1. Spirit Fanfics >
  2. Uma médica na mansão Uchiha >
  3. Flor de Cerejeira

História Uma médica na mansão Uchiha - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


Gente!! Tudo bom com vocês??

Antes de tudo, me desculpem pela demora infinita para postar a continuação. Foram problemas pessoais que me impediram de conseguir finalizar esse capítulo. Me senti travada, fiquei insegura, achando que não estava bom. Enfim, resolvi finalizar e postar logo, pra partir pro próximo e melhor o que for pra melhor daqui pra frente.

Agora, como de costume... MUITO OBRIGADA AOS QUE FAVORITARAM!!! Sério, vocês são demais!! O apoio que a simples curtida dá, é enorme. É tipo assim: "Nu! Esse tanto de jeito leu, gostou e quer acompanhar".

O COMENTÁRIOS ENTÃO?? Vocês são fodas demais!! Eu fico felizona de ver a opinião e palavras de carinho e incentivo! Sério, muito obrigada!!

Agora, sem mais delongas.

Uma ótima leitura!

Capítulo 5 - Flor de Cerejeira


O dia estava agradável. O sol, morno, esquentava quando algum vento mais frio que o normal teimava em atingir aquelas pessoas reunidas para contemplar a beleza das flores de cerejeira. Era começo de abril e os parques estavam cheios de pessoas e turistas celebrando o famoso Hanami.  Em meio a tantas pessoas, estavam os três Uchiha e Sakura. Embora para a menina os três homens chamavam a atenção por causa de suas belezas fora do comum, para os três, quem atraia toda a atenção era a médica de cabelos rosas.

Ela estava usando uma blusa justa branca, de manga cumprida e um vestidinho rosa de alcinha por cima. O vestido era justo na parte de cima, até a cintura, mas soltava na parte de baixo, abrindo levemente e terminando no meio das coxas. Nos pés ela usava um tênis branco baixinho. Seus cabelos estavam soltos, formando pequenos cachos. Haviam crescido, estando para baixo dos ombros agora, pouco acima dos seios. Aquela combinação de roupa a deixava com um ar ainda mais jovial que o normal, e o vestido rosa, junto do cabelo da menina, a fazia se mesclar no meio das cerejeiras como se fizesse parte daquela paisagem. Como uma ninfa da natureza, deusa das cerejeiras. O sorriso constante, a forma delicada de ser, contribuía para que a beleza de Sakura chamasse ainda mais atenção.

            Ela andava um pouco a frente, empolgada, admirando a beleza das flores, sendo seguida de Fugaku, Itachi e Sasuke. Os dois mais velhos a olhavam com cara de bobo. Não disfarçavam como estavam encantados por Sakura. E Sasuke, que ficou encarregado de carregar a cesta de piquenique, tinha o cenho franzido. Não que ele não concordasse que ela estava linda. Mas não conseguia relaxar vendo-a tão solta e sorridente, atraindo a atenção de tantas pessoas a sua volta. Na verdade, o que o incomodava mesmo, era um pequeno grupinho de homens, de idade de vinte poucos anos, que não tiravam os olhos de Sakura e ficavam comentando algo entre eles com sorrisos maldosos.

Ah, Sasuke já tivera seus vinte anos. Sabia que eles estavam admirando Sakura. Era normal. Mas não conseguia relaxar sabendo que a qualquer momento algum deles poderia se aproximar dela. Seu cérebro tentava contra argumentar: “Sasuke, se controle. Isso não é da sua conta”. Mas só o vislumbre dela mostrando aquele sorriso para outro fazia seu coração apertar. Viu Sakura parar e se virar com um sorriso sapeca.

- Acho que esse ponto está ótimo pra gente sentar... O que acham? – Ela falou empolgada, mostrando um ponto do parque. A grama verde estava parcialmente coberta pelas pétalas que teimavam em cair. O lugar era plano, e próximo do ponto escolhido por Sakura, algumas famílias e grupos de amigos também se assentavam, fazendo suas próprias confraternizações.

- Está ótimo, Cerejinha! – Itachi falou e Fugaku deu um tapa na nuca do filho. – Paiii!!

- Só eu posso chamar Sakura assim... – Ele falou fazendo uma voz de bravo e uma cara rabugenta. Sakura não aguentou e riu alto, logo levando as duas mãos aos lábios, se repreendendo. Como de costume, se curvou pedindo desculpas, mas o gesto só fez com que Fugaku também caísse na risada.

- Ah bom... Pai, você nem disfarça que gosta mais de Sakura do que da gente. – Itachi falou fingindo mágoa e Sakura, que agora estava estendendo o pano para que eles sentassem, deu um risinho contido.

- Sem ciúmes! Vocês já tiveram o pai de vocês por tempo demais! – Ela falou de forma espontânea, se sentando. - Deixa eu ter um pouco de amor de pai também!

Ela não percebeu, mas suas palavras atingiram afundo os três Uchiha. Fugaku sentiu os olhos marejarem, então, para disfarçar, coçou a garganta e fez algum comentário sobre o bonito tempo que se fazia. Itachi estava com um sorriso bobo no rosto e não sabia se olhava pra Sakura ou para seu pai, que claramente estava sem jeito. E tinha Sasuke, que pela primeira vez desde que chegaram no parque, havia tirado o enorme vinco das sobrancelhas e descruzado o braço. Ele olhava para a médica com uma expressão surpresa... Como se eles estivesse cego por um longo tempo, mas só agora pudesse ver. Então ela via Fugaku como um pai. Ok, que ele sabia que era uma relação de carinho e amizade, mas nunca pensou que ela pudesse falar do pai dele daquela forma. Olhou pra Itachi e viu que o irmão dele já tinha sacado tudo de antes, pois seu sorriso era só de confirmação de algo que ele já sabia. Olhou pro seu pai, e a carinha emocionada, o sorriso contido olhando para as árvores mostrava que o sentimento de Sakura era recíproco. Ele também a via como filha.

“Então pouco tempo.... ela cativou o velho....” – Ele pensou e o pensamento veio como um soco no estomago. Se ela via o pai dele como pai... E já estava até mesmo morando com eles, isso fazia deles... irmãos? A ideia o perturbou. Jamais conseguiria olhar para Sakura daquela forma. Embora ele ainda não admitisse para si mesmo o porquê, ele sabia que Sakura a seus olhos era uma mulher, não uma irmãzinha mais nova.

- Perdeu alguma coisa no rosto da Sakura? – Os pensamentos de Sasuke foram interrompidos por Itachi. O filho mais velho perguntou zombeteiro, fazendo a médica e Sasuke se envergonharem. Foi quando Sasuke percebeu que estava mesmo encarando a médica, em pé, enquanto todos já estavam sentados, já servindo do refresco que eles preparam para o piquenique.

- Estava pensando sobre o nome da Sakura. – Ele pensou rápido e direcionou a fala pra ela, enquanto tomava lugar no pequeno círculo que eles formavam no chão. - Seu nome tem algo a ver com as flores?

O sorriso da rosada praticamente respondeu à pergunta.

- Sim... Meu pai quem escolheu. Ele disse que meus cabelos eram da cor das flores de cerejeira. – Ela falava e passava a mão nos fios, olhando para os próprios cabelos com um sorriso saudoso. - E como eu nasci na primavera.... ele escolheu esse nome.

- Seu aniversário está próximo? – Sasuke perguntou certeiro.

- Daqui quinze dias...

- Oh... Então agora vai se tornar maior de idade? – Sasuke falou tirando sarro e Fugaku e Itachi riram.

- Eiii!! Sasuke, eu não sou assim tão mais nova! Já faço 28... apenas dois anos a menos que....

- Com licença, senhorita, será que você pode fazer uma foto pra gente, por favor? – Um jovem interrompeu Sakura. Ela olhou para quem a chamava e percebeu ser um menino jovem, de aproximadamente vinte anos e muito bonito. Deu um sorriso simples com os lábios e concordou, se levantando.

- Pode deixar que eu faço a foto, Sakura. – Sasuke falou sério, se levantando também. Ele reconheceu o jovem como um dos meninos do grupo que estava olhando para Sakura.

- Não é preciso, Sasuke. Eu faço... – Ela falou já caminhando até o grupo, deixando os Uchiha para trás. Sasuke ficou parado, em pé, olhando para Sakura. Seu pai e seu irmão estavam conversando assuntos aleatórios, mas ele não conseguia relaxar vendo os meninos conferindo as fotos feitas por Sakura. Os garotos estavam fazendo uma espécie de rodinha em volta da menina e pedindo para ela fazer outras fotos deles. Foi quando ele percebeu um deles falando algo que a deixou com as bochechas coradas. Viu ela se afastar minimamente do cara, mas ele aproximou novamente e colocou a mão no ombro da garota. Ela tirou a mão do cara e devolveu o celular para um dos jovens, mas o rapaz insistente voltou com a mão no ombro da médica, começando a deixa-la irritada com aquilo.

- Tudo bem por aqui, Sakura? – Sasuke apareceu atrás da médica de repente, pegando a garota de surpresa, como os meninos que a rodeavam. – Acho que já temos muitas fotos aqui... Não é mesmo garotos? – Ele perguntou e seu olhar não era nada amistoso. Sem esperar a resposta dos jovens, ele pegou puxou Sakura pela cintura, fazendo com que a lateral do corpo dela colasse ao seu. Sentiu a cintura fina, o calor daquele pequeno, delicado e sensual corpo. O cheiro adocicado pareceu intensificar. Tentando não se deixar abalar por aquele contato, saiu andando mantendo a mulher praticamente abraçada a ele até onde estavam sentados.

- Oh, Sasuke! Você tava com Sakura! – Itachi falou quando viu os dois se aproximando. O irmão mais velho, como não era nada bobo, logo percebeu a mão de Sasuke na cintura de Sakura e como a menina parecia perturbada. Seu olhar estava baixo, ela tinha as mãos juntas na frente do corpo e suas bochechas estavam vermelhas como fogo. Resolveu não comentar nada. Não com palavras, mas a forma cafajeste que olhou para Sasuke passou seu recado. O mais novo soltou a cintura de Sakura na mesma hora e tampou o rosto com a mão, envergonhado.

- Demorei? – Sakura perguntou, voltando a se sentar com o grupo, ainda com as bochechas coradas. Não passou despercebida para a mulher a mão grande e quente de Sasuke a apertando. O cheiro inebriante que quase a fez ficar tonta e querer mais. Internamente, se repreendeu. Ela não era assim. Aquele era o filho de seu chefe. Não deveria sentir frio na barriga em seu ambiente de trabalho. Por que sim, por mais que Sakura visse os Uchiha com um olhar de carinho, principalmente a Fugaku, ela sempre se forçava a lembrar que aquilo era seu trabalho. E um dia, mais cedo ou mais tarde, ela teria que voltar para casa e se despedir daqueles três homens tão diferentes entre si.

- Não, Cerejinha... Eu estava contando para Itachi de uma vez que celebrei o Hanami com Mikoto e acabamos em uma delegacia! – O mais velho falou sorridente e Sakura logo se interessou pelo assunto.

Sasuke deu graças aos céus Itachi não ter feito muito sobre ele ter segurado Sakura tão próximo dele. Passaram a tarde em um clima agradável, comendo os lanches gostosos que Sakura havia preparado com o auxílio dos Uchiha, conversando sobre amenidades e ouvindo causos engraçados de Fugaku sobre a época que namorava Mikoto. Quando voltaram para casa, já no fim do dia, se surpreenderam com o carro de Madara estacionado na frente da mansão e o homem parado na frente do portão.

- Já era tempo! Quase desisti de tanto esperar... – Homem falou de uma forma folgada e Sakura não pode evitar de torcer o nariz. Ele era bonito, bem aparentado e lembrava muito a aparência dos três Uchiha. Tinha um ar jovial, mas arrogante ao mesmo tempo. Era como se fosse uma versão malvada e mais cabeluda de Itachi. Ela olhou para Fugaku e viu que o mais velho não tinha um semblante nada agradável no rosto. O mesmo percebeu no rosto de Itachi e Sasuke.

- Tio Madara; - Foi tudo o que Itachi falou, digitando a senha da casa no controle digital do portão e Sakura logo se lembrou da conversa que teve com Sasuke há um tempo, no hospital. Então esse era o tio que estava dando trabalho na empresa.

- Se deseja ser recebido com hora marcada, deveria avisar da sua visita. – Sasuke falou seco, na verdade, bem ríspido, ainda parado olhando para o mais velho. Madara abriu um sorriso arrogante, não se deixando abalar.

- Sobrinho. Sempre assim, transparente. Não consegue esconder se descontentamento, não é mesmo? – Olhou para Sakura e a secou da cabeça aos pés. – Essa é a médica que contrataram?

- Madara, sem rodeios, por favor. – Fugaku o cortou. – Vamos conversar lá dentro. Meus funcionários não são do seu interesse.

Embora a resposta de Fugaku tenha sido para afastar Madara, Sakura sentiu uma pequena dorzinha no coração. “Funcionária”. O dilema de se ver como mais que isso voltou a sua mente. Balançou a cabeça espantando aqueles pensamentos e entrou dentro da casa, sendo acompanhada por Fugaku, Sasuke e Madara. Viu Itachi esperando parado na sala, com uma cara nada boa e aparentemente impaciente. Pediu licença e seguiu até seu quarto.

A médica sabia que eles teriam uma conversa longa e cansativa. Sasuke havia contado os problemas do tio por alto, mas Itachi e Fugaku haviam lhe contado tudo com mais detalhes. O cara era um nojo. Sem vergonha, imoral, antiético e desonesto. Entendeu porque sentiu repulsa do homem quando o viu pela primeira vez. Era seu sexto sentido. Ela já havia deixado sua bolsa no lugar, respondidos as mensagens do WhatsApp, tomado um banho e colocado uma roupa mais confortável. Mas algo dentro dela remoía ao pensar na conversa que os três Uchiha estavam tendo com o quatro membro daquela família. “Eu tenho que ir lá”. Sakura pensou e logo se levantou da cama, pegou seu celular e caminhou lentamente até a sala, como quem não quer nada. Porém, quando a menina estava no corredor, ela ouviu o grito explosivo de Madara ameaçando Fugaku. Em um ato rápido e impensado, ela tirou o celular do bolso de sua calça de moletom e começou a gravar a cena. Eles não conseguiam vê-la, mas ela conseguia pegar Madara totalmente de lado, Fugaku ao lado e um pedaço de Itachi.

- Em quem vocês vocês acham que vão acreditar? – Ele falava arrogante, vermelho, praticamente gritando. - Em uma secretária estúpida, com provas que meu advogado pode inutilizar em um estalar de dedos, ou em mim? Madara Uchiha! A imprensa me ama! A mídia me idolatra! É só fazer uma meia dúzia de boa ação todo ano, que eles te tratam como rei. Vocês querem medir esforços contra mim? Tentem! Eu tenho participação na empresa!

- Pelo amor de Deus, Madara! Você tem as ações que nós te demos! – Sasuke rebateu e, embora Sakura não pudesse vê-lo por causa da posição, podia imaginar a expressão nada pacifica que ele deveria estar naquele momento.

- E você adora jogar isso na minha cara, não é? Seu bostinha! – Madara vociferou e recebeu insultos de Itachi de volta.

- Um bostinha que é o CEO dessa empresa. – A voz imponente de Sasuke se fez presente novamente. – E eu não tolero esse tipo de comportamento na empresa que meu pai, escutou? MEU PAI, SOZINHO, criou!! – Ele fez questão de frisar as palavras meu pai e sozinho, para deixar claro a Madara em que posição ele se encontrava. – Eu te ofereci um acordo. Um ótimo acordo. E você, arrogante, preferiu não aceitar. Agora, é a última vez que eu te falo, você terá que aguentar as consequências.

Sakura tremia ouvindo tudo aquilo. A forma como a voz de Sasuke chegava a seus ouvidos a fazia temer o rapaz. Se perguntou como o tio dos meninos continuava com uma expressão debochada, sem se deixar abalar.

- E eu estou te falando pela última vez, sobrinho. – Ele deu um ar debochado para a palavra sobrinho. – Eu vou reunir todas as forças que eu tenho. E eu vou até o inferno para queimar o nome da empresa. Não me interessa quantas pessoas eu tenha que comprar, quantos boatos eu tenha que inventar. Eu vou acabar com vocês! – Ele falou atrevido, com um sorriso demoníaco no rosto, olhando para frente, para o que Sakura imaginou ser o rosto de Ssasuke.

- Já chega. – A voz de Fugaku finalmente se fez presente. O senhor estava sentado, com a cara de poucos amigos, e sentado continuou. Olhou com um olhar abatido, decepcionado, mas ainda firme para seu irmão. – Você já destilou seu veneno. Quero que vá embora da minha casa. Agora.

- Com todo o prazer, irmãozinho. – Madara respondeu ainda com deboche. – Eu sei o caminho da saída.

Vendo Madara se retirar, Sakura parou de gravar e sentiu os joelhos ficarem bambos, praticamente indo de encontro do chão. Respirando fundo, ainda tremendo, ela não viu quanto tempo ficou assim, até que teve a atenção desperta por uma voz.

- Sakura? – Era Sasuke. Ele estava parado de frente pra ela e tinha uma expressão preocupada no rosto.

- Oh... Sasuke... – Ela falou com o olhar confuso, se dando conta que estava no meio do corredor, agachada no chão, com o celular na mão.

- Está tudo bem? – Ele se abaixou um pouco para vê-la melhor.

- Estou... Eu estava indo ver se estavam bem quando...

- Ouviu nossa conversa...

- Sim... – Ela falou sem graça, já se levantando. Foi surpreendida com Sasuke a ajudando a levantar. – Me desculpe, não era minha intensão.

- Tudo bem. – Ele falou suave, ficando de frente pra ela, relativamente próximo.

- Seu pai está bem? Isso tudo foi meio... pesado.

- Está sim... Ele já está calejado. – Sasuke falou e deu um sorriso forçado com os lábios. – Não precisa ficar assustada, essa não foi a primeira discussão entre meu tio e eu.

- N-não estou... – Sakura tentou argumentar, mas sua voz acabou falhando. Ela não estava habituada a brigas daquele naipe.

- Sakura, você está tremendo. – Sasuke falou se aproximando mais, colocando as mãos em cada lado do braço de Sakura.

- Vai passar.... – Sakura respondeu sem graça, sem conseguir olhar Sasuke nos olhos. O vídeo gravado veio em sua mente. Ela olhou para o celular em sua mão e ficou pensativa. Sentiu o calor das mãos de Sasuke a deixar e olhou para ele de reflexo.

- Tudo bem então. Eu vou tomar um banho. – Sasuke falou já se afastando, caminhando em direção de seu quarto, deixando a garota para trás.

- Sasuke! – Sakura o chamou e ele olhou para ela, se virando. A médica ficou calada, como se buscasse coragem para falar qualquer coisa.

- Sakura? – Sasuke a despertou mais uma vez de seu transe interno.

- Eufilmeiabriga! – Ela falou de uma vez só.

- Como? Sakura, fala devagar, não entendi nada do que você falou... – Sasuke respondeu chegando perto de Sakura novamente. Ela deu um respiro profundo, de olhos fechados. Quando soltou o ar pela boca, abriu os olhos, mirando o olhar nos orbes negros de Sasuke.

- Eu gravei seu tio Marada ameaçando você e a empresa. – Ela falou mais devagar, mas ainda aflita com medo da reação do homem. Sasuke ficou calado. Seu semblante era um pouco de choque, mas ao mesmo tempo parecia que ele estava confabulando mil coisas em sua mente. Deu um tempo para ele, mas com a falta de resposta, ela se atreveu a romper o siêncio. – Olha Sasuke, me desculpe se eu fiz mal. Eu posso apagar...

- Não! – Ele falou alto. – Não apaga! – Ele reforçou. – Porra... Eu posso ver?

- C-claro... – Sakura falou sentindo as bochechas corarem. Sasuke assistiu o vídeo e, enquanto via o tio vociferar ameaças, um sorriso ladino surgia em seus lábios. Não terminou de ver o vídeo. Travou o celular, devolvendo-o para Sakura.

- Eu preciso desse vídeo, Sakura.

- É seu... Digo, eu fiz pra você. Pra vocês....

- Porra!! – Ele falou com um sorriso no rosto e levou as mãos aos cabelos, jogando os fios para trás. – Sakura!! Você foi genial!!

- Opa, posso saber porque? – Itachi perguntou surgindo no corredor, atraindo a atenção dos dois.

- Itachi! Você não tem ideia. – Sasuke falou confiante. – Esse ser rosa teve a brilhante ideia de gravar nossa discussão com Madara.

- Pera... Você gravou aquele show de horrores? – Itachi perguntou chocado.

- Sim....

- Porra.... Menina! Como foi isso? – Ele perguntou tentando entender a situação, coisa que Sasuke nem parou para pensar.

- Eu estava aflita no quarto e pensei em passar pela sala para ver se estava tudo bem... – Ela respondeu e sentiu as bochechas corarem ao falar em voz alta seu plano. – Mas quando eu estava no corredor, comecei a ouvir os gritos de ameaça do seu tio. Então, eu fiz meio que sem pensar, comecei a gravar.

- Sua gênia! – Itachi falou e a pegou em um abraço surpresa e apertado, quase a derrubando no chão.

- Ei!!! – Sasuke enfiou no meio por reflexo afastando Itachi da rosada. Vendo o olhar confuso de Sakura, ele sentiu as bochechas ficarem quentes. – Ela ta com o celular, pode quebrar.

- Calma, irmãozinho... – Itachi respondeu com deboche. – É só um abraço de agradecimento. Não é Sakura?

- É... eu acho. – Ela respondeu ajeitando sua blusa, que havia desajeitado com o abraço de Itachi. – Eu vou mandar o vídeo para Itachi, e ai vocês decidem o que fazer com ele, pode ser?

- Eu já sei o que vamos fazer com ele, Sakura. – Sasuke falou de forma ameaçadora. - Eu vou processar aquele filho da puta!

- Ei!! Não fala da vovó assim! – Itachi brigou, mas de forma cômica e Sakura sentiu seus ombros relaxando. Ia ficar tudo bem.

- Onde está Fugaku? – Ela perguntou.

- Está vendo um pouco de TV... – Itachi respondeu. – Mas é sério, Sakura. Muito obrigado. Esse vídeo realmente foi muito importante pra gente.

- Está tudo bem... Eu vou ficar um pouco com Fugaku na sala.

- Ei, Sakura! – Sasuke falou. – Obrigado.

Sakura abriu um sorriso e se virou caminhando para sala. Ouviu seu nome ser chamado mais uma vez e virou. Dessa vez, era Itachi e Sasuke se afastava no fundo, indo para seu quarto.

- A gente podia fazer um jantar pra comemorar. – O filho mais velho propôs e Sakura viu Sasuke se virar para ele. Eles cruzaram olhar e Sakura deu mais um sorriso. Voltou o olhar para Itachi.

- Acho uma ótima ideia, Itachi. Mas só se você e Sasuke me ajudarem a cozinhar.

- Por mim, pode ser. – Itachi respondeu com um sorriso e olhou para trás, a procura do irmão. – Sasuke?

- Hm. – Ele bufou como de costume. – Irritante. – E entrou para dentro do quarto.

- Isso foi um sim, Sakura. – Itachi traduziu a resposta de Sasuke, arrancando mais um sorriso de Sakura naquele dia.


Notas Finais


E ai pessoal?? O que acharam? Gosto de saber as opiniões e o que esperam da fic!

Nesse capítulo coloquei um pouco mais de aproximação da Sakura com a família e uma sementinha plantada no coraçãozinho dos dois protagonistas! rsrsrsrs

Muito obrigada pelo apoio de vocês!!!

Um grande bjo


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...