1. Spirit Fanfics >
  2. Uma nova vida >
  3. Gato, rato e cão

História Uma nova vida - Capítulo 13


Escrita por: Jennikpoppeira

Capítulo 13 - Gato, rato e cão


            — Gato, rato e cão —


Eu estava com o Harry, Hermione e Rony, debaixo da capa, eles realmente excecutaram  o Bicuço, eles reamente excecutaram ele, eu eatava chorando, quando o Harry murmura

Harry: Hagrid – murmurou Harry. E, sem pensar no que estava fazendo, fez menção de dar meia-volta, mas Rony e Hermione o seguraram pelos braços.

Rony: Não podemos – disse Rony, que estava branco como uma folha de papel. – Hagrid vai ficar numa situação muito pior se souberem que fomos à casa dele...

A respiração de Hermione estava rasa e desigual.

Hermione: Como... puderam... fazer... isso? – engasgou-se a garota. – Como puderam?

Jennifer: Mione, respira fundo e relaxe, está bem!

Eu falei e a Mione se acalmou.

Rony: Vamos – disse Rony, cujos dentes davam a impressão de estar batendo.

Os quetro voltaram ao castelo, andando devagar, para se manter escondidos sob a capa. A claridade ia desaparecendo depressa agora. Quando chegaram à área ajardinada, a escuridão desceu, como por encanto, a toda volta.

Rony: Perebas, fica quieto – sibilou Rony, apertando a mão contra o peito. O rato se debatia, enlouquecido. Rony parou de repente, tentando empurrálo para o fundo do bolso. – Que é que há com você, seu ratobburro? Fica parado aí... AI! Ele me mordeu!

Jennifer: Rony, eu já falei pra você controlar esse rato.

Rony: Mas não consigo...

Hermione: Rony, fica quieto! – cochichou Hermione com urgência. – Fudge vai nos alcançar em um minuto...

Rony: Ele não quer... ficar... parado...

Perebas estava visivelmente aterrorizado. Contorcia-se com todas as suas forças, tentando se desvencilhar da mão de Rony.

Harry: Que é que há com ele?

Mas Harry acabara de ver – esquivando-se em direção ao grupo, o corpo colado no chão, grandes;olhos amarelos que brilhavam lugubremente no escuro – Bichento. Se podia vê-los ou se estava seguindo os guinchos de Perebas, Harry não saberia dizer.

Hermione: Bichento! – gemeu Hermione. – Não, vai embora, Bichento! Vai embora!

Agora não Bichento, eu sei que você quer levar o rato para o Sirius, mais você vai nos dedurara

Mas o gato se aproximava sempre mais...

Rony: Perebas... NÃO!

Tarde demais – o rato escorregou por entre os dedos apertados de Rony, bateu no chão e fugiu precipitadamente. De um salto, Bichento saiu em seu encalço, e antes que Harry ou Hermione pudessem detê-lo, Rony arrancara a Capa da Invisibilidade e se arremessava pela escuridão.

Hermione: Rony! – gemeu Hermione.

Jennifer: Ronald Bills Weasley! Volte pra debaixo da capa agora mesmo! RONALD...

Ela, Jennifer e Harry se entreolharam e correram atrás do amigo; era impossível correr com desenvoltura com a capa por cima; arrancaram-na e ela ficou voando para trás como uma bandeira, quando os dois saíram desabalados atrás de Rony; ouviram os passos dele à frente e seus gritos para Bichento.

Rony: Fique longe dele... fique longe... Perebas, volta aqui...

Ouviu-se um baque sonoro.

Rony: Te peguei! Dá o fora, seu gato fedorento...

Harry, Jennifer e Hermione quase caíram em cima de Rony; pararam derrapando diante dele. O amigo estava esparramado no chão, mas Perebas já estava de volta ao bolso; Rony apertava com as duas mãos um calombo trepidante.

Hermuone: Rony... vamos... volta para baixo da capa... – ofegou Hermione. – Dumbledore... o ministro... eles vão voltar para o castelo já, já...

Jennifer: Volte pra debaixo da Capa, Ronald...

Mas antes que pudessem se cobrir outra vez, antes que pudessem ao menos recuperar o fôlego, eles ouviram o ruído macio de patas gigantescas. Algo estava saltando da escuridão em sua direção – um enorme cão negro de olhos claros.

Jennifer: Ah não, por favor Almofadinhas, não faça o que está pensando fazer.

Harry olhou confusa pra sua amiga, só ignorou e tentou pegar a varinha, mas tarde demais – o cão investira dando um enorme salto, e suas patas dianteiras atingiram o garoto no peito; Harry caiu para trás num redemoinho de pelos; sentiu o hálito quente do animal, viu seu dente de mais de dois centímetros...

Mas a força do salto impelira o cão longe demais; ultrapassara Harry. Aturdido, com a sensação de que suas costelas tinham quebrado, o garoto tentou se levantar; ouviu o cão rosnar e derrapar se posicionando para um novo ataque.

Que droga Sirius, não ataque o Rony, porfavor...

Jennifer: ALMOFADINHAS, EU JÁ FALEI, NÃO FAÇA ISSO...

Rony estava de pé. Quando o cão saltou contra os dois, ele empurrou Harry para o lado; e, em vez de Harry, as mandíbulas do bicho abocanharam o braço estendido de Rony. Harry se atirou para cima dele, agarrou uma mão cheia de pelos do cão, mas o bruto foi arrastando Rony para longe com a facilidade com que arrastaria uma boneca de trapos...

Então, ele não viu de onde, uma coisa atingiu seu rosto com tanta força que ele foi novamente derrubado no chão. Harry ouviu Hermione gritar de dor e cair também. O menino tateou à procura de sua varinha, piscando para limpar o sangue dos olhos...

Jennifer: Lumus! – sussurrou.

A luz produzida pela varinha mostrou-lhe um grosso tronco de árvore; tinham corrido atrás de Perebas até a sombra do Salgueiro Lutador, cujos ramos estalavam como se estivessem sendo açoitados por um forte vento, avançavam e recuavam para impedir os garotos de se aproximarem.

E ali, na base do tronco, o cão arrastava Rony para dentro de um grande buraco entre as raízes – o garoto lutava furiosamente, mas sua cabeça e seu tronco foram desaparecendo de vista...

Harry: Rony! – gritou Harry, tentando segui-lo, mas um pesado galho chicoteou ameaçadoramente o ar e ele foi forçado a recuar.

Agora estava visível apenas uma das pernas de Rony, que ele enganchara em torno de uma raiz na tentativa de impedir o cão de arrastá-lo mais para o fundo da terra – mas um estampido terrível cortou o ar feito um tiro; a perna de Rony se partiu e um instante depois, seu pé desaparecera de vista.

Hermione: Harry... temos que procurar ajuda... – gritou Hermione; ela também sangrava; o salgueiro a cortara na altura dos ombros.

Harry: Não! Aquela coisa é bastante grande para comer Rony; não temos tempo...

Hermione: Harry, nunca vamos conseguir entrar sem ajuda...

Eles olharam pra mim, eu estava calma e eu falei.

Jennifer: Relaxem, aquele cão não vai fazer nada com o Rony, ele só quer aquele rato imundo...

Harry: Como você sabe? Conhece o cão?

Jennifer: Talvez, Jay...

Hermione: Mas...

Mione não terminou a frase, porque mais um galho desceu como um chicote em nossa direção, os raminhos curvados como articulações de dedos.

Harrry: Se aquele cão pôde entrar, nós também podemos – ofegou Harry, correndo para um lado e para outro, tentando encontrar uma brecha entre os galhos que varriam com violência o ar, mas não podia se aproximar nem mais um centímetro das raízes da árvore sem ficar ao alcance dos golpes que ela desferia.

Hermione: Ah, socorro, socorro – murmurava freneticamente Hermione, dançando no mesmo lugar –, por favor.

Bichento disparou adiante dos garotos. Deslizou por entre os galhos agressores como uma cobra e colocou as patas dianteiras sobre um nó que havia no tronco.

É claro, o nó da árvore... eu vou matar o Sirius por ter feito isso.

Abruptamente, como se a árvore tivesse se transformado em pedra, ela parou de se movimentar.

Sequer uma folha virava ou sacudia.

Hermione: Bichento! – sussurrou Hermione insegura. Ela agora apertava o braço de Harry com tanta força que provocava dor. – Como é que ele sabia...?

Harry: Ele é amigo daquele cão – respondeu Harry, sombriamente. – Já os vi juntos. Vamos... e mantenham as varinhas na mão...

Jennifer: Harry, Hermione, antes da gente ir, eu quero pedir uma coisa... aconteça o que acontecer, vocês não vão duvidar da palavra da pessoa.

Harry: Porque?

Jennifer: Só confie em mim, está bem!

Hermione e Harry: Está bem.

Os três venceram a distância até o tronco em segundos, mas antes que pudessem alcançar o buraco nas raízes, Bichento deslizara para dentro com um aceno do seu rabo de escovinha. Harry entrou em seguida; avançou arrastando-se, a cabeça à frente, e escorregou por uma descida de terra até o leito de um túnel muito baixo. Bichento ia mais adiante, os olhos faiscando à luz da varinha de Harry e Jennifer. Segundos depois, Hermione escorregou para junto deles.

Hermione: Aonde é que foi o Rony? – sussurrou ela com terror na voz.

Harry: Por ali – respondeu Harry, caminhando, curvado, atrás de Bichento.

Hermione: Onde é que vai dar esse túnel? – perguntou Hermione, ofegante.

Harry: Eu não sei... Está marcado no Mapa do Maroto, mas Fred e George disseram que ninguém nunca tinha entrado. Ele continua para fora do mapa, mas parecia que ia em direção a Hogsmeade...

Jennifer: Esse tunel vai dar até a Casa dos Gritos.

Harry: Como você sabe?

Jennifer: Eu vinha aqui, visitar um amigo meu.

Hermione: Que amigo, Jennifer?

Jennifer: Vocês já vão saber.

Os garotos caminharam o mais rápido que puderam, quase dobrados em dois; à frente, o rabo de Bichento entrava e saía do seu campo de visão. E a passagem não tinha fim; dava a impressão de ser no mínimo tão longa quanto a que levava à Dedosdemel. Harry só conseguia pensar em Rony e no que aquele canzarrão podia estar fazendo com o seu amigo... Ele respirava em arquejos curtos e dolorosos, correndo agachado...

E então o túnel começou a subir; momentos depois se virou e Bichento tinha desaparecido. Em vez do gato, Harry viu um espaço mal iluminado por meio de uma pequena abertura.

Ele, Jennifer e Hermione pararam, procurando recuperar o fôlego, depois avançaram cautelosamente. Os dois ergueram as varinhas para ver o que havia além.

Era um quarto, muito desarrumado e poeirento. O papel descascava das paredes; havia manchas por todo o chão; cada móvel estava quebrado como se alguém o tivesse atacado. As janelas estavam vedadas com tábuas.

Harry olhou para Hermione, que parecia muito amedrontada, mas concordou com um aceno de cabeça.

Harry saiu pelo buraco, olhando para todos os lados. O quarto estava deserto, mas havia uma porta aberta à direita, que levava a um corredor sombrio. Hermione, de repente, tornou a agarrar o braço de Harry. Seus olhos arregalados percorreram as janelas vedadas.

Hermione: Harry – cochichou ela –, Nós realmente estamos na Casa dos Gritos.

Jennifer: Sim, Mione... nós estamos na Casa dos Gritos.

Harry: Você está estranha...

Jennifer: Eu não estou estranha, Harry Potter.

Harry e Hermione, olharam espantados para sua amiga, que mantinha a expressão calma e eles estavam achando issso muito estranho...

Hermione: Fantasmas não fazem isso – comentou ele calmamente.

Naquele momento, os dois ouviram um rangido no alto. Alguma coisa se mexera no andar de cima. Os dois olharam para o teto. Hermione apertava o braço de Harry com tanta força que ele estava perdendo a sensibilidade nos dedos. O garoto ergueu as sobrancelhas para ela; Hermione concordou outra vez e soltou-o.

O mais silenciosamente que puderam, os dois saíram para o corredor e subiram uma escada desmantelada. Tudo estava coberto por uma espessa camada de poeira, exceto o chão, onde uma larga faixa brilhante fora aparentemente limpa por uma coisa arrastada para o primeiro andar.

Eles chegaram ao patamar escuro.

Harry, Hermione e Jennifer: Nox – sussurraram ao mesmo tempo, e as luzes nas pontas de suas varinhas se apagaram. Havia apenas uma porta aberta. Ao se esgueirarem nessa direção, ouviram um movimento atrás da porta; um gemido baixo e em seguida um ronronar alto e grave. Eles trocaram um último olhar e um último aceno de cabeça.

A varinha empunhada com firmeza à frente, Harry escancarou a porta com um chute.

Numa imponente cama de colunas, com cortinas empoeiradas, encontrava-se Bichento, que ronronou alto ao vê-los. No chão ao lado do gato, agarrando a perna estendida num ângulo estranho, encontrava-se Rony.

Harry e Hermione correram para o amigo.

Harry: Rony... você está bem?

Hermione: Onde está o cão?

Rony: Não é um cão – gemeu Rony. Seus dentes rilhavam de dor. – Harry é uma armadilha...

Harry: Quê...

Rony: Ele é o cão... ele é um animago...

Rony olhava fixamente por cima do ombro de Harry. Este se virou depressa. Com um estalo, o homem nas sombras fechou a porta do quarto.

Uma massa de cabelos imundos e embaraçados caíam até seus cotovelos. Se seus olhos não estivessem brilhando em órbitas fundas e escuras, ele poderia ser tomado por um cadáver. A pele macilenta estava tão esticada sobre os ossos do rosto, que ele lembrava uma caveira. Os dentes amarelos estavam arreganhados num sorriso. Era Sirius Black.

Sirius: Expelliarmus! – disse com voz rouca, apontando a varinha de Rony para os garotos.

As varinhas de Harry e Hermione saíram voando de suas mãos e Black as recolheu. Então se aproximou. Seus olhos estavam fixos em Harry.

Sirius: Achei que você viria ajudar seu amigo. – A voz dava a impressão de que ele perdera o hábito de usá-la havia muito tempo. – Seu pai teria feito o mesmo por mim. Foi muita coragem não correr à procura de um professor. Fico agradecido... vai tornar as coisas muito mais fáceis...

Sirius se virou pra mim e falou...

Sirius: Olá Jennifer... faz tempo que não vem me visitar.

Jennifer: Você sabe muito bem, que não consegui vir, por que dobraram a segurança, graças a você sua Anta, que invadiu a Torre da Grifinoria duas vezes, Sirius... Agora, seu grande imbecil, por que fez isso com o Rony.

Sirius: Eu queria pegar aquele maldita rato.

Jennifer: Mas o que eu falei... você só sabe agir por impulso, seu idiota pulguento.

Sirius: Sera que dá pra gente discutir isso depois? Tenho assuntos a resolver aqui...

Ficamos discutindo e o Harry fala...

Harry: Jennifer, você tem ajudado o Sirius esse tempo todo?

Jennifer: Sim, Harry... estou o ajudando a quase 1 ano...

Hermione: Você estar acorbetando um assassino.

Jennifer: ELE NÃO É ASSASSINO!

Ficamos discutindo o Rony resmunga algo... E eu vi, que alguma coisa brilhou nos olhos sombrios de Sirius.

Rony: Deite-se – disse brandamente a Rony. – Você vai piorar a fratura nessa perna.

Rony: Você me ouviu? – disse Rony com a voz fraca, embora se apoiasse dolorosamente em Harry para se manter de pé.

Jennifer: É claro que ele te ouviu, ele é um animago, a audição de um animago é aguçado, estou certa seu pulguento?

Sirius: Sim, está... e pare de me chamar de pulguento, não tenho pulgas...

Jennifer: Claro, eu que tenho, né Sirius Orion Black II.

Sirius: Chata...

Eu estirei a lingua pra mim e comecamos a rir e o Rony fala...

 Rony: Você vai ter que matar os quatro!

Sirius: Só vai haver uma morte aqui hoje à noite – disse Black, e seu sorriso se alargou.

Jennifer: Dramático.

Harry: Por quê? – perguntou Harry com veemência, tentando se desvencilhar de Rony e Hermione. –Você não se importou com isso da última vez, não foi mesmo? Não se importou de matar aqueles trouxas todos para atingir Pettigrew... Que foi que houve, amoleceu em Azkaban?

Jennifer: Meu santo merlim...

Hermione: Harry! – choramingou Hermione. – Fica quieto!

Harry: ELE MATOU MINHA MÃE E MEU PAI! – bradou Harry e, com grande esforço, se desvencilhou de Hermione e Rony que o retinham pelos braços, e avançou...

Jennifer: Harry, você é mais burro que uma porta...

Harry esquecera a magia – esquecera que era baixo e magricela e tinha treze anos, enquanto Black era um homem alto e adulto –, ele só sabia que queria ferir Black da maneira mais horrível que pudesse e não se importava se fosse ferido também...

Talvez fosse o choque de ver Harry fazer uma coisa tão idiota, mas Black não ergueu as varinhas em tempo – uma das mãos de Harry segurou seu pulso magro, forçando as pontas das varinhas para baixo; o punho de sua outra mão atingiu o lado da cabeça de Black e os dois caíram de costas contra a parede...

Hermione gritava; Rony berrava; houve um relâmpago ofuscante quando as varinhas na mão de Black emitiram um jorro de fagulhas no ar que, por centímetros, não atingiu o rosto de Harry; o garoto sentiu o braço magro sob seus dedos se torcer furiosamente, mas continuou a segurá-lo, a outra mão socando cada parte do corpo de Black que conseguia alcançar.

Mas a mão livre de Black encontrou a garganta de Harry...

 Eu estava olhando pra aquela situação... Sirius não merecia isso, não merecia mesmo, e isso tudo é culpa daquele rato imundo... eu sai do meus pensamentos, com o Harry gritando...

Harry: NÃO VAI NÃO! – berrou Harry, e mirou um pontapé no gato que o fez saltar para o lado, bufando; o garoto agarrou a varinha, virou-se e... “Saiam da frente! – gritou para Rony, Jennifer e Hermione.

Jennifer: Eu não vou sair, Harry...

Não foi preciso falar duas vezes. Hermione, ofegante, a boca sangrando, atirou-se para o lado, ao mesmo tempo em que recuperava as varinhas dela e de Rony. O garoto arrastou-se até a cama de colunas e largou-se sobre ela, arquejante, o rosto pálido agora se tingindo de verde, as mãos segurando a perna quebrada.

Black estava esparramado junto à parede. Seu peito magro subia e descia rapidamente enquanto observava Harry se aproximar devagar, a varinha apontada para o seu coração.

Sirius: Vai me matar, Harry? – murmurou ele.

Jennifer: Sirius, será que dá pra calar a boca...

Sirius: Jennifer, será que dá pra deixar de chamar a minha atenção por um segundo...

Jennifer: Não, não dá...

O garoto parou bem em cima de Black, a varinha ainda apontada para o seu coração, encarando-o do alto. Um inchaço pálido surgia em torno do olho esquerdo do homem e seu nariz sangrava.

Harry: Você matou meus pais – acusou-o Harry, com a voz ligeiramente trêmula, mas a mão segurando a varinha com firmeza.

Jennifer: Mas que garoto burro.

Black encarou-o com aqueles olhos fundos.

Sirius: Não nego que matei – disse muito calmo. – Mas se você soubesse da história completa...

Jennifer: Meu santo merlim, Sirius...

Harry: A história completa? – repetiu Harry, os ouvidos latejando furiosamente. – Você vendeu meus pais a Voldemort. É só isso que preciso saber.

Jennifer: Harry, você tem que saber, o que realmente aconteceu...

Sirius: Você tem que me ouvir – disse Black, e havia agora uma urgência em sua voz. – Você vai se arrepender se não me ouvir.... Você não compreende...

Harry: Compreendo muito melhor do que você pensa – disse Harry, e sua voz tremeu mais que nunca. – Você nunca a ouviu, não é? Minha mãe... tentando impedir Voldemort de me matar... e foi você que fez aquilo... você é que fez...

Antes que qualquer dos dois pudesse dizer outra palavra, uma coisa alaranjada passou correndo por Harry; Bichento saltou para o peito de Black e se sentou ali, bem em cima do coração. O homem pestanejou e olhou para o gato.

Sirius: Saia daí – murmurou o homem, tentando empurrar Bichento para longe.

Jennifer: Bichento, isso não é hora....

Mas o gato enterrou as garras nas vestes de Black e não se mexeu. Então virou a cara amassada e feia para Harry e encarou-o com aqueles grandes olhos amarelos... à sua direita, Hermione soltou um soluço seco.

Harry encarou Black e Bichento, apertando com mais força a varinha na mão. E daí se tivesse que matar o gato também? O bicho estava mancomunado com Black... Se estava disposto a morrer para proteger o homem, não era de sua conta... Se o homem queria salvá-lo, isso só provava que se importava mais com Bichento do que com os pais de Harry...

O garoto ergueu a varinha. Agora era o momento de agir. Agora era o momento de vingar seu pai e sua mãe. Ia matar Black. Tinha que matar Black. Era a sua chance...

Os segundos se alongaram. E Harry continuou paralisado ali, com a varinha em posição, Black olhando para ele, com Bichento sobre o peito. Ouvia-se a penosa respiração de Rony próximo à cama;

Hermione guardava silêncio.

Então ouviu-se um novo ruído...

Passos abafados ecoaram pelo chão – alguém estava andando no andar de baixo.

Hermione: ESTAMOS AQUI EM CIMA! – gritou Hermione de repente. – ESTAMOS AQUI EM CIMA... SIRIUS BLACK... DEPRESSA!

Jennifer: Mione, para com isso, agora.

Black fez um movimento assustado que quase desalojou Bichento; Harry apertou convulsivamente a varinha – Aja agora! disse uma voz em sua cabeça –, mas os passos reboavam escada acima e Harry ainda não agira.

A porta do quarto se escancarou com um jorro de faíscas vermelhas e Harry se virou na hora em que obProf. Lupin irrompeu no quarto, seu rosto exangue, a varinha erguida e pronta. Seus olhos piscaram ao ver Rony, deitado no chão, Hermione encolhida perto da porta, Harry parado ali com a varinha apontada para Black, e o próprio Black, caído e sangrando aos pés do garoto.

Remus: Expelliarmus! – gritou Lupin.

A varinha de Harry voou mais uma vez de sua mão; as duas que Hermione segurava também. Lupin apanhou-as agilmente e avançou pelo quarto, olhando para Black, que ainda tinha Bichento deitado numabatitude de proteção sobre seu peito.

Harry ficou parado ali, sentindo-se subitamente vazio. Não agira. Faltara-lhe a coragem. Black ia ser entregue aos dementadores.

Eu olhei pro Remus e falei...

Jennifer: Remus! Demorou...

Remus: Me desculpe, Jennifer...

Jennifer: Não tem problrma, Remmy.

Remud: Jennifer, Sirius, onde é que ele está?

Jennjfer: Ele está aqui  Remmy...

Harry olhou depressa para Lupin. Não entendeu o que o professor queria dizer. De quem estava falando? Virou-se para olhar Black outra vez.

O rosto do homem estava impassível. Por alguns segundos Black nem se mexeu. Depois, muito lentamente, ergueu a mão vazia e apontou para Rony. Aturdido, Harry se virou para Rony, que por sua vez parecia confuso.

Remus: Mas, então... – murmurou Remus, encarando Black com tal intensidade que parecia estar tentando ler sua mente – ... por que ele não se revelou antes?

Jennifer: Porque, ele é um covarde, sem escrupulos nenhum, que traiu os próprios amigos, e está com medo do Sirius.

Rrmus: Também...

Remus, Sirius e eu, ficamos discutindo algumas coisas, e o Harry se vira pro Remus e pergunta...

Harry: Professor – interrompeu Harry, em voz alta –, que é que está acontecendo...?

O Harry, não conseguiu terminar a pergunta, porque o Remus estava olhando para o Sirius. O Remus foi até o Sirius, apanhou a varinha dele, levantou-o de modo que Bichento caiu no chão e abraçou Sirius como a um irmão, e eu sorri pra aquilo. Eles olharam pra mim e sorriram também...

Harry tinha se sentindo como se o fundo do seu estômago tivesse despencado.

Hermione: EU NÃO ACREDITO! – berrou Hermione.

Remus soltou o Sirius e se virou para a garota. Ela se erguera do chão e estava apontando para Lupin, de olhos arregalados.

Hermione: O senhor... o senhor...

Jennifer: Mione...

Hermione: ... o senhor, Jennifer e ele!

Remus: Hermione se acalme...

Hermione: Eu não contei a ninguém! – esganiçou-se a garota. – Tenho encoberto o senhor...

Jennifer: Mione, porfavor, se lembre do que eu te pedi, não faça isso...

Hermione: Porque, Jennifer... você não quer que descubram o segredinho do seu amigo?!

Remus: Hermione, me escute, por favor! – gritou Remus. – Porfavor, Hermione, não faça isso...

Jennifer: Não cometa essa idiotice...

Harry sentia o corpo tremer, não com medo, mas com uma nova onda de fúria.

Hermione: Eu confiei no senhor – gritou ele para Lupin, sua voz se descontrolando –, e o tempo todo o senhor era amigo dele!

Remus: Você está enganado – disse Lupin. – Eu não era amigo de Sirius, mas agora sou... Deixe-me explicar... 

Jennifer: Mione, escute o Remus, porfavor...

Hermione: NÃO! – berrou Hermione. – Harry não confie nele, ele tem ajudado Black a entrar no castelo, ele quer ver você morto também... ele é um lobisomem!

Jennifer: Porra Hermione, você me promenteu que não ia falar.

Hermione: Mas isso foi antes de eu souber que você e o professor Lupin, tem acobertando o Sirius Black...

Houve um silêncio audível. Os olhos de todos agora estavam postos em Lupin, que parecia extraordinariamente calmo, embora muito pálido.

Remus: O que disse não está à altura do seu padrão de acertos, Hermione. Receio que tenha acertado apenas uma afirmação em três. Nem eu e nem a Jennifer não estamos ajudado Sirius a entrar no castelo e certamente não quero ver Harry morto... – Um estranho tremor atravessou seu rosto. – Mas não vou negar que seja um lobisomem.

Hermione: E quanto a você, Jennifer?! Também quer ver o Harry morto?

Jennifer: Você enlouqueceu, Hermione Jean Granger, eu não quero ver o Harry morto, mas eu tenho acobertado o Sirius, mas ajudando ele a entrar no castelo, eu não tenho ajudado.

Rony fez um corajoso esforço para se levantar outra vez, mas caiu com um gemido de dor. Lupin adiantou-se para ele, parecendo preocupado, mas Rony exclamou:

Rony: Fique longe de mim, lobisomem!

Eu fui até o Rony e dei um tapa na cabeça dele...

Jennifer: Cala a boca, seu preconceituoso de merda.

Lupin se imobilizou. Depois, com óbvio esforço, virou-se para Hermione e perguntou:

Remus: Há quanto tempo você sabe?

Hermione: Há séculos – sussurrou Hermione. – Desde a redação do Prof. Snape...

Jennifer: Eu disse que ele fez isso de proposito, Remmy..

Remus: Você estava certa, Jennifer. Ele ficará encantado – disse Lupin tranquilo. – Passou aquela redação na esperança de que alguém percebesse o que significavam os meus sintomas. Você verificou a tabela lunar e percebeu que eu sempre ficava doente na lua cheia? Ou você percebeu que o bicho-papão se transformava em lua quando me via?

Hermione: Os dois – respondeu Hermione em voz baixa.

Lupin forçou uma risada.

Remus: Você é a bruxa de treze anos mais inteligente que já conheci, Hermione.

Hermione: Não sou, não – sussurrou Hermione. – Se eu fosse um pouco mais inteligente, teria contado a todo mundo quem o senhor é!

Remus: Mas todos já sabem. Pelo menos os professores sabem, e a Jennifer, que já sabia, por que ele de outro universo...

Rony: Dumbledore contratou o senhor mesmo sabendo que o senhor é um lobisomem?! – exclamou Rony. – Ele é louco?

Cara, o Rony é muito preconceituoso...

Remus: Alguns professores acharam que sim – respondeu Lupin. – Ele teve que trabalhar muito para convencer certos professores de que eu sou digno de confiança...

Harry: E ELE ESTAVA ENGANADO! – berrou Harry. – O SENHOR E A JENNIFER ESTIVERAM AJUDANDO ELE O TEMPO TODO! – O garoto apontou para Sirius, que, de repente atravessou o quarto em direção à cama de colunas e afundou nela, o rosto escondido em uma das mãos trêmulas. Bichento saltou para junto dele e subiu no seu colo, ronronando. Rony se afastou devagarinho dos dois, arrastando a perna.

Remus: Eu não estive ajudando Sirius – Respondeu o Remus.

Jennifer: Mas eu tenho o ajudado a se esconder, eu estava acobertando ele...

Harry: Você é uma hipocrita, isso sim.

 Remus: Se você me der uma chance, eu explico... Olhe...

O professor separou as varinhas de Harry, Rony e Hermione e devolveuas aos donos. Harry apanhou a dele, espantado.

Remus: Pronto – disse Remus enfiando a própria varinha no cinto. – Vocês estão armados e nós, não. Agora vão me ouvir?

Jennifer: Mas vamos logo contar a ele, assim nós podiamos fazer o desgraçado se revelar.

Remus: Nós vamos, Jennifer... não se preocupe...

Eu só concordei com a cabeça e fui pra perto do Sirius e fiquei lá.

Harry não sabia o que pensar. Seria um truque?

Harry: Se o senhor não esteve ajudando – disse, lançando um olhar furioso a Black –, como é que soube que ele estava aqui?

Remus: O mapa. O Mapa do Maroto. Eu estava na minha sala examinando-o...

Harry: O senhor sabe trabalhar com o mapa? – indagou Harry desconfiado.

Remus: Claro que sei – disse Remus fazendo um gesto impaciente com a mão. – Ajudei a prepará-lo. Eu sou Aluado, esse era o apelido que meus amigos me davam na escola.

Harry: O senhor preparou...?

Remus: O importante é que eu estava examinando o mapa atentamente hoje à noite, porque imaginei que você, Rony e Hermione poderiam tentar sair, escondidos, do castelo para visitar Hagrid antes da execução do hipogrifo. E estava certo, não é mesmo?

Lupin começara a andar para cima e para baixo do quarto, com os olhos fixos nos garotos. Pequenas nuvens de pó se levantavam aos seus pés.

Remus: Você poderia estar usando a velha capa do seu pai, Harry...

Harry: Como é que o senhor sabia da capa?

Remus: O número de vezes que vi James desaparecer debaixo da capa... – disse, fazendo outro gesto de impaciência com a mão. – A questão é que, mesmo quando a pessoa está usando a Capa da Invisibilidade, ela continua a aparecer no Mapa do Maroto. Observei vocês atravessarem os jardins e entrar na cabana de Hagrid. Vinte minutos depois, vocês saíram e voltaram em direção ao castelo. Mas, então, iam acompanhados por mais alguém.

Harry: Quê?! – exclamou Harry. – Não, não íamos!

Remus: Eu não podia acreditar no que estava vendo – continuou o professor, prosseguindo a caminhada e fingindo não ter ouvido a interrupção de Harry. – Achei que o mapa não estava registrando direito. Como é que ele podia estar com vocês? Mas ai, eu me lembrei do que a Jennifer me disse, de que o Pedro estava vivo.

Harry: Não tinha ninguém com a gente!

Remus: Então vi outro pontinho, andando depressa em sua direção, rotulado Sirius Black... vi-o colidir com você; observei quando arrastou dois de vocês para dentro do Salgueiro Lutador...

Rony: Um de nós! – corrigiu-o Rony, zangado.

Jennifer: Não, Rony. Dois de vocês.

Ele parou de andar, os olhos em Rony.

Remud: Você acha que eu poderia dar uma olhada no rato? – perguntou com a voz equilibrada.

Rony: Quê?! – exclamou Rony. – Que é que o Perebas tem a ver com isso?

– Tudo. Posso vê-lo, por favor?

Jennifer: anda Ronald, dê o rato imundo pra ele!

Rony hesitou, depois enfiou a mão nas vestes. Perebas apareceu, debatendo-se desesperadamente; o garoto teve que segurá-lo pelo longo rabo pelado para impedi-lo de fugir. Bichento ficou em pé na perna do Sirius e sibilou baixinho.

Lupin se aproximou de Rony. Parecia estar prendendo a respiração enquanto examinava Perebas atentamente.

Rony: Quê? – repetiu Rony, segurando Perebas mais perto com um ar apavorado. – Que é que meu rato tem a ver com qualquer coisa?

Sirius: Isto não é um rato – disse Sirius, de repente, com a voz rouca.

Rony: Que é que você está dizendo... é claro que é um rato...

Remus: Não, não é – confirmou Remud calmamente. – É um bruxo.

Sirius: Um animago – disse Sirius – que atende pelo nome de Pedro Pettigrew.





Notas Finais


Esse foi o capitúlo, até o proximo... Malfeito feito... Nox


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...