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História Uma luz por acaso - Capítulo 8


Escrita por: e Ayamari


Notas do Autor


Espero que gostem.

Aqui quem vos fala é loucura em pessoa💜😂


Espero que vocês gostem. Já encontraram uma luz por acaso?

Capítulo 8 - Possibilities and attitudes


Fanfic / Fanfiction Uma luz por acaso - Capítulo 8 - Possibilities and attitudes

[ Raquel Souza ] 

Isso foi… Para mim? Ele literalmente… Usou uma metáfora para falar sobre mim? Sobre como eu não saio dos seus pensamentos? Ele realmente sente algo por mim ou eu estou simplesmente enlouquecendo ao ponto de imaginar coisas? Aliás, já estamos em londres ou eu estou numa espécie de sono ainda, no museu localizado no rio? Meu corpo de repente trava e eu não sinto minha respiração. Minhas mãos estão suadas, e o meu coração bate num nível tão acelerado que eu posso cair a qualquer momento, tamanha pressão no meu peito. Queria pedir que ele não me assustasse ou fizesse piadinhas infames num momento como esses. Tudo girava, e eu não tinha como responder. Abri a boca inúmeras vezes, com vários pensamentos incoerentes prontos para serem ditos, mas não conseguia. Se eu dissesse que também penso nele, ele acreditaria? Se eu dissesse que nas últimas dezessete horas a sua companhia me pareceu mesmo… Agradável? O que ele diria? E se eu simplesmente respondesse que ele me desconcerta? Não consegui pensar em mais nada, de repente tudo pareceu um branco e completo vazio e eu fiz o que menos esperei fazer, talvez somando a adrenalina com a sensação desgastante de que isso era um sonho e não tinha como piorar. Sorri, e firmei minhas mãos em seu peito, fazendo-o dar passos para trás com extrema ligeireza, até que as suas costas tocassem a parede de metal do cubículo em que nós nos encontrávamos. Seus olhos não desviavam dos meus e os meus, traiçoeiros, não deixavam de fitar seus lábios. Não tive outra saída, e talvez não teria outra oportunidade. O incômodo e a sensação de irritabilidade que ele me transmitia de repente pareceu ser nada diante da atração que se instalou em meu peito, pelo modo como se referia aos seus sentimentos. Cheia de coragem até então por mim desconhecida, colei meus lábios aos seus, numa pequena pressão. Me surpreendi com o agarre desajeitado em minha cintura, antes que ele pudesse me retribuir o beijo, ainda que sem jeito. Sorri contra seus lábios. Benjamin parecia uma criança amedrontada, talvez um garoto experimentando o que era perder o bv. Mas isso fazia tudo parecer mais agradável, e consequentemente aumentava a pontada que eu sentia no útero, junto de um frio desconhecido na boca do estômago.

— Ele era o calor, ela era o frio. — Ele falou ao apoiar as mãos por completo na minha cintura, girando os nossos corpos e me prendendo na parede novamente, mas desta vez, estávamos perto das portas do elevador, antes delas se abrirem ele apertou no botão do andar em seu escritório para que tivéssemos mais tempo. — Ele era o verão, ela o inverno, ele era certo, ela a errada. Ele é o silêncio, ela é o barulho. Ele era a solução, ela era o problema. Ele era um sonho, ela era o pesadelo. Ele era calmo, e ela era o exagero. Ele era dela, e ela era dele. E assim, se completavam à sua maneira. — Sussurrava ao aproximar novamente os nossos lábios, ficando ofegante e nervoso. — Sim, a metáfora é sobre você. Rachel souza, já chega de jogos, eu assumo que eu não paro de pensar em você desde o dia em que nos encontramos, desta vez é sério, eu quero você. Eu preciso sentir você… — Ao dizer isso, ele beijou os meus lábios, em seguida aproximou o seu rosto nos meus ouvidos. — Dentro de mim… — Sussurrou rindo, me puxando para perto dele e depositando vários beijos em seguidas com pegadas fortes. — Eu não paro de pensar em você, eu estou aproveitando a única oportunidade em que me resta, pela primeira vez eu mal consigo me concentrar nos afazeres do meu dia, tudo isso é por sua culpa, é uma paixão que me domina, você me fez ter uma vontade louca de viver a vida inteira com você, você tem noção do que isso significa? Eu sei que não é engano meu, você realmente me encantou. — Deu uma pausa, deslizando as suas mãos para as outras partes do meu corpo. — Me pegou de jeito e agora eu não consigo mais me desligar, eu preciso te dizer isso enquanto eu tenho tempo. Eu sou culpado por ter deixado isso se apoderar de mim, mas eu quero que saiba que eu não me arrependo em sentir isso. — Disse ao subir as mãos por baixo da minha roupa, tentando chegar no meu sutiã lentamente. — Eu te amo, eu te amo, eu te amo, eu te amo. Quantas vezes eu tenho que dizer que pensar em você já virou rotina? Um vício meu? Talvez? Não, certeza? Sim, eu não consigo, nem mesmo por um instante… — Aproximou as nossas bocas, conseguindo apoiar os dedos na minha roupa por baixo. — Me desligar de você… É algo que afeta profundamente o meu ser, os prazeres, desejos e amores por você apenas aumenta. — Prestes a tirar o que estava pretendendo, novamente as portas se abriram.

Ele tornou a rodar em seu eixo comigo, ficando de costas para as pessoas de fora, logo que as notou e eu me irritei por termos chegado ao local esperado demasiadamente rápido, mas acho que ele também percebeu que não podíamos prolongar mais ainda o nosso tempo aqui dentro. Tínhamos mais o que fazer, funcionários a nossa espera e eu sinceramente não sabia onde enfiar minha cara depois que o surto de coragem passou, trazendo de volta a garota tímida que se escondia atrás da mulher madura e cheia de si. Ergui os olhos em sua direção, talvez ressentida, um tanto envergonhada e com o rosto ruborizado pelo tesão reprimido que suas atitudes me provocaram. Seus olhos sobre mim eram como fogo, me queimando de dentro para fora e me vi obrigada a desviar o olhar por não conseguir sustentar tanta intensidade. Como forma de repreensão senti suas mãos subirem e descerem uma vez mais em minhas costas, dessa vez num arranhar sutil, que me fizeram estremecer e lhe encarar, desacreditada. Em seus lábios um sorriso perverso. Eu estava prestes a questionar o porquê da imprudência quando me senti tonta. Seu nome havia sido chamado do outro lado do corredor, as pessoas já encaravam o elevador e por sorte seu corpo cobria o meu com grande facilidade, me possibilitando um tempo para sair do transe. Quando vi que me dava as costas, notei também que fizeram um sinal sutil com uma das mãos. Me preparava para segui-lo quando tudo ficou ruim e minha visão embaçou. Segurei em seu pulso com ambas as mãos o que lhe fez parar, em seu lugar. Eu não tinha controle das minhas ações e não queria cair, assim, do nada. Seus lábios se moveram e eu tinha a plena certeza que diria algo grosseiro, mas ao notar em meu rosto o quanto parecia abatida, surpreendeu-me pegando nos braços outra vez. 

— B-Benjamin… — Não consegui terminar a fala. Meus lábios tremiam e eu sabia que ele sabia, isso era consequência da minha imprudência. Não vinha me alimentando como deveria. Eu não estava sendo uma garota obediente. 

Era óbvio que shakai já deveria estar a par do meu pequeno probleminha com alimentação, ele teve tempo o suficiente para estudar meu currículo enquanto eu jazia adormecida. Suspirei, contendo a vontade de grunhir por sentir tudo girando outra vez. Torcia com todas as minhas forças que ele não soubesse dos meus deslizes e que não seguia à risca, as ordens médicas que me foram impostas mas percebi em seu semblante sério o quanto estava ferrada e o meu corpo estremeceu ao ouvir sua voz rouca que murmurava:

— Não temas, o seu salva-vidas chegou! — Ele anunciou ao me levar para o meu consultório, me retirando do seu colo e me estabelecendo no sofá que havia no local. — É uma péssima hora para piadas, mas eu faço isso por te querer tanto, você me deixa maluco, exagerado e afobado. — Falava se ajoelhando, mostrando as frutas e colocando uma barra de chocolate entre os meus lábios. — É por te querer tanto que faço coisas que sequer entendo, pode soar meio brega, mas é por te querer tanto que me tornei alguém melhor. Mas, se você não comer agora, eu vou comer… — Comentava rindo de lado, tentando insinuar algo além disso.

O modo como ele falava me assustava. Talvez pela clareza com a qual afirmava seus sentimentos, sem medo algum. Talvez pelo tom de voz rouco e sugestivo. Talvez porque ninguém nunca antes foi tão aberto assim, quando o tema são assuntos do coração. Talvez simplesmente… Porque eu tinha um pé atrás. Mas não poderia negar que mesmo assustada, meu coração batia depressa a todo o instante em que ele dizia. Sentir-se querido é algo bom. Sentir-se amado não tem preço. Eu poderia enchê-lo de beijos todas as vezes que o ouvia falar, porque era isso o que a minha insanidade pedia.  Queria ser tão aberta para dizer o que eu estou sentindo e quem sabe retribuir o que vem fazendo por mim, infelizmente, entretanto, não sei o que acontece comigo. Tenho medo de dizer algo que não estou sentindo e me sinto travada. 

Sorri, sem delongas. O que os nossos lábios não dizem, o corpo se encarrega de demonstrar. Neguei com a cabeça a sua sentença e ouvindo meu estômago roncar tomei, depressa, uma das frutas dispostas sobre a fruteira no balcão. Mordisquei sem nem pensar na barra de chocolate próxima aos meus lábios, e precisei me conter para não gemer em satisfação. Ele riu da minha ânsia e eu revirei os olhos, lhe dando um soquinho amigável no ombro esquerdo, antes de capturar o chocolate com as duas mãos e me pôr a comer, sem me importar com o fato de que estava a sujar meus dedos e a própria boca.

— Você é muito engraçada. — Ele comentou rindo, se levantando e limpando os meus lábios com os seus dedos delicadamente. — Eu e você, o que acha? — Perguntou ao se virar, pegando a garrafinha de água que estava na mesa e me dando, em seguida pegou um lenço molhado e passou nas minhas mãos, tirando a sujeira que estava nelas. — Já pensou na possibilidade de me chamar de “seu” e eu de “minha”? — Disse ao se aproximar novamente do meu rosto, me beijando pela última vez, um beijo demorado, lento e apaixonado. — Se depender de mim, será assim durante muitos e muitos anos. Mas, pense nisso com carinho, o futuro é incerto, o amanhã é imprevisível, tome a decisão certa antes de se arrepender de não ter dito o que precisava dizer, agora eu te deixarei sozinha minha nova estagiária. — Informou se afastando e fechando a porta após sair.


Notas Finais


Capítulo feito em dupla ✓

Corrigido por ambas as pessoas ✓✓

Até a próxima!!!


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