História Uma Noite no Museu - Capítulo 1


Escrita por: e kazuno


Notas do Autor


Oi genteee! Tudo pom com vocês?
Hoje estou aqui com uma pwp com o plot doado por @joyeol >< espero que tenha ficado do seu agrado, anjo ♡
Foi um tantinho sofrido, mas deu tudo certo kkkkk
Quero agradecer @angelsbyun pela capa lindíssima!!! e tbm agradecer @yeahoppa pela betagem ♡
Boa leitura, pessoal!

Capítulo 1 - Capítulo Único - Entre os Escombros.


 

Os olhos de Baekhyun ainda custavam a acreditar no que viam. Todo o trabalho de anos sendo reduzido a pó pelo recente desabamento inesperado do grande museu em que trabalhava. Havia tido sorte de não estar dentro do prédio no momento, mas se sentia azarado mesmo sem nenhum arranhão.

Parte de sua vida como pesquisador estava ali, em meio aos escombros. Era doloroso demais saber que tantas peças únicas e raras podiam não existir mais. Até tentou começar o trabalho de recuperação sozinho, mas fora impedido pelos policiais que já estavam ali. 

Muitos colegas de trabalho também se encontravam por perto, e todos encaravam a metade do museu desabado com o mesmo pesar nos olhos. O nó na garganta continuava mesmo após engolir em seco, coração batendo apressado no peito e o pensamento longe. Tanto que Baekhyun ao menos escutou quando os bombeiros chegaram, apenas notou a nova movimentação no momento em que um deles se colocou à sua frente.

— Certo, vou pedir para que se afastem do local. — O bombeiro era alto, e seu timbre de voz grave e imponente. O pesquisador Byun franziu o cenho, já desgostando dele logo de cara; mesmo que no fundo tivesse  achado-o atraente.

— Nada feito — disse, o vinco entre as sobrancelhas se tornando ainda mais fundo em seu rosto. — Vocês vão terminar de destruir o que restou. — O maior encarou o pesquisador com um misto de surpresa e descrença. Odiava quando os civis atrapalhavam seu trabalho, pois era óbvio que seria cuidadoso, como sempre, ao lidar com aquele acidente.

— Qual o seu nome? — perguntou, vendo o outro cruzar os braços.

— Byun Baekhyun, por quê?

— Certo, senhor Byun, sou Park Chanyeol, chefe dos bombeiros, e você pode ficar tranquilo,  nada além do que foi perdido pelo desabamento será destruído. Assim, peço que se afaste da zona de risco, por gentileza — o bombeiro tentava ser o mais educado possível, apesar de ele  mesmo sentir que seu tom acabara saindo um tanto debochado e sarcástico. Quando Chanyeol viu a feição contorcida no rosto alheio, teve certeza de que ele também interpretara dessa forma.

— Por gentileza, uma pinóia! Não vou sair daqui. E outra, vocês nem conhecem o museu, como vão sair andando prédio adentro sem saber onde estão pisando? — Chanyeol respirou fundo, sentindo seu interior revirar na recente irritação. Não era um cara de pavio curto, mas aquele baixinho estava conseguindo tirá-lo do sério mesmo em tão pouco tempo de conversa.

— Vamos dar um jeito. Agora, se nos dá  licença… — A feição no rosto de Baekhyun fechou no mesmo instante.

— Já falei que daqui eu não saio!

Enquanto ambos se encaravam mortalmente, os demais apenas assistiam a cena com certo receio de interferir. Baekhyun não estava totalmente errado, os bombeiros realmente não tinham a mesma familiaridade com o local que os pesquisadores que estavam ali quase todos os dias. Mas Chanyeol também tinha um ponto, afinal era seu trabalho prezar pela vida das pessoas, e seria perigoso se  todo aquele pessoal ficasse por ali; o prédio não estava estável, poderia ocorrer mais algum desabamento, e este colocaria várias vidas em risco.

— Park? — a  tensão foi cortada por Jongdae, um dos bombeiros, que tinha ao seu lado Junmyeon, o diretor do museu. — Para facilitar as buscas pelas peças que podem ainda estar inteiras, o melhor a se fazer é montar grupos. Conversei com o senhor Kim e, se o grupo de pesquisadores quiser se juntar a  nós nas áreas fora de perigo de novos desabamentos, estão autorizados. 

Um sorriso nasceu no rosto de Baekhyun, e consequentemente, no dos demais pesquisadores, Chanyeol, entretanto, não gostou muito da notícia. A possibilidade de alguém se machucar era alta, e isso preocupava o bombeiro mais que qualquer coisa.

— Não tenho certeza de que é seguro. — O pesquisador encarou o bombeiro com indignação. 

— Eu vou. — Estava decidido, ainda mais com o aval de Junmyeon. 

No fim, Chanyeol não pôde fazer muita coisa senão aceitar aquelas condições e rezar para que nenhum novo desabamento acontecesse.

Todos estavam separados distribuídos pela  área desabada. Os pesquisadores, com a ajuda dos bombeiros, retiravam os pedaços de concreto e recuperavam papéis e outras peças que, por sorte, não haviam sido quebradas. 

Cada novo objeto inteiro encontrado era um sorriso que nascia no rosto de Baekhyun. Aquele lugar e aquelas coisas eram sua vida, e tê-los de volta aos poucos era como voltar a respirar como antes. Isso, entretanto, era algo que Chanyeol não conseguia entender muito bem.

— Esse é um artefato egípcio datado de mais de dois mil anos — Baekhyun dizia sorrindo enquanto entregava o objeto nas mãos de Minseok, um de seus colegas de trabalho. 

— Sorte que não quebrou, então — Chanyeol soltou, e Baekhyun estava tão irritado com o bombeiro que, mesmo ele não tendo dito nada de mais, revirou os olhos em resposta.

— Cuidado onde pisa! — O pesquisador correu até onde o maior estava, empurrando-o sem muita delicadeza e abaixando-se, retirando dali um conjunto de papéis em tom amarelado e com aspecto envelhecido nas beiradas. Entregou-os também a Minseok, que logo saiu de perto pressentindo uma nova discussão a caminho. Os dois estavam trocando farpas desde que as buscas começaram há uma hora. — Você não olha por onde anda! Tudo é valioso, até mesmo as paredes que desabaram — Baekhyun dizia tudo com convicção e orgulho, mas Chanyeol já estava cansado de tentar ser gentil e ser tratado como um leigo. Ora essa, já havia estado em situações piores, como incêndios e desastres naturais.

— Se fosse assim, elas ainda estariam de pé e não aos pedaços colocando em risco a vida de tantas pessoas — alfinetou, e no mesmo instante o pesquisador o encarou com os olhos faiscando ódio. Levantou-se, colocando-se de pé em frente ao maior. 

— Isso não é verdade! — afirmou, e aquilo foi a última gota para transbordar o copo de estresse que Chanyeol estava suportando por conta da situação como um todo. 

— Claro que é! Você por acaso pensou caso fosse num dia movimentado? Com pessoas aqui dentro? — questionou, e Baekhyun ficou sem palavras. Porque não, não havia pensado naquela possibilidade. Estava tão concentrado em salvar suas peças importantes e únicas que nem se lembrou de que pessoas poderiam ter se machucado ou, pior, até mesmo morrido. — Imagine uma família com um filho pequeno, completamente desesperada por causa da possibilidade de nunca se reunir novamente. Você é um egoísta que só pensa em você e que, ao invés de agradecer por serem apenas peças inanimadas, está reclamando como se o mundo fosse acabar. 

Baekhyun mordeu o lábio inferior, de repente se sentindo estúpido e fútil. Ele sabia que estava exagerando, mas aquele lugar era importante para si. Aquelas peças inanimadas eram importantes para si. Então por que não podia sentir pesar por perder tudo aquilo? Tudo o que havia dentro daquele museu fez parte de sua história de alguma forma, e sabia que não era o único a se sentir apegado ao lugar. Era mesmo egoísta por querer recuperar o máximo de coisas que podia? 

Chanyeol soube que havia sido duro sem necessidade em suas palavras quando Baekhyun deu as costas e saiu andando, aparentemente, sem rumo. O bombeiro respirou fundo, decidindo que o melhor a se fazer era pedir desculpas. Colocava o lema de seu trabalho acima de tudo, considerando vidas humanas sua prioridade. E não estava errado, mas não precisava ter colocado uma possibilidade que não aconteceu em pauta apenas para calar o outro. Foi cruel de sua parte, e insensível também. Quem era ele para medir a importância de algo na vida de outra pessoa? 

Era isso, iria atrás do pesquisador e se desculparia por ser tão cabeça quente.

Porém, assim que voltou seus olhos para o caminho que Baekhyun havia seguido, não o encontrou. Caminhou a passos rápidos até Jongdae, que auxiliava Minseok. 

— Baekhyun passou por aqui? — perguntou apressado, chamando a atenção do pesquisador.

— Ele foi em direção à ala do Faraó, eu acho… Ele sempre ia lá quando o museu estava inteiro, dizia conseguir clarear os pensamentos — disse, fazendo Jongdae arregalar os olhos. 

— Ele foi pra lá?! Aquela área está dentro da zona de risco! — Chanyeol se preocupou na mesma hora.

— Vou atrás dele. Dae, você cuida de tudo enquanto eu estiver longe. — O bombeiro correu para dentro da parte que não havia desabado tentando ao máximo ser cuidadoso para nenhum acidente desnecessário acontecer.

O Park havia estado no museu apenas uma vez em sua vida, por conta de uma excursão escolar, por isso não conseguiu evitar se sentir impressionado ao passar pelas áreas temáticas. E pensar que aquele prédio esteve de pé por tanto anos; entretanto as rachaduras nas paredes eram preocupantes o suficiente para interditar o lugar nos últimos meses, como haviam feito. A reforma estava para acontecer, mas acabou não dando tempo, e agora muitas peças estavam perdidas.

Chanyeol teria pensado mais a respeito, porém seu pensamento voltou para Baekhyun quando viu uma das placas indicativas com os dizeres “Egito Antigo” apontando para a esquerda. 

Foi um alívio quando encontrou o pesquisador ali, ao lado de um dos sarcófagos, e sentiu o peso da culpa quando ele o encarou cheio de mágoa no olhar.

— O que você quer? — indagou ríspido. Era óbvio que a última pessoa com quem queria conversar era o bombeiro. 

Chanyeol comprimiu os lábios, sem saber direito como iniciar aquele pedido de desculpas. Ensaiou alguns passos para mais perto, mas o olhar assassino do pesquisador o fez estagnar antes que pudesse estar próximo o suficiente. 

O bombeiro suspirou audivelmente, retirando o capacete pesado e o colocando debaixo do braço, para voltar a encarar o menor.

— Eu fui péssimo naquela hora — começou. — Não devia ter dito aquilo, me desculpe. — Baekhyun o observou, supondo que ele estava sendo sincero, entretanto nada disse. Chanyeol suspirou mais uma vez, aproveitando para olhar em volta. — Temos de sair daqui, é um lugar com risco de desabamento. — O bombeiro temeu pela segurança dos dois, principalmente de Baekhyun, ao reparar nas enormes rachaduras espalhadas pelas paredes envelhecidas.

— Pois se você quiser, que saia sozinho. — O maior encarou o pesquisador, vendo que ele tinha um vinco entre as sobrancelhas naquela expressão desgostosa. Droga, havia falado mais uma vez com insensibilidade? 

— Byun, por favor… — tentou ser mais brando, mas o outro parecia irritado a ponto de preferir ficar ali, com o risco de ser soterrado pelos escombros, do que ir consigo para fora.

— Não vem se fazer de bonzinho agora, que eu não estou com paciênc- — a fala foi interrompida na metade, e os olhos arregalaram por instinto.

O chão tremeu um pouco antes de parte do teto começar a desmoronar. Chanyeol só teve tempo de correr até Baekhyun e puxá-lo para de baixo de uma das mesas resistentes que ali haviam. Abraçado ao pesquisador, o bombeiro viu quando mais uma parte da estrutura veio ao chão em um estrondo assustador. 

Baekhyun sentia seu coração bater depressa e seus olhos transbordarem sem convite, agarrava-se ainda mais ao maior, depositando ali todo o seu medo de nunca mais ver o céu azul novamente. Então se arrependeu por ser tão teimoso.

Ficaram ali juntos pelo que pareceu uma eternidade, até o barulho cessar. Ao abrirem os olhos, viram que o espaço exatamente de onde estavam para trás havia sido preservado naquele novo desabamento. O pesquisador piscou com os cílios úmidos e tentou se separar do corpo grande que lhe cobria, mas Chanyeol o impediu.

— Shhh. — Encarou-o diretamente, fazendo o menor engolir em seco. 

Estavam tão próximos que foi impossível não se tornar consciente de todos os pontos de toque em Chanyeol e da atração que sentira por ele logo de cara voltando subitamente. Baekhyun respirou fundo e mordeu o lábio inferior. Seu museu tão querido havia acabado de ter mais um pedaço perdido, definitivamente não era hora de pensar com a cabeça de baixo.

O Park olhava tudo em volta, querendo ter certeza de que seria seguro saírem de onde estavam. Lançou um olhar rápido para o Byun, percebendo o rosto alheio naquele tom rubro e o lábio molhadinho e vermelho. Não tinha por que reparar naquele detalhe em especial, muito menos continuar encarando, mas era quase impossível não fazê-lo considerando a proximidade em que se encontravam. Foi a vez do maior engolir em seco.

Chanyeol ia dizer algo quando a voz de Jongdae ecoou de seu walkie talkie, assustando os dois.

— Chanyeol? Chanyeol? — O maior tateou os bolsos da parte de cima de seu uniforme, alcançando o rádio e não demorando a responder o companheiro de trabalho.

— Jongdae? Está me ouvindo?

— Graças a Deus! — ouviram a voz do bombeiro em tom de alívio. — Onde vocês estão? 

— Estamos na ala egípcia. Estamos bem, não estamos feridos.

— Que alívio… Estamos averiguando as condições para tirar vocês daí.

— Parte do quadrante continua de pé, e acredito que não vai cair, já que continua intacta mesmo com o novo desabamento. 

— Certo, ótimo saber disso, assim podemos nos organizar aqui. Vou desligar para poupar sua bateria, qualquer novidade eu entro em contato. Tomem cuidado.

— Pode deixar, Jongdae. Fico no aguardo de novas informações — disse, e então o silêncio se fez presente novamente.

Baekhyun respirou aliviado enquanto Chanyeol observava mais uma vez os arredores antes de sair de cima do pesquisador e se arrastar para fora da mesa de mármore puro e escuro. O Byun ainda encarou o bombeiro por mais um tempo antes de fazer o mesmo, esgueirando-se, para perto do maior.

— Vamos esperar o resgate — foi tudo o que o Park disse de início, com um sorriso automático, fazendo o pesquisador se sentir culpado. — Ei, o que foi? — Baekhyun negou com a cabeça.

— Me desculpe. Essa situação… é tudo culpa minha. — Ainda olhou com tristeza para os escombros e as paredes ainda de pé. — Esse lugar é tudo pra mim, mas se não fosse a minha teimosia e orgulho, não estaríamos em perigo agora. Me desculpa, Chanyeol, por ter feito você me seguir até aqui. 

— Ei, isso não importa agora. Vamos manter a calma, ok? Quando estivermos fora daqui, podemos voltar a esse assunto. — Até porque seria inútil iniciarem uma discussão na situação atual. Tentou sorrir, desta vez verdadeiramente. — Pode ter sido imprudente da sua parte vir para uma zona de risco, mas não foi sua culpa o prédio desmoronar. Não precisa agir como se fosse. 

O pesquisador assentiu ainda abalado, tentando ser imperceptível ao se aproximar mais do bombeiro. Baekhyun era uma pessoa de gênio difícil, mas em momentos como aquele — em que estavam realmente em perigo — tudo o que ele queria era algum tipo de conforto, mesmo que este viesse da pessoa com quem discutiu a noite toda.

Chanyeol, apesar de ser um cara aparentemente desligado para questões sentimentais, sabia o quanto situações de perigo como aquela podiam assustar, assim, mesmo percebendo logo a aproximação do menor, não fez menção de apontar aquilo ou fazer qualquer coisa do tipo. 

E ficaram lado a lado até o rádio comunicador voltar a chiar.

— Chanyeol? Está me ouvindo? — o bombeiro não demorou para responder o amigo.

— Sim, alguma novidade? 

— Sim. — Baekhyun voltou ainda mais sua atenção ao aparelho. — Analisamos o local e as condições e só conseguiremos tirar vocês daí pela manhã. — Chanyeol contorceu sua feição numa careta em puro desagrado.

— Vamos ter que passar a noite aqui? 

— Sim… Sinto muito, Park, mas se formos com pressa, é possível que nosso trabalho provoque outro desabamento. — E Chanyeol sabia que ele estava certo. Tudo o que podia fazer era esperar.

— Tudo bem. Obrigado por entrar em contato. 

— Certo. Até mais tarde. 

Quando o bombeiro desligou a chamada, seus olhos foram de encontro aos de Baekhyun, e ele riu sem muito humor.

— Parece que estamos presos aqui juntos até o amanhecer. — Baekhyun suspirou, olhando em volta como se pudesse encontrar alguma resposta para seus questionamentos internos.

Chanyeol descolou o velcro que fechava a parte de cima do uniforme de bombeiro, descendo o zíper da peça e se livrando dela. Estava calor ali, e não tinha opção senão esperar pela ajuda dos companheiros de trabalho. Entretanto, assim que o maior expôs o peitoral malhado e forte coberto apenas por uma regata branca encardida, Baekhyun não encarou com essa ingenuidade, e seus olhos quase saltaram das órbitas.

— Por que você está tirando a roupa?! — questionou aturdido, em resposta Chanyeol apenas sorriu ladino e o encarou. 

— Só tirei parte do uniforme. Ele é quente e pesado, e vamos ficar aqui até o amanhecer. A melhor coisa a se fazer é esperar, e eu não vou passar a madrugada suando. — O Byun mordeu o lábio inferior, assentindo lentamente. — Você deveria ficar à vontade também, a noite vai ser longa.

E Baekhyun não pensou que o bombeiro estaria tão certo naquelas palavras.


 

Estavam presos já fazia algum tempo, e até mesmo Baekhyun agora se desfazia do suéter que usava até então. Estava realmente quente, e como o ambiente não possuía grande circulação de ar, a tendência era ficar cada vez mais. 

— Pode dormir, se quiser — Chanyeol disse, vendo o pesquisador negar enquanto abria as primeiras casas dos botões de sua camisa, deixando parte da pele branca à mostra.

O bombeiro não conseguiu desviar o olhar. A cor contrastava tanto com a própria, afinal Chanyeol estava sempre exposto ao sol e ao fogo, enquanto Baekhyun passava mais tempo protegido dentro das antigas paredes pesadas do museu. Acabou suspirando ao desviar o olhar, não percebendo o pesquisador manter a atenção em seus braços fortes.

Mais um botão teve de ser aberto.

Baekhyun engoliu em seco, levando a mão até o próprio ombro na esperança de acalmar aquela vontade repentina de estar entre aqueles braços e ter aquelas mãos grandes apertando-o onde gostava. Mordeu o lábio e suspirou. Não havia ido com a cara de Chanyeol quando o conhecera, não fazia sentido desejar o bombeiro agora. Talvez fosse o longo tempo que não saía com ninguém. 

A falta de sexo estava afetando seus neurônios. 

Por isso, foi com espanto que Baekhyun percebeu que estava duro. Ele apenas havia imaginado poucas coisas indecentes envolvendo os dois juntos, e seu pau o havia traído dessa forma. Tentou disfarçar como conseguiu, mas quando ergueu os olhos e encontrou Chanyeol encarando seu colo intensamente, se desesperou. 

— Eu posso explicar — disse já na defensiva, cobrindo sua vergonha como conseguiu. Baekhyun sentia o rosto queimar enquanto evitava olhar nos olhos do bombeiro. Em resposta, Chanyeol respirou fundo, com um sorriso sutil e quase imperceptível.

O bombeiro finalmente buscou os olhos alheios, percebendo naquele momento como Baekhyun estava constrangido; tão diferente do que se acostumara ao longo do dia. Não queria tornar aquilo ainda mais embaraçoso para o pesquisador do que já era, e seu coração bateu depressa quando decidiu quebrar o silêncio.

— Você… quer ajuda com isso? — perguntou, tendo na mesma hora olhos surpresos voltando-se para sua direção. Não desviou o olhar. — Estamos sozinhos aqui. — Baekhyun tentou encontrar algum traço de brincadeira nas palavras do bombeiro, mas viu que ele falava sério. 

Ainda um tanto sem jeito, descansou as mãos no chão, abrindo um pouco as pernas. Quis muito não olhar, mas a forma ansiosa com que Chanyeol passou a lhe encarar chamou sua atenção. 

O bombeiro se aproximou com cautela, receoso de que qualquer movimento brusco machucasse Baekhyun de alguma maneira. Entretanto, o pesquisador não era frágil, em nenhum aspecto, e já que havia concordado com aquilo, não queria ser tratado com uma delicadeza sem sentido. Assim, desabotoou e baixou o zíper da calça cáqui que usava, expondo o pau duro entre as pernas. Ainda encarou Chanyeol como se o desafiasse a algo. 

Os olhares trocados eram intensos, e foi como se o desentendimento de outrora nunca tivesse acontecido. 

Chanyeol enfim colocou suas mãos em Baekhyun, segurando uma de suas coxas enquanto a outra mão serpenteava para dentro de sua calça. O pesquisador respirou fundo quando sentiu o calor da palma do maior em seu pau — mesmo que com o tecido da roupa íntima ainda os separando. O Park massageava a região, atentando-se à expressão no rosto do menor e gostando do que via. Sorriu sutilmente antes de enfim adentrar a peça fina, sentindo um arrepio percorrer o corpo ao estar em contato direto com a pele. 

Chanyeol quis muitas coisas. Desde passear com as mãos por todo o corpo alheio, até beijar o pesquisador até que a noite virasse dia, mas não podia. Assim, passou a masturbá-lo. Ora devagar, ora mais depressa, surpreendendo-se quando sentiu a mão de Baekhyun segurar em seu braço, trazendo-o para mais perto indicando que seu ápice não estava longe de acontecer. 

O bombeiro se aproximou até estar praticamente deitado sobre o pesquisador, apoiando um braço no chão ao lado de Baekhyun e apressando sua destra no pau quente. O Byun se contorcia sob o maior, murmurando coisas desconexas para logo depois olhar na direção de Chanyeol e puxá-lo sem delicadeza para um beijo. 

O Park quase parou com os movimentos rápidos ao sentir a textura da boca macia junto à sua, ficando ainda mais duro ao ter a língua de Baekhyun buscando a sua em uma necessidade quase desesperada. O maior involuntariamente suspirou entre o beijo, que acabou sendo interrompido quando o pesquisador chegou ao ápice, gemendo arrastado enquanto ondulava o quadril buscando prolongar a sensação gostosa.

Baekhyun respirava com dificuldade, os olhos fechados e as têmporas suadas, o cabelo grudando na pele transpirante. Chanyeol apenas o observou, deitado de lado, antes de colar suas costas no chão e encarar o teto, que ainda permanecia no lugar. 

O bombeiro imaginou o clima ficando estranho e constrangedor, mas quando Baekhyun passou a rir, percebeu que talvez estivesse tudo bem. Virou o rosto para encarar o menor, que ainda com as calças arriadas, virou-se para si sorrindo.

— Isso foi bom — disse, o que arrancou um sorriso do maior. — Mas… — Desviou o olhar para o volume nas calças de Chanyeol, para então voltar a encará-lo e se aproximar, levando a mão esperta até a protuberância. O bombeiro foi com os olhos do próprio colo até o rosto do pesquisador, surpreso. Não imaginara que o outro lhe retribuiria pelo favor. — Temos que cuidar disso aqui.

— Não precisa se forçar… — Baekhyun riu mais uma vez antes de dar um jeito de baixar a peça grossa do uniforme e expor todo o tamanho de Chanyeol. Encarou o outro com os olhos ligeiramente arregalados para receber um sorrisinho convencido em resposta.

O pesquisador massageou o pau em sua mão, sentindo a boca salivar cada vez que a glande era exposta. Pensou sobre o que Chanyeol havia dito antes, e realmente, estavam sozinhos ali. Assim, deu um sorriso pequeno antes de se inclinar até estar à altura da virilha do bombeiro.

— Baekhyun, isso... — Chanyeol ao menos conseguiu terminar de falar antes de ter o pau engolido com vontade. Gemeu em surpresa, revirando os olhos ao sentir a garganta do pesquisador resvalar na cabeça inchada de seu membro. 

O Byun ia fundo, pouco se importando com o local onde estavam e nem se lembrando que em algum momento odiou Chanyeol. Tudo o que ele queria era aproveitar enquanto estavam num bom clima. 

Baekhyun masturbava a base enquanto engolia o pau inchado e vermelho, adorando os sons de apreciação que deixavam a boca de Chanyeol. Não foi necessário conferir, estava duro novamente. Não fez cerimônia, adentrou a boxer, tentando manter o mesmo ritmo de como ia e vinha no bombeiro em si mesmo.

A mão de Baekhyun desceu mais um pouco, os dedos passando a forçar a entrada apertada. Respirou fundo, ao inserir o terceiro dedo ainda molhado por conta do pré gozo. Parou de sugar Chanyeol e mordeu o lábio inferior, calculando consigo mesmo se já estaria bom o suficiente para comportar o pau dentro de si.

— Espera — disse Chanyeol ao ver o que Baekhyun estava cogitando fazer e o puxou para perto. — Vem aqui. — A intenção era apenas ajeitá-lo deitado, mas quando os rosto se aproximaram e ambos se tornaram conscientes de tal proximidade, o tempo parou para os dois. 

Foi inevitável se beijarem novamente. Dessa vez com ainda mais vontade, de forma que nem sabiam dizer quando Baekhyun montou no colo de Chanyeol e ambos os paus começaram a roçar em meio àquela pegação. 

Estavam ofegantes quando se separaram para respirar e olhar nos olhos um do outro. Decidiram de maneira muda que deixariam para pensar nas consequências mais tarde. Chanyeol enfim acomodou Baekhyun no chão, logo alcançando novamente sua boca para mais um beijo. O Byun fez um pouco de esforço até conseguir se livrar da própria calça com a ajuda do maior, sentindo-se finalmente livre. 

Chanyeol molhou os próprios dedos com saliva para enfim adentrar a entrada avermelhada, atento às expressões do outro. Quando notou um rastro de dor, tomou os lábios alheios em mais um beijo, distraindo Baekhyun enquanto inseria os segundo e terceiro dedos e estocava com cuidado. Curvou-os e sorriu entre o ósculo quando sentiu o outro tremer abaixo de si. Havia encontrado o ponto exato que fazia o pesquisador sentir-se bem.

Deu aquela atenção especial ao menor até ele o encarar após um dos muitos beijos molhados que trocaram.

— Já está bom, ou vou gozar — avisou, e o Park sorriu antes de posicionar o pau pesado. 

Chanyeol foi cuidadoso, consciente de que sem lubrificante doeria bastante. Quis parar quando viu os olhos do pesquisador marejarem, mas ele enlaçou as pernas ao redor do maior, impedindo que se afastasse. 

Demorou, mas logo o bombeiro estava todo dentro de Baekhyun, e ambos respiraram aliviados por isso. Chanyeol esperaria até que o Byun se acostumasse. Voltaram a se beijar, dessa vez de forma mais lenta, quase apaixonada, até o pesquisador ondular o quadril, aos poucos dando a entender que o Park poderia começar a se mover.

Os primeiros movimentos foram lentos e um tanto tortuosos, mas beijar Chanyeol aliviava um pouco a dor que sentia. O bombeiro aproveitou para agarrar o membro de Baekhyun e bombear, esfregando o polegar na glande molhada. Baekhyun ofegou, rebolando no pau que foi mais fundo dentro de si, atingindo seu ponto sensível.

O dedos de Baekhyun se perdiam por entre os cabelos do bombeiro, bagunçando-os enquanto apertava os fios. A boca estava aberta e os olhos fechados, aproveitando cada segundo das estocadas certeiras que Chanyeol fazia atingir dentro de si. Abraçou o maior com o braço livre, tentando mantê-lo ainda mais perto — mesmo sendo fisicamente impossível. 

Baekhyun gemia deleitoso, excitando o Park de tal forma que esse fez as estocadas aumentarem de ritmo, levando o Byun ao êxtase do orgasmo. O pesquisador gozou em jatos curtos, o corpo tremendo em espasmos debaixo de Chanyeol e sua entrada se contraindo em volta do pau dele. Aquilo foi tudo o que o maior precisava para atingir seu ápice e preencher Baekhyun de porra. 

Com o coração a milhão, Chanyeol caiu ao lado de Baekhyun, que também respirava com dificuldade. Os dois encararam o teto por um tempo, até buscarem os olhos um do outro.

— Até que você fode bem pra um cara chato além da conta — Baekhyun disse em tom de brincadeira. Chanyeol acabou rindo, puxando o outro para perto, de modo que pudesse colar suas bocas juntas mais um vez num selar rápido.

— Acho que posso dizer o mesmo de você, engomadinho — o tom era o mesmo usado pelo pesquisador, que acabou revirando os olhos. Baekhyun ainda levou a palma ao peito forte e definido, fazendo desenhos invisíveis com a ponta dos dedos. Acabou por se aconchegar ainda mais ao bombeiro, sentindo enfim o sono lhe tomar. 

— Não sou engomadinho… — murmurou sonolento. Chanyeol riu, juntando ainda mais os corpos e admirando o momento exato em que Baekhyun caiu no sono. E teria admirado ainda mais se também não tivesse adormecido junto ao calor que emanava do corpo do pesquisador.

Ambos estavam confortáveis nos braços um do outro.

 

[...]

 

Chanyeol acordou com Jongdae lhe chamando no rádio. Abriu os olhos ainda desnorteado, tomando cuidado para não despertar o pesquisador, que ainda dormia tranquilamente. 

O bombeiro avisou que iriam dar início à retirada dos escombros e pediu para que eles tentassem se abrigar de alguma forma. 

Teve um pouco de pena ao acordar o outro, já que ele dormia tão tranquilo, entretanto quando disse que seriam resgatados, Baekhyun tratou de se vestir depressa e puxar o bombeiro para debaixo do mármore onde ficaram da primeira vez.

Ficaram ali, juntinhos, até o corpo de bombeiros resgatá-los. 

O céu recebia os primeiros raios solares quando voltaram a respirar ar puro, e todos estavam aliviados de que nada demais havia acontecido com os dois — ao menos era o que eles achavam.

Olhares cúmplices eram trocados enquanto contavam aos demais como havia acontecido todo o acidente, e quando enfim se encontraram a sós, os sorrisos não puderam ser escondidos. 

— O que pretende fazer agora? — Chanyeol perguntou. Baekhyun o encarou com um sorriso pequeno.

— Continuar procurando por peças intactas. — Deu de ombros. Chanyeol quase abriu a boca para responder, mas Baekhyun continuou. — Calma, não pretendo entrar em nenhuma zona perigosa dessa vez. Aprendi minha lição. — O pesquisador estava visivelmente tentando ser mais legal, o que era ótimo, já que Chanyeol realmente não saberia como fazer para manter um clima agradável entre eles se Baekhyun continuasse impassível como antes. — Mas… não quero fazer isso sozinho… — soou reticente, e Chanyeol sorriu grande.

— Vamos então, temos um museu inteiro para explorar. — Baekhyun assentiu, caminhando ao lado de Chanyeol até uma das áreas seguras e iniciando suas buscas ali. — Hm… Baekhyun?

— Sim? — Eles não se olhavam, apenas continuavam a revirar os escombros em busca de algo que pudesse ser salvo.

— Que tal se, depois de terminarmos aqui, nós sairmos para comer alguma coisa? — Baekhyun encarou o bombeiro, mas este ainda vasculhava o chão, como se estivesse receoso pela resposta. O pesquisador sorriu de lado.

— Nós? — perguntou, e Chanyeol enfim ergueu o olhar para ele. Ele tinha uma expressão esperançosa. 

 — Não gosta da ideia? — quis saber.

— Pelo contrário, gosto bastante — confessou. — Italiana? — sugeriu, mas Chanyeol fez uma expressão desgostosa.

— Estava pensando em churrasco. — Coçou a nuca. 

— Chanyeol… eu sou vegetariano. — O Park franziu o cenho quando percebeu o vinco se formando entre as sobrancelhas do outro. — Você não sabe como a indústria da carne é cruel com os animais? — E Chanyeol sabia o que aquele tom significava. Por isso apenas fechou os olhos e respirou fundo.

— Italiana, então? — Baekhyun acabou sorrindo e assentindo. O bombeiro pensou que ceder, às vezes, podia não ser assim tão ruim. 

— Chanyeol? — chamou depois de um tempo em silêncio.

— Sim? — O bombeiro pensava sobre qual prato que não ofendesse a escolha pelo vegetarianismo do pesquisador poderia pedir, por isso não o encarou logo de cara.

— Da próxima vez, a gente pode ir de churrasco. — E então foi a vez de Chanyeol sorrir.

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado ♡
Link de Joyeol que enviou o plot amorzinho: https://www.spiritfanfiction.com/perfil/gabchanbaek
Obrigada por lerem!
Até a próxima.
Xoxo ☆


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