História Uma Noite de Prazer - Clace - Capítulo 15


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Categorias Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Jocelyn Fairchild, Magnus Bane, Sebastian Verlac (Jonathan Christopher Morgenstern), Simon Lewis, Valentim Morgenstern
Tags Clace, Clary, Jace, Malec, Sizzy
Visualizações 109
Palavras 1.371
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá espero que todos estejam bem, essa capitulo ta meio parado peço desculpas.

Capítulo 15 - Capítulo 15


Joan entrou na sala de Clary e entregou-lhe a correspondência do dia.

 


— Acabou de chegar — ela informou.

 


— Obrigada, Joan. — Sorriu para a assistente de gerência. Uma semana se passara desde a demissão de James, e tinham contratado uma vendedora para substituí-lo.

 

— Como a nova funcionária está se saindo no treinamento?

 


— Muito bem. Sara aprende rápido.


— Que bom. — Clary queria conversar com sua assistente e aquele momento parecia o mais indicado.

 

 — Joan... o que você me diz de assumir o cargo de gerente executiva desta loja?
 

 

Joan surpreendeu-se com a pergunta, mas seus olhos brilha­ram com velado interesse.

 


— Desculpe... eu não entendi.

 


— Eu vou explicar. Sente-se, por favor. — Clary esperou-a acomodar-se na cadeira de frente para ela.

 

— Estou pensando seriamente em mudar-me para San Francisco e fixar residência lá. Continuarei me dividindo entre as lojas de San Francisco, Nova York e Chicago. Mas, nesse caso, esta butique precisará de um gerente executivo para cuidar da contabilidade, do es­toque, dos pedidos, enfim, para fazer tudo o que eu faço agora. Você é a minha primeira opção.

 


— Minha Nossa! — Joan exclamou.

 

— Sinto-me tão lisonjeada!

 


—Você merece, e espero que pense na minha proposta. — Reclinando-se na poltrona, Clary deu mais detalhes do cargo.

 


—Claro, com a nova função, sua carga horária excederá as trinta horas semanais que você trabalha agora. Em compensa­ção, terá um aumento de salário por conta da promoção.

 


— Estou muito entusiasmada com a sua proposta, Clarissa, mas eu gostaria de um algum tempo para pensar e conversar com meu marido antes de dar uma resposta definitiva.

 


-— Perfeitamente, Joan. Pense bem a respeito.

 


A assistente saiu da sala, e Clary começou a verificar a cor­respondência. Separou um envelope branco endereçado à bu­tique, mas aos cuidados dela, com as palavras PARTICULAR E CONFIDENCIAL em letras garrafais.

 

No verso do envelope, não constava nome nem endereço do remetente.
Curiosa, Clary abriu-o e leu a mensagem escrita numa folha de papel:

 


Eu sei o que você está fazendo. Se for à polícia, vai se arrepender.
Clary sentiu enjôo de estômago, e uma terrível sensação de déjà vu envolveu-a, levando-a a retroceder três anos, quando recebera uma ameaça semelhante. Na época, reunindo toda sua coragem, ela contara tudo aos pais sobre a chantagem de Sebastian. Enfrentara o constrangimento de ver seu pai pagando ao ex-namorado uma quantia fabulosa em troca dos negativos das fotografias que ele tirara dela.

 


Mesmo sem haver assinatura, ela não tinha dúvidas de que o autor da ameaça era James, seu ex-funcionário. Estava claro que ele não pretendia saldar a dívida e nem ir para a cadeia, a menos que ela ignorasse a ameaça e registrasse queixa de furto. Porém não poderia esquecer que, obviamente, James possuía formações que poderia usar contra ela.

 


Clary não sabia o que fazer. Ir adiante, registrar queixa contra James e correr o risco de um novo escândalo? Já fora vítima de chantagem antes e sabia muito bem que os valores exigidos eram em geral muito altos. Era lastimável que a fortuna e o nome tradicional da família a transformassem num alvo fácil para pessoas inescrupulosas.

 


Eu sei o que você está fazendo.

 


Não havia nada de específico na frase, mas a insinuação maldosa nas palavras escolhidas provocava-lhe arrepios na es­pinha. James saberia sobre seu caso com Jace? E se sabia, como descobrira?

 


Em pânico, jogou a folha e o envelope no triturador de pa­péis, como se desintegrando o pedaço de papel pudesse destruir também o terrível pesadelo, como se nada tivesse acontecido. Mas não seria assim tão simples.

 

Chantagens e subornos não terminavam nunca. Pelo contrário, as ameaças e as exigências só aumentavam com o passar do tempo. Respirou fundo, tentando acalmar-se e pensar com clareza. Poderia ir adiante com a promessa de denunciar James, caso ele não pagasse seu débito com a butique, e enfrentar o risco de um escândalo. Ou, então, poderia ceder à chantagem dele e manter seu segredo a salvo.

 


A segunda opção era a mais tentadora, mas Evan estava acompanhando o caso e esperava que ela procurasse a polícia se James não pagasse a dívida dentro do prazo estipulado. Se ela liberasse James do pagamento ou se não o denunciasse à polícia, Evan desconfiaria e começaria a bombardeá-la com perguntas.

 

 E havia muitas coisas que Clary preferia guardar para si mesma.

 


Abominava a ideia de estar sob as ameaças e ordens de outra pessoa. Entretanto, não tinha ideia do caminho a seguir. Teria um mês para descobrir uma solução, para encontrar um modo de preservar sua reputação. Naquele ínterim, estava mais do que determinada a ficar bem longe de Jace para não dar a James, mesmo involuntariamente, mais informações para se­rem usadas contra ela.

 


Jace olhou para as três amostras de cerâmica expostas sobre o balcão.

 


—Qual a cor que você escolhe para o piso do café? — ele perguntou a Liz, esposa do primo Steve e proprietária do The Daily Grind Café.

 


Liz acariciou a barriga de oito meses de gravidez e contem­plou novamente as amostras.

 


— Eu pedi a opinião de Steve ontem à noite e ambos esco­lhemos a terracota.

 


— Ótima escolha. — Jace anotou a cor e o modelo da cerâmica no pedido.

 

 — Vou confirmar as medidas e agendar o início dos trabalhos para o final desta semana.

 


— Steve comentou que você vai começar a reforma do Hotel Morgenstern já na segunda-feira. Eu não quero atrapalhar seus planos.

 


— Não vai atrapalhar. Como vamos trocar o piso em apenas algumas áreas, e não no café inteiro, o serviço não levará mais do que dois ou três dias. Se for preciso, trabalharemos durante o final de semana.

 


Liz não parecia totalmente convencida.

 


— Tem certeza de que não vou lhe causar nenhum incon­veniente? — perguntou.

 


— De jeito nenhum — Jace garantiu, pegando a fita métrica presa no cós da calça jeans.

 

 — Receber um tratamento privi­legiado é uma das vantagens de pertencer à família. Portanto, aproveite.

 


— Obrigada, Jace. Eu me considero uma mulher felizarda por pertencer a uma família tão maravilhosa.

 


O sentimento era recíproco. Desde o momento em que a família Herondale conhecera Liz, na festa de aniversário do pai de Steve, no ano anterior, todos se encantaram por ela. Liz era bonita por dentro e por fora, além de generosa e prestativa.

 


Enquanto Liz atendia alguns clientes, Jace pegou a pran­cheta com o bloco de anotações e agachou-se para começar a medir o piso dentro do balcão principal. Sempre considerara o primo Steve um homem de sorte por ter encontrado uma mulher incrível que o completava de várias maneiras.

 

Uma que conseguira mudar a opinião de Steve sobre um segundo casamento.
Steve e Liz eram muito felizes, assim como seu outro primo, Eric, casado com Jill. Em breve, Adrian iria se casar com Chayse, a mulher que conseguira domar o mais rebelde dos homens da família Herondale. Jace sentia uma ponta de inveja dos primos, que haviam encontrado as mulheres certas que os fariam felizes para sempre.

 


Continuou a tirar as medidas. Estava com 33 anos, e a ideia de casar e ter filhos começava a tornar-se mais atraente com o passar do tempo. Mas se preocupava com sua falta de sorte com o sexo oposto. Primeiro com Elaine, depois com Clarissa, a mulher em quem ele encontrara todas as qualidades para casar e constituir família.

 


Infelizmente, ela não pensava da mesma forma. Clarissa demonstrara com clareza seus sentimentos quando ba­tera em sua porta na noite de sexta-feira. Ele ficara furioso e sentira-se um joguete nas mãos dela. Dera-lhe o que ela que­ria fisicamente, mas, sem dúvida, o relacionamento dos dois terminara com grande carga emocional. Seu ultimato acabara com todas as chances de continuarem o romance, justamente por causa da escolha de Clarissa. Ele pedira-lhe para ficar, mas ela se mostrara irredutível.

 


Se ao mesmo ele soubesse o que acontecera na vida dela para torná-la tão arredia e desconfiada! Por que tanto mistério? Com o pouco que sabia sobre Clarissa, jamais descobriria sua identidade. Para ele, ela seria sempre Apenas Clarissa.

 

 Ela não confiava nele o bastante para partilhar informações tão pes­soais. Sem confiança mútua, só restara mesmo o sexo, porém atração física não bastava para construir um relacionamento sólido. Jace aprendera a lição com Elaine e não pretendia re­petir aquele exercício de decepção e frustração com mulher nenhuma.

 


Ele queria tudo ou nada.


Notas Finais


Bom gente minha ideia nunca foi que essa fic tivesse muitos capítulos (no máximo 15), mas acabei ultrapassando muito kkkkkkkk, bom eu sei que para vocês ta bem cedo mas já tenho um "fim" planejado para a fic e não vai passar de 25 capítulos. ( eu sei beeeem longe da ideia inicial)
Mas como minha cabeça não para ja tenho mais uma em mente que também será CLACE e talvez se tudo der certo será minha primeira fic de época. Me desejem sorte!!!!
A muito obrigada de coração pelos 92 fav.
Bjos até o próximo


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