História Uma Mulher Diferente - Capítulo 10


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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Naruto Uzumaki
Tags Naruto, Revolução Naruhina, Romance
Visualizações 208
Palavras 4.245
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OIII GENTE !!! Voltei para a alegria da nação (Brinks) Kkkkk.

Aqui estou eu, atrasada, como sempre, acho que vocês já até se acostumaram com isso. kkkkkk. Mas o bloqueio criativo me pegou nesse capítulo, mas consegui. (ALELUIA !)

Bjs gente e boa leitura. Ah, não esquece de ler, ouvindo umas músicas bem tristes, pois até eu chorei.

Capítulo 10 - Desencontros


Fanfic / Fanfiction Uma Mulher Diferente - Capítulo 10 - Desencontros

As coisas boas da vida passam mais rápido do que podemos segurar.

Mas você eu consegui pegar e juro não soltar. Jamais.



Assim que Sasori desligou o celular, ela sabia. Não veria o sol nascer novamente. Não teria tempo para para ver sua irmã, nem para tentar dar orgulho ao seu pai, mesmo que não tendo feito a faculdade de administração que ele tanto queria. Não teria tempo para fazer seus tão sonhados filhos, construindo assim a sua própria família. Não conseguiria dizer pela última vez que amava todas as pessoas que passavam pela sua vida. Em especial, seu tão amado chefe.


Tempo…


Mas ainda que o tempo, destino, ou seja lá a força maior que rege a vida do ser humano, não tivesse sido gentil com ela, não se viu arrependida de nada. De absolutamente nada. Não mudaria em nada as suas ações ou escolhas. Sorriu fraquinho, mesmo que o medo a tomasse, se sentindo, no fundo, satisfeita com tudo. A única coisa que ela gostaria de pedir no momento era tempo. Tempo para continuar os seus planos e sonhos.


Se sentiu ser desamarrada e olhou para o ruivo, que não disse nada; nem ao menos lhe olhou de volta, guiando a passos apressados seu corpo pesado para perto do penhasco, que dava diretamente no oceano. Olhou as águas revoltas e voltou sua atenção para Sasori que se afastava, dando lugar a Shion que vinha até o mesmo, tomando a pistola calibre 38 da mão do ruivo, apontando para a Hyuuga.


  - Arrependida, Hyuuga ? - Perguntou, sorrindo vitoriosa.


  - Não. - Respondeu calmamente, e conseguiu sorrir levemente. - Nem um pouquinho.


  - Terá muito tempo para pensar sobre isso no mundo dos espíritos.


  - Eu não precisarei pensar. Eu não mudaria em nada as minhas escolhas, Shion. Mas eu quero que eu nunca te perdoarei por isso.


  - Por matar você ? - Riu debochada. - Eu nem ao menos me importo…


  - Não por me matar, mas sim, por trazer sofrimento às pessoas que eu amo. Isso eu não perdoarei.


  - Naruto não sentirá sua falta por muito tempo. Ele nem ao menos te ama. Apenas se diverte com você. Comigo é diferente. Eu sou a esposa.


  - Não, você nunca foi. - Disse suavemente e fechou os olhos, acalmando a respiração descompassada pela ansiedade.


  - É o que veremos.


Sorriu. Ouviu o disparo e por último, a dor cortante da bala entrando pelo seu peito, tão furiosa e rápida que atravessou o corpo frágil da morena em segundos, para que logo depois, o corpo caísse penhasco a baixo, sendo engolido pelas águas.


Shion se abaixou, puxando o ar com força para dentro de seus pulmões. Agora, enfim, não haveria mais nenhum obstáculo entre ela e Naruto. Viveriam felizes para sempre, como sempre sonhou. A loira não demorou a se recuperar e correu até o carro, pegando do porta-malas uma mala cheia de dinheiro, entregando para o ruivo que aceitou de bom grado. Para finalizar o plano, colocaram fogo no galpão para apagar as evidências e por fim, cada um seguiu o seu caminho.


(...)


Em outra parte, Sasuke e sua equipe corriam para o endereço que tinham rastreado pela ligação. O moreno olhou pelo retrovisor, suspirando pesado ao ver o carro do Uzumaki mais novo os seguindo. Mesmo com o Uchiha dando uma ordem clara para que ele ficasse em casa e se negando a dar o endereço para ele, o loiro ainda insistia. Iria mandar uma das viaturas intercepta-lo, mas outra coisa chamou a sua atenção. Não só a sua como a de todos que estavam ao seu redor. O galpão abandonado, o exato local para onde seguia explodiu.


Não demorou para ver o carro do loiro ultrapassá-los. Naruto logo entendeu para onde ir e nem ao menos se importou em pisar fundo. Sentia seu coração na boca, angustiado. Seu peito gritava para que chegasse o mais rápido que podia e nem soluço de desesperou seu rosto foi banhado de lágrimas grossas.


  - Não… Você tem que estar bem… Por favor, meu amor. Por favor… -Implorou baixo, se agarrando a última chama de esperança que ainda encontrava forças para gritar em seu interior.


Naruto freou o carro ainda um pouco distante das chamas que consumiam o que antes era um galpão amplo, saindo do carro apressado, indo diretamente para a entrada do que, agora, parecia um inferno. Porém, antes de alcançar aquilo que queria, foi segurado e jogado ao chão por dois policiais. Aos prantos, o loiro conseguiu tirar um de cima de seu corpo, o chutando para longe, enquanto o outro ainda prendia suas mão. Gritava incessantemente para que o soltasse. Ele precisava ir atrás dela. Sem mais forças, tanto emocionais quanto físicas, deixou seu corpo ir de encontro com o chão, permanecendo de joelhos.


  - HINATA !! HINATA, POR FAVOR, NÃO ! - Gritou em plenos pulmões, para que, talvez, ela o escutasse e permanecesse viva por ele.


Sasuke se aproximou do amigo, tentando de alguma forma acalmá-lo. Não poderiam fazer nada até os bombeiros chegarem, então simplesmente abraçou o corpo trêmulo do loiro, deixando que ele chorasse em seu ombro, assim como uma vez chorou no dele, no dia em que perdeu sua família.


Os bombeiros demoraram vinte minutos até encontrarem o lugar e começarem seu trabalho e mais quatro horas foram perdidas até o cessar do fogo. O loiro permaneceu inerte, e se recusava a se retirar para esperar por notícias em casa. Olhava alguns especialistas revirando os escombros sem nenhuma esperança de encontrar algo em meio às cinzas. Os representantes da mídia também estavam ali, questionando os responsáveis pelo caso ou gritando perguntas indecentes para o Uzumaki, que apenas ignorava. Não estava em um bom estado, nem ao menos tinha cabeça para dar uma resposta a altura para aqueles caçadores de fofocas irritantes.


Seus pais ligavam de quinze em quinze minutos para tentar convencer o filho a descansar um pouco, até que por fim, também passou a ignorá-los. Sentiu alguém se sentar ao seu lado e nem se deu ao trabalho de se virar.


  - O que acharam ? - Perguntou baixo. A voz arrastada, rouca e os olhos que ainda mantinham o pequeno e fraco brilho de esperança eram o que denunciavam seu estado emocional abalado.


  - Naruto, eu sinto muito. - O moreno iniciou a fala sem saber bem como o fazer, sendo logo interrompido pelo Uzumaki.


  - Não ouse vir aqui me dizer que ela está morta. Porque eu sei que não está, entendeu ? Ela está viva e bem em algum lugar. Talvez esteja ferida, então, se vocês não vão mais procurar, eu irei. - Disse firme, olhando fundo nos olhos negros de Sasuke.


  - Você não pode, Naruto e sabe disso. Isso vai trazer ainda mais sofrimento a todos que tem ligações com ela. - Disse, também olhando firme para o oceano revolto que eram os olhos de Naruto.


  - Não posso simplesmente esquecer… - Murmura, novamente com os olhos marejados. - Ela precisa de mim. Sinto que ela precisa… - Naruto virou o rosto para o lado, respirando profundamente para conter a nova crise de choro. - Eu não posso e não quero viver sem ela. Nós nem tivemos tempo… - Sussurrou ao vento, mas o moreno conseguiu ouvir.


  - Eu sei que não tiveram. É injusto, eu sei como é a sensação de perder quem amamos, mas pense no que Hinata gostaria que fizesse. Pelo pouco me contou sobre ela, sei que não gostaria de te ver assim, nem que ficasse remoendo para sempre, pois ela prezava a sua felicidade, não é ?


  - Sim… Ela sempre se importou comigo. Mas por favor, façam mais uma busca pelo perímetro. Quem sabe ela conseguiu sair e se esconder antes de chegarmos. - Pediu se virando novamente para olhar o amigo. - Sasuke, por favor, é tudo que peço. Procure mais um pouco.


Naruto ficou encarando o Uchiha, que parecia pensar, até que o mesmo suspirou pesadamente e assentiu. Se levantou, mas antes de ir comunicar a equipe para buscarem numa área maior, se voltou novamente para o loiro, o olhando de forma severa.


  - Quero que vá para casa. Sem mais resistência, entendeu ? Você será o primeiro que comunicarei se tivermos algum resultado.


Mesmo desgostoso, Naruto cedeu. Estava cansado, devastado e qualquer outro adjetivo que se enquadra nesses aspectos. Seu corpo implorava um banho e uma cama quente. Quente como o corpo de sua morena. Caminhou vagarosamente para o carro e partiu para casa, pensativo. Sua mente ia longe, atrás de lembranças tão recentes, mas que agora, pareciam que tinham sido vividas a décadas. Como por exemplo, o primeiro café da manhã que tomaram juntos no meio do oceano, em seu veleiro. Lembrou de como ela era graciosa ao cozinha e de como sua gargalhada era gostosa de se ouvir. Também veio a sua mente quando dançaram juntos naquela viagem para Hong Kong, da forma como o corpo dela se remexia grudado ao seu e de como era fácil conduzi-la na dança.


E foi com essa lembrança que chegou em sua casa, escolhida pela própria Hyuuga. E se arrependeu amargamente de ter voltado para o apartamento assim que pisou dentro dele. O ar gélido e o silêncio massacrante o jogou de volta ao abismo solitário que era sua antiga vida, antes de Hinata preenchê-la com seu amor. Subiu direto para o quarto, dando de frente com a cama. A cama deles. Mordeu o lábio inferior com força e se amaldiçoou por ser um pervertido de merda. Balançou a cabeça, seguindo para o banheiro. Retirou as roupas com pressa e ligou o chuveiro, entrando completamente embaixo da água. Olhava o membro ereto revoltado, mas ao mesmo tempo era bombardeado por memórias quentes e tão reais que parecia que estava vivenciando novamente.


Mas ele não conseguiria. Jamais teria a audácia de se tocar sabendo que Hinata poderia estar em perigo nesse exato momento. Foi então que sua razão ganhou da emoção. Esvaziou sua mente, tomando o banho rapidamente e colocou uma calça jeans e uma camisa qualquer, para que, na primeira ligação com notícias da Hyuuga, pudesse sair o mais rápido possível. Deixou o celular sobre o criado mudo e deitou, sentindo o perfume gostoso que impregnava o lado dos lençóis em que ela dormia. Mas uma vez, seus olhos marejaram. Era tão impotente. Como pode deixar que isso acontecesse com ela ? Tinha se deixado levar tanto ao ponto de esquecer de providenciar segurança para ela.


Fechou os olhos, prometendo internamente que se ela voltasse para seus braços, não cometeria esse erro novamente. Colocaria mil e um seguranças atrás dela, sem exceção. Mesmo que ela resmungue todo dia.


  - Por favor, meu bem… Volta para casa. - Murmurou, antes de cair no inconsciente.


(...)


Oceano Pacifico - 35.552364, 139.920742 - Navio de patrulha 069


  - AFASTA ! - Gritou Ibiki, chefe responsável, sentindo em suas habilidosas mãos o desfibrilador  distribuir o choque elétrico pelo corpo de sua paciente.


Era um homem insistente o bastante para continuar tentando ressuscitar a moça desconhecida que tinha o coração paralisado a quase oito minutos. Sua equipe, já desanimada, ainda obedecia fervorosamente a cada comando dado pelo médico e depois de dado o choque, todos voltaram os olhos ao monitor que continuava a fazer irritante e constante de Piiiiiiiii…” sem cessar. Ibiki suspirou, agora também irritado e frustrado.


  - Carregue de novo, em 300. - Disse para um de seus assistentes, quase gritando com o jovem rapaz, que apenas assentiu, o obedecendo.


  - Não, doutor… Veja só. - Uma das enfermeiras chamou a atenção do homem que se voltou para o monitor, que agora captava os batimentos cardíacos de sua paciente.


Deixou um sorriso brincar em seus lábios e relaxou os ombros. Agradeceu a enfermeira e dispensou mais algumas pessoas que estavam ali. Agora era apenas retirar a bala, alojada entre duas veias. Não que fosse fácil, mas necessitaria de uma concentração inabalável, pois um único erro seu e a moça morreria de hemorragia. Respirou fundo e deu início a cirurgia.



Algumas horas depois o navio voltou a sua calma habitual. Alguns pacientes dormiam, outros viam televisão e alguns conversavam descontraidamente uns com os outros ou com algumas enfermeiras e estagiários, mas o chefe de todos permanecia quieto, observando sua mais incrível e inesperada paciente. Claro, havia sido uma surpresa nada agradável encontrar o corpo inconsciente boiando pelo oceano e só piorou ao verem a marca do tiro no peito da jovem. Olhou bem o ferimento até constatar que a bala estava impedindo um sangramento mais preocupante. Uma mulher de sorte, ele devia dizer. E agora não via a hora dela acordar para responder algumas de suas perguntas. E a primeira seria como ela tinha sofrido o ferimento. Já tinha descartado a hipótese de suicídio, pois se fosse isso, o tiro teria sido na cabeça e ela não se afastaria tanto da costa.

Suspirou fortemente, entrando no quarto dela mais uma vez. Checou o pulso, as agulhas de soro que estava na junta do cotovelo esquerdo e o por último, o coração, que agora batia tranquilamente, para a alegria do homem. Se virou para a porta pronto para sair, até ouvir um gemido baixo de dor. Olhou imediatamente para sua paciente, que se remexia levemente na tentativa vã de se levantar um pouco. Esperou pacientemente até que os olhos dela encontraram os seus. Num primeiro momento, achou a tonalidade das duas orbes fascinantes e logo depois, viu um brilho de medo e confusão claro na face agora mais rosada da jovem mulher. Decidiu por fim, cumprimentá-la.


  - Olá. Tente não se mexer muito, sim ? Seu ferimento vai demorar para cicatrizar de uma vez, porém se ficar parada vai acelerar o processo. - Parafraseou lentamente e a viu assentir, enquanto voltava a se acomodar entre os travesseiros.


  - O-onde e-estou ? - Perguntou hesitante.


  - Está a salvo. Aqui é um navio médico. Cuidamos de alguns paciente que não podem se misturar a outros em terra firme e agora, também estamos cuidando de da senhorita. - Respondeu. puxando uma cadeira, sentando-se ao lado da cama dela. - Tenha algumas perguntas.


  - Sou grata por me salvar, mas não responderei absolutamente nada.


  - Bom, não posso te obrigar, mas acredito que quando voltamos a terra, a pessoa que fez isso não deixará você em paz, não é ? - Perguntou calmo, oferecendo para ela um copo de água que a mesma não negou.


  - A pessoa em questão não precisa saber que estou viva. Estarei segura…


  - E seus parentes ? Não tente me dizer que não tem um namorado… Como acha que eles ficaram ? - Ibiki observava bem as feições da jovem e viu muito bem quando rosto dela se contraiu em surpresa, parecendo que acabara de analisar esse fato.


  - Eu não sei… Eu não quero colocá-lo em risco. Não posso fazer isso com ele. - Murmurou, apertando o copo de água que o médico lhe tinha oferecido. - Eu o amo demais.


  - Veja bem, não sei o que aconteceu, não faço parte dessa história, mas lembre-se, sua vida não é somente sua. As pessoas a sua volta também sentiram sua falta, inclusive esse rapaz de quem fala. - Suspira, ainda não saciado de suas dúvidas, mas sabendo que não deveria se envolver mais. - Analise todas as opções, veja o que pode fazer, mas não se esconda. A pessoa que fez isso ainda está a solta e pode atacar de novo, e talvez, essa pessoa não tenha a mesma sorte que você.


A garota, que ouvia atentamente o mais velho discursar, assentiu breve, afirmando que pensaria em suas palavras duras, porém com um toque delicado de sabedoria.


  - A propósito, qual o seu nome ? - Perguntou, quando já estava na porta, pronto para deixá-la sozinha.


  - Hi-... - A morena parou um pouco, até que suspirou e ergueu os olhos sorrindo pequeno. - Himawari, Himawari Hanabishi.


O médico apenas assentiu, saindo. A morena ficou sozinha em fim. Olhou o mar pela pequena janela náutica que tinha no pequeno quarto e suspirou.


  - Não permitirei que machuque mais ninguém… É uma promessa.


(...)


Tokyo - Prédio Escala - 18:27 P.M


  - Filho, coma um pouco, por favor… - Pediu Kushina mais uma vez, enquanto via o loiro brincar com o macarrão do lamen pela primeira vez na vida.


  - Desculpe, mãe, mas eu não estou com fome… - Disse por fim, empurrando a tigela e se levantando. - Ninguém liga, nem nada. Sasuke não atende o celular… Nem mesmo os jornais tem notícias do caso. Não sei o que fazer. - Confessa, se jogando no sofá.


  - Tenha paciência, querido… Sasuke não vai incomodá-lo com informações pela metade. Deixe que eles investiguem. - Diz calma, se sentando ao lado do Uzumaki mais novo, acariciando levemente os cabelos rebeldes do mesmo.


  - Estou me sentindo péssimo, mãe. Se eu tivesse chegado em casa mais cedo ou sei lá, qualquer outra coisa, ela estaria comigo aqui, agora. - Suspira pesadamente. - Sinto-me tão impotente…


  - Eu sei que dói, querido, mas agora não é hora de ficar pensando no que você deveria ter feito. Provavelmente vai soar insensível, mas você vai precisar lidar com os fatos, seja eles quais forem. Quero que seja forte, entendeu ?


A matriarca sentia que falava com seu filho de 6 anos. O mesmo garotinho que quando se machucava, corria para seus braços rapidamente, porém dessa vez, não poderia garantir que tudo passaria com um beijo da mamãe, nem com afago carinhoso de seu pai. aquela dor teria que ser tratada por ele mesmo, e a essa altura, a própria ruiva já se preparava para a pior das notícias. Do fundo de seu íntimo, pedia secretamente para seu filho aguentasse aquele tsunami de sentimentos, pois apenas de olhar para o jovem, via todo o amor que ele tinha para Hyuuga transbordando pela sua forma de falar, agir e agora, pelas finas lágrimas que o loiro tentava esconder firmemente.


  - Entendi, mas não posso perder a esperança, mãe. Hinata se tornou, em tão pouco tempo, tudo que eu quero e preciso. - Sorriu de leve. - Você tinha que ver, mãe. Quando ela sorria era com se o mundo iluminasse, ela falava tão docemente comigo, fazia uma carinha tão fofa quando ficava zangada ou confusa e aqueles olhos… Eles me leem com tanta facilidade que parece que jamais vou conseguir esconder algo dela.


  - Você fala dela com muito amor e carinho, Naruto. Alegra-me saber que com tantas pessoas no mundo, elas tenha escolhido você para amar tão intensamente. Apenas, prometa para mim que aconteça o que acontecer, você enfrentará e superará ? - O encarou seriamente, esperando por uma resposta concreta.


  - Eu… Prometo. - Assente, voltando a deitar no ombro de sua mãe. - Obrigado por estar aqui comigo…


  - Eu sempre estarei com você. - Sorriu levemente, beijando a testa de seu herdeiro. - E seu pai também.



De repente, o toque do celular do loiro quebrou o silêncio confortável que se instalava entre mãe e filho. Naruto pediu desculpas com o olhar para sua mãe, enquanto a mesma apenas mandava que atendesse logo o aparelho que tocava alto e incessante.


  - Alô… Sasuke, finalmente ! - Rapidamente o loiro se levantou, passando a andar devagar pela sala sob os olhos atentos de sua mãe. - Encontra ela ? Ou alguma pista ? Eu disse que deveria procurar por toda a área. Sasuke ? - Chamou o moreno, que até então, permanecia calado. - Teme, o que aconteceu ?


  - …. - O moreno não sabia como começar a dar a notícia, ainda mais por telefone. Respirou fundo, pensando.


  - Cara, fala alguma coisa, por favor. - Pediu o loiro, agora aflito pelo silêncio do outro lado da linha. - O que está acontecendo ?


  - Naruto, olha, serei direto. - Fala devagar, notando o estado já um pouco alterado do Uzumaki. - Nós procuramos em toda a área em volta do galpão e sim, achamos algo…


  - O que era ? -A voz, geralmente tão potente, sairá fraca, como se não quisesse saber, e de fato não queria. O medo o dominou por alguns minutos, assim como a angústia. - Diga logo, por favor !


  - Sangue. Mandei para o laboratório onde a Hyuuga fazia os exames de rotina que tinha uma amostra de sangue dela e foi constatado que sim, o sangue do galpão era dela…


  - E ela, Sasuke ? Onde ela está ? - Perguntou,controlando a voz e mantendo o resto de sua sanidade, mas por dentro, queria gritar.


  - Estamos buscando o corpo no mar. Foi perto do penhasco que encontramos o sangue dela e tudo indica que ela caiu no oceano. - Terminou de dar a notícia, ouvindo apenas a respiração irregular do loiro pela linha. - Naruto, me desculpe, mas as chances de acharmos um corpo é muito pequena, assim como as chances dela estar viva. Sinto muito…


Sasuke esperou, por minutos incontáveis, alguma fala do Uzumaki. Nem que fosse para gritar com ele, até mesmo chamá-lo de incompetente, mas tudo que ouviu foi um “Obrigado” bem baixinho e depois a chamada ficar muda, sinalizando que Naruto havia desligado. Suspirou, sabendo que não adiantaria nada ligar novamente. Nem teria tempo para tal, já que a cena do crime se encontrava rodeada por repórteres loucos por alguma informação do “Assassinato da namorada de Uzumaki Naruto”.


Enquanto isso, no apartamento do loiro em questão, Kushina tentava desesperadamente consolar o filho. O mesmo já tinha deixado o celular ir ao chão, assim como o próprio corpo. O ar parecia rarefeito, sendo difícil de puxá-lo para seu pulmão em meio ao choro desesperado. Ele a tinha perdido. A tinha perdido para a morte e ele teve que admitir ser um péssimo perdedor. Abraçou o corpo de sua mãe, que murmurava algo que ele, no momento, não fazia muita questão de saber o que era. Apenas queria por para fora toda aquela dor e angústia que o atormentava. Pelo menos naquele momento, nos braços de sua mãe, se despiu de sua máscara social. Agora, ele não era, nem queria ser o inabalável negociador Uzumaki Naruto e mostrou quem realmente era : Um homem. Um jovem homem apaixonado que acabará de perder quem realmente amava.


  - Mamãe… - A chamou, sentindo o afago dela em seus cabelos e se encolheu mais perto dela.


  - Eu estou aqui. Tudo vai ficar bem. Apenas solte, meu filho, não prenda a emoção… - Sussurrou como quem conta um belo segredo, sem deixar de aninhar mais ainda o corpo abalado do filho.


(...)



Akasaka, Roppongi - Tokyo - 19:40 P.M


Em um dos bairros nobres de Tokyo, um patriarca via sem chão a matéria que bombardeava os jornais e sites da internet, prometendo até sair no jornal impresso pela manhã. Não podia acreditar, tanto que mandou sua filha mais nova, já abalada para o quarto, deixando apenas seu sobrinho na sala. O jovem rapaz mantinha a cabeça baixa, o olhar sem foco de encontro ao chão, enquanto as mãos másculas apertava com força o couro do sofá, ouvindo a repórter quase histérica que falava rápido, perdendo, talvez, o seu profissionalismo.


- A polícia continua a procurar incessantemente pelo corpo da jovem HInata

Hyuuga, vítima de um sequestro que levou a sua morte logo depois.

Os responsáveis pela operação desde o início, afirmam não saber o motivo do sequestro,

já que o criminoso afirmou não estar interessado no dinheiro que o namorado da jovem, Uzumaki Naruto, CEO das empresas Uzumaki’s, estava disposto a oferecer.

Agora o recém divorciado senhor Uzumaki preparará o funeral de Hyuuga Hinata, sendo ele, o responsável mais próximo da jovem…


A repórter continuava a falar, dando mais detalhes do caso, mas ninguém na sala estava realmente ouvindo. Não podiam acreditar que era verdade. Por que ? Se perguntava o patriarca. Era um castigo, sem dúvidas, por ter brigado com ela de forma tão severa, apenas porque a jovem não quis seguir seus passos como administradora. Por ser orgulhoso demais para ir até ela e pedir que ela o perdoasse e voltasse para casa. Os olhos perolados, tão parecidos com o de sua filha, agora perdida, brilhou, marejados. A dor da culpa pesando sobre suas costas, assim como a dor da perda. Ele a tinha perdido para sempre.


  - O que vamos fazer ? - O jovem perguntou baixo, quebrando o silêncio mórbido da sala.


  - Não vou deixar que esse garoto enterre minha filha. Irei até ele para acertamos tudo. - Respondeu, igualmente baixo, não deixando transparecer sua voz embargada. - Descubra onde esse Uzumaki Naruto está, Neji. O mais depressa possível.  


  - Sim, Hiashi-Sama.


O mais novo se levantou e saiu pela porta da frente, a batendo levemente, deixando Hiashi Hyuuga sozinho com seus pensamentos. Pensamentos que o remetia a lembrança de um passado, talvez distante, que para si, era tão próximo como a angústia de ver sua filha saindo de casa, decidida a correr atrás de seus sonhos. Lembrava-se também de quando a segurou no colo pela primeira vez. Tão pequena. Foi o que pensou na época. Sua pequena princesa, que agora, nem ao menos sabiam onde se encontrava o corpo. Amaldiçoou ferozmente o desgraçado que a feriu transbordando em lágrimas.


  - Perolazinha… - A chamou pelo apelido carinhoso que usava quando a mesma era apenas uma pequena garotinha, que corria para seus braços, sempre com um sorriso radiante para recebê-lo. - Por favor, perdão, minha filha. Volte para casa. Volte para o seu velho pai, perolazinha...


Notas Finais


E aí galera ? Suaram pelos olhos ? Eu sim, e muito ! 😣😣

Foi muito difícil pra mim escrever esse capítulo, não só pelo bloqueio, mas pelo peso emocional que ele carrega. Enfim, obrigada por lerem até aqui.

Bjs carregados de Nutella pra vcs que não desistem de mim. Amo vcs demais.

Até o próximo cap. ♥️♥️


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