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História Uma noite como esta - Capítulo 17


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Capítulo 17 - Capítulo XV


Na manhã seguinte, antes de qualquer membro feminino da sua família colocar um fim ao que Naruto sabia ser comportamento inadequado, ele caminhou pelo corredor e bateu fortemente na porta do quarto de hóspedes azul.
Ele já estava vestido para viajar, planejava ir para Londres dentro de uma hora.
Não havia nenhum som de dentro do quarto, então bateu novamente. Desta vez, ouviu um pouco de ruído, seguido de um grogue.

—Entre.
Ele entrou, fechando a porta atrás de si apenas a tempo de ouvir Hinata suspirar.

—Milorde!

—Preciso falar com você. — Ele disse de forma sucinta.

Ela assentiu com a cabeça, lutando para puxar suas cobertas até o queixo, o que ele achou francamente ridículo, dado o saco completamente desagradável que ela parecia ter colocado no lugar de uma camisola.

—O que está fazendo aqui?— Ela perguntou, piscando furiosamente. Sempre âmbulos, ele disse.

— Estou saindo para Londres esta manhã.

Ela não disse nada.

—Tenho certeza que você já sabe que o arreio foi cortado. Ela assentiu com
a cabeça.

—Foi Lorde Danzou. — Disse ele. —Um de seus homens. Provavelmente, apenas um quando saí para investigar. O que disseram estar bêbado.

—Você disse que ele causou estragos nos estábulos da pousada. — Ela sussurrou.

—Na verdade. — Disse ele, todos os músculos de seu corpo esforçando-se para manter-se perfeitamente imóvel enquanto falava. Se ele se movesse, se ele baixasse a guarda por um momento, não sabia o que iria acontecer. Ele poderia gritar. Ele poderia bater nas paredes. Tudo o que sabia era que algo furioso estava crescendo dentro de si, e cada vez que pensava no que aconteceu, a fúria se expandia ainda mais, algo dentro dele parecia crepitar. Sua pele ficou muito apertada, e a raiva, a fúria, lutava para se libertar. Mais quente. Mais sombrio. Espremendo a sua própria alma.

—Lorde Uzumaki?— Ela disse e ele não podia imaginar que a raiva se mostrou em seu rosto, porque seus olhos se abriram mais alarmados. E então, ela sussurrou. — Naruto?

Era a primeira vez que ela dizia seu nome. Ele engoliu em seco, cerrando os dentes enquanto lutava para se controlar.

—Esta não seria a primeira vez que ele tenta me matar. — Ele finalmente disse. —Mas é a primeira vez que quase matou alguém na tentativa.

Ele a viu de perto. Ela ainda estava segurando as cobertas sob o queixo, seus dedos envoltos sobre a borda. Sua boca se moveu como se quisesse dizer alguma coisa. Ele esperou.
Ela não falou. Ele permaneceu imóvel, o corpo ereto, com as mãos cruzadas atrás das costas. Havia algo tão insuportavelmente formal no quadro, apesar de Hinata estar na cama com o cabelo despenteado, com sono e uma trança única e grossa descansando em seu ombro direito.
Eles não costumam se falar com tal rigidez. Talvez eles devessem tê-lo feito, talvez o tivesse salvado de tal paixão e a teria salvo de estar em sua companhia no dia que Danzou escolheu para fazer sua jogada.
Teria sido melhor para ela se eles nunca tivessem se encontrado, claramente.

—O que você vai fazer?— Ela perguntou.

—Quando eu encontrá-lo?

Ela deu um pequeno aceno de cabeça.

—Não sei. Se ele tiver sorte de eu não estrangulá-lo. Ele provavelmente estapor trás do assalto em Londres também. O que todos nós pensávamos que fosseapenas má sorte, ladrões atrás de uma bolsa pesada.

—Poderia ter sido. — Disse ela. —Você não pode saber. Pessoas são roubadas o tempo todo em Londres. É…

—Você o está defendendo?— perguntou incrédulo.

—Não! Claro que não. É só que… Bem… — Ela engoliu, o movimento convulsivo ondulando em sua garganta. Quando ela falou de novo sua voz eramuito frágil. —Você não tem todas as informações.

Por um momento, apenas olhou para ela, não confiando em si mesmo para falar.

—Passei os últimos três anos correndo de seus homens na Europa. — Ele finalmente disse. —Você sabia? Não? Bem, corri. E estou cansado disso. Se elequer se vingar de mim, ele certamente o fará. Três anos da minha vida, roubados. Você tem alguma ideia de como é isso? Ter três anos de sua vida arrancados de você?

Seus lábios se separaram, e por um momento ele pensou que ela poderia realmente dizer que sim. Ela parecia atordoada, quase hipnotizada, e, finalmente, ela disse.

— Sinto muito. Vá em frente.

—Vou falar com o seu filho primeiro. Posso confiar em Lorde Sai. Ou pelo menos sempre pensei que pudesse. — Naruto fechou os olhos por um momento e simplesmente respirou, tentando manter o equilíbrio. —Não sei emquem posso confiar mais.

—Você pode. — Ela parou. Engolindo. Ela quase esteve a ponto de dizer que ele poderia confiar nela? Ele olhou para ela de perto, mas ela virou o rosto, fixando os olhos na janela próxima. As cortinas estavam fechadas, mas ela ainda estava olhando para ela como se houvesse algo para ver. —Desejo-lhe a mais segura das viagens. — Ela sussurrou.

—Você está com raiva de mim. — Disse ele. Sua cabeça se virou para encará-lo.

—Não. Não, claro que não. Nunca.

—Você não teria sido ferida se não estivesse comigo. — Ele cortou. Nunca iria se perdoar pelos danos que tinha causado a ela. Precisava que ela soubesse. —É minha culpa que você…

—Não!— Ela gritou e pulou da cama, correndo em direção a ele, mas depois parou abruptamente. —Não, isso não é verdade. Eu, eu, não. — Ela disse tão firmemente que o queixo ergueu-se. —Não é verdade.

Ele olhou para ela. Ela estava quase ao seu alcance. Se ele se inclinasse para frente, se esticasse o braço, poderia pegar sua manga. Poderia puxá-la para ele e juntos derreteriam, ele com ela, ela com ele, até que não soubessem onde terminava um e começava o outro.

—Não é culpa sua. — Disse ela com força silenciosa.

—Sou o homem de quem Danzou quer se vingar. —lembrou a ela suavemente.

—Nós não somos. — Ela desviou o olhar, mas não antes que limpasse umdos olhos com as costas da mão. —Não somos responsáveis pelas ações dosoutros. — Disse ela. Sua voz tremeu de emoção, e seu olhar não encontrou o dele. — Especialmente as de um louco. — Ela terminou.

—Não. —disse com uma voz estranha no ar suave da manhã. —Mas nós assumimos a responsabilidade por aqueles que nos rodeiam. Mirai, Matsuri e Himawari. Você não tentaria mantê-las seguras?

—Não. — Ela disse sua testa se unindo. —Isso não é o que eu quis dizer.Você sabe que não.

—Sou responsável por cada pessoa nesta casa. — Ele cortou. —Por você, também, enquanto estiver aqui. E, quando sei que alguém me deseja mal, é minha responsabilidade e obrigação me certificar de que não carrego uma única outra pessoa ao perigo.

Ela olhou para ele com olhos grandes e arregalados e Naruto se perguntou o que ela via. Quem via. As palavras saídas de sua boca não eram familiares. Ele soava como seu pai e, antes dele, seu avô. Era isso o que significava herdar um título antigo, ter vidas confiadas a ele e o sustento de todos os que residiam em suas terras? Ele tornou-se conde tão jovem, e depois foi forçado a deixar a Inglaterra apenas um ano depois.
Isso era o que queria dizer, finalmente percebeu. Isto era o que aquilo significava.

—Não quero vê-la ferida. — Ele disse sua voz tão baixa que quase não ouviu. Ela fechou os olhos, mas, em seguida, a pele se enrugava em suas têmporas, quase como se ela estivesse com dor. —Hinata. — Disse ele, dando um passo à frente.

Mas ela balançou a cabeça, quase violentamente, e um soluço terrível de asfixia explodiu em sua garganta. Ele quase se rompeu.

—O que é isso?— Disse ele, atravessando a distância entre eles. Ele colocou as mãos em seus braços, talvez para apoiá-la… talvez para se sustentar. E então ele teve que parar, para simplesmente respirar. A vontade de abraçá-la era esmagadora. Quando ele entrou em seu quarto esta manhã, disse a si mesmo que não iria tocá-la, não iria chegar perto o suficiente para sentir o ar se mover através de sua pele. Mas isto, ele não poderia suportar.

—Não. — Ela disse, o corpo se  afastando, mas não o suficiente para fazê-lo pensar que ela queria dizer isso. —Por favor. Vá embora. Basta ir.

—Não até que você diga.

—Não posso. — Ela gritou e então se livrou dele, recuando até que estiveram novamente separados pelo ar frio da manhã. —Não posso dizer o que você quer ouvir. Não posso estar com você e não posso vê-lo novamente. Você entendeu?

Ele não respondeu. Porque ele entendia o que ela estava dizendo. Mesmo que não concordasse com ela.
Ela engoliu e suas mãos cobriram o rosto, esfregando a pele com tal
angústia que ele quase estendeu a mão para detê-la.

—Não posso ficar com você. — Ela disse, as palavras saindo com rapidez e tal força que ele perguntou a quem ela estava tentando convencer. —Não sou… a pessoa…

Ela desviou o olhar.

—Não sou uma mulher adequada para você. — Disse ela para a janela. —Não sou do seu nível e não sou… —Ele esperou. Ela ia dizer algo mais. Tinha certeza disso. Mas quando falou, sua voz mudou, parecia muito consciente. —Você vai me arruinar. — Disse ela. —Você não vai querer, mas vai, e vou perder a minha posição e tudo que me é caro.

Ela olhou-o nos olhos quando disse isso e ele quase se encolheu com o vazio que viu em seu rosto.

—Hinata. — Ele disse. —Vou te proteger.

—Não quero sua proteção. — Ela gritou. —Você não entende? Aprendi a cuidar de mim, para me manter. — Ela parou, então, terminou com: —Não posso ser responsável por você também.

—Você não tem que ser. — Respondeu, tentando entender suas palavras. Ela se virou.

—Você não entende.

—Não. — Ele disse duramente. —Não, não entendo. — Como podia? Ela mantinha segredos, segurava-os no peito como tesouros minúsculos, deixando-o implorar por suas lembranças como um cão danado.

—Naruto… — Ela disse suavemente e lá estava de novo. Seu nome, e era como se ele nunca tivesse ouvido antes. Porque quando ela falava, sentia cada som como uma carícia. Cada sílaba pousava em sua pele como um beijo.

—Hinata. — Disse ele e nem sequer reconheceu sua voz. Era dura, rouca com a necessidade, com desejo, e… e…

E então, antes que tivesse ideia do que estava fazendo, puxou-a bruscamente em seus braços e a beijou como se ela fosse a água, o ar, a sua própria salvação. Ele precisava dela com um desespero que teria abalado seu núcleo se pensasse sobre isso.
Mas ele não estava pensando. Não agora. Estava cansado de pensar, cansado de se preocupar. Queria apenas sentir. Queria que a paixão dominasse seus sentidos e seus sentidos governassem seu corpo.
Queria que ela o quisesse da mesma forma.

—Hinata, Hinata. — Ele ofegou, suas mãos puxando freneticamente contra a lã terrível de sua camisola. —O que você faz comigo.

Ela o cortou, não com palavras, mas com seu corpo, pressionando-o contra o  seu com uma urgência que combinava com a sua. As mãos dela estavam em sua camisa, rasgando a frente, puxando-a para abrir até que ele sentiu sua pele.
Era mais do que ele podia suportar.
Com um gemido gutural, levantou-a e a carregou até caírem na cama, e, finalmente, ele a teve exatamente onde queria que ela estivesse. Sob ele, com as pernas suavemente embalando-o.

—Quero você. — Disse ele, mesmo pensando que isso dificilmente poderia ter estado em dúvida alguma vez. —Eu quero você agora, em todos os sentidos que um homem pode desejar uma mulher.

Suas palavras eram grosseiras, mas gostava dessa forma. Não era romance, era pura necessidade. Ela quase morreu. Ele poderia morrer no dia seguinte. E se isso acontecesse, se o fim chegasse, e ele não tivesse provado primeiro o paraíso…
Ele quase arrancou a camisola do seu corpo. E então… parou.
Parou para respirar, para simplesmente olhar para ela e deleitar-se com a perfeição de seu corpo glorioso. Seus seios subiam e desciam com cada respiração, e com a mão trêmula segurou um, quase estremecendo com o prazer de apenas um toque simples.

—Você é tão linda. — Ele sussurrou. Ela devia ter ouvido essas palavras antes, milhares de vezes, mas queria que ouvisse dele. —Você é tão…

Mas ele não terminou, porque ela era muito mais do que sua beleza. E não havia nenhuma maneira que pudesse dizer tudo isso, de maneira nenhuma poderia colocar em palavras todas as razões de ter sua respiração acelerada cada vez que a via.
Suas mãos subiram para cobrir a nudez dela, e ela corou, lembrando-o que isso deveria ser novo para ela. Era novo para ele, também. Ele fez amor com mulheres antes, provavelmente mais do que queria admitir, mas esta era a primeira vez… ela era primeira…
Nunca foi assim. Ele não podia explicar a diferença, mas nunca foi assim.

—Beije-me. — Ela sussurrou. — Por favor.

Ele o fez, puxando a camisa sobre a cabeça antes de se colocar em cima de seu corpo, pele a pele, de forma gloriosa. Ele beijou-a profundamente, então beijou seu pescoço, o oco de sua clavícula, e, finalmente, com um prazer que apertou todos os músculos do seu corpo, beijou seu seio. Ela soltou um grito suave e se arqueou debaixo dele, o que ele tomou como um convite para passar para o outro lado, beijando e chupando e beliscando até pensar que poderia perder o controle.
Querido Deus, ela ainda não o tinha tocado. Ele ainda vestia a calça e quase se perdeu. O que ainda não tinha acontecido desde que era um jovem adolescente.
Tinha que entrar nela. Tinha que entrar nela agora. Estava além do desejo. Estava além da necessidade. Era primordial, um desejo que subia de dentro dele, como se sua vida dependesse de fazer amor com esta mulher. Se isso era louco, então ele era louco.
Por ela. Ele era louco por ela e tinha a sensação de que isso nunca iria embora.

—Hinata. — Ele gemeu, parando por um momento para tentar ganhar fôlego. Seu rosto tocava de leve a pele macia de sua barriga, e ele inalou o aroma enquanto lutava para recuperar o controle de seu corpo. —Hinata, preciso de você. — Ele olhou para cima. —Agora. Você entende?

Ele ficou de joelhos, suas mãos foram para sua calça e então ela disse…

—Não.

Suas mãos se acalmaram. Não, ela não entendeu? Não, não agora? Ou não, não…

—Não posso. — Ela sussurrou e puxou o cobertor em uma tentativa desesperada de se cobrir.
Querido Deus, não esse não.

—Sinto muito. — Disse ela com um suspiro agonizante. —Sinto muito. Oh, meu Deus, sinto muito. —Com movimentos frenéticos, ela deu uma guinada da cama, tentando puxar o cobertor junto com ela. Mas Naruto ainda estava imobilizando-a, e ela tropeçou, em seguida, encontrou-se empurrada para trás em direção à cama. Ainda assim, ela segurou, puxando e puxando e uma e outra vez, dizendo. — Sinto muito.

Naruto apenas tentou respirar, grandes goles de ar que ele pensou que aliviaria o que era agora uma ereção dolorosa. Ele estava tão longe que não podia nem pensar direito, muito menos montar uma frase.

—Não deveria ter… — Disse ela, ainda tentando se cobrir com o maldito cobertor. Ela não podia ficar longe do lado da cama, não se quisesse manter-se coberta. Ele poderia chegar a ela, seus braços eram longos o suficiente. Ele poderia envolver as mãos em seus ombros e puxá-la de volta, tentá-la a voltar a seus braços. Ele poderia fazê-la se contorcer e se contorcer de prazer até que não conseguisse se lembrar de seu próprio nome. Sabia como fazê-lo.
E ainda assim não se moveu. Ele era uma estátua, na cama de dossel, de joelhos, com as mãos segurando a calça.

—Sinto muito. — Disse ela de novo, o que tinha que ser a quinquagésima vez. — Eu sinto muito, eu só… Eu não posso. É a única coisa que eu tenho. Você entende? É a única coisa que eu tenho.

Sua virgindade.
Ele ainda não tinha pensado nisso. Que tipo de homem era ele?

—Sinto muito. — Disse ele, e então ele quase riu do absurdo. Foi uma sinfonia de desculpas, desconfortável e totalmente dissonante.

—Não, não. — Ela se voltou, com a cabeça ainda balançando para frente e para trás. — Não deveria sentir. Eu não deveria ter permitindo que você, não deveria ter permitido a mim mesma. Sei bem disso, sei bem disso.

Ele também.
Com uma maldição murmurada ele desceu da cama, esquecendo-se que estava prendendo-a no lugar com o cobertor. Ela foi tropeçando e girando, tropeçando em seus próprios pés, até que caiu em uma poltrona perto, envolvendo o cobertor ao redor do corpo como uma toga.
Seria engraçado se não estivesse perto de explodir.

—Sinto muito. — Disse ela novamente.

—Pare de dizer isso. — Ele praticamente implorou. Sua voz estava exasperada, cheia de desespero que ela devia ter ouvido, pois ficou com a boca fechada, engolindo nervosa ao vê-lo puxar sua camisa.

—Tenho que partir para Londres, de qualquer maneira. — Disse ele, não que isso o tivesse impedido, se ela não tivesse feito nada.
Ela assentiu com a cabeça.

—Vamos discutir isso mais tarde. — Disse ele firmemente. Ele não tinha ideia do que dizia, mas iriam falar sobre isso. Não agora, com a casa inteira acordando ao seu redor.
A casa inteira. Bom Deus, ele realmente tinha perdido a cabeça. Em sua determinação de honrar e respeitar Hinata na noite anterior, ordenou que as criadas a colocassem no quarto de hóspedes, o melhor, na mesma ala, com o resto da família. Qualquer um poderia ter entrado. Sua mãe poderia ter visto. Ou pior, uma de suas primas mais jovens. Ele não podia imaginar o que teriam pensado. Pelo menos sua mãe saberia que ele não estava matando a governanta.
Hinata assentiu de novo, mas não olhou para ele. Uma pequena parte dele achava que isso era curioso, mas então outra parte, maior, prontamente esqueceu. Ele estava muito preocupado com os resultados dolorosos do desejo não satisfeito para pensar sobre o fato de que ela não olhava nos olhos dele quando assentiu.

—Vou procurá-la quando chegar à cidade. — Disse ele.

Ela disse algo, tão baixinho que ele não pode entender as palavras.

—O que?

—Eu disse. — Ela limpou a garganta. Em seguida, fez de novo. —Eu disse que não acho que seja sábio.

Ele olhou para ela.

—Gostaria que eu fingisse visitar minhas primas novamente?

—Não. Eu preferiria. — Ela virou-se, mas viu seus olhos brilharem com angústia, e talvez raiva, e então, finalmente, derrota. Quando olhou para trás, ela encontrou seu olhar diretamente, mas a faísca em sua expressão, o que tantas vezes o levou para ela… Parecia ter sumido.

—Eu preferiria. — Disse ela, com a voz tão cuidadosa que até parecia quase monótona. — Que você não me procurasse de qualquer forma.

Ele cruzou os braços.

—É mesmo?

—Sim.

Ele lutou por um momento, contra si mesmo. Finalmente, perguntou um pouco beligerante.

—Por causa disso?

Seus olhos foram atraídos para seu ombro, onde o cobertor escorregou, revelando um pequeno pedaço de pele rosa, suave na luz da manhã. Era quase uma polegada, mas naquele momento a queria tanto que mal podia falar.
Ele a queria.
Ela olhou para ele, seus olhos firmemente fixados em um ponto, em seguida, para baixo em seu ombro nu. Com um pequeno suspiro, puxou o cobertor.

—Eu. — Ela engoliu, talvez convocando sua coragem, então continuou. —Não vou mentir para você e dizer que não queria isso.

—Eu. — Ele cortou irritado. —Você me queria.

Ela fechou os olhos.

—Sim. — Ela finalmente disse. —Queria você.

Parte dele queria interrompe-la novamente, para lembrá-la de ela ainda o queria, que não era e nunca seria no passado.

—Mas não posso ter você. — Ela disse. —E por isso, você não pode me ter.

E então, para seu espanto completo, ele perguntou.

— E se eu me casar com você?

Hinata olhou para ele em choque. Então, olhou para ele com horror, porque ele parecia tão surpreso quanto ela, e ela tinha certeza de que se ele pudesse ter de volta suas palavras, teria sido assim. Com pressa.
Mas à sua pergunta, ela não poderia pensar nisso como uma proposta no ar, e os dois se olharam imóveis, até que finalmente seus pés pareceram reconhecer que isso não era motivo de risada, e ela pulou, deslizando para trás até que ela conseguiu colocar a poltrona entre eles.

—Você não pode. — Ela deixou escapar. Com um olhar de não-me-diga-o-que-fazer, reagindo ao dito por ela, exigiu.

—Por que não?

—Você simplesmente não pode. — Ela disparou de volta, puxando o cobertor, que caiu novamente. —Você deve saber por que. Pelo amor de Deus, você é um conde. Você não pode se casar com uma ninguém. —Especialmente uma ninguém com um nome falso.

—Posso me casar com quem eu bem entender.

Oh, pelo amor de Deus. Agora ele parecia uma criança de três anos de idade que teve seu brinquedo arrebatado. Será que ele não entendia que ela não podia fazer isso? Ele podia se iludir, mas ela nunca seria tão ingênua.
Especialmente depois de sua conversa com Lady Kurenai na noite anterior.

—Você está sendo tolo. — Disse ela, puxando o condenado cobertor novamente. Querido Deus, era muito pouco querer ser livre? —E pouco prático. E, além disso, você não quer se casar comigo, você só quer me levar para a cama.

Ele afastou-se, visivelmente irritado com sua declaração. Mas ele não se contradisse.
Ela soltou um suspiro impaciente. Ela não teve a intenção de insultá-lo, e ele deve ter percebido isso.

—Não acho que seja sua intenção seduzir e abandonar. — Disse ela, porque não importava o quão furiosa ela estivesse, não poderia suportar sua crença de que ela achava que ele fosse um canalha. —Sei que tipo de homem você é e não é. Mas tampouco tinha a intenção de me propor casamento e eu certamente não aceitaria.

Seus olhos se estreitaram, mas não antes que ela visse o brilho perigoso.

—Quando foi que você chegou a conhecer minha mente melhor do que eu?

—Quando você parou de pensar. — Ela puxou o cobertor de novo, desta vez com tal violência que a cadeira caiu para frente e quase a derrubou. Hinata quase ficou nua.

—Aaargh! — Ela soltou tão frustrada que queria dar um soco em algo. Olhando para cima, viu Naruto ali, apenas observando-a, e quase gritou, estava tão irritada. Por causa dele, por causa de Toneri Otsutsuki, pelo maldito cobertor enredado em suas pernas. — Você pode ir?— Ela estalou. —Agora, antes que alguém entre.

Ele sorriu, mas não era nada parecido com os sorrisos que ela conhecia. Era frio e ele estava zombando, ao vê-lo em seu rosto rasgou seu coração.

—O que aconteceria, então? — Ele murmurou. —Você, vestindo nada além de um cobertor. Eu amarrotado.

—Ninguém insistiria em casamento. — Ela retrucou. —Isso eu posso te dizer. Você iria voltar à sua vida alegre e eu seria expulsa sem uma referência.

Ele olhou para ela com amargura.

—Suponho que você vai dizer que esse era o meu plano. Arruiná-la até que não tivesse escolha a não ser tornar-se minha amante.

—Não. — Ela disse secamente, porque ela não podia mentir para ele, não sobre isso. E então, em uma voz mais suave, ela acrescentou. —Nunca pensaria isso de você.

Ele ficou em silêncio, com os olhos observando-a atentamente. Ele estava sofrendo, ela podia ver isso. Ele não propôs casamento, não realmente, mas ainda assim de alguma forma ela conseguiu rejeitá-lo. E odiava fazê-lo sofrer. Odiou o olhar em seu rosto, a forma rígida de seus braços de lado, e mais do que tudo, odiou que tudo não seria nunca mais o mesmo. Não iriam se falar. Não iriam rir.
Eles não se beijariam.
Por que ela parou? Ela estava em seus braços, pele com pele e o queria. Ela o queria com um fogo que nunca sonhou ser possível. Queria levá-lo para dentro dela e queria amá-lo com seu corpo quando já o amava com o coração.
Ela o amava. Querido Deus.

—Hinata?

Ela não respondeu.
A testa de Naruto subiu com preocupação.

—Hinata, você está bem? Você ficou pálida.

Não estava bem. Não tinha certeza de que tudo ficaria bem novamente.

—Estou bem. — Disse ela.

—Hinata… — Agora ele parecia preocupado e estava caminhando em sua direção, se a tocasse, se a alcançasse, ela perderia sua resolução.

—Não. — Ela praticamente gritou, odiando a forma como a sua voz saiu do fundo de sua garganta. Doía. A palavra feria. Doía o pescoço, e doíam os ouvidos, e lhe doía também.
Mas ela tinha que fazer isso. —Por favor, não. — Disse ela. —Preciso que você me deixe em paz. Esta… Esta… — Ela lutou por uma palavra, ela não podia suportar chamá-lo de uma coisa. —Este sentimento entre nós… — Ela finalmente disse. —Nada pode vir dele. Você deve perceber isso. E se você se preocupa mesmo comigo, irá embora.

Mas ele não se moveu.

—Você deve sair agora. — Ela praticamente gritou, e soou como um animal ferido. Que era como estava, ela supunha.

Durante vários segundos mais ele ficou congelado, e então, finalmente, com uma voz tão baixa, ele disse.

—Estou indo embora, mas não por qualquer um dos motivos que você disse. Estou indo para Londres para resolver a questão com Danzou, e depois. — Disse ele com uma força maior. — Vamos conversar.

Silenciosamente, ela balançou a cabeça. Não podia fazer isso de novo. Era muito doloroso ouvi-lo contar histórias sobre finais felizes que nunca seriam para ela.
Ele caminhou até a porta.

—Vamos conversar. — Disse ele novamente.

Não foi até depois que ele a deixou que Hinata sussurrou.

— Não. Nós não vamos.


Notas Finais


E vocês acharam que ia ter hot né? Kkkkkj


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