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História Uma Paixão (anos 60) - Imagine Jaehyun - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Os Revolucionários


Jaehyun tirou as três garotas da fila da merenda e as puxou para um banco que ficava no canto do pátio. O que ele era delas? Um ótimo amigo, nada mais. Eles se conheceram no sexto ano e desde então, ele vem sido bem útil (até para defendê-las dos valentões da escola). Nicolle se sentiu agradecida por ele ter surgido naquela hora que Guilherme apareceu, caso contrário a essas horas, ela estaria com um encontro (forçado) com um garoto que detestava. 

- Obrigada por me defender, Jaehyun - Sorriu Nicolle se sentando no banco - Foi muita gentileza sua, sabe?

- Ah, não foi nada - Ele se apoiou no muro - Aquele cara merece isso e muito mais. 

- Como sabia aonde nós estávamos? - Perguntou Rafaela, ajeitando a bandana vermelha em sua cabeça - Porque estávamos naquela fila a muito tempo. 

- Minha sala foi detida por mais tempo na classe, porque um garoto não tinha feito sua lição de casa - Respondeu o garoto abrindo uma sacola branca - Nicolle, como o lanche da cantina acabou, quer metade do meu?

- É muita gentileza sua - A garota sorriu e pegou metade do sanduíche de Jaehyun - Obrigada

- É isso mesmo? - Bárbara o encarrou, incrédula - Você já lanche só para ela né? O resto passa fome. 

- Claro que não - O outro tirou uma barra de mini chocolate da mesma sacola - Comprei mais coisa mas...Como eu não ia comer tudo, pode ficar

- Ai Jae - Bárbara sorriu e pegou o doce - Amo você, obrigada. 

A mesma quebrou o chocolate no meio e deu a outra parte para Rafaela, que parecia satisfeita com o feito. 

- Sabe o que eu acho errado? - Começou Nicolle limpando a boca, suja de geleia - Os garotos dessa escola acharem que são os donos daqui. Só porque tem mais garotos do que garotas, eles não tem o direito de fazerem o que bem entenderem. 

- Concordo com você, Nicolle - Jaehyun correu os olhos pelo pátio - Isso é tão injusto, pensei que só eu pensava assim.

- Bem, você não está sozinho - Disse Rafaela 

Jaehyun teve um click. Uma ideia surgiu em sua cabeça. 

- Sabem o que eu pensei? Que tal começarmos uma espécie de movimento? Para mudar isso?...Uma espécie de clube? - Disse ele, eufórico - Poderíamos provar que as mulheres são independentes, diferente como todos pensam! O que acham?

- Duas palavras - Bárbara o olhou - Primeiro: Gostei da ideia. Segundo: Você enlouqueceu?! Como faríamos isso? Ninguém além de nós pensa assim! 

- Sempre tem alguém - Jaehyun ficou na frente das garotas - Sempre tem alguém que está com medo de mostrar o seu verdadeiro eu. Nesse tal clube, poderemos ser quem nós realmente somos, sem medo de sermos julgados! Vocês topam?

As garotas se entreolharam. Nicolle suspirou e depois sorriu. 

- Tá legal, eu topo. - Ela estendeu sua mão para fazer um juramento - Vai ser bom para essa escola ter um pouco de verdades na cara

- Eu achei a ideia boa... - Bárbara estava um pouco desconfiada - Mas o que eu tenho a perder, não? - A mesma estendeu a sua mão, a apoiando com a de Nicolle - Vamos nessa!

- Olha...Não teremos que nos preocupar com os nossos pais, não é? Porque se eles descobrirem...Estamos fritos - Rafaela piscou como se tivesse caído sal em seus olhos - Onde nos reuniríamos, por exemplo?

- Na lanchonete, todas as quartas depois da aula - Jaehyun assegurou - Não precisamos contar aos nossos pais, eles não saberão de nada. 

- Então por mim tudo bem - A garota fez o mesmo que todos - Hum...Qual o nome do clube?

- Os...Os... - Jaehyun havia sido pego de surpresa, não havia planejado um nome para o clube - ...

- Revolucionários! - Sugeriu Nicolle - Os Revolucionários! 

- Gostei desse nome - Bárbara parabenizou a amiga - Os Revolucionários pega bem. 

- Então é isso - Rafaela sorriu - Os Revolucionários está oficialmente aberto!

(...) de volta a sala

Todos voltaram para as salas de aula, receosos. Estava na hora da tal prova surpresa. Algum alunos estavam com seus cadernos nas mãos, pois tinhas estudado durante todo o recreio. Já outros, iam apenas rezando uma Ave Maria para irem bem na tal prova. Nicolle não estava tão assustada assim com a prova, já que depois ela teria que tomar vermífugo (que em sua opinião era o pior remédio de todos os tempos). Mas sua amiga, Bárbara nervosa ao seu lado, para dentro da sala de aula. 

- Ai amiga - A mesma se sentou em seu lugar - E se eu não for bem nessa prova? Minha mãe me deserda do mundo! 

- Fazendo a lição de casa no ônibus...Como você esperava passar nessa prova? - Nicolle se sentou em sua carteira escolar, esperando a professora entrar. Bárbara jogou sei lápis de escrever em Nicolle - Ai! Porque você fez isso?

- Porque você não está ajudando! - A outra rebateu - Eu aqui, nervosa pacas e você dando lição de moral para cima de mim? 

- Certo me desculpe - Nicolle focou seu olhar em Guilherme, que entrava com um saco de gelo colado a bochecha - Acha que Jaehyun bateu muito forte nele?

- Acho que não - Bárbara cerrou os olhos ao ver o garoto - Ele mereceu totalmente o que Jaehyun fez com ele. 

- Certo,alunos! - A professora entrou na sala de aula, com um bolo de folhas almaço nos braços - Guardem seus materiais e peguem suas canetas tinteiro e tinta. Quero apenas essas duas coisas em cima de sua mesa 

Os alunos obedeceram. Em menos de dois minutos, as mesas estavam totalmente limpas, tirando pelos objetos que a professora pediu que ficassem. A mesma passou um monte de folhas almaço para os alunos da frente, para que eles pudessem passar o resto para trás. Quando todos receberam suas folhas, a professora escreveu horários da lousa e ela iria riscando conforme o tempo passasse. Ela também escrever em letras de forma " PROVA GERAL: AVALIE O SEU CONHECIMENTO", no centro da lousa, deixando todos os alunos nervosos. 

- São exatas duas horas para terminar todo o teste - Anunciou a professora com clareza - Após terminarem, entreguem a folha a mim e podem sair da sala. Se terminarem antes do tempo, podem ir para o vestiário se trocarem para a aula de educação física. 

- Jesus me ajude - Sussurrou Bárbara molhando a ponta da caneta na tinta - Eu vou tirar zero nessa prova, certeza.

- Antes você do que eu - Nicolle começou a responder a folha - Mas mesmo assim, boa sorte. 



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