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História Uma Noite de Verão - Capítulo 9


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Notas do Autor


Volteiiiiiiiiiiiii.
Olá meus queridos.
aproveitem a história.

Capítulo 9 - Cap 8


Depois de chagarmos a estação cada um seguiu seu caminho. Cheguei em casa era quase 8 h minha irmã estava uma fera ficou reclamando por um grande período de tempo, quando eu tentava me explicar ela me cortava e continuava falando de como o dia dela foi cansativo e que ela estava morrendo de fome, ignorei metade do que ela disse e para compensar deixei que ela escolhesse o sabor da pizza. 

Enquanto ela faz o pedido subo para o meu quarto pego minha roupa e vou para o banheiro, tomo um banho rápido. Termino de me vestir e ouço a campainha, a pizza deve ter chego. Desço as escadas rapidamente esperando ver a pizza na mesa e minha irmã com um grande sorriso, mas não é bem isso que está acontecendo, minha irmã está discutindo em voz baixa com um garoto que aparenta ter a sua idade. 

-Vá embora Shin – ela tenta fechar a porta, mas ele a impede. 

-Não! Nós temos que conversar! - ele entra na nossa casa, parece estar furioso. 

-Que merda que está acontecendo aqui?! - eu termino de descer as escadas, os dois me encaram minha irmã está ofegando e assustada, enquanto o garoto está super estressado. 

-Nada! - ela fala encarando o garoto. 

O mesmo ajeita a postura e olha para mim. 

-Eu já vou indo – ele me dá as costas e vai em direção a minha irmã que está do lado da porta – Conversamos amanhã. 

Ele levanta a mão indo acariciar seu rosto, mas ela dá um tapa na mesma. Ele olha para sua mão e depois para ela dá um sorriso besta e saí da casa, Emi fecha a porta com força nós dois ficamos em silêncio por um tempo. 

-Quem é ele? - eu cruzo meus braços no peito, ela me encara com aqueles grandes olhos negros. 

-Não é ninguém – ela coloca uma mecha de seu cabelo atrás da orelha. 

-Não me parecia ninguém. 

Ela bufa e passa por mim. 

-Não enche – ela sobe a escada quase correndo. 

-Não enche? - vou atrás dela – Emi aquele garoto invadiu a nossa casa! 

Ela continua a me ignorar e vai para o seu quarto. 

-Isso é sério - ela tenta fechar a porta, mas eu não deixo. 

-Isso é problema meu – ela rosna na minha cara – Agora saia! 

Ela empurra a porta a fechando na minha cara, eu olho para os dois lados sem saber o que fazer. Alguém toca a campainha, quem pode ser agora?! Jogo meus braços para o alto e desço para atender a porta. 

-Boa noite - é o entregador – Aqui está sua pizza. 

-Ah sim – pego a caixa na mão - Espere só um pouco. 

Vou na cozinha e coloco a pizza no balcão  pego o dinheiro e o entrego ao moço. 

-Bom apetite. 

-Obrigado. 

Ele se vira enquanto eu fecho a porta, vou para a cozinha pego um prato e coloco uma fatia, é de pepperoni. Vou em direção ao quarto da Emi, bato delicadamente espero por um tempo, mas nada de resposta. 

-Emi, vem comer... - encosto meu rosto na porta pra tentar ouvir alguma coisa. 

-Vá embora – sua voz está um pouco roca. 

-Vem Emi – ela não responde - É seu sabor favorito. 

-Eu to sem fome. 

-Emi... 

-Só...vai embora – coloco minha testa contra a porta – Por favor... 

Sua voz suplicante me venceu, eu não posso força-la a falar de qualquer jeito. 

-Aqui tem uma fatia – coloco o prato no chão - Se você quiser. 

Sem resposta, suspiro e desço para a sala pego a pizza e me sento em frente à TV, toda essa situação só me deixou com mais fome ligo a Tv em algum canal aleatório e fico ali. Por que ela nunca me conta o que ela sente? Eu sou seu irmão, sempre a protegi e ela não parece ter nenhuma consideração por isso, isso me deixa furioso, pego mais um pedaço e o devoro, essas situações me deixam estressado. 

Olho para o relógio na parede já são 10 horas, passo a mão pelo meu rosto exausto já não bastava eu ter chorado na frente dele minha irmã ao que parece não confia em mim. 

Ouço um barulho na escada levanto meu olhar e lá está ela em seu pijama rosa de ursinhos com o rosto vermelho e os olhos inchados de tanto chorar. 

-Tem pizza? - ela pergunta enquanto desce os últimos degraus e vem em minha direção. 

Eu aponto para a caixa e me levanto indo para a cozinha, não quero ficar perto dela eu sei que é cruel, mas estou chateado com ela. Abro a geladeira procurando alguma coisa interessante. 

-Nii-san – ela me chama baixinho eu a ignoro – Você me faria um favor? 

-O que você quer? - deixo a voz neutra, eu tenho certeza que tinha sobrado pudim. 

-Se está procurando o pudim, eu comi. 

Paro bruscamente a minha busca, ninguém respeita meu pudim nessa casa! Bato a porta da geladeira e vou em direção as escadas. 

-Você está me ignorando? - eu paro com o pé no primeiro degrau – Que belo irmão você é - seu tom de voz é o mais puro deboche. 

-Emi – me viro em sua direção - Você não tem moral alguma para falar isso. 

Ela me olha ofendida. 

-Eu já disse que aquilo não é dá sua conta! - ela rosna isso e vem andando em minha direção. 

-Então acho que não temos nada para falar – continuo subindo. 

-O que há com você!? - ela vem atrás de mim – Por que está agindo assim? - ela segura o meu cotovelo me fazendo parar. 

Eu suspiro e olho em seus olhos. 

-Isso não te interessa – me solto dela e vou para o corredor. 

 -É isso? - sua voz está rouca, sinalizando que ela está segurando para não chorar. 

Eu paro na metade do corredor, fecho a minha mão e tento me acalmar. 

-Você não confia mais em mim? 

-O que você disse? - me viro em sua direção, ela parece assustada eu nunca me exalto – Eu NÃO confio mais em VOCÊ - vou em sua direção - Quem não confia em quem aqui é VOCÊ! - aponto para ela que está lutando para segurar as lágrimas - Você mente e eu te encubro, você faz merda e eu te defendo e o que eu recebo? - olho dentro de seus olhos – Nada! - eu rosno isso e me viro para o meu quarto. 

-Não é verdade – ela grita e corre para em alcançar - Tashi! Por favor, não - ela bloqueia meu caminho, seu rosto está todo manchado por lágrimas - Me desculpa – ela soluça e me abraça - Tashi me desculpa, eu não queria que você se sentisse assim. 

Eu olho para sua cabeça nunca a vi desse jeito, mas por algum motivo eu me sinto realizado toda a minha família nunca ligou para como eu me sentia em relação as coisas, e vendo agora minha irmã me pedindo desculpas é uma coisa realmente boa. Passo a mão por sua cabeça acalmando-a. 

-Está tudo bem – sussurro baixo - Está tudo bem. 

Ficamos assim por um tempo até que ela se acalme. 

-Está melhor? - acaricio sua cabeça. 

Ela faz que sim e funga. 

-Quer conversar? - ela demora um pouco para responder, mas por fim concorda - Então vai para o meu quarto, vou pegar uma coisa lá em baixo. 

Ela se separa de mim e dá um pequeno sorriso amarelo, vou até o andar de baixo pego a caixa e subo em direção ao meu quarto, abro a porta delicadamente ela está sentada na minha cama enrolada em meu cobertor, ela sempre faz isso quando está assustada. Me aproximo e deixo a caixa ao seu lado me sentando na minha cadeira. 

-Então...- ela pega um pedaço - Você vai se abrir comigo? 

Ela faz que sim e se encolhe colhe ainda mais no cobertor. 

-Quem era aquele garoto? 

Ela me olha com seus grandes olhos e suspira. 

-Seu nome Hashimoto Shin, ele estuda na mesma escola que eu – ela dá mais uma mordida - Nós temos alguns amigos em comum e acabamos ficando próximos, só que os nossos sentimentos em relação um ao outro são diferentes – ela suspira e pega outro pedaço - Eu o vejo somente como amigo e ele...bem... 

-Quer mais do que isso. 

Ela concorda e morde a pizza. 

-Ele perguntou se eu queria ir a um festival com ele, eu pensei que iriamos com amigos, mas ninguém foi apenas nós dois – ela olha para baixo – Ele acabou me beijando...eu não soube como reagir então eu fugi – levanto uma sobrancelha, ela nunca foge de nada – No dia seguinte eu o chamei para conversar e expliquei para ele como me sentia...ele meio que surtou então me afastei dele. Desde então ele tem me perseguido. 

-Quanto tempo? - me inclino para frente. 

-Um mês... 

Me levanto rapidamente fazendo a cadeira cair, UM MÊS. 

-Por que...por que não me contou? 

-Eu achei que ele iria parar depois de um tempo. 

-Mesmo assim! - começo a andar de um lado para o outro – Ele não bate bem da cabeça Emi – passo a mão pelo meu cabelo - Ele poderia ter te machucado! 

-Eu sei! - ela se ajoelha na cama – Mas eu não queria envolver você...não queria que você se preocupasse – ela volta a se encolher - Você já sofreu muito... 

Eu paro de andar e olho para ela, até ela percebeu. Suspiro e me sento ao seu lado a envolvendo em meus braços. 

-Não precisa se preocupar, eu estou bem - ela afunda sua cabeça em meu peito - Eu vou te ajudar Emi. 

-Eu sei que vai – o som sai abafado – Você é meu Nii-san. 


Notas Finais


Pobre Emi
Até outro dia.
BJS


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