História Uma Noite Para Esquecer o Amor - Capítulo 11


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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Annie Leonhardt, Armin Arlert, Connie Springer, Eren Jaeger, Erwin Smith, Hange Zoë, Historia Reiss, Jean Kirschtein, Kenny Ackerman, Levi Ackerman "Rivaille", Mikasa Ackerman, Personagens Originais, Petra Ral, Sasha Braus, Ymir
Tags Giihzs, Levi, Levi X Mikasa, Mikasa, Rivamika, Shingeki No Kyojin
Visualizações 115
Palavras 2.190
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - Surpresas


De lábios umedecidos, ouvia atentamente Armin me presentar com os detalhes picantes — por incrível que pareça — de seu relacionamento com Annie.

Minhas mãos cruzadas seguravam o meu rosto avermelhado com uma expressão bem curiosa. Já o meu querido amigo Arlert explodia de constrangimento. Ele nem sequer conseguia me fitar, ainda mais falar, gaguejava constantemente.

E qual seria o motivo de tamanha tortura?

Um milagre aconteceu. O loiro, um ótimo estratégia, dono de uma sabedoria extraordinária e inteligente ao extremo, havia perdido uma aposta dias atrás.

Eu tinha sido a vitoriosa.

Ele errou nos cálculos.

A sorte não estava a seu favor.

E qual era o preço?

Saber muito mais sobre sua vida sexualmente ativa!

– Olha só, quem diria que este cordeirinho "inocente" – desenho aspas – seria ótimo na cama. Oh, pobre Armin...  Seu rostinho angelical está de maneira diferente na minha cabeça agora... – provoco o coitado, sorrindo de maneira sugestiva.

Embora sejamos melhores amigos com muita, muita intimidade, Armin não diz de jeito nenhum nada sobre este assunto. Claro que respeito sua decisão, escolha, no entanto, como o loirinho tinha completa certeza de que venceria, apostou nisto.

Agora, completamente embasbacado, solta uma sonora exclamação, logo afundando o adorável rostinho nos braços presentes na mesa. Apenas pude rir baixinho de sua situação.

– Vamos, me diga... – começo com um tom baixo, tentando trazer tranquilidade a ele – Quais posições? Você é do tipo carinhoso ou se revela ser um garoto muito selvagem?

– M-MIKASA!

Gritou em automático uma repressão. Balançando a cabeça escondida, tenho certeza que o Arlert está completamente ruborizado. Quase comparado a um tomate. Eu estalo a língua, bagunçando seu cabelo sedoso com cheirinho de coco.

Resolvo insistir, ele teria que contar de qualquer jeito.

– Só me diz, Armindoinnn! – ouço-o bufar, revelando sua face avermelhada.

– B-bem... G-gostamos de tudo um pouco... M-mas, Annie prefere que e-eu f-fique por cima... Q-que e-eu d-dita às regras... À-as vezes...

Ignorei este último detalhe, focando no restante. Surpresa. Estava surpresa por esta revelação bombástica. Arregalei meus olhos acinzentados, revelando puro espanto. Meus lábios rosados, inclusive, entreabriram-se.

– Mas o quê? A Annie Leonhart prefere ficar embaixo?! – Armin desvia o olhar, mostrando-me um minúsculo sorrisinho envergonhado – Nossa... Estou impressionada, confesso. Justo ela que sempre gostou de ficar no controle, comandar e tudo mais... – deixo no ar, notando o loiro se remexer inquieto – Espera! A Annie gosta de-...

–  S-SIM! E-este livro mesmo!

Sou interrompida por Armin ao visualizar a figura mais alta de Eren, juntando-se a nós. Ele sentou ao meu lado, encarando o amigo rubro. Este faz uma careta, torcendo o nariz. Aperto a boca, na tentativa de segurar um risinho da afobação do Arlert.

– Droga, vocês pareciam estar conversando sobre coisas interessantes...  –  resmungou, afrouxando a gravata vermelha do uniforme – Livros, sério mesmo? E caramba Armin, você está bem? Não está com febre? – termina, franzindo o cenho.

Eu revirei os olhos, observando-os conversando normalmente. O loiro assegurou de que não é nada de mais, apenas calor. O tapado do moreno logicamente acreditou, relaxando os ombros, aliviado...

Em silêncio, ouvia os meninos discutirem os temas do seminário que iremos fazer. Nós seremos um trio, todavia, sequer me importava com a opção que eles escolheriam, eu estaria ferrada de qualquer jeito. Era um famoso tanto faz, já sabia o resultado.

Mexendo no celular e com uma estranha sensação de que algo irá acontecer envolvendo este objeto, ouço Eren murmurar para mim algo.

– Aqui Mikasa, peguei para você. – ele coloca um pudim de chocolate a minha frente.

– Obrigada, Eren. – mandei-lhe um sorriso doce.

Não era a primeira vez que isto acontecia, muito pelo contrário. Jaeger não curte muito doce, são raros os que o garoto gosta, então, quando a sobremesa é esta, ele pega para me dar. Eu acabo sempre comendo dois

De repente, um suspirou atraiu a minha atenção. Armin se encontrava distraído, terminando de comer sua salada, não notou. Olhando de esgueira, reparo que o moreno fitava alguma coisa mais a frente. Seguindo isto, encontro uma certa ruiva, gargalhando venenosamente com suas amigas nojentas. Melancolia estava em duas orbes esmeraldas.

Uma onda de raiva me invadiu, dando espaço para um semblante fechado. Ameaço levantar, sendo impedida pelos dois que me seguraram no lugar. Ambos preocupados, receosos e tristonhos. A minha vontade era de esfregar aquele rostinho de merda no chão, até todos aqueles dentes ridículos caíssem. Ela ainda estava em dívida comigo, porque não pude me vingar da guerra de comida. Um muxoxo escapa, demonstrando meu descontentamento.

Meus melhores amigos são idiotas. De início, sinto mais raiva do que tristeza.

Eu e Armin, como pessoas horríveis que somos, apostamos se Eren e Juvia haviam terminado. Apenas segui meus instintos de irmã, apostando que sim. O próprio Jaeger confirmou, ignorando a minha comemoração nada discreta.

Ele sabia muito bem que eu a odiava.

Então, no fim, o motivo do garoto ter andado tão estressado, fechado e aéreo, com a cabeça nas nuvens, fora por causa disto. Entretanto, Eren ainda não revelou o porquê do término, dando espaço para teorias.

– Tch, que se dane. – resmunguei, claramente emburrada. Apoiando a bochecha com a palma da mão, indago a ele – Como você está?

– Digerindo tudo isso. – coça as têmporas após assistir sua ex cumprimentar um garoto que tinha acabado de chegar.

– Aquela mocreia imunda... – vociferei, estrangulando esta maldita na mente.

– Para, Mika! – Armin me censura.

Após o encerramento das aulas, optei por ir à biblioteca, sentando em uma mesa afastada, logo me perdendo nos estudos. A matéria em que mais tenho dificuldade, é química. Vez ou outra, Armindoin tira alguns minutinhos de seu tempo para ajudar-me. Não consigo engolir o fato do garoto loirinho ser uma pessoa tão paciente, ainda mais porque precisa me explicar várias vezes.

Nada envolvendo esta maldita matéria entra na minha cabeça!

O meu celular presente na mesa redonda do local, apitou e vibrou, indicando uma nova notificação. Mordo o lábio inferior, tentada a visualizar o conteúdo, porém, me mantenho no controle. Se eu pegasse o aparelho, iria desistir do estudo.

– Foca, Mikasa. – sussurro, respirando fundo.

O tempo se passou e o meu humor piorou. Gostaria de sair enfiando estes cadernos e livros didáticos em lugares obscuros de indivíduos que não suporto.

Química e eu, não somos compatíveis.

Soltando diversos rosnados raivosos, fecho o objeto folhoso com uma força sobrenatural. Graças a isto, sou repreendida pelo barulho que fiz. O típico "shh!" Invadiu os meus ouvidos, dando-me vontade de mandar todas as pessoas à merda, mesmo sabendo que a errada era eu.

Arrumando o meu curto cabelo — que já estava na altura dos ombros – em um pequeno rabo de cavalo, reuni os materiais para meter o pé desta biblioteca antes de enlouquecer de vez. O objetivo é me sair bem na prova, todavia, é melhor evitar no momento esta desgraça.

A gigantesca escola estava praticamente vazia, com exceção de alguns alunos que faziam coisas das quais certamente não me importo. No pátio externo, avistei minhas amigas escrevendo em cartolinas. Trocamos sorrisos e acenos rápidos.

Somente em casa, pude sentar a bunda na escrivaninha e me afundar de jeito nos livros. Basicamente, me forço a continuar estudando essa merda de química — tanto para a prova, como para o seminário. Logo, precisei de tempo. Quando lembro da existência do celular, o desbloqueio, notando várias notificações estranhas.

Mensagens inúteis do grupo de amigos.

Mensagem do Armindoin pedindo para que não contasse a ninguém o que me disse.

Mensagem da Garota Batata, contando-me sobre o "relacionamento" com Connie.

Mensagem da Lunática Hanji, bolando planos — realmente — infalíveis para que o casal "Rivamika" ou "Levimika" aconteça.

Mensagem de Carla pedindo que tirasse a carne da geladeira para ir descongelando.

Muitas asneiras, no fim.

Me lanço na cama morta de sono, sendo rapidamente abençoada com sonhos... Peculiares, eróticos. Entretanto, tudo o que é bom, dura pouco.... Um som estridente de guitarra conseguiu me despertar em um pulo. O susto extremo me fez sobressaltar no móvel, levando com rapidez as mãos no coração, sentindo as fortes batidas desenfreadas. 

Cruzando as pernas, a minha calmaria se esvai e a raiva começa a acumular.

Ora, ora, quem mais seria?

Dirijo as orbes fumegantes para a janela, procurando os indícios de Levi, pensando seriamente em queimá-lo vivo. Contudo, tudo o que encontro no seu quarto perfeitamente arrumado, é o instrumento no lugar e o ambiente vazio.

Me sentindo uma tola após descobrir que o barulho estava vindo de meu celular ao lado do travesseiro, agarro o objeto.

O toque ao menos era uma das melhores músicas da banda Guns N' Roses.

In the jungle, welcome to the jungle.

Antes de atender, pude franzir o cenho, com estranheza.  O toque jamais fora este, muito pelo contrário, a música costumava ser mais calma.

Eren certamente deve ter alterado, como uma espécie de pegadinha.

Respirando fundo para tranquilizar o meu corpo, visualizo a tela do aparelho. Noto que se tratava de um número desconhecido. Havia acabado de ficar curiosa.

Sem hesitação, digo primeiro.

– Alô?

Finalmente atendeu essa merda, pirralha.

Me surpreendo totalmente ao identificar esta voz monótona extremamente viciante. Sinto um leve frio na barriga; conheço a sensação...

– Levi? – solto, tentando engolir isto – Onde diabos conseguiu o meu número?

Um verdadeiro stalker!

Não houve resposta do bendito, então, deduzi ter dedo de Hanji neste meio. Depois de ser ignorada pelo baixinho mais grosso e arrogante que conheço, o Ackerman vai direto ao ponto.

Olha, sei que não é lá do seu maior interesse, mas, tenho dois ingressos para um jogo de basquete. Você virá comigo.

Sua afirmação me fez arquear a sobrancelha.

– Ah... Eu vou? – passo a língua pelos lábios, resolvendo desafiar ele – Não me lembro de dar a certeza.

Próximo ao ouvido, ouço seu forte suspiro, sendo seguido por uma bufa irritadiça. Sinto vontade de rir.

Mikasa, – começa com uma falsa paciência – você gostaria de me acompanhar para desfrutar de uma partida de basquete?

Eu queria testá-lo.

– Não precisa ser tão formal. – mordo com leveza a ponta da minha língua, segurando uma risadinha – Porém, não entendo... Se quiser companhia, pode ir com o Kenny..

Levi demorou alguns terríveis segundos para que voltasse a responder. Confesso que por dentro já estava entrando em desespero por sua possível desistência. O Ackerman não era insistente, só quando necessário.

– Inferno Mikasa, eu quero ir com você. Se eu quisesse ir com o Kenny, teria chamado ele!

Agora o silêncio vinha do meu lado. Não soube reagir diante disto, me faltaram palavras! Suguei o máximo de ar para os pulmões, balbuciando enquanto coçava as bochechas ruborizadas.

– T-tudo bem, eu adoraria. – digo no fim, esbanjando sinceridade.

Certo. O jogo é daqui três horas, não se atrase.

E encerra a ligação, deixando-me atordoada.

Levi, que atualmente está com o número salvo como "Batman", conseguiu me pegar completamente desprevenida. Durante cerca de 20 minutos, pensava sobre a conversa atenta aos detalhes, em um misto de surpresa e confusão. Utilizando a mão esquerda, aperto a direita controlando suas tremedeira.

É apenas uma mera coincidência ou ele só havia me convidado para sair por causa de Jean?

Era como um cachorro marcando território.

Este pensamento ridículo me fez rir baixinho. Após me recompor, afasto o meu celular, massageando as têmporas como uma forma de manter a cabeça no lugar.

Uma forte e estranha emoção passeava entre minhas veias.

Durante uma hora, surtava pela primeira vez justamente por um motivo besta — e o pior, estava ciente. Se tratavam de sentimentos novos, doidos para serem explorados. Não sou acostumada com muitas mudanças, graças a isto, permaneço sempre com um pé atrás, invés de me jogar.

Era esquisito, bem peculiar, diria.

Eu iria conseguir lidar? 

E ah! Resolvo agilizar; o maldito odeia, repugna atrasos.

– Patética. 

Resmungo, procurando vestes apropriadas. À vista disso, acabo enfiando a primeira calça jeans que encontrei.

Esqueci de perguntar quais são os times que iremos assistir. Porque, se pensar bem, eu poderia usar as cores adequadas ao time que vamos torcer e não ao adversário.

É, vou na sorte.

E céus, que encontro é este? É diferente, confesso que achei um jogo de basquete uma ideia original.

Sorri, minimamente.

Espera... É um encontro?

– Ô Deus! – exclamo, avaliando todas as peças jogadas na cama, atrasada.

Sinto minhas costas queimarem por detrás do roupão negro. Procurei o curioso, dirigindo um olhar repleto de raiva por vê-lo assistindo tranquilamente meu surto, enquanto bebe um líquido desconhecido.

Eren, como sempre despreocupado, me observava do batente da porta.

– Vai sair?

– É o que parece, não? – escapou involuntariamente. Ergo a última parte que faltava do look.

– Que bicho te mordeu, Mikasa? – solta um pigarro  – Credo, tá de TPM?

Deixo o infeliz atrás falando sozinho, logo encontrando um linda regata da cor vinho. Sorri travessa; pois bem, seria aquela mesma!

Já vestida, perfumada, de cabelos penteados e com uma leve maquiagem, vejo a minha imagem no espelho.

– Tá ótimo!

– Tá nada. Tá zoada, Mika. – mente.

– Some daqui, seu merda!

Colocando alguns pertences na bolsa que havia escolhido para me acompanhar, ouço uma buzina frenética. Desço correndo a escada com o celular em mãos, visualizando às horas sem desbloquea-lo. Quando abro a porta, torço os lábios, hesitante.

Ele não iria fazer uma tempestade em um copo d'água, não é?

– Você está atrasada, pirralha. – vociferou, de um jeito emburradinho.

– Mas apenas 2 míseros minutinhos!

E então, a ficha caiu.



Notas Finais


Oi oi, bom, estou perdida na fic! Não sei o que fazer com ela e que rumo tomar. Fudeu.

Ainda assim, vim trazer o último capítulo pronto para vocês! Espero que gostem de verdade, mesmo que talvez tenha ficado meio monótono.

Não sei quando vou dar o ar da graça novamente — como sempre k —, então, me desculpem.

EEEE EU QUERIA AGRADECER PELOS QUASE 200 FAVORITOS E OS VÁRIOS COMENTÁRIOS! VOCÊS SÃO FODAS!

Que todos vocês tenham um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo!!

Aliás, o aniversário do Levi é dia 25/12, ou seja, parabéns amor de todas nós!

Até a próxima! ♥️


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