História Uma Mãe Especial - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emma Swan, Família, Regina Mills, Romance, Swanqueen
Visualizações 382
Palavras 3.086
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá

Pessoal, estou muito feliz com os favoritos, visualizações, comentários *_*

*Gente, pensei muito e, relendo o livro, decidi transcrever a história para SQ. Óbvio que com os devidos créditos, vou mudar algumas coisas para que se encaixe e tudo faça um maior sentido, o livro é antigo então muitas coisas precisarão de mudança. A história original foi escrita pela Muriel Jensen e publicada pela Nova Cultura na série de livros Bianca (Romances de Época). Foi publicado em 1994. Os créditos do texto são todos dela, um ou outro que são meus.

*MUDANÇA: NÃO ESQUEÇAM: Itálico mais negrito no meio do texto são as "falas" da bebê

*Perdoem qualquer erro

Vamos nessa...

Capítulo 2 - Capítulo I


— Tudo bem, eu estou calma — Regina Mills disse a si mesma, num tom cal­culado para ser convincente. — Estou calma. Acho que meu braço esquerdo está quebrado, mas está tudo bem... não sou canhota. Ficarei bem. Estou sentindo o bebê se mexer, e isso é bom. Nós estamos bem. Estou calma. Estou bem.

Mas o som de sua própria voz não abafou os ruídos de metal, como ela esperava que acontecesse. Os gigantescos alicates usados pelos bombeiros estavam transformando em retalhos o seu carro, cuja última prestação fora paga dias atrás. E ela nada podia fazer para evitar. Seu cérebro de contadora já calculava as perdas, mesmo com o pagamento do seguro. E podia apostar que a velha caminhonete que passara o sinal vermelho nem mesmo tinha seguro.

— Isso não faz mal — tornou a falar consigo mesma, enquanto a porta do lado do motorista era arrancada. — O bebê está bem e... Ah, meu Deus!

Uma pontada dolorida enrijeceu seu abdome e a fez imaginar se as "garras da vida" que trabalhavam do lado de fora não a haviam apanhado por engano. Foi uma dor intensa, que durou uma eternidade.

— Não — disse, afagando o rígido monte em seu ventre. — Nenê, não faça isso comigo. Ainda não está na hora. Temos de fazer a declaração de renda do Butler Logging, e o sr. Gold, das Empresas MAG, virá esta tarde para uma consulta sobre benefícios aos empregados... Ai!

— Oi! — Um jovem de cabelo castanho e uma maleta de médico apareceu no vão onde a porta havia sido arrancada. — Está em trabalho de parto? — perguntou, inclinando-se para checar se ela estava ferida.

— Acho que quebrei um braço — ela respondeu, fazendo uma careta quando ele a tocou e sentindo uma onda de dor consumir seu corpo inteiro.

Mamãe! Graças a Deus! Sinto muito, também não estou real­mente pronta para fazer isso, mas parece que está acontecendo assim mesmo. As paredes estão se fechando aqui dentro!

— Você acertou no diagnóstico — disse o paramédico, sorrindo enquanto cortava a manga da blusa de seda branca de Regina. — Gostaria de trabalhar conosco? Parece ser boa nisto. Está tendo contrações?

— Não — ela respondeu, quando a dor em seu ventre diminuiu. — O bebê só vai nascer no dia catorze de dezembro, quando o dr. Webber deverá induzir o parto, e eu me recuso a dar à luz nem um dia antes disto.

Um segundo jovem entregou uma tipoia ao paramédico, que colocou no braço de Regina, delicadamente.

Sob uma névoa de dor, ela observou as pessoas que rodeavam o carro. Um policial conversava com um homem de meia-idade, que apontava para a caminhonete que outro policial empurrava para o outro lado da rua. Bombeiros recolhiam os equipamentos, curiosos tentavam espiá-la através do vidro do para-brisas.

Sentiu-se como se estivesse vendo uma cena de filme de tevê. Aquilo não podia estar acontecendo com ela. Planejara tudo desde o início, com tanto cuidado... o momento certo em sua vida, o melhor banco de esperma, a amostra de esperma com a maior possibilidade de gerar uma menina, o obstetra certo no hospital certo.

Recusava-se a permitir que tudo desse errado agora.

— Epa! — o paramédico exclamou, passando as mãos cuida­dosamente pelas pernas e tornozelos dela.

— O que foi?

— Sua bolsa rompeu — ele informou-a, com um sorriso amigável. — Está mesmo em trabalho de parto, senhora. — Virou-se para seu parceiro. — Avise o pronto-socorro que estaremos chegando com uma vítima de acidente em TB.

O som das sirenes da ambulância que disparava a caminho do hospital aumentou a sensação de irrealidade em Mills. Ela jamais se machucara, e raramente ficava doente. Emergências eram algo desconhecido em sua vida, pois sempre planejava tudo. Odiava surpresas de última hora. Dezoito anos em companhia de Flor da Manhã e Homem da Montanha foram o bastante para lhe ensinar mais do que desejava saber sobre a espontaneidade da vida na estrada, sem raízes ou destino. Ela amava seus pais, mas prome­tera a si mesma nunca mais viver daquele jeito novamente.

E ali estava, vítima do destino, correndo para o hospital com um "TB". Aquilo não era justo.

[...]

— Pode pegar o que está chegando, Emma? — Elsa Frozen, médica do plantão diurno do pronto-socorro do Hospital Johns Hopkins, espiou pela cortina que cercava o leito número quatro, e apontou vagamente na direção do ruído da sirene que se aproximava.

Emma Swan tinha acabado de sair do plantão noturno, já havia mudado de roupa e colocava sua mochila de couro no ombro. Amea­çou a colega com um olhar, enquanto o som estridente da sirene alcançava um ponto ensurdecedor, antes de parar abruptamente diante das portas do pronto-socorro.

— Já faz dez minutos que estou de férias — ela disse. — As montanhas canadenses estão à minha espera. — Mas, assim mes­mo, largou a mochila.

A médica encolheu os ombros, com uma expressão de fingida inocência.

— Sinto muito — falou. — Mas estamos todos ocupados com este caso de dor no peito. O que acabou de chegar é vítima de acidente em trabalho de parto. Os paramédicos ligaram avisando enquanto você trocava de roupa. Mas você sabe como funciona: só precisa enviá-la para a obstetrícia.

Tinker, a enfermeira, apareceu no vão da cortina que separava os cubículos e sorriu para ela:

— Sabemos o quanto você gosta de bebês — disse.

— Tudo bem, façam gracinhas à vontade — Swan falou, encaminhando-se para a porta. Baixou a voz e apontou para a cortina fechada. — E vocês sabem muito bem que isso aí é só uma dor de estômago e não ataque cardíaco.

— Sim, mas ele é o administrador — Tinker cochichou de volta. — E acha que está tendo um ataque cardíaco. Queremos que veja como trabalhamos direito.

— Ótimo. Mas vocês duas podem esquecer o doce de maple que eu prometi trazer, e também os canadenses solteiros...

— Não pode trazer só um canadense? — Elsa perguntou, quando Emma abriu a porta para sair. — Tinker e eu podemos dividi-lo!

Swan foi encontrar a maca, onde havia uma jovem grávida, com os cabelos escuros presos num coque, usando um par de brincos de argola e com o braço esquerdo numa tipoia. Empur­rando a maca, os dois paramédicos preferidos de Emma: Killian, que abandonara a faculdade de medicina a fim de juntar dinheiro para conseguir voltar, era calmo e preciso. August era menos experiente, mas esperto e bem-humorado, além de um pouco in­gênuo. Costumava ruborizar diante das brincadeiras das enfer­meiras e encarava os insultos amigáveis dos médicos como uma espécie de rito de passagem.

— Temos um bebê nascendo — Killian avisou, enquanto aju­dava a empurrar a maca para a sala de emergências. — É melhor você chamar a obstetrícia, do contrário terá de fazer o parto. — Sorriu, malicioso. — E todos nós sabemos o quanto você gosta de bebês.

— Se eu quiser ouvir gracinhas, chamo Elsa e Tinker — Emma retrucou.

Inclinou-se sobre a mulher com seu estetoscópio. Os olhos dela estavam fechados e as delicadas feições tensas pela concentração, enquanto respirava durante a contração. Ela fez uma careta e retirou a mão de sob o cobertor, como se procurasse algo onde apoiar-se.

Emma segurou-lhe a mão e ela apertou-a com uma força surpreendente, a ponto da loira ter de fazer um esforço para não gemer de dor. Jones e Booth teriam adorado ouvi-la se queixar.

A mulher abriu os olhos. Eram castanhos, quase cor de chocolate, e repletos de dor.

— Será que pode chamar Zelena? — pediu, ofegante.

— Essa é? — Emma indagou.

—Minha irmã, ela vai me ajudar no parto, pelo método Lamaze. Zelena Mills, no Banco First Coastal.

Emma assentiu.

— Vou mandar alguém avisá-la. E o dr. Richard Webber já está a caminho. Aguente firme mais um pouco.

— Estou tentando. — Regina esboçou um leve sorriso, mas uma lágrima escorreu-lhe pelo rosto, em direção dos cabelos. — Mas parece que o bebê tem outras ideias. Ela quer chegar com três semanas de antecedência.

Emma apertou-lhe a mão.

— Não haverá problema algum. Tente relaxar, está em boas mãos, agora.

A morena fez uma nova careta de dor.

— Você não está entendendo — disse. — O quarto do bebê ainda não está pronto. Eu pretendia terminá-lo na semana que vem, depois das declarações de impostos do trimestre. Tenho ape­nas um pacote de fraldas, em casa, e minha geladeira está vazia...

— Terá muito tempo para se preocupar com isso, mais tarde — Swan falou num tom gentil pensando, enquanto Mills quase lhe esmagava a mão, em como acertara em não ter optado por ser uma cirurgiã. — Neste momento, tente se concentrar apenas em relaxar, para que seu filho chegue bem.

— Vai ser uma menina — a morena esclarece. — Pedi a amostra de esperma com a maior possibilidade de ser uma menina.

Emma piscou, confusa.

— O que foi que disse?

Porém, Elsa chamou-a antes que obtivesse a explicação.

— Emms, o dr. Webber pediu que levassem a srta. Mills. O braço terá de esperar até depois que o bebê nascer.

— Nós a levaremos — Killian falou. Sorriu para Swan e juntou: — Pode partir para sua aventura em Calgary. E não se esqueça dos nossos doces de maple.

Emma assentiu para Elsa, e sorriu para a mulher na maca.

— Os paramédicos irão levá-la para a obstetrícia — informou-a. — E eu vou ligar para sua irmã...

Regina sentiu que seus dedos seguravam a mão da loira com mais força. Não poderia explicar por quê, mas sentia uma necessidade profunda e poderosa de mantê-la junta de si. Ela era alta, com os cabelos loiros e compridos, alegres olhos verdes e um sorriso largo. E a mão dela na sua era a única segurança que possuía, naquele momento.

Mills era capaz de lidar com qualquer crise, contanto que estivesse preparada. Aquilo, porém, era mais do que uma simples crise: era... era a vida do seu bebê! E estava acontecendo com três se­manas de antecedência, completamente fora do planejado. E ela estava aterrorizada, embora nem pensasse em admitir a si própria.

Emma tentou retirar a mão, e não conseguiu... pelo menos não sem correr o risco de perder um dos dedos. August reparou na cena e olhou-a com um misto de divertida curiosidade e simpatia.

— Bem, que tal se eu acompanhá-la? — Swan sugeriu, final­mente. Ergueu os olhos e deparou com Elsa, que também a observava com divertimento. Porém, Elsa nunca demonstrava simpatia. — Pode ligar para Zelena Mills, no Banco First Coas­tal? Ela é a irmã da paciente, vai ajudá-la no parto pelo método Lamaze. Peça para vir imediatamente.

— É claro — Frozen respondeu com um largo sorriso, e virou-se para o telefone.

August puxava, Killian empurrava e Regina ia deitada na maca, na direção da ala de obstetrícia, sentindo que sua existência bem ordenada estava prestes a se descontrolar completamente, como um pedaço de lixo espacial.

E a única coisa que podia evitar que isto acontecesse era a solidez daquela mão que ela segurava. Parecia capaz de prendê-la no chão, e de impedir que caísse no abismo de medo que se abria à sua frente.

— Ora, ora, os bebês estão agitados, hoje — saudou-os uma enfermeira, com uma aparência assustadoramente militar, que os recebeu na junção dos corredores.

Depois de desejarem boa sorte a Mills, os paramédicos saíram e a enfermeira levou-a para um quarto que lhe chamou a atenção, apesar de toda sua dor e ansiedade.

Era decorado em tons de lavanda e azul, com o papel de parede florido e estampas combinando nas cortinas e colchas. Regina re­parou nos detalhes de madeira, e no que parecia ser um assoalho de parquete. Será que já estava delirando?

— Esta é uma de nossas novas salas de parto — a enfermeira explicou, empurrando a maca para perto da cama e retirando a colcha. — Temos mais duas como esta. O que acha? Acredita que estão todas ocupadas, hoje? Já nasceram duas meninas, esta ma­nhã. Parece que está havendo um verdadeiro baby boom em nossa pequena cidade, não é? Tudo bem, vamos para a cama, agora.

Emma retirou a mão a fim de ajudá-la a passar para a cama, e endireitou o corpo, imaginando que finalmente estava livre. Porém, retirando a mão do pescoço dela, Regina deslizou-a pelo seu braço e tornou a segurá-la.

A enfermeira afofou os travesseiros, cobriu-a com os cobertores e enviou-lhe um sorriso maternal, que traía a postura militar.

— Vou avisar o dr. Webber que você está aqui — disse.

— Ah... Granny? — Swan chamou-a, antes que ela alcançasse a porta. — Quer fazer o favor de ligar para o pronto-socorro e verificar se Elsa conseguiu falar com a irmã da srta. Mills?

— Pois não — a enfermeira concordou. Antes de sair, virou-se e encarou Emma com um sorriso. — Está com medo de acabar tendo de lidar com o bebê sozinha, dra. Swan?

A loira apenas franziu a testa, em resposta, e a enfermeira riu, enquanto fechava a porta atrás de si. 

A paciente tornou a apertar-lhe a mão com força, quando uma nova contração enrijeceu-lhe o ventre. Emma puxou uma cadeira para perto da cama e resignou-se a servir de apoio moral até que a irmã chegasse.

— Então... vejamos — disse, tentando lembrar-se do pouco que sabia a respeito de partos. Era praxe do pronto-socorro encaminhar todas as pacientes em trabalho de parto para a obstetrícia, no instante em que chegavam. — Você deveria estar respirando, em vez de contrair-se deste jeito. Vamos lá: respirações curtas e breves, você sabe como fazer. Puf, puf, puf... como um trenzinho a vapor.

— E... eu esqueci. — Regina completou três respirações, prendeu o fôlego e soltou-o de uma só vez, ao final de mais uma contração. — Obrigada — murmurou, virando a cabeça para a loira e fazendo uma careta de dor quando um dos grampos de cabelo espetou seu couro cabeludo.

— Mais uma contração? — Swan espantou-se.

— Não. — Ela sorriu levemente. — São os grampos no meu cabelo.

— Ah... — Emma suspirou, aliviada. Por um instante, receara que o parto já houvesse começado, sem qualquer aviso.

Inclinou-se na direção dela e desmanchou o coque de seus ca­belos, retirando os três grampos que os prendiam e deixando-os sobre a mesa de cabeceira. Depois, passou os dedos por entre os cabelos dela, soltando-os de todo, e a sensação que teve era de estar tocando em seda... uma sensação que foi direto da ponta dos dedos para o fundo de seu coração.

Tornou a sentar, com a mão sempre segurando a dela. Regina a observava, com uma leve curiosidade sobrepujando a dor em seus olhos.

— Por que todo mundo a provoca, a respeito de bebês? — per­guntou. — Você não gosta deles?

Emma encolheu os ombros e olhou para a porta, rezando para que a tal irmã chegasse logo.

— Bem, é claro que gosto de crianças — respondeu. — Apenas não gosto de trabalhar com elas... ou de trazê-las ao mundo.

Regina não conseguiu evitar a expressão de surpresa.

— Por quê?

— É que... são tão vulneráveis — Emma completou, decidindo que uma resposta superficial seria o bastante. — E são pequenas, o que torna o trabalho mais difícil. Prefiro lidar com instrutores de aeróbica ou jogadores de futebol — concluiu, em tom de brincadeira. Depois, achou melhor mudar de assunto. — Qual é o seu primeiro nome, srta. Mills?

— Regina — ela respondeu, depois franziu a testa. — Será que ouvi alguém dizer que você estava saindo de férias?

Swan assentiu.

— Assim que sair daqui. Vou passar um mês acampando no Canadá.

A morena fez uma careta.

— Eu odiaria fazer isso. Preciso de eletricidade e colchões con­fortáveis para sobreviver. Gostaria de conhecer o Canadá, mas através da janela de um bom hotel.

Foi a vez da loira de fazer uma careta.

— Isto é o mesmo que assistir um filme sobre o Canadá. É melhor ficar em casa e alugar uma fita de vídeo.

Mills balançou a cabeça, concordando.

— É assim mesmo que passo a maioria das noites. Ah... ui!

— Mais uma?

— Hum Hum...

Mamãe! Será que não pode me mandar um mapa? Achei que este era o único caminho possível, mas parece que estou num beco sem saída!

— Respire, respire — Emma demonstrava e Regina imitava-a, sempre agarrando-lhe a mão enquanto a contração vinha com toda força.

A morena desabou novamente no travesseiro, exausta, embora sou­besse que aquilo era apenas o começo. E só de pensar nisto sentia um medo ameaçador invadi-la. Virou-se para Swan, tentando pensar em outra coisa.

— Seu nome é? — Estranhamente, ela não havia se atentado a este fato.

— Emma — esclarece. — Emma Marie Swan.

— É médica?

— Exatamente.

— Casada?

— Negativo.

— Eu também não sou — Regina comenta. — Todos os homens e mulheres que eu acho interessante são casados(as). Por isso, decidi ter um bebê sozinha. — Encarou-a. — Procurei um banco de esperma. Acha isso uma coisa anormal?

— Eu acho — Swan respondeu, com toda diplomacia — que você é quem sabe da sua vida.

Regina estreitou os olhos.

— É, você acha uma coisa anormal — constatou. Emma balançou a cabeça.

— Apenas acredito que você fez uma opção que eu não faria — disse. — Mas cada pessoa tem suas próprias regras.

— Eu queria compartilhar minha vida com alguém — Mills falou e, num gesto inconsciente, deslizava o polegar pela mão da médica. — Existem muitas coisas na vida que eu adoro, e sempre achei que seria bom dividi-las com outra pessoa. — Suspirou, sentindo a solidão e frustração dos últimos anos invadi-la novamente, en­quanto segurava aquela mão firme. — Mas não consegui encontrar a pessoa certa. E como não me contentaria com a errada, decidi pular uma etapa e ter meu bebê sozinha.

Aquilo soou um tanto estranho para Emma, mas, afinal, ela também jamais quisera um filho. Desde Lilly Page, pelo menos.

— Algumas pessoas consideram que esta seja a etapa mais importante, ou a mais memorável — Regina disse, sorrindo.

Swan retribuiu o sorriso.

— Tenho certeza disso, se for com a pessoa certa — insistiu.

— Mas, se for com a errada, não posso imaginar em nada pior. Por isso, nos decidimos pela pessoa invisível.

— Alguém atraente, que trabalhe e com boa saúde?

— Exatamente. E que gostava de ler os poemas de Walt Whitman. Aliás, foi isso que me fez decidir. Ai...!

Emma, que se recostara na cadeira, tornou a endireitar-se, em alerta. Retomou a respiração com ela durante a contração e quando relaxou novamente, aliviada ao ver que havia passado, a enfer­meira Granny espiou na fresta da porta.

— Zelena Mills está numa reunião em Seattle — avisou, em tom de desculpas. — Imagino que ela só contava que você viesse para o hospital daqui a três semanas.

Regina fechou os olhos e gemeu baixinho. Esquecera-se com­pletamente de que Zel viajara naquela manhã para um treina­mento de uma semana. Só podia se tratar da "lei de Murphy".

Bem, teria de ir em frente sem a irmã. Afinal, se pretendia criar aquela criança sozinha, poderia perfeitamente dar à luz sozinha.

Mas a dor era muito mais assustadora do que imaginara. E a rapidez com que tudo acontecera, a falta de tempo para planejar, fazer os preparativos...

Oh Deus, ela estava ferrada.


Notas Finais


Por ter decidido seguir o livro, terá mais de dez capítulos. E, antes que alguém fale que é plágio, leia as notas iniciais onde deixo claro que o conteúdo da fic é todo da autora Muriel Jensen. Os dois próximos capítulos são os meus favoritos kkkk

Deixe um comentário e faça uma autora feliz :)

Um beijo enorme

Tia J sz


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