História Uma Nova Chance (Camren) - Capítulo 44


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Categorias Fifth Harmony
Tags Camren
Visualizações 336
Palavras 1.475
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ao que parece, vou mesmo continuar... Espero que gostem...
Ouçam a música que escolhi, é super importante...
Link nas notas finais...

Capítulo 44 - Sinfonia Perfeita


— Você fica mais e mais bonita a cada dia...

— Ouço isso há quase quinze anos.

Abraço sua cintura encarando nossos rostos no espelho.

— E assim será por muitos anos mais, fique sabendo — beijo sua bochecha sentindo o perfume que me acompanha a todo lugar.

— Perfeito...

Nos permitimos ficar assim um instante mais, cada uma perdida em seus próprios pensamentos.

— Precisamos ir?

— Infelizmente sim.

— Infelizmente?

— Sim. Tudo que eu queria era poder ficar aqui com você, nós duas, juntas.

— Mas?

— Mas, se não formos, Normani vem até aqui e nos arrasta de um modo nada gentil, você sabe.

— O casamento com Dinah não fez bem a ela, é o que sempre digo.

— Você nunca diz isso, mãe — Beth comenta entrando no quarto.

— Porque sou educada demais para observar o obvio.

— Pensei que fosse por medo das ameaças da tia Dinah.

— Camz, olha ela!

— Sem briga, crianças, sem briga.

— Pirralha intrometida — sussurro.

— Você me ama, mamãe.

E aí está. O mesmo sorriso travesso de Camila. O mesmo brilho divertido nos olhos exatamente iguais.

— Como não amar esse rostinho lindo? — beijo sua testa.

— Eu já disse que você é a maior coruja, mamãe?

Sorrio grande. Adoro quando ela me chama assim.

— Mamãe?

— Opa! Não se acostume.

— Coisinha mais fofa da minha vida!

— Mamãe! Olha ela!

— Me pergunto como aguento vocês duas, pelo amor de Deus!

Beth e eu damos de ombro sorrindo cúmplices enquanto Camila tenta, inutilmente, nos encarar brava.

— Vamos indo, Lauren. Não quero reforçar nossa fama de atrasadas.

— Nossa é muita coisa, minha senhora. Você é quem está sempre fazendo com que as pessoas precisem esperar.

— Que seja... Agora vamos. Beijo, filha — imita meu gesto beijando a testa de nossa filha — Obedeça a Cristina e nos ligue se precisar.

— Não sou criança! Não sei pra quê a chamaram.

Cristina é afilhada de Helga, que nos deixou alguns anos atrás, e é a pessoa que ganhou nossa confiança, de Camila e minha, para estar em nossa casa cuidando de Elisabeth quando não estamos.

— Ela vai te fazer companhia até chegarmos, menina, deixe de ser resmungona.

— Sei... Fazer companhia é sinônimo de babá e eu não preciso!

— Está certo. De qualquer forma, seja boazinha, sim?

— Eu sou uma lady!

— Ah com certeza. Vamos, Camz — digo segurando a mão de minha esposa.

— Não voltaremos tarde, Beth.

— Humhum.

Já estávamos no corredor quando ela nos chama.

— Vocês estão lindas. As mães mais lindas do mundo.

Sinto meu coração apertar, mas, de um jeito bom. Gostoso.
Em pensar que por bem pouco eu quase deixei minha família escapar...

— Lo? Está tudo bem, amor — Camila adivinha o que estou pensando e me conforta baixinho enquanto concordo com a cabeça.

Está tudo bem.

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— Pensei que não viriam!

— Conhece minha mulher, DJ, já devia estar habituada — abraço minha amiga sentindo seu aperto sempre forte.

— Essa bunduda não muda.

— Boa noite pra você também Dinah.

— Vem aqui me dar um abraço, mulher!

Vejo Camila desaparecer nos braços de nossa amiga.

— Chega, né? Vocês não se vêm há dois meses e não dois anos, não precisam se agarrar assim.

— Calada, Gaspar.

— Esse apelido está muito ultrapassado, não acha?

— Absolutamente! Uma vez fantasminha, sempre fantasminha, prima.

— Obrigada pelo apoio, Verônica — digo sarcástica.

— Não por isso — levanta a taça que segura numa espécie de cumprimento.

A esta altura Camila já estava pela casa a procura de Normani que logo aparece com um sorriso para me receber.

Sento perto de minha prima e pouco depois deixo-me vagar os olhos pelo lugar, observando cada detalhe e reconhecendo a personalidade de cada uma em cada canto e percebendo como senti a falta de estar aqui junto delas.

Às vezes acho engraçado como nossa amizade resistiu e se fortaleceu com o tempo.
Li em algum lugar que noventa por cento das pessoas com quem convivemos conhecemos no último ano, contudo, somos exceção.
Dinah, Normani e Ally continuam a ser nossas melhores amigas.

O jantar correu depressa e repleto de risadas com as histórias de Dinah sobre a viagem, enquanto Normani tentava corrigir os exageros da mulher.

— Allyson devia estar aqui também. Ela sabe fazer com quem vocês se comportem — Mani afirma quando Vero, DJ e eu iniciamos uma discussão sobre algum projeto que estávamos analisando.

— Até parece.

— Claro.

— Humhum.

— Esperem só até que ela volte.

— E por falar nela, quando Ally chega?

— Próxima semana. Conversamos hoje e, por ela, já teriam voltado, mas, os pais pediram que eles ficassem mais tempo pra aproveitarem mais os netos.

Normani sorri fraco e Dinah aperta sua mão.
Ambas tentaram engravidar, foram muitas as tentativas, mas nenhuma gestação foi adiante, algo inexplicável, visto que não há nada de errado com elas, até que há alguns anos, Dinah acabou desistindo e não permitiu que a esposa continuasse tentando. Dizia que não mereciam mais perdas.

— Bom... Porque não trouxe nossa sobrinha? Estamos morrendo de saudades dela.
Não ter filhos fez com que o casal se tornasse ainda mais apaixonado por nossa filha e por Miguel e Ângelo, filhos de Ally.

— Ela teria vindo, se tivesse cumprido com as tarefas.

— Vocês são tão chatas. Ainda bem que não sou filha de vocês — Verônica brinca.

— Se fosse seria mais educada, tenha certeza.

Recebo uma careta e nada mais em resposta.

— Vocês podem busca-la amanhã, depois da aula, claro.

— A menina não pode faltar um dia, branquela?

— Não sem um bom motivo.

— Como eu disse, chatas...

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Voltamos pra casa e encontramos Beth e Cristina no sofá vendo alguma coisa na televisão, logo agradecendo e dispensando a moça.

— Não acha que já deveria estar na cama, Elisabeth? — pergunta Camila.

— Ainda não é meia noite, mamãe.

— Pois bem. Quero ouvir uma só reclamação quando for te chamar amanhã.

— Eu hein. Só queria saber como minhas tias estão.

Fazemos um resumo e ela gosta de saber que passará a tarde com Dinah e Normani.

— Isso se você terminou suas atividades, claro.

Revira os olhos.

— Fiz tudo, mãe, não estressa. Pode conferir.

— Então está certo. Agora, cama — recebo um beijo no rosto e vejo minha mulher ganhar um igual — Boa noite, filhota.

— E nós? Não vamos dormir?

— Com sono, Cabello? Está ficando velha hein...

— Jauregui.

— Adoro escutar isso.

— Eu sei.

Nos encaramos por um minuto até que alcanço um controle e aperto o botão “ok” ouvindo o som preencher o ambiente.

(Play)

— Dança comigo?

Camila sorri enquanto encaixa seu corpo pequeno em meus braços.

Não há necessidade de uma conversa.
O modo como nos entendemos é absurdo. Os anos serviram para reafirmar que estávamos destinadas uma a outra desde sempre.
Nosso casamento não é perfeito, não somos perfeitas, mas, não desistimos. Não soltamos nossas mãos.
Por mais que tudo às vezes pareça uma bagunça, ela continua a ser a minha garota, assim como eu continua a ser a sua Lo.

Aqui, junto dela, é como se o tempo voltasse e fossemos outra vez apenas duas jovens garotas lutando para nos manter fortes e resistentes, com a vantagem de saber que o futuro seria generoso.
Eu sempre acreditei nela, nunca duvidei que a fortaleza do nosso casamento seja Camila, mas, também aprendi a acreditar em mim. Acreditar que merecemos sempre uma nova chance de tentarmos e fazermos mais e melhor.
Camila é perfeita para mim. Foi perfeita e será sempre...

Beth

Caminhava para meu quarto, feliz por saber que teria uma tarde toda com minhas tias preferidas, quando escuto a música vinda do andar de baixo.
Voltei para a escada para fazer um pouco mais de birra só para divertir minhas mães quando as vejo abraçadas, os corpos que pareciam se completar balançando devagar, numa sintonia que poderia ser assustadora para qualquer pessoa que não tenha crescido vendo-as juntas.
Já ouvi muitas histórias sobre pessoas que se amam e passam toda uma vida juntas, as amigas delas são claros exemplos, entretanto, é diferente.
Elas se olham como se nada mais existisse nem importasse.
Quando juntas, é como se um imã as conectasse, uma completando o movimento da outra.

Sento num degrau e apoio meu queixo nos joelhos, encantada demais com a cena para me mexer.
Consigo ver minha mãe, Lauren, sussurrando a letra da música, os lábios distendidos num sorriso leve, verdadeiramente apaixonado.
Ela é louca por minha outra mãe.
Ambas se amam, isso é nítido, mas, Lauren é claramente a peça frágil ali.
Tudo o que mamãe sente ou faz a afeta terrivelmente. Ela a olha como se estivesse disposta a se atirar diante de um trem se isso fosse para proteger mamãe.

Me pergunto como é possível alguém amar outra pessoa tanto assim.

Vejo minha mãe, Camila, apertar um pouco mais o rosto contra o peito da Lauren, quase como se quisesse confirmar que ela é real, absorvendo o momento como único.

Um mundo apenas delas e no qual eu nunca me atrevi a entrar.
Diante delas, sou só mais uma espectadora que torce para que o final da música nunca chegue...


Notas Finais




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