História Uma patricinha em minha vida 2 (SEGUNDA TEMPORADA) - Capítulo 15


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Categorias Fifth Harmony
Tags Camren, Lesbicas, Natiese, Ponto Ação
Visualizações 361
Palavras 1.469
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 15 - Capítulo 15


               

 

            — Quem está aí? — indagou Kelly mais uma vez, pegando uma pedra.

            A pessoa, então, saiu das árvores e apareceu na frente dela. Kelly ficou mais aliviada ao ver quem era e deixou a pedra cair no chão.

            — Você me assustou, Laura.

            — Não tem como se assustar comigo, Kelly. Você sabe que eu sou linda.

            Kelly revirou os olhos e respondeu:

            — Vai começar, é? Então acho melhor ir embora e me deixar perdida aqui mesmo.

            — Porra... Você é ingrata, hein, garota?

             Kelly nem deu moral, e Laura continuou:

            — Pode parar de fazer essa cara! Você vai ter que me dizer o motivo de ter saído que nem uma foragida da cachoeira.

            — E-eu... E-eu...

            — Agora vai gaguejar que nem o Leozinho?

            — Por falar nele, você deveria ter convidado ele e a Marcinha para cá.

            — Não convidei porque a Marcinha está estranha comigo, mas isso não vem ao caso. Eu quero saber porque saiu desse jeito. Você me deixou preocupada.

            Kelly deu uma risada e disse:

            — Você? Preocupada comigo? Ah, Laura, conta outra, né? Você não está nem aí para mim.

            — Eu não estaria se não estivesse aqui...Você me deu um enorme tapa na cara. Lembra?

            — Você mereceu por ter me dito aquelas coisas!

            — Por quê? Eu não falei nada demais. O beijo que aconteceu no closet realmente não significou nada, né? Sendo assim, não tem motivo de você ficar irritada comigo desse jeito.

            Kelly ficou a olhando bem séria. Laura ficou confusa com o olhar dela e continuou:

            — Não significou nada, né?

            Kelly continuou calada. Não queria admitir que tinha gostado do beijo dela e que tinha significado alguma coisa. Era tudo muito novo para ela e isso a deixava com medo. Laura aproximou-se ainda mais e perguntou:

            — Você não vai me dizer nada? Eu preciso saber como você está se sentindo.

            — Você tem razão... — declarou Kelly, mesmo achando que não — Eu fui muito chata com você. O beijo não significou nada. E quero te pedir desculpas pelo tapa.

            — Ah... — sorriu — Tudo bem. Nem doeu tanto assim.

            — Claro que doeu. Eu vi a sua cara. — disse ela, sorrindo também.

            Laura ficou séria e estendeu a mão para ela.

            — Vem... Vamos voltar para a cachoeira?

            — Vamos. — disse Kelly, pegando a mão dela.

            O contato entre as suas mãos foi como um choque. Uma energia contagiante passou pelos corpos delas. É claro que ambas queriam dizer o que estava sentindo de verdade, mas havia muita coisa envolvida. E isso denunciava o quanto elas não poderiam ficar juntas agora.

            Durante todo o caminho, as duas ficaram caladas. Na cachoeira, Priscilla já tinha aprendido a nadar com as dicas da sua namorada, e Betão e Ygor ficaram a observando.

            — Isso, Pri. Tá indo muito bem! — gritou Ygor.

            Betão olhou ao redor, e Laura ainda não tinha aparecido. Ele estava começando a ficar preocupado e pensou em ir atrás.

            — Ygor, eu acho que vou atrás da Laura.

            — Não! — disse Ygor, nervoso.

            — Não? Por quê? — perguntou o Betão, desconfiado — Por que eu não posso ir, Ygor?

            — Porque... Porque... Porque elas já estão chegando ali, olha... — Ygor apontou o dedo na direção que as meninas estavam chegando juntas.

            Ygor ficou até aliviado e disse:

            — Viu? Eu falei que as duas não iriam demorar muito.

            Betão assentiu, e as duas meninas se aproximaram. Em seguida, Laura ficou ao lado do namorado e disse:

            — A Kelly tinha se perdido, mas consegui trazê-la de volta.

            — Que bom, meu amor. — disse ele, dando um beijo nela na frente de Ygor e Kelly.

            Ygor pegou a mão de Kelly e disse:

            — Venha comigo... A Natalie conseguiu ensinar a Priscilla a nadar.

            — Sério? Que bom!

            Quando foram observar, Priscilla estava nadando ao lado de sua amada toda sorridente. Ygor estava achando aquilo muito maravilhoso. Era muito bonito ver as garotas se dando bem e felizes uma com a outra.

            — Ai, essas duas... É muito amor, gente.

            Kelly ficou observando as duas também e, por um momento, ela se imaginou ali com a Laura. Era muita loucura, pensou ela. Como poderia estar imaginando tais coisas?

            — Terra chamando Kelly... — disse Ygor, percebendo o quanto ela estava distraída.

            — O que houve, Ygor?

            — Eu é que pergunto. A senhorita está nas nuvens.

            — Não. Claro que não.

            — Quando eu perguntei a Laura se estava rolando alguma coisa entre vocês duas, ela me disse uma coisa...

            — Que coisa? — indagou a Kelly, curiosa.

            — Ela me disse que não sabia direito...

            — Ela disse isso mesmo?

            — Sim... E olha, eu sabia que tinha algo rolando sim. Vocês não estão sabendo mais disfarçar.

            — Foi só um beijo, Ygor. Mas, por favor, não fala nada para ninguém.

            — Além daquele que teve na brincadeira?

            — Sim. Foi lá na mansão e no closet da Natalie.

            — Menina... Tô passado! Vocês têm que ficar juntas.

            — Não temos não, Ygor. Eu e ela conversarmos e decidimos que o beijo não significou nada.

            — Você sabe que nada é peixe, né?

            — Já está tudo decidido, Ygor. Não vai rolar mais nada.

            — Para começar, vocês decidiram. Não quer dizer que isso seja verdade.

            — Qual é, Ygor? Você está dizendo que somos mentirosas? É isso?

            — Não, mas que talvez estejam com medo porque podem machucar outras pessoas caso venham se assumir.

            — Não, Ygor. Você não está dizendo coisa com coisa. Eu vou é dar um mergulho para parar de te ouvir falando essas loucuras.

            — Tá bom... Vai lá. E em um futuro próximo, me diz se isso é loucura, tá?

            Kelly nem deu atenção e mergulhou na água. No outro lado, Priscilla agarrou a cintura da Natalie e deu um beijo apaixonada nela.

            — Obrigado, meu amor. Jamais imaginaria que eu pudesse conseguir nadar... Tinha muito medo.

            — Ah, meu amor. Não precisa me agradecer. E olha... Não tem nada que você não consiga, pode ter certeza disso. Você é muito batalhadora.

            Priscilla sorriu e a beijou novamente. As horas foram passando, e já estava quase escurecendo. Por isso, os garotos decidiram voltar para a casa de campo. Minutos depois, conseguiram chegar e deram de cara com o Edgar dormindo em uma das redes todo tranquilo.

            Os garotos foram entrando na casa sem fazer barulho, menos a Laura que comentou alguma coisa no ouvido do Ygor.

            — Laura, coitado dele...

            — Não vai ser nada demais, amigo. — disse ela, sorrindo.

            Laura foi até a despensa sem falar nada a ninguém e voltou com uma caixa de bombinhas na mão. Pegou um isqueiro e acendeu uma delas colocando embaixo da rede de Edgar. Em poucos segundos, a bombinha estourou, fazendo com que o motorista saísse pulando da rede.

            Ygor e Laura correram para dentro dando gargalhadas, e Edgar ficou irritado perto da área. Kelly ouviu o barulho lá do quarto e foi verificar o que tinha acontecido.

            — O que aconteceu, Edgar?

            — Alguém colocou uma bombinha perto da rede. — disse ele, pegando no peito e sentando-se em um degrau da escada de madeira — Quase tive um troço!

            Kelly até imaginou quem tinha sido e disse a ele:

            — Deve ter sido uma pessoa muito idiota...

            Ele ficou calado tentando ficar calmo, e ela sentou-se ao lado dele. Edgar permaneceu indiferente, porque ainda estava um pouco irritado com ela. No entanto, Kelly tentou puxar assunto. Não queria que ficasse um clima chato entre eles.

            — Eu queria te pedir desculpas de novo por ter te beijado lá na cachoeira. Fui muito idiota com você.

            — Tudo bem. — disse ele, olhando para ela — Eu só me irritei porque as filhas do Sérgio poderiam falar mal de mim para o pai delas, sabe?

             — Entendi... Mas fica de boa. A Laura não vai dizer nada, e a Natalie nem viu, porque estava ensinando a Priscilla a nadar.

            Edgar continuou olhando para ela. Queria muito beijá-la, mas ele sabia que aquilo não iria dar em nada. Os dois eram muito diferentes um do outro.

Kelly até tentou beijá-lo mais uma vez, porém o rapaz desviou o rosto.

            — Desculpa, Kelly. Mas não vai rolar.

            Kelly ficou sem graça, e ele continuou:

            — Eu te acho muito linda... Uma princesa. Mas não dá, sabe? Eu quero uma pessoa mais experiente, ou seja, uma mulher mais velha. Entende?

            — Claro... Eu te entendo. E acho que está certo sobre isso, porque temos uma grande diferença de idade.

            — Sim... — tirou uma mecha de cabelo do olho dela — E eu desejo que encontre um cara bacana e que vai te fazer uma mulher muito feliz.

            — Valeu, Edgar. Eu também desejo isso a você, porque tu merece. É um cara muito honesto com as pessoas.

            — Obrigado, Kelly. — disse ele e deu um beijo na testa dela — Fica bem, tá?

            — Você também.

            Edgar entrou dentro da casa, deixando Kelly pensativa sobre um dos degraus da escada. O problema é que a Natalie tinha escutado toda a conversa dos dois e aproximou-se dela para conversar.

            — Posso saber o que foi isso?

            Kelly levantou-se do degrau olhando bem assustada para a melhor amiga.

            — Natalie?

            — Você beijou o Edgar, Kelly?



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