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História Uma noite como esta - Capítulo 22


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Capítulo 22 - Capítulo XX


No dia seguinte, depois de conseguir com que Hinata se estabelecesse como convidada em sua casa, Naruto buscou lorde Toneri Otsutsuki. Como esperado, não foi difícil encontrar seu endereço. Ele morava em Marylebone, na residência de seu sogro, não muito longe de Portman. Naruto sabia quem era o Visconde Hagoromo, na verdade, Naruto esteve em Eton, junto com dois dos filhos de Hagoromo. A conexão não era muito profunda, mas a família saberia quem ele era. Se Otsutsuki não pensasse com a velocidade adequada, Naruto tinha toda a confiança de que uma conversa com seu sogro, que, sem dúvida, controlava o dinheiro, incluindo a escritura da casa sobre cujos passos Naruto agora estava subindo, iria funcionar.

Dentro de momentos, depois de bater na porta da frente, Naruto foi conduzido a uma sala de estar decorada em tons suaves de verde e ouro. Poucos minutos depois, uma mulher de sua idade entrou, e pode deduzir que fosse Lady Kaguya, a filha do visconde a qual Toneri Otsutsuki escolheu para se casar, em vez de Hinata.

– Meu senhor. – Lady Kaguya disse, oferecendo-lhe uma reverência elegante. Ela era muito bonita, com leves cachos louros e claros, pele de pêssego e creme. Ela não podia se comparar a beleza dramática de Hinata, mas, poucos podiam. E Naruro fosse, talvez, um pouco tendencioso.

– Lady Kaguya. – Disse ele em resposta. Ela pareceu surpresa com sua presença, e mais do que um pouco curiosa. Seu pai era um visconde, por isso ela deveria ser usada para receber visitantes de alto nível, mas, ao mesmo tempo, ele imaginou que se passou algum tempo desde que um conde apareceu em sua própria casa, especialmente se apenas recentemente seu marido houvesse se tornado um baronete.

– Eu vim visitar seu marido. – Naruto disse a ela.

–Temo que ele não esteja em casa agora. – Disse ela. – Há algo com que eu possa ajudá-lo? Surpreende-me que meu marido não mencionasse a ligação entre vocês.

– Nós não fomos formalmente apresentados. – Explicou Naruto.

Parecia não haver razão para fingir o contrário; Otsutsuki entenderia quando voltasse para casa e sua esposa mencionasse que o Conde de Uzumaki foi visitá-lo.

– Oh, sinto muito. – Disse ela, não que houvesse qualquer coisa pela qual se desculpar. Mas ela parecia ser o tipo de mulher que dizia eu sinto muito, sempre que não sabia mais o que dizer. – Posso ajudá-lo em algo? Oh, sinto muito, já perguntei isso, não foi? -Ela apontou para uma área de estar. –Gostaria de se sentar? Posso pedir chá imediatamente.

–Não, obrigado. - Disse Naruto. Foi um esforço manter seus modos educados, mas sabia que esta mulher não tinha qualquer culpa pelo que aconteceu com Hinata. Provavelmente nunca ouviu falar dela.

Ele limpou a garganta.

–Você sabe quando seu marido é esperado de volta?

–Acho que não irá demorar muito tempo. – Respondeu ela. –Você gostaria de esperar?

Não muito, mas Naruto não viu outra alternativa, por isso ele agradeceu e sentou-se. O chá foi levado, e a conversa continuou, intercalada com pausas longas e olhares indisfarçáveis no relógio. Ele tentou se distrair pensando em Hinata, e no que ela devia estar fazendo naquele exato momento.

Enquanto ele estava tomando chá, ela estaria olhando as roupas emprestadas por Sakura. Enquanto estava tocando seus dedos impacientemente contra o joelho, ela estaria sentada com sua mãe, que tinha para seu grande orgulho e alívio, nem piscado quando ele anunciou que planejava se casar com a Senhorita Wynter, e oh, a propósito, ela iria ficar na casa Uzumaki como hóspede, já que ela não poderia continuar como governanta para os Sarotobis.

–Lorde Uzumaki?

Ele olhou para cima. Lady Kaguya tinha a cabeça inclinada para o lado e estava piscando em expectativa. Ela claramente lhe fez uma pergunta que não tinha ouvido. Felizmente, ela era o tipo de mulher em que as boas maneiras haviam sido enraizada desde o nascimento, e por isso ela não chamou sua atenção a seu lapso, só disse (e, presumivelmente, repetiu).

– Deve estar muito animado com o casamento de sua irmã. –No seu olhar em branco, ela acrescentou. – Eu li sobre isso no jornal, e, claro, participei dos encantadores musicais de sua família, quando estive em minha temporada.

Naruto perguntou se isso significava que ela não estava mais recebendo convites. Ele esperava que sim. O pensamento Toneri Otsutsuki sentado em sua casa fez a sua pele rastejar.

Ele limpou a garganta, tentando manter sua expressão agradável.

– Sim, muito. Lorde Uchiha tem sido um grande amigo desde a infância.

– Como é agradável para você, então, que ele agora seja seu irmão.

Ela sorriu, e Naruto foi atingido por uma pequena seta de inquietação. Lady Kaguya parecia ser uma mulher agradável, alguém com quem sua irmã ou Hinata poderiam fazer amizade se não fosse o fato de estar casada com Lorde Toneri.

Ela era inocente de tudo, e estava casada com um canalha, que ele queria derrubar completamente.

–Ele está na minha casa agora. – Naruto disse, tentando amenizar sua inquietude, oferecendo uma conversa um pouco mais charmosa. –Acredito que ele foi arrastado para ajudar a planejar o casamento.

-Oh, que adorável.

Ele deu-lhe um aceno de cabeça, usando a oportunidade de jogar o jogo do que-deveria-Hinata-Estar-Fazendo-Agora? Esperava que ela estivesse com o resto de sua família, oferecendo sua opinião sobre o lavanda-azul e azul-lavanda e flores e laço e tudo o mais que fosse necessário para uma festa de família.

Ela merecia uma família. Depois de oito anos, merecia se sentir como se pertencesse.

Naruto olhou para o relógio novamente, tentando ser um pouco mais discreto. Ele estava ali há uma hora e meia. Certamente Lady Kaguya estava ficando inquieta. Ninguém permanecia em uma sala de estar por uma hora e meia, à espera de que alguém voltasse para casa. Ambos sabiam que o decoro exigia que oferecesse seu cartão e partisse.

Mas Naruto não se mexeu. Lady Kaguya sorriu sem jeito.

– Na verdade, não acho que Lorde Toneri tenha ido tão longe. Não posso imaginar o que o mantém.

– Para onde ele foi?– Naruto perguntou. Era uma pergunta intrusiva, mas depois de noventa minutos de conversa, já não parecia importunar.

–Acredito que ele visita um médico. – Disse Lady Kaguya. –Para sua cicatriz, você sabe. – Ela olhou para cima. –Oh, você disse que não foram apresentados. Ele tem... – Ela apontou para o rosto com uma expressão triste. – Ele tem uma cicatriz. Foi um acidente de cavalo, pouco antes de nos casarmos. Acho que o faz parecer arrojado, mas ele está sempre tentando minimizar.

Inquietantemente algo começou a turvar na boca do estômago de Naruto.

-Ele foi ver um médico. 

Questionou

– Bem, acho que sim. – Lady Kaguya respondeu. – Quando ele saiu esta manhã, disse que iria ver alguém sobre sua cicatriz. Pensei que fosse um médico. Quem mais poderia ver?

Hinata.

Naruto levantou-se tão rapidamente que quase derrubou o bule sobre a mesa.

– Lorde Uzumaki? – Lady Kaguya perguntou, sua voz em alarme. Ela levantou-se também, correndo atrás dele enquanto ele caminhava para a porta.

– Há algo de errado?

– Desculpe-me. –Disse ele. Ele não tinha tempo para delicadezas. Ele já sentou ali por noventa minutos, e só Deus sabia o que estava planejando Otsutsuki.

Ou já tivesse feito.

–Posso ajudá-lo em alguma forma? -–Ela perguntou, correndo atrás dele até a porta da frente. –Talvez possa transmitir uma mensagem para o meu marido?

Naruto virou.

–Sim. – Disse ele e não reconheceu sua própria voz. Terror o deixou instável; a raiva estava forte. –Você pode dizer a ele que, se ele tocar em um fio de cabelo da minha noiva, vou pessoalmente encontrá-lo e tirar seu fígado através de sua boca.

Lady Kaguya ficou muito pálida.

–Você entendeu?

Ela assentiu insegura.

Naruto olhou para ela. Ela estava apavorada, mas não era nada comparado ao que Hinata estaria sentindo se estivesse agora nas garras de Toneri Otsutsuki. Ele deu mais um passo em direção à porta, e então parou.

–Só mais uma coisa. – Disse ele. – Se ele chegar em casa hoje à noite vivo, eu sugiro que tenha uma conversa com ele sobre o seu futuro aqui na Inglaterra. Pode achar a vida mais confortável em outro continente. Bom dia, Senhora Kaguya.

– Bom dia. – Disse ela. Então, desmaiou.



– Hinata! –Naruto gritou enquanto corria para a sala da frente de Casa Uzumaki. – Hinata!

Poole, o mordomo de longa data da Casa Uzumaki, materializou-se como que do nada.

– Onde está à senhorita Wynter?- Naruto perguntou, lutando para respirar.

Sua carruagem parou no trânsito e ele correu os últimos minutos da viagem, rasgando as ruas como um louco. Foi uma maravilha ele não ter sido atropelado por uma carruage.

Sua mãe saiu da sala, seguida por Sakura e Sasuke.

– O que está acontecendo? –Perguntou ela. –Naruto, o que na terra...

– Onde está à senhorita Wynter? – Ele ofegou.

– Ela saiu. – Disse sua mãe.

–Ela saiu? – por que diabos ela faria isso? sabia que era para permanecer em casa até que ele voltasse.

– Bem, isso foi o que entendi. – Lady Kushina olhou para o mordomo em busca de ajuda. –Não estava aqui.-

– A senhorita Wynter recebeu um visitante. – Disse Poole. – Lorde Toneri Otsutsuki. ela saiu com ele há uma hora. talvez duas.

Naruto se virou para ele com horror.

– O que?

– Ela não parecia se importar com sua visita. –Poole começou.

– Bem, então por que diabos ela iria...

– Ele estava com Lady Himawari.

Naruto parou de respirar.

– Naruto? –sua mãe disse com preocupação crescente. – O que está acontecendo?

– Lady Himawari? – Naruto repetiu, ainda olhando para Poole.

– Quem é lorde Toneri Otsutsuki? – Sakura perguntou. ela olhou para Sasike, mas ele balançou a cabeça.

– Ela estava em sua carruagem. – Disse Poole a Naruto.

– Himawari?

Poole assentiu.

– E a senhorita Wynter disse algo sobre isso?

– Não sei milorde. – O mordomo disse. – Ela não confia em mim, mas ela saiu para a calçada com ele e entrou na carruagem. pareceu entrar por vontade própria.

– Droga! – Amaldiçoou Naruto.

– Naruto. –Disse Sasuke, sua voz uma rocha sólida e estável em uma sala que estava girando. – O que está acontecendo?

Naruto contou à sua mãe sobre o passado de Hinata naquela manhã, agora contaria todo o resto.

O sangue sumiu do rosto de lady Kushina, e quando agarrou a mão de Naruto, sentiu como se houvesse uma garra em pânico.

– Temos de ir dizer a Kurenai. – Disse ela, mal conseguindo falar.

Naruto balançou a cabeça lentamente, tentando pensar. Como tinha chegado Toneri a Himawari? E onde iria ele...

– Naruto! – Sua mãe quase gritou. – Temos de dizer a Kurenai agora! Esse louco tem a sua filha!

Naruto puxou a atenção.

– Sim. – Disse ele. – Sim.

– Vou também. – Disse Sasuke. Ele se virou para Sakura. – Você vai ficar? Alguém tem que permanecer aqui no caso da senhorita Wynter voltar.

Sakura assentiu.

– Vamos. -– Disse Naruto. Eles correram para fora da casa, Lady Kushina sequer se preocupou em vestir um casaco. A carruagem que Naruto havia abandonado cinco minutos antes, tinha chegado, e por isso ele colocou a mãe para dentro com Sasuke e saiu a pé. Era apenas um quarto de milha, e se as estradas ainda estivessem cheias pelo tráfego, poderia chegar a casa Sarotobi mais rápido a pé. Ele chegou momentos à frente da carruagem, respirando com dificuldade, quando correu até Sarotobi. Bateu a aldrava três vezes e foi estendendo a mão para a quarta quando Granby abriu a porta, ficando rapidamente de lado, quando Naruto praticamente caiu dentro da sala.

– Himawari. – Ele engasgou.

– Ela não está aqui. – Granby disse a ele.

– Eu sei. Você sabe onde?

– Kurenai! –a mãe de Naruto chamou, puxando a saia bem acima de seus tornozelos enquanto subia os degraus. Ela se virou para Granby com olhos selvagens.

-Onde está Kurenai?

Granby apontou para a parte de trás da casa.

-Acredito que ela está vendo sua correspondência. No...

-Estou bem aqui. - Lady Kurenai disse, correndo para fora da sala. -Meu Deus, o que está acontecendo? Kushina, você parece...

-É Himawari. - Naruto disse severamente. -Achamos que ela pode ter sido raptada.

-O que?- Lady Sarotobi olhou para ele, e depois para sua mãe, e, finalmente, para Sasuke, que estava de pé silenciosamente na porta. -Não, isso não pode ser. - Ela disse, parecendo muito mais confusa do que preocupada. -Ela apenas... - Ela virou-se para Granby. -Ela não estava passeando com a babá Chiyo?

-Elas ainda não voltaram, milady.

-Mas, certamente, não saíram para causar preocupação. A babá Chiyo não se move muito rápido, por isso vai levar algum tempo para chegar da volta ao parque.

Naruto trocou um olhar sombrio com Sasuke antes de dizer a Granby.

-Alguém precisa conferir isso.

O mordomo assentiu.

-Tia Kurenai. - Naruto começou, e então relatou os acontecimentos da tarde. Ele deu-lhe apenas uma brevíssima história sobre Hinata; haveria tempo para isso depois. Mas não demorou muito para contar a ela o suficiente para que seu rosto ficasse pálido.

-Este homem... - Ela disse, sua voz tremendo de terror. -Este louco...

Você acha que ele tem Himawari?

-Hinata nunca teria ido com ele de outra forma.

-Oh, pelos céus. - Lady Kurenai balançou e ficou instável em seus pés. Naruto rapidamente ajudou-a a sentar-se em uma cadeira. -O que vamos fazer? - Ela perguntou a ele. -Como podemos encontrá-los?

-Vou voltar a casa de Otsutsuki. - Ele disse. -É a única...

-Himawari!- Lady Kurenai gritou.

Naruto se virou a tempo de ver Himawari entrando na sala e atirando-se nos braços de sua mãe. Ela estava empoeirada e suja, seu vestido estava rasgado.

Mas não parecia ter sido ferida, pelo menos não deliberadamente.

-Oh, minha querida. - Lady Kurenai soluçava, segurando Himawari com mãos frenéticas. -O que aconteceu? Oh, meu Deus, você foi ferida? -Ela tocou os braços e os ombros, e então, finalmente, cobriu o rosto pequeno com beijos.

-Tia Kurenai?- Naruto disse, tentando manter a urgência de sua voz. -Sinto muito, mas eu realmente preciso falar com Kurenai.

Lady Kurenai virou-se para ele com olhos furiosos, protegendo sua filha com seu corpo.

-Não agora. - Ela rosnou. -Ela passou por um susto. Ela precisa tomar banho e comer, e...

-Ela é minha única esperança.

-Ela é uma criança!

-E Hinata pode morrer!- Ele quase gritou.

A sala ficou em silêncio, e por trás de sua tia, Naruto ouviu a voz de Himawari.

-Ele tem a senhorita Hinata.

-Himawari. - Disse ele, pegando suas mãos e puxando-a para um banco. -Por favor, você precisa me contar tudo. O que aconteceu?

Himawari tomou algumas respirações profundas e olhou para sua mãe, que lhe deu um aceno de aprovação concisa.

-Eu estava no parque. - Ela disse. - E a babá adormeceu no banco. Ela faz isso quase todos os dias. -Ela olhou de volta para a mãe. -Sinto muito, mamãe. Eu deveria ter dito, mas ela está ficando tão velha e está cansada, acho que é um longo caminho para ela, andar no parque.

-Está tudo bem, Himawari. - Naruto disse, tentando manter a urgência de sua voz. -Basta dizer-nos o que aconteceu a seguir.

-Eu não estava prestando atenção. Estava jogando um dos meus jogos de unicórnio. - Explicou ela e olhou para Naruto, pensando que ele iria entender. -Galopei bastante longe de onde a babá estava. - Ela virou-se para sua mãe, sua expressão sincera. -Mas ela ainda teria sido capaz de me ver. Se ela estivesse acordada.

-E depois?- Naruto insistiu.

Himawari olhou para ele com a expressão confusa.

-Eu não sei. Eu olhei para cima, ela foi embora. Não sei o que aconteceu. Chamei por ela várias vezes, e então fui até a lagoa onde ela gosta de alimentar os patos, mas ela não estava lá, e então...

Ela começou a tremer incontrolavelmente.

-Isso é o suficiente. - Disse Lady Kurenai, mas Naruto lançou lhe um olhar suplicante. Ele sabia o que isso fazia com Himawari, mas tinha que ser feito.

E, certamente, sua tia iria perceber que Himawari ficaria muito pior se Hinata fosse morta.

-O que aconteceu depois?- Naruto perguntou gentilmente. Himawari engoliu convulsivamente e abraçou seu pequeno corpo.

-Alguém me agarrou. E ele colocou algo em minha boca com gosto horrível, e a próxima coisa que eu vi foi que estava em uma carruagem.

Naruto trocou um olhar preocupado com sua mãe. Próximo a ela, Lady Kurenai tinha começado a chorar silenciosamente.

-Foi provavelmente láudano. - Disse ele à Himawari. -Foi muito, muito errado alguém forçá-lo em você, mas não vai te machucar.

Ela assentiu com a cabeça.

-Eu me senti engraçada, mas não estou agora.

-Quando você viu a Senhorita Hinata?

-Nós fomos para sua casa. Eu queria sair, mas o homem. -Ela olhou para Naruto como se só naquele momento se lembrasse de algo muito importante. -Ele tinha uma cicatriz. Uma realmente grande. No seu lado direito do rosto.

-Eu sei. - Ele disse suavemente.

Ela olhou para ele com os olhos enormes, curiosos, mas não questionou.

-Eu não conseguia sair da carruagem. - Disse ela. -Ele disse que iria prejudicar a Senhorita Hinata se eu saísse. E fez seu cocheiro me vigiar, ele não parecia muito agradável.

Naruto ignorou sua raiva. Tinha que haver um lugar especial no inferno para pessoas que machucavam crianças. Mas ele conseguiu manter a calma quando disse.

-E então a Senhorita Hinata saiu?

Himawari concordou.

-Ela estava muito zangada.

-Tenho certeza que ela estava.

-Ela gritou com ele, e ele gritou com ela, e eu não entendi muito do que eles estavam falando, exceto que ela estava muito, muito brava com ele por me ter na carrugaem.

-Ela estava tentando protegê-la. - Disse Naruto.

-Eu sei. - Himawari disse suavemente. -Mas... Eu acho... Acho que ela poderia ter sido a responsável por causar sua cicatriz. -Ela olhou para a mãe com uma expressão torturada. -Não acho que a Senhorita Hinata teria feito algo assim, mas ele continuou a falar sobre isso e estava tão zangado com ela.

-Foi há muito tempo atrás. - Disse Naruto. -A Senhorita Hinata se defendeu.

-Por quê?- Himawari sussurrou.

-Não importa. - Disse ele firmemente. -O que importa é o que aconteceu hoje, e o que podemos fazer para salvá-la. Você foi muito corajosa. Como conseguiu ir embora?

-A Senhorita Hinata me empurrou da carruagem.

-O que?- Lady Kurenai gritou, mas Lady Kushina a conteve quando ela tentou correr para frente.

-Ele não estava indo muito rápido. - Disse Himawari à sua mãe. -Só doeu um pouco quando eu bati no chão. A Senhorita Hinata sussurrou-me para me enrolar como uma bola antes de bater no chão.

-Oh, meu Deus. - Lady Kurenai soluçou. -Oh, meu bebê.

-Estou bem, mamãe. - Disse Himawari, e Naruto ficou surpreso com sua resistência. Ela foi sequestrada e em seguida, jogada de uma carruagem, e agora estava confortando a mãe. -Eu acho que a Senhorita Hinata escolheu o local para fazer isso, porque eu não estava muito longe de casa.

-Onde?- Naruto perguntou com urgência. -Onde você estava exatamente?

Himawari piscou.

-Em Crescent Park. No final.

Lady Kurenai ofegou em meio às lágrimas.

-Você veio toda a distância sozinha?

-Não é muito, mamãe.

-Mas é todo o caminho por Mary lebone!- Lady Kurenai virou-se para Lady Kushina. -Ela percorreu todo o caminho por Marylebone sozinha. É apenas uma criança!

-Himawari. - Naruto pediu urgência. -Tenho que perguntar. Você tem alguma ideia de onde Lorde Toneri possa ter levado a Senhorita Hinata?

Himawari balançou a cabeça, e seus lábios tremeram.

-Não estava prestando atenção. Estava com muito medo e na maioria das vezes, eles estavam gritando um com o outro, e então ele bateu na Senhorita Hinata.

Naruto teve que se esforçar para respirar.

-E então eu fiquei ainda mais chateada, mas ele disse. - Himawari ergueu os olhos rapidamente, os olhos arregalados de excitação. -Lembro-me de umacoisa. Ele mencionou a Heath.

-Hampstead. - Disse Naruto.

-Sim, acho que sim. Ele não disse, especificamente, mas nós estávamos caminhando nessa direção, não estávamos?

-Se estavam em Crescent Park, sim.

-Ele também disse algo sobre arranjar um quarto.

-Um quarto?- Naruto ecoou. Himawari assentiu vigorosamente.

Sasuke que esteve em silêncio durante todo o interrogatório, limpou a garganta.

-Ele pode estar levando-a para uma estalagem.

Naruto olhou para ele, deu um aceno de cabeça, em seguida, virou-se para sua prima mais nova.

-Himawari, você acha que pode reconhecer a carruagem?

-Eu posso. - Disse ela, com os olhos arregalados. -Realmente posso fazer isso.

-Oh, não!- Lady Kurenai trovejou. -Ela não vai com você para procurar um louco.

-Eu não tenho outra escolha. - Naruto disse a ela.

-Mamãe, eu quero ajudar. - Himawari implorou. -Por favor, eu amo a Senhorita Hinata.

-Eu também. - Naruto disse suavemente.

-Eu vou com você. - Disse Sasuke, e Naruto lançou lhe um olhar de gratidão profunda.

-Não!- Lady Kurenai protestou. -Isso é loucura. O que você acha que vai fazer? Deixo-a ir com você como se fosse passear em algum lugar? Sinto muito, não posso permitir.

-Ele pode levar escoltas. - A mãe de Naruto interrompeu. Lady Kurenai se virou para ela em choque.

-Kushina?

-Eu sou uma mãe, também. - Lady Kushina disse. -E se acontecer alguma coisa com a Senhorita Hinata... - Sua voz caiu para um sussurro. -Meu filho vai se romper.

-Você quer que eu troque minha filha pelo seu?

-Não! - Lady Kushina pegou as duas mãos de sua cunhada ferozmente na sua. -Nunca faria isso. Você sabe disso, Kurenai. Mas se fizermos isso corretamente, não acho que Himawari vá estar em perigo.

-Não. - Disse Lady Kurenai. -Não, não posso concordar. Não vou arriscar a vida da minha filha.

-Ela não vai deixar a carruagem. - Disse Naruto. -Você pode vir também. E então... viu-o em seu rosto... Ela estava começando a ceder.

Ele pegou a mão dela.

-Por favor, tia Kurenai.

Ela engoliu em seco, a garganta segurando um soluço. E então, finalmente, concordou.

Naruto quase caiu de alívio. Ele não tinha encontrado Hinata ainda, mas Himawari era sua única esperança, e se sua tia a proibisse de acompanhá-lo a Hampstead, tudo estaria perdido.

-Não há tempo a perder. - Disse Naruto. Ele virou-se para sua tia. -Há espaço para quatro em minha carruagem. Quão rápido você pode conseguir uma preparada para partir? Vamos precisar de assentos para cinco no retorno.

-Não. - Disse a tia. -Vamos levar nossa carruagem. Ela acomoda seis, mas o mais importante, vai apoiar as escoltas. Não vou permitir que você deixe minha filha chegar perto desse louco sem guardas armados na carruagem.

-Como quiser. - Disse Naruto. Ele não podia discutir. Se ele tivesse uma filha, seria tão ferozmente protetor.

Sua tia virou-se para um dos lacaios que era testemunha de toda a cena.

-Traga a carruagem imediatamente.

-Sim, milady. - Disse ele, antes de correr.

-Agora haverá espaço para mim. - Lady Kushina anunciou. Naruto olhou para a mãe.

-A senhora vem também?

-Minha futura nora está em perigo. Gostaria de me ter em outro lugar?

-Tudo bem. - Naruto concordou, porque não havia muito sentido em discutir. Se era seguro o suficiente para Himawari, era certamente suficientemente seguro para sua mãe. Ainda... -Você não vai entrar. - Disse ele severamente.

-Eu não sonharia com isso. Eu tenho habilidades, mas elas não incluem uma luta de armas com um louco. Tenho certeza de que só iria ficar no caminho.

Quando eles correram para fora para esperar o transporte, no entanto, uma carruagem virou a esquina da praça em rápida velocidade. Foi apenas devido à habilidade do motorista Sai Prentice que Naruto percebeu, com choque, que não tombou.

-O que diabos?- Naruto avançou e tomou as rédeas que Sai desajeitadamente abaixou.

-Seu mordomo me disse que você estava aqui. - Disse Sai. -Estava procurando por você todos os dias.

-Ele foi lá em casa mais cedo. - Disse sua mãe. -Antes de a Senhorita Hinata sumir. Ela alegou não saber onde você foi.

-O que está acontecendo?- Naruto perguntou a Sai. Seu amigo, cujo rosto era normalmente uma máscara de emoção, estava apertado com preocupação.

Sai lhe entregou um pedaço de papel.

-Eu recebi isso.

Naruto rapidamente leu à missiva. A caligrafia era limpa e arrumada, com uma masculinidade angular nas letras. Temos um inimigo em comum, leu, em seguida, deu instruções de como deixar uma resposta em uma casa postal em Marylebone.

-Toneri. - Naruto disse baixinho.

-Então você sabe quem escreveu isso?- Sai perguntou.

Naruto concordou. Toneri Otsutsuki provavelmente não sabia que Sai e ele não eram, e nunca foram inimigos. Mas havia fofocas suficientes que poderiam levar alguém a chegar a essa conclusão.

Ele rapidamente relatou os acontecimentos do dia a Sai, que olhou para o transporte Sarotobi e disse.

- Você tem espaço para mais um.

-Não é necessário. - Disse Naruto.

-Eu vou. - Afirmou Sai. -Posso não ser capaz de brigar, mas tenho uma excelente pontaria.

Com isso, tanto Naruto como Sasuke giraram a cabeça para ele, incrédulos.

-Quando estou sóbrio. - Sai esclareceu, tendo a graça de corar. Um pouco. Naruto duvidava que suas bochechas ficassem mais vermelhas do que isso. -Então eu vou. - Sai acrescentou, obviamente, sentindo a necessidade de deixar isso claro.

-Entre. - Disse Naruto, balançando a cabeça em direção a carruagem. Ele ficou surpreso por Sai não ter notado.

-Vamos colocar Lady Himawari no colo de sua mãe, a caminho de casa para dar espaço para a Senhorita Hinata. - Sai disse. Sem importar, Sai avisou.

-Vamos. - Disse Sasuke. As senhoras já estavam no carro, e Sasuke tinha um pé no degrau. 

Era um grupo estranho de resgate, mas como o cocheiro fugiu, quatro lacaios armados serviam como escoltas, Naruto não podia deixar de pensar em como sua família era maravilhosa. A única coisa que poderia fazer melhor seria Hinata, a seu lado, e com o seu nome.

Ele só podia rezar para que eles chegassem a Hampstead a tempo.


Notas Finais


Eu realmente amo a forma como as coisas acontecem daqui em diante, os dois próximos capítulos são os meus preferidos espero que estejam gostando 💜


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