História Uma Nova Chance - Camren G!P - Capítulo 7


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Camila Cabello, Camren, Fifth Harmony, Lauren Jauregui
Visualizações 215
Palavras 1.882
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Fofis desculpa a demora ❤

Capítulo 7 - Capítulo 7


Narrador Pov

Julian tomou um pouco de leite e adormeceu de imediato. Camila colocou-o no berço e passou a organizar a imensa desordem do quarto.

"Você não tem empregada?" perguntou vendo a bagunça.

"Está duvidando de meus dotes como arrumadeira?" A pergunta de Lauren desanuviou um pouco o ambiente, e Camila esboçou um sorriso.

"Estou."

"Como eu imaginava. Quem sabe vai me dar um pano ou vassoura e..."

"Acertou." Camila a interrompeu e se abaixou e apanhou uma toalha ensopada. "Já que vou ter de morar neste lugar por quarenta dias, não pense que farei tudo sozinha. Tampouco suportarei tamanha bagunça."

"Deus me perdoe... Esse é o quarto da Claire!" Lauren coçou a cabeça e começou a recolher as roupas espalhadas.

"Claire?" Camila perguntou confusa.

"Minha governanta." Lauren explicou. "Sra. Clarence, para ser mais exato. Estes aposentos são dela. Eu os cedi a Ashley por ter uma cozinha separada. Pensei que ela fosse precisar para as mamadeiras da noite."

"E o que foi feito da Sra. Clarence?"

Lauren gargalhou com a pergunta desconfiada de Camila.

"Você tem uma mente desconfiada e maldosa, advogada. Acha que eu e o Julian picamos Claire em pedacinhos e a despachamos em pacotes separados pelo correio, só para usarmos a sua cozinha?"

"Claro que não. Mas, ela não está aqui, não é?" Camila continuou questionando.

"Não."

"O que houve, afinal?" insistiu.

"Está imaginando uma alternativa para o correio?"

"Espero que seja alguma coisa bem menos sangrenta."

"Bem, vamos dizer que Claire não se deu bem com Ashley." Lauren explicou.

"Ah, sim?"

"Ashley chegou com ares de dona da casa." Lauren encolheu os ombros. "Ela esperava que Claire fizesse todo o serviço e ainda tomasse conta de Julian. Bebês não são a especialidade de Claire, que acabou decidindo tirar uns dias de descanso. Não pude negar-lhe isso, pois fazia tempo que não tirava férias. Ou a folga ou a demissão voluntária."

"E achou que não precisaria de uma empregada, tendo Ashley por aqui?" Camila ironizou.

"Eu não seria tola à esse ponto." Lauren riu com ironia. "Ashley não faz nada. Mas pensei que, se ela não tivesse alguém para pajeá-la, ficaria pouco tempo. Eu estava certa. Só não pensei que fosse deixar o Julian. Camila..." Ela estremeceu sentido uma certa indecisão na voz de Lauren.

"Sim?"

"Preciso muito de sua ajuda." Lauren confessou, sincera.

"É mesmo?" Camila ergueu as sobrancelhas, incrédula.

"Juro. Ainda tenho gado nas baixadas do rio. Ontem à noite retirei uma parte do rebanho das pastagens. Nisso, Ashley foi embora sem me avisar. Já era tarde quando voltei para me trocar e me deparei com Julian sozinho. Não voltei para terminar a tarefa."

"E precisa fazer isso agora, Jauregui?"

"Se você puder tomar conta do Julian para mim, sim."

Ou Lauren fingia muito bem ou entendia realmente o valor do pedido que fazia. Como se soubesse o quanto isso a machucava.

"Meu filho está dormindo, Camila. Não será preciso fazer nada. Só ficar de prontidão."

"O que faria se eu não tivesse vindo?" Camila perguntou, por perguntar.

"Só Deus sabe." Lauren estendeu as mãos um pouco calejada, por ser fazendeira, num gesto que Camila começava a conhecer. "Bem, talvez eu tivesse de chamar o resgate."

"Para levar Julian?"

"Claro." Lauren afirmou.

"Você iria junto?" Camila a questionou, o tom de acusação na voz.

Lauren desviou o olhar, ante a crueza da pergunta. Ela não respondeu logo, sentindo a acusação.

"Camila, tente entender, eu mal o conhecia. Você não queria que tivesse responsabilidade de mãe, não é?"

"E por que não?" Camila suspirou. "O bebê não tem outra mãe que se importe, o pobrezinho. Vá salvar seu gado, Lauren Jauregui. Cuidarei de Julian."

"O que acha que eu devia ter feito se não tivesse vindo, Camila? Deixar o gado morrer?"

"Evidente que não." Camila fechou os olhos, cansada daquela conversa.

Lauren não tinha idéia do abandono de seu filho e não seria ela quem lhe iria esclarecer. "Vá buscar seus bois. Só mais uma coisa, Jauregui."

"Sim?" Lauren a olhou com medo, e ela teve de se conter, mais uma vez, para não rir.

Devia fazer muito tempo que ninguém tinha coragem e honestidade para fazer Lauren Jauregui se sentir pouco à vontade.

"Preciso de alguma coisa para vestir."

Lauren pareceu aliviada.

O que ela esperava que Camila dissesse?

Ela fitou sua roupa, que uma vez fora uma roupa de trabalho limpa e intata. Não conseguiria tirar aquelas manchas nunca mais.

"Seu cachorro começou o estrago, e seu filho terminou o serviço. Não tenho outro traje."

"Estamos imundas, hein?"

"O que se pode fazer?"

"Claire tem o armário cheio de roupas, e tenho certeza de que não se incomodaria se você as usasse. Mas ela tem quatro vezes o seu tamanho. Poderia usar minhas blusas e os jeans... Menos as roupas íntimas, já que temos as genitais diferentes."

"Só ficarei aqui por alguns dias, de modo que terei de dar um jeito." Camila falou corada e olhou para a máquina de costura em um canto no quarto. "Posso usá-la?"

"Também sabe costurar?" Lauren se espantou.

"Não sou nenhuma expert, mas se tiver sua permissão..."

"Para quê?"

"Estragar uma de suas cuecas. Pode considerar como parte daquele pagamento que me ofereceu."

"Verdade?"

"É, sim."

"Vai costurar agora?"

"Enquanto Julian estiver dormindo. Não se preocupe, pode cuidar de suas vacas."

"Se acha melhor assim..." Lauren saiu do quarto e voltou depois de dois minutos, trazendo vários jeans e blusas e cuecas novas nas embalagens. "Faça o que quiser com isso."

"Eu farei." Camila agradeceu com um sorriso.

Lauren hesitava em sair, por medo de deixar o filho aos cuidados de Camila, ou em consideração a ela.

"Vá resgatar o gado, Jauregui." Ela sorriu.

"Obrigado, Camz."

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Já era noite quando Lauren retornou.

Após outra mamadeira para Julian, Camila tomou banho e vestiu uma calça jeans que coube perfeitamente nela e uma de suas blusas.

Descalça, repousava na cadeira de vime na varanda de trás, com Julian nos braços.

Parecia a esposa de um fazendeiro esperando pelo marido. A diferença era que ela não era a esposa e o marido era uma mulher.

Lauren veio até a varanda a passos largos, um tanto espantada. "Camila?"

"Achou que eu fugiria?"

"Não. É que pensei..." Ela fitou o relógio. "Será que Julian não precisa mamar de novo?"

"Como estava cansado depois do banho e não mamou direito, já acordou e tomou uma mamadeira cheia." Camila mostrou o frasco vazio com satisfação. "Dormiu de novo. Conseguiu salvar todos os animais?"

"Faltou um. Nada pude fazer por ele." Lauren chegou perto de Camila e fitou o filho. Estava com o rosto cansado e tinha as roupas enlameadas.

"Por que não vai tomar um banho, Lauren? Eu já tomei. Depois precisamos comer."

"Boa idéia!" respondeu.

"Quando fez sua última refeição?"

"Acho que foi ontem à noite." Meneou a cabeça. "Eu não posso, Camz. Voltei para pegar uma arma." falou novamente o apelido sem perceber.

"Para quê?" Camila percebeu e deixou um sorriso imperceptível nos cantos dos seus lábios.

"Há um touro preso na lama e não consegui tirá-lo. Quanto mais ele se debate, mais afunda. Fiquei mais de uma hora tentando, em vão." Lauren explicou.

"Oh, Deus! É um reprodutor?"

"O melhor. Um hereford." Lauren passou a mão suja na testa. "Desculpe-me, Camila. Não me espere, pode jantar. Acredito que há alguns ovos na geladeira. Voltarei assim que puder, e não estou com fome."

Camila mudou Julian de posição.

"Posso ajudar?" se ofereceu.

"Como assim?"

"Quero dizer com o touro. Quem sabe nós duas..."

"Mas você tem de cuidar do Julian." Lauren falou interrompendo-a

Camila balançou a cabeça. Sabia, mais do que ninguém, como eram resolvidos os problemas com as crianças do campo.

"Acho que tem um trator, não, Lauren?"

"Sim, claro. Mas e daí?" Lauren questionou não entendendo aonde ela queria chegar.

"Deixaremos Julian na cabine, enquanto fazemos o que for necessário. Eu o embrulharei bem com cobertores, e ele continuará dormindo. É bastante seguro." Camila explicou.

"Como sabe de tudo isso?"

Ela não respondeu. "Tem sacos de farelo vazios ou qualquer coisa semelhante, Lauren?"

"No telheiro há montes deles."

"Ótimo." Camila se ergueu. "Só vou agasalhar bem o Julian e poderemos ir."

"Você não pode..." Lauren tentou argumentar, mais foi interrompida.

"Não posso o quê?" Camila perguntou.

"Não sei." Lauren confessou e a encarou, assombrada. "Começo a achar que não entendo e não sei de nada."

"Algum problema?"

Lauren examinava Camila com atenção. A blusa um pouco folgada e a calça destacava as pernas esguias e os quadris estreitos e a... Bunda.

A calça parecia ter sido feita para ela.

Camila se constrangeu ante o olhar de Lauren e disfarçou.

"Podemos ir?" perguntou.

"Como?" Lauren questionou um pouco perdida.

"Resgatar o touro." Camila a lembrou.

"Ah, sim!" Lauren meneou a cabeça e voltou à realidade. "Assuma o comando, Srta. Cabello, e acredite: eu a seguirei."

Demoraram meia hora para alcançar o animal, e o encontraram já com a parte traseira bem afundada no barro.

Não era de admirar a idéia violenta de Lauren, Camila pensou. Salvá-lo era uma tarefa impossível para uma pessoa só.

Na cabine do trator, Lauren estava ao volante e Camila mantinha Julian enrolado em um cobertor grosso, em seu colo.

O bebê não acordou.

O ronco do motor o fazia dormir melhor ainda, e nem a trepidação da máquina pesada atrapalhava seu sono.

Os faróis iluminavam a escuridão embaçada pela garoa. Tinha-se a impressão de que a chuva iria parar. Por entre as nuvens, aparecia um luar tímido, prognosticando melhoras.

Quem sabe no dia seguinte ela pudesse partir?

"Ali está ele." Lauren parou e apontou as luzes na direção do hereford.

Camila ficou penalizada ao ver o sofrimento do touro premiado. Todos os músculos de seu corpanzil de raça pura estavam retesados pelo esforço de sair do lodo.

Ela pulou do trator, antes mesmo de ele estar completamente parado, com os pés descalços. Se calçasse as botas de borracha de Lauren, na certa as perderia no primeiro passo naquele lodaçal.

"Olá..." Camila se adiantava devagar, sem esperar por Lauren. Não aguentava agonia do animal. "Como vai, garoto?"

O touro distendeu a cabeça para trás e resfolegou. Camila chegou perto do touro, acariciou-o atrás da orelha e segurou o aro de seu focinho.

"Nós estamos aqui para ajudá-lo, meninão. Agora, chega de se debater." Segurou a argola com firmeza e a puxou para frente. Desse modo, o boi lutaria contra ela, e não contra o barro.

"Tudo bem, Lauren. Pode espalhar os sacos em volta dele, o mais próximo possível, e por debaixo. Aí dará para escavar, começando pela frente. A cada pá cheia de lama que tirar, empurre depressa um saco por baixo. Assim, se ele tentar livrar a pata, encontrará a fibra, e não a lama."

"Onde aprendeu essas coisas?" Lauren perguntou, abismada.

"Na escola." Camila respondeu.

"Não acredito."

"Nem precisa." Camila sorriu. Puxou o focinho do animal mais uma vez e se interpôs entre ele e Lauren. Assim, o hereford não a veria. "Agora é só cavar."

"Mas..."

"Escute, eu sou advogada." Camila sorria e acariciava a cabeça grande do animal. "Faz parte de meu trabalho ajudar um cliente a sair de uma encrenca. A fazendeira cabe o trabalho pesado. Eu falo enquanto você cava."

Depois de alguns segundos de silêncio, Lauren apanhou a pá, devagar, sem desviar o olhar de Camila.

"Sim, senhora, madame."

Lauren trabalhou muito durante uma hora. Por duas vezes, elas pensaram que haviam conseguido.

O touro deu uma guinada com o corpo para cima dos sacos e voltou para o lodo antes de Lauren conseguir ajeitar os sacos.

A fazendeira continuou escavando.

Era isso ou usar o revólver.

Não havia outra escolha.


Notas Finais


Eaiii??

Eu prometo voltar o mais rápido possível ❤

Byee fofiss ✌


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