiroshi – Acho! assim fica linda, mãe.

Rin – Obrigada, garotos! – sorriu agradecida, lançando um beijo no ar para Hiroshi.

Sesshoumaru – Apertem os cintos que a nave vai decolar... – Hiroshi entrou na brincadeira apertando os cintos. – Tudo pronto comandante?

Hiroshi – Sim, Capitão pai!

Rin sorriu observando a janela enquanto o carro se punha em movimento. Chegaram ao agradável clube de futebol, também da pareceria de ambas as empresa, apenas funcionários das empresas Taisho's ou Onigumo tinham acesso com suas famílias aos domingos de Futebol e ao grande clube. Sorriram, cumprimentando a todos, e ainda mais exaltados por Sesshoumaru com Hiroshi e a linda Rin ao lado.

Passaram de rodinha em rodinha, conversando e sorrindo. Estranharam Rin. Estava tão animada e tão espontânea, os murmúrios de que havia se reconciliado com o marido perfeito, que era como chamavam Sesshoumaru, correram solto, e as esposas rapidamente a pegaram para conversar. Rin tinha consciência que eram fúteis, mais afinal de contas, a faziam dar boas gargalhadas.

Sesshoumaru, com um grupo de diretores do setor de finanças, conversava sobre coisas agradáveis enquanto observava Hiroshi jogando futebol no campo verde de gramado bem cuidado. Rin pediu licença quando avistou Inuyasha e Kagome chegando. Sorriu aos amigos, os abraçando.

Inuyasha – Aquele é Sesshoumaru? – parou de sorrir enquanto Kagome o olhava para Rin com cautela.

Rin – É. – sorriu de orelha a orelha – Faremos um grande programa hoje, espero que estejam preparados... – Inuyasha lançou um sorriso amarelo a Rin enquanto cumprimentava alguns funcionários, saindo da presença de Kagome.

Kagome – Pelo visto, fez as pazes com Sesshoumaru... Não se cansa de ser idiota dele, Rin? Santo Deus! Sabe lá Deus com que mulher vai estar essa semana.... - Rin a olhou, incrédula e magoada.

Rin – Não quero que volte a falar assim, Kagome, ao menos na minha presença.

Kagome – Desculpe! Mas é que... Preocupo-me com você. Sabe disso, não sabe? – Abraçou Rin – Não gosto da forma como ele a engana, Rin. Você é tão bela para isso.

Rin – Não nos enganamos mais, está tudo em paz. Por favor, mudemos de assunto. – Sesshoumaru se aproximou, beijando o pescoço de Rin enquanto mirava Kagome.

Kagome – Bom dia, Sesshoumaru. – ela lhe cumprimentou sarcasticamente.

Sesshoumaru – Bom dia, senhorita Kagome. – ele respondeu no mesmo tom, e logo Inuyasha apareceu na roda.

Inuyasha – Rin, querida, vamos? Já está na hora...

Sesshoumaru – Obrigado, mais hoje o marido da “Rin  querida “ está presente. Ela vem comigo! Deixe-me apresentar novamente, caso você tenha esquecido enquanto eu viajo de domingo... Inuyasha, prazer, sou Marido da "Rin querida". – Inuyasha quase engoliu Sesshoumaru com os olhos. Kagome, constrangida, olhou para Rin, saindo na frente de Inuyasha que logo depois a seguiu.

Rin – Puta merda, Sesshoumaru! Um dia de paz por favor?! – Ele não disse nada, colocou o óculo escuro, a pegando pela cintura enquanto Hiroshi corria até seu colo.

O Futebol foi uma verdadeira delícia, e Rin se sentiu plenamente realizada ao ver como Hiroshi se divertia com o pai e com as diversas crianças. Se sentiu desconfortável quando Inuyasha se sentou ao seu lado.

Inuyasha – Não sente ciúmes ao perceber como elas olham para ele?

Rin – É comigo, e na minha cama, que ele dorme, Inuyasha. Nesse momento, não tenho motivos para sentir ciúmes. – sorriu.

Inuyasha – Acho que você está enganada. Está vendo aquela morena ali, parada de pé com os olhos cheios de lágrimas? – Inuyasha observou a expressão de Rin com um sorriso, para logo depois se por sério – Se chama Marcela Rodrigues. O nome é familiar? – Rin se contorceu na cadeira, se levantando.

Rin – O que está tentando fazer Inuyasha?

Inuyasha – Ele nunca foi homem pra você, querida...

Rin – Onde está Kagome? – perguntou, ao ver que Inuyasha se aproximava.

Inuyasha – No banheiro.

Rin – Aconselho que procure por sua mulher, antes que cause algum problema, Inuyasha. Não sei o que está acontecendo com você hoje, mas não é um bom dia para as suas brincadeiras.

Inuyasha – Você não faria nada de errado, nota? Faria o mesmo que ele...

Rin o olhou pela última vez, vendo que Kagome se aproximava, mirando profundamente o campo de futebol, onde Sesshoumaru e Hiroshi se abraçavam por terem feito um gol.

Kagome – Nossa como está abafado hoje, não acha, querido?

Inuyasha – Sim, super abafado. – Rin sorriu a Kagome, tentando disfarçar o máximo o ocorrido a pouco, e percebeu os olhos firmes e quase negros de Sesshoumaru a observarem do campo.

Sorriu, deixando os amigos a sós. Quando o jogo teve seu fim, todo suado, Sesshoumaru tirou a camisa. Rin se aproximou, lhe dando um beijo firme nos lábios para depois pegar também a camiseta de Hiroshi. Beijou o filho na bochecha, voltando para os baços de Sesshoumaru. Sorriu, percorrendo as mãos pelo peito nu de Sesshoumaru, que continuava a caminhar. Sentindo a baba das mulheres solteiras presentes, sorriu mais ainda.

Pobre tolas!

Mais então, Sesshoumaru parou, avistando Marcela parada não muito distante o olhando. Ela chorava. Rin notou e olhou para o mesmo lugar onde Sesshoumaru olhava. Ele estava sem reação. Completamente sem reação. Hiroshi seguiu na frente com seus amiguinhos.

Rin engoliu a saliva e, decepcionada, saiu dos braços de Sesshoumaru, caminhando à frente dele, quase alcançando Hiroshi. Inuyasha foi logo atrás de Rin e Kagome caminhou lentamente até Bella o olhou pela última vez, vendo que Rosalie se aproximava, mirando profundamente o campo de futebol, onde Edward e Gabriel se abraçavam por terem feito um gol.Bella o olhou pela última vez, vendo que Rosalie se aproximava, mirando profundamente o campo de futebol, onde Edward e Gabriel se abraçavam por terem feito um gol..

Kagome – Vejo que a Rin não ficou muito feliz...

Sesshoumaru – Isso não é da sua conta, Kagome.

Kagome – É claro que não é. Enquanto a pobrezinha e bobinha da sua mulher administra uma empresa e cuida do seu filho, você passei pela cama de outras.

Sesshoumaru – Orgulho ferido, cara?

Kagome – Sesshoumaru, Sesshoumaru... – ela disse ironicamente e se afastou, caminhando até Inuyasha e Rin, que não dizia uma única palavra.

Sesshoumaru mirou Rin e Hiroshi, que estava do lado de fora da entrada do clube esperando por ele. Mirou Marcela, que caminhava rumo a ele.

Marcela – Estou com problemas, Sesshoumaru...

Sesshoumaru - Minha mulher e meu filho estão aqui, Marcela, não seria uma boa idéia...

Marcela – Estou grávida! – ela disse, voltando a chorar.

Sesshoumaru – O quê? Como? Você está brincando! - perguntou incrédulo.

Marcela – Não sei como aconteceu, simplesmente estou... Sesshoumaru, não posso criar esse filho sozinha. Eu tinha certeza que a culpa seria minha... – Não completou.

Sesshoumaru – Eu te ligo a noite, aguarde que eu te ligo a noite. – Sesshoumaru voltou a caminhar com pressa, respirando fundo, até onde Rin e Hiroshi o esperavam.

Rin não disse uma única palavra. Se recolheu em seu próprio mundo sentando-se, na mesa afastada que eles sempre ocupavam. Sesshoumaru e Hiroshi vestiram a camisa.

Hiroshi – Preciso fazer pipi, mãe.

Rin – Vá e não demore, já vamos almoçar. – o silêncio reinou na mesa.

Sesshoumaru – Rin, aquela moça era...

Rin – Marcela Rodrigues. – completou segurando o choro.

Sesshoumaru – Escute-me. – a pegou pelo queixo, a fazendo o mirar – Eu amo você, está me ouvindo? Eu amo você, Rin. Mas há coisas que não posso lhe falar... Confia em mim, meu amor, confia em mim que sempre sou fiel a você. – Imaginou que Rin riria das palavras dele, mas não foi o que ela fez.

Acalmou-se, se levantando da cadeira como uma garota insegura e o beijou nos lábios. Se erguendo um pouco mais, o beijou com ainda mais força, puxando-lhe pelos cabelos, e ele respondeu na mesma intensidade, dizendo a ela que não havia nenhuma... Nenhuma outra além dela mesma. Rin voltou para a cadeira e deu um sorriso firme, como se dissesse que confiava nele.

Hiroshi voltou à mesa, sentando-se ao lado de Rin. O almoço não demorou a ser servido, alguns instantes depois Inuyasha e Kagome se despediram alegando compromissos. Rin se levantou, abraçando com força a amiga. Sentou-se novamente, voltando a almoçar. Sesshoumaru parou de mastigar para a observar. Sentiu vontade de enfiar a faca que segura em seu próprio peito, porque, apesar de tudo, ela estava ali, sentada, almoçando com ele e sorrindo a todos, mais no fundo sabia que o coração dela batia acelerado e, se alguém mais conhecesse ela como ele conhecia, também notaria que sua respiração estava pesada, como se controlasse suas emoções.

Era realmente o que ela fazia: controlava suas emoções enquanto ele apenas lhe dizia para que confiasse, para que confiasse no homem que havia a traído. Rin parou de comer o observando, e trocaram um longo e profundo olhar, onde não falavam nada, mais diziam tudo.

Sesshoumaru deixou os talheres em cima da mesa para subir suas mãos para acariciarem lentamente o rosto de Rin. Ela sorriu, fechando os olhos. Hiroshi também sorriu voltando a comer. Raramente via seus pais em momentos de caricias ou beijos em público. Achava completamente espetacular. Sesshoumaru baixou as mãos e, de simples, voltou a comer, observando a visão agradável do forte verde do Clube. Já na sobremesa, várias pessoas vieram cumprimentar a mesa dos “chefes”. Secretárias da qual Rin já havia trabalhado, empresários com quem Sesshoumaru passava a maior parte do dia, enfim, o almoço foi espetacular.

Após 2 horinhas, se perderam no clube, jogando vôlei futebol, caminhando, e Rin não pôde impedir que Sesshoumaru e Hiroshi caíssem na piscina, de roupa e tudo.

Rin – Ah não, Sesshoumaru! Não, eu não quero entrar, amor... – Arregalou os olhos, se levantando correndo da borda da piscina enquanto Hiroshi pingando e, gargalhando, corria junto com Sesshoumaru atrás dela. – NÃO, FILHO, NÃO FAZ ISSO COM A MAMÃE, EU TE AMO TANTO... – tarde demais.

Sesshoumaru a alcançou e, a pegando pelo braços, lhe tirou o boné. Hiroshi deu um empurrãozinho, fazendo com que os dois, abraçados, caíssem na piscina. Foi só alegria. Rin levantou-se toda molhada, tirando o cabelo dos olhos enquanto, do lado de fora, Hiroshi se jogava no chão a gargalhadas.

Sesshoumaru ficou sério a olhando. Os dois assentiram com a cabeça e saíram com rapidez da piscina, correndo atrás do pequeno travesso, o jogando na piscina também. Sesshoumaru logo em seguida pulou, o segurando como sempre fazia. Rin sorriu, vendo o estado de sua roupas, e seu short era...

Rin – Sesshoumaru, meu short é branco, deve estar super transparente... – Sesshoumaru se levantou da água a olhando de cima a baixo.

Sesshoumaru – Que morram de inveja! Vem, Rin... – Ela pulou novamente na piscina, se juntando ao filho e a Sesshoumaru.

Pegou Hiroshi no colo depois de mais uns 15 minutos, saindo da água. O sol se fazia forte, era um belo dia.

Hiroshi – Ahhhh! Mãe... – montou um bico enorme – Eu quero ficar com o papai na piscina.

Rin – Nada disso, essa água ta um gelo. Anda, Sesshoumaru, sai já daí o senhor também. Quer tomar um leitão? – Perguntou para Hiroshi, que já estava com sono, se encostando ao vão do pescoço e o ombro de Rin. Ele assentiu, abraçando a mãe. – Sesshoumaru saiu da piscina, colocando os cabelos para trás, pegou novamente seu óculos escuro o colocando e se sentou ao lado de Rin que, debaixo do guarda sol, dava mamadeira para Hiroshi, que já fechava os olhos, morto de sono pela manhã agitada.

Rin – Acho melhor voltarmos para casa. Ainda são 3 da tarde, tomamos um banho e voltamos para o piquenique. Não vou deixar o Hiroshi assim, molhado, até tarde. Além do mais, ele está morto de sono...

Sesshoumaru – Ok, Vamos. – Se levantaram.

Sesshoumaru recolheu todos os pertences do três e, caminhando ao lado de Rin, chegaram até o carro. Assim que chegaram em casa, Rin subiu, deu um banho bem quentinho em Hiroshi, lhe colocou um roupa limpa, seca e confortável e o deitou na cama, já adormecido. Foi até seu quarto, onde Sesshoumaru já havia tomado banho. Sorriu, lhe dando um beijo para logo depois entrar no banheiro.

Tomou um banho rápido, colocando um vestido verde de algodão, aquelas espécies de bata que se usa por todos os lugares, deixou os cabelos soltos naturalmente, novamente fez sua maquiagem, a mais natural possível, colocou as chinelas rasteirinha e se perfumou.

Ao sair do banheiro, notou que Sesshoumaru não estava mais no quarto. Trocou de Bolsa, descendo até a sala, ele também não estava por lá. Talvez esteja no quarto do Hiroshi, pensou ela. Em 20 minutos, arrumou uma grande cesta de piquenique, com tudo o que viu pela frente. Cinco anos de casada, jamais havia imaginado fazer um programa desses na vida. Ao terminar, subiu até o quarto de Hiroshi, o acordando. O menino choramingou de inicio mais logo depois se animou com o novo passeio em família.

Sesshoumaru também não estava com Hiroshi, calculou Rin enquanto colocava as sandálias no pé do pequeno. Desceram e Rin avistou quando Sesshoumaru saiu do escritório. Ele parecia atordoado, nervoso, sabe-se lá Deus que nome ela poderia dar. Hiroshi também notou o estado de espírito do pai e olhou para Rin assustado.

Rin – Está tudo bem, querido, vá entrando no carro da mamãe e tome cuidado para não derrubar a cesta. – Rin sorriu voltando a prestar atenção em Sesshoumaru, que havia caminhado para a cozinha, o seguiu. – Há alguma coisa errada? Algum serviço de última hora? - Ele respirou fundo, não a mirando.

Sesshoumaru – Não, nada de serviço... – se concentrou, bebendo um copo de água – Vem, esquece! O Hiroshi já está o carro. – Rin não saiu do lugar, permaneceu lá, parada, séria. Então Sesshoumaru voltou atrás, parando na frente dela.

Rin – Só Deus sabe o quanto estou me esforçando, Sesshoumaru... – o mirou, cravando seus olhos no dele – Essa é a última, é nossa última chance. Eu estou confiando em você, mas não pensarei duas vezes antes de te tirar tudo o que estou te dando. Pense nisso na próxima vez que dizer que me ama!

Sesshoumaru – Eu amo você! – respondeu de imediato


Rin respirou fundo. Saindo da cozinha, entrou no carro esperando que Sesshoumaru desse partida, o que não demorou muito a acontecer.

Voltaram ao clube, o ambiente de tensão pareceu se esfumaçar. Debaixo de uma grande árvore, sobre a grama verde, estenderam a famosa toalha quadriculada, vermelha e branca. Rin sorriu, se sentando de costas para Sesshoumaru, no meio de suas pernas, e Hiroshi fez o mesmo com Rin.

Iniciaram o piquenique quando o sol da tarde já estava aprestes a se pôr, O ar era uma delícia. O clube aos poucos começava a se iluminar e as famílias passavam se despedindo da família enquanto Hiroshi, já no colo de Rin, se encontrava completamente adormecido. Rin levantou a cabeça, mirando Sesshoumaru que, com a cabeça encostada na árvore, também dormia tranqüilamente. Sorriu, porque não havia lugar melhor para estar. Deu um beijinho na testa de Hiroshi, para depois se levantar somente para conseguir dar o mesmo beijo nos lábios de Sesshoumaru.

Ao olhar novamente para frente, avistou a morena que Inuyasha havia falado. Ela olhava diretamente para onde os três estavam. Rin sentiu seu corpo tremer.

Será que Sesshoumaru sabia que ela ainda estava no clube? Será que haviam combinado de se encontrarem enquanto ela, ao invés dele, estivesse dormindo?

Tentou ao máximo se acalmar, mais foi impossível. Deixou cuidadosamente Hiroshi deitado ao lado de Sesshoumaru, saindo do conforto onde estava, se levantou, caminhando até Marcela. Precisava saber realmente o que estava acontecendo. Quanto mais se aproximava, mais Marcela chorava e tentava se afastar por entre as árvores, mais Rin foi mais rápida, a pegou pelo braço a fazendo se virar para si, e o que viu a deixou completamente assustada: a mulher parecia estar mais atormentada do que Sesshoumaru antes de saírem de casa.

Rin – Marcela Rodrigues?

Marcela – Ohh Rin! Me perdoe... Me perdoe, mas eu tinha que vir... É importante. Eu não queria que você me visse, mas foi inevitável... – ela suspirou, contendo o choro - Eu já estou indo, eu já estou... – Rin deu um puxão mais forte no braço de Marcela, fazendo com que ela cambaleasse, quase indo rumo ao chão, a colocando novamente de frente para si.

Rin – O que você ta fazendo aqui? Marcou com o meu marido se encontrarem aqui? É por causa dele que você está chorando? - a apertava cada vez mais pelo braço, falando pelos dentes, seu corpo inteiro tremia - O Que você quer, Marcela? Um escândalo? Pelo amor de Deus! Meu filho está aqui... Tenha um pouco de decência.

Marcela - Me desculpe! Eu não... Eu preciso, eu preciso ir... – Em um movimento rápido, Marcela conseguiu se soltar de Rin e correu entre as árvores até a saída do clube, onde logo depois desapareceu.

Rin tentava controlar a todo custo sua respiração. Se virou para caminhar de volta, Sesshoumaru e Hiroshi permaneciam dormindo tranqüilamente. Se sentou novamente, controlando seus nervos e sentimentos. Está tudo bem Rin. Repetia a si mesma sem parar, até que por fim se acalmou. Ele havia pedido que confiasse nele, e era isso que ela estava fazendo cegamente, atrás de sua própria personalidade e orgulho.

Não se demorou que Sesshoumaru acordasse, a abraçando com força e lhe dando um beijo carinhoso nos lábios. Levantaram-se quando já escurecia, era hora de partir. Mais uma vez, Rin acomodou o filho em sua cama e lhe tirou as sandálias, descendo para a sala.

Sentou-se no sofá, se interessando por um filme que passava na televisão, mais na realidade seu pensamento não saia de Marcela. Por mais que tentasse, por mais que tentasse tirar aquilo da cabeça, era quase impossível, era certo que ela chorava, e também seria certo que ela chorasse pelo fato de entre ela e Sesshoumaru não haver mais nada. Se acalmou. Ele havia sido sincero, havia contado a verdade e havia dito que a amava diversas vezes no dia.

Se levantou, indo até o quarto, e teve a plena certeza que a pizza ficaria para outra ocasião ao ver que Sesshoumaru dormia feito pedra. Apagou as luzes da casa, apenas deixando a luz do corredor acesa, caso Hiroshi acordasse. Se deitou ao lado de Sesshoumaru, o abraçando, e como se sentisse a presença de Rin, ele a abraçou também e lhe deu um beijo na testa, para depois voltar a adormecer, mas a diferença era que agora ela também adormecia onde sempre deveria adormecer, em seus braços.

O final de semana passou rápido e tranqüilo. Como toda segunda, Rin se levantou, acordando o pequeno Hiroshi enquanto separava seu uniforme, deu um banho no garoto, o vestindo, penteando os cabelos e calçando o tênis, para logo depois preparar o café da manhã. Após tomar café, Hiroshi subiu novamente, escovando os dentes e pegando sua mochila, sentou-se no sofá, assistindo o mesmo desenho de todas as manhãs.

Rin tomou um banho, separando seu terninho branco, fez sua maquiagem com os olhos bem pintados e as bochechas rosadas, prendeu os cabelos em um rabo de cavalo alto deixando sua franja lisa em um leve cair em seus olhos e calçou as sandálias de salto alto. Olhou a cama vazia e sentiu falta de Sesshoumaru, talvez pela primeira vez na manhã do final de semana. Ele havia saído mais cedo hoje. Pegou sua pasta e sua bolsa, se perfumando, depois de escovar os dentes e desceu as escadas.

Hiroshi sorriu a mirando, novamente estava sem o preto. Desligou a tv, checando a lancheira do filho e saíram. Rin, logo após de deixar Hiroshi na escola, entrou no edifício e cumprimentou a todos com um belo sorriso, caminhando até sua sala, onde iniciou, como toda segunda-feira, seus serviços: assinaturas para cá, telefonemas, fechamentos e quebras de alguns contratos, pagamentos, organizações de coquetéis... Enfim, um começo de manhã bastante turbulento. Carla, sua secretária, entrou na sala esperando até que Rin se desocupasse.

Carla – Seu marido na linha 1, Rin... Mando dizer que o jantar é as 19:00?

Rin – Não... – sorriu – Pode passar a ligação. Aliás, me faça um favor, ligue para a Sango e pergunte se ela pode almoçar comigo hoje?

Carla – Sim, senhora! Mais alguma coisa?

Rin – Não, Carla, muito obrigada! Passe na sala 6 depois do seu almoço, deixei algo para você lá.

Carla – Desculpe, Senhora, mas posso saber do que se trata?

Rin – Surpresa! Depois me diga o que achou. Por hora é só. Obrigada, Carla! – a secretária se retirou e Rin atendeu ao telefone.– Bom dia!

Sesshoumaru – Bom dia! Está com tempo livre? Você nunca me atende quando eu ligo.

Rin – Eu sempre preferia não te atender quando você ligava, mas que seja... Trabalhando muito?

Sesshoumaru – Bastante. Acho que já perdi as contas de quantos papéis já assinei. Vai almoçar hoje?

Rin – Acho que com a sua irmã, estou esperando ela me retornar. Sesshoumaru, parece inacreditável, mas estou com saudades. – Ele sorriu, alargando a gravata.

Sesshoumaru – Também estou. E o Hiroshi?

Rin – Na escola... Tomou café direitinho, comeu até um pouco mais hoje.

Sesshoumaru – Hoje vou precisar sair antes de voltar do serviço, liguei para avisar, não me espere para o jantar... Não voltarei contigo depois da reunião. – Rin parou de sorrir, se levantando da mesa, caminhou até a janela.

Rin – A onde você vai?

Sesshoumaru – Resolver alguns problemas daqui da empresa, um jantar nada mais...

Rin – Ok.

Sesshoumaru – Rin? – A chamou, percebendo a mudança de voz.

Rin – Então até mais tarde, preciso desligar. – e assim, de imediato, sem esperar outra resposta, ela desligou.

Sentou-se a mesa e logo depois Carla entrou ,dando o aviso de que Sango a estaria esperando em 20 minutos no restaurante em que ambas costumavam almoçar. Agradeceu a Carla, pegando suas coisas. Colocou os óculos escuros quando ouviu a porta bater.

Rin – Pode entrar.

Dario - Licença, Rin?

Rin – Sim, e você é...?

Dario - Ah claro! Deixe-me apresentar, sou Dario. – Se aproximou de Rin, lhe estendendo a mão. – Novo diretor financeiro que você contratou. Nos falamos no telefone na sexta feira, se lembra?

Rin – Ohh Claro! Desculpe, senhor Dario... Prazer, Rin Sabrinah.

Dario – O prazer é todo meu!

Era bonito, pensou Rin ao olhar aqueles olhos diretamente compenetrados nos seus, os cabelos pretos, mais pretos talvez do que qualquer outro que já havia visto, o porte normal, de estatura média, mas mesmo assim havia alguma coisa naquele homem que chamava a atenção.

Rin – Agora, estou de saída, mas sinta-se à vontade. Creio que deva ter chegado agora de viagem. - chamou por sua secretária, que prontamente apareceu. – Carla, acompanhe o senhor Dario...

Dario – Dario Black.

Rin – Isto, o senhor Dario Black até o setor financeiro, no andar abaixo, e xeque se sua sala se encontra pronta para recebê-lo. Foi um prazer, senhor Dario, espero que tudo corra bem. Se não me engano, temos uma reunião ainda hoje com todo o comitê não é mesmo?

Dario – Sim, com todo o comitê...

Rin – Então, até mais tarde. Tem uma secretária própria, ou precisa que a empresa contrate uma?

Dario – Não, tenho a minha própria. – sorriu.

Rin – Ok! – sorriu de volta – Então, Boa tarde. – Rin deu um último sorriso, saindo da sala.

Dario olhou bem ao seu redor e depois sorriu a Carla, da mesma maneira atraente que havia feito com Rin.

Dario – Trabalha aqui a um bom tempo, não é mesmo?

Carla – Sim, desde que a senhora Rin começou a trabalhar.

Dario – Hum, então entendo a gratidão que ela tem por você! – Dario olhou a foto de Hiroshi com Rin em cima da mesa – Muito obrigado, senhorita Carla, mas eu mesmo posso encontrar o caminho... Ah, uma só pergunta. – Se direcionou a Carla antes de sair da sala. – Ela e Sesshoumaru Taisho estão mesmo se separando?

Carla – Senhor, Dario... – se aproximou – Esses assuntos não fazem parte do meu serviço.

Dario – Entendo. – sorriu – De qualquer maneira, ele deve ser o suficiente burro para deixar que uma mulher como essa saia de casa...

Carla – Se eu fosse o senhor, tomaria cuidado, senhor Dario, é um conselho. O senhor Taisho apenas não tolera que olhem Rin de cima abaixo... E não seria diferente com o senhor.

Dario – Ora, Carla, não tenha má impressão de mim! Mas, pessoalmente, ela é ainda mais bonita... E ouvimos boatos de onde quer que esteja, ainda mais quando os dois presidentes das maiores empresas desse país são casados. – Saiu da sala, pegando o elevador e, como surgiu, desapareceu para o outro andar.





Rin ......


Rin sorriu ao avistar Sango sentada a sua espera. Se cumprimentaram.

Rin – Como passou de aniversário?

Sango – Ai, maravilhosamente bem! Foi perfeita aquela festa... Deu muito trabalho, mais apesar de tudo não me canso de agradecer ao Miroku por aquela noite.

Rin – Imagino o porque... – Rin sorriu, fazendo seus pedidos.

Sango – Como você é perversa. Duvido que você e Sesshoumaru tenham ficado atrás. Aliás, – gargalhou – vocês poderiam ser um tanto mais discretos. Quase se comeram vivos naquele corredor. – Rin se pôs vermelha.

Rin – Dava para notar? Santo Deus! Estava tudo tão escuro que nem me dei conta... Desculpe-me, Ali!

Sango – Que isso, Rin, estou brincando. Mas, menina me conta; fiquei sabendo essa manha que Dario Black já chegou... Ele é tudo o que dizem?

Rin – Só reparei nos olhos e nos cabelos: olhos castanhos e cabelos pretos. De resto, um homem como todos os normais.

Sango – Sesshoumaru já sabe que ele chegou?

Rin – Não sei, acho que sim, porque?

Sango – Não, por nada, por nada... E Hiroshi? – o almoço foi servido.

Rin – Está ótimo, ainda mais depois de ganhar o jogo de futebol ontem! Foi um domingo agradável. Sango?

Sango – Sim?

Rin – Conhece Marcela Rodrigues? – Sango parou de comer, mirando Rin.

Sango – Aonde você a viu?

Rin – Ela estava no clube.

Sango – Marcela é a secretária do meu irmão.

Rin – Eu sei bem quem a  Marcela é, Sango, e há um longo tempo...

Sango – Rin, eu...

Rin – Ele é seu irmão, não se sinta culpada. – Sango franziu a testa.

Sango – O que ela queria no Clube? Ela trabalha em outra filial...

Rin – Não sei. Sesshoumaru trocou algumas palavras com ela, mais decidi não falar mais no assunto.

Sango – Sim, Marcela não trabalha mais com a gente, Rin, a transferimos para outra filial.

Rin – Mesmo se ela estivesse lá não me preocuparia, Sango. Demos outra chance para esse casamento, e a primeira bobagem que seu irmão fizesse ele saberia que estava tudo acabado.

Sango – Rin, às vezes, sinto como se o casamento de vocês estivesse atado por um fio, e no primeiro erro esse fio se quebraria, mandando tudo pelos ares. Um filho nunca bastará para manter um casamento de pé. O Hiroshi está crescido, você não pode esperar para que o Sesshoumaru erre para que tudo se perca novamente... – franziu novamente a testa, segurando as mãos de Rin – Vocês são humanos. E se você for a próxima errar, ou se ele errar novamente, Rin?

Rin – Está tudo bem, de verdade. – sorriu – Esse final de semana foi maravilhoso, mas é que fiquei encucada com Marcela, porque a todo tempo ela nos observava e chorava... Fui até ela, mas ela fugiu assustada como se eu fosse a matar.

Sango – Marcela sabe quem é você, Rin...

Rin – É natural que saiba, mas... Bom, esqueçamos disso. E seu casamento, como anda?

Sango – Maravilhosamente bem! Sabe, achamos que é uma boa hora para termos um bebê.

Rin – Oh, que coisa mais maravilhosa! – sorriu radiante - Mais um bebê na família... Kikyo deve estar radiante. – Sango sorriu, assentindo.

O almoço foi tranqüilo. Logo quando deu o horário, Rin voltou para o escritório, fez sua higiene e retocou a maquiagem, já eram quase 17:00 quando Carla avisou que já estavam todos presentes na reunião. Saiu de sua sala com sua pasta, encontrou com Sesshoumaru no corredor, lhe deu um sorriso e ele lhe mandou outro.

Disse que ela podia ir andando que ele já iria. Rin entrou na sala, cumprimentando todos os presentes, lançou um sorriso para Inuyasha, que correspondeu na mesma intensidade, cumprimentou a Dario, que estava sentado duas cadeiras depois da ponta, onde ela havia se sentado, já abrindo sua pasta e revisando alguns documentos.

Logo em seguida, Sesshoumaru entrou na sala, desligando o celular com o semblante um tanto preocupado. De cara, olhou para Dario, que coincidia estar olhando para Rin, que lhe dedicava atenção sobre algo que falavam. Rin sentiu a mirada pesada em cima de si e desviou o olhar de Dario, olhando para Sesshoumaru, que ergueu as sobrancelhas lhe informando que não gostava da cena. Ela sorriu, franzindo a testa, sorriu para Sango, que também entrava e se acomodava.

Sesshoumaru – Boa tarde, senhores! – também abriu sua pasta – Esta reunião foi convocada para que as empresas, Taisho's e Onigumo, dessem boas-vindas e apresentasse o novo diretor financeiro, Dario Black... Seja bem-vindo, Dario. – Dario assentiu, sorrindo a todos presentes na sala, principalmente a Rin, na qual deu uma atenção especial. Inuyasha franziu a testa e olhou para Sesshoumaru, que continuava com o semblante sério.

Dario – Agradeço a oportunidade, especialmente por essa linda mulher... Muito obrigado, Rin! Senhor Sesshoumaru, e a todos presentes, garanto que não vou decepcioná-los. Por mais que eu tenha analisado, essa parceria de empresas é uma das raras que jamais passaram por algum problema financeiro, e estou aqui para que isso continue acontecendo.

Rin – Assim esperamos, senhor Dario. Bom, acho que já falamos tudo, alguém nessa sala tem alguma objeção que o senhor Black se junte ao nosso grupo nessas empresas?

Inuyasha – Pelo que vi aqui, o senhor está apenas substituindo a licença de 8 meses do senhor Stephan?!

Dario – Exatamente, senhor Inuyasha.

Rin – Mais alguma pergunta?

Inuyasha – Não, creio que não... É só... Sesshoumaru?

Sesshoumaru – Nenhuma pergunta. Muito obrigado pela atenção, senhores, por hoje é só. - todos assentiram e aos poucos saíram da sala principal de reuniões, permanecendo apenas Dario e Inuyasha na sala.

Inuyasha – Vejo que reparou muito bem na beleza da senhora Rin, não é mesmo senhor...?

Dario – Dario.

Inuyasha – Exatamente, Dario.

Dario – Sim, é uma mulher muito bela. – Sesshoumaru, que entrava na sala, levantou a mirada segurando sua maleta.

Inuyasha – Sabe, o marido de Rin é bem nervoso quando se trata de algo sobre ela. - Sesshoumaru sorriu e se aproximou de ambos os presentes.

Sesshoumaru – Obrigado, Inuyasha, mas tenho certeza que o senhor Dario não precisará de conselhos para se manter bem longe da minha mulher. – Dario parou de sorrir, mirando Sesshoumaru. – Sabe, vou te confessar uma coisa... – Se aproximou ainda mais, mirando Inuyasha e Dario ao mesmo tempo. – Entendo que apreciem a Rin, ela realmente é uma mulher magnífica dos pés a cabeça, mas há uma só coisa que me incomoda... E Inuyasha sabe bem o que é.

Dario – Senhor Taisho...

Sesshoumaru – Não se constranja, senhor Dario... Você acaba de chegar, e eu acabo de dizer que Rin é a minha mulher, e me ponho louco quando outra pessoa, além de mim, ou seja, o marido dela, a olha dos pés a cabeça, como você fez hoje... Estamos entendidos, senhor Black?

Dario – Sim, senhor Taisho! - engoliu a saliva – Me desculpe, mas realmente sua mulher é extravagantemente bela. Não foi a minha intenção ofender a você. - Sesshoumaru sarcasticamente respondeu.

Sesshoumaru – Não me ofendeu, Dario, e fico feliz que tenha entendido rapidamente o que o senhor Inuyasha lá leva anos para entender, e mesmo assim continua batendo com a cabeça na parede, como um pobre retardado.

Inuyasha bufou, deixando a sala enquanto Dario, estático, se dava conta de que devia ter seguido os conselhos de Carla.

Sesshoumaru– Por hoje é só, tenha um bom dia, senhor Black! – Dario mordeu os lábios, se retirando da sala e, em seguida, Rin entrou na sala, se apoiando na mesa enquanto Sesshoumaru revisava novamente alguns documentos deixados na mesa. Havia ouvido uma parte da conversa.

Rin – Ele apenas havia sido gentil, Sesshoumaru...

Sesshoumaru – A maioria dos homens costuma ser bastante gentis com você, Rin.

Rin – Não me diga... Talvez eles não sejam sempre tão arrogantes, Sesshoumaru.

Sesshoumaru – Não quero discutir com você.

Rin – O que? Que foi? Você está preocupado, estressado? Tem alguma coisa errada? Até hoje de madrugada estava tudo bem... O que você tem agora?

Sesshoumaru – Não tenho nada, Rin. Me desculpe, ok?! – se aproximou.

Rin – Não, não está tudo ok, porque se eu proibisse cada mulher que o acha maravilhoso de se aproximar de você, teríamos um grande problema, principalmente pelo fato de você não ter conseguido tiras as mãos de uma delas. – Sesshoumaru, com rapidez, bateu a porta com tudo, os deixando sozinhos na sala.

Sesshoumaru – Não me joga na cara o que já passou, Rin...

Rin – E para de me tratar como se eu fosse cometer o mesmo erro que você, saindo com o primeiro que me achasse maravilhosa. – Sesshoumaru se calou, respirando. Afoito, a olhando nos olhos enquanto Rin se controlava ao máximo para não elevar mais ainda seu tom de voz – Eu não sou a sua boneca preciosa, Sesshoumaru, que você deve avisar a todos que tentam se aproximar de mim quem é meu dono... Eu não faço isso com você... Não faça mais isso comigo.

Sesshoumaru – Minta, e diga que você não percebeu como ele sorria a você...

Rin – Sesshoumaru, não importa a maneira como qualquer um deles irá sorrir para mim, mais sim a maneira de como eu vou sorrir a você. Escuta-me, eu não quero brigar. – Sesshoumaru se distanciou, sentando-se na poltrona de couro preta.

Sesshoumaru – E não posso perder você! – Rin se aproximou, sentando no colo dele, lhe abraçando.

Rin – Você não vai me perder!

Sesshoumaru – Eu tenho medo de que algum dia um deles apareça, te ofereça o mundo e você simplesmente vá...Tudo já foi tão errado, Rin. – A apertou forte pela cintura.

Rin se calou, não respondendo nada, se levantou olhando o relógio.

Rin – Preciso ir buscar o Hiroshi na escola. – Sesshoumaru se levantou, se aproximou dela para a pegar pela cintura e depois pela nuca, lhe dando um caloroso beijo nos lábios, aproximou ainda mais seus corpos. Encostando Rin na mesa, lhe mordiscou o lábio inferior, sugando sua língua para depois voltar a beijá-la, de forma ainda mais rápida e possessiva.

Subiu suas mãos pelas pernas da mesma, e agora foi a vez de Rin lhe mordicar os lábios, lhe beijando com ainda mais entrega. Com muito custo, Sesshoumaru se separou, pegou sua maleta e, com os olhos, se despediu da esposa. Rin se desencostou da mesa quando percebeu que algumas pessoas, ainda presentes, olhavam para dentro da sala. Haveriam elas escutado alguma coisa?

Passou as mãos nos cantos dos lábios limpando o batom borrado. Os cabelos tiveram sorte por estarem presos. Se colocou de pé, desamassando as dobras do terninho, e respirou fundo. Pegou sua pasta saindo da sala.

Após buscar Hiroshi na escola, ambos decidiram jantar fora, já que Sesshoumaru não viria mesmo para a casa . Rin parou em um restaurante simples e aconchegante onde jantaram, conversando sobre as diversas aventuras de Hiroshi pela manhã e pela tarde na escola. Voltaram para casa, ambos tomaram um longo banho e sentaram-se, para logo Rin ajudar o garoto no dever de casa.






Sesshoumaru....


Sesshoumaru estacionou o carro em frente ao hotel, apertou o alarme quando se direcionava rumo à entrada. Apenas com algumas palavras, pegou o elevador. Cheirou seu paletó, o perfume de Rin estava impregnado nele. Mordeu os lábios, chegando no andar desejado. Caminhou até o quarto, onde bateu na porta. Marcela logo atendeu se afastando para que ele entrasse.

Sesshoumaru – Cadê o exame? – Marcela o pegou de dentro da bolsa.

Marcela – Aqui. – Sesshoumaru o abriu, revisando cada linha.

Era verdade. O deixou jogado na cama enquanto se sentou, levando as mãos á cabeça

Marcela – Sesshoumaru eu...

Sesshoumaru – Fica quieta, Marcela, pelo amor de Deus, fica quieta!

Marcela – Rin sabe que está aqui? – perguntou, com os olhos cheios de água – Você já disse a ela, antes que ela descubra? RESPONDE, SESSHOUMARU.

Sesshoumaru –NÃO, EU AINDA NÃO CONTEI A VERDADE A ELA. DROGA, DROGA! O que foi que ele disse?

Marcela – Que a culpa era minha... Sesshoumaru, é melhor que você conte a ela... Diga que eu sinto muito...

Sesshoumaru – ELA NÃO VAI ENTENDER, MARCELA.

Marcela – É claro que vai. Conte tudo, desde o começo.

Sesshoumaru – Ela sabe de você... – pegou o exame novamente, o colocando no bolso do paletó.

Marcela – Eu sei que sabe. Nos encontramos no clube enquanto você dormia...

Sesshoumaru –O QUE? E VOCÊ DISSE O QUE A ELA? – se levantou com fúria.

Marcela – NADA, EU NÃO DISSE NADA A ELA. APENAS SAI CORRENDO... Vai ser pior mais tarde... Sesshoumaru.

Sesshoumaru – Não diga nada, não diga nada eu preciso pensar em uma forma que ninguém se machuque. Ligue agora para ele, e diga para me esperar em 20 minutos no Plaza. 20 minutos, Marcela.

Marcela – O que vai fazer?

Sesshoumaru – EU NÃO POSSO PERDER MINHA MULHER E MEU FILHO...


Notas Finais


Em breve 🤗

Q merda o Sesshoumaru!
EAI, comenta aí o que vai acontecer o Sesshoumaru!
Bjk😍


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