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História Uma Luta Pelo Poder - Capítulo 8


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Notas do Autor


Olá prins!

Obrigada pelos comentários que já fizeram, fico muito feliz por acompanharem! Boa leitura💕

Capítulo 8 - A Proposta


Fanfic / Fanfiction Uma Luta Pelo Poder - Capítulo 8 - A Proposta


Narração -Michael-


- Deixa eu ver se entendi - Encara o chão tentando recapitular tudo. - A sua ideia é me colocar para trabalhar na Shiny's para eu servir de espiã lá dentro?


- Exato! 


- Poxa Michael, se eu soubesse teria procurado um emprego por mim mesma. - Encostou no sofá e me encarou decepcionada.


- Hannah, me ajuda nisso vai. Pensa bem, todos sairemos ganhando. Você consegue o emprego e eu consigo as informações que preciso. - Ela entorta a boca, pelo visto ainda não quer aceitar. - Vai me dizer que não tem curiosidade de descobrir como é o rosto de Margot Williams? - Percebo que ela da um sorrisinho de canto.


- O que eu não faço por você, não é? - Revira os olhos e sorri.



Isso! Essa é a minha garota.



- Você não vai se arrepender, minha gata.


- Assim espero... Mas Mike, na entrevista de emprego provavelmente vão muitas pessoas. Como justamente eu serei escolhida? 


- Hannah, esqueceu que você é uma das mulheres mais inteligentes que eu conheço?  - Ela sorri tímida. - Não se faça de tímida por quê você sabe muito bem que é verdade. Olha, você cursou duas faculdades, sabe falar quatro idiomas e tem anos de experiência em empresas. Fica tranquila, o cargo é seu! 


- Tomara, mas o que quer especificamente que eu faça? - Pergunta curiosa e se vira totalmente para mim no sofá.


- Depois que você estiver la dentro, provavelmente vai conhecer a Margot, não é possível que essa mulher se esconde até dos funcionários.


- Mike, essa empresa tem inúmeras filiais, talvez ela nunca tenha pisado na daqui.


- Aqui é a sede, gata. É quase certeza que o chefe pise ao menos uma vez no ano. Margot Williams não é aposentada, ela trabalha diariamente... Acredite, você vai conhecê-la!


- E se demorar muito tempo? 


- Nós esperamos! Afinal, o que serão alguns meses ou 1 ano para quem já esperou 10, não é mesmo?


- Certo. Mas prossiga com o plano. - Gesticulou com as mãos para que eu continuasse.


- Ah sim. Então, depois que finalmente souber como é o rosto daquela diaba... - Riu do meu modo de falar. - Você tentará tirar uma foto dela, seja despercebida ou até juntas.


- E você acha mesmo que ela vai tirar uma foto comigo? - Riu ironicamente.


- Se ela mostrar o rosto pros funcionários, não tem problema ter fotos. O problema é mostrarem essas fotos para alguém dizendo ser ela, no caso você vai dizer apenas para mim.


- E o que você vai fazer com isso?


- Primeiro, matar minha curiosidade. - Ela riu. - Segundo, chantagia-la. Se ela não fechar negócio comigo, ou me vender a empresa, seu maravilhoso rostinho estará estampado em todos os jornais e revistas! - Sorri convencido.


- Meu Deus, Michael. Isso é horrível. - Me encarou incrédula.


- Por que? Relaxa, ela provavelmente vai preferir fechar o negócio.


- Ainda sim, sabe-se la o motivo para ela esconder o rosto. Aliás, ela nunca lhe fez mal nenhum e não tem sentido querer isso.


- Ela mandou Mark ir a merda. - Me defendi.


- Até você manda ele ir a merda, Michael. - Falou séria e eu dei de ombros. - Sério, você precisa mudar... O poder está lhe subindo a cabeça. - Fala parecendo decepcionada e vai para a cozinha, me deixando no sofá com cara de paisagem.



O que ela quer dizer com isso?



Continuo pensando sobre e logo vejo Alice descer as escadas. Corre em minha direção e a envolvo em um abraço apertado. Peço para Hannah deixar eu levar ela para minha casa hoje, tirarei folga amanhã para passar o dia com ela.



...




Narração -Margot-


Acordo com a luz do sol batendo no meu rosto, levanto e faço minhas higienes matinais. Me troco, desço para tomar café com Annie e Pietro e depois saio de casa.


Eu preciso comprar umas coisas para o meu escritório, então vou aproveitar que hoje não tenho muito trabalho. Paramos em frente a papelaria e Tyler desce comigo, entramos no local e eu escolho alguns materiais.


- Estou com fome, vamos almoçar em algum lugar? - Pergunto a Tyler, quando saímos do estabelecimento.


- Claro. Tem um shopping aqui perto, da para ir andando. - Eu assinto e nós seguimos lado a lado pela calçada.


Chegamos no shopping e seguimos para a praça de alimentação. Eu faço meu prato com o que costumo comer e Tyler pede hambúrguer e batata frita. 


Nos sentamos na mesa e eu comecei a reparar nas pessoas, era tão bom poder sair tranquilamente sem ninguém me olhar diferente ou então me bajular como se eu fosse superior. Me manter escondida é a melhor coisa que eu já fiz... depois da Shiny's, claro.


Olho aleatoriamente para uma mesa próxima e reviro os olhos ao ver quem estava sentado nela.


- Tá de sacanagem! - Exclamo e Tyler olha para onde eu olhava.


- Seu destino é um filho da puta hein, Mah. - Ele fala e ri.


Não é possível que em 10 anos eu nunca havia ficado frente a frente com esse cara e agora ele não para de aparecer.


Michael estava sentado ao lado da mesma menininha que eu vi com ele na praça, sua "não filha". 

Ele estava ajudando ela a comer e parecia muito feliz ao seu lado. Afinal ele é pai ou não dela? 

Não importa... Eu só não quero que ele me veja aqui. 


Volto minha atenção a comida e termino o meu almoço sem olhar novamente para aquela mesa. 


- Vamos? Daqui a pouco eu tenho que levar Pietro para o curso. - Tyler diz se levantando.

Assinto e me levanto também, mas não aguento e olho novamente para a mesa, vendo que ela já está vazia. Sinto um pequeno desapontamento, eu até queria que ele me visse, apenas para perceber que eu não estou nem aí para ele.


- Preciso ir ao banheiro antes, pode me esperar no carro. - Ele concorda e sai do shopping.


Rumo para o banheiro e, antes de sair, paro em frente ao espelho para retocar meu batom. Abro a porta para sair e dou de cara com alguém parado em frente a mesma.


- Ah não! - Resmungo quando vejo Michael. - O que você quer?


- Apenas te ver. - Fala despreocupado e eu o encaro incrédula. Ele começa a rir. - Fala sério, claro que não vim ver você! - Revira os olhos. - Minha fi... É, a filha da minha amiga quer ir ao banheiro. Você aparecer do nada é só mais um bônus. - Sorri lascivamente.


- Uhum. - Olho para a menininha do lado dele e sinto a vergonha me dominar. Eu estava pagando mico achando que ele me seguia. - É, quer que eu leve ela? - Pergunto. - Ou você costuma entrar em banheiro feminino? - Sussurro baixo para ela não escutar.


- Não para essas coisas... - Sussurra de volta de uma forma mais sensual e sinto um arrepio percorrer pelo meu corpo. - Oh! Pode fazer isso? - Pergunta alto para disfarçar e eu assinto. Solta a mão da menina e ela sorri para mim. Eu a levo para um banheiro e a ajudo com o que precisa.


- Prontinho! - Digo, quando saímos.


- Obrigado, Margot. - Sorri lindamente e meu coração palpita. Que sorriso!


- Imagina. - Ficamos nos olhando por um tempo. - Bom, eu... acho que já vou indo.


- Espera! É, quer carona? - Pergunta, parecendo desconcertado.


- Não obrigada, estou com meu motori... É, meu amigo! 


- Aah... - Ele responde apenas.


- Mamãe! - Vejo a garotinha gritar e soltar a mão do Michael, correndo em direção a uma mulher que se aproximava. Parecia a mesma que estava com Michael quando o vi pela primeira vez.


Que situação...



Narração -Michael-


Ficar com Alice é a melhor coisa que tem, mas encontrar a Margot novamente não era minha intenção. Ela realmente acha que eu não a vi na hora do almoço? Fala sério! 


Eu havia chamado Hannah para nos encontrar, como ela está sem trabalhar ainda, seria legal passarmos o dia junto com nossa filha. Mas ela chegar justamente enquanto estou com a mulher que tento algo, é um situação estranha.


- Oi Mike! - Diz tranquila quando se aproxima, segurando a mão de minha filha.


- Oi, gata! - Saúdo e lhe dou um beijo na bochecha. - Essa é a Margot. - Aponto para a mulher a minha frente, que estava claramente desconcertada.


- É um prazer. Sou a Hannah. - Beija sua bochecha.


- O prazer é meu. - Sorri. - Bom, eu já estava indo e...


- Mas já? Por que não fica com a gente? - Hannah oferece. - Vai ser legal termos mais uma companhia.


Mas o que essa mulher está fazendo?


- Eu não quero atrapalhar... - Responde, ainda desconcertada.


- Imagina, Mike vai adorar sua presença. Não é? - Pergunta para mim e me da uma cotovelada.


- É, claro! - Sorrio torto. - Vamos fazer algo.


- Tudo bem... - Ela responde hesitante e vejo pegar seu celular para mandar mensagem para alguém.


- Ótimo! - Hannah comemora. - Vamos ao parque primeiro, Alice adora ficar lá. - Ela sai andando e eu e Margot ficamos nos olhando com cara de merda. - Venham logo! - Nos chama já mais para frente e nós a seguimos.


Chegamos no parque que havia no interior do shopping e nos sentamos em uns banquinhos que haviam lá.


- Vou levar a Ali em alguns brinquedos. Divirtam-se! - Hannah se levante e pisca para mim, a fuzilo com os olhos e me viro para Margot, que fitava o chão em silêncio.


- Não se faça de tímida. - Sorrio e ela me olha séria.


- Você não vai mais parar de aparecer, não é? - Pergunta.


- Não reclame, você quem aceitou ficar com a gente. - Dou de ombros, olhando minha filha se divertir com Hannah.


- Certo. Mas e a sua não filha... Pelo visto você tem uma boa relação com a mãe dela. - Arqueia a sobrancelha e eu reviro os olhos.


- Você não vai parar de implicar com isso, não é? Ok, ela é minha filha. Satisfeita? - Ela ri. - Pode sair contando meu segredo pra todo mundo. - Cruzo os braços e me encosto no banco.


- Por que eu faria isso? - Pergunta e sua expressão parece mais amena.


- Tirar proveito! Imagino que seja o que quer, já que faz questão de dizer o quanto me odeia. Mas saiba que é a minha palavra contra a sua. Eu tenho nome, ninguém acreditaria em alguém como você. - Falo venenoso, olhando bem no fundo de seus olhos.


- Ao contrário do que pensa, eu jamais faria algo assim. - Ela diz e se vira para frente novamente. Pela primeira vez ela não teve a mesma postura de sempre, pareceu decepcionada pelo que eu havia dito e eu me culpei um pouco por ter falado assim. Afinal, ela mal havia dito nada.


Desde quando comecei a me importar com o sentimento dos outros?


- Desculpa, falei sem pensar. - Cocei a nuca desconcertado e ela apenas sorriu fraco.


- Tudo bem, eu não esperava menos de você. - Sua postura forte volta novamente e por incrível que pareça eu me sinto melhor. É assim que quero vê-la, foi assim que a conheci. - Mas saiba que eu sei guardar muito bem um segredo e sei que há coisas que não podemos contar. - Desvia o olhar, como se ela mesmo escondesse algo.


Eu apenas assinto e um silêncio constrangedor se instala. Lembro de um acontecimento e decido tocar no assunto.


- É, sobre aquele dia ao telefone, eu estava... - Começo a me explicar.


- Transando? É, eu sei. - Fala naturalmente e eu fico um pouco sem graça. - E tudo bem, só poderia ter me avisado né. Assim eu não faria um papel ridículo de ficar ao telefone.


- Qual é, eu queria continuar falando com você. - Sorrio e embora eu estivesse tentando apenas jogar um charme, havia uma pitada de verdade no que eu acabara de falar.


- Até parece. - Sorri e balança a cabeça. - Conheço o seu tipo, Michael. 


- E qual seria o meu tipo? - Arqueio a sobrancelha.


- Você gosta de ter as pessoas na palma da mão, se acha poderoso por isso e seu ego vai lá em cima quando lhe obedecem. Pode acreditar, eu entendo você. Imagino que deve ser ótimo sempre estar no comando de tudo, mas embora você ache isso o máximo, saiba que não é bem assim. O poder pode lhe subir a cabeça. - Diz sincera.


- Até você com isso? - Reviro os olhos.


- Ah, então já tentaram abrir seus olhos? Uma pena não ter funcionado. - Suspira e embora eu achasse que havia sido deboche de sua parte, ela parecia realmente estar falando sério.


- E isso se aplica as mulheres na minha vida também? - Pergunto e ela apenas confirma com a cabeça. - Então você acha que eu não conseguiria ter um relacionamento de verdade? Acha que só sei usar as mulheres, é isso?


- É exatamente isso.


- Pois eu lhe provarei o contrário. - Me prontifico e ela me olha de lado.


- Ah, é? - Arqueia a sobrancelha. - E como fará isso?


- Sei la, vou arranjar uma namorada. - Dou de ombros.


- Você? - Ela ri. - Por favor, Michael. Sejamos coerentes.


- Estou sendo. Lhe provarei que posso ser um homem fiel e bom. - Falo firme. Nem eu sei o que estou fazendo, mas não vou desistir agora.


- Se for para brincar com o coração de alguém, não faça nada. Não quero que alguma mulher sofra apenas por querer me provar algo. É o seu jeito, não vai mudar. 


- E se essa mulher for você? - Pergunto impulsivamente.



Puta que pariu, Michael. Cala essa boca!



- Como? - Me olha incrédula.


- Oras, você duvida que eu possa ter um relacionamento e eu quero lhe provar o contrário. Nada melhor do que a mulher em questão ser você, assim posso mostrar a você mesma como sou um homem bom quando quero. Aliás, não nos suportamos e vai ser impossível nos apaixonarmos, ou seja, ninguém sairá sofrendo. - Sorrio lascivamente e espero sua resposta.


- Percebe que está me pedindo em namoro, né? - Pergunta e eu arregalo os olhos, fazendo ela gargalhar. - Mas eu aceito. Não o namoro, mas a princípio, eu saio com você. Tenho certeza que não consegue ser um cavalheiro por uma única noite.


- Veremos, docinho. - Pego sua mão e beijo o dorso delicadamente, sem deixar de fita-la na intenção de ser romântico.


- Patético. - Ela me olha com desdém.


- To vendo que isso vai ser mais difícil do que eu pensei. - Viro para a frente e escuto ela soltar uma risadinha delicada.


- Fica tranquilo, vai se sair bem. - Toca meu ombro amigavelmente, parecia querer mesmo me passar confiança.


Afinal ela estava me testando ou realmente querendo me ajudar? Agora eu realmente tenho certeza... Essa mulher é louca!


Notas Finais


E a relação desses dois, hein? rsrs

Beijinhos da Major✨


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