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História Uma Mentira Pelo Meu Amor - Capítulo 3


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Notas do Autor


Σ( ̄。 ̄ノ)ノ ~ta aí

Capítulo 3 - Segunda Chance


Fanfic / Fanfiction Uma Mentira Pelo Meu Amor - Capítulo 3 - Segunda Chance

O som de passos ecoavam pelo corredor mal iluminado, Tord andava pacientemente com as mãos para trás em uma postura inabalável e um sorriso largo estava fixado a face, ele com certeza estava de bom humor.



Ao chegar na enorme porta de madeira escura, num ato rápido ele bate com as duas mãos, fazendo-as abrir num estrondo, assustando os dois homens sentados a frente de uma grande mesa.



-VOCÊ ESTÁ LOUCO, QUE PORRA É ESSA?! - Paul exclamou se levantando e puxando a ak-47 que carregava nas costas, apontando para Tord.



-E-ei não aponta isso para o chefe… - pede Patryck, calmamente assim que percebe quem havia feito a ação repentina.


 

Por sua vez, Tord entra na sala ainda sorrindo, ignorando os dois na sala e indo se sentar na enorme poltrona atrás da mesa, colocando logo em seguida os pés por cima dos papéis os quais ele mal deu importância.

 

-Estou aqui rapazes.
 

-Ah não me diga?! - Paul diz com ironia, guardando a arma e puxando os papéis por debaixo das botas do chefe - Que grande babaca…
 

-Está de bom humor hoje… aconteceu algo? - Patryck, ainda sentado pergunta animado, fazendo Tord soltar um riso.
 

-Claro que é por conta daquele mutante que Tord, insistiu para deixar vivo.
 

Paul diz com certo rancor, voltando a se sentar abruptamente na cadeira ao lado de Patryck.
 

-Não fique assim Paul - Tord diz encarando-o enquanto acendia um de seus charutos guardados cuidadosamente à gaveta - Ele só estava confuso haha.
 

-Confuso Tord?! Confuso? - Paul diz se alterando, enquanto apontava em seguida para o olho direito que estava enfaixado - O puto me deixou cego de um olho!
 

-Pare de gritar, que histeriaria desnecessária - Tord acende o charuto e o coloca na boca, enquanto continuava a falar - Saiba que ele pediu desculpas por qualquer estrago que ele tenha feito.
 

-Awnn… veja Paul, que jovem atencioso… - Patryck dizia enquanto tentava animar o amigo ainda alterado ao seu lado.
 

-Sei… Mas isso não trará meu olho de volta. - Tord apenas revira os olhos e encosta a cabeça no macio encosto vermelho de sua poltrona. - E o que você vai fazer com ele? Esta agindo estranho demais para alguém que teve quase metade do corpo queimado por ele. Já se esqueceu de anos atrás, você quase morreu por causa daquele imbecil.
 

-Bom, não pode culpá-lo, certo? - Os dois se entreolham e depois se voltam para o chefe, com um olhar incrédulo para o homem a sua frente, conhecido por ser impiedoso e imoral estava sendo tão compreensível - Ele estava apenas protegendo seus amigos, eu é quem agi demasiadamente no momento, minha intenção nunca foi passar dos limites, assim como nunca planejei que eles me descobrissem.
 

Após soltar vagarosamente a fumaça que havia inalado, seu olhar perdido em lembranças do passado se fixaram ao teto, sem realmente prestar atenção nele.
 

-Foram meus primeiros amigos e os primeiros em quem realmente confiei…
 

-Mas ainda não me disse o que fará com o tal Thomas - Paul interrompe sem misericórdia os pensamentos de Tord, fazendo-o  prestar atenção no que falava - O marechal está nos cobrando desde que soube que o monstro fora capturado.
 

-Mas… como ele soube? conversei pessoalmente com todos os envolvidos no incidente...
 

-Um espião, claro - Desta vez foi a vez de Patryck, que tomou uma postura séria. - Tord tirou os pés de cima da mesa, ouvindo-o  atentamente. - Já estava desconfiando disto a algum tempo, de pouco em pouco nossas informações de pesquisa e estratégia tem vazado. Não foram coisas realmente muito relevantes, pois somos cautelosos, mas desta vez tenho quase certeza.
 

-Maldito! - Num ato impulsivo Tord, com os punhos cerrado bate sobre a mesa, e depois olha para os dois a sua frente - Repasse os nomes de todos que estavam no ataque inimigo em que Thomas, estava e cheque os antecedentes. Assim que eu souber esse filho da puta pagará com a vida por essa traição.
 

Paul e Patryck, concordam logo em seguida, tratando aquele olhar assassino de Tord, com seriedade.
 

Tord volta a se encostar no encosto acolchoado, fumando calmamente seu charuto. Paul por sua vez se levanta, fazendo os olhos de Tord, que mostravam a mudança de humor, olhar o homem ali.
 

-Pois bem Tord, como o marechal está sabendo desta informação, deve entregá-lo um relatório sobre o ocorrido - Enquanto Paul, ainda falava foi a vez de Patryck se levantar - Irei checar os soldados daquele dia junto de Patryk.
 

O maior concordou com Paul, num aceno rápido. Tord apenas concordou minimamente com a cabeça, mas sendo o suficiente para que os dois entendessem e logo se retirassem do enorme escritório, fechando as portas logo em seguida. 

 

Um suspiro longo é solto por Tord, que ainda fumava o charuto. Seu olhar é levado a grande pilha de papéis sobre a mesa, o trabalho estava claramente incompleto, e ele  se pôs a lê-los e voltar a assiná-los. Mesmo que seus pensamentos se dividissem em partes.
 

Não demora para que sua mente o leve para uma certa pessoa que reencontrou a pouco tempo, ele logo tem a ideia de manipular as informações. Diria ao marechal que ficaria com o mutante para si, com objetivo de usá-lo como estudo e arma. Sua desculpa para que não o tirassem Thomas, estava bolada. E com a nova patente de coronel isso seria ainda mais fácil. Logo o levando para esse tema, havia se tornado o coronel mais jovem da história e mesmo assim não ficando atrás em sua liderança e inteligência, era compreensível que enviassem alguém para monitorá-lo, porém a personalidade de Tord, não permitiria algo assim.
 

Nada iria atrapalhar seu progresso, e quem ousasse atrasa-lo, ele eliminaria sem piedade ou pudor.
 

E nada, nada mesmo, separaria Tord de Thomas novamente, nem uma briga desnecessária, nem espião, nem marechal e nem mesmo seu inútil ego e personalidades ruins, estava decidido que desta vez se esforçar de verdade, e com a perda de memória que Tom havia sofrido ele viu a oportunidade perfeita, estava tendo uma segunda chance e não iria estragá-la.

 

Ao menos ele desejava do fundo de sua alma, nebulosa que fosse, não estragar tudo dessa vez.



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