História Uma patricinha em minha vida 2 (SEGUNDA TEMPORADA) - Capítulo 15


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Categorias Fifth Harmony
Tags Camren, Lesbicas, Natiese, Ponto Ação
Visualizações 314
Palavras 1.470
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 15 - Capítulo 15


                — Quem está aí? — indagou Kelly mais uma vez, pegando uma pedra.

            A pessoa, então, saiu das árvores e apareceu na frente dela. Kelly ficou mais aliviada ao ver quem era e deixou a pedra cair no chão.

            — Você me assustou, Laura.

            — Não tem como se assustar comigo, Kelly. Você sabe que eu sou linda.

            Kelly revirou os olhos e respondeu:

            — Vai começar, é? Então acho melhor ir embora e me deixar perdida aqui mesmo.

            — Porra... Você é ingrata, hein, garota?

             Kelly nem deu moral, e Laura continuou:

            — Pode parar de fazer essa cara! Você vai ter que me dizer o motivo de ter saído que nem uma foragida da cachoeira.

            — E-eu... E-eu...

            — Agora vai gaguejar que nem o Leozinho?

            — Por falar nele, você deveria ter convidado ele e a Marcinha para cá.

            — Não convidei porque a Marcinha está estranha comigo, mas isso não vem ao caso. Eu quero saber porque saiu desse jeito. Você me deixou preocupada.

            Kelly deu uma risada e disse:

            — Você? Preocupada comigo? Ah, Laura, conta outra, né? Você não está nem aí para mim.

            — Eu não estaria se não estivesse aqui...Você me deu um enorme tapa na cara. Lembra?

            — Você mereceu por ter me dito aquelas coisas!

            — Por quê? Eu não falei nada demais. O beijo que aconteceu no closet realmente não significou nada, né? Sendo assim, não tem motivo de você ficar irritada comigo desse jeito.

            Kelly ficou a olhando bem séria. Laura ficou confusa com o olhar dela e continuou:

            — Não significou nada, né?

            Kelly continuou calada. Não queria admitir que tinha gostado do beijo dela e que tinha significado alguma coisa. Era tudo muito novo para ela, e isso a deixava com medo. Laura aproximou-se ainda mais e perguntou:

            — Você não vai me dizer nada? Eu preciso saber como você está se sentindo.

            — Você tem razão... — declarou Kelly, mesmo achando que não — Eu fui muito chata com você. O beijo não significou nada. E quero te pedir desculpas pelo tapa.

            — Ah... — sorriu — Tudo bem. Nem doeu tanto assim.

            — Claro que doeu. Eu vi a sua cara. — disse ela, sorrindo também.

            Laura ficou séria e estendeu a mão para ela.

            — Vem... Vamos voltar para a cachoeira?

            — Vamos. — disse Kelly, pegando a mão dela.

            O contato entre as suas mãos foi como um choque. Uma energia contagiante passou pelos corpos delas. É claro que ambas queriam dizer o que estava sentindo de verdade, mas havia muita coisa envolvida. E isso denunciava o quanto elas não poderiam ficar juntas agora.

            Durante todo o caminho, as duas ficaram caladas. Na cachoeira, Priscilla já tinha aprendido a nadar com as dicas da sua namorada, e Betão e Ygor ficaram a observando.

            — Isso, Pri. Tá indo muito bem! — gritou Ygor.

            Betão olhou ao redor, e Laura ainda não tinha aparecido. Ele estava começando a ficar preocupado e pensou em ir atrás.

            — Ygor, eu acho que vou atrás da Laura.

            — Não! — disse Ygor, nervoso.

            — Não? Por quê? — perguntou o Betão, desconfiado — Por que eu não posso ir, Ygor?

            — Porque... Porque... Porque elas já estão chegando ali, olha... — Ygor apontou o dedo na direção, que as meninas estavam chegando juntas.

            Ygor ficou até aliviado e disse:

            — Viu? Eu falei que as duas não iriam demorar muito.

            Betão assentiu, e as duas meninas se aproximaram. Em seguida, Laura ficou ao lado do namorado e disse:

            — A Kelly tinha se perdido, mas consegui trazê-la de volta.

            — Que bom, meu amor. — disse ele, dando um beijo nela na frente de Ygor e Kelly.

            Ygor pegou a mão de Kelly e disse:

            — Venha comigo... A Natalie conseguiu ensinar a Priscilla a nadar.

            — Sério? Que bom, né?

            Quando foram observar, Priscilla estava nadando ao lado de sua amada toda sorridente. Ygor estava achando aquilo muito maravilhoso. Era muito bonito ver as garotas se dando bem e felizes uma com a outra.

            — Ai, essas duas... É muito amor, gente.

            Kelly ficou observando as duas também e, por um momento, ela se imaginou ali com a Laura. Era muita loucura, pensou ela. Como poderia estar imaginando tais coisas?

            — Terra chamando Kelly... — disse Ygor, percebendo o quanto ela estava distraída.

            — O que houve, Ygor?

            — Eu é que pergunto. A senhorita está nas nuvens.

            — Não. Claro que não.

            — Quando eu perguntei a Laura se estava rolando alguma coisa entre vocês duas, ela me disse uma coisa...

            — Que coisa? — indagou a Kelly, curiosa.

            — Ela me disse que não sabia direito...

            — Ela disse isso mesmo?

            — Sim... E olha, eu sabia que tinha algo rolando sim. Vocês não estão sabendo mais disfarçar.

            — Foi só um beijo, Ygor. Mas, por favor, não fala nada para ninguém.

            — Além daquele que teve na brincadeira?

            — Sim. Foi lá na mansão e no closet da Natalie.

            — Menina... Tô passado! Vocês têm que ficar juntas.

            — Não temos não, Ygor. Eu e ela conversarmos e decidimos que o beijo não significou nada.

            — Você sabe que nada é peixe, né?

            — Já está tudo decidido, Ygor. Não vai rolar mais nada.

            — Para começar, vocês decidiram. Não quer dizer que isso seja verdade.

            — Qual é, Ygor? Você está dizendo que somos mentirosas? É isso?

            — Não, mas que talvez estejam com medo porque podem machucar outras pessoas caso venham se assumir.

            — Não, Ygor. Você não está dizendo coisa com coisa. Eu vou é dar um mergulho para parar de te ouvir falando essas loucuras.

            — Tá bom... Vai lá. E em um futuro próximo, me diz se isso é loucura, tá?

            Kelly nem deu atenção e mergulhou na água. No outro lado, Priscilla agarrou a cintura da Natalie e deu um beijo apaixonada nela.

            — Obrigado, meu amor. Jamais imaginaria que eu pudesse conseguir nadar... Tinha muito medo.

            — Ah, meu amor. Não precisa me agradecer. E olha... Não tem nada que você não consiga, pode ter certeza disso. Você é muito batalhadora.

            Priscilla sorriu e a beijou novamente. As horas foram passando, e já estava quase escurecendo. Por isso, os garotos decidiram voltar para a casa de campo. Minutos depois, conseguiram chegar e deram de cara com o Edgar dormindo em uma das redes todo tranquilo.

            Os garotos foram entrando na casa sem fazer barulho, menos a Laura que comentou alguma coisa no ouvido do Ygor.

            — Laura, coitado dele...

            — Não vai ser nada demais, amigo. — disse ela, sorrindo.

            Laura foi até a despensa sem falar nada a ninguém e voltou com uma caixa de bombinhas na mão. Pegou um isqueiro e acendeu uma delas colocando embaixo da rede de Edgar. Em poucos segundos, a bombinha estourou, fazendo com que o motorista saísse pulando da rede.

            Ygor e Laura correram para dentro dando gargalhadas, e Edgar ficou irritado perto da área. Kelly ouviu o barulho lá do quarto e foi verificar o que tinha acontecido.

            — O que aconteceu, Edgar?

            — Alguém colocou uma bombinha perto da rede. — disse ele, pegando no peito e sentando em um degrau da escada de madeira — Quase tive um troço!

            Kelly até imaginou quem tinha sido e disse a ele:

            — Deve ter sido uma pessoa muito idiota...

            Ele ficou calado tentando ficar calmo, e ela sentou-se ao lado dele. Edgar permaneceu indiferente, porque ainda estava um pouco irritado com ela. No entanto, Kelly tentou puxar assunto. Não queria que ficasse um clima chato entre eles.

            — Eu queria te pedir desculpas de novo por ter te beijado lá na cachoeira. Fui muito idiota com você.

            — Tudo bem. — disse ele, olhando para ela — Eu só me irritei porque as filhas do Sérgio poderiam falar mal de mim para o pai delas, sabe?

             — Entendi... Mas fica de boa. A Laura não vai dizer nada, e a Natalie nem viu, porque estava ensinando a Priscilla a nadar.

            Edgar continuou olhando para ela. Queria muito beijá-la, mas ele sabia que aquilo não iria dar em nada. Os dois eram muito diferentes um do outro.

Kelly até tentou beijá-lo mais uma vez, porém o rapaz desviou o rosto.

            — Desculpa, Kelly. Mas não vai rolar.

            Kelly ficou sem graça, e ele continuou:

            — Eu te acho muito linda... Uma princesa. Mas não dá, sabe? Eu quero uma pessoa mais experiente, ou seja, uma mulher mais velha. Entende?

            — Claro... Eu te entendo. E acho que está certo sobre isso, porque temos uma grande diferença de idade.

            — Sim... — tirou uma mecha de cabelo do olho dela — E eu desejo que encontre um cara bacana e que vai te fazer uma mulher muito feliz.

            — Valeu, Edgar. Eu também desejo isso a você, porque tu merece. É um cara muito honesto com as pessoas.

            — Obrigado, Kelly. — disse ele, e deu um beijo na testa dela — Fica bem, tá?

            — Você também.

            Edgar entrou dentro da casa, deixando Kelly pensativa sobre um dos degraus da escada. O problema é que a Natalie tinha escutado toda a conversa dos dois e aproximou-se dela para conversar.

            — Posso saber o que foi isso?

            Kelly levantou-se do degrau olhando bem assustada para a melhor amiga.

            — Natalie?

            — Você beijou o Edgar, Kelly?

           

           



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