História Uma nova história (Shadowhunters) - Capítulo 4


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Categorias Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Clary Fairchild (Clary Fray), Hodge Starkweather, Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Jocelyn Fairchild, Lydia Branwell, Magnus Bane, Personagens Originais, Raphael Santiago, Sebastian Verlac (Jonathan Christopher Morgenstern), Simon Lewis, Valentim Morgenstern
Visualizações 9
Palavras 2.509
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, LGBT, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura :) e obrigada pelos favoritos ^-^

Capítulo 4 - Lembranças


Fanfic / Fanfiction Uma nova história (Shadowhunters) - Capítulo 4 - Lembranças

Assim que o dia clareou, todos do Instituto já estavam prontos para uma nova caça.

Evelyn e Clary se encontraram no corredor dos quartos, ambas vestindo roupa preta - botas de couro, jaquetas e calça jeans presa pelo sinto de armas -, assim que se viram, pararam encostadas na parede do corredor. 


- Então, como você está? - perguntou Evelyn à irmã que parecia estar abatida por uma noite mal dormida.


- Preocupada. Eu não sei onde procurar nossa mãe, e isso me angústia - respondeu Clary com uma voz extraordináriamente calma, ela olhava para a irmã distante, olhando os seus cabelos loiros. Voltou a falar depois de sair do devaneio - E você, passou bem a noite? Vi que dormiu em um quarto "especial"


- O que? Como sabe? Ah, isso me fez lembrar - falou Evelyn pegando a mão da irmã - Tenho que te mostrar uma coisa! - terminou de falar enquanto puxava a irmã para a porta de - por enquanto - seu quarto.


Elas passaram pela porta, primeiro Evelyn depois Clary. Eve pulou na cama ficando próxima da gaveta do criado-mudo, abriu uma gaveta e retirou a foto da mãe de dentro entregando a Clary, que olhava-a com admiração pelo fato de que ela já estava totalmente adaptada ao quarto. Clary pegou a foto, por um instante não identificou quem eram as cinco pessoas da foto, mas ao identificar sua mãe que era quase -naquela época- um clone de si mesma. 


- Sabe quem são? - perguntou Evelyn olhando da cama de acolchoado verde totalmente desarrumada, a expressão assustada de Clary.


- Eu consegui identificar a mamãe mas, quem são os outros? - disse Clary sem tirar os olhos verdes de cima da foto levemente amarelada. - Esse homem... do lado esquerdo da nossa mãe... - continuou Clary pausadamente olhando com mais atenção - É o nosso pai? - as palavras saíram como um grande pavor.


- É sim - disse Evelyn com a voz falhada - Ele... se parece comigo, Clary? Quero dizer - Evelyn se levantou andando até ficar ao lado de sua irmã, em uma longa pausa na frase -Ele e eu temos o mesmo olhar?


- O que quer dizer? - disse Clary olhando os olhos da irmã pela primeira vez desde quando pegará a foto. - Valentim não tem nada de igual a você. Você e eu não temos nada de parecido com ele.


- Eu não sei... - respondeu Evelyn rapidamente sem deixar a irmã entender o que realmente queria insinuar com o comentário. - Ah, você conhece essas outras pessoas?


- Creio que só esse - apontou para o homem alto que tinha cabelos espetados - Foi um dos únicos que não mudou de aparência - dito isso, ambas soltaram um riso - O alto feiticeiro do Brooklin Magnus Bane. 


- Sim. E pensar que você era abismada pelas pinturas dele. - disse Evelyn entre sorriso.


- Nem me lembre. Esse lado negro - disse Clary rindo. - E quem são os outros?


- Bem, estes são - Evelyn ergueu o braço enquanto apontava para cada pessoa com o dedo começando da direita para a esquerda. - O feiticeiro, Ragnor Fell, Dorothea, Jocelyn, Valentim e Magnus Bane.


- É incrível. Valentim está em uma foto com submundanos? Isso não é estranho pra você? - disse Clary enquanto inconscientemente fazia algumas caretas ao decorrer da frase.


- Além de estranho é totalmente engraçado. Olha só, ele tinha um pouco de cabelo na época - disse Evelyn rindo junto a Clary.  Ambas pararam de rir quando a porta foi aberta revelando Isabelle.






- E então. O que achou das novas garotas? - perguntou Alec se sentando à mesa -com uma xícara e pão nas mãos - ao lado do parabatai.


- Ah, são normais. - disse Jace pousando sua xícara de volta a mesa e olhando a reação de Alec que exibiu uma careta de desconfiança - O que? Por que tá me olhando assim? É a verdade. Queria que eu falasse que achei estranho que elas não tinham armas saindo pelos dentes enquanto carregavam uma cruz no pescoço? - disse Jace irônico. 


- Eu vi, que você estava olhando para Clary - disse Alec disfarçadamente mas assim que Jace virou o rosto bruscamente para encarar Alec, ele soltou uma gargalhada - Então é verdade. Você se interessou pela ruiva? - gargalhando, Alec disse.


- Quem disse isso? - disse Jace tentando desmentir o que Alec dissera. - Além disso, você não fica atrás. Vi você olhando até de mais a loira. 


- Não, não ai você se engana meu amigo, eu só achei interessante que Evelyn era uma adulta, assim como eu. - disse Alec com declínio na voz que só surgiam quando ele estava nervoso.


- Espera, a pirralha já é adulta? Como isso foi possível? - disse Jace com uma expressão surpresa enquanto Alec soltava uma risada.


- É isso ai meu irmão. - disse Alec rapidamente, depois tomando o café que estava em sua xícara.


- Mas, eu não creio que seja isso, só de vocês serem adultos e estarem aqui. - Jace se levantou  com a caneca já vazia em mãos. - Bom, eu vou ver o que eu posso fazer hoje. Ou a quem posso matar. Até mais meu irmão. - disse Jace dando dois tapas leves nas costas de Alec e se abaixando na altura de seu ouvido - Se precisar de dicas pra se aproximar da loira, é só me chamar! - percebendo que Alec ficará um pouco enraivecido pelo comentário, Jace saiu as pressas de seu lado.


- Isso não vai ser necessário - respondeu Alec para si mesmo - Eu não tenho nenhum interesse nela.




- Desculpa, entrar assim - disse Isabelle exibindo metade do seu corpo por entre a porta semi-aberta. Ela trajava uma calça justa, uma camisa preta decotada e sem mangas e usava nos pés sua bota, que teria mais ou menos 18 centímetros como Clary já especulou antes quando a viu. Em sua cintura, algo que parecia uma cinta mas, se bem analisada, se descobria que era um chicote desenhada como cobra. - Queria saber se vocês iram tomar café.


- Sim - disse Clary olhando as madeixas pretas de Isabelle.


- Bom dia Isabelle. - disse Evelyn tentando parecer simpática. 


- Ah, me chamem de Izzy. É mais fácil. - disse esbanjando um sorriso que Clary não conseguiu entender direito o que insinuava. - Vocês venham comigo sim - diz pegando no pulso de cada uma enquanto puxava e as Irmãs a seguiam -, vamos para o refeitório sim.


Elas saíram do quarto, Isabelle as guiava até o local correto, elas foram interrompidas por uma porta que se abriu exibindo Maryse.


- Bom dia - disse Isabelle. Clary estranhou o fato de que Isabelle não dirigia a palavra a Maryse como "mãe" assim como ela e Evelyn faziam desde a infância. 


- Bom dia, Isabelle - disse Maryse quase que sem perceber que Clary e Evelyn estavam atrás de Isabelle, ambas garotas tinham praticamente a mesma altura, tirando Evelyn que era um centímetro maior que Clary. - Bom dia garotas. - disse Maryse emendando o cumprimento para as irmãs.


- Bom dia - responderam em seguida.


- Você irá tomar café-da-manhã Maryse? - questionou Evelyn. 


- Não. Já tomei mais cedo que os outros. Mas, creio que vocês irão? - respondeu Maryse autoritária como sempre.


- Iremos. E logo depois, tentaremos localizar Valentim. Soubemos que algumas pessoas o viram aqui quando a batalha estava acontecendo. - disse Isabelle respondendo tratando de modo formal a mãe. 


- Isso é ótimo. Se ele esteve aqui, temos como usar algo para rastrea-lo. Isso é bom, Isabelle. - disse Maryse dando passagem para as garotas passarem.


- Sim - disse Isabelle, ela parecia querer dizer "mamãe" mas aparentemente, se alto proibia. 


As garotas passaram por Maryse e chegaram até o refeitório, logo se serviram e se sentaram em um canto para poderem comer tranquilamente. Clary olhava cada Caçador de Sombra que entrava e saia do refeitório. Observava o porte físico, se conhecia ou não, se era auto ou baixo. 






- O que faremos a seguir? - perguntou uma mulher, era esguia e alta, usava um traje preto e olhava fixamente para Valentim.

Estavam em alto mar, Valentim olhava fixamente para a ponte de Nova York com certa lembrança no modo de olhar. Mas ao ouvir o som da voz da mulher morena, se voltou completamente para olha-la; as roupas de Valentim eram comuns para ele, uma jaqueta de couro, camisa branca, calça preta e botas nos pés. Carregava consigo sua espada: Phaesphoros, a espada da família Morgenstern.


- Esperaremos. - disse Valentim sem esboçar preocupação. - Minhas filhas irão ser inteligentes.


- Mas e sua esposa, o que faremos? - disse a morena mas ao terminar a pergunta, ela reformulou-a - Quero dizer... ela não é mais de utilidade podemos simplesmente devolver para o Instituto. Ela não nos ajuda em nada.


- Pode até não nos ajudar, mas ajuda a minhas filhas. - respondeu novamente, seco enquanto desviava o olhar esboçando um desinteresse sobre o assunto.


- Então, você quer que sejamos encontrados? - disse embasbacada.


- Exatamente. - disse Valentim com um ar superior voltando a se interessar pela conversa - Assim que conseguirmos achar uma forma de acordar Jocelyn, e Evelyn e Clary nos encontrar, poderei fazer com que minhas filhas me entendam e me ajude. - foi feito um silêncio, e então, ele prosseguiu - Jocelyn tinha um dom de transformar algo em desenho, talvez alguma das minhas filhas tenha herdado esse dom, e assim, usarei para ganho próprio - sorriu consigo mesmo.


- Acha que elas fariam isso por você? - questionou. 


- Não por mim, querida Alison, mas sim por Jocelyn e os outros Caçadores de Sombras. - dito isso, Valentim recuou para a parte interna do navio. 






Clary, Evelyn e Isabelle acabaram seu café-da-manhã e foram juntas até o apartamento de Jocelyn, que até então, elas viviam.

- Muito... mundano isso. - disse Isabelle com desdém presente no tom de voz.


- Talvez seja pelo fato de estarmos agora na parte mundana de Nova York? - questionou Evelyn com sarcasmo único. 


- Vocês podem não brigar na frente de todos que estão passando pela rua? - disse Clary exaltada pelo fato de que estavam as três em uma rua movimentada no começo da rua do Brooklyn e além disso, estavam ali quase que invadindo uma casa que já não pertenciam a elas. 


Clary, por ser a mais chegada na casa, abriu a porta com a chave que a mãe lhe dera antes de irem ao Instituto. Elas subiram duas remessas de escadaria até chegarem a uma porta de madeira pintada na cor verde, Clary bateu três vezes na porta, que foi rapidamente aberta por um homem alto, moreno e que vestia uma camisa de flanela e calças jeans rasgadas. 


- Luke! - disse Evelyn surpresa.


- Minhas meninas - disse Luke feliz enquanto abria os braços para, inicialmente, abraçar Clary logo depois, abraçou Evelyn. - Isabelle? - disse Luke questionando assim que olhou para a terceira garota que se destacava drasticamente entre as garotas magras e quase sem curvas pelo corpo.


- Olá Lucian. - disse Isabelle em um comprimento.


- Por favor, me chame de Luke. - sugeriu Luke e Isabelle concordou com a cabeça.


- Podemos entrar? Temos muito o que conversar - disse Clary, e ao olhar para os olhos de Luke, percebeu que ele estava perdido e muito apreensivo, logo as deixou adentrar ao apartamento.




Em vista, o apartamento era razoavelmente grande. Paredes em branco, uma cozinha com a sala um pouco espaçosa, um corredor dava para algumas portas, a primeira delas era o quarto de Clary, a segunda, o quarto de Evelyn e separadamente havia um quarto para Luke e outro para Jocelyn que mesmo morando juntos, não eram realmente um casal assumido.


- Nossa mãe foi levada sem que percebermos. Foi um descuido nosso e... 


- Vocês não tinham como saber o que Valentim queria com aquele ataque Eve - disse Luke acalmando a garota que mostrou desespero no tom de voz. - Valentim está com a Jocelyn por causa do Cálice. 


- E você sabe onde ele está? - disse Isabelle que estava em pé olhando em volta da casa. Evelyn e Luke estavam sentados no sofá lado a lado e Clary estava em uma poltrona que era como conjunto do sofá.


- Não. - respondeu Luke em tom seco, e logo continuou com o mesmo tom - Jocelyn queria proteger os Caçadores de Sombra do mal que Valentim poderia causar. Mesmo eu não sendo mais um Caçador, eu creio que isso foi o melhor que ela fez.


Isabelle ficou pensativa por alguns instantes. Ela estava pensando em qual pergunta seria apropriada fazer.


- Podemos rastrear a nossa mãe de algumas forma - disse Evelyn - Precisamos de algo que seja dela.


- Tenho algumas coisas de Jocelyn - disse Luke um pouco triste - Mas são poucas. Jocelyn pressentiu que Valentim estava mais próximo dela e decidiu que o melhor seria que ele não achasse nada que pudesse favorece-ló.


- Em quê alguns pincéis poderiam favorece-lo? - questionou Evelyn.


- Se vocês podem rastrea-la com isso, creio que ele conseguiria algo também. - disse Luke respondendo Evelyn friamente.


Clary se levantou da poltrona silenciosamente e foi até o quarto de Jocelyn. A mãe realmente pressentiu algum mal, o quarto estava escuro, havia poucas roupas no guarda-roupa e não haviam quadros terminados por Jocelyn. Clary achou em um canto da cama um dos pincéis de sua mãe, o pegou, quando ia saindo se encontrou com Evelyn que estava prestes a entrar ao aposento.


- Um pincel? - disse Evelyn em sarcasmo. 


- Por acaso tem algo que você acha que seja mais eficaz que isso? - perguntou Clary respondendo com o mesmo sarcasmo - Nossa mãe não largava os pincéis!


- Igual a você. Aliás, e seu amigo o... o nerd - disse Evelyn fazendo uma expressão pensativa.


- O Simon - completou Clary revirando os olhos. - Ele está bem.


- Ah, entendi. - disse Evelyn encarando o chão - Hey todos os pisos são iguais ao da sala, correto? - ao ouvir a pergunta Clary fez uma careta desentendida.


- Eu acho que sim. Na verdade, não sei. Nunca reparei.


- É que... - disse Evelyn deixando as palavras no ar enquanto saía do quarto de Jocelyn e como uma sombra, abria a porta do quarto de Clary. A irmã correu logo atrás. - Tem algo diferente. O piso do seu quarto é diferente. - Evelyn olhou atentamente para o chão de madeira polida, diferente do restante da casa que era com um piso de mármore. 


- O que tem o piso do meu quarto? - questionou Clary.


Evelyn fez um sinal com a mão para que sua irmã se aproximasse um pouco mais do chão, foi então que algo surpreendeu as duas...



Notas Finais


É isso, deixo o suspense (só que não pra quem sabe o que tem no piso) no ar. Deixem os comentários, e eu estou ordenando que o ônibus em que estou pegando wifi vá mais devagar, mas ele ñ colabora.

Obrigada por ler ^^ até o próximo capítulo.


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