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História Uma Nova Chance - Capítulo 142


Escrita por:


Notas do Autor


Oiii

Boa leitura❤❤

Capítulo 142 - Cap.142


Fanfic / Fanfiction Uma Nova Chance - Capítulo 142 - Cap.142



                      Marco: 




Bom, o problema era sair de casa, o tédio, a rotina, Paolla detesta fazer sempre a mesma coisa e eu posso imaginar o quão difícil está sendo pra ela, porém estou num dilema: o que fazer? A melhor coisa seria tira-la um pouco de casa, mas não quero que ela se sinta culpada depois, e jantares, flores, chocolates, tudo isso eu já havia feito, não tinha nada de diferente e teria que ser uma coisa simples também, pois o mais sofisticado ficaria para uma outra ocasião, que por acaso tem a ver com que irei fazer agora, de madrugada.


O aniversário de Paolla seria daqui há quatro meses, um pouco longe da data para se comprar um presente tão já, mas o meu presente em específico, demoraria um pouquinho para ficar pronto, era detalhista e totalmente único, o que me faz agradecer além do privilégio de te-la em minha vida e amar alguém tão infinitamente à ponto de lhe confiar algo desse tipo, como também de poder ter condições de lhe dar tal agrado, claro que não é nada perto do que ela merece, mas infelizmente o mundo, o céu e as galáxias, não poderei te dar. 


— E você acha que consegue terminar em quatro meses, Bianca?— Pergunto à uma amiga de longa data, que trabalha pra mim como designer e também faria a jóia especial, coisa que não costuma fazer, mas que por mim faria, palavras da própria, que também tinha um carinho enorme por Paolla. Ela fica na filial do interior e por isso tive que vir tão cedo, não queria atrapalhar meu horário no serviço, já que sairia de lá mais cedo hoje e também pelo menos duas vezes por semana.


— É, o seu vai ser complicado, né... — Ela diz entortando a boca.— Mas eu consigo sim, pode deixar. 


— Obrigadão, Bianquinha! Você é demais.— Digo e ela solta um riso baixo.


— Quando você puder dizer a que veio, diz pra Paolla que eu mandei um beijo.


— Digo sim... Agora deixa eu ir, não posso chegar depois do horário lá na empresa. 


— Ué, achei que fosse o patrão.— Ela provoca. 


— E eu sou, por isso preciso dar o exemplo. 


— Hurum... Então vai lá. 



Na estrada, eu tive muito tempo pra pensar, o Trânsito também ajudou, claro, mas finalmente eu tenho a ideia perfeita: é diferente (pelo menos pra nós), simples, fácil e divertida. Eu espero muito que ela goste. 



( . . . )



— É sério? É sério, você não vai me contar?— Paolla questiona fazendo um biquinho.


— Não.— Digo e lhe dou um selinho. — É surpresa. 


Paolla fica de cara amarrada, aperto sua bochecha e logo o bico cede lugar a um sorriso bobo. 


— Ah, eu odeio quando eu to brava e você me faz rir! Muito desrespeito com a minha pessoa.— Ela diz e eu lhe encho de beijos. Ela sorri mais ainda.


— É porque eu amo seu sorriso! — Digo fazendo carinho em seu queixo.


— Sei... Bobo.— Agora é ela quem me dá um beijo. Um beijo longo e cheio de carinho. — Amor, fica um pouquinho com a Júlia enquanto eu tomo um banho? 


Sorrio, era a oportunidade perfeita. 


— Claro, pode deixar.


Ela me dá mais um selinho e depois de dar um cheirinho na filha, parte para o banheiro. 


— É, meu amor... Hoje, eu vou fazer uma coisa legal com sua mamãe.— Digo enquanto tinha sua atenção toda em mim. — Você pode participar, vai ser muito mais legal.


Ela sorri e resmunga algo pra mim, como se entedesse tudo. 


— Eu comprei umas coisas e deixei no carro. Bora lá comigo buscar? Vamo passear?


Júlia se agita toda enquanto eu levava ela lá pra fora, os balbucios ficaram mais intensos e repetitivos.


— Mas você gosta de uma rua, hein? A gente só vai na garagem e você nessa euforia toda.


Não era muita coisa, somente duas sacolas com umas coisas para comermos quando ela saísse do banho, tinhas umas frutas, doces, mel, biscoitos, etc. 


Levo as sacolas e o carrinho de Júlia lá pra dentro. 


Coloco as coisas na cama e fuço as gavetas à procura de uma venda que eu tenho certeza que está alí.


— Achei!— Digo pegando a venda.


— Pra que isso senhor Marco?— Paolla pergunta saindo do banheiro com uma toalha cobrindo o corpo e outra os cabelos.


— É pra gente brincar daqui a pouco.— Digo e ela me olha espantada.


— Com nossa filha acordada, ta maluco?!? 


— Não!! Eu nem falei nisso, ô doida. É pra brincar de outra coisa, sua pervertida.— Digo e lhe puxo pela cintura, beijando seus lábios. 


— Hm... E do que, então? 


— Você vai ver... 


Ela me olha com a sombrancelha erguida e em seguida meneia a cabeça, colocando vestido longo de alcinha, em seguida ela solta os cabelos e pega o pente.


— Espera!— Digo e ela se vira pra mim imediatamente.


— O que?


— Deixa que eu faço.— Digo estendendo a mão para pegar o pente.


Ela me olha desconfiada, mas me entrega o objeto.


— Hoje você vai ser meu cabeleireiro, então?


— E não sou ruim nisso não, viu?— Digo desembaraçando seus fios. 


— E nem ta arrancando minha raíz, é bom mesmo. 


Solto uma gargalhada baixa.


— Era eu quem aprontava a Natasha para ir à escola, arrumava o cabelo, o lanchinho, o material, tudo. — Digo e posso ve-la sorrir através do espelho.


— É, ela já me contou uma história parecida com essa... Uma pena ela preferir ficar tão longe. — Ela comenta e eu solto um suspiro longo.— Desculpa, eu...


— Não, não. Tá tranquilo.— Digo agora pegando a partir da raiz também. Foi questão de minutos até que fosse finalizado. 


— Uau! Muito bom!— Ela diz passando a mão nos fios. 


— Vem cá, eu vou secar também.


— Não! A Júlia tá dormindo, vai acordar ela.— Ela diz apontando o carrinho.


— Não seja por isso, eu levo ela pro quarto.


Não ousei tirar Júlia do carrinho, somente abaixei mais o estofado e a cobri um pouco mais, liguei a babá eletrônica, que normalmente não era preciso já que seu choro era alto por si só, mas como estaremos usando o secador, é melhor prevenir, não quero deixa-la chorando. 


— Prontinho.— Digo entrando no quarto. 


— Então... Vamos? Meus mais novo cabeleireiro particular. To muito chique mesmo, viu.— Ela diz e eu rio. 


— Sabe que eu sou muito bom com tesoura também?


— Ah, é? Não foi isso que eu ouvi da Nat, não. — Ela se refere à minha irmã, as duas tinham bastante contato antes de ela resolver sumir no mundo.


— E qual foi a versão da fadítica história que ela te contou? — Digo colocando o secador na tomara.— Vou ligar aqui, tá?


— Tá.— Ela diz e o barulho logo é ouvido. — Ela me disse que você cortou a franja dela e ela ficou horrível!


Paolla dizia tudo em voz mais alta que o normal, para que eu pudesse escutar.


— Isso aí foi o que ela achou! Na verdade ficou bem original.


— Amor, uma franja que vem só até um dedinho de espaço da testa, não é original.— Ela diz entre risos.— E que ideia de jerico foi essa?


— Tudo culpa dela! A Natasha vivia pedindo pr cortar o cabelo igual o da Sandy naquela época, sabe? A franjinha e tal...


— Sei, eu usava também, mas nem de longe era daquele jeito.


— Então, aí eu peguei e tesoura da escola e disse que ía cortar igualzinho, peguei até LP pra ver a foto e deixar do mesmo jeito.


— Ah, claro. Igualzinho.— Ela ironiza.


— Shii! Deixa eu terminar. Digamos que eu tenha cortado um pouco mais acima do esperado, mas foi um pouco só, ela que fez drama e minha mãe ainda brigou comigo só por causa daquilo.


— Aham... Coitada, amor! E ela acreditou em você?


— Ela tinha oito anos.


— Ah, tá explicado.— Ela diz e eu desligo o secador. — Você que não se atreva a se aproximar de mim com essa tesoura.


— Ah, por que? A gente não tá brincando de cabeleireiro? Sabe que vai ficar show um pixie cut em você, aqueles cabelos bem curtinhos um pouco antes do queixo. 


— Olha só, pode parar! A gente não tá brincando de nada, não!— Ela diz colocando as mãos na frente do corpo, me fazendo rir. 


— É zueira, amor. Quer começar nossa brincadeira agora?


— Do que? 


— Venda os olhos!— Digo lhe entrando o tapa olho.


Foi divertido faze-la tentar adivinhar o que estava comendo ou então o que era a comida só pelo cheiro, ela adorou, claro, só tinha coisas que ela há muito tempo não comia, o bolo de morango da padaria da esquina, os doces da casa do norte, mel puro, sorvete de um sabor diferente, que ela nunca havia provado, biscoitos que a mãe dela fez e algumas outras coisas. Quando foi minha vez, ela usou perfumes, cremes além da comida, o que achei injusto, pois quase não tinha comida, mas tudo bem, foi ótimo do mesmo jeito.


— E aí?— Pergunto, quando a fiz provar outra vez, só pra fazer algo que já estava com vontade há um tempinho.


— Ah, isso é morango com mel.— Ela diz lambendo os lábios. 


— E isso aqui...?— Digo e dou uma chupadinha em sua língua quando ela a colocou pra fora, pensando ser outra comida. Ela se arrepiou, eu percebi.


— Isso... Não sei, acho que eu preciso provar outra vez.— Ela diz tirando a venda e beijando meus lábios. 


— Sabe que agora me deu uma vontade de usar esse mel pra uma outra coisa...




Notas Finais


Obrigada por ler❤❤

Bjs da Maah😘😘


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