História Uma Nova Seleção - Capítulo 53


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Categorias A Seleção
Personagens America Singer, Aspen Leger, Carter Woodwork, Lucy, Marlee Tames, Maxon Calix Schreave, Personagens Originais
Tags A Seleção, Illéa, Princesa, Principe, Romance
Visualizações 73
Palavras 1.692
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção Adolescente, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 53 - Verdades Secretas


Pov. Aspen

Alan: "Quando vamos contar a ela pai?" - meu filho pergunta me olhando com expectativa.

Desde que descobrimos toda a verdade, meu filho não para de me fazer essa mesma pergunta, eu gostaria de poder lhe responder isso, eu mais do que ninguém quero que a verdade seja revelada, mas ainda não chegou a hora certa para isso.

Aspen: "Eu não sei Alan, acabamos de ter certeza das nossas suspeitas, sua mãe e eu achamos melhor esperar um pouco e aos poucos ir sondando como será a reação dela."

Alan: "Mas já faz dezessete anos pai, quero poder abraçar minha irmã e poder recuperar todo esse tempo que estivemos longe dela."

Aspen: "E você acha que não é o que eu mais quero, Alan? Você tem noção que eu sinto ao encontrar minha filha depois de 17 anos de uma procura incansável e não poder abraçar e dizer o quanto a amo? Isso também é uma tortura para mim, mas precisamos ter paciência e agir no momento certo."

Dezessete longos anos, esse foi o tempo que eu fiquei longe de minha filha, filha que tanto Lucy quando eu esperamos ansiosamente para ter em nossos braços, mas isso nos foi tirado no momento em que ela veio ao mundo. Agora temos ela tão perto de nós e não poder chamá-la de filha, nos mata um pouco mas ao mesmo tempo nos dá esperança de que em breve estaremos todos juntos, como sempre deveria ter sido.

Alan: "Mas pai, Melissa precisa saber..." - ele começa a falar mas foi interrompido por uma voz que conhecemos bem.

?: "O que Melissa tem que saber?" -  ele pergunta e tanto eu quanto Alan olhamos para trás assustados.

Droga!

Pov. Erick

Saio da sala de reunião cansado e estressado, não aguento mais discutir sobre o mesmo assunto. Devido ir para o meu quarto tomar um belo banho e descansar um pouco, já que ainda faltava umas duas horas para a hora do jantar.

Caminho a passos apressados pelos corredores do terceiro andar a caminho do meu quarto, mas paro ao escutar parte de uma conversa entre o general Leger e Alan que me deixou bastante intrigado.

Alan: "Mas pai, Melissa precisa saber..."

Melissa? O que ela precisa saber?

Erick: "O que Melissa tem que saber?" - pergunto e os dois se viram e me olham assustados.

Olho para os dois esperando que um deles se manifestem e responda a minha pergunta. Os dois trocam olhares e depois voltam a olhar pra mim.

Aspen: "Não é nada de mais, alteza." - ele disse mas sei que eles estão me escondendo alguma coisa.

Erick: "É sobre uma selecionada que vocês estão falando, então acho que tenho todo o direito de saber." - digo olhando seriamente para os dois.

Tio Aspen e Alan trocam um olhar significativo, por aí sei que os dois estão escondendo alguma coisa importante. E se isso envolve Melissa, eu mereço saber o que estão me escondendo.

Alan: "Pai, precisamos contar pra ele, talvez ele possa nos ajudar com isso." - ele diz olhando para o seu pai e vejo o general soltar um suspiro pesado.

Aspen: "Tudo bem, Alan. Você pode contar pra ele, porque agora eu preciso fazer algumas coisas pendentes." - ele disse olhando para o filho.

Alan: "Tudo bem, pai."

Aspen: "Com licença, alteza." - ele disse fazendo uma reverência e se afastou deixando Alan e eu sozinhos parados no corredor.

Olho para Alan na minha frente e percebo que ele está nervoso e ansioso.

Erick: "Agora você pode começar a me contar o que eu quero saber." - digo olhando para ele e ele olha pra mim.

Alan: "Tudo bem, eu vou contar, mas não aqui. Podemos conversar em outro lugar?" - ele pergunta e eu assenti.

Erick: "Claro, vamos até o meu quarto, lá vamos poder conversar mais tranquilos." - digo e começamos a caminhar.

Caminhamos em silêncio pelos corredores até o meu quarto, ao chegarmos paramos em frente a porta, abro a porta e eu entro sendo seguido por Alan. Fecho a porta e me viro para o meu amigo, e olho para ele esperando que ele comece a falar sobre tudo o que eu quero saber.

Erick: "Você já pode começar a falar Alan." - digo quebrando o silêncio o incentivando a falar.

Alan: "Primeiramente você precisa me prometer que não vai falar com ninguém sobre o que vou te contar agora, pelo menos por enquanto." - ele diz me olhando.

Erick: "Você não precisava nem pedir isso Alan, eu não vou contar nada pra ninguém." - digo com sinceridade.

Alan: "Bom, você sabe que eu gosto muito de Melissa, não sabe?" - ele pergunta e eu assenti. - "Primeiro quero que você saiba que não gosto dela romanticamente, o que sinto por ela é algo muito diferente."

Erick: "Eu sei Alan, você já me disse isso. E eu também sei que você ama Jade, então não se preocupe com isso. Mas o que vocês tanto escondem de Melissa?"

Vejo Alan fechar os olhos e soltar um suspiro, quando ele abre os olhos novamente, ele diz algo que me deixa chocado.

Alan: "Melissa é minha irmã biológica!" - ele solta a bomba de uma vez.

Erick: "O que?"

Estou completamente surpreso com o que acabo de ouvir aqui, nunca, nem em um milhão de anos imaginária uma coisa dessas. Nunca soube que tio Aspen e tia Lucy tiveram uma filha.

Erick: "Como assim Melissa é sua irmã?"

Alan começa a me contar o que aconteceu há quase dezoito anos atrás, e eu ouvia atentamente tudo o que ele estava dizendo em silêncio. Era uma história inacreditável, coisas assim normalmente só acontecem em filmes, a gente nunca imagina que algo como isso aconteceria com alguém tão próximo de você.

Erick: "Como vocês descobriram que aquele bebê era Melissa?"

Alan: "A primeira a desconfiar foi minha mãe e ela comentou isso com o meu pai, no começo meu pai não acreditou nela e disse que a minha mãe estava protejetando a minha irmã perdida em Melissa, só pelo fato dela ter sido adotada. Mas os dias foram se passando e meu pai foi a observando de longe, até que ele começou a reparar nos traços de Melissa, ela tem muitos traços parecidos com o meu pai, até mesmo a cor dos olhos, mas foi o fato dela se parecer muito com a minha mãe quando tinha a idade de Melissa, foi o que aumentaram as desconfianças de que ela era a minha irmã."

Erick: "Vocês já confirmaram, se ela é mesmo a sua irmã?"

Alan: "Sim, fizemos um exame de DNA escondido, meu pai conseguiu pegar um copo que Melissa usou, o levou até o laboratório e lá eles tiraram as amostras de saliva para fazer o exame. Os resultados saíram há alguns dias e eles deram positivo, como nós já esperávamos."

Erick: "Nossa Alan, eu nem sei o que dizer..." - digo ainda impactado com essa revelação. - "Meus pais sabem sobre isso?" - eu pergunto.

Alan: "Sim, meus pais contaram a eles." 

Erick: "Quando vocês pretendem contar a verdade para ela?"

Alan: "Por mim eu já teria contado tudo a muito tempo, eu não vejo a hora de poder abraçar a minha irmã e poder recuperar todo o tempo que perdemos estando tão longe, mas os meus pais querem esperar um pouco mais, eles querem sondá-la aos poucos para saber como ela vai reagir ao descobrir a verdade."

Erick: "Talvez eles estejam certos em esperar, Melissa pensa que os pais a abandonaram recém-nascida, ela pode não lidar muito bem com a notícia."

Alan: "Mas meus pais não abandoram ela, ela foi tirada de nós."

Erick: "Eu sei Alan, mas ela não sabe." - eu digo e vejo ele passar as mais em seus cabelos curtos em um gesto frustrado. - "Vocês precisam agirem com calma."

Alan: "Eu só quero que tudo isso acabe logo, que contém logo que Melissa é a minha irmã, eu não aguento ver a minha mãe triste por está tão perto e ao mesmo tempo tão longe da minha irmã, por não poder abraçá-la e por não dizer que ela é a sua filha." - ele diz olhando para o chão.

Erick: "Olha Alan, eu posso tentar ajudá-los." - eu digo mesmo ainda não sabendo como vou fazer isso.

Alan: "Mas como?"

Erick: "Não sei, talvez eu possa conversar com ela, ir sondando aos poucos. Quem sabe assim vocês possam ter uma ideia de como será a sua reação."

Alan: "Você faria isso?" - ele diz com um olhar esperançoso.

Erick: "É claro que sim Alan, você é meu melhor amigo, sem contar que todos vocês são como se fosse da família." - eu digo sorrindo.

Alan: "Nossa Erick, eu não sei nem como te agradecer." - ele diz sorrindo.

Erick: "Você não precisa..." - de repente ele me dá um abraço de urso.

Alan: "Acho que agora eu preciso voltar para a minha ronda." - ele diz ao desfazer o abraço.

Erick: "Tudo bem, vai lá." - eu digo e ele começa a andar até a porta, mas antes de abrir ele olha pra mim.

Alan: "Obrigada Erick." - ele diz e sai do meu quarto.

Quando fico sozinho no meu quarto, me ponho a pensar em tudo o que Alan me contou, não sei como irei tocar nesse assunto com Melissa, mas vou dar um jeito.

Não saberia o que fazer se eu estivesse no lugar do tio Aspen e da tia Lucy, não imagino a dor que eles sentiram ao pensar que sua filha estava morta. Eu não sei o que faria se algo como isso acontecesse comigo.

Tio Aspen e tia Lucy já sofreram tanto, por tantos anos por sua filha ter sido arrancada de seus braços sem ao menos conhecê-la. Eles merecem de um pouco de felicidade depois de tanto sofrimento. E se eu puder ajudar a eles a recuperarem todo o tempo perdido com sua filha, ficaria muito feliz pela felicidade deles.



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