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História Uma Nova História? - Capítulo 10


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Notas do Autor


Piscou e os meses passaram hehehe

Boa leitura!

Capítulo 10 - Capítulo 10


Fanfic / Fanfiction Uma Nova História? - Capítulo 10 - Capítulo 10

Eu pisquei e já estamos há um pouco mais de 3 meses do ano novo. Hoje não é qualquer data de setembro e sim dia 03, meu aniversário de 18 anos. Por sorte é sábado e não há aulas. Poderei curtir o dia inteiro com meu namorado.

Ah é, agora eu posso usar o “rótulo”.

— Tem planos para hoje? – perguntou mamãe.

Todos os anos, meus pais fazem um café da manhã especial para mim. Mesmo quando precisam trabalhar, eles sempre dão um jeitinho. Nunca deixaram de fazer algo e não posso negar que isso me deixa feliz.

— Eu vou sair com Natsu. Nós vamos ao cinema e depois dar uma volta.

Sim, sempre conto o que faremos. Se eu fico preocupada quando os dois somem por qualquer motivo, imagina eles.

— Você ’tá usando camisinha, não é, minha filha? Sou jovem demais ‘pra ser avó.

— Layla!/Mãe! – mim e meu pai falamos juntos.

Ela apenas riu e negou com a cabeça. Minha mãe não tem vergonha de falar sobre esses assuntos, independente do momento. E sim, eu já contei que não passamos dos beijos, pois não estou preparada para isso.

A manhã foi tão animada e barulhenta. Meus pais são os melhores do mundo. Se um dia eu for mãe, quero ser para minha criança, tudo o que eles são para mim.

A hora do almoço chegou e como combinado, Natsu veio almoçar aqui. Meu pai e ele se dão tão bem. Até porque, nós somos amigos a mais tempo que namorados, então o rapaz frequenta minha casa desde sempre. Inclusive já dormiu aqui algumas vezes.

— Layla, sua comida é sempre tão gostosa. – ele disse.

— Obrigada.

— Ah, Natsu, você irá estudar fora ano que vem? – meu pai perguntou.

— Lucy não falou? – neguei.

— Não sabia se devia.

— Devia, não tem problema. Eu perdi o prazo de inscrição. – os mais velhos estavam surpresos, pois ele sempre foi responsável. — Ano que vem ficarei mais atento e não deixarei ‘pro último dia.

— Ah… Uma pena, mas tenho certeza que você fará tudo certo e será o melhor um dos melhores confeiteiros do país.

— Nossa, obrigado. – ficou tímido.

— Tenho certeza disso também. Lucy trouxe alguns doces que você fez na loja em que trabalhava e estavam todos ótimos. – Natsu continuava tímido.

Passamos novamente um bom momento com meus pais. Infelizmente, eu não tive essa sorte com meus sogros. Eles não são ruins e nem me tratam mal, mas sei que não me consideram uma “boa mulher“ para seu filho. Como sei que eles pensam assim, se não me tratam mal? Bom, eu não sei, apenas sinto isso. O que importa é que Natsu está comigo e não há espaço para outras pessoas.

Nós quatro conversamos mais um pouco e logo nos despedimos, não podíamos correr o risco de chegar atrasados no cinema.

Chegamos no shopping e pedimos nossos lanches. Enquanto ele esperava ficar pronto, fui até uma loja e comprei alguns chocolates. Natsu passou onde eu estava e nós andamos até o cinema. Dessa vez dividimos tudo. Eu trabalho meio-expediente agora, então posso fazer pelo menos isso.

O filme foi incrível! Sei que Natsu também achou, pois não ficou com aquela mão boba de sempre.

Decidimos passear no parque que fica próximo ao estabelecimento. Paramos para esperar o sinal fechar para os carros e eu lembrei do dia em que aconteceu aquela coisa estranha, em que senti medo. Foi bem aqui onde estou agora. Não fiquei muito com esse pensamento, já que logo surgiu a oportunidade de atravessarmos a rua.

— Se você quiser, podemos ir à um bar. Dançar e beber. Nós dois temos 18. – balançou minha mão, apontou para o lado e eu percebi que era um bar. — Agora você é oficialmente adulta. – bagunçou meus fios loiros.

Natsu faz aniversário em fevereiro, ou seja, ele é alguns meses mais velho do que eu.

— Outro dia nós vamos. – assentiu. — Quero passar esse tempo em algum lugar mais tranquilo.

Ao chegarmos no parque, nós caminhamos até onde ficam as flores e eu as admirei. Sempre tão lindas e bem cuidadas. Tiramos os sapatos, andamos pela grama e sentamos debaixo de uma árvore. Uma brisa gostosa passou e fechei os olhos para aproveitar melhor a sensação.

— Você é muito linda, Lucy! – do nada.

Corei e sorri.

— Obrigada.

— Eu tenho um presente ‘pra você. – levantou e mexeu no bolso.

— Não precisava.

— Eu sei, mas quis mesmo assim. – entregou-me uma caixinha.

Abri e meu queixo caiu. Era um anel dourado com um coração. Tão lindo. Tão delicado.

— Uau! Natsu, que lindo! – fiquei admirada. — Isso é ouro de verdade? – peguei o anel e observei melhor.

— É. – simples assim.

— E… Não posso aceitar um presente tão caro assim. – entreguei a jóia.

— Para de palhaçada. – pegou o anel. — Não só pode como vai aceitar. Eu comprei pensando em você.

Pôs no meu anelar direito. Encaixou perfeitamente e ele soltou um suspiro de alívio.

— Não é uma aliança de noivado. – sorriu. — Ainda. – beijou o dorso de minha mão.

— Ainda? – meu coração.

— Ainda. – acelerou descontrolado.

Eu estava encantada pelo anel, não conseguia parar de observá-lo. 

— Não vou tirar nunca. – sorri para ele. — Obrigada! – joguei-me em seus braços, ele caiu para trás e eu selei nossos lábios.

Quando olhei para frente, vi que uma menininha nos encarava. Ela era tão linda, fofa e meiga. Eu fiquei hipnotizada pela pequena garotinha e não consegui desviar a atenção. A cor de seus fios era idêntica a dos de Natsu, poderia muito bem ser filha dele. Eu estava com o olhar preso ao seu e ela sorria lindamente para mim. Essa com certeza é a criança mais linda do universo. Eu poderia passar minha vida inteira olhando seu sorriso.

De repente, não consegui reparar em mais nada, pois percebi a posição em que estava. Afastei-me e sentei corretamente, podia sentir minhas bochechas queimarem. Ele também voltou ao seu lugar e soltou uma risadinha. 

Olhei novamente para onde a linda menina estava, mas a vi indo embora. Para a minha surpresa, ela virou e acenou. Tenho quase certeza que disse algo de forma animada, mas por estar longe não consegui ouvir o que era.

— Que atrevida, Luce. – ajeitou a blusa. — Imagina o que seus pais diriam se vissem esse assanhamento todo. – continuou rindo e eu envergonhada, lhe dei um empurrãozinho.

Então percebi algo que ele disse.

— Luce?

— Gostou? – assenti. — Agora tenho um jeito único e carinhoso ‘pra te chamar. Serei diferente dos demais. – sorriu e apertou meu nariz.

— Você é diferente dos demais. – deixei um beijo em sua bochecha.


Notas Finais


Olha só essa participação especial. 🤗

Obrigada pelos comentários! ^^


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