História Uma nova vida - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
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Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Famí­lia, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Gente, esse capitulo vai falar um pouco da história. Achei bem legal a ideia de ter uma parte dele também por que não é só Isabelle que tem problemas! Bem, a história e bem radical pelo tipo de pessoa que ele é (persolanidade). Bem espero que gostem, e me desculpem pela demora a enviar esse capitulo, é por que estive muito ocupada, mas é isso beijos! Criticas são sempre bem vindas!

Capítulo 4 - Desabafos!


Olhei para arma em cima da mesinha, não pensei duas vezes, peguei a arma e apontei para Alex. Antes de tudo... por que não começamos do começo?

Meu nome é Peter Morris, e minha família esta em “guerra”  com a família Adams, é como uma guerra de gangues, estou nela desde que nasci. É uma guerra que foi tramada por um acordo que não foi feito como prometido, uma família acusa a outra de descumprir esse acordo, nunca soubemos quem foi realmente o culpado.

Minha vida nunca foi nada fácil ou simples, eu brigava muito na escola com Alex Adams, sim, ele é da família rival da minha, o que nos faz rivais também! Estávamos sempre brigando fora e dentro da escola, começamos a brigar com uns 7 anos de idade. Poderíamos ser pequenos, mas tínhamos algo em comum: proteger nossas famílias, custe o que custar!

Em uma noite, meu pai e o pai de Alex iriam se encontrar em uma rua abandonada para tentarem fazer um novo acordo, onde a paz seria colocada entre as famílias. Estávamos la, eu, Alex e os nossos pais. Enquanto meu pai conversava com o pai de Alex, eu e ele ficávamos  nos encarando toda a hora. Meu pai, Ross Morris, e o pai de Alex, Robert Adams, não concordaram com os termos que os dois propuseram, eles gritaram e então meu pai sacou uma arma, fiquei surpreso e espantado na hora, eu não imaginava que ele teria trazido uma arma! Ele atirou direto no peito de Robert, ele morreu bem ali, Alex correu até ele e o segurou antes do mesmo cair no chão, ele olhei pra mim e para meu pai, com ódio e lágrimas nos olhos e falou:

-Vocês estão mortos! – Ele não tirou os olhos de nós dois nem por um segundo sequer! –

Eu e meu pai saímos correndo da li, corremos até em casa e entramos, meu pai avisou minha, os dois pegaram armas e por minha devesa peguei também. Olhei meu pai furioso.

-Você não podia ter feito aquilo! Você cavou a cova de toda a nossa família! – Gritei o olhando, o mesmo me olhou um tanto bravo –

-Nós vamos vencer! Como sempre fizemos ok?! – Ele me olhou, quando ia responder a porta é arrombada e a família Adams entra, com vingança nos olhos –

E naquele momento a guerra começou! Pensei que iria morrer ali mesmo, tivemos 4 mortes: dois da família Adams e infelizmente os meus pais. Quando eu joguei minha arma sem olhar para onde e Alex fez o mesmo, sabíamos que iria fazer uma luta “justa”, sem armas, assim saberíamos quem realmente quem era o vencedor! Lutamos por um longo tempo, quando o soquei e o fiz cair no chão ele viu a arma em cima dele não muito longe, ele tentou pegar então olhei para arma em cima da mesinha, não pensei duas vezes, peguei a arma e apontei para Alex, ele pegou a dele e apontamos nossas armas um para o outro.

-Sinto muito! – Falei e puxei o gatilho, matei ele ali, mas por mais que eu não quisesse eu não tinha escolha! Ou era matar ou morrer, mas eu realmente sentia muito! –

Depois de algumas longas horas parecia que nada havia acontecido, mas aconteceu, infelizmente aconteceu! Arrumei tudo, com ajuda de um tio por parte de pai, escondi os corpos, dei sumiço em tudo!

Escondi tudo da minha vida antiga em uma caixa e queimei, assisti até ver a ultima pontinha de pó! Arrumei minhas malas e fui para Seattle, entrei em uma escola, comprei uma casa, arranjei um trabalho. Minha vida já estava entrando nos eixos!

Depois de um dia difícil fui para casa depois que sai do shopping e levei Isabelle para casa, foi tudo muito estranho, tinha acabado de conhece-la e já tinha entrado em uma briga por ela, perdi, mas isso não vinha ao caso. No dia seguinte Kate a amiga de Isabelle havia me dado o número dela, com o papel  no bolso, sentando no sofá pensei em ligar pra ela, mas deixei de pensar nisso quando olhei para uma foto em um quadro, em cima da estante, estava eu e meus pais. Me levantei do sofá e fui andando até a estante, peguei a foto na mão e a olhei, estávamos todos sorrindo, parecíamos felizes, quem via essa foto nem imaginava como e qual era a nossa vida! Uma lágrima escorreu pelo meu rosto, a deixei cair, coloquei o quadro de volta ao devido lugar e peguei minhas chaves de casa, sai e tranquei a porta.

Fui pra rua, a mesma estava deserta, luzes vinham de postes altos. Andava e com uma vontade de sumir ali, parecia que iria explodir por qual seria aquela emoção! Cai de joelhos no chão, minhas mão se fecharam em punhos.

-AAAAAAAAAAAAA – Gritava chorando –

Aquela seria a primeira vez que choraria depois de tudo, fazia apenas uma semana desde do ocorrido e eu ainda não havia chorado ou pensado sobre. Fiquei ali por alguns longos segundos, logo me levantei e limpei minhas lágrimas. Andei pelas ruas desertas, vi um carro chegando, cerrei os olhos por causa da luz que invadiu meu olho. Uma pessoa desceu do carro, uma mulher, ela estava andando até mim, cerrei os olhos mais um pouco para ver quem era, mas mesmo assim só consegui ver quem era quando ela entrou na frente da luz. Que droga! Ela não podia me ver assim, aquela sim era uma péssima hora!

-Qual é o seu problema seu idiota? – Ela falou vindo até mim, antes de ver quem eu era havia me insultado pois achava que eu era um bêbado que resolveu parar ali, mas quando me viu ficou bem surpresa, ela parecia que eu era a ultima pessoa que ela imaginaria que fosse ali parado – Peter?! O que esta fazendo aqui? Você está bem? – Ela falou se aproximando –

-Idiota eu não sou, mas de resto esta tudo bem... – Desviei o olhar e olhei para a rua e logo a olhei de volta – Vim dar uma volta! – Sorri forçado –

-Serio isso? – Ela me olhou decepcionada, não sei com o que, ela cruzou os braços e veio para mais perto – Você veio dar uma volta chorando? E esse sorriso forçado... conheço muito bem!

 

Pov Isabelle

 

Acordei, no meio da noite, fui até a cozinha e tomei um copo de água, voltei para meu quarto e fiz uma tentativa falha de dormir de novo, pois só rolei de uma lado para o outro na cama, como se algo me incomodasse. Suspirei e me levantei, me arrumei e escovei os dentes, peguei as chaves do meu carro. Sai de carro para dar uma volta, ir ao meu local favorito da cidade, estava indo para lá por que queria pensar, e lá, era o único lugar que eu realmente conseguia fazer isso! Quando avistei um homem parado na rua fiquei com medo, mas também um pouco irritada. Bufei e sai do carro, deixei a porta aberta e fui indo até o homem devagar, com um certo medo.

-Qual é o seu problema seu idiota? –Falei indo até ele, sem saber quem era, mas quando vi quem estava ali parado diante de mim fiquei surpresa por vê-lo ali, ele era a ultima pessoa que eu acharia que fosse ali parado na minha frente, mas logo fiquei um tanto preocupada, o que era estranho, nem o conhecia para estar preocupada! – Peter?! O que você está fazendo aqui? Você está bem? – Falei me aproximando –

-Idiota eu não sou, mas de resto esta tudo bem... – Ele desviou o olhar, olhou para a rua mas me olhou de volta quando voltou a falar – Vim dar uma volta! – Ele deu um sorriso forçado. Sério?! Ele realmente estava achando que iria me enganar! –

-Serio isso? – Eu o olhei decepcionada com aquilo, achava que ele era mais esperto! Cruzei os braços e fui me aproximando – Você veio dar uma volta chorando? E esse sorriso forçado... conheço muito bem!

-Deixa pra la! – Ele falou dando as costas, franzi a testa e peguei em seu braço, o virei pra mim –

-Tudo bem! Não falo sobre isso, mas... vem comigo por favor! – Falei e soltei seu braço, ele suspirou –

-Tudo bem, vamos pra onde quer que seja! – Ele deu uma leve risada e eu sorri fraco, entramos no carro e então comecei a dirigir. Por mais impressionante que fosse, eu estava sim o levando para meu lugar favorito, era um lugar isolado, ninguém sabia dele ou ia la. Estacionei o carro em cima da grama, desci e fechei a porta, suspirei e o olhei enquanto o mesmo saia do carro – chegamos! – Sorri o olhando –

-Ah entendi!... – Fiquei um tanto confusa confesso! – Você vai me matar aqui e me enterrar? Aposto que ninguém nunca vai me achar! – Ele sorriu me olhando –

-Que engraçado você hein! – Sorri e cruzei os braços, passei por ele indo até uma pedra onde me sentei olhando as estrelas – Venho aqui quando preciso ficar sozinha – Falei olhando as estrelas –

Ele foi vindo mais perto, sentou do meu lado e me olhou confuso.

-Se vem pra ficar sozinha o que eu estou fazendo aqui? – A olhei franzindo a testa –

-Eu não sei! – O olhei, mas era sério, não sabia por que eu teria trazido ele aqui! Na hora eu só... queria trazê-lo, mas não sabia por que! O olhando pensei tudo aquilo – Mas se trouxer alguém aqui aí sim é que eu te mato! – Demos risadas juntos –

 

Pov Peter

 

Ela teria conversado comigo e me pedido para entrar no carro, entrei. Fomos indo por uma estrada de terra até ir a um campo, tenho que admitir que era bem bonito ali. Brinquei com ela falando que a mesma iria me matar. Nos sentamos em uma pedra e ela me falou que aquele era um tipo de lugar especial para ela, somente dela, pelo menos acho que foi isso que ela quis dizer! Perguntei por que eu estava ali, mas ela falou que não sabia, me olhou durante um tempo de silencio, mas logo ela fala que realmente me mata se eu trazer alguém aqeui, demos risadas e então a olhei.

-Você é um mistério Isabelle! Uma hora você é fechada e outra é totalmente diferente! Por que isso? – A olhei sério –

Ela se levantou e se afastou, como se eu tivesse a socado no estomago, ou aberto um assunto que era proibido. Ela ficou olhando para as estrelas, ela se virou pra mim e me olhou, colocou as mãos no bolso e suspirou, começou a falar:

-Minha mãe... ela... ela morreu, faz 3 semanas. Sei que parece bobo mas... não deixou ninguém mais entrar desde então! – Ela me olhou –

-Sinto muito! – A olhei e a ouvi,  fiquei indignado quando ela fala que era bobo tudo aquilo! – Nada disso é bobo! Você só não quer se machucar mais, é totalmente compreensível! – Suspirei –

-Mas e você? O que fazia de verdade naquela rua parado la? – Eu a olhei, achei que ela não iria perguntar, na verdade, torcia para que ela não fizesse isso! – Pensando... – A mesma bufou, pois sabia que era mentira – Minha vida... nunca foi fácil! Aconteceu umas coisas a uma semana e só fui começar a sentir o luto agora, era como se eu não quisesse aceitar nada daquilo sabe?!

-O pior é que sei! Sei muito bem! – Ela me olhou, veio até mim devagar e me abraçou, senti ela suspirar, era um suspiro de alivio, como se eu fosse a única pessoa que pudesse compreendê-la naquele momento! A abracei de volta, pois sentia o mesmo, não tinha achado ninguém que entendesse minha dor, pra mim, era como se ninguém nunca fosse compreender!

 

Pov Isabelle

 

Conversamos bastante, acabamos conversando sobre nossas dores. O final foi mais ainda inesperado, eu o abracei, coisa que nunca acharia que iria fazer!

-Vem, já esta bem tarde, é melhor irmos pra casa e relaxa, eu te dou carona! – Sorri me afastando e voltando pro carro –

Liguei e então o levei pra casa, o caminho todo ficamos sem o que dizer. Eu estava muito confusa naquela hora, não sabia se o que eu fiz essa noite seria algo que me faria sorrir no dia seguinte ou me decepcionar. Antes dele sair do carro para entrar em sua casa falei olhando para frente:

-Boa noite – O olhei depois, dei um sorriso fraco e mesmo me respondeu –

-Boa noite! – Ele deu um leve sorriso e saiu do carro –

Esperei ele entrar na casa dele, logo que o mesmo fechou a porta voltei a dirigir. Fui para casa, estacionei o carro e o desliguei, entrei em casa e coloquei as chaves de casa e do carro dentro de uma vasilha que ficava em cima de uma mesinha ao lado da porta. Fui até meu quarto e coloquei meu pijama, me deitei na cama e olhei para o teto, dei um leve sorriso, meus olhos estavam se fechando lentamente e bem devagar, logo dormi. 


Notas Finais


Talvez teremos também um capitulo que a Kate falará dela também, se quiserem podem dar ideias para a história também. Beijos e boa noite!


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