História Uma Nova História - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Alice Longbottom, Alvo Dumbledore, Franco Longbottom, Harry Potter, Hermione Granger, Lílian Evans, Minerva Mcgonagall, Neville Longbottom, Remo Lupin, Ronald Weasley, Severo Snape, Sirius Black, Tiago Potter
Tags Harry Potter, Lendo, Lendo O Futuro, Marotos, Passado
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Palavras 6.081
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Aventura, Ficção, Romance e Novela, Saga

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oie, meus amores! Espero que não tenha nenhum erro, tá difícil para eu escrever e corrigir, mas faço o possível. Boa leitura! s2

Capítulo 13 - O Dia das Bruxas


Fanfic / Fanfiction Uma Nova História - Capítulo 13 - O Dia das Bruxas

- Ah, um dia das bruxas normal. – Lílian sorriu para o filho. – Não tem como você se meter em encrenca, certo? Vai comemorar com os amigos.

- Hum... Claro... - Respondeu ele sem convicção, fazendo a ruiva gemer. 

 

Draco não consegui acreditar em seus olhos quando viu que Harry e Rony continuavam em Hogwarts no dia seguinte, parecendo cansados, mas absolutamente felizes. De fato, na manhã seguinte Harry e Rony começaram a achar que o encontro com o cachorro de três cabeças fora uma excelente aventura e estavam prontos para outra.

- Por que? – Lílian colocou a cabeça entra as mãos. – Por que eu me casei com Potter? Um filho maroto, que castigo é esse?

Harry riu assim como os outros pelo drama da ruiva.

- Depois ela diz que não é dramática. – Alice revirou os olhos para a amiga.

Entrementes Harry contou a Rony sobre o pacotinho que parecia ter sido levado de Gringotes para Hogwarts, e passaram muito tempo pensando no que poderia precisar de tanta proteção.

- Não deve pensar nisso! – Gemeu Lílian.

— Ou é uma coisa realmente valiosa ou realmente perigosa — falou Rony.

— Ou as duas — acrescentou Harry.

Mas como só o que sabiam com certeza sobre o misterioso objeto era que media uns cinco centímetros de comprimento, não tinham muita possibilidade de adivinhar o seu conteúdo sem outras pistas. Nem Neville nem Hermione mostraram o menor interesse pelo que estava sob os pés do cachorro e do alçapão. Neville só estava interessado em quando iria chegar perto do cachorro outra vez.

- Verdade, ele realmente me assustou. – Riu o menino, pensando que se assustara com coisas bem piores depois disso.

Hermione agora se recusava a falar com Harry e Rony, mas era uma menina tão mandona e metida a saber de tudo que eles encararam sua atitude como um prêmio.

Hermione olhou indignada para os amigos que subitamente acharam o teto muito interessante.

Agora só o que realmente queriam era descobrir um jeito de se vingar do Draco, e para sua grande satisfação, a oportunidade chegou pelo correio mais ou menos uma semana depois.

Tiago tinha um olhar de orgulho.

- Ah, esse meu afilhado vai ser alguém na vida. – Sirius limpou uma lágrima imaginária.

Quando as corujas invadiram o salão como de costume, a atenção de todos foi atraída por um longo pacote carregado por seis corujonas. Harry sentiu tanta curiosidade quanto os outros para ver o que havia no pacote e se surpreendeu quando as corujas desceram planando e o largaram bem diante dele, derrubando o seu bacon no chão. Mal tinham se afastado quando outra coruja deixou cair uma carta em cima do pacote.

Harry abriu a carta primeiro, o que foi uma sorte, porque ela dizia:

“NÃO ABRA O PACOTE À MESA.

Ele contem a sua nova Nimbus 2000, mas não quero que todo o mundo saiba que você ganhou uma vassoura ou todos vão querer uma. Olívio Wood vai esperá-lo hoje à noite às sete horas no campo de Quadribol para a sua primeira sessão de treinamento.

Professora Minerva McGonagall”.

- Professora! – Exclamou Tiago, olhando para a mesma que tinha um sorrisinho no rosto. – A senhora é a melhor, não sei nem como agradecer...

- Oh, não dê uma de Quirrell, por favor. – Resmungou Remo causando risos nos amigos, pelo visto ele implicara mesmo com o professor.

Harry teve dificuldade em esconder a alegria quando passou o bilhete para Rony ler.

— Uma Nimbus 2000! — Rony gemeu de inveja. — Eu nunca nem pus a mão em uma.

Os dois saíram depressa do salão, querendo desembrulhar a vassoura sozinhos antes da primeira aula, mas no meio do saguão de entrada encontraram o caminho barrado por Crabbe e Goyle.

- Vai, esfrega na cara dele, filho. – Tiago sorria. – Apesar que você deveria agradecê-lo por ganhar a vassoura.

Harry começou a rir alto e Tiago o olhou confuso. Rony também riu e disse para Frank voltar a ler.

Draco tirou o pacote de Harry e apalpou-o.

— É uma vassoura — falou, atirando-o de volta a Harry com uma expressão de inveja e despeito no rosto. — Você vai se ferrar desta vez, Potter, alunos do primeiro ano não podem ter vassouras.

Rony não conseguiu resistir.

— Não é uma vassoura velha qualquer, é uma Nimbus 2000. Que foi que você disse que tem em casa, Draco, uma Comet 260? — Rony riu para Harry — A Comet enche os olhos, mas não tem a mesma classe da Nimbus.

— Que é que você entende disso Weasley? Você não poderia comprar nem a metade do cabo. Vai ver você e seus irmãos têm que economizar para comprar palha por palha.

As orelhas de Rony ficaram vermelhas e ele xingou Malfoy.

Antes que Rony pudesse responder, o professor Flitwick apareceu ao lado de Draco.

— Não estão brigando, meninos, espero — falou com voz esganiçada.

- Não, imagina. – Snape revirou os olhos para a pergunta do professor.

— Potter recebeu uma vassoura, professor — disse Draco, depressa.

— Eu sei — respondeu o professor Flitwick, abrindo um grande sorriso para Harry. – A Professora Minerva me falou das circunstâncias especiais, Potter. E qual é o modelo?

- Circunstâncias especiais! – Frank se interrompeu para rir.

— Uma Nimbus 2000, professor — informou Harry, lutando para não rir da expressão horrorizada no rosto de Draco. — E, para falar a verdade, foi graças ao Draco aqui que ganhei a vassoura — acrescentou.

Tiago sorriu, ele e seu filho tinham pensamentos parecidos. Lílian sentiu uma pontada de ciúmes, Harry puxara tudo de Tiago, pelo visto, exceto pelos olhos.

Harry e Rony subiram as escadas sufocando o riso diante da raiva e confusões visíveis de Draco.

— É verdade — disse Harry, caindo na gargalhada, quando chegaram ao alto da escadaria de mármore. — Se ele não tivesse roubado o Lembrol do Neville eu não estaria no time.

— Então suponho que você ache que ganhou um prêmio por desobedecer ao regulamento? — Ouviu-se uma voz zangada logo atrás deles. Hermione subia com passos decididos a escadaria, olhando com desaprovação para o pacote nas mãos de Harry.

— Pensei que você não estava falando com a gente — comentou Harry.

— E, continue a não falar — falou Rony — está fazendo tanto bem a gente.

- Sério, ainda não vejo como vocês ficaram amigos! – Exclamou Alice, espantada.

- Ah, é nesse capítulo, não é? – Rony olhou para eles que assentiram, sorrindo saudosos.

Hermione se afastou com o nariz empinado.

Harry teve muita dificuldade em se concentrar nas aulas daquele dia. Seus pensamentos não paravam de vagar até o dormitório onde guardara a vassoura debaixo da cama, ou de se desviarem para o campo de Quadribol onde iria aprender a jogar.

- Conheço bem a sensação. – Tiago ainda tinha uma expressão boba no rosto.

Jantou depressa à noite, sem ao menos reparar no que estava comendo e, em seguida, correu até o quarto com Rony para finalmente desembrulhar a Nimbus 2000.

— Uau! — suspirou Rony, quando a vassoura apareceu na cama de Harry.

Até Harry, que não entendia nada de vassouras e suas diferenças, achou que a Nimhus tinha uma aparência fantástica.  Aerodinâmica e reluzente com um cabo de mogno, a vassoura tinha uma longa cauda de palhas limpas e retas e a marca Nimbus 2000 escrita a ouro próximo ao punho.

- Deve ser tão linda. – Suspirou Tiago.

- Me digam que não é assim que ele olha para mim. – Implorou Lílian para os marotos, que analisaram o amigo. Ele estava na ponta do sofá, seus olhos brilhavam de paixão.

- Não. – Sirius riu e Lílian suspirou aliviada. – É pior.

Ela arregalou os olhos, olhando novamente para o maroto. Ele realmente era apaixonado por ela, não era?

Quando eram quase sete horas, Harry saiu do castelo e se dirigiu ao campo de Quadribol no lusco-fusco. Nunca estivera no estádio antes. Havia centenas de lugares em uma arquibancada em volta do campo de modo que os espectadores viam o que acontecia do alto. Em cada ponta do campo havia três balizas douradas com aros no topo lembraram a Harry os canudinhos de plástico que as crianças trouxas usavam para soprar bolinhas de sabão, só que tinham mais de 15 metros de altura.

Ansioso demais para esperar Olívio sem voar, Harry montou a vassoura e deu um impulso. Que sensação, ele mergulhou pelas balizas, subiu e desceu pelo campo. A Nimbus 2000 ia aonde ele queria ao menor toque.

- Tão perfeita... – Mais um suspiro de Tiago. – Podemos marcar uma partida, fazer um intervalo...

Sirius o silenciou, fazendo o amigo o olhar indignado.

- É melhor assim. – Garantiu.

— Ei, Potter, desça!

Olívio Wood chegara. Carregava uma grande caixa de madeira debaixo do braço. Harry pousou ao lado dele.

— Muito bom — comentou Olivio, os olhos brilhando. — Estou vendo o que foi que Minerva quis dizer... Você realmente tem um talento natural. Hoje à noite só vou lhe ensinar as regras do jogo, depois você vem aos treinos do time três vezes por semana.

Tiago tentou falar, mas ainda estava sob o efeito do feitiço.

- Sim, sabemos que ele herdou o talento de você, até porque Lílian nem sobe em uma vassoura. – Sirius revirou os olhos e Frank ficou surpreso com a facilidade que ele lia as emoções de Tiago.

Ele abriu a caixa. Dentro havia quatro bolas de tamanhos diferentes.

— Certo — disse Olívio. — O Quadribol é muito fácil de entender, mesmo que não seja fácil de jogar. Tem sete jogadores de cada lado. Três deles são artilheiros.

— Três artilheiros — Harry repetiu, enquanto Olívio apanhava uma bola muito vermelha do tamanho aproximado de uma bola de futebol.

- Ótimo, vamos aprender sobre esse esporte ridículo. – Comentou Snape com desprezo.

- Cala a boca, Ranhoso.

- Calem a boca os dois! – Todos olharam com surpresa para Minerva, Dumbledore tinha ar de riso e Frank achou melhor voltar a ler logo.

— Esta bola se chama goles — explicou Olívio. — Os artilheiros atiram a goles um para o outro e tentam metê-la em um dos aros para marcar um gol. Dez pontos todas as vezes que a goles passa por um dos arcos. Está me acompanhando?

— Os artilheiros atiram a goles pelos aros para marcar pontos — repetiu Harry — Então é como um basquete com seis cestas e vassouras, não é?

— O que é basquete? — perguntou Olívio curioso.

— Deixa pra lá — disse Harry na mesma hora.

- É tão chato explicar as coisas trouxas para os bruxos. – Ele revirou os olhos. – Você explica e mesmo assim eles não entendem.

- Sabe que está em uma sala cheia de bruxos, certo? – Sirius ergueu as sobrancelhas para o afilhado, que sorriu amarelo.

— Agora, tem outro jogador, um para cada lado, que é chamado goleiro. Eu sou o goleiro de Grifinória. Tenho que voar em volta dos aros para impedir que o outro time marque pontos.

— Três artilheiros, um goleiro — disse Harry, que estava decidido a decorar tudo — E jogam uma goles, OK entendi. E essas para que servem? — Apontou para as três bolas restantes na caixa.

— Vou lhe mostrar agora. Segure aqui.

Ele entregou um pequeno bastão a Harry, meio parecido com um bastão de beisebol.

— Vou lhe mostrar o que os balaços fazem. Essas duas aqui são os balaços.

E mostrou a Harry duas bolas iguais, pretas e ligeiramente menores do que a goles vermelha. Harry reparou que elas pareciam estar fazendo força para se livrar das correntes que as prendiam na caixa.

— Fique longe — Olívio preveniu Harry. Ele se curvou e soltou um dos balaços.

Na mesma hora, a bola preta saiu voando e em seguida desceu direto contra o rosto de Harry. Harry golpeou-a como bastão para impedi-la de quebrar o seu nariz e mandou-a ziguezagueando para longe, ela passou veloz pelas cabeças deles e, em seguida, atirou-se contra Olívio, que mergulhou sobre ela e conseguiu imobilizá-la no chão.

— Está vendo? — Olívio ofegou, forçando o balaço indócil de volta à caixa e passando a correia para prendê-lo. — Os balaços voam pelo ar tentando derrubar os jogadores das vassouras. E por isso que tem dois batedores em cada time. Os gêmeos Weasley são os nossos. A função deles é proteger o time dos balaços e tentar rebatê-los para o outro time. Então, acha que guardou tudo?

- Geralmente batedores são os mais bonitos. – Comentou Sirius galanteador, fazendo Harry olhar confuso para ele.

- Você é batedor?

- Pelas cuecas furadas de Merlin! – Sirius olhou para o afilhado. – Você não sabia disso?

 

- Você que nunca contou, não sou bom em Adivinhação.

- Mas é melhor que a Trelawney. – Caçoou Rony, fazendo Harry rir baixinho e Hermione olhar para eles furiosa.

— Três artilheiros tentam marcar pontos com a goles o goleiro guarda as balizas os batedores afastam os balaços do seu time — Harry repetiu como um gravador.

— Muito bem.

— Hum... Os balaços já mataram alguém? — perguntou Harry, esperando parecer displicente.

— Nunca em Hogwarts. Já tivemos uns queixos quebrados, mas nada mais serio. Agora, o último membro da equipe é o apanhador: você. E você não tem que se preocupar com a goles nem com os balaços.

— A não ser que rachem a minha cabeça.

- Eu odeio quadribol. – Resmungou Lílian. – É muito perigoso.

Tiago olhou com uma cara estranha para ela, causando alguns risos.

— Não se preocupe, os Weasley são uma parada para os balaços, quero dizer, eles parecem uns balaços humanos.

Olívio meteu a mão no caixote e tirou a quarta e última bola. Comparada com a goles e os balaços, era pequenininha, mais ou menos do tamanho de uma noz. Era de ouro polido e tinha asinhas de prata que se agitavam.

Tiago tateou os bolsos, só então lembrando que deixou o pomo de ouro na casa dos pais. Harry sorriu de canto e se ergueu, fazendo todos os olharem confusos, foi até os dormitórios e voltou com um pomo sobrevoando sua cabeça.

- Maneiro, você também tem um! – Tiago exclamou, seus olhos brilhando.

- De onde que surgiu? – Rony estava mais confuso que o normal.

- Ele estava no meu bolso quando Allana nos trouxe. – Ele evitou dar detalhes, do tipo de ter tirado a pedra da ressureição de dentro dele.

— Este é o pomo de ouro, e é a bola mais importante de todas. É muito difícil de se apanhar porque é veloz e pouco visível. A função dos apanhadores é agarrá-la. Eles têm que se meter entre os artilheiros, batedores, balaços e a goles para agarrá-lo antes do apanhador do time contrário, porque o apanhador que agarra o pomo ganha para o seu time mais cento e cinqüenta pontos, o que praticamente lhe dá a vitória. É por isso que os apanhadores levam tantas faltas. Um jogo de Quadribol só termina quando o pomo é apanhado, o que pode demorar uma eternidade. Acho que o recorde é três meses e precisaram arranjar substitutos para os jogadores poderem dormir um pouco — explicou Olívio — É isso aí alguma pergunta?

Snape fechou os olhos, respirando fundo, até quando teria que aguentar tudo aquilo?

Harry sacudiu a cabeça. Compreendeu muito bem o que tinha de fazer. Fazer é que ia ser o problema.

- Você é um talento nato. – Sirius fez um gesto com as mãos, como se não fosse nada para o garoto.

— Não vamos praticar com o pomo — disse Olívio, guardando-o cuidadosamente de volta na caixa. — Está escuro demais e poderíamos perdê- lo. Vamos experimentar com outras bolas.

E tirou do bolso um saco de bolas comuns de golfe e alguns minutos depois ele e Harry estavam no ar, Olívio atirando as bolas com toda a força para todos os lados e Harry apanhando-as.

Harry não perdeu nenhuma, e Olívio ficou encantado. Passou-se meia hora, a noite chegou e eles não puderam continuar.

- Claro que ficou encantado, é meu filho. – Comentou Tiago convencido.

— Aquela taça de Quadribol terá o nosso nome este ano — disse Olívio feliz quando voltavam cansados ao castelo. — Eu não me espantaria se você se saísse melhor que Carlinhos, e ele poderia ter jogado na seleção da Inglaterra se não tivesse ido embora caçar dragões.

Talvez fosse porque agora andava muito ocupado com o treino de Quadribol três noites por semana além dos deveres de casa, mas Harry nem acreditou quando se deu conta de que já estava em Hogwarts havia dois meses. O castelo parecia mais sua casa do que a casa da tia na Rua dos Alfeneiros. As aulas, também, estavam se tornando cada dia mais interessantes, agora que dominara os conhecimentos básicos.

Lílian sorriu orgulhosa enquanto Tiago olhava chocado para Harry.

- Sério que algum dia você achou as aulas interessantes? – Hermione olhou curiosa para o amigo, que deu de ombros.

- Eu sempre achei interessante.

Na manhã do Dia das Bruxas eles acordaram com um delicioso cheiro de abóbora assada que se espalhava pelos corredores. E, o que era ainda melhor, o Professor Flitwick anunciou na aula de Feitiços que, em sua opinião, os alunos estavam prontos para começar a fazer objetos voarem, uma coisa que andavam morrendo de vontade de experimentar desde que viram o professor fazer o sapo de Neville sair voando pela sala. O Professor Flitwick dividiu a turma em pares para praticar O parceiro de Harry foi Simas Finnigan (um alívio, porque Neville tinha tentado atrair sua atenção).

- O que quis dizer com isso? – Alice olhou furiosa para o garoto, que corou.

- Desculpe, Neville. – Mas o outro apenas deu de ombros.

Mas Rony teria que trabalhar com Hermione Granger. Era difícil dizer se era Rony ou Hermione que estava mais aborrecido com isso. Ela não falava com nenhum dos dois desde o dia em que a vassoura de Harry chegara.

- Ainda não sei como ficaram amigos. – Frank olhou curioso para eles, que apenas sorriram para si.

— Agora, não se esqueçam daquele movimento com o pulso que praticamos! — falou esganiçado o Professor Flitwick, como sempre empoleirado no alto da pilha de livros. — Gira e sacode, lembrem-se, gira e sacode. E digam as palavras mágicas corretamente, é muito importante, também, lembrem-se do bruxo Barrufo, que disse "s" em vez de "f" e quando viu estava no chão com um búfalo em cima do peito.

- Isso é mentira. – Sirius suspirou desapontado e todos se viraram confusos para ele. – Eu adoraria ver um búfalo, então errei de propósito.

- Mas tudo o que aconteceu foi me lançar longe. – Resmungou Remo fazendo o amigo sorrir amarelo para ele.

Era muito difícil. Harry e Simas giraram e sacudiram o pulso, mas a pena que deviam mandar para o alto continuava parada em cima da mesa. Simas ficou tão impaciente que a empurrou com a varinha e tocou fogo nela. Harry teve que apagar o fogo com o chapéu. Rony na mesa ao lado, não estava tendo muita sorte.

-Vingardium leviosa — ordenou, sacudindo os braços compridos como pás de moinho.

— Você está dizendo o feitiço errado — Harry ouviu Hermione corrigir aborrecida. — É ving-gar-dium levi-o-sa é bem pronunciado e longo.

— Diz você então, que é tão sabichona — retrucou Rony.

Hermione enrolou as mangas das vestes, bateu a varinha e disse:

— Vingardium leviosa.

A pena se ergueu da mesa e pairou a mais de um metro acima da cabeça deles.

— Ah, muito bem! — exclamou o professor Flitwich, batendo palmas. — Pessoal, olhe aqui, a Hermione Granger conseguiu!

Rony estava de muito mau humor na altura em que a aula terminou.

- Desculpe. – Hermione ria da cara do ruivo, que ficou emburrado como se tivesse acontecido ontem.

— Não admira que ninguém suporte ela — disse a Harry quando procuravam chegar ao corredor. — Francamente, ela é um pesadelo.

- Rony! – Lílian olhou surpresa para ele, que estava com o rosto escondido nas mãos, mas dava para ver a ponta das orelhas vermelhas.

Alguém deu um esbarrão em Harry ao passar. Era Hermione. Harry viu seu rosto de relance e ficou assustado ao ver que ela estava chorando.

— Acho que ela ouviu o que você disse.

— E dai! — mas pareceu meio sem graça. — Ela já deve ter reparado que não tem amigos.

Hermione não apareceu na aula seguinte e ninguém a viu a tarde inteira.

- Merlin! – Lílian ainda não conseguia acredita que Rony pudera ser tão insensível.

- Está tudo bem, eu realmente era muito metida. – Suspirou Hermione.

Ao descerem ao salão principal para a festa das bruxas, Harry e Rony ouviram Parvati contar à amiga Lilá que Hermione estava chorando no banheiro das meninas e queria que a deixassem em paz. Rony ficou ainda mais sem graça ao ouvir isso, mas no momento seguinte entraram no salão principal, onde as decorações do Dia das Bruxas tiraram Hermione de suas cabeças.

- Nossa, muito obrigada pela parte que me toca, estou realmente comovida aqui.

Os amigos coraram enquanto Hermione revirava os olhos.

Mil morcegos vivos esvoaçavam nas paredes e no teto e outros mil mergulhavam sobre as mesas em nuvens negras e baixas, fazendo dançarem as velas dentro das abóboras. A comida apareceu de repente nos pratos de ouro, como acontecera no banquete de abertura das aulas.

Harry estava se servindo de uma batata assada em casca quando o Professor Quirrell entrou correndo no salão, o turbante torto na cabeça e o terror estampado no rosto. Todos olharam quando ele se aproximou da cadeira de Dumbledore, escorou-se na mesa e ofegou.

— Trasgo.. Nas masmorras... Achei que devia lhe dizer.

- Trasgo? – Snape se pronunciou, fazendo uma careta confusa. – Trasgo só entram se deixarem entrar, são muito burros.

- Seus parentes? – Sirius falou baixinho, mas talvez não tão baixo assim, mas antes que o sonserino pudesse responder, Frank voltara a ler rapidamente.

— Em seguida desabou no chão desmaiado.

Remo mordeu o lábio para não fazer nenhum comentário sobre aquele professor. Professor? Francamente!

Houve um alvoroço. Foi preciso explodirem várias bombinhas da ponta da varinha do Professor Dumbledore para as pessoas fazerem silêncio.

— Monitores — disse ele com voz grave e retumbante —, levem os alunos de suas casas de volta aos dormitórios, imediatamente!

Era com Percy mesmo.

— Me acompanhem! Fiquem juntos, alunos do primeiro ano! Não precisam ter medo do trasgo se seguirem as minhas ordens! Agora fiquem bem atrás de mim. Abram caminho para os alunos do primeiro ano passarem! Com licença, sou o monitor!

— Como é que um trasgo pode entrar? — perguntou Harry enquanto subiam a escadaria.

— Não me pergunte, dizem que eles são bem burros — respondeu Rony

— Vai ver o Pirraça deixou ele entrar para pregar uma peça no Dia das Bruxas.

- Nem mesmo Pirraça faria isso. – Comentou Lílian preocupada.

- Ele não desafiaria o diretor dessa forma. – Concordou Snape, ainda pensando em como o Trasgo entrara.

Eles passaram por diferentes grupos de pessoas que se apressavam em diferentes direções. Enquanto lutavam para passar por um bolinho de alunos de Lufa-Lufa, Harry de repente agarrou o braço de Rony.

— Acabei de me lembrar da Hermione.

— O que tem ela?

— Ela não sabe que tem um trasgo aqui.

Rony mordeu o lábio.

— Ah, está bem — falou ríspido. — Mas é melhor Percy não ver a gente.

- Por que não chamaram um professor?! – Lílian virou-se para o filho, que se encolheu.

- Hum... Por que isso sempre é a última coisa que passa pela nossa cabeça. – Ele confessou baixinho, fazendo a ruiva arregalar os olhos.

Abaixando-se, eles se misturaram aos alunos da Lufa-Lufa que iam à direção contrária, escapuliram por um lado deserto do corredor e correram para os banheiros das meninas. Tinham acabado de virar um canto quando ouviram passos apressados atrás deles.

— Percy! — sibilou Rony, puxando Harry para trás de um enorme grifo de pedra.

Espiando para os lados, no entanto, viram não Percy, mas Snape. Ele atravessou o corredor e desapareceu de vista.

- O que você está fazendo? – Tiago olhou com suspeita para o “inimigo”, que revirou os olhos.

- Como vou saber se é anos no futuro?

— Que é que ele está fazendo? — cochichou Harry, — Por que não está lá embaixo com os outros professores?

- Exato. – Sirius acenou, também desconfiado.

— Não me pergunte.

O mais silenciosamente possível, eles se esgueiraram pelo próximo corredor nas pegadas de Snape.

— Ele está indo para o terceiro andar — disse Harry, mas Rony levantou a mão.

- Vamos ler, por favor. – Pediu Lílian quando viu tanto Sirius quanto Tiago abrirem a boca.

— Você está sentindo um cheiro?

Harry fungou e um fedor horrível invadiu suas narinas, uma mistura de meias velhas e banheiro público que parece que nunca é limpo. E em seguida ouviram um grunhido baixo e passadas de pés gigantescos. Rony apontou no fim do corredor, à esquerda, alguma coisa enorme estava vindo em sentido contrário. Eles se encolheram no escuro e procuraram ver o que era quando a coisa passou por um trecho iluminado pelo luar.

Era uma visão medonha. Quase quatro metros de altura, a pele cinzenta e baça, o corpanzil cheio de calombos como um pedregulho e uma cabecinha no alto, que mais parecia um coco. Tinha pernas curtas, grossas como um tronco de árvore e pés chatos e calosos. Segurava um enorme bastão de madeira, que arrastava pelo chão, porque seus braços eram compridíssimos.

As meninas se arrepiaram enquanto os professores estavam pensativos quanto ao trasgo.

O trasgo parou próximo a uma porta e espiou para dentro. Abanou as longas orelhas, tentando fazer a cabeça minúscula pensar, depois entrou devagar na sala.

— A chave está na porta — murmurou Harry — Podíamos trancá-lo lá dentro.

— Boa idéia — concordou Rony, nervoso.

Eles se esgueiraram até a porta aberta, as bocas secas, rezando para o trasgo não resolver sair naquele instante. Com um grande salto, Harry conseguiu agarrar a chave, bater a porta e trancá-la seguramente.

— Pronto!

- Agora saiam daí. – Lílian implorou olhando para o livro.

Afogueados com a vitória, começaram a correr de volta pelo corredor, mas ao chegarem num canto ouviram uma coisa que fez seus corações pararem, um grito alto e enregelante, e vinha da sala que tinham acabado de trancar.

- Que? – Sirius ficou confuso. – Havia alguém lá?

— Ah, não — exclamou Rony, pálido como o barão Sangrento.

— Vêm do banheiro das meninas.

— Hermione!— disseram os dois juntos.

- Vocês trancaram o trasgo com a Hermione dentro? – Tiago olhou de um para o outro, que coraram enquanto a garota bufava.

Era a última coisa que queriam fazer, mas que escolha tinham?

- Talvez chamar um professor? – Comentou Snape com ironia.

Dando meia-volta, correram até a porta e giraram a chave, atrapalhado de tanto pânico. Harry escancarou aporta e entraram correndo. Hermione estava encolhida contra a parede oposta, parecendo prestes a desmaiar. O trasgo avançava para ela, derrubando as pias que estavam na parede em seu caminho.

— Distraia ele!— Harry pediu desesperado a Rony, e, agarrando uma torneira, atirou-a com toda a força contra a parede.

O trasgo parou a um metro de Hermione. Virou-se com lentidão, piscando sem entender, procurou ver que barulho era aquele. Seus olhinhos malvados viram Harry. Ele hesitou, em seguida partiu para cima de Harry, erguendo o bastão.

— Oi cabeça de ervilha! — berrou Rony do outro lado do banheiro, e atirou contra ele um cano de metal. O trasgo nem pareceu sentir o cano bater no seu ombro, mas ouviu o berro e parou outra vez, virando o focinho feio para Rony, e dando a Harry tempo para correr em volta dele.

— Vamos, corra, corra! — Harry gritou para Hermione, tentando puxá-la na direção da porta, mas ela não conseguia se mexer continuava achatada contra a parede, a boca aberta de terror.

- Isso dificultou um pouco. – Ele olhou para a amiga que corou.

- Eu estava com medo.

- E pensar que o trasgo foi coisa leve. – Rony sussurrou só para ela, que sorriu triste.

Os gritos e os ecos pareciam estar deixando o trasgo enlouquecido. Ele rugiu de novo e avançou para Rony que estava mais perto e não tinha jeito de escapar. Harry então fez uma coisa que era ao mesmo tempo muito corajosa e muito idiota, tomou impulso e deu um salto conseguindo abraçar o pescoço do trasgo pelas costas.

Frank interrompeu a leitura por causa de um grito que Tiago deu. Aparentemente, Lílian havia lhe acertado um tapa no ombro.

- O que eu fiz agora?

- Passou os genes para o meu filho!

Ele se encolheu pelo olhar assassino dela.

O trasgo não sentiu Harry pendurar-se ali, mas até um trasgo percebe quando se espeta um pedaço comprido de pau dentro da narina, e a varinha de Harry ainda estava na mão quando ele saltou e entrou direto na narina do trasgo.

- Isso foi nojento. – Alice fez uma careta.

Urrando de dor, o trasgo se virou e brandiu o bastão, enquanto Harry continuava agarrado nele tentando escapar da morte, a qualquer instante, o trasgo ia arrancá-lo do pescoço ou dar-lhe uma tremenda porretada.

Hermione afundara no chão de tanto medo, Rony puxou a própria varinha sem saber o que ia fazer, ouviu-se gritando o primeiro feitiço que e veio a cabeça: Vingardium leviosa!

Na mesma hora o bastão voou da mão do trasgo, ergueu-se no ar, foi subindo, subindo, virou-se lentamente e caiu, com um barulho feio, na cabeça do seu dono. O trasgo cambaleou e, em seguida, caiu de cara no chão, com um baque que fez o banheiro todo sacudir.

- Parabéns por ter conseguido fazer o feitiço – Lílian sorriu para Rony, agora mais calma.

Harry se levantou. Tremia sem fôlego. Rony continuava parado com a varinha no ar, espantado como que fizera.

- Todos nós estamos. – Sirius concordou.

- Obrigado pela parte que me toca. – Resmungou o ruivo, fazendo os outros rirem.

Foi Hermione quem falou primeiro.

— Ele está... Morto?

— Acho que não — respondeu Harry. — Acho que só perdeu os sentidos.

Ele se abaixou e puxou a varinha da narina do trasgo. Estava suja de uma coisa que parecia uma cola grumosa.

— Eca... Meleca de trasgo.

Alice fez outra careta.

E limpou a varinha nas calças do trasgo. De repente o barulho de portas batendo e passos pesados fizeram os três erguerem a cabeça. Não haviam percebido a confusão que tinham aprontado, mas com certeza alguém lá embaixo ouvira a pancadaria e os urros do trasgo. Um instante depois a Professora Minerva adentrou o banheiro, seguida de perto por Filch e Quirrell, que fechava a fila. Quirrell deu uma espiada no trasgo, soltou um gemidinho e sentou-se depressa em um vaso sanitário, apertando o peito.

- Sério?! – Remo chegou a se erguer tamanha sua indignação, mas foi puxado por Sirius. – Qual é, esse cara...

- Sim, sabemos que é um inútil, agora deixe eu ler. – Frank o cortou e voltou a ler enquanto o outro ficava resmungando.

Filch debruçou-se sobre o trasgo. A Professora Minerva ficou olhando para Rony e Harry. Harry nunca a vira tão zangada.

- Ah, vai se acostumando. – Riu Sirius baixinho. – Afinal você é filho do veado.

- É cervo! – Exclamou Tiago ao mesmo tempo que a professora Minerva falava “Black!”.

Seus lábios estavam brancos. A esperança de ganhar cinquenta pontos para Grifinória desapareceu logo da cabeça de Harry.

- Oh, claro! – A professora crispou os lábios, mas interiormente orgulhosa do futuro aluno.

— O que é que vocês estavam pensando? — perguntou a Professora Minerva, com uma fúria reprimida na voz, Harry olhou para Rony, que continuava parado com a varinha no ar. — Vocês tiveram sorte de não serem mortos. Por que é que não estão no dormitório?

Filch lançou a Harry um olhar rápido e penetrante. Harry olhou para o chão. Desejou que Rony baixasse a varinha. Então se ouviu uma vozinha que veio das sombras.

— Por favor, Professora, Minerva, eles vieram me procurar.

— Senhorita Granger!

Hermione conseguira finalmente se levantar.

— Sai procurando o trasgo porque achei que podia enfrentá-lo sozinha. Sabe, já li tudo sobre trasgos.

- Quê? – Sirius espiou o livro para se certificar que Frank lera certo. – A sabe tudo está mentindo?

- Eu estou aqui, sabia? – Hermione revirou os olhos.

- Nem vem, é estranho.

Rony deixou a varinha cair. Hermione Granger, contando uma mentira deslavada a um professor?

- Exatamente! – Sirius apontou para o livro concordando com Rony, que riu baixinho.

- Você não viu nada ainda, colega.

— Se eles não tivessem me encontrado eu estaria morta agora. Harry enfiou a varinha na narina do trasgo e Rony derrubou ele com o próprio bastão. Não tiveram tempo de chamar ninguém. O trasgo ia acabar comigo quando eles chegaram.

Harry e Rony tentaram fingir que a história não era novidade para eles.

- Vou lhes dar umas aulas de como ment...

- Experimente, Black, experimente. – Sirius arregalou os olhos ao ver a varinha de Lílian em seus joelhos.

- A senhora não tinha confiscado as varinhas?! – Ele olhou indignado para a professora, aquilo era uma traição.

- Não a da Srta. Evans e dos viajantes. – Ela apenas olhou para ele zangada.

— Bem... Nesse caso... — disse a Professora Minerva encarando os três —, senhorita Granger, que bobagem, como pôde pensar em enfrentar um trasgo montanhês sozinha?

Hermione baixou a cabeça. Harry perdera a fala. Hermione era a última pessoa do mundo que desobedeceria ao regulamento e ali estava fingindo que desobedecera, para tirá-los de uma enrascada. Era o mesmo que o Snape começar a distribuir balinhas.

- Harry! – Hermione olhou chocada para o amigo, que ria da cara dela. – Sério que me comparou a ele?

- Por que? De nós três, você sempre o defendia. – Rony olhou confuso para ela.

- Eu não o defendia, eu não achava provas do envolvimento dele nas coisas, mas não quer dizer que eu gostava dele a ponto de ser comparada! – Ela continuou resmungando e mandou Frank ler, se amaldiçoando por ter falado demais. Já Severo estava incomodando por ser sempre tão citado.

— Hermione Granger, Grifinória vai perder cinco pontos por isso — disse a Professora Minerva. — Estou muito desapontada. Se não estiver machucada é melhor ir embora para a torre de Grifinória. Os alunos estão acabando de festejar o Dia das Bruxas em suas casas.

Hermione se retirou.

A Professora Minerva virou-se para Harry e Rony.

— Bem, eu continuo achando que vocês tiveram sorte, mas não há muitos alunos do primeiro ano que pudessem enfrentar um trasgo montanhês adulto. Cada um de vocês ganha cinco pontos para Grifinória. O Professor Dumbledore será informado. Podem ir.

Tiago sorriu orgulhoso do filho.

Eles saíram depressa do banheiro e não falaram nada até subirem dois andares. Foi um alivio se afastarem do fedor do trasgo, para não falar do resto.

— Devíamos ter ganho mais de dez pontos — resmungou Rony.

— Cinco, você quer dizer, depois de descontar os pontos que Hermione perdeu.

— Foi legal ela ter-nos tirado do aperto — admitiu Rony — Mas não se esqueça, salvamos a vida dela.

- Mas você é muito... muito... – Hermione se virou para o ruivo, que preferiu se levantar e ficar do outro lado da sala.

- Desculpe! – Pediu ele enquanto os amigos riam dos dois.

— Talvez ela não precisasse ser salva se não tivéssemos trancado a coisa com ela — lembrou Harry.

- Exato! – Hermione sorriu para Harry antes de fuzilar Rony, que ainda estava muito longe dela.

Tinham chegado ao retrato da Mulher Gorda.

— Focinho de porco — disseram e entraram.

A sala comunal estava cheia e barulhenta. Todo o mundo estava comendo o jantar que fora mandado para lá. Hermione, porém, estava parada sozinha do lado da porta, esperando por eles. Houve um silêncio constrangido. Depois, sem se olharem, todos disseram "Obrigado" e correram para apanhar os pratos.

Mas daquele momento em diante, Hermione Granger tornou-se amiga dos dois. Há coisas que não se pode fazer junto sem acabar gostando um do outro, e derrubar um trasgo montanhês de quase quatro metros de altura é uma dessas coisas.

- Foi assim? – Perguntou Alice surpresa e eles assentiram sorrindo.

- Nem a amizade deles foi iniciada de forma normal, imaginem o resto.

A maioria se assustou, não lembravam de Allana, ela estava sentada no parapeito da janela e nem os olhava.

- Ficou tão quieta durante os últimos capítulos... Você está bem? – Perguntou Harry, virando-se no sofá para encarar a criatura e ficou surpreso com o intenso olhar que recebeu dela.

- Estou, só não é sempre que tenho vontade de falar. – Ela deu de ombros.

- Isso é uma surpresa. – Murmurou o diretor baixinho, mas ninguém ouviu.

- Vamos continuar, estou curioso. – Pediu Sirius.

- Quero saber até quando aquele professor imprestável vai ficar no cargo. – Emendou Remo recebendo um revirar de olhos dos amigos.

- Você implicou mesmo com ele, hein. – Falou Alice enquanto pegava o livro do namorado e lia o título do próximo capítulo. – Ah, esse capítulo vai ser perfeito para Tiago!

- Por que? – Perguntou ele confuso.

- Capítulo onze, quadribol. – Leu a garota e riu ao ver o olhar extasiado dele.

- Eu mereço. – Resmungo Snape, afundando em seu acento.



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