História Uma nova canção - Capítulo 13


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Romance
Visualizações 61
Palavras 1.720
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá, meus amados leitores! Mais um dia, mais um capítulo, mais uma música... Então, a música que não sai da minha cabeça hoje é "Home" do cantor Phillip Phillips. Espero que gostem da música e especialmente do capítulo.
Boa leitura <3

Capítulo 13 - Sisters


O relógio marcava meio dia quando os alunos da detenção foram dispensados para o almoço. Todos estavam indo em direção ao refeitório, mas minha fome já havia sumido. Talvez por ficar a manhã inteira tentando convencer Matthew a me contar o que aconteceu com Emma, na qual todas às vezes ele dizia: "Não é para mim que você deve perguntar."

Se ele acha que eu vou desistir, está muito enganado.

Carregando meus sanduíches, eu fui até a pequena fila que havia se formado em frente a máquina de refrigerantes. Eu não ia comer a comida da merenda, mas meus olhos estavam pregados naquela direção. Eu só queria saber porquê Emma me pediu para não comer aquela comida, mas... assim que soube, fiquei pensando em como era bom não saber.

O que parecia ser carne moída, estava com uma aparência completamente estranha. Posso não ser uma boa cozinheira, mas sei que a carne não deve ficar verde.

- Não coma aquela comida... Eu divido meu lanche com você. - Matthew sussurra atrás de mim.

Eu apenas balanço meus sanduíches na sua frente, mantendo meus olhos fixos na cantina.

- O que tem de errado com a comida ? - Pergunto após um tempo. - A comida da escola não é assim nos dias de semana.

- É que hoje não deveria ter aula então ele pedem para o treinador Carter fazer a comida e... - Ele faz um gesto indicando a merenda. - Acaba ficando assim.

- Por que o treinador ?

- Ele tem uma grande fixação por culinária, mas... acho que ele não é muito bom. - Mathew olha para a cantina e logo depois para mim. - Gosto de pensar que isso faz parte do castigo.

- Nos deixar doentes faz parte do castigo?!

- Ah, a comida dele pode ser ruim, mas não faz nenhum mal. - Ele sorri para mim, antes de dar uma olhada no "chefe". - Eu acho.

- Reconfortante. - Eu digo para mim mesma.

A fila começa a andar e logo chega a minha vez. Rapidamente, eu coloco um dólar na máquina e espero até que meu suco de abacaxi caía.

Quando volto a olhar para as mesas, vejo que estão todos sentados em lugares separados. Suspirando, eu me sento o mais afastada que consigo. No mesmo instante, o garoto emo que, segundo Matthew se chama Owen, se aproxima de mim.

- E aí ? - Ele olha para mim, parecendo entediado.

- Oi. - Sorrio, apesar do meu claro desconforto.

- Que tipo de parada você curte ?

- O que ? - Instintivamente, meu corpo se afasta na direção oposta à dele.

- Posso te arrumar qualquer parada. - Ele mexe nos bolsos, procurando por algo. - Acho que ainda tenho um pouco...

De repente, Matthew aparece e coloca uma mão no ombro de Owen, que por sua vez se cala.

- Ela não quer nada. - Diz Matthew.

Owen apenas assente com a cabeça, dando dois passos de volta ao seu lugar. Mas então, ele se vira e diz:

- Não esquece que você ainda está me devendo por aquele favor.

Matthew desvia seu olhar para mim, ignorando as palavras de Owen e se sentando à minha frente.

- Que favor ? - Eu pergunto assim que ele se senta.

- Não é nada. - Ele responde rápido demais para o meu gosto.

Eu dou o meu máximo para ignorar essa sensação de que ele está mentindo. Já tenho mistérios demais para um dia.

[...]

Às três da tarde, o sinal toca e a senhora Crawford volta até a sala. Ela nos entrega nossos celulares, enquanto faz um discurso sobre rebeldia e nos obriga a assinar uma folha de comparecimento.

Eu pego minha mochila rapidamente, apressada para encontrar Emma e poder finamente esclarecer essas coisas.

Matt e eu fomos até o estacionamento, porém não encontramos Emma. Por isso, resolvemos caminhar até em casa... um longo caminho onde ouvimos apenas o som dos carros.

Quando paramos em frente a minha casa, eu faço um sinal para Matt me esperar e tento correr, mas ele me segura.

- Ei! - Diz ele. - Por que eu estou aqui ?

- Porque preciso de respostas. - Eu respondo e me livro de sua mão para correr até a porta de casa.

Após me questionar por alguns segundos, Emma me segue até a frente de casa.

- O que você quer ? - Ela pergunta ao ver Matt, claramente irritada.

- Não olha pra mim. - Ele levanta as mãos como se estivesse se rendendo. - Foi ela que me obrigou.

- Cat! - Ela me encara, desta vez não há nenhum vestígio do sorriso que geralmente me anima. - Eu achei que tivesse sido bem clara.

- Já chega! Eu quero que me expliquem essa história do Gabriel! - Eu exijo.

Emma olha para Matthew e logo em seguida acerta um chute entre suas pernas.

- Seu babaca, você contou pra ela ?! - Ela grita, enquanto Matthew se contorce no chão. - Você prometeu, seu desgraçado!

- Eu não disse nada. - Ele diz, sua voz sai um pouco forçada, e isso me diz que ele está com dor.

Sei que não deveria, mas... eu acabei rindo.

- Emma! - Eu grito para chamar sua atenção. - Ele não me disse nada.

Ela se abaixa, enfiando seu rosto em suas mãos, enquanto murmura algo que soa como "droga" para si mesma. Quando ela levanta seu rosto para o céu, uma lágrima escorre em sua bochecha.

- Uma coisa, Matt. - Emma diz, ainda olhando para o céu azul claro. - Eu te pedi uma coisa.

Se esforçando para ignorar a dor, Matthew se levanta.

- Eu sei que prometi, mas... - Ele me encara. - Não consegui evitar.

- Se tivesse se afastado como eu pedi, isso não teria acontecido! - Emma grita, cutucando o peito de Matthew com força.

- Ela é sua irmã! Acaba logo com isso!

Alguns segundos intermináveis se passam até que Emma finamente responde:

- Fica longe dela. - Ela se afasta de Mathew, caminhando em minha direção. - Não vou deixar ele arruinar a sua vida.

Ela passa um braço em volta dos meus ombros, tentando me levar para dentro de casa com ela, no entanto, a voz de Matthew a faz parar.

- Não posso, Emm.

- Por que ? - Emma pergunta sem olhar para trás.

- Porque talvez... - Ele hesita. - Talvez eu goste dela.

As palavras de Matthew me deixam em choque por um tempo, Emma, no entanto, me solta e, como se por extinto, ela se aproxima de Matthew. Eu pisco algumas vezes para recuperar o controle de meu corpo.

- Seu filho de uma...

- Emma! - Eu grito e a seguro, pois sei exatamente o que ela vai fazer. - Já chega!

O silêncio se faz presente. Eu seguro Emma por mais alguns segundos, apenas para ter certeza de que ela se acalmou.

- Eu nem ao menos sei porquê vocês estão brigando. - Eu suspiro.

- Emma... - Matthew fala baixo. Desta vez ele parece bem mais calmo. - Você sempre me disse que a pessoa em que mais confiava era a sua irmã.

Eu permaneço calada. Observo Matthew tentar - sem sucesso - fazer com que Emma me conte o que está acontecendo. Milhares de possibilidades passam pela minha cabeça, no entanto, nenhuma delas consegue encaixar todas as peças desse quebra-cabeças maluco.

- Vai embora, Matt. - Emma murmura após um tempo, me fazendo perder as esperanças.

Matthew se aproxima dela, mas é surpreendido por um grito:

- Sai daqui!

Contrariado, Matt se afasta. Lágrimas escorrem pelo rosto de Emma, enquanto observamos em silêncio, Matthew partir.

Eu me aproximo de Emma, assustada, pois nunca à vi chorando antes. De toda a nossa família, ela sempre foi a mais forte e determinada.

- Emm... - Eu a pego em meus braços lhe dando um abraço apertado.

Ela me abraça por poucos segundos, mas logo se afasta, mantendo as mãos em meus ombros.

- Nunca mais se aproxime do Matt. - Ela diz. - Você me entendeu ?

- Emma, fui eu que o obriguei a vir aqui. Ele apenas fez o que eu pedi.

- Ele não é uma boa influência pra você.

- Se for pela detenção, ele não teve culpa...

- É por tudo, Cat! - Ela diz, exaltada. - Sua ingenuidade é tanta que você não consegue perceber o quanto ele é idiota.

- Minha o que ? - Eu me afasto um pouco, tentando compreender o que ela me diz.

- Cat, por favor, fica longe dele. - Ela diz, quase suplicante. - Não me obrigue a tomar medidas drásticas.

- Medidas drásticas? - Eu digo incrédula. - O que quer dizer? Você vai me bater e me trancar em casa ?

- Não. Você sabe que eu nunca machucaria você. - Elas diz em voz baixa. - Mas posso te mandar pra casa da tia Sarah.

- Você não faria isso. - Eu dou mais um passo para trás para criar uma distância considerável de Emma.

- Se for para te proteger, sim, eu faria.

- Não pode me obrigar! Você não é minha mãe. - Lágrimas brotam em meus olhos, mas eu me controlo para não chorar.

- Não. Mas sou sua irmã mais velha. - Ela responde, passando as mãos no rosto para secar suas lágrimas.

- Minha irmã mais velha irresponsável. - Eu a corrijo.

- Exato. E é por ter feito tanta merda na vida que eu sei o que é melhor pra você.

Eu começo a pensar na possibilidade de voltar a morar com minha tia. Emma não faria isso, faria?

- Uma semana aqui e olha o que aconteceu. - Emma se aproxima, mas eu dou mais eu passo para trás, assegurando a distância entre nós.

- Foi só uma detenção.

- Mas essa não é você, Cat! Em menos de uma semana aqui, você ganhou sua primeira detenção por causa dele.

Ela não precisa dizer nomes. Sei exatamente a quem ela está se referindo.

- Como se você nunca tivesse levado uma detenção. - Eu digo com indiferença.

- Não faça essa comparação. Você não é como eu.

- Mas talvez eu queira! - Eu rebato.

Ela fica em silêncio. Minhas palavras a acertaram de uma maneira que não queria e nem mesmo entendo.

- Se é o que você quer, eu vou embora.

Eu a escuto gritar, mas não paro minha corrida desesperada até meu quarto. No caminho, encontro Nicole, mas não paro. Eu subo as escadas aos tropeços com Emma logo atrás.

Entro em meu quarto, batendo a porta com força, e enquanto Emma me implora para abri-la, eu mergulho minhas costas na madeira fria, sentindo as lágrimas que eu me esforcei tanto para segurar, escorrerem em meu rosto.


Notas Finais


Então? O que acharam?
Comentem suas opinião e não percam o próximo capítulo, pois darei as respostas que vocês tanto esperaram.
Beijos até a próxima.


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