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História Uma melodia para dois - BakuDeku - Capítulo 1


Escrita por: bunnylitz

Notas do Autor


ME SINTO TRISTE POR NÃO TER CONSEGUIDO POSTAR 00H EM PONTO!
mas enfim, já que atrasou nékkkkkk
eu fiz essa fic de última hora, e tá sem betagem, espero que vocês olhem os erros e ignorem KKK
EU TO NERVOSA
ok, não vou enrolar muito aqui, porém, espero que gostem!
vou deixar aqui o link das músicas usadas sz
me desculpem qualquer erro!
sem mais delongas...
boa leitura! sz

Link da música do piano: https://www.youtube.com/watch?v=MEHboiFKnZc
Link da música que o Kat canta: https://www.youtube.com/watch?v=LDYYGsIoSV4

Capítulo 1 - I hear a symphony


Katsuki encarava a face delicada do homem a sua frente, o rosto bonito e sardento tinha feições cansadas, e aparentemente, estava fazendo um grande esforço para se mantar acordado. Bakugou não pode deixar de sorrir, afinal, aquele homem bonito era seu, e em seus braços calorosos, ressoando tranquilamente, estava a sua cria.

— Ele é tão lindo, Kacchan... – a voz serena sussurrou, os olhos verdes brilhavam ao que olhavam cada vez mais cada detalhe do pequeno pacotinho em seu colo.

— Ele me lembra você – disse de volta, se aproximando um pouco mais dos dois.

Um sorriso banguelo se iluminou na face bochechuda do bebê assim que viu a figura do pai. Os olhos tão vermelhos e tão intensos quanto os do alfa brilharam, e os papais de primeira viagem não puderam deixar de sorrir, apreciando a coisa pequena, gorducha e linda que fizeram.

— Descanse um pouco, amor. Daqui a pouco Zion vai acordar, e eu tenho certeza que ele vai querer mamar, ele é um monstrinho! – comentou rindo, fazendo Midoriya dar um sorriso exausto – ainda que fosse largo.

—Zion Bakugou-Midoriya – Izuku disse. – eu gosto como soa – sorriu.

— Eu também.

O bebê enrolado em manta branca foi entregue ao alfa, que o ninhou perfeitamente, acomodando-o com seu cheiro.

— Deixe seu papa descansar, sim? não seja tão carente – a voz que antes gritava com todos e praguejava até a última geração alheia, estava calma, soando quase como um mantra.

A risada fraca de Midoriya foi ouvida.

— Você não pode falar assim do nosso filhote, Kacchan... – bocejou – você é igualzinho... a ele – os olhos verdes de fecharam lentamente, e tão logo, Izuku já estava dormindo tranquilo, pois sabia que sua cria estava segura.

Bakugou sorriu carinhoso, ajeitando melhor o pequeno em um de seus braços. Ele se aproximou do corpo adormecido de seu companheiro e, com um pouquinho de esforço, o cobriu com a mão livre. Após se certificar que seu ômega estava confortável e quentinho, Katsuki se sentou novamente na poltrona de acompanhante ao lado da maca.

— Quer saber como eu conheci o seu papa, pirralho? – ele perguntou, segurando a risada ao ver o sorriso nos lábios banguelos. – você é fofo demais, meu deus. Se seu papai apertar você, não chora pelo amor de Deus! – riu consigo mesmo, ele parecia um idiota. – agora se prepara, eu vou contar uma história que não se parece nada com conto de fadas.

Mesmo que soubesse que o pequeno em seus braços não entendesse nada, Bakugou continuou falando.

— Tudo começou em um dia muito ruim para o seu papai. Tudo tava dando errado, até hoje eu penso que era destino eu conhecer ele, se não, eu tinha morrido de estresse aquele dia mesmo – o filhote não parecia compreender nada, mas mesmo assim, ele continuava sorrindo. – eu tava puto, e atrasado, então eu conheci ele...

3 anos antes

Bakugou andava a passos apressados pelos corredores da universidade. Era o seu primeiro ano, e ele já estava odiando, além de que, a faculdade era um pouco longe da sua casa e isso só piorava tudo. E esse era exatamente o motivo da carranca em sua face.

O alfa de 19 anos nunca teve um dia tão filho da puta quanto hoje. Seu despertador tocou 40 minutos mais tarde que o previsto, faltou energia – o que o fez ir de cabelo molhado para a universidade, coisa que ele odiava. E, para piorar ainda mais, o ônibus que havia pegado quebrou no caminho.

— Dia de merda do caralho – praguejou, passando apressadamente pelo corredor que dava acesso a sua aula.

Mas ele parou. Na verdade, todos os seus sentidos pararam na hora que uma melodia bonita passou a ressoar por seus ouvidos.

Ele não entendia de música, mas tinha certeza que era piano, e que, era a melodia mais linda que ele havia escutado em toda a sua vida. Curioso sobre quem tocava, ele se aproximou da porta, e deu uma espiadinha pela parte aberta.

Sentado de frente a um piano branco, havia um rapaz de estatura média. O corpo delicado tinha coxas firmes, que ficavam marcadas pela calça justa. Como ele estava sentado de lado, Bakugou pode ver perfeitamente a coluna reta e a bunda avantajada do rapaz.

— Oh porra... – murmurou, olhando atentamente o garoto.

Os cabelos verdes tinham algumas mechas pretas, e era todo ondulado, alguns fios mais enroladinhos que o outro. Bakugou quis rir, o cabelo dele era uma bagunça total. De perfil, ele conseguia ver que ele tinha os olhos fechados e, um sorriso lindo nos lábios bonitos.

Seu coração palpitou.

Antes que pudesse ir embora, a melodia acabou, trazendo a tona os olhos verdes até si. Katsuki quase perdeu o fôlego, as órbitas verdes eram tão lindas e intensas, que pareciam duas joias raras. Elas brilhavam demais, e isso fez Bakugou corar.

— Perdido? – diferente da aparência gentil e doce, acompanhada de lindas sardas, o menor parecia um Bakugou de alma.

— A-ah, eu... – por que parecia tão sem graça? Como se tivesse feito algo de errado? Katsuki quis se bater por isso. – e-eu só estava passando e... a música me chamou a atenção – ok, ele gaguejou duas vezes, definitivamente tinha algo errado nisso ai.

O rapaz a sua frente pareceu o analisar por breves segundos, antes de fechar o piano e se levantar. O desconhecido se aproximou de si a passos lentos, ele parou em sua frente e deu uma leve cheirada no ar, franzido o cenho logo em seguida.

— Você não deveria controlar seus feromônios? – perguntou, cruzando os braços.

Katsuki franziu as sobrancelhas, não entendo a pergunta.

— Mas eu ‘tô controlando meu cheiro – disse ele, analisando a feição a sua frente.

Ele era lindo, e as sardas nas bochechas gorduchas só o deixavam ainda mais adorável. Katsuki quis rir, pois mesmo querendo, o rapaz era fofo demais para parecer bravo.

— Se esforce mais, ainda consigo sentir o fedor alfa que vem de você – desdenhou.

— Ei, eu não fedo. Meu cheiro é incrível, ok? – Katsuki resmungou, quase fazendo biquinho.

O menor deu uma risadinha, como se estivesse achando aquela cara engraçada.

— Pra mim, você fede. – comentou, a voz soando mais sarcástica que antes.

— Nossa, você é adorável como um coice de mula – resmungou novamente, enfiando as mãos no bolso. – eu só queria saber o nome da música, ok?

O rapaz vacilou a postura brevemente, nunca ninguém havia se interessado realmente por suas melodias. Sempre que chegavam até si – principalmente, alfas – era para tentar conquistá-lo, e quando satisfeitos, o dispensavam como se fosse nada.

Por breves segundos, Bakugou viu um sorriso tão verdadeiro, e puro nos lábios rosados novamente – coisa que só havia visto quando ele estava tocando.

— A música se chama a match into water – ele respondeu. – ela é muito boa, inclusive no vocal... – sorriu um pouco tímido. – você deveria ouvir – murmurou.

— E eu vou. – prometeu. – a melodia realmente é incrível, e você toca muito bem – elogiou.

O rosto sardento ficou corado de repente, fazendo o coração do alfa acelerar demasiadamente. Sorrindo, ele se despediu, dizendo um obrigado antes de partir até sua sala. Bakugou só foi lembrar que ainda tinha aula, quando chegou lá e viu todos saindo, enquanto o professor arrumava suas coisas.

— Merda!

Atualmente

— Não diz para o Izu que eu xinguei, ok? se não ele me mata – murmurou rindo. – depois daquele eu comecei a ir todos os dias na sala que seu papa tocava, e cada vez que eu chegava lá, era uma nova melodia que entrava nos meus ouvidos, e não saia da minha cabeça – sorriu nostálgico. – mas sabe qual é a melodia preferida do papai? A voz doce e adorável do nosso ômega cantando – disse apaixonado, lembrando da primeira vez que o ouviu cantar.

3 anos antes

A melodia da música era simples comparada a voz que a cantava. O timbre doce, e lento fazia arrepios percorrerem por todo o corpo atlético do alfa. O pequeno ser – que havia descoberto se chamar Izuku Midoriya, um ômega estudante de música e, aspirante a pianista. Ele tinha 18 anos, e era considerado um prodígio – cantava com devoção, como se viver dependesse disso, e era tão lindo de ver, que Bakugou se sentia entorpecido.

Katsuki se perguntava no que Midoriya pensava quando tocava e/ou cantava, pois o sorriso que o acompanhava, junto daquele brilho intenso era demais para o coraçãozinho acelerado do alfa.

Fazia exatamente três dias que havia o conhecido, e mesmo que a guarda dele fosse se baixando aos poucos, por que Katsuki já sentia seu coração tão acelerado? Por que olhar para Izuku lhe trazia uma paz interior gritante?

Sorrindo bobo, Bakugou observou Izuku terminar a canção, bebendo um gole generoso de água logo em seguida.

— E então, o que você achou? – ele perguntou, levemente ofegante.

— Incrível, como tudo que você faz – sorriu, vendo a face sardenta se tornar vermelha aos poucos.

Outra coisa que o loiro amava, vê-lo corado. Fosse por elogios, ou por algo engraçado que Katsuki fazia e ele ria até ficar sem ar. Qualquer coisa o fazia corar, e isso era extremamente adorável aos olhos carmesins.

— Você é bem gentil, Bakugou – o ômega disse após um breve silêncio. – me sinto até mal por ter sido tão arrogante dias atrás.

— Oh, não se sinta. Eu me sentiria mal por um desconhecido chegar aqui do nada, ainda mais alguém como eu – riu descontraído, pois ele tinha noção que sua cara era assustadora – não que seu humor fosse diferente.

O som da risada dele se fez presente, inundando não só os ouvidos, como também o coração do maior.

Atualmente

— Ver seu papa rindo daquele jeito foi incrível, Zion... eu nunca vou esquecer – aconchegou ele nos braços. – eu sempre me perguntei qual seria a reação do Izuku, quando soubesse que eu levei apenas uma semana para me apaixonar completamente por ele – olhou para o namorado, que ainda dormia tranquilamente. – ele foi bem duro com o papai, sabe? Demorou quase um ano para fazê-lo sair comigo, e quando fiz, meses depois fizemos você também – ele riu, pois aquilo era irônico.

Se declarou para Izuku pouco tempo depois do primeiro encontro, e seu coração quase explodiu ao ouvir da boca do baixinho que seu amor também era correspondido. A sensação de queimação em seu peito era gritante, mas não tanto quanto as bochechas que tanto amava.

— Quando eu beijei seu papa pela primeira vez, parecia que eu estava tocando o céu com a minha boca, sabe? Era tão macio, tão doce... – suspirou – inclusive, você está proibido de fazer isso antes dos 25, ok? E não reclame, eu posso aumentar para os 30 facinho! – o bebê deu mais um de seus risinho, bocejando logo em seguida. – papai vai te deixar dormir, pequeno. Vem cá.

O rostinho bochechudo se aconchegou no peitoral, e ali, o pequeno Zion finalmente descansou. Quando viu que ele havia realmente dormido, Katsuki o colocou no berço da maternidade, ao lado da cama de Izuku. Deu uma breve conferida em ambos, e saiu para preparar a pequena surpresa.

Zion havia nascido às 23h do dia 14/07, quase no aniversário de Izuku, por isso, o exemplar alfa de cheiro marcante iria preparar uma surpresa deveras interessante ao namorado. Afinal, ele merecia o mundo.

[…]

Quando Izuku acordou, o quarto da enfermaria estava cheio de rosas brancas – suas preferidas. Havia também balões em formato de corações, e um bolo no centro do quarto, acompanhado de docinhos e salgadinhos. A vela que marcava 21 anos estava apagada, e o ambiente, vazio.

Os olhos verdes procuraram pelo filho, o encontrando dormindo tranquilamente, enquanto chupava dois dedinhos.

— Você é tão fofo – o menor disse. – ainda não acredito que eu te coloquei no mundo – deu um risinho.

A sua atenção foi roubada por um clique na porta. Focou seus olhos lá a tempo de ver o alfa que tanto amava entrando de fininho, carregando um violão.

— Kacchan, você que preparou tudo isso? – o ômega perguntou emocionado.

Bakugou se virou na hora, arregalando os olhos.

— Você já acordou? Droga! – praguejou baixinho, ignorando o resmungo de Izuku pela palavra de ‘baixo’ escalão. – queria que você só tivesse acordado quando eu terminasse... – suspirou frustado.

— Mas você não terminou ainda?

— Já, mas eu não estava aqui para ver sua reação – choramingou.

Midoriya deu uma risadinha, chamando-o com a mão para que se aproximasse de si. Bakugou era um alfa tão bruto, insensível e arrogante com as outras pessoas, mas quando estava perto de si, ele se transformava em um filhotinho.

E foi assim desde a primeira vez que o viu.

— Eu amo você, obrigado por preparar tudo isso – agradeceu, mesmo sabendo o que Katsuki falaria.

— Qualquer coisa por um sorriso seu – Midoriya sorriu, alcançando seus lábios.

Um ósculo carinhoso e cheio de afeito foi iniciado, e lá estava lá: o formigamento no estômago, o coração acelerado junto do corpo quente. Era viciante, e eles não queriam parar tão cedo.

— Eu amo você mais, lobinho – acariciou a bochecha sardenta, deixando um beijo molhado na testa do menor antes de se afastar. – eu ia esperar o nosso pirralho acordar, mas acho que não consigo mais, além de que, já passou da meia noite – sorriu. – feliz aniversário, Izuku.

E então, os dedos longos e cheio de calos – resultado de muitos treinos para aquele momento – passaram a tocar as cordas do instrumento.

I used to hear a simple song

Eu costumava ouvir uma música simples

That was until you came along

Isso foi até você chegar

Now in its place is somethin' new

Agora em seu lugar a algo novo

I hear it when I look at you
Eu ouço quando eu olho para você

Izuku sorriu emocionado, aquela havia sido a primeira música que cantou para Katsuki. Foi em uma tarde no fim da primavera, quando as folhas de cerejeiras já deixavam as árvores, deixando as ruas enfeitadas.

With simple songs, I wanted more

Com canções simples, eu queria mais

Perfection is so quick to bore

A perfeição é tão fácil de se enjoar

You are my beautiful, by far

Você é minha linda, de longe

Our flaws are who we really are

Nossas falhas são realmente quem somos

A voz de Katsuki era grossa, e rouca normalmente, mas quando ele cantava, a voz saia quase em um sussurro, e era calma – diferente de seu coração acelerado.

I used to hear a simple song

Eu costumava ouvir uma música simples

That was until you came along

Isso foi até você chegar

You took my broken melody

Você pegou minha melodia quebrada

And now, I hear a symphony

E agora, ouço uma sinfonia

Izuku pegou Zion do pequeno berço, o colocando em seus braços, aninhando-o em seu pescoço para que seu cheiro o acalmasse. Lágrimas gordas de emoção jazia por todo o rosto sardento, e o alfa não estava diferente.

Mesmo assim, ele cantou a última parte da música, sussurrando com todo o seu amor o quanto Izuku era especial para si, o quanto sua família era especial para si.

And now, I hear

E agora, ouço

A symphony

uma sinfonia


Notas Finais


E então?
O que acharam?
Espero que tenham gostado!!!
Confesso que essa one se transformou no meu xodózinho, pq eu amo demais um Katsuki todo boiolinha aff
Quero agradecer imensamente a @worldecchan por essa capa incrível, você é demais!!! sz
Bem, é isto, espero que tenham gostado!
Fiquem bem, e até uma próxima história ( ꈍᴗꈍ)
Com amor, naju.
xoxo sz

Venham conhecer o meu perfil, lá tem BASTANTE bkdk p vocês (☆▽☆)
Projeto lindo @bakudekupj p vcs conhecerem também! sz


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