História Uma noite ordinária - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Tags Amizade, Noite, Ordinária, Original
Visualizações 9
Palavras 1.649
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Ficção Adolescente

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Não espere muito, não sou nenhum profissional.
Além disso, essa história não tem a intenção de ser grande coisa.
De qualquer forma, espero que gostem.
Boa leitura.

Capítulo 1 - Uma Noite (Extra)Ordinária - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Uma noite ordinária - Capítulo 1 - Uma Noite (Extra)Ordinária - Capítulo Único

7 da noite de uma sexta-feira como qualquer outra. Eu estava no quarto, como quase sempre, e estava no notebook tentando terminar meu último trabalho daquele semestre da faculdade. Era uma noite um pouco fria e estava chuviscando lá fora. Minha mãe não estava em casa aquela semana, pois havia viajado com minha irmã, como costumava fazer nas férias. Eu sempre fui muito caseiro, então decidi não ir com elas, sem falar que eu também não queria que minha mãe gastasse dinheiro comigo. Além disso, alguém tinha que ficar com o cachorro, Dino, que naquele momento estava dormindo perto do meu pé. Aquela era certamente uma noite agradável.

*Toc toc* (?)

Pensei ter ouvido alguém batendo na porta. Achei um pouco estranho porque eu não estava esperando ninguém. Mas então notei que o cachorro ficou atento.

*Toc toc* ~

É, certamente alguém havia batido na porta. Dino se levantou, desceu as escadas e foi correndo para a porta latir, como costuma fazer quando alguém chega. Quem poderia ser? Segui para as escadas pensando nisso, afinal, considerando o horário e o tempo lá fora, quem em sã consciência me visitaria se não fosse algo realmente importante? Não me senti muito preparado pra receber alguém nessas condições. Eu estava usando meu pijama azul e um par de pantufas de coelho. O que? Elas estavam em promoção quando comprei. E são bem confortáveis, devo dizer. Enquanto descia as escadas, pensei por um breve momento em voltar para o quarto, me vestir melhor e só então abrir a porta para receber seja lá quem fosse.

*TOC TOC TOC!!*

Não. Melhor não. Se isso não era o Lobo Mau tentando derrubar minha casa, era alguém que estava na chuva, com frio e provavelmente ficando bem impaciente.

– Já vai! - Gritei e desci rápido pelas escadas.

Ao chegar na porta, puxei o cachorro pra trás e abri a porta.

Para minha surpresa, era Gabriela. Minha melhor amiga. Mas o que diabos ela estava fazendo ali?

– Que demora. – Disse ela, já entrando.

– Desculpe, eu estava um pouco distraído.  – Eu disse enquanto fechava a porta.

– Sei. Oi! – Ela disse animada.

– ... Oi. (?) – Então me virei pra ela e a vi acariciando o Dino.

– Eu estava falando com o cachorro. – Ela disse.

– a. – Respondi.

– Mas oi pra você também. – Disse ela, como se nada tivesse acontecido.

Notei que ela trouxe uma mochila. Deixou no canto, perto do sofá.

– Explique-se. – Falei.

– Briguei com meu pai de novo. Não que fosse um problema ficar lá em casa, mas não estava a fim de ver a cara dele. Então disse que ia passar a noite na casa da Amanda, e agora estou aqui. Mas eu avisei que vinha, se você pelo menos tivesse lido as mensagens que mandei. Como sua mãe e sua irmã não estão em casa, achei que não teria problema.

– Oh. Bem, não tem problema algum. Mas é que eu não estava esperando ninguém. Desculpa não ter lido as mensagens. Estava ocupado com um trabalho da faculdade. – Peguei o celular no bolso do pijama e dei uma olhada, realmente havia algumas mensagens dela não lidas.

– Ah. Estou atrapalhando? Eu posso mesmo ir pra casa da Amanda se achar melhor.

– Que? Não, relaxa. Fica aí. Eu posso entregar isso até quinta-feira, não tô com pressa. Além disso, pra ser sincero, esse trabalho tá um saco. Talvez você pudesse até me ajudar. Quer chocolate quente? Não tem janta. Não estava esperando por isso, então ia só fazer um miojo e pronto.

– Você pode pedir uma pizza.

– Não tenho dinheiro pra isso. Quer dizer, até tenho, mas não posso gastar com isso.

– Eu pago. Trouxe algum dinheiro.

– Não precisa fazer isso, eu posso preparar algo decente, só vai demorar um pouco.

– Eu insisto. Você me dá um lugar pra passar a noite e eu pago o jantar. Nada mais justo, não?

– ... Metade portuguesa e metade banana? – Perguntei, sorrindo pra ela.

– Com certeza. – Ela respondeu, sorrindo de volta.

Nossa relação era muito boa. Eu e Gabriela éramos uma ótima dupla. Apesar das dificuldades da vida, sempre dávamos um jeito de nos divertir. Conversar com ela sempre melhorava meus dias ruins, e segundo ela, conversar comigo tinha o mesmo efeito na vida dela. Talvez você esteja pensando na possibilidade de sermos um casal. É claro que já pensei nisso. Ela também é bem bonita, fazia meu tipo. E nos dávamos super bem. É razoável pensar que eu iria me interessar por ela. E sim, isso já aconteceu. Pra falar a verdade, além de melhor amiga, ela é também minha ex-namorada. A maioria das pessoas tem uma relação ruim com os ex-namorados. E não vou mentir, quando ela terminou comigo, as coisas ficaram bem estranhas entre a gente por alguns meses. Mas isso aconteceu há uns 3 anos, o importante é que quando ela precisava, eu estava lá. E ela estava lá pra mim nas minhas horas mais escuras também. Então, acho que no fim, o poder da amizade ganhou. E também apareceram outras pessoas pelas quais nos interessamos depois. Admito que no fundo, talvez ainda sinta algo por ela nesse sentido, mas evito falar sobre isso, pois sei que ela já não sente o mesmo por mim.

Eu pedi a pizza. E fui me unir a ela e o Dino no sofá.

– Então, quer falar sobre o negócio do seu pai? – Perguntei.

– Nah. Não foi nada demais, não se preocupe. É só que... argh. Ele me tira do sério às vezes. Eu diria que dessa vez eu tô mais com raiva do que estou triste. – Disse ela, cerrando os punhos.

– Ah. Isso é um saco. Às vezes brigo com minha mãe, mas nada como as discussões tensas que você tem com seu pai. Isso deve ser bem estressante. – Eu disse.

– É sim. Mas já tá passando, não se preocupe com isso. Vamos falar de você. Conte sobre sua vida. Como vai com a garota lá? – falou, claramente mudando de assunto.

– Você já deve imaginar. O universo conspira pra minha vida amorosa dar errado. Você é a prova viva disso. Eu tenho saído com ela às vezes, e nos damos bem. Mas com o passar do tempo parece que ela está se distanciando. Demora pra responder mensagens, não chama pra conversar... ah, é triste admitir, mas acho que isso não vai dar certo. Eu gosto dela, de verdade. Apesar de fazer só um mês que estamos saindo, eu acabei me apegando a ela. Acho que me apego muito facilmente às pessoas. Talvez ela nem quisesse nada sério pra início de conversa. Eu sinto muito por sentir muito. – Desabafei, enquanto acariciava Dino.

– Sabe? Acho que te falta um pouco de amor próprio. Talvez não fosse pra dar certo mesmo. Não sei. Minha vida amorosa... quer dizer, eu nem tenho uma, mas se tivesse, não acho que seria muito diferente da sua. As coisas não dão muito certo pra mim também. Pelo menos você ainda tá na faculdade.

– Não que isso seja muito positivo, é claro. Eu quase surtei com esses trabalhos finais. Felizmente agora só falta um, e acabei ficando com tempo de sobra pra terminar.

– Eu não fui tão forte. Não estava aguentando o ritmo, além disso, minha vida andava um caos. Eu não ia conseguir continuar lá. Ajudou um pouco a diminuir o estresse. Mas às vezes penso que foi uma péssima ideia largar a faculdade, principalmente quando meu pai diz que sou inútil e que deveria voltar a estudar ou que deveria arrumar logo um emprego. Mas não acho que tenho capacidade pra isso.

– Claro que tem. Vai dar tudo certo pra nós, eu espero. Vamos ter paciência. E se não der certo... bem, pelo menos ainda temos um ao outro, né?

– É. Acho que sim.

– Quer ver um filme?

– Depende, que filme?

– Não sei. Que tal Matrix? Acho que é um bom filme. Quer dizer, tem caras fodões de sobretudo que praticam artes marciais, atiram uns nos outros, explodem coisas e lutam com robôs. Diria que é um filmão. Vale a pena ver de novo.

– Dizem que é bom mesmo, mas nunca assisti, não parece ser meu estilo. Prefiro algo mais como O Castelo Animado, sabe? Essas animações são incríveis.

– Ah, não sei. Acho que nunca me interessei muito por essas. Pra falar a verdade nunca nem vi A Viagem de Chihiro.

- O que? Sério? Mas tipo... Todo mundo já viu esse filme.

– Hm... Não. E tá falando do que? Você nunca viu Matrix! Fala sério...

– Certo. Então, o que vamos ver?

– Ainda voto por Matrix. Você precisa ver esse filme.

– E você tem que assistir A Viagem de Chihiro.

... Nos encaramos por uns 10 segundos em silêncio.

...

Fui baixar a Viagem de Chihiro para assistir. Mas ela me prometeu que veria Matrix depois.

A pizza chegou, devoramos tudo, assistimos ao filme e discutimos sobre ele depois. Ela ia dormir no sofá e eu decidi trazer um colchão pra sala, pra fazer companhia. Antes de dormir ainda falamos sobre a possível existência de fantasmas, nos lamentamos por não ter tido a brilhante ideia de experimentar pizza de banana com leite condensado antes de acabar e por fim entramos numa breve discussão sobre a maionese ser subestimada pela sociedade.

No geral, apesar de não ter sido nada demais, apenas outra sexta-feira qualquer, acabou sendo uma noite extraordinária. Eu não tenho muitos amigos pra conversar, e a presença dela deixou a noite ainda melhor. Foi divertido. E espero ter mais noites divertidas assim, afinal, a vida é curta demais, se parar pra pensar. E são esses pequenos grandes momentos que fazem tudo valer a pena. 

Ela voltou pra casa pela manhã. Acabou de me mandar mensagem dizendo que chegou em casa. Minha mãe volta de viagem amanhã. E daqui a pouco vou sair com aquela outra garota. Provavelmente ela vai terminar comigo. Ou talvez não. Mas quem se importa, afinal? No fim, acho que a amizade vai vencer.


Notas Finais


Essa história não conta nada demais. E poderia ser melhor desenvolvida, se eu não tivesse preguiça.
A priori, não tenho intenções de continuar ela, desenvolver melhor os personagens e incluir novos, estender os diálogos e essas coisas. Mas, caso alguém se interesse, posso pensar no caso. Isso é tudo, pessoal.


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