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História Uma noite em Las Vegas - Jeon Jungkook - Capítulo 25


Escrita por: watermelons

Notas do Autor


oi gente, tudo bem? primeiramente, quero me desculpar porque semana passada não teve capítulo, me desculpem de verdade
e segundo, possa ser que o capítulo esteja meio confuso porque ele estava todo escrito mas não gostei e tive que fazer novamente, então é isso
boa leitura e desculpa qualquer erro ortográfico.

Capítulo 25 - XXV. Acho que amo você


Jungkook a olhou profundamente. Se era aquilo que ela queria saber, era aquilo que ele diria.


– Claro que não. – cruzou os braços contra o volante. 


– Não minta para mim. – estreitou os olhos.


Ouvir as palavras dela de que estava mentindo era pior do que qualquer outra coisa, ele nunca mentiria para ela.


– Eu nunca faria isso. – esbugalhou os olhos.


– Mentir ou matar? – arqueou as sobrancelhas. 


– Ambos. – revirou os olhos. – Você precisa confiar em mim.


– Não posso confiar em você depois do que fez. – quase gritou. – Achei que você fosse diferente e que essa história que tráfico e essas coisas em Las Vegas era tudo história inventada.


– Você acha que tenho cara de quem sai ameaçando pessoas e torturando? – perguntou sério. Ela ficou em silêncio. – Isso responde a pergunta.


– Você me esconde muitas coisas. – falou quase inaudível. 


– Eu sei. – piscou os olhos com força. – Me desculpe. 


– Jin me disse algumas coisas. – mordeu os lábios.  


– Coisas? Quê coisas? – perguntou.


– Que você era popular e algo assim, não entendi muito bem para falar a verdade. – suspirou suavemente.


Jungkook pareceu lembrar de alguma coisa que não lhe era muito feliz. Lembranças de um passado conturbado.


– É, talvez. – deu de ombros. 


– Me conta, tudo… – segurou a mão dele. 


Ele se assustou por um instante, ter ela ali, tão perto e lhe pedindo para se abrir, reconfortava o seu coração.


– Vamos para algum outro lugar. – balançou a cabeça.


– Suponho que não pode ser em algum lugar tão exposto assim. – ela diz.


– É, eu prefiro que não seja… – sussurrou. 


– Tudo bem. – virou o corpo para frente. – Conheço um lugar. 


_____ começou a explicar qual era o lugar, passando as coordenadas direitinho para Jungkook.


Ele começou a dirigir até lá, não fazia a mínima ideia de onde poderia ser, mas confiava nela.


Quando chegaram, prontamente desceram do carro e a moça foi andando na frente, já que sabia o caminho.


– Um bar? Sério? – ele perguntou desacreditado enquanto olhava a fachada do lugar.


Ela o puxou pelo braço, o lugar era bem movimentado. Diferente do que ele havia sugerido, a princípio. 


– Não é bem o que eu imaginava. – franziu o cenho. 


– Cala a boca e me segue. – continuou a puxar ele. 


Bastou ela só sorrir para o segurança e ele liberou uma passagem para eles. 


– Bem-vindo. – estende o braço, mostrando todo o local.


Era tipo um restaurante, só que mais privado. Não havia quase ninguém, muito diferente do bar por onde entraram. 


– Você tem um espaço vip? – ele perguntou.


– Não é meu, mas é um lugar que conheço. – mexeu no cabelo.


Procurou uma mesa mais afastada e se sentou. Esperou que Jungkook fizesse o mesmo, então ele se sentou em sua frente.


Ela pediu uma água e Jungkook também, não estava com a mínima vontade de beber.


– Pode contar. – bebeu um gole de água.


– Ok, tudo bem. – suspirou. – Prometa que não vai ficar diferente comigo depois.


– Certo… – murmurou.


Jungkook suspirou mais uma vez, contar tudo sobre o seu passado era um pouco difícil, mas ele iria dizer. Tudo. 


– Eu tinha 15 anos na época em que meu pai queria que eu assumisse a empresa dele. – começou dizendo. – Eu era muito jovem, não tinha ideia do que eram essas coisas de negócios.


E era verdade, Jungkook era tão ingênuo na época, não sabia nada desse mundo de marcas e todas essas papeladas.


– Mas ele não ligou, ele nunca ligou para essas coisas. Pensei que minha mãe ficaria ao meu lado, mas eu estava errado. – fechou os olhos por um momento. – Tive a sensação que eles só queriam um sucessor e não um filho.


– E você acha que foi isso? – perguntou num sussurro.


– Não acho, tenho certeza. – afirmou. – Então fiz o que era mais certo na época. Fugi.


– Você fugiu? – quase gritou. 


– Não literalmente. – ele riu. – Fugi das responsabilidades.


Ela assentiu com a cabeça e tomou mais um gole da sua água, estava ansiosa para ouvir toda a história.


– Eu tentei dar um jeito de me afastar, eu estava assustado. Acabei me inscrevendo num intercâmbio em Los Angeles, e passei. – mexeu os dedos.


_____ balançou a cabeça como se fosse um sinal para que continuasse a falar. 


– Então eu fui e passei um ano por lá. Um ano de muitas experiências e descobertas, por sinal. – disse.


Quando se lembrava dessas coisas, sua cabeça doía. Assombrava muito ele todas essas coisas.


– Em Los Angeles, conheci Hoseok, ele é o dono daquele hotel que você estava. Viramos amigos. – deu de ombros. – E ele me apresentou esse mundo de cassino e tudo mais. Íamos em Las Vegas sempre que podíamos, ele conhecia toda a área, e mesmo eu sendo menor de idade, me deixavam entrar por estar com ele.


– Então ele deveria ter sido seu sócio, não? – perguntou.


– O quê? O Hoseok? – riu. – Claro que não. Ele odeia essas coisas, prefere coisas mais sofisticadas. 


– Tipo hotéis? – arqueou as sobrancelhas.


– Tipo isso. – afirmou.


– Interessante. – disse. 


– Eu gostei muito, parecia ideal para o que eu gostaria de fazer, mas com certeza meus pais não iriam aceitar. – murmurou.


– E o que você fez? – colocou a mão no queixo.


– Coloquei minhas idéias para funcionarem. – riu.


Ela o olhava com profundidade, examinando cada extremidade do seu olhar.


– Voltei para a Coréia, disse para meu pai que não assumiria a empresa porque estava focado em outros negócios. – deu de ombros. – Na época ele achou que eu queria abrir minha própria empresa, e de fato eu abri. – gargalhou. – Não como ele queria, mas abri. Eu tinha 16 anos na época, era um moleque ainda


– Isso não é ilegal? – franziu as sobrancelhas.


– Sim, mas o cassino não estava no meu nome, estava no nome do Hoseok. – disse. – Foi como um acordo, ele ficava com a maior parte dos lucros, só até eu ter idade suficiente para passar o nome do lugar para o meu. 


A vida de Jungkook não era nada de como ela havia imaginado, parecia que tudo havia sido fácil demais e não fôra bem assim.


– Eu abri o cassino e consegui esconder por dois anos...meus pais souberam e tentaram fechar a todo custo. – diz. – Meu pai me acusou de usar máquinas que não eram legalizadas, a polícia acreditou porque ele deu uma boa quantia de dinheiro para eles.


– Sério? – fez uma careta. 


– Hum, sim. – suspirou. – Foram atrás de Hoseok e ele foi preso. Foi um baque para mim porque ele foi a pessoa que mais me ajudou por tanto tempo. Briguei com meus pais e falei nunca mais voltaria e foi quando viajei para Las Vegas para tentar tirar Hoseok da cadeia.


_____ escutava atentamente, e seu estômago embrulhava só de escutar as coisas que os pais de Jungkook fizeram só por causa de uma empresa.


– E eu consegui, Hoseok disse que a culpa não era minha mesmo eu me desculpando um milhão de vezes. Pude finalmente ficar perto do meu negócio e cuidar dele, o que me agradou bastante. – sorriu. – Mas não durou tanto tempo, um mês depois do meu aniversário de 19 anos, saíram manchetes sobre mim por todo o mundo.


– Manchetes? – arqueou as sobrancelhas.


 – Meu pai espalhou que eu havia roubado dinheiro da empresa para o cassino, claro que eram mais mentiras… mas acabaram acreditando. – revirou os olhos. – Por isso o Jin disse que fiquei bem popular. 


– Seu pai é insano. – disse boquiaberta.


– O pior de tudo é saber que minha mãe o apoia e isso nunca vai mudar, nunca mesmo. – mordeu os lábios.


– Mas o que você fez depois disso? – perguntou.


– Tive que voltar para Seul e foi nessa viagem que conheci o Jin. Ele foi tipo um anjo que apareceu em minha vida, viramos amigos e sócios. – disse.


Lembrar de Jin fazia seu coração estar em aconchego, afinal, era seu melhor amigo para o resto da vida. Seu anjo da guarda.


– Meu pai fez um acordo. Eu ficaria com Sumin e em troca ele desmenteria os boatos e eu aceitei. Mas no final era tudo por negócios, eu deveria saber. – murmurou. – Desde então, meu pai tenta fazer com que eu me case com ela para salvar a empresa do fundo do poço, mas não foi fazer isso. Nunca.


– Eu sinto muito ter acusado você. – admite.


– Tudo bem, eu entendo. Eu fiz aulas de defesa pessoal depois de receber diversas ameaças, por isso não hesitei em atirar, mas te juro que nunca matei ninguém. – juntou as mãos.


– Quando você atirou nele me assustou pra' cacete. – sussurrou.


– Ele iria atirar em você. Matar você. – arregalou os olhos. – Por isso atirei. 


– Então você estava tentando me proteger? – cruzou os braços. 


– Proteger vocês dois. – sorriu de lado. – Sei que não foi o jeito certo, mas eu não pude imaginar te perder.


_____ sorriu e tocou o rosto morno de Jungkook, acariciando sua bochecha.


– Obrigada por ser tão especial. – ela disse. – Eu acho que amo você.



Notas Finais


e aí? o que acharam do capítulo de hoje?

ficaram conhecendo um pouco da vida do jungkook, ficou um pouco confuso? sim. mas tentei retratar ao máximo que eu consegui, espero que tenham entendido.

finalmente estamos chegando a reta final da fanfic, espero que estejam gostando até aqui.

não sei se semana que vem tem capítulo, não vou garantir, mas vou me esforçar.

não esqueçam de favoritar e comentar pois isso me ajuda muito a continuar escrevendo!

até o próximo.

mais histórias em: @watermelons


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