História Uma Nova Visão - Capítulo 12


Escrita por:

Postado
Categorias Naruto
Personagens Deidara, Fugaku Uchiha, Hashirama Senju, Itachi Uchiha, Izuna Uchiha, Kurama (Kyuubi), Madara Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki, Personagens Originais, Sasuke Uchiha, Tobirama Senju
Tags Abo, Alfa, Beta, Fugamina, Itadei, Madahasi, Naruto, Ômega, Sasunaru, Sobrenatural, Tobiizu, Yaoi
Visualizações 324
Palavras 6.260
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Voltei pro SS, mas se eles fizerem alguma gracinha eu vou sair e excluir tudo q tenho aqui.
Senti saudades amores, muito mesmo.
Espero q não estejam com raiva e me aceitem de braços abertos.

Capítulo 12 - Destroços da Alma


Hashirama precisava desesperadamente lembrar como se respirava.

Suas emoções já estavam desestabilizadas quando chegou naquela montanha.

Seu netinho precioso fora sequestrado, pelos céus! Estava desesperado, enlouquecendo de medo do que poderia acontecer a ele.

Quando chegou perto da figura imóvel e silenciosa, sentiu uma estranha conexão. Seu corpo o reconhecia e isso o deixou desconfortável.

E quando a mascara se foi e ele se revelou seu filhote perdido... Não soube o que sentir.

Felicidade? Claramente! Era seu bebê que a muito foi retirado bruscamente de seus braços.

Amor? Sem sombra de dúvidas. O destino de um pai ômega é amar sua cria mais do que a si mesmo.

Profunda tristeza. Era o sentimento que sobressaía. Seu filho foi tirado do pai, sofreu com o louco do avô, fez muitas coisas que com certeza feriam seu coração e sofreria para ser aceito pela própria família.

Hashirama não se deixaria enganar. Fugaku seria duro, não o perdoaria fácil. As crianças não contavam, principalmente Naruto que amava ter mais e mais gente na família, no entanto...

Itachi poderia ser cruel quando queria. Menma não olharia tão cedo na cara do tio.

E Madara...

Não queria pensar nisso agora.

Obito estava mole em seus braços. Provavelmente a avalanche de emoções o esgotou.

A chuva caia com força do lado de fora do carro. Saíram a alguns minutos da rota mais perigosa da montanha e isso aliviava seu peito apertado.

O estranho Alfa de cabelos grisalhos estava no banco da frente, ao lado do Alfa Uchiha. Hashirama estava atrás com Obito em seus braços.

O silêncio estava desconfortável. Percebeu o quanto Madara apertava o volante, o olhar distante, a presença pesada. Como bem o conhecia, ele estava pensando em tudo o que aconteceu e, infelizmente, em todo o sofrimento que Obito causou.

— Quando chegarmos na mansão Uchiha, quero que coloque Obito no antigo quarto do Minato e, somente após isso, iremos conversar.

Madara não demonstrou qualquer emoção e Hashirama odiava profundamente quando ele fazia isso.

— Não farei isso, peça para alguém da mansão fazê-lo.

O grisalho, que estava quieto desde que aparecera, rosnou. Nunca que qualquer um tocaria em seu companheiro.

— Eu o levarei para o nosso apartamento.

Depois que descobriu todos os planos maquiavélicos do Batsuma, Kakashi passou a planejar como tiraria seu moreno das mãos dele. O primeiro passo foi roubar dinheiro do velho para comprar o melhor apartamento que encontrasse. Obito sempre quis um lugar grande, com muitos filhotes. E ele merecia o melhor, por isso daria o melhor para seu ômega.

Hashirama lançou seu melhor olhar de incredulidade.

— Você só pode estar louco se pensa que meu filhote passara um minuto sequer longe de mim! De jeito nenhum!

Kakashi não se abalou, continuou olhando para frente. Hashirama se segurou para não dar um bom tapa no Alfa. Era companheiro do seu filho, não poderia gerar desentendimento com ele. Obito precisaria de todos.

Esquecendo um pouco da ideia absurda do seu 'genro', Hashirama voltou seus olhos castanho para o seu Alfa de gênio ruim.

— Você vai pegar seu filhote nos braços, da forma que você nunca pode fazer antes. Vai colocá-lo com delicadeza na cama, vai dar um beijo na testa dele com todo o amor que você senti por ele, e então vai para o nosso quarto para que eu possa te dar uns tapas, entendeu?

Madara lançou um olhar fulminante para si através do espelho retrovisor e suspirou.

Hashirama arqueou a sobrancelha. Madara revirou os olhos, mas assentiu.

— Ótimo, estamos conversados.

~~~**~~~

Madara não conseguia pensar com clareza.

Sua mente ia e voltava em várias lembranças desconexas e nunca chegava a lugar algum.

Não conseguia digerir a ideia de que seu filhote havia matado pessoas, machucado seus netos, e sequestrado Naruto.

Onde havia errado? Porque sempre era amaldiçoado pelos deuses para ter uma família problemática dessas?

Não queria tocar nele; um ser sujo, marcado.

Quem garantia que ele não era perverso da mesma forma que Batsuma o era? Ele havia vivido a vida toda com aquele Alfa repugnante, provavelmente era tão repugnante quanto ele.

Por ele, deixaria os dois bem longe da sua família. Obito poderia estar fingindo, poderia tirar vantagem e machucar a todos naquela mansão. Seus netos estavam lá e não confiava nem um pouco naquele ser indefinido.

Viu com seus próprios olhos o poder dele. A força, a falta de gênero, de cheiro, de feromônios.

Aquele campo de proteção não era normal. Quem diabos aquele homem era?

O queria bem longe deles. Tentaria trazer a lucidez do seu ômega de volta. Sentia a preocupação dele e o imenso amor. Hashirama estava se deixando levar pelo laço de progenitor com filhote. Não deixaria que ele cometesse o erro de acolher um ser desconhecido como aquele que estava nos braços dele.

E mesmo com toda a clareza em sua mente e todo seu propósito de guiar seu ômega com a melhor escolha, Madara estava perdido. Seu coração batia forte por aquele pequeno pacote nos braços do seu ômega. Somente a presença dele era o suficiente para fazer as suas mãos tremerem de emoção. A quem queria enganar no final? Mal conseguia reter as lágrimas que volta e meia inundava seus olhos.

No final, Madara também estava condenado a que fazer escolhas difíceis. Essa era uma delas. Com muita dor no coração, Madara precisava escolher proteger sua família de quem os fez mal.

Com uma calma que não sentia, estacionou o carro na grande mansão Uchiha.

Antes mesmo de abrir a porta do carro, o Uchiha já podia sentir as presenças exaltadas e os feromônios fora de controle.

Rodeou o carro e pegou o corpo leve nos braços.

Leve de mais, percebeu. Com o cenho franzido, Madara se deixou observar o ser encolhido. Obito detinha olheiras profundas. Ele tremia de frio e, com horror, o mais velho percebeu que ele não tinha uma porcentagem de gordura corporal recomendável.

Oras! Todos sabem que para procriar e ter um órgão reprodutor saudável deveria ter uma porcentagem de gordura corporal em, pelo menos, cinco por cento. Caso contrário, a barriga onde o bebê seria gerado não teria proteção nenhuma.

Obito era praticamente carne e osso (mais osso que carne).

Automaticamente Madara o abraçou mais forte.

Seguiu em passos calmos para dentro da mansão. Na sala de estar somente Menma estava presente. A televisão ligada em um desenho qualquer. Os olhos bicolores estavam perdidos. O moreno mais velho teve certeza que ele não prestava atenção apesar de o olhar estar vidrado na tela.

Avançou pela sala. Menma se deu conta da sua presença; provavelmente por conta da sua presença pesada, e tentou dar um sorriso. No segundo seguinte que ele percebeu quem estava em seus braços, o Uchiha menor virou a cara, sem conseguir esconder a careta. É, parece que as notícias seguiam rápido por entre aquela família.

Resignado, Madara seguiu para o segundo andar. Não muito depois, o corpo adormecido de seu filho mais velho repousava nos lençóis de seda.

Madara se sentiu sangrar quando um gemido de dor saiu pelos lábios secos e rachados. Uma careta seguiu o gemido e as pálpebras tremularam. O suor frio correu por entre os curtos fios negros. Ele se remexeu. Madara soube imediatamente que ele estava preso em um pesadelo.

Seus dedos se perderam acariciando a cabeça dele com delicadeza. Se aproximou e deixou cair uma única lágrima solitária quando sua boca tocou a testa quente.

Com um suspiro triste, saiu do quarto em silêncio.

Hashirama lhe esperava encostado na parede. O ômega não o olhou. Seguiu com passos suaves para o quarto de ambos – ao qual, antigamente, era destinado ao Alfa –, e adentrou o recinto. Com um clique o Alfa fechou a porta. Hashirama então o encarou com o seu melhor olhar magoado.

— Não acredito que falou daquela forma sobre nosso filho! _ o ômega se afastou e andou de um lado ao outro no quarto. _ “Não farei isso, pede para alguém da mansão fazer”, _ Hashirama engrossou a voz tentando imita-lo. Se não fosse a aura de extrema raiva que ele emanava, Madara teria achado o gesto muito fofo. _ Quem você pensa que é para agir assim? Falando do meu bebê como se ele fosse uma doença contagiosa. Um nada. Um LIXO! _ gritou, perdendo a compostura. _ Você não sabe como foi tê-lo tirado dos seus braços! Você não sabe como foi não saber, todos os dias da sua vida, se seu filho estava vivo ou morto! Não sabe como foi ver seu filho destruído por causa do psicopata do seu pai.

O rosto do ômega estava vermelho. Madara estava perdido. Não conseguia mais distinguir seus sentimentos. O rosto, mesmo que o Alfa não percebesse, estava impassível. Isso, por outro lado, serviu somente para irritar Hashirama um pouco mais.

— Não ouse vim com o papo de “você está se deixando levar pelo vínculo de pai” ou “não podemos confiar em alguém criado pelo Batsuma”. Nem tente enfiar essas desculpas baratas goela abaixo, porque eu te conheço. Eu sei que esses argumentos fracos servem apenas para encobrir o seu medo.

Madara deu um passo a frente. _ Mas é claro que eu estou com medo. Ter um homem que eu não conheço na casa do meu filho onde estão todas as pessoas que ele machucou me deixa enjoado. O que ele pode fazer estando aqui, em? Nós não sabemos nada sobre ele. Ele não tem cheiro, não tem feromônios e nem presença. O que te garante que ele é um ômega? Aquele esquisito diz ser o Alfa dele, mas quem garante que é verdade? Seja racional Hashirama. Pelo bem da nossa família esse homem não pode ficar aqui!

O silêncio pesou no quarto. Os olhos caramelos encheram de lágrimas. Madara tentou trocar no rosto para limpa-las, mas um tapa do mais baixo o repeliu.

Por alguns segundos, Madara ficou genuinamente chocado. Hashirama nunca havia repelido um toque seu. Nunca.

— Você está com medo sim, porém essas são palavras vazias. Você está apavorado porque não sabe como ser pai dele, Madara. Seu filho foi destruído por mais de trinta anos e agora não sobrou mais do que uma casca. Ele não é o Fugaku que tem um temperamento fechado e te deixa falando sozinho no telefone. Nesse momento, Obito é só um corpo deformado e alma retalhada. E isso te apavora. Você quer se livrar do problema. Quer se livrar da dor que o estado do Obito vai trazer para nós. _ Hashirama cruzou os braços. _ Acima de tudo, você quer se livrar da representação do seu fracasso como Alfa. Obito é tudo aquilo que você não pode fazer; proteger e cuidar.

Hashirama negou. Ele seguiu chorando para a porta.

— Não se preocupe, Alfa. Se não quiserem que Obito fique aqui, não irei força-los. _ antes de sair do quarto o moreno se virou para olhar o Uchiha uma última vez. _ Eu e ele seguiremos para minha mansão. Afinal, se meu filho não é bem-vindo, eu também não sou.

Com um baque abafado a porta foi fechada de novo.

Madara continuou olhando para a parede, completamente perdido dentro de si mesmo.

~~~**~~~

— Mais uma vez terei de arrancar ela de você. O que já falei sobre deixar ele te marcar?

A cabeça foi forçada contra o chão. Um pé sujo pisou em seu rosto. O chicote chiou antes de acertar suas costas. A carne queimou.

O puxão em seu cabelo forçou sua cabeça a se erguer do chão. Mordeu os lábios para não gemer de dor. Sempre apanhava mais quando deixava algum som escapar.

— Não serve para nada! Uma maldita perda de tempo! Você tem uma simples tarefa: saciar os Alfas o mais rápido possível para que estes voltem ao trabalho. Todos sempre se comportam, o que me leva a questionar o porque de ser somente ele a te marcar?!

Abaixou seus olhos em submissão. Não fazia ideia do porque disto sempre acontecer. Nem ao menos sabia o porque de precisar deixar aqueles alfas imundos lhe tocar.

— Eu tenho te ensinado tudo, Obito. Você já tem treze anos, deviria saber ao menos se defender de uma mordida indesejável. Bom, vejo que gosta de passar um tempo no calabouço.

O corpo pequeno tremeu e Óbito se debateu.

— Não, o calabouço não! A mordida não faz efeito porque eu não tenho gênero definido. Não tem problema deixar ela...

Foi calado com o chicote. A parte esquerda do seu rosto atingida. Já era quarta vez e as cicatrizes não saiam. Seu olho esquerdo também foi ferido em um ataque de fura. Sua visão neste era péssima.

— A mordida não pode ficar. Não foi um ato permitido. Claro, você realmente é um ser indefinido, completamente grotesco, mas não poderia deixar que seu ato rebelde saia empuno. Se não quiser ir ao calabouço, então não comenta esse erro novamente.

Aos gritos, seu corpo foi arrastado pelo castelo.

Estava rouco assim que chegou no local fedido e sujo. Seu corpo foi arremessado contra a parede fria e úmida. Suas costas e costelas reclamaram pela brutalidade do ato.

Uma sombra passou pelo canto de seus olhos e Obito gritou.

Acordou com o choque do seu corpo ao cair no chão. Desorientado, Obito estranhou onde estava.

Em primeira instância, seu estômago revirou ao pensar que poderia estar de volta ao castelo dos seus pesadelos. Sua respiração falou e o moreno segurou um soluço. Mordeu a língua para não gritar apavorado.

Seus ânimos só se acalmaram quando se tocou que aquele quarto era limpo de mais, iluminado de mais e confortável de mais para ser do castelo.

Com mais calma, se concentrou nas presenças, cheiros e feromônios.

Identificou um Fugaku agitado, um Minato aliviado, um Menma nervoso, um Madara hostil e o seu papa preocupado.

Pode sentir que ele se aproximava e tratou de deitar na cama e parecer um pouco menos aterrorizado.

Segundos depois de se jogar na cama, de costas para a porta, ouviu a porta abrir e fechar em seguida. Passos silenciosos, e então a cama afundar um pouco ao seu lado.

Se encolheu nervoso, o cheiro do seu Papa se espalhando pelo quarto, os feromônios em um misto de saudade e preocupação.

— Está tudo bem? Está sentindo alguma dor?

Obito fungou, não havia percebido que estava à beira de um choro compulsivo. Precisava urgentemente se recompor.

Quantas vezes não sonhou com aquele dia? Quantas vezes não quis desesperadamente ter o amor de uma família? Ter uma família?

— Eu estou bem... papa.

Um minuto de silêncio e Obito se remexeu, virando em direção ao pai.

Mordeu os lábios, as lágrimas caindo sem parar pelo rosto. Hashirama estava ali, os olhos perdidos, a boca tremendo, o rosto banhado em lágrimas.

— Oh, meu menino! Eu senti tanto a sua falta, meu pequenino.

Obito gemeu alto, soluçando. Se jogou nos braços do pai, a emoção o fazendo esquecer momentaneamente o terrível sonho.

Estava grato. Grato por ter um pai tão amoroso como ele. Não poderia jogar a merda do seu passado em cima do seu pai, não era justo com ele. Iria catar os cacos da sua alma sozinho. O que importava agora era curar o coração daquele que o gerou com tanto amor.

Hashirama recebeu com muito gosto o filho perdido nos braços. Finalmente estava completo. Tinha tudo o que precisava bem ali, naquela casa.

— Eu estou tão feliz de tê-lo como meu papa. Eu... _ a garganta do moreno arranhou _ ... só queria poder ficar aqui e ter uma família, sabe? Mas sei que não vai ser possível.

Hashirama o soltou e segurou o rosto dele. A marca do lado esquerdo do rosto dele causava um embrulho no seu estômago.

Nem em mil anos seria capaz de pensar no quanto de dor aquele maldito causou em seu filhinho.

— Sobre isso; eu preciso que você mantenha a calma. Eu sei que você não fez aquilo porque queria, mas seus irmãos e sobrinhos estão um pouco receosos com sua presença, mas isso não quer dizer que não há esperanças dessa família finalmente se tornar uma. Só... tenha um pouco de fé no seu papa, sim?

Obito assentiu. Ter seu papa do seu lado já era muito mais do que poderia um dia sequer imaginar, porém não diria isso a ele. Hashirama estava obviamente tentando unir a todos. Não seria Obito quem tiraria aquele sonho puro dele. Mesmo tendo medo de que os outros daquela casa o fizessem.

Não que fosse fazer birra ou pirraça. Não era culpa deles no final. Obito tinha completa ciência do que havia feito, das coisas imperdoáveis que teve de fazer. A dor que causou a eles não tinha tamanho e, sendo sincero consigo mesmo, não ficaria surpreso se eles nunca lhe perdoassem. Obito só era pé no chão de mais para simplesmente acreditar no conto da família que passa por cima de tudo e perdoam a todos em nome do amor.

Pra começo de conversa, aquela família não era sua. Queria desesperadamente que fosse. Observo-os tempo suficiente para invejar o que eles tinham. Desejou ardentemente estar no meio deles e ser amados por todos. Mas não era essa a sua realidade. Estava grato por seu papa ter o acolhido e pelo Alfa que os deuses lhe deram.

Não iria se iludir em ter o amor deles. Não se enganaria achando que seria perdoado. Não deixaria seu coração exposto para ser massacrado. Não quando ele era a única coisa que restou dentro de si.

Encostou na cabeceira da cama, secando as lágrimas e respirando fundo a fim de controlar as emoções.

— Eu entendo perfeitamente. Sei que o que fiz requer bastante tempo para ser perdoado, _ olhou diretamente para os olhos castanhos. _ Não posso dizer que tenho esperança sobre isso, contudo, se unir a todos é o que quer, papa, eu o apoiarei. Eu tenho fé no senhor.

Hashirama sorriu gentil, _ Não se preocupe, o tempo em que permanecer aqui lhe mostrará que o que eu desejo não é tão inconcebível assim. É difícil ter fé depois de tudo o que você passou, eu sei, mas eu ensinarei a esse coração teimoso o quanto é quente ter o amor de uma família.

Os olhos caramelos do ômega brilharam, e Obito sorriu triste.

— Papa, o senhor realmente acredita que eles vão me perdoar...?

Hashirama buscou sua mão e a apertou, passando segurança e apoio com o gesto. Obito segurou o pânico que o toque lhe causou; o pesadelo ainda muito recente, encravado em sua pele.

— Não vou mentir pra você, vai ser difícil no começo. O que aconteceu com o Naruto mexeu muito com todos, de uma forma muito negativa. _ a mão que estava desocupada seguiu para o rosto do moreno, e Hashirama o acariciou, o moreno precisou segurar a vontade de se esquivar _ Mas eu tenho certeza que eles vão perdoa-lo. Só é preciso um pouco de paciência.

Obito concordou. Saiu delicadamente de perto do mais velho. Hashirama não ficou chateado. Sentia o quanto seu filhote estava nervoso com toda a situação. Obito respirou fundo, buscando forças para dar voz a pergunta mais difícil de sua vida.

— E o papai? _ a pergunta saiu em um sussurro, a voz trêmula.

Hashirama suspirou, as mãos remexendo inquietas no seu colo.

— Ele lhe ama tanto quanto eu, ele te quis tanto quanto eu. Seu pai é um pouco cabeça dura, mas ele também vai lhe perdoar, tenho certeza.

Obito voltou a deitar, de costas para seu progenitor. Hashirama esticou a mão para acariciar os cabelos, mas mudou de ideia no último minuto. Levantou da cama e saiu do quarto. Seu filho precisava de espaço, um tempo sozinho. Chamaria o Alfa estranho para ficar por perto, só por precaução.

Já o ômega Uchiha chorava contra o travesseiro. Os observou tempo suficiente para saber que seu pai nunca o perdoaria.

~~~**~~~

Havia braços quentinhos ao seu redor, mas o que o acordou foi os dedos brincando com suas mexas louras.

Naruto se remexeu. Não queria acordar. Depois do frio que passou, não queria sair da sua cama (ou dos braços de Sasuke).

— Naru, como você está se sentindo? Ainda está com frio?

Naruto negou. Virou seu corpo e se enroscou no corpo um tantinho maior que o seu.

Sasuke soltou um pequeno rosnado e o abraçou mais forte.

— Vamos lá, pequeno. Precisamos verificar se está tudo bem.

Naruto grunhiu. _ Volte quando eu tiver dormido o suficiente. Antes disso eu não estou pra ninguém, Tachi-nii.

Ouviu uma risadinha. Sasuke soltou outro rosnado; o nariz procurando os fios bagunçados.

— O que aconteceu na escola? _ Itachi perguntou com suavidade, _ Sasuke estava bem abalado.

Naruto se aconchegou ainda mais nele.

Minutos depois Itachi percebeu que ele não iria responder. Dei um beijinho na testa do lourinho. Naruto não reagiu. Havia voltado a dormir no final.

~~~**~~~

Todos na sala estavam em silêncio.

O clima estava pesado. Itachi fingia ler um livro qualquer. Menma fitava a televisão e Minato encarava o quadro caro de decoração. Madara remexia o líquido dourado no copo, o olhar tão perdido quanto os dos demais.

Hashirama desceu o lance de escada, sendo seguido pelo genro. Fugaku não estava de bom humor e seu semblante completamente fechado deixa isso muito claro.

Tobirama, que chegará a poucos minutos, estava escorado no vão da porta que separava a cozinha e a sala. Izuna também estava ali, mas a gravidez chegava ao seu final e comprava muito do ômega, por tanto este estava deitado no seu quarto pessoal que tinha reservado na casa do irmão.

— Agora que a adrenalina passou e estamos livres do demônio na terra, vulgo meu pai, preciso da ajuda de vocês _ Hashirama pigarreou, a voz querendo embargar por já saber a reação de todos eles. _ Todos aqui sabem o que eu passei, _ jogou uma olhadela para Fugaku a quem tinha acabado de devolver suas memórias _ Sei que o que eu vou pedir é demais, pelo menos nesse momento, mas antes de negar ou repudiar a ideia, pensem com calma e sabedoria os prós e os contras.

Esperou que alguém se pronunciar. Nada. Nem sabia se estavam o escutando. Seu olhar caiu triste. Quis chorar, mas segurou. Seria forte por seu bebê.

— Esse lar é do Fugaku e do meu filho Minato, jamais tomaria decisões sobre esta casa sem a autorização deles. Por tanto... _ a coragem se foi e Hashirama deu dois passos para trás. Teria corrido se Tobirama não houvesse segurado seu antebraço com gentileza, foi uma surpresa porque não o viu cruzar a sala. Sorriu para ele. Sempre parecendo ser o irmão mais velho. _ Queria pedir com que deixem a mim e meu filho aqui. Quero muito que ele conheça os irmãos e sobrinhos dele, quero que todos conheçam mais dele.

De repente todos estavam olhando para o ômega mais velho. Ninguém parecia contente. Hashirama sentiu as pernas tremerem, a rejeição clara nos olhares de repulsa massacrando seu coração.

— Sei que ele é importante pra você, Hashirama, mas isso que está pedindo é inviável. Ele quase matou meu filho, meus dois filhos, eu não posso permitir sua presença em minha casa. Sasuke viveria em estado de alerta. Isso prejudicaria o desenvolvimento dele. Como pai, minha prioridade são meus filhos. Sei que entende.

O Senju mordeu a bochecha, chateado. Apesar de toda a explicação calma e pacífica, Hashirama sabia a verdade cruel por detrás delas. Não que fossem mentiras, longe disso, mas Fugaku não queria dizer as palavras pesadas e indispensáveis para o veredicto. Ele não arriscaria ter um assassino em sua casa.

O que machucava o ômega era o fato de que Obito não era aquilo; um assassino, e ninguém se interessaria em saber quem ele realmente era.

— Papa, eu concordo com meu Alfa. O que o Senhor está pedindo é muito. Como posso confiar em alguém que sequestrou o meu filho e o deixou congelando? Sei que a culpa é do Batsuma, mas Obito ainda é a figura que representa perigo. Eu queria ajudar, mas não posso. Não assim.

— Vovô, eu amo o senhor, mas não aceito aquele mostro perto do meu irmãozinho. Sunshine é um anjo; puro e inocente. Quase o perdemos, por culpa desse assassino. Quem diabos seria ruim ao ponto de pegar uma criança e a colocar pra morrer congelada? Eu jamais o perdoarei pelo o que fez. Jamais.

Menma se levantou em um rompante e correu para seu quarto. Ao longe todos puderam ouvir os soluços do choro dele. Minato seguiu o filho, lágrimas escorrendo pelo rosto vermelho. Fugaku amparou o companheiro antes que Minato caísse de joelho no chão. No fim, faltava somente um Uchiha a falar. Hashirama não sabia o que esperar dele. Itachi era imprevisível.

— Eu pensei muito sobre a nossa família e o sangue que carregamos. Naruto e Sasuke são reencarnação do Ômega original e o alfa mais poderoso da terra. Obito é o ômega da destruição e o Alfa dele só se importa com ele. Eu sou o Alfa do Beta conselheiro do ômega original. Sem falar em Senjus serem destinados aos Uchihas e vice-versa. _ o filho mais velho do Fugaku se levantou e encarou os olhos molhados do avô postiço. _ Eu queria atribuir as falhas nessa maldição que recai sobre nós, mas escolhas são escolhas e Obito fez a dele. A responsabilidade de Batsuma não anula a dele. Se quer ajudá-lo, sugiro que o deixe pagar pelo o que fez. Às vezes, o amor não é o suficiente. E temos que aceitar que nem todos que amamos podem viver conosco.

Hashirama o encarou de frente, a presença claramente dizendo para Itachi se pôr em seu lugar.

— Admiro sua inteligência, Itachi. Mas ela não é sabedoria. Há coisas que aprendemos somente com o tempo e adquirimos com experiência. Não me diga um absurdo desses quando tudo o que você já vez foi se apaixonar. Você não teve um filho e este foi arrancado de seus braços. Você não o encontrou décadas depois com a alma estraçalhada. Você não foi ao quarto dele e o viu ter um pesadelo, se contorcendo na cama e chamando por você. Você não fingiu que não percebeu a desesperança e o vazio nos olhos dele. Você não se culpou pelas marcas horríveis em seu rosto ou pelo olho quase cego. Não me diga que tenho que deixar ele quando você não faz a mínima ideia de como eu, ou ele, está se sentindo. Volte aqui e me diga exatamente essas mesmas palavras quando o Deidara engravidar, ter o filho sequestrado e só o achar anos depois sendo taxado de assassino.

Seus olhos caramelos vagaram pelo Alfa que continuava olhando para o copo de whisky. Um suspiro cansado deixou seus lábios.

— Se o meu filho não é bem-vindo, eu também não sou. Vou buscá-lo e levá-lo para minha mansão. Diga aos seus pais que depois eu ligo.

Hashirama se virou para subir as escadas. Seu coração parou de bater assim que percebeu o corpo magro parado no início da escada.

— Não precisa sair papa, eu vou. Temos um apartamento...

Hashirama o cortou. Sua paciência havia esgotado.

— Conversaremos em minha mansão. Partiremos agora, me ajude com minhas malas.

Obito olhou rapidamente para os dois Uchihas no recinto, e então para o único grisalho (assim como o seu Alfa) na sala. Este lhe sorriu. Bom, foi mais um levantar de lábios do que qualquer coisa. Acenou de leve e se voltou para os quartos.

Hashirama o abraçou. Daquela vez, Óbito se sentiu melhor em estar nos braços do mais velho.

~~~**~~~

Minato bateu três vezes na porta antes de abri-la.

Menma estava sentado na cama, as costas encostadas na parede fria. As lágrimas perdidas no rosto e os olhos fechados. Os ombros sacudiam acompanhando seus soluços.

Ver seu filho naquele estado fazia com que Minato lamentasse não poder tirar a dor dele. Preferia mil vezes carregar a dor sozinho.

Sentou de vagar na cama. Menma se encolheu, escondendo o rosto entre os braços cruzados – ambos apoiados nos seus joelhos flexionados.

A porta foi fechada. Fugaku se sentou ao lado do ômega. Apertou a mão dele entre as suas. Minato agradeceu com um sorriso pequeno.

— Eu sei que é difícil pra você, meu bem. Aconteceram muitas coisas e desde pequeno você teve de suportar a dor para me ajudar. Mas agora estamos todos bem, a loucura acabou e você finalmente pode ser um adolescente. _ Minato alisou os cabelos negros. _ Não se preocupe com seu irmão. Sunshine está bem, está protegido e não mostra estar traumatizado com os últimos acontecimentos. Quero que você se concentre em você. Faça amigos, namore muito e saia para passear.

Menma negou. Não chorava mais, mas tão pouco levantou a cabeça.

— Eu tenho muito orgulho de você, meu filho. _ Fugaku disse brando. _ Você foi um garoto forte e corajoso que cuidou do seu papa. Eu sou imensamente grato por isso. Então reconsidere o pedido dos seus pais, sim? Pense com carinho, por nós, faça isso. Passou da hora de você viver como o adolescente que é.

— Eu não sei como fazer isso. _ Menma confessou com a voz abafada. _ Eu vivi minha vida toda tentando ajudar o papa de todas as formas possíveis. Agora eu não sei mais o que fazer. Eu nem ao menos toquei em alguém minha vida toda. Como posso fazer amizade e namorar?

Minato sorriu gentil. _ Você é um garoto esperto. Tenho certeza que vai descobrir a melhor forma.

Menma finalmente levantou a cabeça. Assentiu para seus pais.

Minato acariciou seus fios uma última vez e então saiu do quarto. Fugaku deu um tapinha de incentivo em seu ombro e seguiu o ômega.

Menma respirou fundo. Resolveu interagir no grupo da sua escola. Estava na hora de conhecer pessoas.

~~~**~~~

Izuna olhava impaciente para seu irmão mais velho cabeça dura.

Madara fora claro quando disse “não quero falar sobre isso” ao ser questionado pelo paradeiro do seu companheiro.

Izuna, no entanto, fingiu que seu irmão não havia perdido o juízo e continuou forçando algum lucidez na mente fechada dele.

— Deixe ver se eu entendi direito. _ Izuna resmungou. _ Você encontrou seu filho desaparecido e, ao invés de estar cuidando dele, você largou o garoto e ainda expulsou seu ômega daqui. _ diante do silêncio do mais velho, Izuna bufou. _ Parabéns Madara, você é o pior Alfa da história.

Madara fez descaso com um gesto. Não estava com cabeça para os insultos e lamúrias do seu irmãozinho mais novo gestante e emotivo.

— Você deveria estar cuidando do seu bebê ao invés de estar aqui me perturbando. Eu já disse. Não tem essa de cuidar daquela cria do Batsuma. Eu não confio nele, e ponto final. _ suspirou. _ Não expulsei o Hashirama. Obito não é bem-vindo aqui e ele preferiu seguir com o filho. Ele que nos largou. Mas não se preocupe. Quando ele for apunhalado pelas costas eu vou estar esperando de braços abertos.

Izuna negou. Não podia acreditar nas palavras cruéis do homem que mais admirava. Decepção era o nome do que estava sentindo.

— Eu sempre admirei o modo com que cuidou de todos nós, _ murmurou. Madara o olhou surpreso. Izuna não era dado a sentimentalismo, mesmo sendo o mais gentil dentre os Uchihas. _ Não importava o que acontecia, você estava lá. E quando sobrou apenas nos dois, você segurou as pontas e praticamente me criou. Você é fechado e mal-humorado, mas nunca me negou amor. Eu pensava “quando eu crescer quero ser como o nii-san”, mas...

A voz foi morrendo. Izuna andava mesmo sentimental, agora que estava a dois meses de receber seu bebê em seus braços. Queria chorar de angústia, mas o sentimento não era seu. Estava sofrendo porque Tobirama estava sofrendo. Sentia de longe a aflição dele pelo irmão mais velho. Família, porque sempre tão complicada?

— ... você me decepcionou ao se deixar levar pelo orgulho dos Uchihas. _ levantou a mão impedindo Madara de o interromper. _ Você deixou seu ômega a beira da morte por puro egoísmo. Seu filho sofreu a vida toda nas mãos de um monstro e tudo o que você faz é taxa-lo de 'cria do Batsuma'. Agora seu ômega está do outro lado da cidade, você sabe que ele vai sentir dor por estar longe do companheiro, e você aí, esperando ele estar errado por proteger o filho dele e voltar pros seus braços. Quando você se tornou tão mesquinho? Tão insensível?

Izuna se afastou, limpando as lágrimas teimosas. _ Eu não te conheço mais Madara. Você está igualzinho ao nosso pai. Tão medíocre quando ele.

Sem deixar que Madara dissesse algo, Izuna saiu do quarto de cabeça erguida.

Tobirama o esperava na sala. Ele não estava irritado, mas podia sentir pela marca o estado agoniado dele. A preocupação pelo irmão brilhando em seus olhos afiados.

— Vamos, meu Alfa.

Tobirama o olhou duvidoso, mas não questionou. Ambos seguiram para o carro. O Alfa partiu com o carro.

Izuna suspirou.

— Eu não consigo entender o porquê de eles fazerem isso. _ olhou para a janela; a mansão Uchiha ficando para trás. _ Não importa quantas dor eles sintam, todos continuam se machucando. Eles estão cegos de mais para perceber o quanto estão machucando aquele garotinho perdido.

Tobirama nada disse, mas a mão dele continuou apoiada em sua coxa.

Para Izuna, aquele gesto já lhe tranquilizava o suficiente.

~~~**~~~

Se sentia exausto. Não importava o quanto dormia, parecia que havia levado uma surra. E dormiu pelas três horas de viajem até a casa do pai.

A mansão Senju era completamente diferente da mansão Uchiha, Obito percebeu. Enquanto o lar dos Uchihas era converta por cores sóbrias, o lar do seu pai era calorosa. A madeira combinava perfeitamente com a cor bege. O vermelho e o laranja (que lembrava o pôr do sol) também estavam presentes.

Estranhamente, Obito se sentiu em casa.

Seu quarto era enorme, duas vezes maior do que o quarto que ficou na outra mansão.

Hashirama lhe disse que poderia decorar como queria, mas Obito iria cuidar disso depois. Primeiro precisava descansar.

Tomou um longo banho de banheira (seu primeiro contato com água quente e ele já estava apaixonado por ela). Vestiu apenas uma cueca – precisava comprar roupas, e deitou na cama. Seu pequeno corpo sumiu por entre as grossas cobertas.

A porta do banheiro abriu. Obito sentiu braços quentes ao seu redor e se aconchegou contra o corpo musculoso deitado atrás de si.

— O que você acha que vai acontecer agora?

Kakashi acariciou a barriga dele com as pontas dos dedos. Passou o nariz pela nuca sentindo o cheirinho na pele dele. Ninguém jamais sentiria o cheiro dele, mas Kakashi sim podia. Ele era o único que podia sentir o cheiro do Obito. O único que era afetado pelos feromônios que o ômega soltava. Era o único que sentia o cio dele. Obito era indefinido para todos, menos para ele. Kakashi se sentia o Alfa mais sortudo do mundo.

— Os Uchihas vão demorar para te perdoar, mas eles vão perdoa-lo. O único que me preocupa é seu pai. Ele é cabeça dura e vai te pirraçar. Não vou deixar com que ele te machuque.

Obito se virou e se enroscou no grisalho. Kakashi apertou a bunda dele e Obito suspirou feliz.

— Ele não vai me machucar. Meu medo é do quanto ele vai deixar meu pai sentir dor. Espero que ele perceba logo o mal que está fazendo pro ômega dele.

Kakashi enterrou o rosto no pescoço do ômega. Distribui beijinhos.

— Seu cio não vai demorar.

Obito assentiu.

— Já estou sentindo as primeiras ondas de feromônios.

Kakashi gemeu feliz.

— Finalmente vou morde-lo e nada nos separará.

Obito o forçou na cama e subiu no colo dele. Deu uma rebolada safada e mordeu os lábios; um sorriso malicioso despontando.

— Eu mal posso esperar.

~~~**~~~

Hashirama estava olhando para o seu jardim quando seu irmão sentou do seu lado na sacada.

— Não quero que me olhe dessa forma.

Tobirama deu de ombros.

— Não tem outra forma com a qual eu posso te olhar agora.

O moreno acenou. Ambos ficaram em silêncio por longos minutos. Hashirama tomou um gole do seu chocolate quente. Tobirama fez uma careta; detestava doces.

— Como Obito está se adaptando?

Hashirama suspirou.

— Ele não tem costume com meus toques. Ele está muito retraído, tem pesadelos e não se abre de forma alguma. Ele parecia relaxado no carro quando estávamos vindo, mas começou a gritar chamando por mim.

Hashirama engoliu o choro. Tobirama tocou em seu onbro, passando conforto.

— Vai ser complicado nos primeiros meses, de um tempo a ele. Como ele reage ao Alfa?

— Pelo o que entendi, eles sofreram juntos naquele pesadelo de Castelo. Obito está acostumado com ele e o Alfa o cerca com muito amor e proteção. Ele faz bem ao meu filho.

— Izuna não estava se sentindo bem, por isso vamos para nossa casa. Qualquer coisa me ligue imediatamente.

Hashirama sorriu para o irmão.

— Não se preocupe, se for preciso eu o farei. Mande um abraço para Izuna, nessa confusão não pude cumprimentar ele. _ um abraço caloroso e um beijo na testa de Hashirama foram dados. _ Não é justo você ser o irmão mais novo e, no entanto, ser mais alto. _ resmungou com falsa raiva. _ Obrigada por todo o apoio que me deu a vida toda. Eu não seria nada sem você.

Tobirama sorriu. Hashirama e Izuna eram os únicos que recebiam aquele sorriso cheio de dentes. Era como uma benção particular.

— Eu jamais o deixaria irmão, é muito precioso pra mim.

E, mesmo com a noite fria, aquelas palavras manteriam Hashirama aquecido.


Notas Finais


Comentem ^^


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...