História Uma Nova Chance - Camren G!P - Capítulo 14


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Camila Cabello, Camren, Fifth Harmony, Lauren Jauregui
Visualizações 682
Palavras 1.010
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Aqui estou como prometido... ❤

Capítulo 14 - Capítulo 13


Narrador Pov

Apesar disso, ela ainda podia amar outro bebê.

"Você é louca, Camila." disse a si mesma, beijando os fios de cabelos macios de Julian. "Não há lugar para você junto desta criança!"

Mas durante aqueles dias ela poderia amá-lo. Devia ser o começo da cura. Ou então sairia do episódio ainda mais ferida.

"Não me importo." Camila continuou seu monólogo. "Não tenho muita escolha. E é tão fácil amar você, doçura! Como também sua mãe."

Oh, não! Loucura completa!

Amar Lauren só lhe traria mágoa e incompreensão.

Ambas pertenciam a mundos diferentes.

As mulheres de Lauren Jauregui eram da mais alta esfera social, herdeiras e modelos de sucesso. Não devia haver lugar para as pequeninas e latinas Camila's, filhas de fazendeiros pobres, sem nenhuma projeção.

Ainda por cima, com um casamento fracassado e um filho morto.

"Ela deve estar se divertindo comigo." Camila cochichou ao ouvido de Julian. "Sua mãe tem mulheres mais convenientes a espera dela."

Tenha cuidado. Aquele sorriso pode seduzir um santo, e você não está aqui para se deixar levar por seus encantos. Tome conta desse inocente e, se puder, faça com que se crie um elo entre Mãe e filho. Depois, saia da vida dos Jauregui's. Só isso. pensou.

Tristes conjecturas...

Camila queria dar a mamadeira para Julian e esperar a volta de Lauren. Embora isso não tivesse a mínima importância.

Trocou a fralda do bebê, preparou o leite e voltou para a cozinha, equilibrando Julian e a garrafa com uma das mãos e se apoiando na "bengala" com a outra.

Lauren ainda não voltara.

Camila ouviu o latido alegre de Matthew do lado de fora e sentou-se de novo na bergère.

Lauren chegou logo depois de Julian ter mamado todo o leite. Estacou quando os viu.

Apenas uma luminária lateral acesa, Julian quase adormecido e aconchegado nos braços de Camila.

"Camila!" exclamou, confusa.

Lauren, assim como Camila, achava uma nova dimensão em sua vida de solteira.

Seu mundo estava completo. Poderia cuidar de seu filho? 

Camila a encarou e depois fitou Julian com imensa ternura.  Como dar Julian para estranhos? Lauren não devia, nem poderia.

"Vá dormir, Jauregui." O menino se mexeu pelo som alto da voz de Camila. "Tomarei conta dele."

"Como você conseguiu?" Lauren viu o rodo ao lado dela. "O que é isso?"

"Adaptei-o para me servir de apoio. Espero que não se incomode." Explicou.

"Sei, sei... Acho que vou descontar do que lhe devo por não ter ido ao Havaí." brincou.

Ambas riram. A viagem também não importava mais.

"Suponho que não poderei ir, Lauren. O nível do rio não baixou, não é?"

"Com certeza não até amanhã." Ela pôs a mão sobre o ombro de Camila. "Isso a incomoda muito?"

O Havaí era uma imagem remota ante a sensação do contato de Lauren em sua pele.

"Acho que não. Pode ir para a cama."

"Tomarei um café antes. Quer?" Lauren pegou uma caneca da estante e o bule de cima do fogão.

"Não, obrigada." recusou educadamente.

"Incomoda-se se eu tomar?"

"Você está na sua casa." Um absurdo ela fazer aquela pergunta.

Lauren sentou-se na cadeira em frente.

Ninguém falou. O silêncio só era quebrado pelo ressonar do nenê e o tique-taque do relógio.

Ela terminou o café e Camila esperou que se erguesse.

Mas Lauren tornou a se recostar e fitou a cena a sua frente. Parecia estar avaliando.

A situação a agradava. Sobretudo, o carinho que sentia no olhar de Lauren.

Alguns segundos depois ela fechou os olhos. As duas Jauregui's dormiam.

"Devemos acordar sua mãe, Julian? Ou não?"

Camila sorriu, se equilibrou, apanhou o rodo e saiu mancando, com Julian aninhado em seu braço.

Parou em frente à cadeira de Lauren.

Ela dormia o sono dos justos. Nada a acordaria.

"Boa noite!" ela disse, suave.

Daí a um ou dois dias, ela voltaria a ser notícia nos jornais e... adeus.

Camila se abaixou e beijou de leve os cabelos negros.

Boa noite, minha Lauren... completou em pensamento e logo depois repreendeu se, Que coisa ridícula para se dizer!

€#####

Lauren acordou à meia-noite e só viu cinzas no fogão. Por um momento, não soube dizer onde se encontrava.

O primeiro pensamento foi para Camila. 

Onde ela estaria?

Não conhecia outra mulher igual, uma estranha mistura de profissional eficiente e criança triste.

Fechou as tampas do fogão, ligou a máquina de lavar louça e saiu da cozinha.

"Meu Deus, nem indiquei a ela um local para dormir!" falou baixinho.

Claire havia arrumado suas dependências para Ash.

Camila devia ter ido para lá.

Abriu a porta da sala da enorme suite e deu uma olhada. Não viu Camila. Foi até o dormitório, sem fazer ruído. Aproximou-se da cama e a viu dormindo.

Os Clarence tinham uma cama enorme de latão, com acolchoados coloridos e muitos travesseiros.

Camila parecia perdida no meio dos cobertores.

Nisso, Lauren olhou de novo e cambaleou.

Havia dois rostos sobre os travesseiros.

Seu filho dormia entre os braços de Camila.

As faces quase se tocavam. Abraçados, de olhos fechados, eles pareciam precisar um do outro.

Lauren Jauregui ficou enciumada. Não se lembrava de haver sentido ciúme antes. 

Nunca tivera uma mulher que a segurasse com tanto carinho quando pequeno. Apenas uma sucessão de enfermeiras, babás e berçários. Depois, escolas e internatos. A seguir... nada.

Seria esse o futuro solitário de Julian? Uma criança a quem ela não se lembrava de ter gerado, mas de quem lhe coubera a responsabilidade?

Ashley, a verdadeira mãe dele, não o queria.

Como evitar que seu filho tivesse aquela mesma infância triste e isolada?

E Lauren não se achava em condições de cuidar de uma criança.

E nem de salvar touros de atoleiros.

Julian se mexeu e choramingou. Camila, sem acordar, estendeu o braço para confortá-lo. A criança se ajeitou ainda mais perto e continuou dormindo.

Sem dúvida, havia um bebê no passado de Camila. 

Ou entregara um para adoção, por ser mãe solteira ou... o nenê morrera.

Não havia outra explicação.

As mechas macias sobre o travesseiro a comoveram.

Quem sabe...

Camila era uma advogada e não gostava de sua profissão. Era uma jovem criada no campo. Ela abraçava Julian com naturalidade e carinho.

Com cuidado, para não acordá-los, Lauren ajeitou o acolchoado, que havia escorregado.

Deu um passo atrás e parou.

Certas coisas eram irresistíveis.

Acariciou o rosto delicado de Camila, num gesto fugaz.

Ela fazia parte daquele mundo.

Lauren tinha de fazer algo a respeito.


Notas Finais




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