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História Uma Nova Chance - Capítulo 206


Escrita por:


Notas do Autor


Oiii

Boa leitura❤❤

Capítulo 206 - Cap.206


Fanfic / Fanfiction Uma Nova Chance - Capítulo 206 - Cap.206



                     Marco:




Não... Aquilo é demais pra mim. Demais. Não dá! 


Antes mesmo que Paolla possa abrir a boca para dizer o que quer que fosse, eu entro na frente dela e tenho que fazer um esforço absurdo para não socar aquele infeliz, apenas o peguei pelo colarinho, mas expirei o ar fortemente e o soltei.


— Marco, pelo amor de Deus!— Paolla diz em tom baixo, quando todas as atenções foram voltadas para nós. — Para com isso, tá todo mundo olhando!


A contragosto, sou tirado de lá por ela enquanto pedia desculpas para todos. 


— A gente só estava conversando, cara!— Caíque diz com as mãos erguidas.


— Não te perguntei nada!— Esbravejo apontando o dedo para ele. 


— Eu já vou, Paolla. — Ele diz com aquela voz cínica.


— É melhor.— Ela diz e ele apenas assente com a cabeça e sai.


De braços cruzados, um olhar fulminante e uma expressão que parecia que ela iria me engolir vivo, Paolla me encara.


— Que vergonha! — Ela diz, apenas, e sai andando na frente. 


— Paolla, espera!


— Não! 


Tento alcança-la, mas ela fazia de tudo pra manter uma distância considerável. Até que ela se vira bruscamente em minha direção.


— Eu vou pro meu carro sozinha, se você ousar encostar em mim, eu grito.


Saímos andando, distantes, como dois desconhecidos. Ela entrou no carro e eu esperei um táxi. 



Sinto um par de olhos curiosos em minha direção quando chego em casa. Era Natasha. 


— O que?— Questiono.


— Vai fala... Aprontou o que?


Ela se coloca de pé. 


— E da onde você tirou que eu possa ter feito alguma coisa?


— Sua energia tá pesada, a dela então, nem se fala. Mas você... Eu quase consigo ver uma nuvem de tempestade pairando sua cabeça... Fora que a Paolla entrou cuapindo fogo.— Ela diz e eu reviro os olhos.


— Energia, energia... Não vem você com esse papo de energia, não. 


— Eu to falando sério! — Ela diz de braços cruzados. — Com essa sua vibe aí... Se essa casa fosse minha, você não passava nem na porta. Vou até acender um incenso, depois uma vela, queimar uma sálvia, porque a coisa tá feia aqui! 


— Vê se não queima a casa! E cuidado com essa fumaça na bebê.


Agora ela é quem revira os olhos. 


— Vê se toma um banho!— Ela grita lá da sala.


— Eu vou mesmo! Tive um dia cheio!— Respondo do corredor.


— De sal grosso e ervas, eu quis dizer!



( . . . )



— Que cheiro é esse?— Paolla indaga fazendo uma leve careta. 


— Incenso. Capim e Camomila, pra acalmar os ânimos de vocês dois. — Natasha diz enquanto colocava o carrinho de Júlia pra dentro, ela estava voltando do quintal com Ben e a neném. — E antes que vocês reclamem, as crianças ficaram no quintal. 


— Não to reclamando.— Paolla comenta pegando a filha no colo. Júlia sorri e segura uma mecha de seu cabelo. — Alias, queria saber se tem incenso pra aliviar sintomas de instintos primitivos. 


Reviro os olhos.


— E pra cara de pau, será que tem? Vou mandar de encomenda pra alguém. 


— Ih... — Natasha diz fazendo uma careta. — Olha só, meus incensos não são remédio, não, viu? Vocês que se resolvam.


Dito isso, ela pega Ben pela mão.


— Pra onde a gente vai, mãe?


— Pra casa da tia Tami.


Paolla faz uma careta disfarçada, meu eu vi. 


— Vamo tentar uma sopinha, meu amor? A titia fez uma só pra você provar.— Paolla diz para Júlia, que sorri. 


Fico só observando, vendo até quando ela iria me ignorar. Odeio isso, e ela sabe, por isso faz.


A neném não curtiu muito a sopa, mas até que comeu um pouco mais do esperado. 


Depois de deixa-la no cercadinho, ela finalmente vem até mim.


— Precisava?— Ela questiona. — Precisava daquele vexame? 


— Vexame? Você diz num dia que usou o rapaz pra me fazer ciúmes e no outro tá na maior intimidade com ele num café e quer que eu bata palmas? Ah, por favor! 


— Por favor, digo eu! Agora eu vi mesmo, não posso mais conversar com ninguém! Sou sua prisioneira!


— Vem cá, até quando você vai relativizar o que eu sinto por conta do que aconteceu? A Tamires não tem nem falado comigo depois daquilo e você ainda tá de bico?


— E não faz mais que a obrigação dela!— Ela responde fazendo bico. 


— E esse Caíque, hein? Ele pode? Acha que eu não vi que ele é doido por você? 


Paolla não responde nada. 


— E? Eu soube bem controlar a situação.


— E?— Devolvo. — Te digo o mesmo sobre a Natasha. 


Ela continua de bico. Sorrio. Não estava a fim de brigar, não mesmo. Na hora eu fiquei com raiva, mas passou.


— A culpa deve ser minha mesmo... Fui me apaixonar e casar com uma deusa grega que faz qualquer homem ficar apaixonado por sua beleza e olhos encantadores, juntamente com seu dom de cuidar dos enfermos e também esse sorriso que encanta qualquer pessoa. Homem. Mulher. Não tem pra ninguém. 


Me aproximo dela e lhe abraço. 


— Hein? Minha deusa.


— Para... Me faz raiva e vem me agradar...— Ela diz tentando não sorrir. 


— Até parece que não gosta desse mimo todo... — Beijo seu rosto e pescoço. 


Ela sorri e se deixa levar pelos meus carinhos. 


É... Quem sou eu agora pra duvidar dos poderes enérgicos dos incensos da Natasha. São milagrosos mesmo.







Notas Finais


No próximo teremos uma passagem de tempo de alguns meses😊

Obrigada por ler❤❤

Bjs da Maah😘😘


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